RSS
Envie sua denúncia

Membro do Comad (Conselho Municipal Anti Drogas do Rio de Janeiro), fundador e conselheiro do IBDC - Instituto Brasileiro de Direito e Criminologia, doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad del Museo Social Argentino de Buenos Aires, delegado de Polícia Federal de Classe Especial, responsável pela prisão do publicitário Duda Mendonça na rinha de galo em 2004. Rayol dirigiu por anos a Delegacia de Entorpecentes da PF.
Procurador de Justiça, ex-secretário de Administração Penitenciária, ex-coordenador de Inteligência do Ministério Público estadual do Rio de Janeiro, responsável pela investigação da Propina S.A, entre outras.
professor universitário, dirige a Escola de Turismo e Hotelaria da UniverCidade,há 15 anos.Tem estudado ,nos últimos 18 anos,o impacto da segurança na atividade turistica.Implantou no Rio o primeiro Programa de capacitação para as forças de segurança turistica do Estado do Rio.Preside o Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo,que tem um Nucleo de Segurança Turistica,que faz um estudo comparado dos diversos sistemas no Brasil e no exterior.Sua tese de doutorado em Direito da Cidade versa sobre Um sistema de segurança Turistica para o Rio.
Jornalista e escritor, ex-TV Globo, atualmente na área de entretenimento do SBT, é autor dos livros Comando Vermelho - A História Secreta do Crime Organizado e CV-PCC-- A irmandade do crime, ambos pela Editora Record.
carioca, coronel da reserva, comandou a Tropa de Elite do Exército Brasileiro, o Batalhão de Forças Especiais. Sua última missão no serviço ativo foi o comando do Batalhão Brasileiro de Força de Paz, no Haiti, sendo responsável pela pacificação de Cité Soleil, até então, a região de maior risco (segurança pública) sob controle da ONU. Na área da Segurança Pública, foi o Chefe de Planejamento do Comando Militar do Leste. Para se comunicar com ele, escreva para kidbleu@gmail.com
tenente-coronel reformado da PMERJ, bacharel em Ciências Administrativas, torcedor do Flamengo, escritor com oito livros publicados (vide site: www.emirlarangeira.com.br)
Policial Civil no Rio de Janeiro, atuando há 22 anos no combate ao crime organizado, pesquisador e especialista em segurança pela Fundação Getulio Vargas.
Advogado, torcedor do Vasco da Gama, presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, membro efetivo e Vice-presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Copacabana e Leme – AISP19, tem formação no Curso de Capacitação para Lideranças Comunitárias e Integrantes dos Conselhos Comunitários de Segurança ministrado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). É um apaixonado pelo bairro de Copacabana, onde nasceu e foi criado, e também pela cidade do Rio de Janeiro. Acredita que toda mudança na qualidade de vida do cidadão passa necessariamente por uma maior participação da sociedade civil organizada, inclusive na questão da segurança pública.
cientista político (UFF), juiz de direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, integrante da Associação Juízes para a Democracia/AJD
João Tancredo, advogado, presidente do Instituto de Defensores de Direitos Humanos, ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ
Rapper e Mc, torcedor do Flamengo, formado no Curso de Liderança Comunitária Uerj e engajado na Cultura HipHop, sendo hoje vocalista da Banda Stereo Maracanã. Ativista da (ONG Posse Reagir Cidadânia e HipHop), consultor de Cinema ("Tropa de Elite") e Documentários (Rebeldes da Noite no Rio- Alemanha) que tenham como tema e pano de fundo as Favelas. Espera que esseTrabalho venha fomentar novás idéias, e discutir questões relevantes para todos. Pode ser contactado pelo email jovemcerebral@gmail.com
Julio Ludemir nasceu no Rio de Janeiro em 1960, mas foi criado em Olinda, Pernambuco. Tem cinco livros publicados - No Coração do Comando, Sorria, Você Está na Rocinha, Lembrancinha do Adeus, O Bandido da Chacrete e Mais um Pai. Tem a alegria de ser rubro-negro e a capacidade de fazer filhos lindos, de que Juliana e Pablo são provas incontestáveis. Adoraria escrever sobre paz, amor e sexo selvagem, mas a violência do Rio de Janeiro não permite.
delegado de policia civil de 1ª classe, mestre em ciências Penais pela Universidade Cândido Mendes, doutorando em Ciências Políticas na Universidade Federal Fluminense, autor do livro "Acionistas do nada: quem são os traficantes de drogas", da Editora Revan.
ex-promotor de Justiça Terapêutica, atualmente procurador de Justiça no TJ.
Tenente-coronel da PM, ex-comandante do Bope, autor do livro "A Verdade da Tropa", trabalhou como assessor especial da Subsecretaria Operacional de Segurança Pública durante as operações na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão em 2007.
Coronel reformado da PM, trabalhou como assessor especial da subsecretaria operacional durante a gestão do general Nilton Cerqueira, no governo Marcello Alencar
Capitão da reserva do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Conclui tese na Universidade Federal Fluminense chamada A Glória Prometida. O Curso de Operações Especiais - Rito de Passagem dos 'caveiras'. Atualmente é secretário de Segurança Pública de São Gonçalo. Treinou os atores do filme Tropa de Elite, de José Padilha.
Defensor público, ex-presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Rio de Janeiro
Inspetor de Polícia Civil, tricolor de coração, cursando Gerenciamento de Crises pelo SENASP/Ministério da Justiça, escreve no blog.
Carioca, Rubro-negro, coronel da reserva remunerada do Corpo de Bombeiros, ex-integrante do Conselho Estadual de Meio Ambiente, ex-integrante do Conselho Estadual de Controle Ambiental, Ex-diretor de Operações do Departamento Geral de Apoio Comunitário da Sedec-RJ, tendo sido responsável pelo Levantamento Estratégico, Informação e Planejamento para evacuação da população de Angra e Paraty em caso de acidentes na Central Nuclear Almirante Alvaro Alberto, fundador e Diretor Executivo do Instituto de Capacitação, Ação e Cidadania Pelicano.
Jornalista e Consultor de Políticas Públicas, ex-diretor de Fiscalização da COMLURB, Superintendente de Projetos Especiais da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Turismo, Diretor Geral de Apoio Operacional do DETRAN-RJ. Em 1984, passou três meses na Nicarágua como correspondente de guerra na fronteira com Honduras. Em 1995, atuou como consultor/observador na equipe GGAB (Grupo do Gabinete) da
Polícia Civil em ações nas favelas do Rio. Mantinha o blog Falando a verdade mas tirou do ar após receber ameaças de morte de traficantes conhecidos como Bonde do Coelho.
Capitão reformado do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), roteirista do filme Tropa de Elite, co-roteirista do filme Ônibus 174.
Delegado de Polícia Civil, já chefiou a Divisão Anti-Sequestro, e a Divisão de Repressão aos Roubos e Furtos de Veículos, além de ter sido assessor especial da instituição. Na Secretaria da Segurança Pública foi diretor da Divisão de Operações e Analista do Centro de Inteligência (CISP) e diretor-geral de inspeção e correição; foi presidente (e hoje é secretário-geral) do Sindicato dos Delegados e colaborador da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). É pós-graduado em Políticas Públicas de Segurança e Justiça Criminal pela Universidade Federal Fluminense e integra o corpo docente do Curso de Especialização em Segurança Pública, Cultura e Cidadania da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 
Coordenador da organização RIO CONTRA O CRIME e do DISQUE-DENÚNCIA (2253-1177)
Arquivos
Novembro, 2009
Outubro, 2009
Setembro, 2009
Agosto, 2009
Julho, 2009
Junho, 2009
Maio, 2009
Abril, 2009
Março, 2009
Fevereiro, 2009
Janeiro, 2009
Dezembro, 2008
Novembro, 2008
Outubro, 2008
Setembro, 2008
Agosto, 2008
Julho, 2008
Junho, 2008
Maio, 2008
Abril, 2008
Março, 2008

Sexta-feira , 31 Outubro, 2008

Caçamba Nunca Mais

Foto: Rogério Resende

Ontem à noite no pátio da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) enquanto os policiais e autoridades esperavam para assistir o programa do AfroReggae "Conexões Urbanas" que teve como tema A Polícia que Queremos, o delegado da especializada Ronaldo Oliveira, o coordenador do AfroReggae e apresentador do programa, José Júnior, e Washington Luís de Oliveira Rimas, o Feijão, aproveitaram para tirar uma foto. O fato seria normal se Feijão não fosse um ex-bandido preso por Ronaldo na Bahia em 2006. Felizes, os dois se cumprimentaram e se abraçaram como se nunca estivessem estado em lados opostos. A sugestão da foto perto de uma viatura da DRFA foi de Júnior.

Enquanto posavam, brinquei com Feijão. "Vai na caçamba?", perguntei. "Não. Caçamba nunca mais", respondeu ele às gargalhas e emendou: "agora sou um homem social". Feijão é um dos tantos e bons exemplos do excelente trabalho do AfroReggae. Participaram do evento o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, que foi entrevistado no programa, e o chefe de Polícia Civil interino, Ricardo Martins.

Quinta-feira, 30 Outubro, 2008

Palestras sobre o crime organizado.


Duas palestras vão movimentar o Fórum Juiz Federal Rivaldo Costa, em João Pessoa, neste dia 31, a partir das 18 horas: 'O crime organizado na visão da Convenção de Palermo' e 'As reformas no Código de Processo Penal'.
A primeira palestra será feita pelo delegado da Polícia Federal Rodrigo Carneiro Gomes; a segunda, pelo presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal, Sandro Torres Avelar.
Os debatedores são a juíza federal Cristina Maria Costa Garcez, o procurador da República José Guilherme Ferraz da Costa e o promotor de Justiça Otávio Celso Gondim Paulo Neto.

Ataque de ciúmes

Assim que os cinco policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) entraram na casa do traficante Choque, na Paraíba, tiveram que controlar os ânimos da mulher do bandido. É que entre os agentes estava uma inspetora, de short e camisa justa para não 'dar pinta' de policial enquanto fazia a campana ao redor da casa. Ciumenta, a mulher do bandido saiu perguntando 'quem é essa mulher?', achando que se tratava de mais uma das muitas amantes de Choque. Só depois que Alessandra, a policial em questão, se identificou, a moça se acalmou e baixou o tom de voz.



Terça-feira, 28 Outubro, 2008

CASO ELOÁ: A ESPETACULARIZAÇÃO E OS ENSINAMENTOS


Obviamente que se torna fácil e bastante cômodo, fora do momento ardente dos acontecimentos, apontar falhas na atuação do aparelho policial no episódio do seqüestro da jovem Eloá e da amiga Nayra, em Santo André, São Paulo, que culminou com um fim trágico, deixando estarrecido todo o país. Vale ressaltar que o grupo de intervenção da Polícia Militar que ali atuou, o GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais), constitui uma força de elite das mais confiáveis, cujo percentual de solucionamento, em casos se seqüestro com tomada de reféns, nos últimos dez anos, resultando na libertação das vítimas e prisão do seqüestrador, é superior a 98%. Em 109 casos em apenas dois deles os reféns não escaparam com vida. Uma deles foi Eloá Cristina Pimentel.

No entanto, é preciso colher todos os ensinamentos possíveis provenientes da análise de especialistas, professores, juristas, psicólogos e estudiosos do tema para que em casos futuros a possibilidade do fim desejável - prisão do tomador de reféns e libertação ilesa das vítimas- seja sempre maior. Não há verdades acabadas no difícil e complexo campo da segurança pública. Muitas vezes cada caso é um caso. Registre-se que o seqüestrador Lindemberg agia de forma inconstante durante todo o período de negociação, fato que dificultava sobremodo a solução pacífica do episódio.

O primeiro fato que precisa ser avaliado, pelo aspecto da ética jornalística, pela própria imprensa, é a questão da espetacularização do episódio, fato já observado no caso do Ônibus 174, no Rio. Não se pode transformar tais episódios, em nome de picos de audiência de televisão, em Big Brother extra-muros, trágicos e reais, até porque o fato envolvia duas menores de idade , em que milhões de outros menores também assistiam a tudo em suas casas. Ressalte-se que no caso do Ônibus 174 (pasmem) alguns cinegrafistas conseguiram posicionamento mais favorável do que os próprios atiradores de escol (sniper). É caracterização plena da chamada "sociedade do espetáculo". Para a professora de psicologia social da USP (Universidade de São Paulo), Leila Tardivo, a grande presença de curiosos (36 mil), no sepultamento de Eloá, foi conseqüência de um processo de "novelização" do caso pela mídia. Uma novelização da violência. "O caso era exposto porque dava audiência e quanto mais passava, mais as pessoas se interessavam e se retroalimentavam", disse ela. Em outros países, como na França , em casos semelhantes, se dá o mínimo possível de destaque na imprensa, até porque, como analisa a estudiosa, pode se estar colocando a vida de pessoas em risco. O psicanalista Renato Mezan, professor titular da PU C de São Paulo, pergunta: a espetacularização de situações como esta não acirra ainda mais as forças psíquicas que se podem supor em ação na mente de um criminoso? Que efeitos podem ter traduzido a transformação dele- enquanto tinha uma arma na mão- em celebridade nacional?
Um outro aspecto, em que a análise dos estudiosos foi unânime, diz respeito à crítica quanto ao regresso da amiga de Eloá, a também menor Nayra, ao cárcere privado. O Coronel PM Paulo Cesar Amendôla, fundador do BOPE, uma tropa de elite da Polícia Militar do Rio, um dos profissionais mais gabaritados no tema, disse sabiamente, numa entrevista a um programa de televisão, que aquela altura, com a saída de Nayra do apartamento, 50% do caso das reféns estava solucionado. Com o inesperado regresso de Nayra ao cárcere, o problema voltou aos 100%. Observa-se inclusive que à luz do direito constata-se a clara infringência ao Esta tuto da Criança e do Adolescente, documento que tem por finalidade precípua, em princípio, a proteção integral a crianças e adolescentes.

Quanto ao aspecto do emprego da moderna tecnologia, alguns especialistas criticaram, com toda razão, o não uso, pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) na ocorrência, da microcâmera de fibra ótica, uma câmera de vídeo menor do que a cabeça de um palito de fósforo. Se colocadas por debaixo de alguma porta ou através de uma janela, os policiais teriam sabido o que de fato ocorria no interior do apartamento e não teriam sido surpreendidos com a barricada (mesa e estante) colocada pelo seqüestrador atrás da porta, fato que atrasou a ação do grupo de assalto na invasão do local. O desfecho do seqüestro poderia ter sido outro. O que é pior. Sabe-se agora que tais equipamentos, denominados de "kit negociação", adquiridos pelo governo de São Paulo em 2003, encontram-se sucateados , depois de terem sofrido avarias seguidas. Acresce-se o fato de que a escada utilizada pelo GATE não tinha altura suficiente para alcançar o parapeito da janela do apartamento

Há que se considerar ainda que no transcorrer das mais de 100 horas de terror, o tomador de reféns Lindemberg ofereceu, por diversas vezes, a possibilidade de ter sido alvejado ao aparecer na janela do apartamento. Para um sniper não teria sido difícil tê-lo alvejado mortalmente, no rosto ou na cabeça. Mas faltou decisão de comando. Na profissão policial, na legítima defesa da vida de terceiros, muitas vezes tem que se correr o risco. É como um médico que se vê obrigado a realizar um cirurgia de risco para salvar a vida de um paciente grave. Não lhe é dado o direito de titubear. A difícil missão tem que ser cumprida.

Um outro aspecto considerado negativo por especialistas, na atuação da força policial de elite, foi ter permitido que Lin demberg tivesse acesso a TV e ao uso irrestrito do aparelho celular. Ou seja, o seqüestrador tinha muito conhecimento do que ocorria fora e a polícia muito pouco do que se passava no cativeiro.O bloqueador de celular deveria de sido usado e lhe oferecido, via rádio, um canal de comunicação único com o negociador. Ainda sobre a espetacularização do episódio, o professor de pós-graduação da PUC -SP, Norval Baitello Junior, doutor em distúrbios da imagem e estudioso do assunto há 20 anos, disse que "a mídia exarcebou a megalomania, a psicopatia e a loucura que ali estavam em jogo e fez com que o captor se visse com um herói glamourizado". Baitello disse que esse é o modelo americano e que o modelo policial europeu tem sido mais cuidadoso, nesse aspecto.

Ficou faltando saber ainda de onde veio a ordem para a invasão do apartamento. Se do comando da operação ou por decisão do negociador ou do comandante do grupo de ass alto. Se a polícia invadiu o apartamento após ter ouvido tiros em seu interior ou se antes, na tentativa de surpreender o tomador de reféns- acabou surpreendida pela barricada na porta- a conclusão do inquérito policial também deverá dizer.O mais importante não é crucificar profissionais de segurança que ali atuaram por mais de cem horas com o risco da própria vida, porém procurar tirar deste episódio ensinamentos para que os erros, em casos semelhantes, de difícil intervenção policial, sejam sempre minimizados. Que a justiça puna com o máximo rigor o covarde criminoso Lindemberg. Rejeitar o amor de outrem é um direito de qualquer ser humano e é preciso respeitar tal decisão. Quem ama não mata.


Segunda-feira, 27 Outubro, 2008

As UPAs, o Governo do Estado e o CBMERJ


Na semana passada eu presenciei uma cena que nunca mais vai sair da minha memória... Passava pela Rua México, próximo a Secretaria Estadual de Saúde, quando vi uma senhora que chorava copiosamente andando pela calçada... Como sou humano, me aproximei da dita senhora e perguntei se podia ajudar de alguma forma... Ela respondeu que sim e que eu precisava apenas ouvir o seu "desabafo". Ouvi, atentamente, o desabafo daquele ser humano desesperado e repasso para vocês:

Dona Janete era diabética, hipertensa, com problemas circulatórios, séria deficiência visual e sem recursos para comprar os remédios.

Até aí tudo bem, ela era apenas mais uma brasileira que sofre as mazelas da saúde no nosso País, mas a questão principal, e que desencadeou toda a mágoa e revolta na dona Janete, foi o atendimento na Secretaria Estadual de Saúde.

Com amparo legal e Constitucional, dona Janete moveu ação na Justiça e com Tutela antecipada na mão obrigando os Governos do Estado e do município a fornecerem os remédios necessários para o tratamento de sua moléstia crônica, compareceu a Secretaria Estadual de Saúde para retirar os medicamentos. Qual não foi a sua surpresa ao receber do atendente a informação de que necessitaria apresentar receitas mensais para que o Estado, de posse delas, comprasse os medicamentos que já estavam prescritos na ação ganha e constantes da Tutela antecipada, como medicação de uso contínuo, o que demonstra ser desnecessária a exigência do atendente. Acontece que no Hospital Estadual em que se trata, as consultas são marcadas com intervalos não inferior a quatro meses. Como cumprir a norma absurda imposta pelo governo do Estado? Fora isso, o atendimento foi feito de maneira sarcástica e rude, levando a infeliz senhora aos prantos.

Após ouvir a dona Janete, me despedi e segui o meu caminho buscando reordenar os meus pensamentos e entender a política de Saúde do Governo do Estado.

O Governador se orgulha de ter implantado no Estado as UPAs 24 horas. Segundo alarde por ele feito, as UPAs são modernas, com ar condicionado na recepção, plenamente capacitadas a atender os enfermos, que até saem delas com todos os medicamentos necessários para o seu tratamento.

Cabe algumas perguntas: Será verdade? Os medicamentos serão realmente fornecidos ou o cidadão vai retirar somente dipirona e xarope? Se existe verbas para medicamentos nas UPAs, porque não fornecem os medicamentos para os doentes crônicos como a dona Janete? Porque não cumprem uma decisão judicial nesse sentido? Porque os doentes crônicos são tratados como "pedintes" (mesmo os pedintes não merecem tal tratamento) quando exigem apenas os seus direitos?

Esse governo ainda tem muito que explicar...

Por exemplo, empresas privadas foram contratadas para a construção das UPAs. Qual o interesse do Governo do Estado em determinar que bombeiros militares, desviados de suas funções, sem qualquer remuneração extra, trabalhem nas obras dessas empresas privadas? Isso está acontecendo e sem nenhuma explicação!

O Governo do Estado alega não ter recursos para conceder aumento salarial digno aos PMs e BMs do Estado, Entretanto realiza concursos visando aumentar o efetivo do CBMERJ para atuar na área de saúde, o que acarreta aumento de despesas. Em ultima análise, porque não alocar esses funcionários como civis da área de saúde? Esse aumento de efetivo, que não atende a finalidade específica do Corpo de Bombeiros, que sente a falta de bombeiros para o desempenho da sua atividade-fim, provoca enorme impacto na folha de pagamentos quando se analisa a possibilidade de reajuste salarial da classe.

O Senhor governador, pleno de astúcia, colocou, o querido CBMERJ na Secretaria de Saúde e Defesa Civil.

Defesa Civil sim, pois é atribuição constitucional dos Bombeiros Militares, mas Saúde não, pois é atividade atípica da Corporação, que embora tenha sido referência no socorro de emergência urbano, não pode ser confundida como um órgão específico de saúde.

Entretanto, para poder chamar os médicos de "vagabundos" e "safados" e continuar a pagar salários aviltados aos profissionais de saúde, o governo do Estado pretende substituir os cooperativados civis por oficiais médicos do CBMERJ, que estão sujeitos ao regulamento disciplinar arcaico ainda vigente e podem até cumprir prisão administrativa em casos de faltas ou "questionamentos injustificáveis", segundo afirmou ao jornal O Dia, de 23 de Setembro passado, o Sr. Superintendente de Serviço de Urgência e Emergência da Secretaria de Saúde e Defesa Civil.

Agora, o governo do Estado, dando continuidade a sua política de desvalorização dos militares do CBMERJ, anuncia que, em novembro, 2.500 bombeiros, (que não receberam reajuste salarial digno, mas somente os 8% lançados como esmola pelo governo), ganharão as ruas do Rio para combater os focos do mosquito, realizando o serviço que seria da Fundação Nacional de Saúde, que negligencia seus agentes, e do governo municipal, principal responsável pela prevenção da doença.

O CBMERJ, mais uma vez, é utilizado como "bucha", para suprir as mazelas do governo estadual e dar "visibilidade" a uma política eleitoreira que já se mostrou caótica e deprimente.

Para finalizar, cabe apenas mais uma pergunta: Até quando o governo do Estado continuará a maltratar e aviltar a dona Janete e o CBMERJ?

Quarta-feira, 22 Outubro, 2008

Morte do vereador Alberto Salles

O banditismo do Rio, de altíssimo grau de letalidade e de ousadia, age no melhor estilo Chicago anos 30 ou da máfia e das Brigadas Vermelhas atuantes mais recentemente na Itália.Ou se operam os redutos da criminalidade violenta e das milícias, antes que os crimes ocorram ( policia pró-ativa) ou nenhum de nós estará livre da ação da criminalidade. O Rio é definitivamente um novo modelo de violência urbana sem-fim. Um misto de Colômbia e Bagdá.Ou melhor a Chicago do século XXI.

Sexta-feira , 17 Outubro, 2008

A maconha e a confissão dos candidatos


Um candidato à prefeitura do Rio diz que quando bem jovem, por curiosidade, tragou um cigarro de maconha e não gostou do "barato". O outro, de mais idade, como de há muito é público e notório sempre defendeu a sua legalização, foi usuário da maconha e hoje afirma.que abandonou o vício. Também renegou o "barato". Os depoimentos, de quem provou e de quem foi usuário, pelo menos corroboram a tese dos que combatem convictamente, como este articulista, o uso de drogas, em verdade um falso "mundo colorido que vitima jovens no mundo todo e onde o ambiente familiar também é frontalmente vitimizado.

A droga continua sendo uma ameaça constante as nossas portas. Vivenciamos um mundo onde as estruturas sociais, a organização familiar e o relacionamento interpessoal, em flagrante declínio, permitem que a droga, pela promessa (falsa) de um prazer contínuo, apresente-se aos mais jovens como um objeto sedutor de fuga. Quando não há prazer junto à família, na escola, na universidade, no trabalho, no esporte, na religião, no lazer sadio, a droga pode substituir falsamente.

Nem sempre os experimentos, quanto à tolerância ao uso de drogas, têm produzidos avanços mundo afora. Em 2001, na Inglaterra, o comandante da polícia do distrito de Lambeth decidiu que no bairro de Brixton, uma localidade pobre de Londres, com o intuito de liberar agentes para combater crimes mais graves, os usuários de maconha seriam apenas advertidos e, no máximo, sofreriam a apreensão da droga. Um ano após a experiência foi interrompida. Brixton se tornou um centro de drogados onde a maioria dos habitantes detestou o convívio com os usuários das drogas e a polícia sentiu-se enfraquecida na impossibilidade de deter e interrogá-los, privando-a de obter informações sobre traficantes. Verificou-se também que os acidentes de trânsito também cresceram. O uso da maconha, tal e qual o álcool (droga lícita), afeta diretamente o cérebro onde são processadas as informações necessárias para a condução de um veículo, retardando a atitude do motorista ante os obstáculos que se apresentam na via.

Um estudo apresentado num congresso médico na França, em 2005, mostrou que cerca de 40% das pessoas, com menos de 30 anos, que morreram em acidentes rodoviários naquele país, entre 2001 e 2004, dirigiam sob o efeito de maconha. Entre os que haviam fumado a droga- cerca de 800 pessoas por ano- quase ¾ o fizeram uma hora antes do acidente. Há que se considerar ainda que o princípio ativo da "cannabis sativa"

(a maconha), o tetrahidrocanabinol, THC, por mais se fale da droga para uso terapêutico, é hoje mais potente, trazendo seríssimos danos ao sistema nervoso central, face ao uso contínuo, dando causa à chamada síndrome amotivacional, um permanente estado de letargia.

Um relatório da Agência da ONU contra Drogas e Crime (UNODC), divulgado em junho de 2007, revela que houve aumento no consumo de drogas no país nos últimos anos. Segundo o estudo, o crescimento vai na contramão do restante do mundo, que registrou estabilidade. Por isso o Brasil hoje também é uma das principais rotas do tráfico internacional. De acordo com o relatório, o percentual de brasileiros que consomem maconha subiu de 1% para 2,6%, entre 2001 e 2005. No mesmo período subiu de 0,4 para 0,7% o percentual no aumento dos usuários de cocaína. Os entrevistados tinham entre 15 e 64 anos. O Brasil registrou o maior aumento no consumo de maconha entre países da América do Sul. Segundo a UNODC, a produção da droga no país não é suficiente para atender à demanda, o que faz com que a droga seja trazida do Paraguai. Outro resultado surpreendente e negativo para o país é o de maior consumidor de ópio (heroína) da América do Sul. São 600 mil pessoas que consomem a droga no Brasil.

Como visto, o consumo de drogas ilícitas no país cresce a passos largos. Por mais paradoxal que seja, as recentes declarações dos dois candidatos à prefeitura do Rio, trazem à tona novamente a necessidade de discussão aberta do importante tema em que os jovens e seus responsáveis precisam estar permanentemente alertados sobre os perigos deste mal. É preciso discutir a questão das drogas e esclarecer, no seio social e familiar, aos mais jovens, que há meios mais sadios de satisfação humana do que o caminho (falso) do "mundo colorido" das drogas, na busca de estados alterados de consciência.O amor à família, o estudo, o trabalho, o esporte, a religião, o lazer sadio e o relacionamento social salutar são os verdadeiros caminhos da plena consagração humana. Quem usa drogas financia as armas do tráfico e a violência. Quem se ama não se droga.


Quinta-feira, 16 Outubro, 2008

Execução do diretor de Bangu 3

O tenente-coronel Milton Corrêa da Costa enviou ao Blog da Segurança o seguinte comentário sobre a execução, hoje de manhã, do diretor de Bangu 3:


"Mais uma ação de guerrilha que demonstra o altíssimo grau de letalidade e ousadia de narcoterroristas. Definitivamente o Rio é um novo modelo de Bagdá. A diferença é que lá existe a possibilidade do fim do conflito pela via diplomática, Aqui não.Enquanto existirem morros e favelas, redutos encastelados de facções criminosas e do domínio do terror, essa guerra jamais terá fim".

O diretor de Bangu 3, tenente-coronel José Roberto do Amaral Lourenço, 41 anos, foi morto a tiros nesta quinta-feira, quando se dirigia para o trabalho, na Avenida Brasil, na altura de Deodoro. Ele deixa mulher e duas filhas.



Quarta-feira, 15 Outubro, 2008

COQUETEL EXPLOSIVO MATA JOVENS NO TRÂNSITO DO RIO


O gravíssimo acidente de trânsito que culminou com a morte do jovem Rafael Meireles Fontes, de apenas de 18 anos, na madrugada de domingo (05/10/08), em Copacabana, é o retrato de uma tragédia sempre anunciada.Mais uma família enlutada e entristecida para o resto se sua existência. Uma doença social que nós, estudiosos da matéria, não temos sido capazes de minimizar. O diagnóstico está bem claro. Há um coquetel mortífero ceifando a vida de jovens nas madrugadas dos finais de semana no Rio e porque não dizer Brasil afora: pistas livres, excesso de velocidade, imprudência, cansaço, manobras arriscadas. Associado a isso, não raramente, energéticos, uso de bebida alcoólica e de substância entorpecente.
O condutor do veículo que colidiu com a moto de Rafael tinha apenas 21 anos e, segundo testemunhas, avançou o sinal de trânsito. Evadiu-se do local e não prestou socorro à vítima. Foi detectado que o veículo que conduzia registra em sua 54 infrações de trânsito, boa parte delas por excesso de velocidade e avanço de sinal. Rafael era filho único. Na noite do sábado, 04/10/08, na Barra da Tijuca, outra jovem, de apenas 21 anos, Camila Zelado Souza, também morreu em razão da violência do trânsito, vítima de atropelamento.
O resumo da tragédia e da imprudência podem ser observados pelos dados estatísticos que se seguem:
.Os acidentes de trânsito são os maiores responsáveis pela morte de crianças de 1 a 9 anos de idade. Em cada dez crianças mortas, em 2006, três foram vítimas dessa violência( Ministério da Saúde);
.A violência no trânsito é ainda a segunda causa de mortes no Brasil entre jovens de 15 a 24 anos, segundo o Ministério da Saúde;
.Também é a primeira causa de óbito por atropelamento de crianças e adolescentes até 14 anos e de idosos acima de 70;
.No Estado do Rio de Janeiro, em 2007, um total de 2.967 pessoas morreram em acidentes. De um total de 38.220 vítimas de acidentes, no mesmo ano, 12.994 eram jovens entre 15 e 29 anos
(Instituto de Segurança Pública);
.No ano de 2007 foram registradas um total de 2.966.419 infrações de trânsito em todo o Estado do Rio de Janeiro. Até maio de 2008 este número já alcança 897.061 infrações lavradas, sendo 556.272 somente na capital. (Há que se levar em conta neste caso que a própria violência influi no comportamento no trânsito, como nos avanços de sinal ou na velocidade superior a permitida flagrada em radares eletrônicos);
.No primeiro semestre de 2008,em todo o Estado do Rio de Janeiro, foram registradas 45 mil infrações por dirigir falando ao celular.Em 2007 foram 39 mil registros.
Triste resumo. Todos nós somos também responsáveis por isso. O trânsito seguro é um direito e um dever de todos. A Carteira Nacional de Habilitação é uma concessão que pode transformar-se numa arma nas mãos de motoristas imprudentes. Aos pais cabe a responsabilidade do alerta permanente aos filhos. Aos condutores cumprir as normas de trânsito. Às autoridades e aos agentes o dever de fiscalizar permanentemente. Ao Poder Judiciário punir com o máximo rigor os assassinos do trânsito.
Que a dor irreparável das famílias de Rafael e Camila, vítimas da barbárie do trânsito, sirva de alerta para todos nós. Trânsito é meio de vida, não de morte. E lembre-se: lugar de criança, menor de 10 (dez) anos, no carro, é no banco de trás. As de até 7 (sete) anos devem estar acomodadas em cadeirinhas especiais. As primeiras lições de bom comportamento no trânsito começam no seio familiar.


Gratificações para policiais e bombeiros


O INFORME DO DIA, na edição desta quarta-feira, 15 de outubro, traz a seguinte informação: "Na volta das eleições, o governo estadual foi derrotado ontem na Alerj. Com votos até de deputados da base governista, inclusive do PT, foi aprovado um projeto do deputado Flávio Bolsonaro (PP) que prevê gratificações para policiais e bombeiros militares".

O projeto de lei citado, 3676/2006, tem origem no Corpo de Bombeiros e altera dispositivos da lei 279, de 26 de novembro de 1979, que dispõe sobre a remuneração dos servidores militares do Estado do Rio de Janeiro. Foi aprovado ontem, em primeira discussão, com o parecer favorável da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia.
"Com relação ao mérito, esta proposta é de suma importância para a valorização dos policiais e bombeiros militares do Estado do Rio de Janeiro, visto que estimula a qualificação, a especialização e o aprimoramento profissional dos mesmos, além de também prever um incentivo um incentivo de instrutores/professores, que se dedicam integralmente na missão de transmitir seus conhecimentos técnicos e práticos", justifica o autor. Ao modificar a atual lei, o projeto do deputado inclui cabos e soldados no rol de militares que podem receber a gratificação pela conclusão de cursos de especialização.

A segunda discussão do projeto de lei será nas próximas duas semanas. Em seguida, o projeto segue para sanção, ou veto, do governador Sérgio Cabral. Leia aqui na íntegra.

Segunda-feira, 13 Outubro, 2008

Números da segurança

Novo balanço do Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgado hoje revela que o crime que mais cresceu no estado do Rio em julho deste ano foi o latrocínio (roubo seguido de morte).
Houve aumento de 110% (mais 11 vítimas). No acumulado dos sete primeiros meses de 2008 foram 128 vítimas e 99 no mesmo período de 2007. Este delito apresentou aumento de 29,3% (mais 29 vítimas) em relação aos sete primeiros meses do ano passado. Em relação ao mês anterior, foi registrado um aumento de 10,5% (mais 2 vítimas).
Já os números de homicídios continuam em queda. O período de janeiro a julho de 2008 totalizou o menor número de vítimas de homicídios dolosos em toda a série histórica, desde 1991.
Os números contabilizados pelo Núcleo de Pesquisa em Justiça Criminal e Segurança Pública registraram queda em 17 tipos de ocorrências, aumento em outras 15, além de um delito apresentar a mesma incidência se comparado à pesquisa referente aos sete primeiros meses do ano passado.

UM TRAIDOR DA SOCIEDADE


Enquanto alguns policiais militares são mortos ou feridos em ação meritória de defesa da ordem pública,outros, traidores da sociedade e daqueles que dependem de si para sobreviver, maculam o nome da bicentenária instituição.O terceiro sargento Alexandre Correa Damião (da PM do Rio) foi preso ontem, em companhia da própria mulher, em Mato Grosso do Sul, pela Polícia Rodoviária Federal, flagrado transportando em seu carro, 1,5 kg de pasta de cocaína, além de cerca de 500 munições de diversos calibres de arma de fogo.O traficante é monitor de tiro e pertence ao Batalhão de Choque.Este é mais um que mancha a farda da instituição de lama, não de sangue pelo cumprimento do dever. Preferiu trair a corporação e a sociedade,as quais havia jurado um dia defender com o sacrifício da própria da vida.O seu lugar agora é o no cárcere. Local destinado aos criminosos e traidores inclusive os que tentam subverter a odem e a hierarquia. Profundamente lamentável!

Quinta-feira, 9 Outubro, 2008

Garantia de remuneração

O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, assinou na quarta-feira passada um termo que autoriza o pagamento da gratificação de R$ 500 a policiais civis feridos em serviço que são lotados em Delegacias Legais. Até então, uma resolução suspendia o benefício aos agentes nessas condições. O departamento jurídico da Secretaria de Segurança (Seseg) está analisando o termo para saber se há ou não impedimento legal. A sugestão do pagamento da gratificação foi publicada terça-feira no Blog da Segurança, de O DIA.

O primeiro a ser beneficiado com a medida pode ser o policial da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) Alexandre Marchon. Baleado na cabeça, ele está internado há quase um mês no Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Respirando com ajuda de aparelhos, ele apresentou melhoras essa semana. A família de Marchon já foi avisada sobre o benefício. O agente foi ferido em confronto no Complexo do Alemão, dia 17, em uma operação da Secretaria de Segurança. Cinco agentes ficaram feridos e um morreu ao procurar os corpos do chefe do tráfico na região, Antônio de Souza Ferreira, o Tota, e de seus comparsas que teriam sido carbonizados. Foram encontradas apenas cinzas e fragmentos de corpos.

PROPOSTA

A proposta da continuação do pagamento da gratificação da Delegacia Legal foi apresentada em uma reunião pelo Diretor de Polícia da Capital (DPC), delegado Sérgio Caldas, e pelo chefe de Polícia Civil interino, delegado Ricardo Martins. A sugestão foi entregue ao subsecretário de Planejamento e Integração, delegado Roberto Sá, que encaminhou o projeto a José Mariano Beltrame.

Badgá é aqui (agressão à bala a um grande amigo)


Um dileto amigo de 30 anos, Damião Gonçalves, foi baleado por um"BANDIDO SOCIAL" na manhã desta quinta-feira em Copacabana, por negar-se em fazer entrega de seus pertences. Damião, um carioca de mão cheia, atuou durante muitos anos no ramo de confecção de roupas. Hoje é corretor de imóveis. Apesar dos 68 anos, bem vividos, Damião mais parece um garotão. Todos o conhecem na praia, na altura da Miguel Lemos, onde freqüenta há muito tempo. O bandido, preso logo após, reside no Morro do Cantagalo. Damião levou um tiro à queima roupa no rosto. Gostaria, inclusive, que os criminólogos humanitários, nas página online, observassem a quantidade de sangue espalhada pelo chão.Damião está internado no Hospital Miguel Couto.Torço para que saia desse momento de extrema adversidade e volte a sorrir e esbanjar alegria como sempre. Lamentável! DESFAVELIZAÇÃO SOCIAL JÃ !

Quarta-feira, 8 Outubro, 2008

Reunião surpresa na Chefia de Polícia

A presença do chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, no prédio da instituição, nesta terça-feira, para uma reunião com os chefes de departamento, provou uma onda de especulações. "A CBF - Central de Boatos e Fofocas - funcionou a pleno vapor", disse um policial. Gilberto Ribeiro está afastado há cerca de 15 dias por conta de uma cirurgia e na reunião, onde pediu um balanço de cada departamento, disse que voltará o trabalho em duas semanas.

Terça-feira, 7 Outubro, 2008

Policial internado tem gratificação suspensa


Internado em estado grave há quase um mês e respirando com ajuda de aparelhos depois de baleado na cabeça num confronto no Complexo do Alemão, o policial da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) Alexandre Marchon está sem receber a gratificação de R$ 500, valor pago para quem é lotado em Delegacia Legal. A suspensão do pagamento é prevista em uma resolução para policiais que entram de licença médica.
Mas o caso de Marchon pode virar uma exceção. O Diretor do Departamento de Policiamento da Capital, delegado Sérgio Caldas, conversou com o chefe de Polícia Civil interino, delegado Ricardo Martins, sobre a possibilidade de o policial internado continuar recebendo o benefício. A idéia de Caldas é que agentes licenciados por terem sido baleados em serviço não percam a gratificação. A proposta será levada ao secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.
Marchon está no Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Ele foi baleado na operação da Secretaria de Segurança Pública que encontrou restos mortais carbonizados na favela que podem ser o de Antônio de Souza Ferreira, o Tota, líder do trafico na área, e de outros criminosos mortos na mesma ação que Tota.

O 'Caveirão do Ar'

Mal chegou ao Rio de Janeiro o novo helicóptero blindado Bell Huey II ele já ganha o apelido de "Caveirão Voador", de "Caveirão do Ar" e junto com os apelidos as inevitáveis críticas à compra do helicóptero de combate.

Bobagem, todo mundo que entende um pouquinho de guerra urbana (pois é isso que se vive no Rio de Janeiro...) sabe que um helicóptero adequadamente equipado é fundamental para as operações.

Foto Paulo Toscano/Divulgação Polícia

O que não dá é para nas operações de maior risco as polícias ficarem usando os velhos Esquilos, extremamente ágeis, mas inadequados para esse tipo de operação policial pela absoluta falta de blindagem.

Quem já teve, e eu já tive a oportunidade de ver um destes Esquilos baleados (e o que eu vi havia sido atingido por uma espingarda calibre 12...) sabe o estrago que balas causam em sua fuselagem e o risco de queda que estes danos implicam.
Um Huey tem maior capacidade de transporte de homens e de armamentos, tem uma blindagem de guerra que suporta até tiros de fuzil e tem a mesma mobilidade e operacionalidade do Esquilo. Ou seja, só vantagem.

Os policiais que já estiveram encurralados no alto das favelas cariocas é que sabem quanto é importante um helicóptero nestes momentos.
O ideal seria que esse dinheiro usado para comprar o novo Huey poderia ser mais bem usado em escolas ou posto de saúde nas favelas, mas não há como se implantar uma infra-estrutura de serviços públicos enquanto houver territórios "liberados" pelo tráfico.

Helicópteros provaram sua eficiência nas guerras modernas desde o Vietnã. Em Israel é um importante instrumento de combate ao terrorismo. Nos EUA é um dos braços mais eficientes das polícias nas grandes cidades.

O que não podemos mais assistir é helicópteros policiais tendo dificuldade de operar adequadamente ou ainda pior colocando em risco de morte seus ocupantes por não estar devidamente equipado e blindado.

Evidentemente a solução não é o Huey para a violência carioca, como disse acertadamente a Editora-Chefe da revista Época Ruth de Aquino, mas com a mais absoluta certeza é um instrumento importante e fundamental para chegarmos mais perto desta solução.

Sexta-feira , 3 Outubro, 2008

Aumenta pecúlio de PMs

O governador Sérgio Cabral anunciou ontem o aumento do seguro de vida destinado a parentes de policiais militares mortos em serviço. A partir do dia 10, quando assinar o decreto com a alteração, o valor de R$ 20 mil pago atualmente passará para R$ 100 mil. Em discurso, o governador classificou a quantia atual como indecente.

"É uma indecência e um desrespeito às famílias. É fundamental para aqueles que colocam suas vidas em risco em prol da sociedade, que suas famílias não fiquem desamparadas. Daí a minha satisfação em assinar", justificou. O anúncio do aumento foi feito durante a cerimônia de entrega de viaturas para a Polícia Militar, na manhã de ontem, em Duque de Caxias.

A previsão é de que o decreto que altera o valor do pecúlio seja assinado em cerimônia no salão nobre do Palácio Guanabara, daqui a uma semana. "É uma tranqüilidade que damos aos familiares, mesmo numa hora de dor. Não é possível que um policial morto em serviço mereça apenas R$ 20 mil", ressaltou Cabral.

De acordo com as estatísticas do Instituto de Segurança Pública (ISP), de janeiro a junho deste ano, nove policiais militares foram mortos em serviço no estado. Em 2007, o número de PMs assassinados em ação foi de 23. Procurada por O DIA para falar sobre o índice de policiais mortos em serviço, a assessoria da Polícia Militar informou que o comandante-geral, coronel Gilson Pitta, proibiu a divulgação dos números.

O presidente da Associação dos Militares Auxiliares e Especialistas (Amae), o tenente Melquisedec Nascimento acredita que a situação é ainda mais alarmante do que mostram os dados oficiais. "Nas contas da PM e do ISP, entram policiais fardados, que morreram em missões. E aquele militar que estava de folga, mas morreu ao tentar prender um criminoso? Ele também cumpria seu dever e tem que estar na estaística", disse.

De acordo com a associação, pelo menos 83 policiais militares morreram em serviço este ano. "Desde 2004 observamos que a média de policiais executados fica em torno de dez por mês", afirmou Melquisedec.

Medida vai incluir policiais civis e bombeiros

O decreto de Cabral também vai estender o aumento a policiais e bombeiros, segundo o deputado Wagner Montes, presidente da comissão de Segurança Pública da Alerj. "Tenho um documento assinado pelo governador que se comprometeu a incluir todos nessa medida", afirmou o parlamentar.

Com a sanção do decreto, um caso que deverá fazer parte da lista é o do soldado Luiz Cláudio Melo, 32 anos, morto em operação no Complexo do Alemão, dia 17 Lotado no Grupamento Especial de Policiamento de Estádios, ele estava cedido à Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE), onde fazia levantamentos de dados.

Por isso, especulou-se que a família do policial não receberia o pecúlio, fato descartado pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. "Seja policial civil ou militar, foi mais um que morreu exercendo sua vocação. Fez um trabalho fantástico e merece o nosso reconhecimento", disse ele no enterro do PM.

O aumento do pecúlio também deve beneficiar parentes do sargento Joel de Almeida Gomes e do cabo Francisco Alves Pereira Júnior, do 23º BPM (Leblon). Eles foram executados em julho, na Lagoa, quando estavam dentro de uma viatura na Rua Fonte da Saudade.

Segunda feira, o cabo Luís Acácio de Carvalho entrou para a triste estatística ao ser morto na Estrada Macaé-Glicério, em Macaé. Bandidos em uma Blazer roubada atacaram o Gol da PM, que perdeu o controle e saiu da estrada. Os criminosos saltaram e mataram o PM.

Cabral entrega novas viaturas

O pátio de um supermercado em Duque de Caxias foi o local escolhido para a cerimônia de entrega das 166 novas viaturas modelo Blazer para a PM. A solenidade aconteceria no 15º BPM (Caxias), mas o local era pequeno para abrigar os novos veículos. Ao entregar as chaves a dois policiais, Cabral fez referência à cena do filme 'Tropa de Elite', na qual PMs aparecem trocando peças de viaturas em mau estado. "Isso não vai mais acontecer", garantiu.

Os novos carros serão distribuídos entre os batalhões da Baixada, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. A entrega fecha um total de 1.329 carros adquiridos para a capital e Região Metropolitana.

A subsecretária de Gestão Estratégica da Secretaria de Segurança, Suzy Avellar, afirmou que até o início de 2009 serão entregues 790 veículos para unidades do Interior e anunciou a renovação da frota da Polícia Civil. "Até 2010, 1.630 veículos substituirão os atuais, para transporte de presos, dos policiais e para as polícias técnicas e especializadas", disse ela, que representou o secretário José Mariano Beltrame na cerimônia.

Quarta-feira, 1 Outubro, 2008

A cada três dias morre um policial militar no Rio


De acordo com o comando da Polícia Militar, fato que demonstra que meus dados encontravam-se defasados - imaginei que fossem 60 -, o número de policiais miltares mortos no Estado do Rio de Janeiro, somente este ano, já chega a 85, o que significa dizer que em média, se observarmos que os assassinatos envolveram um período de nove meses, um policial militar morreu a cada três dias no estado. O último caso registrado se deu em Macaé onde cinco bandidos, numa Blazer roubada, atacaram uma viatura policial a tiros (ação de guerrilha) atingindo mortalmente na cabeça o cabo PM Luís Acácio, do 32o BPM. Os marginais da lei ainda roubaram as armas dos dois policiais da guarnição, logrando escapar com vida o outro integrante, sargento George Jardim da Silva. Segundo a corporação, 15 dos policiais militares mortos este ano encontravam-se em serviço, em missão de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública.
O mais estranho é que parece que a chacina em conta gotas não tem mais fim. Nos últimos dez anos mais de 1200 integrantes da corporação foram mortos, o que coresponde ao efetivo de um Batalhão Classe A, tipo 6o BPM, na Tijuca, ou 3o BPM, no Méier. Esses números não têm parâmetros na história de nenhuma instituição policial do mundo. Ser policial neste estado significa possuir um passaporte carimbado para a morte.
E o que é pior, demonstra também que a violência já atravessou a Baía de Guanabara e os limites da capital instalando-se em qualquer recanto do estado. Até em Paquetá (pasmem), até então um tradicional recanto aprazível de lazer, onde há pouco tempo policiais andavam desarmados, agora também é reduto de disputa de facções de traficantes. Segundo a polícia, as duas principais favelas da ilha são controladas por traficantes rivais.
Está provado, com todas as letras, que o Estado do Rio de Janeiro é um novo modelo de Colômbia, onde a capital , face ao clima de medo e terror, é o epicentro da violência urbana do mundo. Bagdá definitivamente é aqui.

Qual deve ser a prioridade da segurança pública para a Rio 2016?

Aumento e qualificação de efetivo, com investimento em equipamentos e salário
Investimento em projetos sociais par redução da desigualdade
Repressão máxima ao tráfico de drogas e às facções criminosas
Tolerância zero com todo tipo de delito no Rio


 
 
18h01 Rio

Miliciano é preso em Campo Grande após denúncia anônima

17h47 Rio

Bairros da Zona Sul voltam a ficar sem energia

17h39 Rio

PM prede traficante na favela do Fumacê, em Padre Miguel

16h56 Rio

Prédio desaba durante trabalho de demolição no Recreio

16h11 Rio

Estouro de transformador causa congestionamento em São Cristóvão

> Mais notícias