|
|
| |
 |
|
|
 |
Março, 2009 Fevereiro, 2009 Janeiro, 2009 Dezembro, 2008 Novembro, 2008 Outubro, 2008 Setembro, 2008 Agosto, 2008 Julho, 2008 Junho, 2008 Maio, 2008 Abril, 2008 Março, 2008 Fevereiro, 2008 Janeiro, 2008 Dezembro, 2007 Novembro, 2007 Outubro, 2007 Setembro, 2007 Agosto, 2007 Julho, 2007 Junho, 2007 Maio, 2007 Abril, 2007 Março, 2007 |
| |
 |
| André Gomes |
|
|
|
|
|
São cinco anos de improviso, que serão comemorados nesta sexta no Vivo Rio. Depois de 13 temporadas de sucesso, o espetáculo 'Z.É. Zenas Emprovisadas' ganha nomes de peso entre os convidados. Alexandra Richter, Aloísio de Abreu, Antônio Fragoso, Bruno Mazzeo, Heloísa Perissé, Ingrid Guimarães, João Velho, Leandro Hassum, Luana Piovani, Marcius Melhem, Maria Clara Gueiros, Miguel Thiré e Nelson Freitas prometem aparecer. O show de aniversário terá duas horas de duração, com apresentação de Alexandre Régis e Fernando Caruso, Gregório Duvivier, Marcelo Adnet e Rafael Queiroga no elenco.
Não vai ser desta vez que vou conseguir ver o show do BR6 na Sala Baden Powell, pois vai rolar no sábado, dia da estréia de 'Ensina-me a Viver'. Nem conheço o trabalho do grupo, mas me desperta curiosidade, afinal, este show tem como base o repertório do último CD deles, 'Here to Stay – Gershwin & Jobim', lançado recentemente pela Biscoito Fino. Daqui, o grupo segue em outubro para a Europa, onde vai se apresentar em dois grandes festivais de música a cappella. No CD, estão lá 'They Can't Take That Away From Me' e 'Fascinating Rhythm', além de versões em inglês das jobinianas Águas de Março, Garota de Ipanema e Água de Beber. Sim, o disco é todo em inglês, mas há uma faixa bônus, 'Chovendo na Roseira', de Tom Jobim, que saiu apenas no CD brasileiro, que faz parte da trilha sonora da novela 'Ciranda de Pedra'.
'Bent' voltou à cena e segue temporada bem popular, apenas 4 reais, no Teatro João Caetano. Vale reeditar a crítica do espetáculo, originalmente publicada ano passado. Já acompanho o trabalho da dupla de protagonistas, Augusto Zacchi e Gustavo Rodrigues, há algum tempo, tinha visto o filme com o Clive Owen mas faltava ver o texto do Martin Sherman — grande sucesso na ocasião de seu lançamento na Broadway então com Richard Gere — no teatro. Bem dirigida por Luiz Furlanetto, a peça rendeu discussão pós-sessão, em torno de um possível tom panfletário, defendido por um amigo que assistiu-a comigo. Como ele, detesto enredos feitos para defender uma causa, mas não é o caso de ‘Bent’. Para falar do sofrimento de dois prisioneiros gays na Alemanha nazista — a mercê de todo tipo de insulto e provação física num campo de concentração — Sherman investe na premissa de que os homossexuais não são melhores ou piores que ninguém. A dupla da peça não é particularmente inteligente nem articulada, tampouco cheia das boas intenções. É comum. Como também é comum seu desejo de poder explicitar o desejo, como na cena em que se excitam se ouvindo, já que, em posição de sentido durante trabalho escravo, não podem se tocar. Tudo bem, tem o tal do triângulo rosa destinado aos gays no campo de concentração que Max reluta em usar — aí você sabe que isso vai mudar — mas trata-se de uma carta na manga do autor guardada para o desfecho. Não tem a ver com o orgulho gay tão defendido por aí nas paradas que mais parecem micaretas. É mais sutil. Conselho ao diretor do espetáculo: se tirar do final o off, esse sim panfletário, a peça só tem a ganhar. De resto, o jogo para a galera de ‘Bent’ já está ganho: uma montagem ousada, inquietante e esforçada. Afinal, carregar aquelas pedras de um lado para o outro como fazem Gustavo e Augusto não é mole não.
A galera que curte o Terça Insana pode se agendar: dias 9 e 10 eles voltam ao Rio, para apresentações no Canecão. O projeto, que aposta em humor de qualidade, emplaca seu sétimo ano, sem sinal de cansaço. A nova turnê nacional é intitulada 'Terça Insana - Fora da Lei' e os atores resolveram fazer esta foto, assim, como vieram ao mundo, para entrar no clima 'pouca roupa' do carioca. Grace Gianoukas, sempre hilária, segue firme no elenco, desta vez na pele de uma adolescente e da Advogada do Diabo. Há também uma personagem intitulada Mal Amada, papel de Agnes Zuliani. Marco Luque faz um motoboy e Roberto Camargo personifica o Cigano Igor Magal, que o próprio ator define: "É de uma tribo de ciganos pigmeus, canta 'Sandra Rosa Madalena' e conta histórias de amor".
Pois é, estão me cobrando as tais provas prometidas por Luciana Vendramini de que teria adquirido os direitos do musical 'Legalmente Loira'. Como eu já imaginava, ela agora não responde. Sumiu. Havia prometido para ontem enviar documentos que comprovassem os direiros adquiridos, e nada. Diante do pronunciamento do diretor Claudio Botelho, que não está gostando nada de ver seu nome envolvido na história, e do diretor de licenças internacionais da MTI, Richard Salfas, tendo a concordar com ambos. Sem provas, sem que os americanos sequer tenham ouvido falar dela, Luciana não tem como ter razão...
Luciana Vendramini jura que é ‘legalmente loira’, mas desde que começaram a pipocar na Internet notas que acusavam a atriz de não ter os direitos para montar o musical no Brasil — como afirmou para O DIA em junho —, sua versão vem perdendo cada vez mais credibilidade. Se de um lado a atriz promete para segunda-feira os documentos que provam a compra dos direitos do musical da Broadway — que seria estrelado por ela em São Paulo ano que vem —, de outro os diretores convidados por ela para a montagem, Claudio Botelho e Charles Möeller, começam a desconfiar do projeto. Botelho conta que esteve em Nova Iorque com Richard Salfas, diretor de licenças internacionais da MTI — Music Theatre International, agência reguladora de licenciamentos nos Estados Unidos —, que garantiu que não há nenhuma atriz brasileira com tais direitos de estrelar por aqui o musical ‘Legalmente Loira’, baseado no filme de sucesso com Reese Witherspoon. “O chato desta história é que Luciana está usando nosso nome. Não temos contrato assinado, ela nos convidou por telefone, em maio, mas desapareceu”, conta Botelho, que viu a montagem nova-iorquina mês passado e acha que não há o que mexer nela. “Não tem nada que artisticamente a gente possa acrescentar. Eu traduziria a música com muito prazer, mas para isso ela precisa ter os direitos”, continua Claudio, que desanimou da idéia de dirigir o musical, se o projeto vingar. Ele relata detalhes estranhos envolvendo a conduta recente da atriz: “Outro dia um diretor me ligou dizendo que tinha visto Luciana, na academia, convidando todo mundo para testes de elenco com a gente para o musical semana que vem. E a gente sem saber de nada”, relata Botelho. De Nova Iorque, por e-mail a O DIA, Richard Salfas dá o que parece ser o ponto final sobre o assunto, que começa a adquirir contornos do célebre episódio envolvendo a atriz Ísis de Oliveira e seu ‘imaginado’ affair com George Clooney. “Ninguém no Brasil tem tais direitos. Tenho confirmação dos produtores de ‘Legally Blonde’ que não há sequer promessa de venda de tais direitos para a Senhorita Vendramini, bem como contrato nenhum assinado. Ninguém envolvido com o musical sequer ouviu falar dela”, sentencia o diretor de licenças internacionais. Mesmo diante de tal pronunciamento, Vendramini insiste: “Reuni-me com meus advogados e provarei que possuo tais direitos. Segunda-feira, mostrarei todos os documentos necessários para isso”, garante a atriz, que já freqüentou o noticiário por admitir ter sofrido de TOC, transtorno de ansiedade que leva as pessoas a terem comportamentos obsessivos. Ela se diz vítima de perseguição e ameaçou de processo quem acusá-la de mentir. Resta provar se, além de loura, é legal (matéria publicada hoje no Caderno D).
Acabei esquecendo de publicar no blog este texto que Charles Möeller e Claudio Botelho me enviaram quando eu pedi que contassem sobre sua mais recente viagem à Broadway. De tempos em tempos, a dupla dá um pulo em Nova York para ver os musicais do momento e reciclar as idéias. O texto abaixo serviu de base para uma matéria que publicamos há alguns domingos na revista TDB. Agora segue, na íntegra. Gostei especialmente das observações sobre ‘South Pacific’ e ‘In The Heights’, que infelizmente não consegui ver em abril, quando estive lá, e sobre ‘Gipsy’: é isso mesmo, a montagem é pobre, nem sei se é intencional, para que a estrela seja a música e a ótima história. Sustenta-se mesmo pela força de Patty Lupone, fantástica em cena. A espera por ‘Billy Elliot’ é mais que válida. Como a dupla lembra, chega em outubro a Nova York. Assisti-o em Londres e até hoje, acho que foi o melhor musical que vi. UM GIRO PELA BROADWAY, por Charles Möeller e Claudio Botelho Havia um tempo em que a Broadway alimentava Hollywood de musicais. Quase todos os grandes títulos do cinema cantado vinham de adaptações do teatro musical, mesmo que muito livremente inspiradas como o clássico ‘O Mágico de Oz’, cuja versão das telas pouco guardava da primeira montagem teatral da história, ou ainda adaptações bastante fiéis aos originais do palco, como ‘West Side Story’, ‘Um Violinista no Telhado’, ‘Hello Dolly’, entre outros. Esse modelo prevaleceu até o final dos anos 60, que coincide com o início do fim para os grandes musicais do cinema. É fato que a Broadway vive ciclos artísticos, como de resto qualquer mercado teatral do mundo. Os anos 80 foram claramente anos da “invasão inglesa” nos palcos de Nova York, quando sucessos importados de Londres como ‘O Fantasma da Ópera’, ‘Miss Saigon’, ‘Les Miserables’, ‘Cats’, entre outros titulos de gosto duvidoso mas de enorme apelo nas bilheterias, tomaram de assalto as listas de sucessos, sendo que alguns permanecem em cartaz até hoje. Já pelo meio dos anos 90, uma onda de revivals (remontagens geralmente repaginadas) veio recuperar a honra do musical americano ‘de raiz’, se é que se pode chamar assim a retomada das obras de grandes compositores que praticamente inventaram o gênero, como os irmãos Gershwin (‘Crazy for You’), Cole Porter (‘Kiss me Kate’), Jerome Kern (‘Show Boat’) e a dupla mais recente Kander & Ebb (‘Chicago’). Esta atenção dedicada aos grandes clássicos continua firme até o momento, sendo que há sempre duas ou três remontagens de muita qualidade em cartaz. Mas um fenômeno interessante vem sendo observado desde meados dos dos anos 2000: a transposição de filmes para o palco. O caso mais emblemático é ‘The Producers’,adaptação musical de Mel Brooks do filme que ele mesmo dirigiu nos anos 70. O mesmo se dá com os desenhos da Disney que ganham versões ao vivo para o teatro, como ‘A Bela e a Fera’, ‘O Rei Leão’, ‘Tarzã’, ‘Mary Poppins’ e o recente ‘A Pequena Sereia’. Outro exemplo é ‘Hairspray’, uma fantástica adaptação do fillme trash de John Waters, que já está no quarto ano em cartaz. E não esquecer ainda de ‘Spamalot’, musical hilário baseado no filme do Monty Python que é um sucesso. A temporada atual está assim, dividida entre grandes revivals e novos espetáculos baseados em filmes. Entre os primeiros, o que mais chama a atenção é uma deslumbrante produção de ‘South Pacific’, primeira remontagem deste clássico dos anos 50 da dupla Rodgers & Hammerstein. Tudo no espetáculo é um acerto. A começar pela orquestra brilhante que é aplaudida em cena aberta (coisa rara na Broadway), passando pelos cenários suntuosos e de extremo bom gosto, uma iluminação cinematográfica e, acima de tudo, uma sonorização que muda o conceito de som da Broadway: o som das vozes parece sair realmente da boca dos cantores e não das caixas de som, tudo soa natural como se estivéssemos assistindo a um concerto acústico. O elenco só tem feras, jovens e maduros talentos do teatro musical, mas o mais gratificante é que a grande estrela é ninguém menos que o brasileiro Paulo Szot, barítono com grande experiência em óperas, que acaba de receber o prêmio Tony (o Oscar dos musicais) por sua atuação neste espetáculo. Paulo dá um show e é emocionante vê-lo aplaudido de pé e ovacionado por uma platéia lotada de americanos e cidadãos do mundo. Isso sim é “fazer sucesso lá fora” (bem diferente de outros exemplos que se vendem entre nós como bem-sucedidos nos Estados Unidos, mas que geralmente se apresentam para colônias de brasileiros e, no máximo, para latinos). A outra remontagem que vale a pena atualmente é ‘Gypsy’, musical com canções de Jule Styne e Stephen Sondheim (aqui apenas letrista), considerado um dos maiores clássicos de todos os tempos, que tem no elenco seu grande trunfo. A diva Patty Lupone tem uma interpretação arrebatadora, eletrizante, que vai do cômico ao dramático em segundos, além de ser uma das vozes mais capazes da Broadway. Só Lupone já valeria os 111 dólares do ingresso, mas seus coadjuvantes Laura Benanti e Boyd Gaines estão na mesma altura da protagonista, tanto que os três receberam prêmios Tony por suas atuações. A montagem é dirigida pelo autor do texto, o nonagenário Artur Laurents, uma lenda vida da Broadway, que já dirigiu várias versões do espetáculo antes. Desta vez vemos no palco uma espécie de concerto animado, com a orquestra em cena e cenários quase improvisados. Fica a pergunta: se não fosse o brilho dos atores, o que seria deste revival meio ‘pobre’ de ‘Gypsy’? Ao mesmo tempo, não será exatamente esta a intenção de Laurents — apagar os contornos para que apenas o que está dentro da moldura tenha mais brilho? Deixando de lado as remontagens, o que há de novo? Algumas adaptações de filmes, como o tedioso e nada emplogante ‘A Catered Affair’, que apesar de ter ótimos trabalhos do casal protagonista, já naufragou e sairá de cartaz nos próximos dias; ‘Legally Blonde’, bobagem juvenil que é muito bem dirigida e coreografada, com cenários lindos, mas só interessa a adolescentes e fãs do filme, o que não é pouca gente; ‘Cry Baby’, outra tentativa de adapatção de mais um filme trash de John Waters, sendo que essa não durou nem dois meses em cartaz; ‘Xanadu’, uma divertida adaptação do filme, com elenco de primeira e coreografias debochadamente inspiradas; e finalmente ‘Young Frankenstein’, superprodução baseada no filme de Mel Brooks, com canções do próprio, que é muito bem dirigida e coreografada por Susan Stroman (a mesma de ‘The Producers’), tem um elenco sensacional, mas infelizmente não foi bem recebida pela crítica. Uma injustiça, já que o espetáculo é excelente. De resto, bobagens como ‘A Pequena Sereia’; uma remontagem (mais uma) de ‘Grease’; e um musical para quem gosta de música eletrônica (ou seja, quem não gosta de música), ‘Passing Strange’, que tem como autor e protagonista um tal de Stew, talvez um dos sujeitos mais chatos e pretensiosos em cartaz no momento. Mas a bola da vez este ano é mesmo ‘In The Heights’, musical que arrebatou o Tony de melhor espetáculo do ano e também o prêmio de melhor score. É um musical de latinos e sobre latinos. Uma comunidade num bairro pobre de Nova York falando de suas vidas, esperanças, dificuldades, sonhos. Um lugar tão perto fisicamente, mas tão longe do sonho americano... Dá para entender que, além dos retratados na montagem, o espetáculo venha despertando interesse geral desde que chegou de uma temporada na off-Broadway. O ritmo das canções é irrestistível: salsa; merengue, calypso, hip hop. É um mix de ‘West Side Story’ e ‘Rent’, de estrutura simples, um enredo às vezes óbvio e piegas, mas funcional. Cenario único, luz bem acabada e coreografias eletrizantes, é o musical mais falado do momento e deve ter vida longa. Com sotaque portoriquento, dominicano, cubano, negro, a música é mais interessante que a do próprio ‘Rent’, que está há dez anos em cartaz na Broadway, mas nunca conseguiu emplacar como sucesso em nenhum outro lugar do mundo. No mais, é esperar a estréia de ‘Billy Elliot’, sem dúvida o melhor musical em cartaz em Londres, outra brilhate adaptação de um filme para os palcos, que chega à Broadway em outubro e certamente irá emocionar e divertir multidões com sua história tocante e as excelentes canções de Elton John, que aqui parece ter finalmente “aprendido” a escrever música de teatro.
As indicações do Prêmio Shell de Teatro, divulgadas esta semana, estão especialíssimas. A exemplo do que aconteceu no Eletrobrás, do qual fiz parte do juri, Charles Möeller e Claudio Botelho foram indicados numa categoria especial, 'pela expressiva contribuição dada ao gênero musical no cenário carioca'. Fica a torcida para que, desta vez, eles ganhem. Eles estão realmente bem na fita, afinal, 'A Noviça Rebelde', sua mais recente empreitada, recebeu quatro indicações do Shell, que avaliou as peças do primeiro semestre. Cenário, figurino e produção (categoria especial) estão entre elas, e há uma surpresa: Fernando Eiras entrou como melhor ator. Ele é coadjuvante na peça, cujo protagonista é Herson Capri. Mas, para variar, Eiras dá rasteira e acabou indicado a ator. Adorei também as indicações de Drica Moraes e Cristina Flores a melhor atriz. À primeira, já me derramei em elogios aqui no blog. A segunda também está no páreo de forma mais que merecida. Mais Möeller e Botelho: 'Beatles num Céu de Diamantes' concorre a iluminação e música, pelos arranjos. O céu é o limite.... Vamos à lista dos indicados: Autor Carla Faour, por "A Arte de Escutar" Diretor João Fonseca, por "A Falecida" Ivan Sugahara, por "Memória Afetiva de um Amor Esquecido" Pedro Vasconcelos, por "Dona Flor e seus Dois Maridos" Ator Fernando Eiras, por "A Noviça Rebelde" Marcelo Faria, por "Dona Flor e seus Dois Maridos" Atriz Cristina Flores, por "Memória Afetiva de um Amor Esquecido" Drica Moraes, por "A Ordem do Mundo" Cenário Daniela Thomas, por "Não Sobre o Amor" Rogério Falcão, por "A Noviça Rebelde" Figurino Inês Salgado, por "O Jardim das Cerejeiras" Rita Murtinho, por "A Noviça Rebelde" Iluminação Beto Bruel, por "Não Sobre o Amor" Paulo César Medeiros, por "Beatles num Céu de Diamantes" Renato Machado, por "Nu de mim mesmo" Música Delia Fisher e Jules Vandystadt, pelos arranjos (vocal e instrumental) de "Beatles num Céu de Diamantes" Marcelo Alonso Neves, pela direção musical e arranjos de "O Homem da Cabeça de Papelão" Tato Taborda, por "O Jardim das Cerejeiras" Categoria especial Adriano e Fernando Guimarães, pela concepção e realização do projeto "Resta Pouco a Dizer" Aniela Jordan, Beatriz Secchin Braga e Monica Athayde Lopes, pela produção de "A Noviça Rebelde" Charles Möeller e Claudio Botelho, pela expressiva contribuição ao gênero musical no cenário
Glória Menezes vai estrear por aqui 'Ensina-me a Viver'. Será dia 2, no Teatro do Leblon, depois de temporada em São Paulo. A adaptação teatral do filme 'Harold and Maude' foca na relação entre os personagens: ele, 'um senhor de quase vinte anos', obcecado pela morte; ela, uma 'menina de quase oitenta anos', apaixonada pela vida. Sim, um dos temas do espetáculo é a morte, 'a única certeza que se tem na vida'. Durante as entrevistas que Glória deu em SP para divulgar o espetáculo na época da estréia por lá, ela falou sobre isso. "Eu estou com 73 anos e não penso nisso, meu temperamento não me deixa me preocupar com isso. Se eu tiver que embarcar, não vou nem perceber", brincou. Na montagem dirigida por João Falcão, 13 personagens são levados à cena por nove atores. A expectativa para a estréia carioca é grande, afinal, ela não veio para o Rio com 'Ricardo III'. Sua última aparição em palco carioca foi com 'Jornada de um Poema', aquela peça em que raspou a cabeça para viver uma mulher de meia idade que descobre ter câncer. Seu desempenho era soberbo e o texto do espetáculo especialmente doloroso para espectadores que já perderam pessoas queridas. Glória está no ar em 'A Favorita', aliás, finalmente, uma boa novela das nove.
Estava fora do País quando Dercy morreu, no fim de semana. Cheguei ontem de viagem e confesso que, mesmo que seja mais que esperado que uma pessoa de mais de 100 anos se vá, a morte de Dercy me comoveu. De alguma forma, ela desafiava a finitude com sua energia e a vontade de passar dos 100. Construiu seu túmulo na cidade-natal, mas não parecia disposta a estar lá. Desconfio das pessoas que têm respostas para o sentido da vida. Mais: das que dizem saber o que nos espera depois daqui. Dercy não tinha respostas, seu negócio era desafiar o tempo, fosse com as pernas para cima ou a vaidade na peruca que imaginava bem colocada, a maquiagem carregada, os anéis, os vestidos. Dercy se cuidava, tinha vitalidade, era diva. Tudo bem, a gente podia não curtir os palavrões, o escracho, mas deixa pra lá, ela era maior que isso. Basta vasculhar sua biografia. Foi bilheteira de cinema, onde escandalizada a cidade ao pintar o rosto como o das atrizes que via na tela, e dançou para alegrar hóspedes de um hotel. Na adolescência, amou um rapaz, mas a família dele proibiu o namoro, já que ela era jogada na vida, sem mãe, que abandonara a família. Só depois soube o que era o sexo, com o primeiro homem. Detestou, pensou que ele a tinha ferido. Sempre disse que era pelo rapaz dos primeiros anos que derramara lágrimas. As de amor. Deu um jeito de chutar a dor da vida pobre e sofrida através do humor. Esse que a gente está careca de conhecer. Fazia palhaçadas mesmo, imitava astros da música, estrelou um programa de sucesso na Globo nos anos 60 em que desafiava os convidados. Foi estrela das comédias da praça Tiradentes e das revistas musicais do Cassino da Urca. Só de filmes, foram 37. Mais madura, fez do palavrão seu carro-chefe. Sua filha, na televisão durante o velório, disse que a mãe já estava no lucro há algum tempo, desde que passara dos 100. Não foi vencida, foi embora sem sofrimento, em paz. E a imagem que fica é de alegria. Melhor, não há.
A confusão sobre a compra dos direitos do musical 'Legalmente Loira' por Luciana Vendramini parece que veio para ficar. Desta vez, quem mostra preocupação são os diretores convidados por ela para dirigir o musical no Brasil, Claudio Botelho e Charles Möeller. Na volta de recente viagem a Nova Iorque, Botelho conta que se reuniu com Richard Salfas, diretor de licenças internacionais da MTI (Music Theatre International). Eis o que diz Botelho: "Fiquei surpreso quando ele me disse que não havia nenhum licença para o Brasil. Nunca ouvira falar em Vendramini nenhuma". É bom lembrar que Botelho e Vendramini não se conhecem pessoalmente, seu contato foi feito por telefone. A atriz diz ter provado ao site que acusou-a de não ter os direitos para montar o musical no Brasil que comprou tais direitos. O site se retratou, mas em comunicado, por email, Salfas diz o contrário. Hoje, eu mesmo voltei a procurar Luciana para que ela nos enviasse documentos que comprovem a compra. Nada. Ela simplesmente não respondeu aos apelos por email e não foi encontrada por telefone. Quem lançou toda esta polêmica foi um rapaz Charles Fouquet (que tem como hobby publicar textos e críticas sobre espetáculos na Internet), que por conta própria foi investigar se a atriz possuía ou não o direito de montar 'Legalmente Loira' por aqui. Botelho continua: "Mas pra que tudo isso? Eu que seria o maior interessado em desvendar o caso, deixei quieto. É tão simples entender que ninguém montará um musical com esta expressão se não tiver uma licença. Espero que Vendramini possa reverter isso". Bem, a gente continua na torcida para que a verdade apareça, seja qual for...
Depois que um site publicou que Luciana Vendramini não possuía os direitos do musical 'Legalmente Loira', que ela estreará em São Paulo ano que vem sob direção de Charles Möeller e Claudio Botelho, a notícia se espalhou como um foguete pela Internet. Muita gente acreditou, mas era mentira. A atriz possui os direitos da peça, comprou-os, conforme antecipara em entrevista publicada aqui e agora está muito desconfiada dos boatos que espalharam a seu respeito, que acusam-na de mentirosa. Com a palavra, a própria: "Pois é, não estou trabalhando 100% do meu tempo na produção pra site falar isso de mim. Eu desconfio que duas pessoas possam ter inventado essa história, tem gente que tem ciúmes e tenta destruir o trabalho do outro, mas sem problemas, eu não vou deixar ninguém falar isso em vão. Está tudo sendo feito com tanto capricho e honestidade que não tem sentido essas coisas acontecerem".
Tuca Andrada avisa que 'O Processo' entra em suas últimas semanas no Maison de France. Baseado no clássico romance de Franz Kafka, o espetáculo tem Tuca no papel de Josef K, homem desamparo diante da inflexibilidade de um sistema absoluto - a idéia da montagem é acentuar o humor a partir das situações absurdas propostas. Vamos ao enredo: um alto funcionário de um banco, ao acordar, em seu aniversário de 30 anos, está detido sem motivo aparente. Durante um ano, procura compreender os motivos de sua detenção, mas suas buscas não encontram respostas. Considerado um dos maiores clássicos de todos os tempos, a obra foi iniciada por Kafka em 1914 e abandonada em 1915, em período de grande depressão do autor. O texto que jamais seria concluído teve sua publicação póstuma em 1925 e tornou-se uma referência obrigatória na literatura e em diversos campos do conhecimento. No romance, escrito em momento de grande desilusão, o artista por certo previa o que de muito ruim ainda estava por vir no século XX. Inédita, a adaptação é de autoria do diretor José Henrique, baseada na tradução de Modesto Carone e está em cartaz de quinta a domingo, até 27 de julho. No palco, os atores Sílvia Monte, Roberto Lobo, Antonio Alves, Gustavo Ottoni, Letícia Guimarães, Paula Valente, Rogério Freitas e Suzana Abranches vivem mais de 50 personagens distintos ao lado do protagonista.
Ótimo programa que no Brasil era transmitido pelo Multishow, o 'Inside the Actor's Studio' é a inspiração para um projeto que tomará conta do Centro Cultural Solar de Botafogo a partir do dia 14. O teatro sediará o talk show Cenas de um Ator, em que grandes nomes do teatro e da TV do Brasil serão entrevistados por colegas de profissão. Na estréia, Betty Faria é entrevistada por Leona Cavalli. A partir de então, toda segunda-feira, sempre às 21h, haverá entrevistado e entrevistador diferentes. Vamos aos nomes: 21/7 - Eva Wilma por Cristiana Oliveira 28/7 - Nathalia Timberg por Rita Elmôr 04/8 - Débora Duarte por Thiago Mendonça 11/8 - Luis Mello por Leona Cavalli 18/8 - Rosamaria Murtinho por Cristiana Oliveira 25/8 - Bete Mendes por Rita Elmôr 01/9 - Irene Ravache por Cristiana Oliveira 08/9 - Sergio Britto por Leona Cavalli 15/9 - Zezé Motta por Thiago Mendonça O projeto é do Instituto Montenegro e Raman de teatro, que será inaugurado no dia 14. Informações pelo telefone 2543-5411.
Suas asas, amor, quem deu fui eu, para ver você conquistar o céu. Cito ‘Asas’, presente no show da Calcanhotto, para voltar a falar dela e da sensação que tomou conta de mim ao sair do Canecão, sexta-feira. Adriana canta o amor como poucas e, para mim, do fim dele, seus sabores e dissabores, como ninguém. Na minha mesa, no show, quando ‘Vambora’ foi executada, em roupagem nova e surpreendente, todos cantaram juntos, todos, coniventes nos versos que vasculham as pegadas de um amor que se foi. Criou asas. Com a mesma intensidade, saborearam o que está dito em ‘Mais Feliz’: ‘Fure o dedo, faz um pacto comigo’, em que Bebel e Cazuza cortejavam a eternidade do sentimento. É deles também ‘Mulher Sem Razão’, no disco novo: “Saia desta vida de migalhas, desses homens que te tratam, como um vento que passou”, sentenciam. O conselho é válido, mas como sair, diante das lembranças propostas em ‘Seu Pensamento’: “A uma hora dessas, por onde estará seu pensamento? Terá os pés na terra ou vento no cabelo? A uma hora dessas por onde andará seu pensamento? Dará voltas na Terra ou no estacionamento? Onde longe Londres Lisboa ou na minha cama?” O amor, Adriana sabe bem, desconhece caminhos ou soluções, não é pacífico, ora insiste na fuga, ora quer ficar. Não cabe nos versos, passeia por eles, cria asas. E deixa invariavelmente seus tripulantes sujeitos a quedas. Seja como for, com Adriana ele é sempre bem-vindo. Por que quando ela canta a gente acredita que ele pode até sumir, mas para reaparecer, de acordo com a ‘maré’. Outro. E mais feliz. A gente torce para que ela volte rápido para o Rio, com seu refinamento, sua teatralidade, a nos conduzir por suas águas. Maré.
Depois de a greve - muito justa - dos roteiristas de Hollywood ter abalado meio mundo e milhões de espectadores pelos quatro cantos do planeta, ameaçar parar virou moda e voltou à Broadway (em novembro, já tinha feito estragos). Os atores de teatro de lá bateram o pé e disseram que iam parar de trabalhar. Mas seu sindicato fechou com os produtores da Broadway um novo acordo, com previsão de 39 meses de duração, que deve cobrir espetáculos e turnês. A Actors Equity Association (que representa os atores teatrais) e a Broadway League (união dos produtores e donos de teatro) vêm negociando desde a meia-noite de domingo, quando o contrato anterior expirou. O acordo, fechado hoje, evita a realização de greve. Equipes teatrais haviam parado o trabalho no fim do ano passado, deixando mais de 20 espetáculos da Broadway fechados por 19 dias, causando prejuízo tanto aos produtores quanto à cidade.
Para quem não vai poder ir a SP ver o Hamlet com Wagner Moura, uma boa opção é vasculhar os filmes disponíveis com o personagem. A história do príncipe que se revolta e quase enlouquece ao descobrir que seu pai, o rei da Dinamarca, foi assassinado pelo tio, roubando do monarca o trono e também o amor da rainha, já foi filmada dezenas de vezes. A primeira delas foi em 1907, na época do cinema mudo. A versão mais célebre é a do grande ator e diretor inglês Laurence Olivier, de 1948, que ganhou os Oscar de melhor filme e melhor ator. eM 1990, o diretor italiano Franco Zeffirelli rodou em Hollywood um Hamlet com ares de novela das 8, estrelado por Mel Gibson. Quando o Hamlet de Kenneth Branagh estreou na Europa e nos Estados Unidos, em 1997, tornou-se um marco nas adaptações literárias para o cinema. É o primeiro Hamlet das telas a incluir todo o texto da peça. Mesmo a festejada versão de Olivier usava apenas parte dele. Além disso, a obra de Branagh nada tem de teatro filmado. É cinema da melhor qualidade, uma produção majestosa, repleta de belos cenários e cenas de impacto. Kate Winslet faz Ofélia.
Um dos mais célebres personagens de Shakespeare, Hamlet será tema de debate hoje na Casa do Saber. O tema do curso ministrado hoje é 'Hamlet – Montar ou não montar, eis a questão'. O evento contará com a participação de Wagner Moura, capa da edição de junho da revista 'Bravo' (idealizadora da palestra), do diretor Aderbal Freire-Filho, e de João Gabriel de Lima, editor da revista. A Casa Do Saber fica na Avenida Epitácio Pessoa 1164, Lagoa. Informações pelo 2227-2237 ou inforio@casadosaber.com.br
Foi adiada para a próxima semana a estréia da comédia 'Mistério na Mansão - O Caso da Cantora Cantonesa'. Tudo por conta de uma internação às pressas do ator Marcos Oliveira, vítima de problemas renais. Ele já se recupera, mas vai precisar de mais uma semaninha para poder estar firme e forte em cena, na Fundação Eva Klabin. O projeto da peça, em parceria com a Fundação, toma conta da bela casa-museu da Lagoa e a transforma em cenário, convidando o público a participar de uma peça de teatro interativa, nos moldes do conhecido jogo Detetive, e do americano 'Murder Mistery Dinner Party'. Nessa nova produção da Pequena Central, todos são convidados a mergulhar no mundo de ficção. No elenco estão ainda Marília Medina, Andre Engracia, Thiago Chagas e Paula Jardim. A estréia passou para o dia 11 de julho e o texto é de Jonas Calmon Klabin. Para quem não liga nome à pessoa, Marcos Oliveira é intérprete do personagem Beiçola de 'A Grande Família'.
|
|
|