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Grupo B: Confira a sinopse do enredo do Boi da Ilha Enredo: 'Abram-se as cortinas! Bravo! 100 anos do Theatro Municipal em cena aberta na Sapucaí' Carnavalesco: Sandro Carvalho
Última Chamada! O espetáculo vai começar! Abram-se as cortinas! A platéia, ao som da nossa orquestra de tamborins, repiniques e agogôs, é convidada a participar deste ato. O grande THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO entra em cena. O 1º ATO - O GRANDE DIA. NOSSO ASTRO, O THEATRO MUNICIPAL. Cravado em plena Cinelândia, na Praça Marechal Floriano, o nosso astro é a principal casa de espetáculos do Brasil e uma das mais importantes das Américas. Sua inauguração, em 14 de julho de 1909, trouxe novos ares e embelezou ainda mais a cidade, com sua arquitetura inspirada na Ópera de Paris. Orgulho, vale lembrar, de Pereira Passos. Em cena, mármores, ônix, bronze, cristais, espelhos, vitrais e esculturas. Grandes artistas brasileiros e estrangeiros criaram obras especialmente para fazer do nosso astro principal a mais bela figura nesse palco carioca das artes e da cultura brasileira. Inicialmente, o THEATRO MUNICIPAL era apenas uma casa de espetáculos que recebia as companhias estrangeiras, trazidas da Itália e da França. Em seus palcos já se apresentaram os maiores nomes da música e do ballet mundial. Hoje, é a única instituição cultural brasileira a manter, simultaneamente, um coro, uma orquestra a uma companhia de ballet. Agora, por intermédio do GRES BOI DA ILHA DO GOVERNADOR, nosso homenageado divide seu brilho com a mais popular das manifestações brasileiras: o Carnaval. O 2° ATO - NOSSA ÓPERA. O DRAMA CANTADO NO PALCO SAPUCAÍ. Neste palco a céu aberto, a Ópera de Rua. Carmens, Rigoletos, Madames Butterfly, Turandot's, Aídas, Flautas Mágicas... Óperas por onde passarão nossos sopranos e tenores da folia, entoando um canto de alegria que tocará a alma e o coração. Cada um é capaz de compor sua própria obra, sua própria ópera, e a orquestra sempre ali, pronta para acompanhá-los na marcação do surdo. O 3° ATO - NA PONTA DOS PÉS. Bailarinos (ou foliões, como queiram) prontos em seus figurinos. Coração na boca, nossos "sambarinos" bailam, rodopiam, dançam... Não importa. Hoje são personagens desse que é o palco de espetáculos mais conhecido do mundo - e por que não dizer da Terra? -, a Marquês de Sapucaí. A cortina se abre. Novamente, bailarinos comuns encenam/encarnam Dom Quixote, Quebra-Nozes, Lago dos Cisnes, O Corsário, La Bayaderé, Bela Adormecida, contando histórias e enredos num balé coreograficamente perfeito. Sem ensaios nem roteiros, nem marcações definidas, mas bailando e riscando a Passarela do Samba na mais perfeita harmonia de um Corpo de Baile vindo, especialmente, lá das bandas da Ilha do Governador. O 4° ATO - DAS RUAS PARA OS SALÕES, DOS SALÕES PARA AS RUAS. " O GRANDE BAILE". A moda que tomava conta da Europa chega à capital carioca. Bailes de Máscaras, ricas fantasias, eventos sofisticados. Enquanto isso, nas ruas da Cidade Maravilhosa, Grandes Sociedades, Cordões, Blocos, Clubes e Ranchos. Assim eram chamados os grupos que ganhavam o Passeio Público, estabelecendo novas formas de fazer nosso carnaval. Pierrôs, Colombinas, Arlequins, Caciques e Diabinhos. Uma grande algazarra, sinal de que o samba já está nas ruas. Das janelas do Municipal assiste-se a essa fanfarra, enquanto nos salões do teatro, imponentes fantasias, senhores de smoking, damas de longo, figurinos glamourosos para a época. Nosso homenageado contribuiu, e muito, para a Festa de Momo. Os Bailes do Municipal, extremamente concorridos nas décadas de 50 e 60, eram transmitidos pela TV. O povo se aglomerava na rua para ver a entrada dos grã-finos e das belas fantasias. E a orquestra... Ah, essa não parava de tocar! "Luz Del Fuego" nos salões! Obaaaa! Manda a orquestra parar. Já se faz tarde! Manda a orquestra voltar! Todavia, o THEATRO MUNICIPAL, em pleno Carnaval, não estava ali para todos. Era um privilégio de poucos, mas cheio de boas histórias pra se contar! E assim, ele olha ao seu redor e respira para o "gran-finale". Finda o último ato! O enredo toca a alma. A cena encerra. A cortina cerra. A cena finda o espetáculo, a obra carnavalesca criada para contar os 100 anos do THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO. Ele volta, agradece. Já o público, de pé (assim o vejo em meus sonhos...), aplaude. BRAVO! BRAVO! BRAVO!
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