Uma crítica boa e bem feita à peça
Caro André Gomes,
Não foi preciso ler muito de sua “crítica” para ser possível notar que você ou não é do meio, ou não tem um bom gosto teatral. Essa sua agressão a peça é totalmente sem fundamentos e preconceituosa. Ao atacar o programa da peça, pelos erros de grafia que você supõe ter você já mostra sua prepotência, atacar uma peça de teatro usando como argumento ortografia é um assassinato a todas as artes que vem sendo feitas. Agora é necessário diploma para fazer um bom texto? O programa da peça tem fotos e depoimentos muito bem dispostos e bem feitos.
A PEÇA é o contrário do que você acusa, sem fundamentos. Temos prazer em ver a história de Isadora Duncan da maneira como ela é retratada. A história dupla presente na trama de comicidade a agilidade para a peça. De fato a peça não é padrão comercial, aquele bem mastigadinho para o público ver no palco uma reprodução de uma novela mexicana com atores da globo, será por isso que você não entendeu a peça?
Temos revelações interessantes na peça. Já na entrada notamos o cenário que é muito interessante, deixando em muitos momentos os camarins em cena, algo inovador para o teatro. Talvez se você leitor goste apenas de musicais da Brodway, como o My Fair Lady, que está em São Paulo, de fato a peça Isadora Duncan pode parecer cafona para você, mas qualquer pessoa que goste, e entende de teatro, pode perceber as sutilezas da produção que fazem da peça um motivo de orgulho para Duncan.
OS ATORES dão vida ao texto com muita vivacidade e naturalidade, usando um tom teatral apenas nos momentos em que há a peça dentro da peça (o que obviamente é proposital). Letícia Spiller, que interpreta Isadora e uma atriz que quer a reviver, surpreende a todos com sua dança, reprodução fiel ao que Duncan fazia, a coreografia é incrível e fiel ao estilo da dançarina americana. Oscar Magrini vive Oswald e o produtor da peça (dentro da peça) mostra desenvoltura e que é capaz de mostrar que também é do teatro. Laura Proença, interpreta Alma e uma atriz da peça é simplesmente um agradável surpresa a todos, uma menina que a principio parece apenas uma modelo, do mais alto nível, prova que de modelo só tem a aparência e dá um verdadeiro show de atuação interpretando com muita segurança e naturalidade. Anselmo Duarte, na peça com João do Rio e como escritor da peça, deixa claro que o Zorra Total é apenas um emprego e que teatro é a sua praia. E Marly Bueno, que incorpora as “mães da Spiller”, mostra que é mesmo uma atriz de primeiríssima e uma das damas da dramaturgia brasileira, fazendo de forma cômica, extremamente natural e tocante os seus papeis.
A direção é sem dúvida outra responsável pela qualidade que é possível conferir no palco do teatro Vannucci. É incrível em sua “crítica” você citar Bibi Ferreira como uma dama do teatro, que ela é e me surpreende você saber disso, e ao mesmo assim desrespeitá-la chamando a produção tão bem trabalhada de “projeto pequeno”
AOS LEITORES não deixem de conferir a peça. E tenham sempre olhar crítico nos textos que encontram na Internet. Obviamente André Gomes não conhece a história retratada na peça para chamá-la de desrespeito aos personagens! Isadora Duncan é uma peça quente na temporada. Em caso de dúvida eu tenho apenas mais uma prova BIBI FERREIRA. Quem é do meio entende...
Ps.: Senhor ortografia, tu escrevestes GROTESTA ao invés de GROTESC, o texto está na altura do seio de Duncan na foto. Acho que um erro de ortografia em sua crítica é meio contraditório não?
Daniel Bittencourt (dbntbit@terra.com.br)
Qua, 01 Ago 2007 21:16:06 GMT