Março, 2007
Marcellus Leitão

Quarta-feira, 28 Outubro, 2009

SINAL DA IMPUNIDADE

A imagem não mente e o pior, reflete uma realidade que muitos vivem diariamente pelas ruas do Rio. A imprudência e desfaçatez com a qual os motoristas de ônibus conduzem seus caminhões ( aquilo é um caminhão encarroçado) durante toda a jornada. Nós andamos muito de carro por força da atividade e vemos a frequência de descalabros, temperados com a anuência das autoridades. Sinais fechados ignorados, excesso de velocidade, disputas inglórias com outros motoristas etc. No Aterrro, os ônibus amarelos da Real apostam corridas, fecham motociclistas e fazem curvas em alta velocidade, 'costurando' no meio dos carros. A única diferença deste colunista dos demais motoritas que percebem esta situação é o fato de ter esta coluna e retratar aqui este protesto. O que eu digo está refletido nas imagens da CET Rio que você pode ver aí embaixo. O ônibus vem em excesso de velocidade e seu motorista é 'surpreendido' pelo motorista do carro branco, que freou no sinal vermelho. Tal situação aconteceu comigo na rua do Riachuelo, onde um ônibus quase passou por cima do meu carro, pois respeitei o sinal fechado. Por sorte percebi que ele não pararia e fui obrigado a avançar o sinal e por muita sorte não havia pedestres ou outros carros à frente. É o absurdo que uma cidade que se proponha a ser civilizada e sediar grandes eventos tenha que conviver com estes ignorantes. È urgente educar, a partir dos donos das empresas e da jornada de trabalho dos motoristas, fiscalizar a real aplicação de multas para acabar com essa cultura da impunidade que permeia o transporte coletivo na nossa cidade. Veja com calma a sequência da batida, com o sinal fechado, o carro parando e o ônibus colidindo de frente com o outro.


Terça-feira, 27 Outubro, 2009

O mestre pisou na bola

O ministro Miguel Jorge, jornalista, ex- diretor do Estado de SP, ex-professor e ex-dirigente da Autolatina VW Ford, derrapou feio ao defender o aumento de impostos (IPVA) sobre veículos mais velhos, como estímulo à renovação da frota nacional. Caro professor, dessa vez o sr. vai voltar para a cadeira do aluno para aprender que ninguém anda de carro velho ou bem usado porque quer, mas porque não pode pagar os impostos absurdos que SÓ O BRASIL COBRA desse segmento industrial. Em qualquer país do mundo os impostos sobre os automóveis estão dentro do razoável. Aqui beiram os 35% ou mais, caracterizando uma sociedade do governo com a indústria, que resulta no envelhecimento da frota. Óbvio.
O governo, que abriu mão de uma fração desse IPI e favoreceu as vendas, tem ainda muita gordura para queimar. É só parar de gastar mais que arrecada e gastar com consciência.
Na outra ponta dessa história a velha discussão sobre carros veteranos e carros velhos. Há muitos veteranos em ótimo estado. O próprio governo não cumpre sua obrigação, definida por lei, de vistoriar os automóveis anualmente. Aqui no Rio a vistoria de 'mentirinha' só cuida de itens visíveis como pneus e limpadores, sem conferir freios e suspensão. Serve mais para arrecadar taxas. A falta de inspeção veicular estimula a bandalha e o calote no IPVA, que também é muito caro. Afinal, pagar 4% do preço do veículo todo ano, para trafegar nessa buraqueira, é um acinte. Desse jeito ministro, o sr. nos forçará a voltar para os cavalos.

Sexta-feira , 23 Outubro, 2009

Começou o Salão de Tóquio

Como de praxe nos últimos tempos, o Salão do Automóvel de Tóquio, que começa hoje e vai até dia 4 de novembro, servirá de plataforma para as montadoras participantes mostrarem suas novidades quando o assunto são os veículos elétricos ou híbridos.
Não é por acaso que o evento está servindo de cenário para a apresentação oficial do Honda CR-Z, híbrido que começa a ser fabricado em fevereiro e chegará aos mercados da Europa e Estados Unidos até o fim de 2010.Toyota Sai
Dono de visual futurista, o CR-Z sairá de fábrica equipado com um motor a combustão de 1.5 litro - não foi fornecida a potência do propulsor convencional -, que vai trabalhar em conjunto com um propulsor elétrico alimentado por baterias de íon de lítio instaladas sob o assoalho.
Já a concorrente Toyota mostra no salão o sedã Sai, que também chegará ao mercado em 2010. O modelo é baseado no Lexus HS250h e o conjunto híbrido do carro conta com um motor a gasolina de 2.4 litros de 152 cv e um propulsor elétrico, alimentado por bateria de níquel de metal, que é capaz de gerar 40 cv. Outra montadora que está no salão com um modelo ecologicamente correto é a Suzuki, com uma versão híbrida do Swift. Ainda como conceito, a marca japonesa tem intenção de produzir o compacto.
Além da Suzuki, a Nissan está com o Land Glider, protótipo puramente movido a eletricidade. O compacto para dois lugares é empurrado por dois motores traseiros alimentados por baterias de íon de lítio.
Mas as supermáquinas também têm seu espaço no Salão do Automóvel de Tóquio. A Lexus, por exemplo, está com seu primeiro superesportivo, o LFA. Com apenas 1.480 kg, graças à maciça utilização de materiais leves, como fibra de carbono, o modelo é equipado com um motor V10 4.8 litros de 567 cv. Com produção limitada a 500 unidades, o LFA chegará ao mercado no fim de 2010.Lexus LFA

Quinta-feira, 22 Outubro, 2009

Marolinha cá, tsunami lá

A crise econômica que foi bem maior por aqui nas manchetes dos jornais se mostra cruel com a automotiva japonesa. Um dos sintomas disso é que o tradicional Salão do Automóvel de Tóquio, que já esteve para ser cancelado, vai mostrar apenas dez montadoras, contra 35 expositores em 2007. Morna desse jeito, vai durar também três dias menos, amargando um recorde negativo: será o menor Salão japonês desde a sua criação em 1954. A notícia, no site automotive business cita como exemplo da inversão que a crise causou a disposição do salão de Xangai, na China, que reuniu setenta montadoras em abril.
Mesmo assim, as fábricas 'da casa' vão levar o que têm de melhor, leia-se conceitos híbridos, elétricos e carros ultraleves. Em destaque o Toyota Prius Plug-in Hybrid, a terceira geração do modelo, esta que permite a recarga das baterias de íons de lítio com a utilização do motor a gasolina, como no Prius anterior, quanto em tomadas domésticas de 100 V ou 200V. Ele faz até de 55 km/l, um recorde para um médio.Outro destaque é o Nissan Land Glider, com dois motores elétricos traseiros, dois lugares e carroceria ativa, muito interessante.Nissan Land Glider

Quarta-feira, 21 Outubro, 2009

A hora da compra

Geralmente comprar um carro envolve muitas ações e reações, muitas delas emocionais. O modelo é ' bonitinho', é ' alto' etc trespassam o bom senso de pesquisar o que se deseja comprar e para que se investe em um bem que é caro e envolve custos permanente em seguros, licenciamentos, manutenção, multas etc.
O brasileiro, apaixonado por carro que é, muitas vezes 'vai no embalo' e compra um veículo que poderá custar, no fim do financiemnto, quase três vezes do preço do novo, em contraste que a depreciação pelos quatro anos de uso. Assim, saber escolehr bem e avaliar o impacto no bolso é fundamental, para que aquela paixão de momento não se transforme em tormento

Quarta-feira, 7 Outubro, 2009

A velha falta de agilidade

A julgar pelas reações dos leitores de blogs e pelas opiniões dos jornalistas que foram ao lançamento, o novo carro da GM, o Agile, vai ser um tiro n'água. Montado sobre a plataforma do Corsa "preserva os defeitos" diz um jornalista. Outros falam do excessivo nível de ruído interior e do desempenho, comprometido pelo motor fraco. Dá pra ter esperança nesse item, pois aqui o motor será flex ( a marca lançou o carro com motor para o mercado argentino!) com um pouco mais de potência. Até o acesso ao banco traseiro é motivo de críticas: "o sacrifício ao design" fez com que a caída da capota leve os mais apressados a bater a cabeça na lataria. O excesso de plásticos também foi observado por todos. Mas o pior mesmo, ao largo da opinião dos especialistas é a chuva de críticas ao design externo, considerado horrivel pela maioria. E o preço, ó, bem maior que uma escultura chamada Punto, que leva a assinatura Giugiaro, uma solução racional espaçosa como o Sandero, bem mais barato e mais possante e um carro consagrado como o Fox. O Agile vai precisar de muita agilidade para ter vida nesse mercado, e a GM, todo mundo sabe, é 'cintura dura' para propor soluções e resolver problemas. Uma pena, porque a marca precisa de um sucesso urgentemente.