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A Fiat que tradicionalmente não se dá bem com o mercado dos médios, vide Marea, Brava, Stilo etc, vai tentar de novo com o sedã Linea. Fonte da fábrica confirma a produção do sedã em Betim, a partir da nova plataforma do Grande Punto, um hatch que também está a caminho.
 A briga do Linea não será fácil: o segmento dos sedãs é bem equipado por máquinas consagradas e com excelente imagem. Os japoneses estão bem neste mercado e a GM investe tanto nele que já tem seis sedãs em linha, em todos os perfis de público. A GM tam ainda o trunfo de 500 pontos de venda e assistência, o que facilita muito as coisas.
 O foco do Linea será o comprador do Astra, Focus e Polo sedã, o mesmo do Marea, que entra em reta final de produção. O entreeixos do novo carro deverá ser aumentado, pois os 2,81m da plataforma hatch deixariam o espaço interno muito limitado. Ainda não há datas certas para o lançamento, mas períodos. O Grande Punto chega no fim do ano e o Linea no início de 2008, ambos com o novo escudo da Fiat mundial, com fundo vermelho.
 O que você acha da propaganda do novo Palio, onde três carros de cores vibrantes e pilotos idem correm pela cidade, inspirados claramente no filme Velozes e Furiosos? E aquela do Ecosport automático, que saiu na midia revistas, onde uma sandália havaianas aparece no lugar onde estaria o pedal da embreagem? E a da cerveja, onde a galera chega de carro a uma praia deserta, cheia de sereias de topless e depois todo mundo vai tomar uma Itaipava. Só uma?????? E os filmes, vídeos e games onde a essência é a velocidade? Será que eles estimulam a violação de condutas de trânsito e levam as pessoas ao risco? Pessoalmente tenho bem estabelecida na mente a distância entre a realidade e a ficção, por isso não entraria numa ' onda' errada ou burra por causa de anúncios ou filmes. Mas cada cabeça é uma e as pessoas têm maneiras diferentes de reagir a estímulos. Que o digam -- ou não, já que elas foram caladas por balas-- as vítimas de Columbine, cujo maluco assassino admitiu que agia inspirado em Matrix e no game Doom. Todo esse papo surgiu a partir de um mail do leitor Alexandre Antunes, que questiona com propriedade a peça feita pela Fiat. É uma questão para análise e reflexão de especialistas em psicologia. É também uma questão para a reflexão de quem produz a burla da lei em peças públicas, que invadem as casas de todo mundo. É uma questão para a sua opinião nos nossos comentários.
 O veterano da VW ganhou redesenho 'tropicalizado', uma vez que esta versão é exclusiva para o Mercosul. Lá fora, o Golf que está nas lojas é o da geração V, com a frente igual à do Jetta, importado do México. O 'nosso' Golf estará sendo lançado nesta segunda e terça feiras, mas antecipamos alguns detalhes do modelo, que ganhou frente parecida com a do novo Polo, mais bonita e equilibrada. Na traseira as lanternas, adivinhem, receberam elementos redondos e um vidro maior. A lateral permanece praticamente a mesma das gerações anteriores. A novo Golf traz de série, em todas as versões, ar-condicionado, direção hidráulica, computador de bordo, vidros e travas elétricas, sensor de estacionamento traseiro, retrovisores com pisca, alarme e a novidade de todos os modelos da marca: ratreador por satélite, o que deve reduzir o prêmio do seguro.
Ele vai chegar às revendas em quatro opções de acabamento e três motorizações: 1.6 Totalflex, 2.0 a gasolina e 1.8 Turbo 20V a gasolina (GTI) e transmissões automática ou manual. O destaque da família é o GTI, que despeja no asfalto 193 cv de potência máxima, superando o Honda Civic Si por um cavalinho vapor e estabelecendo-se como o modelo de série mais potente do Brasil. Leia mais detalhes e o test drive do novo Golf na Automania, nas bancas na quinta-feira e aqui neste site.
"A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) (do Senado Federal) aprovou nesta terça-feira (20) proposição que determina a inclusão do dispositivo airbag para o motorista e o passageiro da frente entre os itens de segurança obrigatórios dos veículos no mercado brasileiro. No prazo de um ano após a aprovação da proposta (PLS 115/04), os carros deverão sair das fábricas já com esse equipamento, segundo prevê o projeto, que será examinado ainda na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em decisão terminativa. " O trecho da matéria acima, assinada pela repórter Gorette Brandão, da Agência Senado, cita o autor da proposição, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e o parecer contrário do relator da matéria, senador Romeu Tuma (PFL-SP) que considera que o item obrigatório encareceria o preço dos veículos. Os fatos são que, em escala de produção integral, os airbags teriam custo drasticamente reduzido e diluido no preço final. Até lá, o governo poderia dar uma ' forcinha', reduzindo a carga tributária sobre equipamentos de segurança, coisa que os senadores não se preocuparam em discutir, enquanto falavam da obrigatoriedade de barras de proteção no teto (anticapotagem?/!!) e nas portas (que já existem na maioria dos modelos). Nós eleitores temos um problema sério: ao votar, entregamos uma carta branca a muita gente que não entende nada do traçado, então, porque eles não chamam especialistas na área de segurança automotiva para ouvir opiniões e assim definir melhor os textos legais que interessam a todos. De qualquer forma, vamos torcer pelos airbags, já que a educação para o trânsito ficou na proposta e o airbag, com o cinto de segurança, pode ajudar a reduzir as estatísticas escandalosas do trânsito neste velho oeste chamado Brasil.
Finalmente a Toyota promete lançar um carro pequeno no mercado brasileiro. O modelo ainda não existe, mas o presidente mundial da Toyota, Katsuaki Watanabe, confirma que o projeto está sendo desenvolvido a partir da lógica do Renault-Dacia Logan, que será a grande cartada da Renault na América do Sul em 2008. Nem Auris, nem Yosis, o pequeno Toyota estará rodando até o fim desta década. Segundo o site Automotive News, o carro será um sedã de quatro portas, de construção simplificada, leia-se barata, focado em países emergentes, como Brasil, China, Rússia e Índia, que terão fábricas dele. A lógica do baixo custo-baixo preço enterrou os antigos projetos de carros mundiais, que são bons para todo o mundo, menos para quem não tem dinheiro para pagar por eles, que por sua tecnologia construtiva fina, ficam muito caros em boa parte do planeta.
 Assim, nasceram projetos como o do Logan, que tem quase o tamanho do Astra, usa vidros planos e partes de outros produtos Renault, como painel, volante, eletrônica, suspensões etc. Com este carro, (veja as fotos do sedã, da wagon e de uma versão "Adventure", a Steppe, a Renault promete dar a volta por cima e superar seus maus resultados no país, que recebeu a maior de todas as fábricas das 'new commers' na década passada e hoje amarga imensa ociosidade. É esperar para ver.
A VW está instalando na fábrica, em TODOS os seus modelos nacionais, um rastreador. Sinal dos tempos. A iniciativa tenta neutralizar uma tendência percebida pelas seguradoras, de notável preferência da marca pelos ladrões, principalmente em modelos como o Golf e a Parati. O Golf, primeiro a receber o equipamento, já começou a deixar a lista dos Dez Mais (inseguros) e teve prêmios cobrados reduzidos. A Parati, outra campeã, deve seguir pelo mesmo caminho. Agora, nos perdoe quem acha que não estará pagando compulsoriamente pelo rastreador. Não tem jeito nem mágica, está lá, pagamos por ele, como pagamos os impostos embutidos no carro, no pneu, no feijão e caminhão. Pagamos ainda a multa e o leão, todo ano, sem choro nem vela e muito menos atraso, senão....
Até que enfim. A Polícia Rodoviária Federal prometeu (e nós vamos acompanhar e publicar aqui) fazer blitzes com bafômetros na via Dutra, próximo às casas de shows, onde um acidente brutal domingo passado terminou com a morte de cinco jovens, três deles instantaneamente. Já faz tempo que nós sugerimos a atuação mais séria da autoridade contra essa infeliz rotina da fórmula bebida+jovens+automóvel, junto, é claro, com a maior participação da universidade e da indústria automobilística, com palestras educativas atraentes e que cheguem ao universo de quem está entrando no mundo dos carros. Eu já fiz estas palestras e até ensinei em cursos de direção segura, mas a tendência da indústria é 'marketizar' a iniciativa, enquanto os governos burocratizam esse drama dos fins de semana. A Polícia poderia fazer blitzes educativas, na saída da 'esbórnia' (na Dutra, av. das Américas, Lagoa etc), onde os motoristas identificados como alcoolizados, seriam convidados a telefonar para seus pais e chamá-los para resgatar os filhos e seu automóvel. Se não houver alguém 'careta' para lavar a máquina, ela fica apreendida até o dia seguinte. Sem multa, sem estresse, sem cacetete. Desta forma estaria sendo envolvida a família, que, tenho certeza, ficaria agradecida a autoridade, esta que ficaria agradecida de ter que preencher menos boletins de ocorrência e mobilizar esforços caros a todos nós para resgatar mortos e feridos no asfalto.
A Universidade deve refletir sobre a inclusão de cursos opcionais de direção segura e técnicas de direção. Um belo diferencial. Curso de Direção Segura Para Jovens- Universidade de Itaúna- MG (750 alunos participantes)
Gentileza é tudo, melhora o meio ambiente, melhora o humor das pessoas, melhora até o trânsito. Experimente, no seu caminho usual, contar quanto tempo você perde se não for fominha, acessar outros veículos à sua frente, respeitar as setas e as necessidades dos outros. Você irá se surpreender. Vale a pena ganhar as boas energias que um deslocamento com menos estresse pode te proporcionar. E os minutos são muito poucos, com certeza. Para aqueles que são gentis e militam essa prática que hoje parece de contos de fadas, lembre-se do efeito irradiador da gentileza, como por exemplo a que começou entre os cavaleiros da idade média, que retiravam seu elmo ao passar por uma dama, em sinal de desarmamento, prática que migrou para o chapéu, nos anos e séculos seguintes... Todos ficavam felizes, se aproximavam e respeitavam-se como seres humanos, pois isso é que nos diferencia dos animais: os nossos ritos e as práticas que nos animam e engrandecem, como a insuperável gentileza. O poeta-profeta e andarilho Gentileza preconizou nos anos 70/80, nas 55 colunas de viadutos do Cajú, o quanto isso faria diferença para o ser humano. Em frente ao antigo prédio do JB, onde trabalhei por quase 10 anos, as colunas eram objeto de leitura por pessoas acostumadas com a lide das letras, onde sobressaía a perfumada mensagem da gentileza. O profeta, de longa barba e cabelos brancos, foi levado inúmeras vezes por policiais para hospitais psiquiáticos e pregava também nas barcas, onde era muito conhecido. Seu principal lema, ”Gentileza gera Gentileza”, poderia ser mote de motoristas apressados, autoridades despreocupadas, burocratas de todos os calibres, feirantes, taxistas, motoqueiros buzinantes, motoristas de ônibus...Experimente!
Sem dúvida, o resgate da alma de Gentileza, morto em 1996, ajudaria nossa cidade a começar a recuperar o sorriso que sempre foi sua marca maior, porque essa queda de braço constante que aí está acaba com o humor e a boa vontade de qualquer um. Mas insista, seja gentil. Tudo isso pode parecer um sonho romântico, não me importa, mas só nos resta acreditar que, se há alguma coisa que podemos fazer para melhorar o trânsito da nossa cidade, ela passa pela educação e sua dileta filha, a Gentileza.
 A Nissan quer entrar de cabeça no mercado brasileiro. Reestruturada e mais magra, capricha na eficiência dos produtos para uma briga mundial cada dia mais acirrada. Para atingir este objetivo, lança o renovado sedã mexicano Sentra, de rápida aparição por aqui ainda na carroceria antiga. Mas se aquele design estava em fim de carreira e competindo em preços com o Fox, este é agressivo e promete roubar muita gente boa do Honda Civic, Toyota Corolla e Chevrolet Vectra. Ainda no páreo os franceses Renault Mégane, feito no Paraná e Peugeot 307 sedã, argentino. Faixas de preço parecidas, espaços e segurança também, o novo Sentra vai custar a partir de R$ 58.500, chegando na versão top a polpudos R$ 81.700. Como limitador de participação, a pequena rede Nissan no país: apenas 64 concessionários. A marca promete apostar também nesta ponta, mas igualar a GM, que tem quase 500 representantes ainda está bastante longe. O sedã tem três versões de acabamento — 2.0, 2.0 S e 2.0 SL. Os pacotes de equipamentos vão aumentando de acordo com as versões e incluem direção elétrica, cruise control, computador de bordo, vidros, espelhos e travas elétricos, ar-condicionado e teto-solar elétrico, entre outros. Como seus concorrentes principais, oferece airbags e freios ABS com distribuidor eletrônico de pressão do fluido EBD de série em todas as versões. A mais cara delas, a 2.0 SL tem também side bags e cortinas laterais infláveis. Tanta preocupação com segurança fez com que o Sentra obtivesse no exigente mercado norte americano as notas máximas nos testes da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), a agência reguladora de segurança viária nos Estados Unidos. O motor é um prosaico 2.0 16 V que se encaixa em todas as versões e chega aos 142 cv de potência, tudo para ficar perto da concorrência que tem valores semelhantes em suas propulsões. A bela diferença está no cambio CVT (Continuously Variable Transmission) ou transmissão continuamente variável, que já faz prodígios por aqui no Honda Fit. Para quem não sabe o que é isso, basta imaginar uma bicicleta de 21 marchas com sua coroa e pinhão. No lugar delas (veja ilustrações) polias cônicas se aproximam ou se afastam criando combinações infinitas de transmissão, que, auxiliadas pela eletrônica, buscam sempre o momento de força do motor e otimizam consumo e emissões. É o câmbio do presente. Os outros vão já, já para o museu. Veja como funciona o câmbio CVT, mais detalhes do Sentra e uma versão apimentada para correr com o Honda Civic Si na edição impressa de Automania. Quinta-feira nas bancas. R$ 1,00

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