Rio - Os buracos, infelizmente, são pragas que assolam as ruas de qualquer cidade brasileira. No Rio de Janeiro, é claro, não poderia ser diferente. Eles estão por toda parte, independente da região. Com tantas crateras, não há amortecedores que resistam ao trabalho árduo e o desgaste prematuro desse componente é sinônimo de despesas regulares em prazos cada vez menores.
Tendo como principal função manter o contato entre o pneu e o solo, absorvendo os impactos causados pelas imperfeições do terreno, os amortecedores devem ser revisados constantemente, de preferência a cada 10 mil quilômetros — as trocas devem ser feitas a cada 40 mil km. Isso porque, com a vida útil comprometida, eles oferecem risco de aquaplanagem, desgaste prematuro dos pneus e da suspensão, balanço excessivo do carro, perda de estabilidade e comprometimento da eficácia dos freios.
Para se ter uma noção dos perigos de andar com amortecedores com 50% de vida útil comprometida, um carro a 50 km/h pode aumentar a distância de frenagem em até dois metros. E não é só. De acordo com a fabricante Monroe, se os amortecedores do carro apresentarem desgaste excessivo e o motorista fizer uma curva, por exemplo, a 57 km/h, pode-se perder o controle do automóvel e colocar em risco a vida dos ocupantes.
Por isso, todo cuidado é pouco e ficar atento aos sintomas de desgaste dos amortecedores é fundamental. Para saber se eles estão comprometidos, não é preciso ser um expert em mecânica e qualquer um pode avaliar até mesmo em casa.
Para isso, basta pressionar, nos cantos da carroceria, o carro para baixo. Se subir uma vez e meia e parar em seguida, é sinal de que os amortecedores ainda estão em bom estado. Mas se, ao soltar, a carroceria oscilar mais de uma vez e meia, é sinal de que eles estão com a vida útil comprometida e é hora de trocá-los todos, ou, pelo menos aos pares.