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André Gomes

Sexta-feira , 29 Fevereiro, 2008

TRANSFORMAÇÃO

Saí da redação hoje rumo ao Oi Futuro irritado com uma crise alérgica chatíssima. Lá chegando, depois de um engarrafamento igualmente aborrecido, permaneci de pé para ver a performance que abre os trabalhos do projeto em questão, intitulado 'Resta Pouco a Dizer - Peças Curtas de Beckett'. De cara, fui assombrado pela maravilhosa introdução, que me causou sensação de sufocamento: do lado de fora do espaço cultural, dois atores mergulham em caixas transparentes com água. Até aí, tudo bem, não fosse isso para eles uma prova e tanto de fôlego. Os caras falam sem parar, alternando as falas com os longos períodos em que passam submersos. Quando emergem, nem tempo têm de tomar fôlego, dão logo o texto. Na platéia, a sensação é de suspense, ansiedade. O jogo começa bem e as três peças curtas que são mostradas no teatro, lá no sétimo andar ('Catástrofe', 'Ato sem Palavras II' e 'Jogo') são exemplarmente bem encenadas. Confesso que saí do teatro pensando numa só coisa: vida é repetição. Tenho pensando nisso há algum tempo, não com prazer, mas medo. E o que fazer para fugir disso? Bem, ao menos o teatro, ali realmente como agente transformador, serve para que encaremos nossos fantasmas. Este projeto, dos irmãos Guimarães (Adriano e Fernando) é uma pérola, vale muito a pena assisti-lo.
Anote aí: o programa a que me refiro é o 2, que rola até 9 de março, com ingressos a R$ 15. A partir do dia 14 e até o dia 30 as coisas mudam, e quem assume é o terceiro programa, com novas peças. Até lá.

MAIS UM GOL DE JOÃO FONSECA

Marco na obra de Nelson Rodrigues, por levar para o palco o universo do típico subúrbio carioca, ‘A Falecida’ cumpre até domingo temporada no teatro que leva o nome de seu autor, e a partir da próxima sexta-feira ocupa o Centro Cultural Justiça Federal, simpático teatro situado na Rio Branco 241.

Ontem, fui assistir à montagem que, sob direção do onipresente João Fonseca, não deixa dúvidas quanto às marcas registradas de seu encenador: estão lá as cadeiras, o palco quase nu, a economia adotada por ele para colocar sempre o ator como o que mais interessa. No fundo do palco, há um quadro-negro que alude ao futebol de botão — o personagem do marido traído (Guilherme Piva), é um apaixonado pelo Vasco. Piva tem bom entrosamento com a protagonista — mulher doente que sonha com um enterro luxuoso, numa estranha fuga triunfal de sua vida ordinária —, papel de Rafaela Amado. Nelson domina como poucos o universo de invejas, rancores e vigarices retratado em ‘A Falecida’, mas a peça demora um pouco a decolar.
O autor parece guardar para a virada final sua artilharia pesada: quando o marido vira protagonista, após a morte da esposa, os diálogos são tomados por uma dose extra de incendiária ironia. Desempregado, ele deve atender a um último pedido de Zulmira: exigir que um sujeito chamado Pimentel pague pelo enterro luxuoso da morta. Do encontro, uma constatação: não há ninguém incorruptível. Com trilha sonora bem sacada e elenco bem conduzido, a montagem respeita o autor e brilha no retrato do subúrbio carioca dos anos 50. Quando estreou, em 1953, houve um certo estranhamento da platéia 'bem vestida e perfumada' do Municipal, ali sentada para ver tipos tão grosseiros e sem meias palavras em cena. Mas passou. Foi um sucesso. Não por acaso, até hoje desperta interesse.

Quarta-feira, 27 Fevereiro, 2008

FALANDO SOZINHO

De uns tempos pra cá, o público mais observador já deve ter notado que, volta e meia, surge um monólogo novo para ocupar os teatros da cidade. Há uns dez, vinte anos, fazer um monólogo era ousadia: o ator se expunha, dava a cara à tapa, era como uma prova de fogo de seu talento. Hoje, é prova de economia. Os produtores sacaram que podem ganhar muito mais se o elenco é de apenas um. É muito comum também que os próprios atores acumulem a função de produtor - assim os ganhos não são divididos. Claro que a tendência também é explicada pelos recursos escassos da cena teatral, sempre carente de patrocínios (tudo bem, tem quem leve rios de dinheiro de patrocínio e gaste mal, muito mal). Há também quem pague do próprio bolso pra montar sua peça. Sem vasculhar quem é quem nesta tendência, vale lembrar as montagens do 'bloco do eu sozinho' em cartaz e as que vêm por aí:

Não Sou Feliz Mas Tenho Marido: um hit. Zezé Polessa emenda temporada atrás de outra.
Minha Mãe é uma Peça: Paulo Gustavo, merecidamente, se fez a partir de tal montagem.
Cada um com Seus Pobrema: Marcelo Médici volta e meia volta a encená-la.
A Casa dos Butas Ditosos: Fernanda Torres em estado de graça, e faturando bem (este fimde no Citibank Hall).
Curtas: revelou o talento de Samantha Schmütz (este fimde no Canecão).
A Descoberta das Américas: festejadíssima, com Julio Adrião.
Eu Sou Minha Própria Mulher: Edwin Luisi dá show de versatilidade.
A Mulher que Escreveu a Bíblia: palco para o talento de Inez Vianna.
Acqua Toffana e O Caderno Rosa de Lori Lamby: espetáculos alternativos dirigidos por Pedro Brício.
Boom: Jorge Fernando até hoje encena a peça.
Agora eu Vou Falar: quer dar aos homens trintões o direito de se confessar.
Os Homens são de Marte e é Pra Lá que Eu Vou: a minha de ouro de Mônica Martelli.

Achou muito? Pois é, e ainda vem por aí monólogo com Luana Piovani e Marília Gabriela, a segunda dirigida por Antônio Fagundes. Luana será conduzida por Marcus Alvisi.

VINTE ANOS DO ARMAZÉM EM LIVRO

O pessoal do grupo Armazém, atualmente em cartaz ao lado de Louise Cardoso com 'Mãe Coragem e seus Filhos', lança dia 3 de março, na Travessa do Shopping Leblon, um livro que vasculha o processo criativo dos 20 anos da companhia, merecidamente uma das mais prestigiadas do País. O livro se chama 'Espirais – Armazém Companhia de Teatro [1987 – 2007]', e relembra espetáculos marcantes como 'A Ratoeira é o Gato', 'Alice Através do Espelho', 'Pessoas Invisíveis', 'A Caminho de Casa' e 'Toda Nudez Será Castigada'. Além de farto material fotográfico, o leitor encontrará um registro histórico da evolução estética da companhia, com comentários sobre cada montagem. Para quem nunca teve oportunidade de ver os trabalhos do grupo, vale lembrar que eles já lançaram DVDs de três espetáculos ('Da Arte de Subir em Telhados', 'Pessoas Invisíveis' e 'Alice Através do Espelho'), além do livro de imagens 'Para Ver com Olhos Livres'. Diretor do Armazém, Paulo de Moraes também assina trabalhos fora do grupo: só no ano passado foram 'Fala Baixo, Senão eu Grito' e 'Pequenos Milagres', esta com o Galpão.
O livro do Armazém - que tem organização de Marcos Losnak, Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes - pode ser adquirido na Livraria da Travessa do Shopping Leblon ou através do site do grupo: acesse www.armazemciadeteatro.com.br.

Terça-feira, 26 Fevereiro, 2008

CURITIBA É DOS JAPAS

O grande prêmio do cinema mundial já passou, provocando debates acalorados sobre os premiados e as roupas usadas no tapete vermelho — Marion Cotillard, cá entre nós, não só foi a escolha justa para melhor atriz como também caprichou no figurino — e chega a vez de o teatro ocupar o centroA MONTAGEM DA TRUPE JAPONESA das atenções. O Festival de Curitiba, em sua 17ª edição, já anunciou sua programação (são mais de 300 espetáculos, contando os da Mostra de Teatro Contemporâneo e os do Fringe), que se estenderá de 20 a 30 de março. A grande vedete é ‘Júpiter: a Conquista da Galáxia’, montagem que une teatro e dança e será exibida no Ópera de Arame. A companhia é composta só por homens e satiriza a cultura pop japonesa. Na encenação que será apresentada em Curitiba, maior festival de teatro do País, eles mostram virtuosismo nos passos de dança e utilizam vídeo e música para contar sua história. Promete.

MARYA BRAVO CANTA NO CINEMATHÈQUE

Marya Bravo, estrela de nossos musicais e atualmente em cartaz com o sucesso 'Beatles num céu de diamantes', vai fazer show hoje, no Cinemathèque, em Botafogo. É uma boa oportunidade para os fãs do trabalho da atriz/cantora em montagens como '7' e 'Lado a Lado com Sondheim' verem como ela se sai em apresentação solo. Marya se prepara para lançar seu disco de estréia, que tem produção de Carlos Trilha e está em fase de mixagem. O show reúne canções que estarão no CD, algumas em parceria com Nobru Pederneiras, e uma música que faz toda a diferença em 'Beatles num Céu de Diamantes': 'While my guitar gently weeps'. É de arrepiar. O ingresso para o show custa R$ 20 e o horário é 22h.

Segunda-feira, 25 Fevereiro, 2008

ENCENAÇÃO CRIADA PARA ALCANÇAR BOA BILHETERIA

Crítica do espetáculo 'Dona Flor e Seus Dois Maridos', publicada hoje no Caderno D.
Dona Flor e Seus Dois Maridos’ ostenta até hoje, passados mais de 30 anos de seu lançamento, o título de filme mais visto da história do cinema nacional. A bilheteria superou 10 milhões de espectadores e, nos anos 90, a história adaptada do livro de Jorge Amado foi parar na TV. Nunca, contudo, o enredo sobre a viúva dividida entre o desejo pelo fantasma do primeiro marido e a segurança do segundo casamento havia ocupado os palcos brasileiros.
Em cartaz no Teatro das Artes, a versão teatral do romance entre Flor e Vadinho não oferece novidade em relação às versões anteriores. A montagem, contudo, possui poder de comunicação com a platéia, oferece narrativa ágil e resulta em bom entretenimento teatral. Boa parte dos méritos está na condução do diretor Pedro Vasconcelos: careta, mas segura e sem maneirismos — principal problema, por exemplo, da peça que ocupava o mesmo teatro antes da atual, ‘O Bem Amado’, sob direção de Enrique Diaz.
Na direção de atores, Vasconcelos extrai bom desempenho de Carol Castro, atriz de papéis na TV nem sempre elogiados. Ela faz com desenvoltura a passagem da Flor ingênua à viúva fogosa. Como Vadinho, Marcelo Faria busca com afinco os elementos do tipo malandro e fanfarrão. Personifica-o, sem vergonha das cenas de nudez, mas escorrega no exagero em algumas cenas.
Fechando o triângulo, Duda Ribeiro brilha como o metódico Theodoro, garantindo os momentos mais engraçados. Outra a fazer bom uso da verve cômica é Ana Paula Bouzas, como Norminha, amiga libertária da protagonista. Do elenco coadjuvante destacam-se ainda Daniely Stenzel, no papel da manca Célia, e Elvira Helena, mãe de Flor. Cenário e figurinos, de Ronald Teixeira, são simples e eficientes e as entradas do elenco direto da platéia, embora funcionem, aparecem em número excessivo. Montagem pop, com alto potencial de bilheteria.

Quarta-feira, 20 Fevereiro, 2008

SOLOS FEMININOS


Pedro Brício faz o convite. Sua companhia, a Zeppelin, encena no Teatro do Jockey os espetáculos ‘O caderno rosa de Lori Lamby’, de Hilda Hilst, e ‘Acqua Toffana’, da Patrícia Melo. Em cena estão Isabel Cavalcanti e Dani Barros. Neste post, os flyer das duas montagens, de programação visual muito bem sacada, por sinal. Os dois solos são dirigidos por Brício e ganham reestréia. Com a mesma ficha técnica e concepção, os monólogos são apresentados em dias diferentes e o espectador pode comprar um só ingresso para assistir a ambos. O próprio Brício adaptou o conhecido texto de Hilda Hilst, encenado por Isabel Cavalcanti, e o primeiro romance da escritora Patrícia Melo, um relato de um homem obcecado pela vizinha, na voz de Dani Barros.


Quinta-feira, 14 Fevereiro, 2008

VERSÃO CARETA, MAS COERENTE

A estréia da adaptação teatral de 'Dona Flor e Seus Dois Maridos', ontem, na Gávea, reuniu tantos famosos na platéia que a impressão era que boa parte do Projac estava lá. Confesso que fui ver a peça com um pé atrás: cheirava muito a caça-níqueis. Marcelo Faria, completamente nu em cena como Vadinho, é dos incentivos para turbinar a bilheteria. E Carol Castro, no papel de Dona Flor, Foto de Carlos Zambrott / Ag News. O ELENCO RECEBE OS AGRADECIMENTOSnão parecia propriamente o melhor cartão de apresentações do espetáculo. Errei. A montagem, dirigida por Pedro Vasconcellos, é digna. Caretinha, mas tem fluência narrativa, e boa condução do elenco, tanto que a protagonista - que na TV não convence - se sai bem, não compromete. Duda Ribeiro, como o segundo marido de Flor, é responsável pelos momentos mais engraçados do espetáculo, que conta com elenco de apoio afinado. A montagem atual nada acrescenta às adaptações da célebre obra de Jorge Amado para o cinema nos anos 70 e para a TV nos anos 90, mas está coerente ao universo do baiano. Salva a Bahia.

Quarta-feira, 13 Fevereiro, 2008

CARA A CARA COM GABI

Durante o troca-troca promovido pelo GNT, coube a Mônica Waldvogel assumir o lugar de Marília Gabriela. Foi um bate-papo bem conduzido, apesar de Gabi insistir em respostas demasiadamente impactantes. A apresentadora revelou seu plano de estrelar um monólogo, que será dirigido por Antônio Fagundes e foi escrito especialmente para ela. Trata das relações das mulheres com o poder e tem texto de José Eduardo Angualusa. Vai se chamar 'Aquela Mulher' e terá cenário assinado por Teodoro Cochrane, filho de Marília. Durante a conversa, ela confessou que não gosta de se ver atuando na TV. Concordo. Prefiro-a no teatro. 'Senhora Macbeth' devia boa parte de seu impacto a ela. O monólogo que revelou-a como atriz, 'Esperando Beckett', sob direção do Gerald Thomas, também valia a pena. Mas sua presença nesta novela das oito de gosto duvidoso é desnecessária. Guigui, braço direito de Juvenal Antena, a simples citação de tais nomes é suficiente para explicitar o território popularesco no qual se situa a trama. De 'Sexo com Amor?', filme dirigido por Wolf Maya, felizmente não passei perto. Já que Gabi resolveu que é atriz, melhor mesmo é se dedicar aos palcos...

BECKETT NO OI FUTURO

Neste fim de semana de estréias de maior visibilidade, como 'Dona Flor e Seus Dois Maridos' e 'A Falecida', o Oi Futuro é palco de um projeto menos divulgado, mas bacana. 'Resta Pouco a Dizer' é composto por oito peças curtinhas de Beckett e cinco performances. Tá bom, sou meio desconfiado de qualquer projeto que inclua performances, mas o trabalho em questão tem interessantes nomes envolvidos. VERA HOLTZOs irmãos Adriano e Fernando Guimarães (da Companhia Teatral Gabinete 3, de Brasília) convidaram Vera Holtz para estrelar o texto 'Balanço', de apenas 15 minutos. Na encenação, ouve-se sua voz gravada: ela é uma mulher sentada numa cadeira de balanço, vestida como se fosse a uma grande festa. 'Esperando Godot' ou 'Fim de Partida' (que Pedro Brício montou ano passado) naturalmente não têm vez, a hora é das peças curtas, entre elas 'Ir e Vir', outro destaque deste fim de semana. Aderbal Freire-Filho dirige 'Improviso em Ohio', também em cartaz neste fimde. Os mistérios de Beckett estão em cena, com ingressos a R$ 15.

Segunda-feira, 11 Fevereiro, 2008

O TRIUNFO DA MULHER FEIA

Quinta-feira finalmente consegui ver ‘A Mulher que Escreveu a Bíblia’, peça estrelada por Inez Viana que vem fazendo sucesso graças ao boca-a-boca. É um espetáculo rápido, de 1h20, adaptado do livro do Moacyr Scliar, que na versão teatral se beneficia do talento de Inez e da facilidade que a atriz tem em estabelecer intimidade com a platéia. A direção é de Guilherme Piva e tudo gira em torno da tal mulher que dá título à montagem: uma das 700 esposas do bíblico Rei Salomão, rejeitada por ele na cama mas solicitada para ser redatora da história da humanidade. Da suposição — levantada pelo crítico literário Harold Bloom — surgem possibilidades hilárias exploradas por Scliar, mas um dos grandes baratos do espetáculo está na descoberta da personagem de sua feiúra. Sim, ela é uma mulher feia, muito feia, disposta a tudo para perder a virgindade e ciente de que só através do intelecto se destacará no mundo de reverência à beleza. No caldeirão de referências pop a que somos submetidos a todo instante, fica impossível não lembrar do triunfo de outra feia notável, a Betty, do seriado que vem fazendo sucesso no canal Sony. Ou ainda do êxito do livro ‘A Vida Sexual da Mulher Feia’. A feia da vez, que não é feia, é Inez Viana, que explora sua verve cômica com eficiência. Em cartaz no Teatro dos Quatro, de terça a quinta, com texto adaptado por Thereza Falcão.

Sábado, 2 Fevereiro, 2008

LADO A LADO COM SONDHEIM

Na próxima sexta o Brasil verá o que Tim Burton aprontou em sua adaptação de 'Sweeney Todd', musical de Stephen Sondheim, mais celebrado compositor da Broadway, autor de sucessos como 'Company', 'Follies' e 'Into the Woods'. O filme é protagonizado por Johnny Depp, que aparece na foto ao lado na capa da 'The Sondheim Review'. Sim, o compositor é tema desta revista publicada quatro vezes ao ano, prato cheio para os fãs. Cada edição vem recheada por novidades, entrevistas, resenhas, e o tema da vez é o barbeiro demoníaco que chega às telas de cinema. Anote aí o site: http://www.sondheimreview.com. Para os poucos familiarizados à obra do compositor, aqui no Brasil, a dupla Möeller e Botelho já montaram 'Company' e 'Lado a Lado com Sondheim'. Renato Russo gravou a célebre 'Send in The Clowns', um dos maiores hits do americano.

Sexta-feira , 1 Fevereiro, 2008

'7 - O MUSICAL' PODE GANHAR MONTAGEM LONDRINA

Claudio Botelho está em Londres, onde teve reunião com Cameron Mackintosh, o mais influenteSETE O MUSICAL produtor de musicais da atualidade. O diretor de musicais brasileiro apresentou ao inglês o texto de '7 - O Musical'. Sim, existe a possibilidade de uma montagem do musical que estreou aqui, ano passado, no João Caetano, por lá. Se rolar, será somente em 2010. A gente fica na torcida, claro. Claudio também adianta que conversou com o produtor sobre montar no Rio 'Mary Poppins', 'Oliver' e 'Putting It Together'. A dupla Möeller e Botelho expande seus domínios.