|
|
| |
 |
|
|
 |
Março, 2009 Fevereiro, 2009 Janeiro, 2009 Dezembro, 2008 Novembro, 2008 Outubro, 2008 Setembro, 2008 Agosto, 2008 Julho, 2008 Junho, 2008 Maio, 2008 Abril, 2008 Março, 2008 Fevereiro, 2008 Janeiro, 2008 Dezembro, 2007 Novembro, 2007 Outubro, 2007 Setembro, 2007 Agosto, 2007 Julho, 2007 Junho, 2007 Maio, 2007 Abril, 2007 Março, 2007 |
| |
 |
| André Gomes |
|
|
|
|
|
Domingo passado, fui rever 'Gloriosa', na companhia de um amigo que não tinha ido à estreia. Diverti-me tanto quanto da primeira vez com Marília Pêra e fiquei surpreso com o ótimo desempenho da bilheteria: o teatro do Fashion Mall estava lotado, não só com senhorinhas (ok, elas eram 60%), mas público variado. Outra boa pedida da temporada é 'Os Difamantes'. Está lá no Teatro do Leblon, fazendo bela carreira, com Emílio Orciollo e Maria Clara Gueiros muita à vontade na pele de um casal que resolve montar um talk-show para falar com e de celebridades. O texto é básico, mas bem escrito, com sacações divertidas sobre a relação homem-mulher.
Semana passada, fiquei sem tempo algum para atualizar o blog, mas agora, vamos lá: quero falar do 'Esta é a Nossa Canção'. Motivado pela nova temporada de estreias de musicais no Rio, fui ao simpático teatro Maison de France, no Centro, assistir à montagem brasileira do musical que fez sucesso na Broadway há cerca de 20 anos.
 Devo confessar que faz tempo que ouço falar da Amanda Acosta, que construiu uma bela carreira como atriz-cantora de musicais em SP, mas nunca tinha me tocado que é a mesma Amanda ex-Trem da Alegria. Pois é, ela está ao lado do Tadeu Aguiar na peça. Eles vivem um compositor consagrado e uma letrista iniciante que, a partir do trabalho, acabam se envolvendo. O texto é engraçadinho, absolutamente previsível, com direito a fantasma de ex-namorado a atormentar o novo casal de pombinhos. É diversão ligeira, com direito a canções românticas, aqui, contudo, sob tradução caretinha demais do Flavio Marinho para as letras. Quem batalhou e levantou o projeto foi o próprio Tadeu, que está bem em cena, como que debochando da própria silhueta rechonchuda na execução das coreografias. Amanda tem voz e boa presença cênica, embora suas interpretações tenham um certo apelo de 'American Idols' da vida. Mesmo que falte algum verniz, é um musical que vale a ida ao teatro: bem produzido e com atuações a contento.
Com vocês, uma das estrelas do musical 'Avenida Q': Lucy De Vassa.

Esta foto, com Sergio Britto na companhia de Renata Sorrah, foi tirada durante a cerimônia do 21º Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro. Aos 85 anos, com 63 deles voltados ao teatro, Sergio saiu vencedor na categoria melhor ator por 'A última gravação de Krapp' e 'Ato sem palavras', peças de Beckett. Patrícia Selonk foi eleita melhor atriz por 'Inveja dos Anjos'. 'Traição' deu a Ary Coslov o prêmio de melhor direção e a saudosa Ida Gomes foi lembrada pela contribuição ao teatro brasileiro. Charles Möeller e Claudio Botelho levaram na categoria especial por sua contribuição ao teatro musical.

Fui à estréia do 'Avenida Q', no Shopping da Gávea, com a Ana Lúcia, que trabalha comigo e tinha ido com a cara dos bonecos do espetáculo ao vê-los na TV. Nossa expectativa, portanto, era de que o musical fosse bacana, mas nada se compara à sensação que tomou conta da gente durante a encenação. Eu olhava para ela e ficava impressionado com sua expressão, de uma alegria quase infantil, de contentamento, felicidade. 'Avenida Q' é assim: uma peça sapeca, bem-humorada, debochada, divertidíssima, tomada por um humor politicamente incorreto que tanto faz falta hoje em dia. O elenco, fantasticamente bem conduzido por Charles Möeller e Claudio Botelho (que viram o musical na Broadway e tratatam de adquirir os direitos para montá-lo aqui), manipula bonecos, personagens que moram num prédio simplório da tal Avenida Q do título, com maestria. Há momentos em que a gente esquece que há um ator por trás do boneco. Os números musicais, que se debruçam em temas como preconceito, a eterna busca do amor e sexualidade, são executados com perfeição, e neles se destaca o talento dos protagonistas, André Dias e Sabrina Korgut. Ele dá vida ao jovem Princeton e ao gay enrustido Rod; ela faz a romântica Kate Monstra e a voluptuosa Lucy de Vassa. É um trabalho requintado, delicado, de árdua concepção, com surpresas a todo instante, como os fabulosos Ursinhos do Mal, que chegam para bagunçar a cabeça dos personagens certinhos. Um musical que vale cada centavo do ingresso e leva a sério a tarefa de divertir o público. Na dúvida sobre qual peça escolher para fugir do stress cotidiano, aposte na Avenida.
Quando eu convidei um amigo para ir à estréia de 'A Cabra ou Quem é Sylvia?', ontem, no Teatro dos Quatro, ele pensou que eu estava lhe dando a chance de escolher entre duas peças. A estranheza do espetáculo de Edward Albee já começa pelo título e percorre a encenação, de forma a incomodar, e muito, o público, a partir do amor declarado de um homem por uma cabra. Um arquiteto casado, bem casado, desesperadamente entregue a um sentimento que explicita sua condição: recém-chegado aos 50 anos, ele está só, mesmo cercado de pessoas. Só. Com perspectivas que não lhe atraem. Não mais.
 A montagem brasileira, dirigida por Jô Soares e com José Wilker à frente do elenco, é econômica e de condução bastante eficiente, com espaço para o brilho não só do protagonista, mas com o de Denise Del Vecchio como a mulher traída. De todas, a melhor cena é a da confissão dele, à mulher, de que participara de uma reunião de zoófilos anônimos. Bons diálogos, bom elenco e sensação de dever cumprido.
Uma chance e tanto para quem ainda não viu o musical 'Tom e Vinicius': a montagem é destaque do projeto Domingo é Dia de Teatro a R$ 1, que volta à cena neste domingo. A amizade entre Tom Jobim e Vinicius de Moraes é retratada através de célebres canções, com Marcelo Serrado e Thelmo Fernandes à frente do elenco. No repertório, pérolas como 'Ela é Carioca' e 'Por Causa de Você'. A partir das 18h, no Teatro Carlos Gomes (Praça Tiradentes s/nº, Centro, telefone: 2232-8701/ 2224-3602).

Depois de um período sonolento, finalmente chegam aos palcos peças com potencial para levar o público de volta aos teatros. A maratona começa na quarta-feira, com a estréia, no Maison de France, do musical 'Essa é a Nossa Canção', com texto de Neil Simon, música de Marvin Hamlisch e letras de Carole Bayer Sager, tudo sob direção de Charles Randolph Wright. Tadeu Aguiar e Amanda Acosta estrelam essa comédia romântica musical que permanecia inédita no Brasil - ela estreou há 30 anos e fez mais de mil apresentações na Broadway. Em cena, a tempestuosa relação entre um compositor consagrado e uma talentosa letrista.
 Já 'Avenida Q' ocupa o Teatro Clara Nunes a partir de sexta. Sim, é mais um musical dirigido por Charles Möeller e Claudio Botelho e, não, nada tem do tom politicamente correto de 'A Noviça Rebelde'. A montagem da vez surgiu em 2003 no circuito off-Broadway e de lá pra cá fez uma carreira singular, faturando 3 prêmios Tony, entrando no circuitão oficial. Em cena, atores manipulam bonecos, sem alusão ao universo infantil. O texto, provocativo, investe em temas como racismo e homossexualidade, em pegada irreverente, com potencial para atrair o público jovem. Um dia antes, é a vez de vermos, no Teatro dos 4, a estréia de 'A Cabra ou Quem é Sylvia?', um Edward Albee atual, por aqui defendido com unhas, dentes e outros atributos por José Wilker. É ele quem faz o prestigiado arquiteto, muito bem casado, que de um dia para o outro se descobre apaixonado por uma cabra, metáfora utilizada pelo autor para falar de temas como tolerância e compreensão. Direção de Jô Soares.
 Já Julia Lemmertz e Clarice Niskier se aventuram pela demorada montagem de 'Maria Stuart': são quase 3 horas de peça, baseada no conflito entre as rainhas Mary Stuart e Elizabeth. A tragédia de Schiller, de 1800, é por aqui dirigida por Antonio Gilberto. Em cartaz no CCBB.
|
|
|