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Membro do Comad (Conselho Municipal Anti Drogas do Rio de Janeiro), fundador e conselheiro do IBDC - Instituto Brasileiro de Direito e Criminologia, doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad del Museo Social Argentino de Buenos Aires, delegado de Polícia Federal de Classe Especial, responsável pela prisão do publicitário Duda Mendonça na rinha de galo em 2004. Rayol dirigiu por anos a Delegacia de Entorpecentes da PF.
Procurador de Justiça, ex-secretário de Administração Penitenciária, ex-coordenador de Inteligência do Ministério Público estadual do Rio de Janeiro, responsável pela investigação da Propina S.A, entre outras.
professor universitário, dirige a Escola de Turismo e Hotelaria da UniverCidade,há 15 anos.Tem estudado ,nos últimos 18 anos,o impacto da segurança na atividade turistica.Implantou no Rio o primeiro Programa de capacitação para as forças de segurança turistica do Estado do Rio.Preside o Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo,que tem um Nucleo de Segurança Turistica,que faz um estudo comparado dos diversos sistemas no Brasil e no exterior.Sua tese de doutorado em Direito da Cidade versa sobre Um sistema de segurança Turistica para o Rio.
Jornalista e escritor, ex-TV Globo, atualmente na área de entretenimento do SBT, é autor dos livros Comando Vermelho - A História Secreta do Crime Organizado e CV-PCC-- A irmandade do crime, ambos pela Editora Record.
carioca, coronel da reserva, comandou a Tropa de Elite do Exército Brasileiro, o Batalhão de Forças Especiais. Sua última missão no serviço ativo foi o comando do Batalhão Brasileiro de Força de Paz, no Haiti, sendo responsável pela pacificação de Cité Soleil, até então, a região de maior risco (segurança pública) sob controle da ONU. Na área da Segurança Pública, foi o Chefe de Planejamento do Comando Militar do Leste. Para se comunicar com ele, escreva para kidbleu@gmail.com
tenente-coronel reformado da PMERJ, bacharel em Ciências Administrativas, torcedor do Flamengo, escritor com oito livros publicados (vide site: www.emirlarangeira.com.br)
Policial Civil no Rio de Janeiro, atuando há 22 anos no combate ao crime organizado, pesquisador e especialista em segurança pela Fundação Getulio Vargas.
Advogado, torcedor do Vasco da Gama, presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, membro efetivo e Vice-presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Copacabana e Leme – AISP19, tem formação no Curso de Capacitação para Lideranças Comunitárias e Integrantes dos Conselhos Comunitários de Segurança ministrado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). É um apaixonado pelo bairro de Copacabana, onde nasceu e foi criado, e também pela cidade do Rio de Janeiro. Acredita que toda mudança na qualidade de vida do cidadão passa necessariamente por uma maior participação da sociedade civil organizada, inclusive na questão da segurança pública.
cientista político (UFF), juiz de direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, integrante da Associação Juízes para a Democracia/AJD
João Tancredo, advogado, presidente do Instituto de Defensores de Direitos Humanos, ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ
Rapper e Mc, torcedor do Flamengo, formado no Curso de Liderança Comunitária Uerj e engajado na Cultura HipHop, sendo hoje vocalista da Banda Stereo Maracanã. Ativista da (ONG Posse Reagir Cidadânia e HipHop), consultor de Cinema ("Tropa de Elite") e Documentários (Rebeldes da Noite no Rio- Alemanha) que tenham como tema e pano de fundo as Favelas. Espera que esseTrabalho venha fomentar novás idéias, e discutir questões relevantes para todos. Pode ser contactado pelo email jovemcerebral@gmail.com
Julio Ludemir nasceu no Rio de Janeiro em 1960, mas foi criado em Olinda, Pernambuco. Tem cinco livros publicados - No Coração do Comando, Sorria, Você Está na Rocinha, Lembrancinha do Adeus, O Bandido da Chacrete e Mais um Pai. Tem a alegria de ser rubro-negro e a capacidade de fazer filhos lindos, de que Juliana e Pablo são provas incontestáveis. Adoraria escrever sobre paz, amor e sexo selvagem, mas a violência do Rio de Janeiro não permite.
delegado de policia civil de 1ª classe, mestre em ciências Penais pela Universidade Cândido Mendes, doutorando em Ciências Políticas na Universidade Federal Fluminense, autor do livro "Acionistas do nada: quem são os traficantes de drogas", da Editora Revan.
ex-promotor de Justiça Terapêutica, atualmente procurador de Justiça no TJ.
Tenente-coronel da PM, ex-comandante do Bope, autor do livro "A Verdade da Tropa", trabalhou como assessor especial da Subsecretaria Operacional de Segurança Pública durante as operações na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão em 2007.
Coronel reformado da PM, trabalhou como assessor especial da subsecretaria operacional durante a gestão do general Nilton Cerqueira, no governo Marcello Alencar
Capitão da reserva do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Conclui tese na Universidade Federal Fluminense chamada A Glória Prometida. O Curso de Operações Especiais - Rito de Passagem dos 'caveiras'. Atualmente é secretário de Segurança Pública de São Gonçalo. Treinou os atores do filme Tropa de Elite, de José Padilha.
Defensor público, ex-presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Rio de Janeiro
Inspetor de Polícia Civil, tricolor de coração, cursando Gerenciamento de Crises pelo SENASP/Ministério da Justiça, escreve no blog.
Carioca, Rubro-negro, coronel da reserva remunerada do Corpo de Bombeiros, ex-integrante do Conselho Estadual de Meio Ambiente, ex-integrante do Conselho Estadual de Controle Ambiental, Ex-diretor de Operações do Departamento Geral de Apoio Comunitário da Sedec-RJ, tendo sido responsável pelo Levantamento Estratégico, Informação e Planejamento para evacuação da população de Angra e Paraty em caso de acidentes na Central Nuclear Almirante Alvaro Alberto, fundador e Diretor Executivo do Instituto de Capacitação, Ação e Cidadania Pelicano.
Jornalista e Consultor de Políticas Públicas, ex-diretor de Fiscalização da COMLURB, Superintendente de Projetos Especiais da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Turismo, Diretor Geral de Apoio Operacional do DETRAN-RJ. Em 1984, passou três meses na Nicarágua como correspondente de guerra na fronteira com Honduras. Em 1995, atuou como consultor/observador na equipe GGAB (Grupo do Gabinete) da
Polícia Civil em ações nas favelas do Rio. Mantinha o blog Falando a verdade mas tirou do ar após receber ameaças de morte de traficantes conhecidos como Bonde do Coelho.
Capitão reformado do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), roteirista do filme Tropa de Elite, co-roteirista do filme Ônibus 174.
Delegado de Polícia Civil, já chefiou a Divisão Anti-Sequestro, e a Divisão de Repressão aos Roubos e Furtos de Veículos, além de ter sido assessor especial da instituição. Na Secretaria da Segurança Pública foi diretor da Divisão de Operações e Analista do Centro de Inteligência (CISP) e diretor-geral de inspeção e correição; foi presidente (e hoje é secretário-geral) do Sindicato dos Delegados e colaborador da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). É pós-graduado em Políticas Públicas de Segurança e Justiça Criminal pela Universidade Federal Fluminense e integra o corpo docente do Curso de Especialização em Segurança Pública, Cultura e Cidadania da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 
Coordenador da organização RIO CONTRA O CRIME e do DISQUE-DENÚNCIA (2253-1177)
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Terça-feira, 30 Setembro, 2008

Sexagésimo PM morto no Rio

Os números são do tenente-coronel da reserva da PM Milton Corrêa da Costa. Na segunda feira à noite, em Niterói, num assalto a ônibus, foi morto pelos assaltantes, após ser reconhecido como policial, o cabo PM Marcelo Nunes da Silva, do 12o BPM.
"A chacina a conta-gotas prossegue. Isso demonstra o alto grau de letalidade e de ousadia do banditismo do Rio", disse o o oficial. Segundo ele, este é o sexagésimo policial militar morto pala violência no estado este ano, sendo 14 em serviço. "A família perde um ente querido, o estado o seu investimento e a sociedade um defensor, lamentável", comentou Milton Corrêa, que lembrou ainda que em Nova York o último caso de policial morto foi em junho do ano passado. Segundo o oficial da reserva da PM, estudioso em violência urbana, a média de PMs mortos nos últimos dez anos no estado ultrapassa a cem. "Isso é fato inédito na história policial do mundo'", finalizou.

Segunda-feira, 29 Setembro, 2008

Saúde na PM de colete à prova de balas e fuzil


Nem só os policiais militares que andam em viaturas comuns patrulhando as ruas do Rio ou fazendo operações em áreas de risco usam coletes à prova de bala e fuzis. Os da área de saúde que andam na ambulância da polícia também. Ontem (domingo), à noite, os policiais que chegaram na ambulância da corporação ao Hospital Salgado Filho, no Méier, também usavam coletes à prova de bala e portavam fuzil. Pareciam que iam para alguma operação e não para um hospital fazer a transferência do tenente-coronel Alexandre Silva, baleado em tentativa de assalto, para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio. O que os diferenciavam dos outros PMs envolvidos no fato na porta do hospital era apenas a farda. Eles não devem ser apenas PMs, mas médicos, paramédicos ou enfermeiros. Mas o fato chamou atenção já que eram profissionais de saúde saindo de dentro de uma ambulância armados e com coletes.

Sexta-feira , 26 Setembro, 2008

Delegacia cheirosa e sem viatura para os policiais trabalharem

A 79ª DP, em Jurujuba, é a imagem do contraste presente em algumas unidades da Polícia Civil. A delegacia é novinha em folha, funciona há dois anos em um casarão reformado, em frente à estação das barcas de Charitas. O espaço é limpo, com cheiro de lavanda em todos os ambientes e até um mensageiro do vento na porta de entrada.
Acontece que desde 2000 a delegacia trabalha apenas com uma viatura para atender uma área enorme, que inclui boa parte da Região Oceânica de Niterói. Além disso, o carro é um Gol, modelo 2000, que mal agüenta sair do lugar. "Temos um preso para levar para Araruama, mas o carro não vai conseguir chegar lá", disse nesta sexta-feira um policial.
Enquanto aguardavam novidades sobre o caso do médico baleado no Largo da Batalha, os repórteres descobriram que os policiais não puderam fazer uma diligência sequer durante o dia, porque tiveram que atender um local de homicídio na única viatura. As diligências do médico, então, foram feitas só à noite.

Quinta-feira, 25 Setembro, 2008

Federais passam sufoco na Avenida Brasil

Quatro policiais federais - entre eles, uma agente - que saíram do Rio em direção a Volta Redonda para participar da Operação Resplendor nesta quinta-feira viveram momentos de tensão na Avenida Brasil. A bordo de um Siena azul marinho descaracterizado, o grupo foi surpreendido por homens armados de fuzil em um Honda Fit que, na altura da Favela Nova Holanda, tentaram fechar o carro dos federais. O incidente aconteceu por volta das 4h30 e, pegos de surpresa, os policiais conseguiram escapar dos bandidos, que apontaram seus fuzis. O veículo que conduzia os agentes acabou batendo ao entrar em uma agulha, mas seguiu viagem e parou mais à frente porque a arma da agente tinha sumido. Um delegado ouvido pelo Blog da Segurança acredita que a inexperiência dos agentes contribuiu para o incidente - para passar naquele local de madrugada, os policiais deveriam estar mais alertas.
A Operação Resplendor foi desencadeada para prender acusados de integrar uma máfia de combustíveis que agia em Volta Redonda e São Paulo. Entre os presos estão o chefe e o subchefe da delegacia da PF em Volta Redonda e dois inspetores da Polícia Civil do Rio.

Uniforme do Bope não muda

Os planos para mudar o tradicional uniforme preto dos homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foram engavetados. Um estudo preliminar sobre a nova farda - uma das hipóteses seria usar um material especial e camuflagem - chegou a ser feito, mas o comando-geral da Polícia Militar considerou por bem suspender o projeto porque afirmou ter prioridades mais relevantes.

Quarta-feira, 24 Setembro, 2008

Decepção na conta corrente

Dos 4 mil policiais, bombeiros e agentes penitenciários do Rio que recebem gratificação de R$ 400 para fazer cursos do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), só 400 tiveram o valor depositado este mês, devido a uma mudança no sistema do programa Bolsa Formação. Os outros só receberão a quantia quando terminar o prazo de um ano da bolsa.

Alguns podem levar meses para receber o benefício - o que causou revolta entre policiais. "Estávamos contando com esse dinheiro para pagar nossas contas e ele simplesmente não vem? Estamos com as contas atrasadas e teremos que pegar empréstimos no banco para quitá-las. Isso é uma falta de compromisso, de respeito", reclamou um soldado, pedindo para não ser identificado.

Para outro praça, como já havia verba destinada para fazer o pagamento, não há motivos para a quantia não ser depositada no próximo mês, junto com o valor de setembro. "Isso não faz sentido e só nos trará problemas. Eu, por exemplo, já peguei empréstimo e não poderei pagá-lo no mês que vem porque esse dinheiro não virá. Vai acabar virando uma bola de neve", afirmou o PM, que devia ter recebido os R$ 400 no dia 17.

CASOS ANALISADOS

De acordo com a coordenadora do programa Bolsa Formação, Silvana Santos Pereira, 3.600 pessoas deixaram de receber a parcela de agosto devido a uma mudança no sistema. Ela explicou que todo mês é necessário reavaliar os agentes porque, se eles abandonarem o curso ou estiverem respondendo a alguma investigação, terão a bolsa suspensa.

"Como houve mudança no sistema, não tivemos tempo para analisar cada caso. Não podemos pagar duas parcelas juntas. Eles não perderão nada, só receberão lá na frente, quando terminar o prazo da bolsa", disse ela.

Participam do Bolsa Formação agentes que ganham menos de R$ 1,4 mil por mês e que se inscreveram em um dos 22 cursos oferecidos pelo Pronasci. As aulas duram três meses, mas os policiais recebem a bolsa por até um ano após a inscrição.

Terça-feira, 23 Setembro, 2008

Espanhóis apontam segurança como principal ponto negativo do Rio

Pesquisa realizada pela Escola de Turismo e Hotelaria da UniverCidade, através do Ipetur e pela Planet Work, com o apoio da Fundação Cesgranrio e da Secretaria de Turismo da Prefeitura do Rio, sob a coordenação dos professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner, com 600 turistas espanhóis de 1 de agosto a 2 de setembro de 2008, revela algumas informações interessantes sobre o perfil daquele turista, que visita o Rio:

SEXO
55% homens
45% mulheres

IDADE
18/25 anos - 28%
26/40 anos - 32%
41/55 - 23%
Mais de 60 - 13%

GRAU DE INSTRUÇÃO
20% nível superior
50% nível médio
30% nível fundamental

PONTOS POSITIVOS DO RIO
36% natureza exuberante
27% alegria da população
21% prestação de serviços
16% ordenamento das praias


PONTOS NEGATIVOS DO RIO
45% segurança
34% mendicância
12% vendedores ambulantes
7% táxis
2% aeroporto internacional

GASTO POR DIA
Até Usd 80,00 - 25%
de Usd 80.00/140.00 - 50%
mais de Usd 150,00 - 25%

PERMANÊNCIA NO RIO
1/3 dias - 15%
4/6 dias - 75%
mais de uma semana - 10%

ATRATIVOS TURÍSTICOS VISITADOS
45% Corcovado
25% Pão de Açúcar
15% Jardim Botânico
10% Floresta da Tijuca
5% Cidade do Samba

OUTRAS CIDADES VISITADAS
35% Buzios
25% Paraty
20% Niteroi
15% Salvador
5% Fortaleza

FORMA DE OPERAÇÃO DA VIAGEM
35% através de agência
65% por conta própria

GRAU DE SATISFAÇÃO
87% pretendem voltar ao Rio
13% não pretendem voltar

HOSPEDAGEM
65% hotéis
20% aptos temporadas
10% casas de amigos
5% hospedagem domiciliar


A pesquisa foi realizada pela primeira vez na cidade do Rio de Janeiro e contou com a colaboração de 30 alunos dos cursos de Turismo e Hotelaria da UniverCidade. Tal estudo tem a participação do Ciret, maior centro de pesquisas e estudos do turismo, com sede em Aix en Provence, na França, que audita os resultados e fornece subsidios para a metodologia implantada. A margem de erro é de 3,4%

Segunda-feira, 22 Setembro, 2008

Desabafo de um carioca envergonhado

Sou um carioca assim meio atípico. Não gosto de aglomerações, saio pouco hoje e não sou muito fã de futebol; e para atipificar ainda mais, amo nossas polícias como instituições.
Agora ao ver uma reportagem na Rede TV sobre uma ação da Polícia Civil e da Polícia Militar no Complexo de favelas do Pavão, Pavãozinho e Cantagalo, incrustado no coração da Zona Sul fiquei morto de vergonha.
O coturno de um policial militar não deixava nada a dever a qualquer sapato do pior mendigo que anda pelas ruas de nossas cidade. Rasgado, gasto, com partes da meia à mostra, enfim o retrato de um militar, guerreiro por certo, senão lá não estaria nesta ação, que não recebe seu fardamento há anos e é obrigado a retirar de seu parco salário o dinheiro para comprar farda e coturnos.
Uma vergonha para a PM, uma vergonha para a Unidade do policial (o GEPAE, o qual não canso de criticar...) e uma vergonha para os cariocas.
Como se não bastasse, a reportagem da Rede TV ainda exibiu as 'belíssimas' dependências do PPC do GPAE lá no Pavãozinho... .
Digno de um mendigo também... .
Sem nenhuma conservação, paredes úmidas e imundas, camas que mais pareciam catres da época medieval, um local escuro e insalubre, com paredes finas e portas e janelas caindo aos pedaços.
E na fachada deste 'belo, aprazível e operativo' local as inscrições que o identificavam como sede de uma 'Unidade' da PM. Como uma polícia e um governo podem almejar combater de fato a criminalidade organizada, bem armada, com condições deste tipo ?
Como uma polícia pode se fazer respeitar andando com trajes rotos e baseando-se em um local assemelhado a um túmulo de cemitério de periferia ?
Fiquei envergonhado de verdade. Imaginei o que não se fala desses policias e da PM no interior da comunidade por eles se apresentarem e se basearem nestas condições tão deploráveis... .
Certamente aquele coturno rasgado não é o com que o policial se apresenta em sua Unidade, pois certamente se o fizesse, ainda que não receba fardamento, seria punido. Aquele coturno de fazer corar velhinhas em praça pública deve ser seu 'coturno de guerra', usado no dia a dia para correr
atrás dos traficantes nas favelas sem gastar ou rasgar aquele outro, e único, coturno novo que ele tem para se apresentar aos seus superiores.
Um coturno novo custa caro... .
Há anos lutamos pelo fim dos PPCs e dos DPOs na imensa maioria das favelas cariocas pela absoluta inutilidade dos mesmos.Há anos, desde que o GPAE surgiu, acompanhamos seu desenvolvimento e sua 'impressionante' ineficácia. Até no Cavalão, em Niterói, onde o GPAE
tinha angariado a fama de haver acabado com o tráfico já tivemos um promotor seqüestrado e torturado por traficantes dias atrás.
Quando vejo cenas como estas sendo exibidas a nível nacional por uma emissora de TV em seu principal telejornal me sinto constrangido e envergonhado.
Sinto-me assim me vendo em cada PM que vai para as ruas ganhando um salário de miséria e tendo que trajar-se quase como um mendigo para cumprir sua missão de guerreiro.
Pois os que não são guerreiros, têm dinheiro suficiente para se fardarem bem e adequadamente e utilizarem, para fins inconfessáveis, os equipamentos e armas mais modernos... .
A estes, os nossos guerreiros e heróis anônimos do dia a dia a homenagem
de um carioca envergonhado.

Domingo, 21 Setembro, 2008

Estado vai receber o primeiro lote de carabinas

O primeiro lote das tão faladas, prometidas e polêmicas carabinas ponto 30 chegarão ao Rio dentro de duas semanas mas a Secretaria de Segurança Pública ainda não sabe quantas armas irão compor esse lote.
Ao todo, o estado vai ganhar 1.500 armas. A verba usada na compra, R$ 4,6 milhões, é do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Mil vão para a Polícia Militar e 500, para a Polícia Civil.
As carabinas são menos letais que os fuzis e substituirão os atuais armamentos em áreas menos conflagradas. O objetivo é diminuir os riscos de balas perdidas, em situações que não exijam armamento pesado.
O valor da compra está dentro dos R$ 55,3 milhões doados ao estado pelo Governo federal
Enquanto as carabinas não chegam, já está na cidade o segundo dos nove carros blindados que a Secretaria de Segurança comprou. O veículo está em avaliação para saber se a empresa cumpriu com todas as exigências do processo de licitação. Dado o ok, o carro será pintado e irá para as ruas. O terceiro blindado está previsto para chegar esta semana e deverá ir para a Polícia Civil, que tem apenas um e está quebrado.

Sexta-feira , 19 Setembro, 2008

Policiais denunciam que usam coletes vencidos


Colegas do policial Luiz Cláudio Melo, que estaria usando um colete à prova de balas com a data de validade vencida desde 2006, admitiram ontem que também utilizam o equipamento já fora do prazo. Um dos agentes que participou da ação no Alemão mostrou a O DIA que o tempo de utilização de seu colete expirou em 23 de outubro de 2006.

"Muitos colegas trabalham dessa forma. Ainda não vimos os coletes novos. Enquanto eles não são entregues, corremos o risco", lamentou. O delegado da DRAE, Carlos Oliveira, garantiu que o colete usado por Melo não estava vencido.

Segundo outro policial civil, há agentes que compram colete com o próprio dinheiro para ter o mínimo de segurança no trabalho. "O Estado não dá o suficiente. Quem pode pagar, compra o seu. Quem não pode, vai com o velho ou vai sem. Uso mais por desencargo de consciência e para se eu morrer em combate, ninguém dizer que eu fui irresponsável porque estava sem", disse o agente, que pediu para não ser identificado.

Procurada, a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança não comentaram a denúncia. Este mês, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) entregou seis mil coletes à Secretaria de Segurança do Rio. O material custou R$ 3,8 milhões. A secretaria não explicou por que algumas delegacias não receberam o equipamento. O Rio ficou ainda com 5.340 unidades como legado dos Jogos Pan-Americanos.

José Carlos Melaré, gerente da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), que fabrica coletes, diz que, quando a validade expira, o material não serve mais e deve ser descartado.

Leia a matéria completa aqui

Quinta-feira, 18 Setembro, 2008

Por questões administrativas - "ele não morreu em missão da PM", argumentou o comandante-geral da corporação, coronel Gilson Pitta -, a Polícia Militar não pagou o enterro do soldado Luiz Cláudio Melo, 32 anos, morto durante a megaoperação no Complexo do Alemão. Melo, que deixa mulher e uma filha de 9 anos, estava na ação em apoio à Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae). O policial não foi enterrado em Sulacap, mas no Cemitério de Inhaúma. O comentário no velório era o de que policiais civis se cotizaram para poder pagar o enterro.

Quarta-feira, 17 Setembro, 2008

Termina operação no Alemão, começa no prédio da Polinter

Depois de passarem sete horas no Complexo do Alemão trocando tiros com traficantes, de verem o PM Luiz Claudio Melo morrer e outros cinco policiais civis ficarem feridos, agentes da Polícia Civil ontem ainda tiveram que gastar suas últimas energias, já tarde da noite.

Eles tiveram que descer pelas escadas os quatro andares do prédio da Polinter, na Zona Portuária, carregando todo o material apreendido na operação. Era tanta coisa que foram usadas bacias e sacos plásticos para o transporte.

A "operação sobe e desce" dessa vez era contra um inimigo que há anos os policiais enfrentam dentro da própria casa: o elevador do edifício que não funciona. O prédio abriga várias delegacias especializadas. "Ele nunca funcionou. A senhora está subindo aqui só hoje. A gente sobe todos os dias e várias vezes", disse um policial meio esbaforido.

O material apreendido, levado para a Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), começou a ser retirado da delegacia pelos policiais civis por volta das 20h, mais de 12 horas depois do início da operação no Alemão.

Sexta-feira , 12 Setembro, 2008

Um minuto por Cleyde

Neste sábado, dia 13, às14h, acontece a missa por Cleyde Prado Maia, a mãe de Gabriela, e líder do movimento Gabriela Sou da Paz. A missa está marcada para a Igreja de São Francisco Xavier, na rua do mesmo nome, na Tijuca, ao lado da estação do metrô onde Gabriela foi morta em 2003.


Os culpados de sempre

Gustavo de Almeida

Segurança Pública está se tornando um assunto tão afeito à polêmica quanto o futebol. Uma das coincidências entre os dois assuntos é que as pessoas perdem a linha e se xingam quando discordam de um posicionamento e se acham no direito de cobrar ética sem conhecer o código da profissão em questão.
Fato é que Segurança Pública virou um assunto do qual todo mundo entende. Esta semana, isto ficou provado no email enviado diariamente pelo prefeito Cesar Maia, o Ex-Blog. Sempre com notícias e pautas interessantes, derrapou feio quando atacou o chefe do Estado-Maior Geral da PM, coronel Suarez David.
Oficial rigoroso e muitas vezes movido pelo rancor, Suarez foi criticado de forma extremamente injusta pelo prefeito por ter negado o "nada a opor" para a realização de jogos entre grandes clubes cariocas no Estádio João Havelange, o Engenhão.
Cesar em seguida diz que não houve problema para o jogo entre a Seleção Brasileira e a da Bolívia. E faz insinuações para o fato de a PMERJ ter liberado tal jogo.
Fui ao jogo como cidadão, de trem, e pude atestar que a PM e o CHEMG agiram de forma EXTREMAMENTE correta ao impedir que ali se realizasse um Flamengo x Botafogo ou Botafogo x Vasco (espero que futuramente se mantenha proibido, por exemplo, um Flamengo x Vasco).
Um jogo da Seleção Brasileira é um evento para o qual todos os torcedores vão com o espírito completamente desarmado. Um jogo da Seleção do Dunga, de baixo ibope, é ainda mais tranqüilo. E o jogo contra a Bolívia era algo previsível: não iria encher. Principalmente porque o ingresso mais barato era R$ 30.
Ora, o Estado-Maior liberou com base em todos estes fatores e certamente muito mais.
É um caso completamente diferente de colocar em um estádio pequeno e de muito espaço interno duas torcidas que a qualquer momento podem se tornar extremamente antagônicas. Além disto, no entorno o que se vê é desordem urbana, congestionamento, ruas estreitas tomadas por camelôs e torcedores, trânsito caótico.
Para se ter uma idéia, na Estação Engenho de Dentro (uma das maiores daquele ramal) houve engarrafamento humano na descida de escada para a Rua Amaro Cavalcanti. Mulheres com crianças passando mal, aperto, calor, empurra-empurra. E tudo isso para sair em uma rua onde os táxis passavam cobrando "no tiro" e os ônibus se arrastavam abarrotados.
É evidente que o prefeito não vê isso. Chega em carro oficial, estaciona dentro do estádio, celebra após o jogo e vai embora em carro oficial fechado e sem ver gente.
A PM? Faz o que pode. O Grupamento Especial de Policiamento de Estádios (GEPE) tem investido cada vez mais em inteligência e coordenação de movimentos, e o que se viu dentro do estádio foi um policiamento absolutamente perfeito, civilizado, com extrema atenção. Ponto para o comandante da unidade, um major que já foi do Bope.
Agora, é totalmente diferente submeter a PM à missão de evitar uma guerra de torcidas adversárias em um terreno extremamente difícil como aquele em torno do Engenhão. É forçar a barra para que aconteça um desastre.Cabe à imprensa evitar o conforto do camarote e dos elevadores e aferir de forma adequada o que acontece no Engenhão.
E se houvesse um desastre num clássico? Tudo bem, nossos governantes já teriam a fórmula ideal: é só jogar a culpa e a responsabilidade na PM. Tal e qual Pilatos, lavam as mãos.


Quinta-feira, 11 Setembro, 2008

Proposta de gestão para a PM - Parte 5

Continuamos com a proposta de redigir um documento com uma série de informações sobre os principais problemas da Polícia Militar. Nenhuma das informações será produzida diretamente por mim, e sim por praças e oficiais que me escrevem habitualmente. Estes vão colocar de forma anônima.
Neste documento, vou dar ênfase ao relato extenso que um praça com oito anos de polícia me enviou: um detalhado relatório, muito bem dividido, que comecei a publicar em série.
Além do relatório enviado pelo soldado, levarei os comentários mais construtivos e objetivos para o conhecimento daquelas autoridades. E ainda incluirei tópicos da Comunidade do Blog da Segurança no Orkut
O resultado final irá também para a CPI da PM, quando esta for criada na Alerj.

ENTREVISTA COM UM FARDA AZUL - 5ª PARTE - Pessoal nos presídios

Está na Constituição, cabe às Polícias Militares dos Estados o policiamento ostensivo e repressivo ao crime. Tomar conta de preso não é função de polícia e sim de agente penitenciário. Vamos mudar isto, existe uma infinidade de policiais militares nos presídios (e querendo isonomia) e um déficit enorme na SEAP, porque não deixar de fazer concurso para a PMERJ e fazer para a SEAP para que a constituição seja cumprida e esses policiais militares voltem a patrulhar as ruas. Inclusive na SEAP há até pouco tempo atrás havia uma cooperativa chamada COOPM que empregava mais de 2 mil policiais reformados tomando conta do Sistema Penitenciário na condição de terceirizado. Não sei como está hoje, em setembro de 2008.
Vamos acabar com o que os outros governos fizeram, pois achavam que era melhor colocar centenas de soldados ganhando R$ 800 do que colocar a mesma quantidade de Agentes Penitenciários ganhando o salário inicial de R$ 1.800,00 (Hum mil e oitocentos reais) que é o que eles ganham em início de carreira, para uma escala de 24 horas de trabalho por 72 horas de descanso, enquanto o policial militar que está no Presídio ganha muito menos e trabalha 24 horas por 48 horas de descanso.
Ou seja, atendeu em parte. Existem centenas de aprovados no concurso do SEAP do ano de 2003 e 2006. Inclusive em 19 de agosto passado foi a cerimônia de formatura de mais uma turma de 2006, no Teatro João Caetano, com a presença ilustríssima de nosso governador. Por que não chama logo todos os aprovados, em vez de fazer concurso caça-níquel, e resolve logo este problema, que ele mesmo já se demosntrou interessado em resolver, chamando os concursados do DESIPE e devolvendo alguns policiais militares de volta à caserna, de onde nunca deveriam ter saído?
Ainda existem centenas e centenas de policiais militares nos presídios estaduais, inclusive os que trabalham nas guaritas têm que retornar, senão não vai adiantar nada. vai continuar duas corporações distintas fazendo a mesma coisa. PM não é babá de preso !!! Quem faz concurso para tomar conta de preso é Agente Penitenciário, Inspetor Penitenciário, ou cargo que lhe equivale!


Quarta-feira, 10 Setembro, 2008

Bairro diplomado

Por Maria Inez Magalhães

Dia desses, numa das aulas do Curso Superior de Polícia, quando perguntaram em qual bairro da cidade havia o maior número de habitantes com nível superior alguém gritou: "Bangu!".
A gargalhada foi geral, já que o comentário fazia referência a Bangu 8, unidade prisional onde estão os dois ex-chefes de Polícia Civil, delegados Álvaro Lins e Ricardo Hallak, entre outras "celebridades" com terceiro grau completo. A unidade também é para policiais.
Bangu 8 tem vaga para 170 presos, das quais 107 estão preenchidas.
É, o comentário fez mesmo sentido.

Críticos sem blindagem

Por Gustavo de Almeida

A Secretaria de Segurança e a PM festejaram bastante a aquisição dos novos blindados. Não resta a menor dúvida sobre a capacidade técnica de quem fez a escolha dos veículos chamados Caveirões e há menos dúvida ainda sobre a necessidade de usá-los.
Há pessoas de boa-fé que defendem o fim do uso dos blindados. Estão, na minha opinião, enganadas. Não se pode exigir que um trabalhador do Estado abra mão de proteção individual. Exigir que alguém entre sem proteção diante de fuzis é brincadeira.

Mas ao mesmo tempo creio que ao policial, inclusive o do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), é dado o direito de analisar o material com que vai trabalhar. A vida dele depende daquele equipamento.

No caso, três policiais do Bope estavam no pátio do Batalhão de Choque esta semana conversando sobre o novo blindado - na frente de um deles.

Criticavam: "É muito grande. Comprido. Dificulta algumas manobras e perde em velocidade e estabilidade. O ideal mesmo é o blindado menor ainda que o Caveirão antigo, que é usado pela Core, da Polícia Civil".

Bastaram estas palavras de um deles - e a concordância dos outros - para que um oficial superior, da cúpula da PM, que passava em frente ao local, telefonasse para outro oficial mais próximo do Bope e determinasse a prisão dos três.

Crime: discordar e criticar. Castigo: prisão.


Terça-feira, 9 Setembro, 2008

Proposta de gestão para a PM - Parte 4

Continuamos com a proposta de redigir um documento com uma série de informações sobre os principais problemas da Polícia Militar. Nenhuma das informações será produzida diretamente por mim, e sim por praças e oficiais que me escrevem habitualmente. Estes vão colocar de forma anônima.
Neste documento, vou dar ênfase ao relato extenso que um praça com oito anos de polícia me enviou: um detalhado relatório, muito bem dividido, que comecei a publicar em série.
Além do relatório enviado pelo soldado, levarei os comentários mais construtivos e objetivos para o conhecimento daquelas autoridades. E ainda incluirei tópicos da Comunidade do Blog da Segurança no Orkut

O resultado final irá também para a CPI da PM, quando esta for criada na Alerj.

ENTREVISTA COM UM FARDA AZUL - 4ª PARTE - COMBUSTÍVEL

Vamos economizar o combustível do Estado instalando gás natural veicular (GNV) nas viaturas e/ou comprando/alugando viaturas total flex (bi-combustíveis). Com estas pequenas economias (não tão pequenas assim) daria para melhorar e muito a vida do Policial Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Já começaram a abastecer as viaturas com álcool, que já é bem mais barato que a gasolina. Todas as viaturas novas são equipadas com gás natural veicular (GNV) e ainda não estão abastecendo com este combustível, que além de ser mais barato é mais econômico.

E com o dinheiro que o Estado está economizando no combustível, será que dava para melhorar o salário, por exemplo ?!?



Domingo, 7 Setembro, 2008

Uma obra sombria e verdadeira

Por Gustavo de Almeida

Pela primeira vez teremos em mãos um estudo do sistema prisional brasileiro (particularmente do Rio) por um ponto de vista ainda não explorado: o do agente carcerário. O lançamento do livro Nos braços da lei - O uso da violência negociada no interior das prisões, nesta terça-feira, dia 9 de setembro, às 18h no Centro Cultural da Justiça Federal (Rio), abrirá sem dúvida mais um leque de discussões em torno do sistema penitenciário que se tornou, com décadas e décadas de crise, e amparado em modelos ultrapassados, em universidade do crime.
O autor, Anderson Moraes de Castro e Silva, é integrante do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e há mais de dez anos estuda o sistema penitenciário. Anderson não é mais agente penitenciário - está concluindo, com esta dissertação, seu mestrado em Ciências Sociais.
Na ocasião da defesa da tese, a banca examinadora, por unanimidade, além de aprovar a qualidade da pesquisa, decidiu encaminhar o texto para publicação. Em Nos braços da lei, Anderson investiga sem cinismos ou meias-verdades o uso da violência como uma espécie de moeda corrente interna nos presídios. Terrivelmente franco, lista as explicações dos agentes penitenciários para seus desvios de conduta e as categorias por meio das quais classificam suas práticas.
O professor Michel Misse, coordenador do Núcleo de Estudos sobre a Criminalidade e a Violência Urbana da UFRJ, saudou a chegada do livro. "Fazia falta um estudo como este, e o autor não apenas veio a preencher tal lacuna, como veio a preencher bem. É um texto muito bem construído, com narrativa clara" .
A saga de Anderson merece ser lida, relida e inscrita, não nos prêmios literários, mas nas agendas das autoridades públicas. É necessário rever este sistema prisional que nos gerou o Comando Vermelho, o Primeiro Comando da Capital e a Amigos dos Amigos. Ou devemos acreditar que está tudo certo?
O livro de Anderson é desses documentos que nos alertam para o fato singular e trágico de que está tudo errado.


Sexta-feira , 5 Setembro, 2008

Delegado baleado pela milícia vai ficar paraplégico*

Por Gustavo de Almeida

A notícia mais triste desta semana que se encerra é a de que o delegado Jami-Noá Medeiros de Araújo, de 47 anos, lotado na Corregedoria Geral Unificada (CGU), baleado sexta-feira passada, vai ficar paralítico paraplégico. Jami continua internado no Hospital Central da PM. Ele foi baleado por ocupantes de dois veículos de cor escura.
O triste fato mostra que a luta dos policiais civis e militares contra os grupos armados que exploram serviços clandestinos (milícias) é duríssima, terrível e perigosa.
Que o delegado e sua família possam ter paz para uma recuperação lenta mas bem-sucedida.

*****

- Afinal, a ABIN faz escuta ou não faz escuta? - esta é a primeira pergunta que o deputado federal Marcelo Itagiba promete fazer ao ministro da Defesa Nelson Jobim na quarta-feira, dia do depoimento na CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas. Esperançoso de conseguir encerrar os trabalhos da CPI no dia 6 de dezembro - prazo legal - Itagiba disse que Jobim fez uma acusação "gravíssima".
- Ele precisa portanto confirmar as acusações, pelo menos segundo o que foi informado pelos jornais, e também explicar a situação da Abin e desses equipamentos - disse.
Itagiba é do PMDB que, pelo menos no Rio de Janeiro em tese é afinado com o governo federal do PT. Será que a CPI das Escutas não fará ruído na ligação entre Cabral e Lula?

****

Recado na secretário eletrônica de Rogério Esteves, assessor do deputado estadual Wagner Montes (PDT):
- Você ligou para xxxx-xxxxx. Aqui é o Rogério. Deixe seu recado após o sinal. E para vereador, vote Fernando Moraes, vote 22007, é só decorar, ele não é maluco (22) e nem James Bond (007).

Ninguém pode acusar o deputado Wagner Montes de não dar liberdade para seus funcionários escolherem em quem votar....mesmo sendo Moraes de um partido diferente do patrão.
Na verdade - agora sem brincadeira - Rogério - uma pessoa do bem e gente finíssima - é policial civil e foi da equipe bem-sucedida da Divisão Anti-Seqüestro chefiada por Fernando Moraes.


*****
A PM agora precisa avisar com antecedência de 24 horas quando precisar de caminhão para transportar maquininhas.
Não se sabe se é coincidência ou não. Mas um sargento do batalhão de Botafogo - como a grande maioria lá, honesto - apreendeu maquininhas sem avisar nada a ninguém, foi cumprimentado e tudo o mais, mas....
Foi parar em um ponto de policiamento perto do túnel Rebouças, onde todo mundo passa e ninguém pára.
Rezemos para ser só coincidência.

*****

Comentário feito aqui no Blog da Segurança foi apagado por conter informação sem prova e que atingia um oficial da PM. A dona Georgina, que lê o blog, tem toda razão - a moderação andou vacilando e dando problemas. O problema me parece técnico. Controlo os comentários e aprovo e deleto, mas não controlo quantos moderadores fazem isso ao longo do dia.
Mas uma informação era correta: o arrastão terrível ocorrido na Tijuca na noite de quinta-feira se deu próximo à casa do chefe do Estado-Maior da PM, coronel Suarez David.
Creio que seria de bom tom ele pedir ao 6ºBPM (Tijuca) para desmobilizar a recém-criada companhia de trânsito e investir mais no policiamento ostensivo. Os moradores da Tijuca vão agradecer.

POS-UPDATE: *Termo corrigido. Na versão anterior estava "paraplégico" mas o leitor Renato Buzan esclareceu nos comments.


Quinta-feira, 4 Setembro, 2008

Perda para o Rio

Pouco mais de cinco anos depois de perder a filha Gabriela, Cleyde Prado Maia sofre um derrame na manhã desta quinta-feira, dia 4 de setembro, e segundo informações extra-oficiais os médicos da Clínica Ênio Serra constataram morte cerebral.
O Rio perde uma lutadora, que há cinco anos abre várias frentes de defesa tanto de policiais quanto de vítimas da violência, e que nunca se interessou em cargo eletivo.


Quarta-feira, 3 Setembro, 2008

CONVIDADO DO BLOG DA SEGURANÇA:

Coronel do Exército Diógenes Dantas escreve

QUEM ENTENDE DE SEGURANÇA PÚBLICA?
Por Coronel EB Diógenes Dantas
Doutor em Planejamento e Estudos Militares e Coronel da Reserva do Exército Brasileiro

Recentemente, durante a maquiavélica negociação do Tenente do Exército VINICIUS GHIDETTI DE MORAIS com traficantes do Morro da Mineira, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro - no mesmo tom do Ministro da Justiça - ocupou os holofotes da mídia para criticar o emprego das Forças Armadas em operações desta natureza, alegando despreparo.

Em seguida, durante o trágico acontecimento que culminou com a morte do menino JOÃO ROBERTO AMORIM SOARES, aquela autoridade considerou a atuação da polícia como "desastrosa" demonstrando "total falta de preparo e critério na hora de agir".

E quem é o responsável pelo despreparo das Forças Armadas e Policiais? Os governantes de diferentes níveis sempre relegaram a um plano secundário a problemática de segurança pública pelo fato de os militares e policiais não darem voto.
Mas quem paga a conta desta irresponsabilidade é a população. Não houve reaparelhamento adequado, os meios tornaram-se obsoletos, a seleção de pessoal deixou de ser rigorosa, o treinamento foi descurado por falta de recursos e de vontade, os salários aviltados, sem falar na omissão quanto à imprescindível necessidade de atualizar a legislação para combater e punir a macro- criminalidade.

É muito fácil transferir responsabilidade para terceiros! E foi o que vimos da parte dos Governos Federal e Estadual nestes dois episódios que traumatizaram a opinião pública.

Tudo que de bom ou de ruim acontece em qualquer organização conceituada é da responsabilidade também do Chefe. Quando ele não a assume jamais será um Líder!

O Exército não deseja - e nem pode - usurpar a tarefa de segurança pública das forças estaduais.

Na terra indígena Raposa Serra do Sol, o Exército não mandou tropa para atuar contra os nacionais, apesar da pressão de cúpula do Ministério da Defesa. Qual o motivo? Além dos riscos para a imagem da Instituição, qual seria o amparo legal?

E por que o fez no Morro da Providência? Não seria uma decisão política regional com o aval do Governo Federal? Creio que sim!

Os governantes gostam de faturar quando as coisas lhes convêm, mas lavam as mãos, como Pilatos, quando tudo dá errado.

A desastrada negociação do Tenente VINICIUS com criminosos da Mineira ofuscou temporariamente os problemas de segurança pública do estado do Rio de Janeiro que voltaram à tona, em toda plenitude - com a tragédia do menino JOÃO ROBERTO.

Em seguida recebeu uma pontada funda com a trágica morte do administrador de empresas Luiz Carlos Soares da Costa, por policiais militares do 22ºBPM, quando perseguiam o ladrão que roubara seu carro, levando-o como refém. Autoridades policiais dizem que o procedimento da guarnição foi correto. Fogo responde com fogo!

Porém, não declararam que somente se atira no que se vê, ainda mais com armas de alta letalidade como os fuzis.

Esperamos que esses episódios sirvam de exemplo às autoridades do País para dedicarem a prioridade devida à segurança do cidadão. Lamentavelmente os investimentos em segurança pública ocorrem após as portas serem arrombadas. O remendo sairá muito mais caro sob todos aspectos!



Oficial que incomoda

Por Gustavo de Almeida

Na esteira das 21 exonerações ocorridas nesta terça-feira na Alerj - por conta da Súmula Vinculante anti-Nepotismo do STF - vi que havia uma exoneração no gabinete da deputada Waldeth Brasiel, da área de Três Rios. Conversando com funcionários da Alerj esta semana, me chegou uma história saborosíssima envolvendo assessores da deputada e a própria.
Ocorre que quem comanda o batalhão de Três Rios hoje é o coronel Antonio Germano, um oficial meio cascudo, linha duríssima, mas sobre o qual jamais pairou suspeita de envolvimento com corrupção.
Na semana passada, duas pessoas foram ao gabinete da deputada tentando uma audiência com a mesma.
Segundo me informaram, seriam duas pessoas com "amizades na contravenção". Objetivo da visita: tentar encontrar a deputada para convencê-la a articular politicamente a saída de Germano da cidade.
Não aconteceu o encontro, mas o assessor foi relatar o ocorrido a Waldeth. E ouviu um gracejo:
- Eu, pedir para tirar o Germano? Estou adorando ele lá....Prende filho de rico, prende filho de pobre, não quer nem saber....
E pelo jeito, o coronel Germano também não gosta muito da loteria dos bichos.


Propostas de gestão para a PM - Parte 3

Continuamos com a proposta de redigir um documento com uma série de informações sobre os principais problemas da Polícia Militar. Nenhuma das informações será produzida diretamente por mim, e sim por praças e oficiais que me escrevem habitualmente. Estes vão colocar de forma anônima.
Neste documento, vou dar ênfase ao relato extenso que um praça com oito anos de polícia me enviou: um detalhado relatório, muito bem dividido, que comecei a publicar em série.
Além do relatório enviado pelo soldado, levarei os comentários mais construtivos e objetivos para o conhecimento daquelas autoridades. E ainda incluirei tópicos da Comunidade do BLOG DA SEGURANÇA no Orkut:.


O resultado final irá também para a CPI da PM, quando esta for criada na Alerj.


ENTREVISTA COM UM FARDA AZUL - 3ª PARTE - O FARDAMENTO DA POLÍCIA MILITAR

POLICIAL MILITAR DIZ:
É com desprazer que lhe digo, há pelo menos 8 (oito) anos nenhum praça na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro recebe qualquer tipo de fardamento (farda, cinto, capa de colete, coturno, etc) tendo
de pagar pelos mesmos. Digo 8 (oito) anos por que este é o tempo que tenho na PM e até hoje só recebi farda no dia em que entrei. Porque o governador não aproveita a oportunidade e deixa a sua marca neste
governo, mudando a farda da PMERJ ?  Aproveita que todo o contingente está precisando de farda nova e modifica a atual!  
Ao fazer um curso no BOPE, um instrutor nos mostrou o motivo pelo qual o atual fardamento não é adequado para o uso extensivo nas ruas, ele é composto de calça e gandola, sendo que a gandola tem que ficar por dentro da calça, como se fosse uma "roupa social", o que não é a realidade da PMERJ.  Acarretando na má impressão no público, pois muitas das vezes estamos amarrotados, com a gandola (camisa) para fora das calças, pelo motivo que temos de levantar, sair e entrar na
viatura dezenas de vezes por dia.  
Não há farda que aguente !!!  A solução seria adotar o mesmo modelo de fardamento de combate do
Exército, ou seja, gandola (camisa) para fora das calças e cinto de guarnição por cima.  E não tem cabimento o policial militar ficar patrulhando as ruas, combatendo o crime e muitas das vezes entrando em
confronto com marginais da lei usando um boné na cabeça.  
A cobertura (boné) incomoda, causa queda de cabelos, dor de cabeça e é inconveniente, sem falar que não altera em nada a capacidade, o caráter e a personalidade do policial militar, servindo apenas de enfeite. Vamos abolir a cobertura (boné) das fardas, os praças da PMERJ
agradecem.
Estes textos que lhe envio, como já disse anteriormente, foram elaborados em novembro de 2006 e até hoje nada foi resolvido.  E o que é pior, o governo parece que não acredita, ou não quer acreditar, que vivemos praticamente uma guerra civil, onde, além das polícias e os marginais, entrou também a milícia.  E o governador, para espanto de todos nós, adotou a farda de passeio, chamada de 5º A. Antes usada só para eventos, agora está sendo obrigada para os oficiais em serviço de supervisão e querem
estender para todos os tipos de policiamentos ostensivos.  
Isto aqui é o Canadá ?!?  A Suiça, talvez ?!?  Não, bem que eu queria, bem que o povo queria, mas não é !!!  Imagina a polícia militar subindo morro de sapato, calça e camisa dentro da calça?!?



O ENIGMA DAS MILÍCIAS: DECIFRA-ME OU DEVORO-TE

Por Emir Larangeira, escritor e coronel reformado da PM

Venho desde algum tempo e, um tanto de longe, observando o fenômeno das "milícias", e atualmente me ponho em atenção mais aguçada para as ações policiais desfechadas contra esses grupos paramilitares instalados em diversas favelas do Rio de Janeiro.

Confesso que estou impressionado com o avanço fácil desses "milicianos" a dominar comunidades antes submetidas ao mando tirano do tráfico e tidas como inexpugnáveis. Digo-o assim porque outro dia fui surpreendido pela visão de um mapa, apresentado por um candidato a prefeito da cidade, diferenciando em detalhes coloridos as comunidades controladas por "milícias" daquelas ainda dominadas pelo tráfico.

Não sei qual é a fonte da informação dele, mas creio ser o mapa de conteúdo verdadeiro. E devo confessar o meu espanto para grafar a indagação que me transtorna a alma: por que tem sido fácil para as "milícias" afastar traficantes de favelas, mantendo-as protegidas de contra-ataques, demais de passarem a usufruir, sem maiores incômodos, das vantagens pecuniárias e políticas deixadas para trás pelos antigos "senhores" dessas "cidadelas"?

Estranho... Pois a quantidade de "milicianos" até então identificada e presa é ínfima em comparação com o real poderio do tráfico. Pode-se assim inferir se atentarmos para as aparatosas operações policiais contra traficantes e suas reações sempre acirradas, culminando muitas vezes em mortes de lado a lado, o que garante não haver encenação nesses confrontos. Temos, então, um enigma a ser decifrado: a polícia não consegue vencer o tráfico, mas vence facilmente as "milícias", que, por sua vez, vêm vencendo sem muito esforço o tráfico.

Que fenômeno é esse?... Bastou investigar um pouquinho e os indícios e provas superabundaram, permitindo a decretação de prisões fundamentadas em inquéritos policiais e denúncias ministeriais convincentes, e não se há de pôr dúvida nisso! Contra o tráfico, todavia, qualquer ação policial gera reações armadas, mortes e mais mortes, balas perdidas, celeumas, ataques à polícia por organizações de direitos humanos e outras trapalhadas. No caso das "milícias", em contrário, tudo flui como orquestra afinada. Mas insisto no outro ponto de interrogação: por que as "milícias" não enfrentam tanta resistência por parte dos traficantes, estes que, pelo menos aparentemente, saem das comunidades com o rabo entre as pernas? Estariam abandonando o barco em silêncio amedrontado ou haveria algum conluio discreto entre "milicianos" e traficantes?

Há algo enigmático nessa história. Os bandidos cedem espaços lucrativos com muita facilidade, o que é incompreensível. Creio, portanto, ser hora de a própria mídia, que acompanha o desenrolar desse fenômeno "sócio-político-policial", investigar e jorrar para a opinião pública uma idéia mais realística do continente e do conteúdo desse fenômeno.

Enfim, urge saber como e quando a troca do tráfico pela "milícia" ocorreu em cada comunidade mapeada; urge saber quantos traficantes cederam seus espaços, quais são suas facções e onde foram parar depois da derrota; urge saber quem são os traficantes vencidos e quem são os "milicianos" vencedores, em especial os seus líderes. Enfim, há muito que saber, e soa estranho que tudo isso somente venha à tona durante o clamor eleitoral.

E antes do clamor? Havia o quê? Seria uma consciente ou inconsciente omissão estatal? Ou será que há comprometimentos vários situados debaixo do pano que separa o mundo do crime do submundo do crime? Sim, mundo e submundo, ambos do crime, em vai-e-vem promíscuo, pois a confusão é tão tamanhona, e o enigma, tão indecifrável, que não me arrisco a ir do bebê a engatinhar ao ancião a se aprumar na bengala... Na verdade, nem consigo enxergar o homem ereto em dois pés...



Terça-feira, 2 Setembro, 2008

SEGURANÇA PRIVADA NAS RUAS! A QUEM CABE FISCALIZAR E REPRIMIR?

Por Horácio Magalhães

Nesta terça-feira, ao ouvir no rádio uma entrevista com o coronel Millan, comandante do 23º BPM - comentando sobre a atuação de "empresas de seguranças" na área do Leblon, que estão oferecendo "serviços de segurança" aos moradores e comerciantes - fiquei especialmente surpreso ao ouvir o oficial dizer que a fiscalização dessas "empresas" não cabe à Polícia Militar.
Tal declaração carece de um maior esclarecimento à luz da legislação atual.
A Lei nº 7.102, de 20/06/1983, regulamentou as atividades de segurança privada, em especial a segurança dos estabelecimentos financeiros e o funcionamento das empresas prestadoras de serviços de segurança privada.
Após alguns anos, foi publicada a Lei nº 8.863, de 20/03/1994, que definiu as atividades de segurança privada, prevendo o serviço orgânico de segurança, pelo qual é facultado às empresas criar o seu próprio sistema de segurança.
Em seguida, foi editada a Lei nº 9.017, de 30/03/1995, que, na parte em que alterou as disposições normativas alusivas à área de segurança privada, atribuiu ao Departamento de Polícia Federal (DPF) a competência para fiscalizar os estabelecimentos financeiros e as empresas de segurança privada.
A DPF teve de mudar a sua estrutura de forma a controlar e fiscalizar a atividade, estando, atualmente, a cargo da Coordenação-Geral de Controle de Segurança Privada (CGCSP), e das Delegacias de Controle de Segurança Privada (DELESP) e Comissões de Vistoria (CV), a nível das Superintendências Regionais.
Segundo o Art. 3º da Portaria nº 387/2006 - DG/DPF, de 28 de agosto de 2006, que alterou e consolidou as normas aplicadas sobre segurança privada, são considerados serviços de segurança privada:

I - vigilância patrimonial - exercida dentro dos limites dos estabelecimentos, urbanos ou rurais, públicos ou privados, com a finalidade de garantir a incolumidade física das pessoas e a integridade do patrimônio no local, ou nos eventos sociais; (Texto alterado pela Portaria nº 515/2007-DG/DPF)

II - transporte de valores - consiste no transporte de numerário, bens ou valores, mediante a utilização de veículos, comuns ou especiais;

III - escolta armada- visa a garantir o transporte de qualquer tipo de carga ou de valores;

IV - segurança pessoal - exercida com a finalidade de garantir a incolumidade física de pessoas;

V - curso de formação - tem por finalidade formar, especializar e reciclar os vigilantes.

O "serviço de segurança privado" oferecido nas ruas não se enquadra em nenhum dos tipos de serviços de segurança privada previstos na legislação, portanto tal atividade não constitui um serviço de segurança privada e tão pouco é da alçada da DPF.
A Constituição Federal, por sua vez, no seu art. 144 diz de forma clara e inequívoca que a segurança pública é DEVER do Estado:

"Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:

I - polícia federal;

II - polícia rodoviária federal;

III - polícia ferroviária federal;

IV - polícias civis;

V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.

(...)

§ 5º - às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; (...)".

Portanto podemos concluir que o "serviço de segurança privada" oferecido nas ruas não é de fiscalização da Polícia Federal, mas sim das Polícias Civis e Militares dos Estados, pois essa atividade, na verdade trata-se de, em primeiro lugar, de uma contravenção penal chamada exercício ilegal de profissão, prevista no art. 47 da Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei nº 3.688/1941)


"Art. 47 - Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício:
Pena - prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa."

Tal atividade também constitui crime tipificado no Código Penal, chamado Usurpação de Função Pública:


"Art. 328 - Usurpar o exercício de função pública:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa".

Pelo exposto podemos concluir que o entendimento do coronel à luz da legislação está completamente equivocado e constitui, na verdade, mais uma daquelas situações inusitadas do nosso dia-a-dia, onde os órgãos públicos perdem tempo discutindo se o problema é municipal, estadual ou federal enquanto a situação fica cada vez mais sem qualquer controle e fiscalização.


Segunda-feira, 1 Setembro, 2008

Alento para detentos de Campos

Por Gustavo de Almeida

O secretário de Administração Penitenciária, Cesar Rubens Monteiro de Carvalho inaugurou nesta segunda-feira no Anexo Feminino da Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, localizada em Campos dos Goytacazes, um Posto Avançado do Patronato Magarinos Torres.
A medida vai acelerar processos de liberdade condicional para internos lá do Norte Fluminense. A Secretaria de Administração Penitenciária detectou que muitos detentos não conseguiam ir até o Rio para a cerimônia de liberdade condicional por absoluta falta de recursos.
Todos os liberados condicionais tinham de se apresentar obrigatoriamente no Patronato Magarinos Torres, localizado no Centro do Rio. A inauguração do Posto Avançado em Campos foi uma forma de descentralizar.
Os presos que receberem o benefício da liberdade condicional devem cumprir uma série de regras entre elas a de se apresentarem a cada três meses com a caderneta de liberado condicional ao Posto Avançado, onde deverão informar se houve alguma mudança nas suas condições de vida nesse período.
Participaram da solenidade nesta terça os subsecretários de Tratamento Penitenciário, Marcos Lips; o coordenador de segurança da Seap, Sauler Sakalem, o presidente do Conselho Penitenciário, Leandro Barboza; o coordenador de Unidades Prisionais de Niterói e Interior, Leonardo Estrella, o assessor especial da Seap, Márcio Rosa; entre outros
A conselheira Adriana Martins, nomeada há cinco meses, também esteve na inauguração.


Propostas de gestão para a PM - 2

Como expliquei em post anterior, fiz a proposta de redigir um documento com uma série de informações sobre os principais problemas da Polícia Militar. Nenhuma das informações será produzida diretamente por mim, e sim por praças e oficiais que me escrevem habitualmente. Estes vão colocar de forma anônima.
Neste documento, vou dar ênfase ao relato extenso que um praça com oito anos de polícia me enviou: um detalhado relatório, muito bem dividido, que comecei a publicar em série.
Além do relatório enviado pelo soldado, levarei os comentários mais construtivos e objetivos para o conhecimento daquelas autoridades. E ainda incluirei tópicos da Comunidade do BLOG DA SEGURANÇA no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=66264457.
O resultado final irá também para a CPI da PM, quando esta for criada na Alerj.

ENTREVISTA COM UM FARDA AZUL - 2ª PARTE - VALE-TRANSPORTE

VALE TRANSPORTE
Vamos fazer um cálculo simples, 15 dias de serviço por mês, ida e volta, considerando que o policial só pegue uma condução para ir e uma para voltar (o que é praticamente impossível, devido à precariedade no transporte público no Estado do Rio de Janeiro) e considerando também que a tarifa mais barata que temos hoje que é de R$ 2 (Dois Reais). Por 15 dias, ida e volta dá 30 passagens vezes R$ 2, ou seja, R$ 60 (Sessenta Reais).
Considerando a precariedade do transporte no Estado do Rio de Janeiro e considerando que a maioria dos policiais pega duas conduções ou mais, este valor vai no mínimo duplicar, sem falar nas tarifas maiores. Portanto a adoção do vale-transporte para nós é essencial, pois a época de policial andar fardado no ônibus de graça, infelizmente se foi há muito tempo, se já tem policial morrendo à paisana no ônibus, quando volta para casa cansado, imagine fardado.
Conheci um colega que gastava R$ 12,00 (Doze Reais) por dia de trabalho, pois morava em Alcântara, pegava um ônibus até a Estação de Barcas de Niterói, pegava a Barca até o Rio de
Janeiro e pegava um ônibus até o Batalhão, e na volta era a mesma peregrinação.
Você vai pensar: "Que ingratidão, o governador já está dando vale-transporte e o cara ainda vem reclamar ?!? Não é ingratidão não!!! Como falei antes, este e-mail eu escrevi em novembro de 2006 e como você pode ver, os valores estão desatualizados. Realmente o governador está ajudando nesta parte, concedendo o vale-transporte, mas uma pergunta tem que ser feita:
- E os policiais que tem carro ou moto ? E os policiais que vêm de carona e que fazem a famosa "vaquinha" para ir pro batalhão e para voltar para casa ? Sei que existe uma lei que proibe o empregador de dar dinheiro para transporte no lugar do vale-transporte, só não sei se ela se aplica também para nós, policiais militares. O que peço é que seja visto junto ao governador a possibilidade de transformar o valor do RIO CARD em dinheiro, direto no contra-cheque.



Qual deve ser a prioridade da segurança pública para a Rio 2016?

Aumento e qualificação de efetivo, com investimento em equipamentos e salário
Investimento em projetos sociais par redução da desigualdade
Repressão máxima ao tráfico de drogas e às facções criminosas
Tolerância zero com todo tipo de delito no Rio


 
 
02h51 Rio

RioCard na van até sexta-feira

02h22 Rio

A Polinter sob as ordens de uma durona de batom

01h23 Rio

Motocross da imprudência desafia pedestres

01h14 Rio

Sol quente, praia lotada e o 1º arrastão

23h51 Rio

Vontade de mudar vidas com palavras bem ditas

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