
Lindona e com tudo em cima. É assim que Sônia Lima chega aos 50 anos, completados no dia 30 de setembro. Numa conversa divertidíssima, a atriz, que foi símbolo sexual nos anos 80, conta que não se acha sensual no dia-a-dia, fala de beleza e da vida a dois com o apresentador da Record Wagner Montes, colunista do MEIA HORA.
Como é fazer 50 anos?
Eu me sinto muito bem. Não tive crise agora nem aos 30, 40. Não tenho o fervor dos 20, mas sou experiente. Eu me acho bonita, mas não saio de casa de short e minissaia. Aos 50, descobri que preciso de tempo para mim. Sempre fui família, cuidando do marido e filho (Diego Montes). Quero cuidar de mim, como estudar como atriz.
Como você se cuida?
Faço drenagem linfática e shiatsu. Bebo água, não tomo sol e uso filtro solar fator 60. Tenho a genética boa. Nunca tive barriga nem fiz ginástica. Agora que vou malhar, pra envelhecer com qualidade de vida.
Faz dieta?
Nada. Não vivo sem arroz e feijão. Como de tudo, mas pouquinho. Sou chocólatra.
Como é ser símbolo sexual?
Até hoje eu percebo um olhar de cobrança das pessoas, mas fazer a gostosona de biquíni me atrapalhou muito como atriz. Fui Miss Osasco (1978) e chamava a atenção. Não percebia que passava sensualidade.
Quando você é sensual?
Entre quatro paredes com meu marido, com quem estou há 23 anos. E olha que não me relacionei com muitos homens. Eu nasci pra ele e ele pra mim. E como nos vemos pouco, por causa dos trabalhos, aflora o desejo. A gente cria, se vira muito bem. Ele fala que sou uma delícia.

Como apimenta o sexo?
Nós resolvemos as nossas fantasias no quarto. Nunca fomos a motel e nunca fui a sex shop. Mas uso uma lingerie e adoro cheiro. Eu seduzo bem o meu homem.
Em Poder Paralelo, sua personagem, Teresa, foi traída pelo marido, Paulo (Nicola Siri). Você acha que ela deve perdoá-lo?
Ela sofre, mas segura o choro. É durona. Não sei se deve ficar com Paulo. Como Sônia, acho complicado. Confio no Wagner, não ligo nem pego no pé.
Wagner te assiste?
Às vezes. Ele é mais preocupado com o lado policial da trama. Ele passa o texto comigo, fazendo sotaque italiano. É todo caricato (risos). Ah, ele ouve piadas na rua: "Cuidado, o italiano está na área" e "Vai pra casa, Padilha".
Como será se Wagner se candidatar a governador do Rio?
Eu não me projetei para ser primeira-dama. Estamos discutindo isso. E ele ama TV e terá que sair do programa "Balanço Geral". Ele é deputado estadual e ser governador é diferente de tudo que já teve.
O que faria como primeira-dama?
Faria projetos sociais para as mulheres, crianças e os idosos.