Marcellus Leitão
Rio - Capengando com a Frontier nacional a Nissan tomou rumo e partiu para a oferta de um produto de ponta. A Frontier SEL, que ainda roda importada, será nacional ano que vem, substituindo de vez a Frontier menor, feita no Paraná. E o modelo novo tem tudo para emplacar, menos preço. Afinal, pagar mais de R$ 119 mil por uma picape quando se encontra no mercado soluções não tão pujantes, mas bem mais em conta, é discutível. Mas a SEL chega mesmo como categoria superior, para disputar com as um pouco menos caras Toyota Hilux e L200 Triton, só que esconde dentro do capô o motor turbodiesel mais forte da categoria.
O 2.5 commomrail despeja 172 cv no câmbio automático de cinco marchas, que leva o modelo a mostrar disposição na estrada e robustez nas vicinais, com destaque para o conforto de marcha em todas as condições. As suspensões são bem acertadas e macias e a direção tem respostas eficientes. O prazer de dirigir é alto, mas quem vai no banco de trás encontra um encosto muito vertical, embora o espaço para as pernas seja razoável.
Ar condicionado eficiente, bancos bons—para os dois da frente— forrados em couro e disqueteira para seis CDs fazem da SEL quase um automóvel alto e resvalam no discurso do robusto/confortável, iniciado pelos SUVs e Crossovers. Não por acaso ela foi desenvolvida a partir da plataforma do Pathfinder, de quem herda a frente, motor e vários sistemas.
Na caçamba vão 1.015 quilos, 1.020 na versão manual seis marchas (com o peso dos ocupantes na conta), mas a falta de protetor plástico exibe os primeiros arranhões logo de cara. Os quatro ganchos, no fundo, têm acesso difícil em algumas situações, mas travam bem motocicletas e jet-skis.