Membro do Comad (Conselho Municipal Anti Drogas do Rio de Janeiro), fundador e conselheiro do IBDC - Instituto Brasileiro de Direito e Criminologia, doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad del Museo Social Argentino de Buenos Aires, delegado de Polícia Federal de Classe Especial, responsável pela prisão do publicitário Duda Mendonça na rinha de galo em 2004. Rayol dirigiu por anos a Delegacia de Entorpecentes da PF.
Procurador de Justiça, ex-secretário de Administração Penitenciária, ex-coordenador de Inteligência do Ministério Público estadual do Rio de Janeiro, responsável pela investigação da Propina S.A, entre outras.
professor universitário, dirige a Escola de Turismo e Hotelaria da UniverCidade,há 15 anos.Tem estudado ,nos últimos 18 anos,o impacto da segurança na atividade turistica.Implantou no Rio o primeiro Programa de capacitação para as forças de segurança turistica do Estado do Rio.Preside o Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo,que tem um Nucleo de Segurança Turistica,que faz um estudo comparado dos diversos sistemas no Brasil e no exterior.Sua tese de doutorado em Direito da Cidade versa sobre Um sistema de segurança Turistica para o Rio.
Jornalista e escritor, ex-TV Globo, atualmente na área de entretenimento do SBT, é autor dos livros Comando Vermelho - A História Secreta do Crime Organizado e CV-PCC-- A irmandade do crime, ambos pela Editora Record.
carioca, coronel da reserva, comandou a Tropa de Elite do Exército Brasileiro, o Batalhão de Forças Especiais. Sua última missão no serviço ativo foi o comando do Batalhão Brasileiro de Força de Paz, no Haiti, sendo responsável pela pacificação de Cité Soleil, até então, a região de maior risco (segurança pública) sob controle da ONU. Na área da Segurança Pública, foi o Chefe de Planejamento do Comando Militar do Leste. Para se comunicar com ele, escreva para kidbleu@gmail.com
tenente-coronel reformado da PMERJ, bacharel em Ciências Administrativas, torcedor do Flamengo, escritor com oito livros publicados (vide site: www.emirlarangeira.com.br)
Policial Civil no Rio de Janeiro, atuando há 22 anos no combate ao crime organizado, pesquisador e especialista em segurança pela Fundação Getulio Vargas.
Advogado, torcedor do Vasco da Gama, presidente da , membro efetivo e Vice-presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Copacabana e Leme – AISP19, tem formação no Curso de Capacitação para Lideranças Comunitárias e Integrantes dos Conselhos Comunitários de Segurança ministrado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). É um apaixonado pelo bairro de Copacabana, onde nasceu e foi criado, e também pela cidade do Rio de Janeiro. Acredita que toda mudança na qualidade de vida do cidadão passa necessariamente por uma maior participação da sociedade civil organizada, inclusive na questão da segurança pública.
cientista político (UFF), juiz de direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, integrante da
João Tancredo, advogado, presidente do Instituto de Defensores de Direitos Humanos, ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ
Rapper e Mc, torcedor do Flamengo, formado no Curso de Liderança Comunitária Uerj e engajado na Cultura HipHop, sendo hoje vocalista da Banda Stereo Maracanã. Ativista da (ONG Posse Reagir Cidadânia e HipHop), consultor de Cinema ("Tropa de Elite") e Documentários (Rebeldes da Noite no Rio- Alemanha) que tenham como tema e pano de fundo as Favelas. Espera que esseTrabalho venha fomentar novás idéias, e discutir questões relevantes para todos. Pode ser contactado pelo email jovemcerebral@gmail.com
Julio Ludemir nasceu no Rio de Janeiro em 1960, mas foi criado em Olinda, Pernambuco. Tem cinco livros publicados - No Coração do Comando, Sorria, Você Está na Rocinha, Lembrancinha do Adeus, O Bandido da Chacrete e Mais um Pai. Tem a alegria de ser rubro-negro e a capacidade de fazer filhos lindos, de que Juliana e Pablo são provas incontestáveis. Adoraria escrever sobre paz, amor e sexo selvagem, mas a violência do Rio de Janeiro não permite.
delegado de policia civil de 1ª classe, mestre em ciências Penais pela Universidade Cândido Mendes, doutorando em Ciências Políticas na Universidade Federal Fluminense, autor do livro "Acionistas do nada: quem são os traficantes de drogas", da Editora Revan.
ex-promotor de Justiça Terapêutica, atualmente procurador de Justiça no TJ.
Tenente-coronel da PM, ex-comandante do Bope, autor do livro "A Verdade da Tropa", trabalhou como assessor especial da Subsecretaria Operacional de Segurança Pública durante as operações na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão em 2007.
Coronel reformado da PM, trabalhou como assessor especial da subsecretaria operacional durante a gestão do general Nilton Cerqueira, no governo Marcello Alencar
Capitão da reserva do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Conclui tese na Universidade Federal Fluminense chamada A Glória Prometida. O Curso de Operações Especiais - Rito de Passagem dos 'caveiras'. Atualmente é secretário de Segurança Pública de São Gonçalo. Treinou os atores do filme Tropa de Elite, de José Padilha.
Defensor público, ex-presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Rio de Janeiro
Carioca, Rubro-negro, coronel da reserva remunerada do Corpo de Bombeiros, ex-integrante do Conselho Estadual de Meio Ambiente, ex-integrante do Conselho Estadual de Controle Ambiental, Ex-diretor de Operações do Departamento Geral de Apoio Comunitário da Sedec-RJ, tendo sido responsável pelo Levantamento Estratégico, Informação e Planejamento para evacuação da população de Angra e Paraty em caso de acidentes na Central Nuclear Almirante Alvaro Alberto, fundador e Diretor Executivo do Instituto de Capacitação, Ação e Cidadania Pelicano.
Jornalista e Consultor de Políticas Públicas, ex-diretor de Fiscalização da COMLURB, Superintendente de Projetos Especiais da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Turismo, Diretor Geral de Apoio Operacional do DETRAN-RJ. Em 1984, passou três meses na Nicarágua como correspondente de guerra na fronteira com Honduras. Em 1995, atuou como consultor/observador na equipe GGAB (Grupo do Gabinete) da
Polícia Civil em ações nas favelas do Rio. Mantinha o blog Falando a verdade mas tirou do ar após receber ameaças de morte de traficantes conhecidos como Bonde do Coelho.
Capitão reformado do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), roteirista do filme Tropa de Elite, co-roteirista do filme Ônibus 174.
Delegado de Polícia Civil, já chefiou a Divisão Anti-Sequestro, e a Divisão de Repressão aos Roubos e Furtos de Veículos, além de ter sido assessor especial da instituição. Na Secretaria da Segurança Pública foi diretor da Divisão de Operações e Analista do Centro de Inteligência (CISP) e diretor-geral de inspeção e correição; foi presidente (e hoje é secretário-geral) do Sindicato dos Delegados e colaborador da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). É pós-graduado em Políticas Públicas de Segurança e Justiça Criminal pela Universidade Federal Fluminense e integra o corpo docente do Curso de Especialização em Segurança Pública, Cultura e Cidadania da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Coordenador da organização RIO CONTRA O CRIME e do DISQUE-DENÚNCIA (2253-1177)
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O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, afirmou nesta quinta-feira que os 21 Postos de Policiamento Comunitários (PPCs) que foram extintos eram inoperantes. "Eles não registravam nenhuma ocorrência e os policiais ficavam enclausurados lá, enquanto a população precisava de policiamento urgente. Não há razão para manter quase 400 homens escondidos dentro de unidades que não funcionam direito", afirmou. Mário Sérgio destacou que os postos foram formados em prédios abandonados, sem propiretários. Outros eram alugados. Ele lamentou que, com a saída da polícia, alguns espaços estejam sendo utilizados por criminosos. "Me incomoda saber que o espaço não está sendo usado por famílias carentes. Mas não há o que a polícia possa fazer. É um grande desafio para as associações de moradores usar o espaço de forma adequada para as comunidades, como a criação de creches ou atividades sociais". Até esta quinta, foram desativadas os postos do Morro da Coroa, Pau da Bandeira, Mineira, Jacarezinho, Mangueira, Turano, Chácara do Céu, Casa Branca, Jardim Novo, Vila Kennedy, Nossa Senhora das Graças, Vila Joaniza, Baixa do Sapateiro, Rocinha, Vidigal, Cruzada São Sebastião, Nova Brasília, Vila Cruzeiro, Terreirão, Parada de Lucas e Formiga. Com outros 44 postos na lista de espera pela desativação, o oficial não descarta a possibilidade de manter alguns, como fez esta semana com o do Caju. Ele analisa manter os postos de Nova Sepetiba e da Barreira do Vasco. "Desde que seja confirmado que são postos efetivos, ou seja, com quantidade de ocorrências e qualidade no atendimento. Não saímos com um adeus final, podemos voltar", ressaltou.
Depois de vários municípios adiarem o reinício das aulas por conta do surto de gripe suína, a prevenção também chegou ao Colégio Militar da PM. Seguindo as orientações da secretaria Estadual de Educação, as aulas dos 487 estudantes também foram suspensas até o dia 10 de agosto. O colégio fica no bairro Fonseca, em Niterói, cidade onde há vários casos da doença. De acordo com a comandante da unidade, a tenente-coronel Sayonara do Valle, a medida é mais uma precaução, já que não foi registrado nenhuma suspeita da gripe no colégio. "Só tivemos alunos com gripes comuns, nenhum caso suspeito ou confirmado. Mas é melhor prevenir que remediar", afirmou. Na página do Colégio Militar (www.cpmerj.com.br) foram colocados cuidados e orientações aos pais dos alunos, para evitar a doença.
Vai se chamar 'Blog do 01' a página institucional do comandante-geral Mário Sérgio Duarte, que começa a funcionar semana que vem. O blog institucional será uma ferramenta direta para a comunicação do comandante com a tropa. Com isso, ele pretende passar mensagens e ouvir as sugestões e críticas dos policiais. Dia 25, também entrará no ar a nova página da PM na Internet. Totalmente modificado, o site promete ser mais ágil e disponibilizar mais informações aos policiais e à população.
O encontro com 150 cabos e soldados de batalhões da Região Metropolitana, hoje no QG, rendeu mais do que o comandante-geral esperava. Durante as mais de quatro horas de conversa, o coronel Mário Sérgio Duarte tirou dúvidas e ouviu as queixas da tropa. E saiu de lá com projetos que podem melhorar bastante a vida de quem se arrisca para preservar a segurança da cidade. Entre os principais pontos da pauta, está o estudo para a criação de um novo hospital para a corporação. A ideia é implantar a nova unidade na Zona Oeste, para atender melhor os policiais das regiões vizinhas e, assim, garantir mais leitos para eles. Também está em estudo a proposta feita pela tropa de um programa de atendimento psicológico. Mário Sérgio também prometeu uma revisão no sistema correicional e pediu à Corregedoria para acelerar as decisões dos conselhos de disciplina. O comandante quer que os policiais que tenham condições, voltem imediatamente ao serviço de rua, acabando com a privação de liberdade ou afastamento prolongados de PMs em situação, digamos, menos graves. Só ficarão realmente fora de serviços os militares que respondem a casos passíveis de exclusão. Outra novidade será a criação de um boletim disciplinar, divulgado separadamente do boletim interno da corporação. Com isso, as punições e medidas disciplinares tanto de oficiais quanto de praças, serão publicadas em um mesmo documento, sem distinção. Todos poderão saber sobre os processos administrativos e disciplinares de todos. Sobre as mudanças nas promoções, assunto muito questionado pelos cabos e soldados, o comandante-geral reafirmou que vai manter as mudanças de cargo por tempo de serviço, mas vai estimular os concursos internos, conforme antecipou o Blog da Segurança. "Não vou fazer crueldade com quem está para ser promovido. Aquele policial que já completou 11 anos, com certeza será promovido ano que vem. Mas quero que os policiais estudem e cresçam, e não esperem 12 anos para serem promovidos. Quem vai agilizar este processo é o próprio policial, através de sua capacidade de aprender mais", disse.
Allan Turnowski, em entrevista ao jornal inglês The Guardian: "Talvez eu seja o último homem a chefiar a Polícia Civil. Quem sabe?", brincou, em reportagem sobre a crescente participação das mulheres na polícia carioca. Com o título 'Feminismo e AR-15s: transformando a machista polícia do Rio', a matéria descreve a participação de mulheres em operações e tiroteios, além de entrevistar Marcia Beck, chefe da DRAE, a inspetora Santos de Mello e Walna Vieira, apresentada como a primeira mulher a receber uma condecoração por bravura, após seis horas de tiroteio na Favela da Coréia. Leia a reportagem em inglês. Não à toa, nesta terça-feira tomou posse Ana Claudia Siciliano, a nova comandante do Regimento de Polícia Montada (RPMonte).
Um dos poucos oficiais a permanecer no posto após a mudança do comando-geral da PM, o coronel Pedro Paulo da Silva foi exonerado do comando do 14º BPM (Bangu). A troca saiu no Boletim Interno da corporação, divulgado ontem. A notícia deixou um clima de tristeza entre os policiais, que lamentaram a saída de Pedro Paulo. Foi na sua gestão que a quadrilha do traficante Tola, que aterrorizava a região, foi tirada de circulação. Corre entre a tropa a informação de que a mudança seria mais uma das medidas de renovação dos quadros. O ex-comandante foi para o Departamento Geral de Pessoal (DGP). Em seu lugar, assume o tenente-coronel José da Silva Macedo, que estava à frente do 35º BPM (Itaboraí). Em maio, sua equipe prendeu nove acusados de atacar o Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Sambaetiba, em março, onde um policial morreu e outro foi ferido.
Acordo firmado entre promotores do Júri e da Central de Inquéritos de São Gonçalo e autoridades políciais do município permite que a partir de agora só o Corpo de Bombeiros poderá retirar feridos em supostos confrontos envolvendo policiais e suspeitos de cometerem crimes. O objetivo é evitar os falsos autos de resistência. O policial que desrespeitar o acordo pode ter a prisão pedida se for comprovada a intenção de fraude. O acordo prevê ainda que a autoridade policial zele pela preservação do local e providence no menor prazo possível a perícia, independente de haver ferido ou não no local. A idéia do acordo surgiu a partir de um inquérito com um falso auto de resistência quando um jovem foi sequestrado ao lado do tio e apareceu morto em outro local com armas e drogas onde não havia boca de fumo.
Antes de pisar nas vias expressas para reforçar o patrulhamento, policiais do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) vão passar por uma reciclagem. A idéia é aperfeiçoar o serviço dos militares para um resultado mais eficaz e com menores danos à população. A prioridade do reforço é atuar na Linha Vermelha e na Avenida Brasil, que, ontem à noite, foi mais uma vez alvo de tiros disparados por traficantes de favelas vizinhas. De acordo com o comandante da unidade, coronel Aristeu Leonardo, alguns módulos do curso, como o de psicologia, de capacitação também vão 'desacelerar' o policial. "O PM que trabalha neste tipo de seviço fica sob um nível de estresse alto. Isso pode permitir que algumas falhas no resultado aconteçam. Temos que partir do princípio de que há um ser humano ali, que precisa, sim, de atenção para que ofereça um serviço de qualidade", afirmou. A partir de hoje, grupos de 20 PMs passarão a frequentar as aulas oferecidas por instrutores dos quadros internos da corporação e também de outros estados. O enfoque das aulas será principalmente nas técnicas de abordagem de veículos - onde o policial aprenderá quando e como proceder. No entanto, a preocupação com a ação dos militares é tanta, que ele também receberão noções de como desarmar alguém, imbilizar e conduzir o preso, evitando o uso da arma. "A idéia é só usar a arma quando realmente for necessário", ressaltou Aristeu. O curso inclui ainda aulas de direção defensiva, ética e direitos humanos, pronto-socorrismo, teste de aptidão física - para garantir policiais mais em forma - e psicologia, visando o equilíbrio emocional dos PMs.
O comandante da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, quer modificar e apertar os critérios de promoção dos policiais para forçar a qualificação da tropa. O maior alvo do projeto é a conquista automática de patentes apenas por tempo de serviço, há mais de 20 anos em vigor para cabos, sargentos e subtenentes. Mexer no mecanismo de ascensão da tropa é como atacar um vespeiro. Recentemente, pelo menos dois comandantes tentaram e sucumbiram, diante das pressões para não dificultar as promoções por tempo de serviço. "Desagrada aos mais antigos, que só esperavam o tempo passar para serem promovidos. Queremos acabar com isso. Até porque já foi usado como instrumento político", explica Mário Sérgio. 
"O policial tem que investir em conhecimento. Não pode ficar de braços cruzados. Hoje, para ir de soldado a cabo, por exemplo, basta esperar oito anos. É automático. Pelo projeto que está em estudo, queremos que passe para 12 anos. Assim ele vai voltar a estudar se quiser ascender mais rápido", compara o comandante. Mário Sérgio sabe que, para seguir adiante, dependerá de aprovação do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e do governador Sérgio Cabral, que receberão o projeto ainda este ano. Para incentivar a qualificação, Mário Sérgio garante ainda que tenentes-coronéis só chegarão a coronéis se estiverem à frente de comandos de unidades. Para dar o exemplo, o comandante será um dos alunos do curso de gestão, com duração de uma semana, que será oferecido aos oficiais. "Vamos aprender a usar o observatório de análise de crimes do Instituto de Segurança Pública, orçamento e outras ferramentas de trabalho. Temos que aplicar os recursos certos na hora certa. Então, precisamos ter conhecimento", defende. As avaliações dos policiais, feitas a cada seis meses pelos comandantes de batalhões, também serão mais rigorosas. "Queremos formar lideranças na PM. Se o policial não tem compromisso, mesmo sem ter cometido transgressão disciplinar, ele poderá ser submetido a conselho disciplinar e ser demitido", avisa. 'Preguiçosos' estão na mira Policiais considerados 'preguiçosos' também estão na mira do comandante-geral, Mário Sérgio Duarte. Para isso, serão reavaliados todos os atestados médicos da corporação."O estado não pode continuar pagando salários para oficiais e praças que não tenham o foco na profissão", adverte o comandante-geral. Apesar de querer tratar a falta de empenho de alguns policiais com mão de ferro, Mário Sérgio pretende afagar quem estiver disposto. "O sargento, por exemplo, é o elo entre o comando e a tropa. Nós, agora, mandamos dez sargentos em viagens acompanhando capitães. Queremos apostar em mérito intelectual e capacitação", argumenta. Semana passada, o oficial deu outro presente para a tropa: determinou aos comandantes que suspendam as prisões administrativas para transgressões leves, como atrasos e faltas. AS REGRAS PROMOÇÃO AUTOMÁTICA Sem estudar, um soldado pode chegar a cabo após oito anos na corporação, sem responder a crimes. De cabo para sargento são mais sete anos. Com mais dez, chega-se a primeiro sargento e, com mais quatro, a subtenente, maior patente para quem entrou na PM fazendo concurso para cabo. FORMAÇÃO Se o critério de antiguidade deixar de ser requisito fundamental, o PM poderá ir a cabo em dois anos. Para isso, ele terá que fazer curso de formação. Para ser sargento também há cursos, assim como para chegar a subtenente. Pelo projeto, o policial poderá fazer cursos com intervalo de um ano. Hoje, policiais que fazem cursos são preteridos em função da preferência dada aos mais antigos. ACADEMIA Os oficiais são formados na Academia Dom João VI, reconhecida pelo Ministério da Educação e Cultura como curso superior. Depois de três anos, o cadete forma-se aspirante a oficial. Em quatro anos, chega a tenente, mas para ser major ou tenente-coronel tem que fazer curso de aperfeiçoamento. Já para ser coronel é obrigatório o curso Superior de Polícia.
O chefe da assessoria de comunicação social da PM, major Oderlei Santos, garante que o Regime Disciplina da Polícia Militar já previa que os comandantes de batalhões avaliassem a necessidade da prisão administrativa. A praxe, entretanto, acabava sendo pela encarceramento. A partir de agora, o que o comandante da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, determinou é que o militar responda pelo crime sem a necessidade da prisão. "Isso é competência do comandante-geral sim. Não há uma mudança, estamos trabalhando com o que o RDPM já previa", afirmou Oderlei. Segundo o oficial, a reivindicação do fim da prisão administrativa era da tropa. Além disso, permitirá que o PM continue sendo útil à corporação. O que não significa que o militar não responderá pelas acusações.
A decisão do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, de acabar com as prisões administrativas na tropa, anunciada pelo blog Praças da PMERJ, no dia 16, pode não ser tão fácil de ser aplicada. O deputado estadual Wagner Montes, PDT, presidente da Comissão de Seguraça e Assuntos de Polícia, que se diz simpático à decisão de Mário Sérgio, ressalta que a competência constitucional para alterar o Regime Disciplar da Polícia Militar (RDPM) é exclusiva do governador Sérgio Cabral. "Nada poderá ser feito sem a chancela do governador", alerta Wagner Montes. O deputado anunciou ainda que no mês que vem vai apresentar para ser votado na Alerj, a proposta de emenda constitucional (PEC) 41, que permitirá que o PM, ao ser absolvido de um crime na Justiça, seja reintegrado à corporação de imediato. "O que acontece hoje é que o PM é expulso, mas depois absolvido na Justiça. E é obrigado a entrar na Justiça novamente para ser reintegrado. Isso é um absurdo", explica.
Quando a operação da Polícia Civil no Complexo de Manguinhos estava prestes a acabar, hoje, pouco antes do meio-dia, cerca de 30 homens do 22º BPM (Maré) entraram em Manguinhos. Em um dos becos deu-se início um intenso tiroteio, que espalhou o terror pela Rua Leopoldo Bulhões. Carros, ônibus, caminhões e motos que passavam pela via paravam e alguns voltaram de marcha-ré. Um revólver calibre 38 foi apreendido na laje de uma casa. A chegada dos PMs causou mal-estar na Polícia Civil. "Foi uma completa falta de respeito institucional. Entraram na favela correndo armados sem nos avisar nada. Poderia ter ocorrido um confronto, já que não sabíamos de nenhuma ação deles, e ferido vários inocentes. O que ocorreu foi absurdo", disse o diretor do Departamento de Polícia da Capital (DPC), delegado Ronaldo Oliveira.
Conhecer de perto a a situação da segurança pública no interior do Estado do Rio é o próximo passo do novo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte. Ele vai passar a próxima semana percorrendo a região.Macaé, Campos, Volta Redonda e as principais cidades da Região Serrana são os municípios que receberão atenção especial, devido aos índices de criminalidade.
O comandante-geral da PM, Mário Sérgio Duarte, determinou agora há pouco que os comandantes de batalhões da capital, Niterói e São Gonçalo acabem com o policiamento de trânsito, ou seja, as unidades de Auto Patrulhas de Trânsito (Apetrans). Com isso, os policiais poderão ser utilizados no patrulhamento a pé (POG). Entretanto, nos batisdores, especula-se que Mário Sérgio teria determinado o fim das Apetrans depois de ter recebido denúncia de extorsões ocontra motorista de van e topiqueiros.
Com o objetivo de evitar casos como o de F. - que ganhava de traficantes um sacolé de cocaína a cada 10 -, 91 praças da Polícia Militar estão ensinando alunos do ensino fundamental de escolas públicas do Rio como dizer não às drogas. Os policiais são voluntários do Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD), subordinado ao Governo Federal, e visitam as salas de aula uma vez por semana. A maioria dos 30.876 adolescentes beneficiados pelo programa no primeiro semestre desse ano são moradores de áreas carentes e convivem com o problema das drogas na porta de casa. Em alguns relatos, o drama é ainda maior: os próprios pais ou os irmãos são usuários de drogas. Foi durante as aulas do Proerd que T., 10 anos, descobriu que o pai era dependente de cocaína. A menina observou que ele apresentava os mesmos sintomas provocados pela droga e que havia aprendido em sala de aula. "Um dia ela perguntou ao pai se ele estava triste com ela porque se ele continuasse a usar drogas ia acabar morrendo e ela nunca mais o veria", contou a dona de casa P, 28 anos, mãe de T., durante a festa de formatura de 705 alunos do Proerd, quarta-feira, na Rocinha, Zona Sul. A partir daí, segundo P., o marido procurou ajuda e há três meses está "limpo". 
"Temos relatos de pais e parentes usuários de drogas. Mas muitos jovens não contam para o instrutor ou porque ainda não entendem ou porque têm vergonha. Por isso a importância do Proerd, justamente para atuar na prevenção, principalmente, dos alunos que convivem com a droga em casa. O programa também trabalha com a alta estima desses jovens. Muitas vezes por não saber lidar com as dificuldades sociais, a droga acaba sendo uma fuga", disse a coordenadora técnica do programa no Rio, Capitã Shana. O programa é voltado para alunos do 5º ano, entre nove e 12 anos, e do 7º ano, entre 12 e 14 anos. Durante 17 semanas os jovens recebem orientações sobre os danos que drogas como, maconha, cocaína e álcool, provocam no organismo e nas relações sociais e profissionais. Uma cartilha orienta as aulas. Na 15 lição os alunos fazem uma redação, onde devem aplicar os conceitos apreendidos no curso. De acordo com os instrutores, os relatos são impressionantes. Na quarta-feira, 705 alunos de escolas públicas, todos moradores da Rocinha, se formaram pelo Proerd. Com diplomas e medalhas, eles fizeram um juramento se comprometendo a não usar drogas e a não praticar atos de violência. "É um momento importante porque podemos refletir sobre tudo que aprendemos e tomar uma decisão para a vida toda. De nunca usar drogas", afirmou Vitória Martins de Oliveira, 10 anos, aluno do Proerd. Segundo o coordenador do Proerd no Rio, tenente-coronel Rogério Leitão, até setembro serão abertas novas vagas de instrutores do programa. O Polícia Militar que deseja se candidatar não pode estar respondendo a processo disciplinar.
Quarta mulher a comandar um batalhão na atual gestão da PM, a tenente-coronel Ana Cláudia Siciliano promete encarar com rigor o desafio de ficar à frente do Regimento de Polícia Montada (RPMont), em Campo Grande. Mas sem perder a ternura. Para chegar ao topo do batalhão de uma das áreas mais críticas da segurança pública, ela desbancou 10 concorrentes de peso - todos homens - na lista de preferências do comandante-geral da corporação. "Siciliano é severa, sem ser injusta; rigorosa, sem ser excessiva; e presente, sem ser performática. É a minha grande aposta", definiu Mário Sérgio Duarte. Nomeada ontem, ela só assume o cargo na próxima sexta-feira. Mas, em entrevista ao Blog da Segurança, a tenente-coronel revelou um pouco do que vem pela frente. BLOG DA SEGURANÇA: - Como a senhora pretende combater a ação da milícia e de policiais que se envolvem nesse crime? CEL. SICILIANO: - Vamos combater o que tiver de errado. Não prometo milagres, mas vou fazer o possível. Não vou tolerar desonestidade nem traição. - E como vai ser o tratamento com a tropa para evitar possíveis desvios de conduta? - Sou rigorosa, exigente com o comportamento e a postura do policial. Mas também sou justa. Costumo ouví-los e tratá-los bem, para que tenham condições de repassar tal tratamento à população. O policial tem que ser fiel à causa que abraçou e, quem tem honestidade e dedicação, ganha muitos pontos na minha concepção. - É difícil trocar a seleção de novos PMs pelo comando de uma área tão crítica? - Sou PM em qualquer área. Vou de espírito aberto e tentar fazer um trabalho em conjunto com a população para que eles confiem na Polícia Militar e, em troca, nos ajudem a fazer um trabalho cada vez melhor.
- Quais os projetos que deram certo em suas gestões anteriores e que a senhora vai levar para o RPMont? - Quero abrir o batalhão para a comunidade. Acredito que a polícia e a sociedade tem que caminhar juntos. Quero estabelecer uma relação de confiança com os moradores para que eles nos ajudem a combater as ilegalidades. - A senhora vê motivação nos policiais que estão chegando à corporação? - Quem entra hoje pensa no emprego, não no desafio de cuidar da segurança pública. Olho para trás e vejo que muitos valores sociais se perderam. Por isso, vi muitos abandonarem pelo caminho. É um emprego diferente, com muitas dificuldades, mas tem que estar disposto a se entregar para defender um bem maior.
- A senhora ficou quatro anos à frente do recrutamento e seleção de novos policiais. Como é a avaliação de quem entra ou não para a polícia? - Eu sou bem exigente. As provas que fiz, geralmente, reprovaram 50% dos candidatos. Procuro selecionar a qualidade e não a quantidade. Os que passam, são os melhores até então. Mas isso não significa que nunca vão cometer erros. - A senhora já chefiou outras unidades. Há preconceito contra mulheres no comando de tropas? - Tudo é uma questão de postura profissional. A tropa reconhece competência, independente do sexo. O comandante-geral quer modernidade, aposta em coisas novas, mas acho que ele coloca pessoas que acredita estarem preparadas para encarar o desafio que é a segurança pública. - E como fazer para separar a coronel da mãe de família? - Não costumo levar os problemas domésticos para o quartel, mas, pelo cargo, o trabalho sempre acaba me acompanhando quando estou em casa. Mas procuro dar mais atenção à minha família nos momentos caseiros, preservar a nossa rotina. Meu marido também é tenente-coronel, mas sempre soubemos separar as coisas, não há disputa de quem manda mais.
Ainda no rastro das mudanças para garantir mais visibilidade e ostensividade, foi divulgada ontem pela cúpula da PM a lista parcial dos Postos de Policiamento Comunitário (PPCs) extintos. As comunidades da Mangueira, Fazendinha, Nova Brasília, Parada de Lucas, Vigário Geral, Jacarezinho, Rocinha, Vidigal, Vila Cruzeiro, Pedreira, Cruzada São Sebastião, Baixa do Sapateiro, Chácara do Céu, Formiga e Casa Branca, já não contam mais com o efetivo da PM. Os 399 policiais retirados dos PPCs, passarão por dois dias de treinamento antes de tomar as ruas da cidade. Já na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, 100 PMs que integravam o quadro do 4º Comando de Policiamento de Área (CPA) de Niterói, chegarão a partir do dia 27 para complementar a Unidade de Polícia Pacificadora. Só assim, finalmente, os homens de preto do Batalhão de Operações Especiais - que não tem o perfil de polícia comunitária - serão retirados da comunidade. Da lista de cortes da chamada 'gordura burocrática', uma das maiores baixas foi nos Serviços Reservados (P2): 335 policiais voltarão às ruas até o fim da semana que vem. "Eles devem trabalhar como órgão de einteligência e não como um braço descaracterizado", afirmou o comandante-geral, coronel Mário Sérgio Duarte. Antes do patrulhamento, porém, vão passar por reciclagem e ganhar fardas.
A recente determinação do novo comando da PM do Rio, em proibir a realização de bailes funk, em locais que se tornem mais violentos, em razão do acontecimento de tais eventos, é medida das mais adequadas e necessárias e tomada em nome da ordem pública. A polícia terá a missão, neste caso, de separar o joio do trigo. Ou seja, detectar o que é baile funk, devidamente regulamentado e de respeito à ordem pública, manifestação artística e lazer, do que é baile de apologia e de auto-afirmação do pretenso poder paralelo, o narcotráfico, de afronta a ordem e aos bons costumes. É óbvio que não se pode negar, sejamos simpatizantes ou não, que o funk, movimento musical surgido nos morros do Rio, por negros e pobres, tal e qual os primórdios do samba, também estigmatizado por outras classes sociais em seu surgimento, constitui um fenômeno de manifestação cultural de massa. Assim como a bossa nova, a jovem guarda e o tropicalismo também enraizou-se e foi aderido por todas as classes sociais. Ocorre, no entanto, que tendo surgido no interior de morros e favelas, as chamadas "zonas de anomia", onde as leis de convivência são "específicas", foi tomado também como mecanismo e parte integrante da ideologia ao tráfico, tanto como meio de auferir lucros com o comércio de drogas durante a realização dos bailes, como também desafiar o poder legal através de canções que incitem a desordem e o confronto ao poder policial. Quando os citados bailes são realizados no asfalto, em dependências de associações clubísticas regulares, não há dificuldade em serem fiscalizados. A grande questão é quando ocorrem em morros e favelas, onde são controlados por traficantes. De bandoleiras-arma, como nos tempos de Lampião, dão as ordens no pedaço. O comércio e o uso de drogas constituem uma feira de negócios ilegais. Quando a cana da polícia é dura, o "pancadão" não está garantido. Nada fica "dominado" e normalmente o bicho pega como no último final de semana no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, quando no sábado uma tropa do 6o BPM (Tijuca) adentrou ao local para coibir o baile e foi recebida a tiros por traficantes da região. Três pessoas foram mortas, entre elas a empregada doméstica Vera Lúcia Rodrigues da Silva que regressava de uma festa infantil. Outras pessoas resultaram feridas inclusive um policial miltar. É o resultado da violenta guerra urbana do Rio, de caráter permanente, onde todos sofrem os seus efeitos. Na sexta-feira, bandidos do Morro do Salgueiro, em represália pela proibição do baile funk na comunidade, desceram a escadaria da Rua dos Araújos, próximo à esquina da rua Conde de Bonfim, e rapidamente atacaram o motorista de um veículo. A realidade é que quem reside no interior de morros e favelas do Rio e em suas redondezas sofrem mais do que ninguém os efeitos da perturbação ao sossego público. O ruído e o som produzidos em tais bailes, realizados em locais sem qualquer tratamento acústico, muitas vezes em dias de domingo pra segunda, impedindo o descanso de cidadãos ordeiros em seus lares, impressiona e fere qualquer norma de meio ambiente seguro. Ao final dos bailes normalmente há ataques a transeuntes nas vias adjacentesA Lei 5.265 que regula a realização de bailes funk e festas 'rave' está em vigor no Estado do Rio de Janeiro. À Secretaria de Segurança Pública, ouvidos o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Juizado da Infância e da Juventude, cabe autorizar ou não a realização de tais eventos. O choque de ordem, neste caso, é extremamente necessário. O comando da PM está cumprindo a lei. Baile funk não pode ser sinônimo de desordem e afronta à lei, nem arena de cenas de erotismo. É certo também que uma imensa população, principalmente de jovens pobres, moradores em comunidades menos assistidas, não podendo se divertir em boates da Lapa, da Barra da Tijuca e da Zona Sul, pelo alto preço de seus ingressos, têm no baile funk seu único divertimento de final de semana. Não é menos certo porém que o relevante interesse social, a ordem e a lei têm que ser respeitadas. Cumpra-se a lei em nome da paz social.
Um homem que se apresentou como capitão do Bope teria enganado pelo menos 200 policiais militares com falsas oportunidades de emprego. O suposto capitão cobrou R$ 8 de cada PM para que eles pudessem preencher uma ficha de emprego e, assim, se candidatar a uma vaga na segurança de duas grandes empresas que trabalham com a fabricação e venda de colchões. O recrumetamento aconteceu numa igreja Assembléia de Deus, em Realengo. Como alguns PMs anexaram o contracheque na ficha, o medo deles é que o documento seja usado para fins ilícitos.
Acostumados à rotina de apurar desvios de conduta da tropa, os PMs lotados nas Delegacias de Polícia Judiciária Militar (DPJMs) vivem agora o revés da profissão. Eles temem que a política de corte da 'gordura burocrática' da instituição, então, considerada prioritária pelo comandante-geral da PM, Mário Sérgio Duarte, os coloque na rua, lado a lado dos colegas de farda que já foram - ou são - alvo de investigação. Em tempo, na própria instituição, há quem discorde da mudança e defenda o aumento de homens nas DPJs, o que daria mais agilidade aos Inquéritos Policiais Militares (IPMs) e fecharia o cerco aos PMs de conduta duvidosa.
Em iniciativa inédita na Baixada Fluminense, o 20º Batalhão (Mesquita) vai abrir as portas do quartel no próximo fim de semana para três dias de festa junina, combinados com uma ação social para a comunidade no sábado. O evento, que comemora os 200 anos de Polícia Militar, terá atendimento médico, oficinas culturais e 10 atrações músicais como grupos de pagode, quadrilha, a presença do cantor Neguinho da Beija-Flor e da equipe da FM O Dia. A atividade quer estreitar a relação entre a Policia Militar e os moradores da região. A entrada custa R$ 5, mais um quilo de um alimento não-perecível. A relações públicas do batalhão, a Tenente Ester Cavalcanti, explica que o evento é uma oportunidade para melhorar a visão que a população tem da Policia Militar. "O policial está sempre ligado à imposição da lei e à repressão. Com essa iniciativa já tem gente vendo o nosso trabalho de forma diferente. Queremos criar essa proximidade porque a sociedade não aceita mais ficar à margem do processo de segurança e nem polícia aceita mais continuar distante da população", afirma. Entre as atividades previstas, está a criação de um painel dentro do batalhão, feito por grafiteiros. Para David Nogueira, 29 anos, do grupo de grafite TXT Crew, essa iniciatia aponta para uma nova fase na relação entre a comunidade e a PM. "Estamos achando o máximo, porque está se quebrando uma barreira. A polícia está abrindo portas para algo que há dez anos atrás era impensável. Espero que essa ideia seja seguida por outros batalhões da Baixada", comenta o artista.
A farda de capitão guardada há 14 anos será o uniforme que o novo comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, de 43 anos, vai usar nesta terça-feira, às 10h. "Já experimentei e coube certinho", revela. 
Nesse horário, o oficial vai receber o comando do batalhão de elite da Polícia Militar, formada por 397 homens. Acostumado a usar terno e gravata nos últimos 12 anos, quando 'comandou' na Diretoria Geral de Segurança do Tribunal de Justiça do Rio (TJ) uma tropa de 600 agentes - destes, 80 PMs - que trabalham em todos fóruns do estado, o 'caveira' está pronto para cumprir a sua nova missão. "O coração nunca deixou de ser caveira. O espírito do Bope é de grupo. Um faz a segurança do outro", orgulha-se. Em sua antiga sala no TJ havia um quadro com 35 símbolos de batalhões, entre eles a cultuada caveira, do Bope. Primeiro colocado da turma de cinco oficiais do Rio de 1990 - outros quatro formados eram de Santa Catarina -, o caveira garante que não ficou surpreso com o convite do comandante-geral da PM, Mário Sérgio de Brito Duarte. "Somos poucos, há apenas dois tenentes-coronéis à disposição", explica o oficial que tem 24 anos de polícia. O afastamento da corporação desde 1997 ficou longe de ser transformado em empecilho. "Fiquei longe das unidades, mas não do serviço de polícia. Só fórum central recebemos em média 120 presos por dia. Quinta-feira, tivemos 153 presos" argumenta. No TJ, Paulo Henrique era o 'anjo da guarda' dos juízes. Uma de suas atribuições ao longo de sua trajetória foi investigar e montar estratégias para 50 magistrados que receberam ameaças de morte. "A estratégia de segurança dos fóruns do Rio é referência para o País", avalia. O oficial carrega no currículo cursos de instrutor de tiros, segurança de autoridades, ciências contábeis, políticas públicas de segurança e pós graduação em estratégia, os últimos três feitos na Universidade Federal Fluminense (UFF). Entrevista exclusiva 
Na sexta-feira, o novo comandante do Bope concedeu com exclusividade a O DIA entrevista no seu último dia de trabalho no Tribunal de Justiça, como chefe de gabinete da Diretoria Geral de Segurança. 1. Qual a marca que o senhor pretende implantar à frente do BOPE? - O Bope tem algumas marcas. Por exemplo, novas tecnologias são testadas no batalhão, como foi o caso do caveirão. Então, inovação, tecnologia e formação fazem parte do trabalho permanente desenvolvido na unidade. Ontem (quinta-feira) tivemos uma reunião e será mantido o subcomandante, major René Alonso. 2. O senhor é a favor de recrutar mulheres? - Não fecho a porta. No edital não fala que é só candidatos do sexo masculino. Hoje, o Bope tem psicóloga e pedagogas. Mas é preciso discutir qual é o objetivo da mulher na tropa. Se for só marketing, não. Se for comprovado que é útil.....você tem que estudar e pensar sempre no futuro. 3. E como lidar com os desvios de conduta? - Isso é muito simples. Não tem mistério. O comandante deve estar atento. O negócio é vigilância e aplicação das normas. O Bope vai funcionar junto com a engrenagem e as estratégias do comando geral. Se o Bope é um sucesso é porque faz parte da PM. Um grande aprendizado é entender que as coisas não podem estar isoladas. O Homem de Preto está atrelado a um grupo, um faz a segurança dos outros. Eles estão quase sempre aquartelados juntos. Você trata o policial como um filho. Isso é comandar. Tratar o subordinado com carinho e também ser duro, sem ser desrespeitoso. Acho também que o policial tem que ter apoio psicológico. Afinal, os policiais enfrentam uma guerra nos morros da cidade. 4. O Bope hoje está na Cidade de Deus para pacificar. Há outras comunidades que o batalhão poderá entrar? -O Bope só é chamado em situações de crise. Há uma lista de comunidades feita pelo governo do estado. A demanda será suprida a medida que forem sendo montadas as estratégias. Por exemplo, o cargo de comandante da unidade, no caso o Bope, é traçar estratégias, administrar e estar sempre disposto a pensar e buscar o algo a mais. 5. O que o senhor achou do filme 'Tropa de Elite'. Foi um sucesso de bilheteria e expôs um dia-dia da tropa que parte da população não conhecia? - O filme jogou luzes sobre o batalhão. O colocou na vitrine. Mas, é preciso pensar as coisas além do espetáculo. Faço uma avaliação do filme em partes. Há muitos pontos positivos, como a demonstração dos problemas sociais, como o uso de entorpecentes não só por pobres, mas por ricos. Mas acho ruim a propagação da violência no filme. Hoje também muitas coisas são diferentes, pois o filme conta coisas que aconteceram há 13 ou 14 atrás.
A Polícia Militar do Rio divulgou os novos telefones da Ouvidoria - os anteriores não eram atendidos, como constatou teste feito por O DIA. Reclamações e solicitações agora podem ser feitas pelos números 2233-2765 e 2233-2766, de segunda a sábado, das 9h às 18h. No site da corporação (www.policiamilitar.rj.gov.br) também é possível acessar o atendimento eletrônico 24h.Ontem, o serviço ainda mostrava os telefones antigos que não eram atendidos.
Para colocar logo em prática seus planos de mais mil homens no patrulhamento de ruas, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, reuniu neste sábado a cúpula da PM no QG da corporação, no Centro. Debruçados sobre o relatório apresentado pelo chefe administrativo do Estado-Maior, coronel Carlos Eduardo Millan, os oficiais encontraram uma lista extensa de policiais trabalhando em cargos, digamos, não muito necessários.
"Encontramos um sem-número de funções. Decidi acabar com tudo isso para recuperar o efetivo de rua. A partir de hoje, nenhum subcomandante ou outro oficial terá motorista, por exemplo. Deixamos isso só para os comandantes, por medida de segurança. O restante, que possui carteira de habilitação e conta com carros descaracterizados nas unidades, terá que dirigir mesmo. Não posso ter esse luxo enquanto a população precisa desse policial na sua segurança", afirmou. Millan tem prazo de dois dias para produzir um relatório sobre todo o efetivo administrativo da PM. E apresentar ao comandante soluções para realocar os policiais que lidam com a burocracia. E, se depender da disposição do comandante, a operação para enxugar os quadros não vai parar por aí. "Um batalhão é uma esponja de efetivo e eu quero recuperar gente", concluiu.
Criada para ouvir a população, a Ouvidoria da Polícia Militar está surda. O cidadão que liga para os telefones 3399-2147 e 3399-2195, números que constam no site oficial da corporação simplesmente não são atendidos. Os telefones tocam até cair a ligação. Porém o serviço funciona de segunda a sábado das 9h às 18h. A equipe de O DIA fez o teste entre 13h e 13h35.
A polícia é um órgão da administração pública - representa o braço armado do estado - que tem por finalidade regular direitos e fiscalizar o cumprimento das leis, prevenindo e reprimindo o crime e as infrações administrativas e intervindo, sempre que oportuno e conveniente, nos limites da lei e de forma seletiva, na mediação de conflitos, com o intuito de preservar e/ou restaurar a ordem pública. Num estado democrático de direito a polícia deve tratar todo cidadão de forma igualitária, independentemente de raça, cor, credo e condição social. Este são os princípios basilares de um polícia democrática e cidadã que deve atender os anseios dos destinatários do serviço policial na obtenção de resultados que promovam a redução eficaz e eficiente dos diferentes índices de criminalidade. Numa ambiência de avassaladora e inquietante demanda criminal, onde o temor ao crime é fenônemo recorrente, a polícia é hoje pois, e mais do que nunca, um órgão de vital importância na administração pública. Em razão disso, a recente mudança no comando da Polícia Militar do Rio se reveste de grande expectativa pois objetiva uma nova gestão que permita, com os necessários ajustes na chamada "gordura burocrática" da corporação, colocar em vias públicas, o mais urgente possível, o maior efetivo policial possível. A Polícia Militar tem a missão constitucional de polícia ostensiva e preservação da ordem pública. Sendo o crime a combinação da vontade e da oportunidade do cometimento há que se reduzir, com base no estudo dos dados de criminalidade, as possibilidades de que ele ocorra. Polícia ostensiva se faz com homens, viaturas e equipamentos estrategicamente postados em vias públicas. Quanto mais melhor. O estado policialesco, que monitora condutas, é uma realidade dos dias atuais. A "belle époque" acabou. Hoje os confrontos com fuzis de guerra tornaram-se parte integrante do cotidiano de grandes cidades e a polícia tem que estar atenta. Sem antes enaltecer a conduta ética e honrada do Coronel Gilson Pitta Lopes no comando da PM até então, a escolha do Coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, como rotina na mudança de organizações policiais -um profissional altamente vocacionado- representa uma oxigenação na gestão administartiva e operacional da bicentenária instituição que deve, segundo palavras realistas do novo comandante, libertar-se de suas amarras. Ou seja, quebrar paradigmas. Os resultados hoje representarão, portanto, o maior objetivo sem perder de vista a motivação necessária a ser conferida ao homem policial, o maior patrimônio das instituições. Mais do que ningúem o governador Sérgio Cabral sabe e deixou isso consignado em sua fala, no Quartel General da PM, durante a cerimônia de transmissão do cargo, onde fez questão de frisar que a segurança pública é o grande "Calcanhar de Aquiles", o fim maior. Citando importantes obras e projetos de seu governo e olhando firmemente para o novo comandante disse o que dele se espera. Que promova, o mais rápido possível, a polícia pró-ativa, a que se antecipa ao crime. Por tudo isso, ainda que o aumento real do efetivo da corporação- sairá de 40 para 63 mil homens- só se concretize em 2014, a polícia precisa crescer agora o número de homens em vias públicas e reduzir espécies de crime que aumentaram consideravelmente nos últimos anos, principalmente com relação a assaltos a transeuntes e assassinatos de motoristas nos casos de tentativa de roubos de carro, delitos estes que geram diretamente o medo e a sensação de insegurança. O Coronel Mário Sérgio, um oficial altamente vocacionado, com formação em operações especiais, tem o perfil voltado paro o estudo da segurança e operacionalidade, vindo recentemente da direção do Instituto de Segurança Publica. Mais do que ningúem conhece portanto, em números, o mapa da mancha da criminalidade do Rio, que nos atemoriza e inquieta. Saberá estrategicamente ordenar o desdobramento de seu efetivo no terreno, ainda que escasso. A escolha do Coronel ÁLvaro Garcia para a chefia de seu Estado- Maior Operacional, outro oficial voltado à operacionaliadade, é a indicação. de que a estrategia de comando é a de resultados. Até o final de 2010 a PM terá mais 7 mil homens em seu efetivo, onde um parte dele será aplicado nas novas Unidades de Polícia Pacificadora, a nova e importante estratégia da polícia comunitária, postada em comunidades menos favorecidas até então oprimidas pelo terror do tráfico. A Polícia Militar do Rio, em seu novo modelo de gestão a ser implantado, com as mudanças que se fizerem necessárias, tem agora a oportunidade de tornar-se verdadeiramente pró-ativa, a que não espera acontecer. A oxigenação nas instituições policiais, o sangue novo, tal e qual ocorreu na chefia da Polícia Civil, é estratégia extremamente importante na busca dos resultados operacionais. Há que se ter em mente, no entanto, que polícia pró-ativa, não é sinônimo de polícia arbitrária. A energia deve ser a necessária, quando necessária e na medida necessária. O emprego seletivo da força constitui doutrina de ação de polícia competente que atua com base na inteligência e no respeito aos limites da lei. Tortura com saco plástico enfiado na cabeça e tartamento degradadante, a quem quer que seja, são práticas que não fazem parte de uma polícia democrática e cidadã. Que seja bem vindo o Coronel Mário Sérgio que tem agora o grande desafio de tornar a bicentenária Polícia Militar uma polícia pró-ativa e cidadã. Terá metas que precisarão ser cumpridas. Que Deus o ilumine na difícil e complexa missão.
O novo comandante-geral da Polícia Militar, Mário Sérgio de Brito Duarte, 50 anos, mandou, de forma incisiva, mas polida, seu recado para os oficiais mais antigos da corporação que não gostaram da mudança. "Antinguidadade não é posto", afirmou, na primeira coletiva de imprensa após a transmissão do comando. A nomeação do ex-comandante do Bope criou mal-estar entre coronéis com mais tempo de polícia. "Trabalhamos com gestão, com resultados. Nós trabalhamos com qualidade. Não podemos ficar engessados, por exemplo, na questão de antiguidade. A antiguidade é algo muito importante para a vida militar, mas muito mais para o cumprimento de alguns rituais do que para o trabalho da gestão. Gestão é competência, é fazer, é resultado. Em vez de trabalharmos com aquele conceito endurecido de que antiguidade é posto, que existe para algumas coisas, estamos trabalhando com a idéia de que resultado é posto".
O novo comandante da Polícia Militar, coronel Mario Sergio Duarte, tem bons motivos para dar tratamento especial às vias expressas. Em janeiro de 2006, quando era comandante do 22º BPM (Maré), ele sentiu na pele o terror de ser vítima de bandidos na Linha Vermelha. O oficial sofreu um atentado a tiros por vários traficantes armados, ficando na linha de fogo, como temem praticamente todos os usuários dessas avenidas.
Rio - Está nas mãos da Justiça a decisão de decretar a prisão preventiva de 30 PMs por envolvimento em 20 homicídios e uma tentativa de homicídio. O grupo foi denunciado pelo promotor da 6ª Promotoria de Investigação Penal, Alexandre Themístocles nos quatro tribunais do júri do Rio. Dez PMs poderão responder pela chacina de seis inocentes na favela Furquim Mendes, em novembro do ano passado. Todas as vítimas tinham entre 14 e 29 anos. Os casos foram registrados nas delegacia de Brás de Pina, 38 ª DP, e Honório Gurgel, 40ª DP, como auto de resistência, ou seja, quando as vítimas reagem à ação policial. No entanto, nas investigações foram constatados que os mortos foram atingidos por tiros a queima roupa e sofreram tortura. Abaixo, a lista dos policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) e 16º BPM (Olaria) a qual O DIA teve acesso com exclusividade. 1) Thiago Martins Xavier 2) Carlos Menezes de Lima 3) Sérgio Fernandes de Morais 4) Marcelo Sales de Oliveira 5) Robert Nogueira Almeida 6) Waltecir Machado Baptista 7) Gilmar Honório de Lima 8) Júlio César a Costa Corrêa 9) Maxwell Martins e Silva 10) Vanilson Castela Júnior 11) Jorge Luiz a Silva Correa 12) Alexandre dos Santos Lima 13) Jefferson Alan Ferreira Cavalcanti 14) Ricardo Berto de Carvalho 15) Odilon Rodrigues Siqueira 16) Flávio Alves Cardoso 17) Júlio César Portela Góes 18) Carlos Roberto Soares Martins 19) Leandro Gutemberg Silva de Assumpção 20) Renato Pereira dos Santos 21) Vagner Soares 22) Wagner Luiz Ferreira Marques 23) João Falcão Ávila 24) Daniel Rodrigues Pinheiro 25) Alexandre Catarino 26) Paulo Roberto Campos 27) Marcelo Domingos da Silva 28) Alan Luiz Alves da Silva 29) Walter de Moraes Lopes 30) Marcelo Cândido da Silva Maia
Rio - Por causa da troca de comando geral e alegando foro íntimo, o coronel Paulo Cesar Lopes, conhecido como coronel Lopes, de 55 anos, responsável pelo Comando de Policiamento da Baixada Fluminense, anunciou nesta terça-feira que deu entrada com a documentação para integrar o quadro de inativos da PM. Conhecido pelo rigor no trato com seus subordinados, ele chegou a ser cogitado como um dos nomes para substituir o agora ex-comandante Gilson Lopes Pitta. "Se estão modernizando a corporação, sinto que meu tempo já passou. Faço isso, em deixar a PM que eu tanto amo, com muita honra. O importante é que emoções eu vivi", disse o coronel Lopes. Para o cargo do coronel Lopes está cotado o coronel Luiz Antônio Corso, atual comandante do 15º BPM (Caxias). Coronel linha dura O coronel Paulo Cesar Lopes está há 36 anos na Polícia Militar e tem fama de ser rigoroso. Quando assumiu o 3º Comando de Policiamento da Baixada Fluminense, em maio, decidiu aplicar a linha dura na tropa que integra os seis batalhões da região. As principais medidas, em vigor desde o dia 16 de maio, são o cadastro, pelos comandantes de batalhão, do carro com que o policial vai à unidade, o fim das blitzes de fiscalização de trânsito que não sejam comandadas por um oficial e a retirada imediata de aparelhos de TV e DVDs de todos os Destacamento de Polícia Ostensiva (DPOs) da região. Lopes explicou que as determinações visam a acabar com a corrupção na corporação que chefia, integrada por 15º (Duque de Caxias), 20º (Nova Iguaçu), 21º (São João de Meriti), 24º (Queimados), 34º (Magé) e 39º (Belford Roxo). Em 30 de março 2005, um dia antes da Chacina da Baixada, quando comandava o 15º BPM, uma cabeça foi arremessada dentro da unidade, supostamente uma represália de PMs ao rigor com que Lopes chefiava a unidade.
Rio - A secretaria de Segurança Pública anunciou, nesta terça-feira, que o coronel Mário Sérgio de Brito Duarte será o novo comandante geral da Polícia Militar. O posto era ocupado pelo também coronel Gilson Pitta Lopes. Mário Sérgio atuava como diretor-presidente do Instituto de Segurança Pública. A notícia da mudança na cúpula da corporação foi antecipada pelo 'Blog da Segurança'.
De acordo com a secretaria, Mário Sérgio foi comandante do BOPE, do batalhão da Maré e teve passagens pelo interior do estado. Mais recentemente, na atual gestão da Seseg, foi superintendente da sub-secretaria de Planejamento e Integração Operacional (SSPIO). Mário Sérgio Brito Duarte, novo comandante geral da Polícia Militar | Foto: DivulgaçãoO secretario José Mariano Beltrame agradeceu o comandante Pitta.
"Gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer publicamente ao Comandante Pitta pela seriedade e correção com que conduziu sua corporação desde o início. Foram 17 meses de sacrifícios pessoais e de dedicação exclusiva, meses que somam aos mais de 30 anos de carreira a serviço da sociedade fluminense. Que a história do Comandante Pitta sirva de exemplo para os oficiais mais novos da ativa", disse Beltrame.
Na nota, Beltrame falou também sobre os desafios do novo comandante.
"O coronel Mário Sérgio tem agora o duro desafio de cultivar a seriedade e dedicação da equipe que sai e ainda avançar mais profundamente nos processos de gestão da PM. Maior aproveitamento de efetivo nas ruas; adequação ao modelo; foco nas metas criminais estabelecidas; celeridade no aparelho correcional; ampliação do intercâmbio com outras instituições; ampliação das UPPs; e principalmente preparar a PM para as exigências do século XXI. Estas são tarefas para a equipe que chega", completou.
A mudança ocorre na data em que o Ministério Público denunciou 30 PMs por envolvimento em assassinatos. Os policiais militares do 9º BPM (Rocha Miranda) e do 16º BPM (Olaria) foram denunciados por 20 homicídios e uma tentativa de homicídio - de pessoas entre 14 e 29 anos - nos quatro tribunais do júri do Rio.
O maior número de denunciados está relacionado ao inquérito sobre a chacina na Favela Furquim Mendes, em novembro do ano passado. Na época seis homens foram executados a tiros.
Crise dos barbonos
Gilson Pitta se tornou o número um da PM depopis da exoneração do coronel Ubiratan Angelo em meio à crise dos barbonos. Ubiratan ficou no cargo por 392 dias e deixou o posto em janeiro de 2008.
Pitta é fundador e signatário do Manifesto dos Barbonos - grupo de coronéis da ativa que brigava por melhores salários - e aliado de Ubiratan, chamado por ele de “chefe”. A passeata que levou à exoneração de Ubiratan foi uma iniciativa dos coronéis barbonos. Eles acusam Pitta de traição, já que o Serviço Reservado - comandado por ele - filmou a passeata.
Um DVD com cenas e legendas com nomes de pessoas foi entregue à Inteligência do Palácio Guanabara na noite de segunda-feira. O vídeo foi produzido pela equipe de Pitta. Na época, Beltrame afirmara que Pitta havia negado participação no movimento, mas o próprio coronel admitiu fazer parte.
A Polícia Militar ganha nesta terça-feira um novo comandante. O coronel Gilson Pitta, que se tornou o número um da corporação após a queda do coronel Ubiratan Angelo em meio à crise dos barbonos, deixa o comando em nome de um "avanço na gestão" da PM. O mais cotado para substituí-lo é o coronel Mário Sérgio, que atualmente chefia o Instituto de Segurança Pública (ISP). Também foi cogitado para o cargo o coronel Paulo Cesar Lopes, do Comando de Policiamento da Baixada. Com a saída de Pitta, egresso do serviço reservado, toda a cúpula da PM deverá ser trocada.
A mudança ocorre no dia em que o Ministério Público denunciou 30 PMs por envolvimento em assassinatos. Os policiais militares do 9º BPM (Rocha Miranda) e do 16º BPM (Olaria) foram denunciados por 20 homicídios e uma tentativa de homicídio - de pessoas entre 14 e 29 anos - nos quatro tribunais do júri do Rio. O maior número de denunciados está relacionado ao inquérito sobre a chacina na Favela Furquim Mendes, em novembro do ano passado. Na época seis homens foram executados a tiros.
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