Não se tem notícia de algo assim no mundo, mas a Volvo está convocando para recall um único modelo C30 vendido a um consumidor de Salvador (BA). E o assunto é urgente. O carro pode perder a pressão hidráulica da caixa de direção e o motorista o seu controle. O recall atingiu 2.817 unidades, sendo que 25 delas já estavam a caminho do Brasil. A recomendação passou a ser realizar a troca da peça defeituosa na concessionária, que entregou esta única unidade antes de receber a notificação da fábrica. Em tempo: o final do chassis do C30 é 2120573.
O Centro de Pesquisas em Segurança Viária, o Cesvi Brasil é uma destas estrelas que brilham com propostas e soluções interessantes para que o usuário de veículos se mantenha vivo, uma façanha nestas plagas tropicais. No seu último esforço, o Cesvi pesquisou as 499 versões de veículos vendidas no país e as classificou com estrelas, conforme a oferta da itens de segurança ativa (45% do valor do índice), passiva (40%) e patrimonial (15%). O engenheiro da área de pesquisa e desenvolvimento do Cesvi, Felício Schiligovski Felix revelou que 46 itens como airbags, ABS e coluna de direção retrátil, por exemplo, foram pontuados, o que apontou os extremos contrastes entre os modelos de entrada vendidos na Europa e EUA, todos com airbags e ABS em relação aos do Brasil. "As montadoras puderam fazer observações sobre esta metodologia", acrescenta. Nas estrelas do Cesvi os importados de entrada, por exemplo, começariam com 3 estrelas e meia enquanto os do Brasil, com meia estrela. Assim é o caso do Fox vendido na Europa em relação ao modelo nacional. Uma das conclusões assustadoras é que 70% dos modelos estudados estão com menos de 3 estrelas. Segundo Felix, na Europa (por acordo dos fabricantes) e EUA (por determinalção legal) 100% da frota tem airbag e ABS, enquanto que no Brasil 70% não têm nada além de barras laterais nas portas e quatro encostos de cabeça. Nesta conta, o quinto ocupante tem o pescoço desprezado pelo governo e montadoras. Segundo o engenheiro, "falta um traço cultural ao brasileiro, que compra estética e não segurança, como outros povos". Além disso, já observamos outras vezes que a carga tributária sobre os veículos nacionais é uma das mais altas do mundo, o que impõe essa tecnologia do depenado, para que o carro trafegue em faixas de preços competitivas. Assim, a mão da falta de interesse do consumidor lava a mão dos grandes interesses dos fabricantes, enxugadas pela toalha da omissão do governo. Antes de comprar, consulte o site www.cesvibrasil.com.br e confira o ranking estrelado. Por trás dele o Cesvi, uma organização cinco estrelas, sem dúvida.
R$ 2,2 bilhões em cinco anos. Esta seria a economia que os tecnocratas poderiam considerar, a partir dos dados de uma pesquisa realizada pelo CESVI- Centro de Experimentação e Segurança Viária. Já os parentes da vítimas iriam considerar com muito mais paixão as 3.426 mortes evitadas em cinco anos, em acidentes de trânsito. Estas seriam as 'economias' que o Brasil faria se o airbag fosse equipamento obrigatório no país, às vésperas da aprovação da lei que obrigará os fabricantes a instalarem as bolsas salva-vidas em todos os carros que saírem da linha de montagem. O coordenador do estudo, José Antônio Oka, supervisor de Segurança Viária do Cesvi, revela que por falta de dados não estão incluídos números com picapes e com carros que têm air bag duplo, para motorista e passageiro. Seriam menos 489 mortes por ano e com redução do número de feridos em 10.150 pessoas ao ano, além de toda a despesa financeira envolvida com seguros e internações. Números que justificam a aprovação da lei 'para ontem'. O governo poderia ajudar zerando alíquotas de impostos sobre itens de segurança, como airbags, freios ABS etc.
Coisa de país rico, ou extremamente rico, ou nababescamente rico como Sharjah, o maior emirado dos Emirados Árabes Unidos. Por lá nascem coisas exóticas o tempo todo. E na falta de onde gastar, os abonados do deserto transformam seus carros, normalmente em bestas feras como esta, batizada de "Pesadelo árabe", com toda a propriedade. A pobre viatura em questão era uma prosaica Toyota Land Cruiser, transformada nesta abominação, parecida com os carros preparados para o filme Mad Max.Mau gosto não se discute, lamenta-se.
Com o emplacamento de 55.637 veículos em julho, a Chevrolet registrou o melhor resultado mensal de no mercado interno na sua história, que dura 83 anos no Brasil. E foram eles que disseram, confirmando o post anterior:
"Brasil também desenvolve arquitetura global " "Tivemos nas últimas décadas uma fase de adaptação de novos veículos trazidos do exterior para o mercado brasileiro, depois o desenvolvimento de derivativos e, mais recentemente, a execução de projetos inteiramente novos. Atualmente somos também responsáveis pela criação de arquiteturas globais", disse o vice-presidente da GM do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto." (no site automotive business de hoje)
No ano de 1946, em que a GM colocava estes dois caminhões no mercado, a Grande Guerra havia acabado, os EUA eram os heróis que se permitiam contar a história, a nação e a cultura americanas passavam a ser idolatradas e copiadas, o rock iria dominar o mundo, junto com o hambúrguer, os filmes ruins e a GM, com todo o horizonte à frente em pista plana para acelerar os seus V8 até o futuro. A prosperidade era a marca daqueles tempos. Hoje, em cenário de descrédito, os EUA são os vilões das guerras e da natureza, consomem muito combustível e poluem demais. Até o 'american way of live' está 'na reta' e os hábitos por lá mudam rapidamente. As montadoras locais despencam e fecham fábricas, a queda da venda de carrões com motorzões é inédita e chegou aos dois dígitos em julho. Foram 13,6% menos em relação a julho de 2007, o que se reflete também nas vendas acumuladas ao ano. Apenas carros menores, e mesmo assim alguns, conseguiram crescer neste período. A GM, poderosa de outrora, caiu 26,1%, com o tombo dos comerciais leves (light trucks, ou, pra nós, picapes) que chegou aos 36,4%. E assim a Ford também perdeu, com Honda e Toyota um pouco menos, mas perdendo também. Para a GM, particularmente, os resultados foram os piores em 100 anos, com prejuízos de 15,5 bilhões de dólares. Sinal dos tempos? Final dos tempos? Fico com a primeira opção. Com essas marcas, a GM desenvolve a toque de caixa modelos mais leves e econômicos e quem sabe o Brasil, paradoxalmente, possa emprestar tecnologia de construção de carros (flex) mais acessíveis aos americanos. Nisso temos escola.
Descontinuada a Frontier, viva a nova Frontier. A fábrica da Nissan no Paraná foi preparada durante todo o mês de julho para receber os equipamentos e moldes que irão permitir a construção da Frontier idêntica à SEL, já vendida no mercado importada da Tailândia. A nova versão irá substituir também, é claro, a importada. A marca abandonou ainda a fabricação do SUV XTerra, derivado da antiga Frontier. Os espaços na fábrica também serão aproveitados para as linhas de dois novos carros de passeio, que serão anunciados dia 21 pelo presidente mundial da Renault-Nissan Carlos Ghosn.
O que você acha de ver Automania na TV? Isso já é possivel. É só acessar a página da revista na Net e buscar o link para a TVAutomania, com uma novidade por semana. Já estão na telinha a matéria com o novo Gol e com o Citroen C4 VTR. Em breve o triciclo da Piaggio, superinteressante. Não deixe de conferir.
Como os alquimistas, eles são discretos e silenciosos e levaram 50 anos para investir em um veículo de massa no Brasil. A Toyota, maior montadora do mundo, anunciou a compra de um mega terreno em Sorocaba, SP, par a construção da fábrica para um novo veículo compacto. Na fita o Toyota Yaris, um simpático hatchback do tamanho aproximado do Honda Fit e como o Fit, com uma versão sedã. O início da produção está previsto para 2011 e 150 mil carrinhos deverão deixar a fábrica neste ano. Nome eles têm. Fama de bom pós-venda também. Vamos esperar o mais novo Sorocabano.
Confirmado. Dia 14 de agosto será apresentado à imprensa especializada o novo sedã Fiat Linea, um irmão do Punto que terá a espinhosa tarefa de reviver os bons tempos do Tempra e virar de vez as páginas ruins do Marea na gama da marca. O Linea, já produzido na Turquia para o mercado europeu tem 4,56 m de comprimento. A largura é a mesma do Punto, 1,73 m e o entreeixos generoso de 2,6 m. Com 500 litros de capacidade de bagagem, o três volumes da marca vai usar motor 1.9 flexível com 130 cv de potência máxima no álcool. O câmbio é manual de cinco velocidades. Está confirmada uma versão esportiva, a T-Jet com o motor do futuro Punto Abarth, 1.4 16V Turbo com 150 cv. A novidade será oferecida em 11 cores e bem equipada, com sensores de chuva e crepuscular, ABS com EBD (distribuição eletrônica da força da frenagem), seis airbags e controle de estabilidade (ESP) opcional. O carro deve começar com preço de R$ 55 e chegar a R$ 60 mil, já com vários itens de série e estuda-se na Fiat a possibilidade do lançamento de uma Linea Weekend, já vista pelo jornalista Marlos Ney Vidal, de BH. A versão, que circula renderizada na internet está à disposição. Reproduzimos a imagem gerada pela site infomotori.com.
A lockermania chega ao Dobló. Depois da Palio e da Idea, a linha 2009 do Fiat Doblò tem o equipamento como destaque. O Locker, sistema de bloqueio do diferencial eleva as aptidões dos 4X2 com o travamento do diferencial e ultrapassagem de condições de baixa aderência em lama quando uma das rodas motrizes perde a tração. Por fora pouca diferença além do novo logo da Fiat. Os preços partem de R$ 46.390 a versão comercial Cargo, R$ 50.390 a ELX 1.8; R$ 57.100 a HLX 1.8 e a Adventure Locker por R$ 62.350.
Estou com o novo Gol há dois dias e gostei muito das mudanças. O carro me lembra com exatidão o Polo que tive anos atrás, o que não é de se estranhar, porque a plataforma, motor e câmbio são comuns. Ele é, na prática, um Polo com processo produtivo mais barato, leia-se tecnologia de construção e volumes, que reduzem custos, por isso é uma boa opção. Não tem o acabamento esmerado do Polo, nem soluções caras como os faróis de parábolas duplas, mas atende bem às expectativas e deve ser mesmo um arraso no mercado, mantendo ou ampliando a vantagem histórica do Gol sobre os concorrentes. A pergunta que não quer calar é: E o Fox? Mais caro e acanhado, estaria no telhado? Não dá para afirmar ainda, mas a canibalização da raposa pelo Gol é muito possível. Só o tempo dirá. Veja mais novo Gol na TV O Dia, no www.odia.com.br. Antes, veja as fotos:
Ansiedade no mercado, na fábrica e nos concorrentes. Poucos lançamentos foram tão esperados quanto o do novo Gol, que acontece 29 e 30 deste mês, não poderia ser em outro lugar, na fábrica Anchieta da VW, em S. Bernardo do Campo, S. Paulo. Tanta expectativa se deve ao fato do carro ser o líder do mercado há 22 anos e o novo modelo ter a responsabilidade de não só manter a ponta como alçar a VW a novo posto nas contas de vendas. Houve um ensaio neste sentido com o Polo e depois com o Fox, que vendem bem, mas aquém do veterano. O novo Gol, desta vez é realmente novo, embora use a plataforma comum ao Polo e ao Fox, motores iguais e sistemas eletrônicos, suspensões e freios semelhantes, além a montagem do motor na transversal, não na longitudinal, uma opção ultrapassada como é até agora. Do velho Gol só ficará a versão duas portas, 1.0, para atender ao segmento de entrada e frotistas. O novo modelo terá versões 1.0 ,1.6 e 1.6 Power, todas Totalflex e espera-se, a preços muito competitivos, pois a reformulação dos processos produtivos conseguiu enxugar os custos do carro.
Vamos ver. Fique ligado que Automania vai acompanhar de perto o lançamento e irá contar tudo para você, na primeira quinta feira de julho
Mais equipamentos de série e o menor preço da praça. É a estratégia da Effa Motors para impulsionar as vendas do compacto M100, o primeiro modelo chinês a chegar ao Brasil. Com a clara intenção de destronar o Fiat Mille da posição de mais barato a venda por aqui, o novo modelo, por enquanto, está sendo vendido apenas em São Paulo, mas até o fim do ano estão prometidas revendas em outros estados. Fabricado pela Changhe Automobile, o M100 chega ao preço de R$ 22.980 e traz como itens de série ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas com acionamento feito por controle remoto, faróis e lanternas de neblina, comando interno de retrovisor e CD player. Para efeito de comparação, tais equipamentos fazem o modelo da Fiat custa R$ 27,8 mil. Com 3,56 metros de comprimento — o entreeixos mede 2,33 m —, o M100 é capaz de comportar até 320 litros no porta-malas. A suspensão dianteira é independente do tipo McPherson e molas espirais. Na traseira, barra estabilizadora com braços oscilantes, molas espirais e amortecedores pressurizados. Sob o capô, o M100 ostenta um motor de quatro cilindros em linha de 970 cm³, fabricado pela Suzuki, e 47 cv (no Mille são 65 cv) com o câmbio mecânico de cinco marchas. Quem viu um exemplar dele, e são raros, afirmou para mim que o acabamento é tosco, com tecidos dos bancos enrugados pela costira mal feita e painel de mobylete. E não dão nem para descontar possíveis exageros e preconceitos, porque o modelo em questão apareceu no lançamento da nova Mercedes ML Diesel e foi analisada por vários jornalistas. Vamos ver qual é. Daqui a alguns anos os chineses deverão estar dominando o mundo do automóvel, inclusive por aqui.
Quando o diretor comercial da Fiat disse que a marca não poderia ficar sem um SUV, as especulações começaram a pipocar, não por acaso como pipocaram em Belo Horizonte algumas unidades de teste do italiano Sedici, um filhote da marca com a Suzuki. Com módicos 4,12 m de comprimento, o Sedici, lançado em 2006 tem muito mais que o estilo fora de estrada. Ele é equipado com tração integral permanente, como o EcoSport 4WD, onde a eletrônica seleciona a potência que vai para cada roda. Debaixo do capô, o Sedici é equipado com motor diesel e outro 1,6-litro 16V de 107 cv a gasolina, selmelhante aos que equipam os Fiat aqui no Brasil . Com 2,50 m de entreeixos e 1,62 m de altura, medidas aproximadas do EcoSport, que é mais comprido, com 4,23 m, o Sedici perde, portanto, em porta-malas, que é bem pequeno (270l), menor ainda que o do seu rival, também reduzido: 296 l.
Apresentada recentemente no Concorso d'Eleganza Villa d'Este, na Itália, como conceito, a versão SW do Maserati Quattroporte vai mesmo entrar em produção. É o que promete a Carrozzeria Touring Superleggera, responsável pelo projeto original que criou o Bellagio Fastback Touring e que garante produzir um lote inicial de 25 unidades até o final do ano. Com um desing de gosto um tanto questionável, a transformação do Maserati Quattroporte em Bellagio Fastback Touring ainda não tem preço definido, mas especulações dão conta de que serão nada menos do que 200 mil euros, ou R$ 530 mil. A versão SW, contudo, terá o mesmo motor do sedã, que é equipado com um robusto V8 4.2 litros e 400 cv. Aqui, o Maserati Quattroporte custa R$ 750 mil.
A mais famosa picape do mundo, a F150 da Ford norte americana, acaba de perder a liderança de 17 no mercado yankee. Mais vendida até do que automóveis compactos, a F150 foi atropelada pelos preços da gasolina e a acalorada discussão ambiental e agora amarga a quinta posição em vendas, atrás de quatro sedãs. Na foto uma versão tunada por Chip Foose, a F150 Foose, com 450 hp de potência máxima. E entre as picapes GM o bicho ' tá pegando' também. A marca anunciou que irá deixar de produzi-las, assim como SUVs de grande porte em quatro linhas nos EUA. Além disso quer vender sua marca Hummer, a do jipão militar/civil. Serão 500 mil unidades da GM a menos no mercado, que prefere agora os carros menores, estes com lugar garantido nas linhas que estão sendo desativadas
Outro dia destes, esbravejando numa fila de vistoria, fui questionado pelo meu filho sobre o procedimento: "mas pai, não é bom ver se os carros estão funcionando bem". E eu, naquela sinuca de bico fui forçado a contar para ele que o único estado do Brasil que exige a inspeção veicular é o Rio, o que é bom, claro, mas também é o único a gerar esta cara e ineficiente burocracia. Sim, burocracia, porque a inspeção veicular do Rio não é séria. Os vistoriadores são treinados a procurar filigranas em água do borrifador do pára-brisas, setas com a lâmpada queimada enquanto que os detalhes realmente pertinentes são esquecidos. Da eficiência da suspensão, um item de segurança ativa, dependem vários parâmetros dos carros, que envolvem riscos diretos de acidentes. Idem para os freios. Ambos são ignorados, enquanto o vistoriador alisa o estepe para ver se ele tem condições de rodagem... Alisar o estepe e conferir se os pneus já chegaram ao limite de desgaste (TWI) está certo , mas a burocracia gerou um filho torto, que é o aluguel de pneus para a vistoria. Triângulos e extintores também são 'locados' para o exame, que assim perde sua única razão de existir. Bem, quase esqueci das emissões, que são rigorosas para veículos de uso profissional e fazem 'vista grossa' para os particulares. A qualidade do ar agradece... ,mesmo assim, o custo adicional para o contribuinte, que paga pela inspeção, e a quantidade de carros que simplesmente não a fazem acaba colocando em dúvida a sua existência. Em outros estados, como São Paulo, por exemplo, a vistoria é postergada ad eternum por simples inviabilidade de atender toda aquela frota imensa, que está praticamente estacionada nos engarrafamentos de 260 quilômetros. O que vale, na realidade é a consciência de que um carro mal mantido é ameaça a seus ocupantes. Não existe malandragem em usar pneus frisados, freios ruins e suspensões em falta. Existe risco. E isto tem que ser ensinado nos bancos de escolas. Assim como a responsabilidade civil por provocar um acidente nestas condições. Mas aí já dependemos da aplicabilidade da lei. E este é um outro assunto.
E a fama atravessa fronteiras. Ao me deparar com uma coluna do grande jornalista automotivo de São Paulo, Fernando Calmon, que não perco nunca, leio a seguinte frase:" A frota brasileira de veículos, incluída a de duas rodas, rompeu a barreira de 30 milhões de unidades no final do ano passado e tende a crescer em ritmo bem mais forte do que nos últimos dez anos. Nesse nível é inconcebível que nenhum controle técnico - segurança e ambiental - se exerça. Existe apenas uma inspeção limitada e de baixa qualidade no Estado do Rio de Janeiro, mais voltada à arrecadação de taxas...." É isso aí.
Você já viu um motor funcionando. Pois então aproveite. As imagens, gravadas em altíssima velocidade, mostram a válvula de admissão de ar/combustível do lado direito abrindo, depois fechando, a ignição da vela (no alto da imagem, a explosão e a válvula de escapamento expulsando os gases queimados. É muito legal. Isso que você vê acontece dentro de um cilindro. A maioria dos carros tem quatro, alguns seis outros oito e uns poucos 12 cilindros, o que multiplica essa imagem por 12 vezes! Imagine em um motor multivalvulado, onde ao invés de uma de cada, duas válvulas de admissão e duas de escape fazem este exercício....
No Estado de S. Paulo de hoje: Grupo CAOA de Carlos Alberto de Oliveira Andrade, fecha contrato com a Hyundai para a produção do SUV Tucson em Goiás. O grupo investirá (?) R$ 300 milhões com início das vendas em 2009. O CAOA já monta o comercial leve HR e planeja mais um Hyundai com investimento total de 1,2 bilhão de dólares. É ver para crer. Essa novela Hyundai é longa e envolve muito dinheiro.
O Mustang Shelby Cobra (motor 5.4 litros e 547 cv ) que comemora 40 anos da edição envenenada e está nas páginas de Automania de hoje (8.05.08) ficou lindo. Eu pessoalmente não sou um apreciador dos carros norte americanos, com sua performance de retas e motores enormes, mas, como em tudo, abro excessões para os musculosos Mustang, Challenger, Charger, Camaro e 'Cuda', todos cupês puros com formas firmes e muito carisma. O Viper tentou chegar lá, mas sem o Fittipaldi para acertar muito bem sua suspensão ficaria difícil. Os carros do Tio Sam têm muito o que aprender com os japoneses, que certa vez fizeram a engenharia reversa daqueles modelos, aplicaram muita tecnologia e novos materiais e chegaram ao que têm hoje, como os alemães ( na foto o Audi TT, com motor 2.0 TFSI 272 cv, eleito ontem o motor internacional do ano, na categoria 1.8 a 2.0 litros) de estão trafegando para motores compactos de de alta potência. O caminho é esse. O meio ambiente agradeçe. E o prazer de dirigir também.
Uma versão um tanto inusitada e de gosto duvidoso. É a proposta da preparadora italiana Carrozzeria Touring, que vai apresentar uma versão SW do Maserati Quattroporte no Concorso d'Eleganza Villa d'Este 2008, na Itália, entre os dias 25 e 27 de abril. Batizada Bellagio Fastback, a versão da Carrozzeria Touring mantém o mesmo desenho dianteiro do Quattroporte, mas, na traseira, quanta diferença, o que fez com que o carro perdesse uma de suas principais características, o apelo pela esportividade. Apesar da pouca informação sobre a versão - a preparadora forneceu apenas uma foto -, o modelo terá o mesmo motor da versão sedã, que é equipado com um rotundo V8 4.2 litros e 400 cv. No Brasil, o Maserati Quattroporte sai míseros R$ 750 mil.
A lamentar a decisão judicial que liberou o uso de pneus reformados em motocicletas. A decisão, certamente de algum juiz que não é motociclista, suspende a resolução 158 do Contran que desde 2004 proibia esta sandice. A ABR, que reúne os reformadores comemora a 'vitória' de 'mais uma batalha para garantir o desenvolvimento de suas atividades', atividades estas que visam só o lucro e não a segurança de ninguém, que ele riscos ao usar um desses 'pneus'. Os motociclistas conscientes jamais entregam sua cabeça a uma economia de poucos reais. O neurologista é mais caro. O ortopedista também. Ficar parado meses também, então, já que falta consciência ou competência ao Inmetro, que homologou estas coisas e às autoridades, você que anda de moto ou que tem parentes ou conhecidos que usem a moto, como eu, desencoraje a compra de pneus reformados. Os motivos são simples: A reforma consiste em trocar a capa de borracha do pneu, cobrindo uma carcaça que pode já estar vencida com borracha fora de especificação original, com claro comprometimento da aderência e da resistência a impactos. É suicídio para uns e lucro para outros, que se valem do discurso ambiental para vender carcaças velhas. Pneus reformados, nem nos carros!
A estréia da supermáquina Audi R8 no Brasil foi em um salão.... de barcos. A marca foi buscar no Rio Boat Show o público que tem poder aquisitivo para comprar lanchas e iates para mostrar sua preciosidade tecnológica. Uma megafesta no iate de Eike Batista para 200 vips terá como destaque o carro, no convés. Também pudera, o modelo tem preço estimado de R$ 600 mil e fila de espera formada por 32 felizardos. A Audi já avisou que irá atender aos 20 primeiros. Os outros 12 vão ter que esperar um ano ou gastar seu dinheiro em barcos mesmo.
Cada um busca a seu modo o desenvolvimento de tecnologias de menores emissões e maior eficiência energética. Um passo neste sentido está sendo dado com consistência pala VW com seus motores TSI, que serão assunto no simpósio da SAE em São Paulo, dia 7 de abril. O responsável pelos motores, o alemão Hermann Middendorf falará do desenvolvimento do motor 1.4 litro e 125 kW de potência máxima, com injeção direta de combustível e dual charging, o uso de compressor mecânico e turbo a o mesmo tempo. Segundo a proposta, os pequenos motores conseguem unir as baixas emissões ao prazer de dirigir e estarão em muitas versões da marca daqui para a frente.
Quem tem Land Rover ou Jaguar certamente está com dúvidas a respeito do futuro. A compra das marcas pela indiana Tata traz em seu rastro um sem número de questionamentos: -A rede das marcas no Brasil será preservada? -A Jaguar será mantida no grupo de Sérgio Habib? -As peças serão acessíveis ou haverá descontinuidade? -O grupo Tata pode usar a rede instalada para entrar com o seu forte, que são os produtos populares (talvez o Nano...) e as picapes e SUVs rústicos? -E nesse caso, como ficam os luxuosos? Se você tiver mais perguntas ou respostas a estas questões escreva nos comentários.
A Mitsubishi refinou seus nichos a tal nível que está lançando uma nova versão da L200 Savana, com itens de uso real no off road. A tomada de ar é por snorkel, as rodas aro 16 de aço estampado e pneus mud, lameiros, caixas de utilidades na caçamba, rampas de desatolagem e até uma pá. No interior borracha e neoprene para facilitar a limpeza. As idéias são boas para quem tem quase R$ 90 mil para investir em um veículo off road, embora sua eficiência e durabilidade seja mais uma incógnita da marca, que não tem veículos para avaliação independente por publicações da imprensa. Assim, como é tradicional na Mitsubishi, recalls foram ocultados por 30 anos e acabaram provocando mortes no Japão. Aqui no Brasil, vários lotes de motores (da própria L200 e do Pajero Sport) têm bronzinas defeituosas e o recall não é admitido, só para quem reclama. Assim, a Savana continua a ser uma distante interrogação.
Eles nasceram para brigar com a nata do topo. De olho na classuda fatia dos compradores de Rolls Royces e Bentleys, o Maybach foi criado pela Daimler em 2001 e nunca vendeu bem. Por isso está na reta para a desativação. Executivos da marca alemã admitem que não existem mais planos para a produção dos modelos, que venderam 146 unidades ano passado, levando inúmeros concessionários à falência.
Ela era a mais cotada. Precisava de novos motores e a produção crescente e bem sucedida atinge 25% do mercado de carros e comerciais leves. A Fiat acabou comprando a Tritec Motors, a fábrica de motores em Campo Largo, no Paraná, que já foi da BMW e da DaimlerChrysler, herdada pela Crysler e fechada. Produziu propulsores 1.4 e 1.6 de última geração para os valorosos Mini e agora deve entregar uma nova família aos carros da marca italiana. Quem passa a comandar a Tritec é a FPT-Fiat Powertrain, que esclarece ter adquirido o terreno, a unidade industrial, as linhas de produção e o mais importante, a atual linha de produtos. O preço, incluidos os novos investimentos, foi 83 milhões de euros (R$ 250 milhões). A fábrica, considerada uma das mais modernas do mundo irá produzir uma nova gama de motores midsize a gasolina e flex.
No ranking das empresas mais admiradas da América, desenvolvido para o mercado dos Estados Unidos, que fique claro, um dado preocupante para as montadoras, (veja mais em www.money.cnn.com). Neste segmento da economia, a vencedora é a alemã BMW, seguida pela japonesa Toyota Motor , pela alemã Daimler, a japonesa Honda, a alemã Volkswagen, depois a local Paccar, outra japonesa, a Nissan, a grande americana GM, outra local, a Navistar e a histórica Ford. Ora, em recente pesquisa, algo parecido acontece no Brasil, onde as marcas alemãs e japonesas são as queridinhas. Como as alemãs são mais caras, as japonesas conquistaram a classe média. Isto, sem investimentos pesados como as francesas e com produção enxuta e racional. Os modelos nipônicos são os que menos desvalorizam e transmitem a maior confiabilidade mecânica. É hora da produção focada no consumo conspícuo, a visão americana, pensar no futuro a médio prazo, e lembrar-se que quem não tem dinheiro compra pelo preço, quem tem um pouco mais compra pela qualidade e o consumidor escaldado por produtos duvidosos não é minimamente fiel à marca. É o futuro do Tata Nano brigando com o Toyota iQ. E por falar em Toyota, conforme este blog antecipou ano passado, o novo Corolla, com o 'shape' europeu e americano, está sendo lançado na próxima terça feira. Depois vem o Yaris.
Empurada por um verdadeito tsunami de lançamentos bem sucedidos e altamente rentáveis, a Porsche encheu os cofres e partiu para a ofensiva. Irá controlar a VW, onde já detém 31% das ações. O anúncio, feito no mesmo dia em que a VW revelou a compra do controle acionário da Scania, por 4 bilhões de dólares, foi assunto do dia no meio automotivo, uma vez que o conglomerado é avaliado em 230 bilhões de dólares e passa a ser uma das maiores do mundo no setor. Além de controlar a VW e a Scania, a Porsche dará as fichas também na Audi, Lamborghini e caminhões Man.
A Porsche, fundada pelo criador do Fusca, Wolfgang Porsche, é comandada pelo neto Ferdinand Piech, que anunciou a intenção de "manter a identidade de cada uma das marcas para disputar mercados em um mundo cada vez mais competitivo.
Com o foco na marca das 100 mil unidades vendidas este ano no Brasil a Peugeot aposta suas fichas para ancostar nas grandes e na rival Renault, que tem apresentado bons resultados com suas opções de pequenos médios Logan e Sandero. Em almoço com o presidente da Peugeot Laurent Tasté, entre um e outro naco de picanha, confirmamos a os estudos, publicados em Automania há três meses, do desenvolvimento de uma picape leve para concorrer com a Fiat Strada, derivada do novo 206 e meio, como é chamado, a boca pequena, o modelo sobre a plataforma 206 com traços da 207, que já roda na Europa. Segundo Tasté, o mercado das leves, nada desprezível, deve ser considerado seriamente, se a Peugeot almeja um crescimento sustentado. Mas antes dela, confessa o executivo "estaremos apresentando, muito em breve, os novos hatch, wagon e um inédito sedã" derivados da linha 207. O sedãnzinho entra em uma briga ferrenha do segmento mais forte no Brasil, o dos sedãs compactos e deve ter linhas arrebatadoras, não "uma traseira que não dialoga com a frente, como acontece com o sedã 307", confessa o executivo. Tasté reafirma a estratégia acertada da marca em abandonar os motores 1.0, que eram comprados à Renault e representavam para o consumidor apenas uma vantagem fiscal. "Tanto é que hoje, nossos 206 1.4 custam só R$ 2 mil a mais que um Palio Fire 1.0".
As vendas ainda devem demorar um pouco, mas os pneus auto infláveis, os self inflating tyres (SIT) já são uma realidade. Eles foram desenvolvidos pela empresa Checa Coda e mantém a pressão constante, o que elimina a necessidade de calibração semanal. Basta andar dois quilômetros com o carro. Os SIT usam ar atmosférico comprimido através de uma bomba especial. Uma câmara de ar, junto à parede do pneu funciona como compressor e injeta ar até que a pressão atinja os valores recomendados. Excessos saem por uma válvula. Falta a viabilidade econômica, que sempre empatou as tecnologias de pneus de pressão zero ou runflat, reservados para carros topo de linha. Além de levantar a bola da tecnologia, os SIT servem ainda para lembrar que pneus perdem pressão constantemente, com variações de temperatura, passagem por buracos, quebra molas etc . Por isso lembre-se sempre de calibrar, uma operação simples e de graça, que promove economia de combustível e de pneus.
Está no boletim Autodata: o Brasil é o sexto maior produtor mundial de automóveis após a consolidação dos números de 2007. Nós ultrapassamos de uma vez só a Espanha, que cresceu 4% e a França, que registrou queda de 7,8%. Assim começa a se cristalizar uma tendência de alguns países do primeiro mundo estagnarem ou reduzirem vendas de carros, diante do altíssimo índice de veículos por habitante que possuem. Estão à frente do Brasil o Japão, EUA, China, Alemanha e Coréia do Sul.
O médio da Fiat já estava no 'telhado' há mais de dois anos e agora sai da gama Fiat sem deixar saudades. Em que pese as qualidades do carro, feito em uma versão 1.6 sedã e outra Weekend, o Marea, que durou oito anos, representava prejuízo para a marca e uma assistência técnica limitada e cara. Ele chegou a oferecer cinco tipos de motores, entre eles o mais rápido nacional, o Marea Turbo, mas nunca chegou a abalar. Com o fim do Marea, a fábrica ganha espaço para a produção do Linea, o sedã derivado do Punto, a ser lançado em abril.
Fontes da Ford disseram a Automotive News que a Tata já é a dona da Jaguar e da Land Rover. O anúncio da compra será feito no início de março, dias 5 ou 6. As datas foram acordadas entre a indiana Tata e a Ford depois das conversas positivas entre os dois grupos e a Federação das Indústrias do Reino Unido, na semana passada. Com isso, o paradoxo de duas das mais representativas marcas britânicas estarem agora sob o domínio de um fabricante da antiga colônia, com pouca expressão até a poucas décadas atrás. Sinal dos tempos.
A GM já está acertando data e local para o lançamento da Chevrolet Captiva, que irá chegar no início do segundo semestre, vinda do México, somente na versão Sport, que usa o excelente motor V6 do Omega, câmbio automático e sequencial. A versão top deverá ficar mais cara que a melhor versão da Blazer, a Executive turbo diesel e embora não tenha sido ainda definido, irá ficar na faixa entre R$ 120 e 140 mil. Na outra ponta dos SUVs da Chevrolet, o Grand Vitara, ou melhor Tracker, sobe no telhado a espera de uma definição da produção local da nova carroceria pelo grupo MMC, que controla a MItsubishi . A cúpula da GM ainda não decidiu o que acontecerá com o Tracker, que é feito na Argentina e apresenta fila de espera, com excelete custo/benefício. Se parar será um tiro no pé, pois quem compra o Tracker a R$ 65 mil não irá se aventurar no novo Grand Vitara, que estará perto dos R$ 100 mil nem do Captiva, bem além disso.
Enquanto a Ford recompra todas as picapes Pantanal, porque elas podem quebrar ao meio, a Stuttgart Sportcar, importadora da Porsche no Brasil, recall do Cayenne V6 2008. O problema é que, entre os 18.856 Cayenne fabricados, cinco apresentaram ruído leve, que não implica em segurança nem em deixar de usar o carro. É apenas uma vibração indesejável e incompatível com os padrões da marca. A Stuttgart importou em 2007 o total de 99 Cayenne V6. Eles deverão ser levados para uma vistoria na concessionária. Trés chic.
A Dacia inicia em março, na Romênia, as vendas da Logan pick up, uma versão que deve seguir a trajetória de sucesso do sedã e da wagon MCV, que esbanja muito mais espaço do que a média Megane, feita também por aqui. Ora, se a Renault não está rasgando dinheiro, a picapinha chegará ao Mercosul, com fabricação local, e muitas virtudes sobre a concorrência, como maior espaço na caçamba e na cabine (que é mais larga e alta que as demais), além de levar 300 litros no 'joga dentro', isto é, junto com os ocupantes. A capacidade declarada em quilos é de 800, o que passa a rivais. Soma-se a isso um dos melhores propulsores disponíveis no país, o 1.6 8V e a necessidade da marca de justificar uma fábrica que custou 2 bilhões de dólares há dez anos atrás e só agora começa a apresentar produtos que atraem o consumidor. Na Renault é negado 'de pés juntos' a intenção de fabricar a picape em 2009, mas, quem sabe ler nas entrelinhas, ela poderá ser um Sandero pick up, como na ilustração abaixo, feita sobre fotos de divulgação da própria Renault. Vai ou não vai vender muito?