Milícias
ALGUNS REVOLTADOS COM A LEI DO BRASIL QUE DESCONSIDERA OS INOCENTES E NÃO PUNE OS CULPADOS COMO DEVERIA...
PORQUE TER ORGULHO DE SER BRASILEIRO SE OS PEQUENOS BRASILEIROS ESTÃO SUJEITOS A SEREM ARRASTADOS POR 7 KM PENDURADOS PELO CINTO DE SEGURANÇA, E OS GRANDES BRASILEIROS, A VEREM SEUS FILHOS GRITANDO SOCORRO...
E OS ALGOZES? SOLTOS, OU SE PRESOS, ORDENANDO O TERROR DO LADO DE FORA.
JUSTIÇA...O QUE É ISSO MESMO? E PORQUE RAIOS QUANDO CIDADÃOS DE BEM FORMAM UMA MILÍCIA PRA TOMAR O PODER DO TRÁFICO VEM SEMPRE UM IMBECIL E DIZ SER CONTRA? JUSTIFICAM ESSA CONTRARIEDADE COM O ARGUMENTO DE QUE COBRAM DINHEIRO DOS MORADORES. AH! TÁ EXPLICADO...OS MORADORES GOSTAM DO BANDIDO DESFILANDO DE CORDÃO DE OURO E NIKE, PATROCINANDO BAILES REGADOS A DROGAS, COMETENDO ATROCIDADES COMO QUEIMAR INOCENTES EM ONIBUS, VICIANDO CRIANÇAS, OBRIGANDO AS CASAS DE COMUNIDADES A SERVIR COMO ESCONDERIJO... A MILÍCIA QUE NÃO PRESTA...POR QUE PÔS UM PORTÃO NA ENTRADA DA COMUNIDADE, O MORADOR DIZ NA TV QUE SE SENTE PRIVADO DO DIREITO DE IR E VIR. ENGRAÇADO QUE NUNCA O MORADOR SE REVOLTA COM AS BARRICADAS DOS TRAFICANTES, MAS SE RECUSA A ABRIR UM PORTÃO OU PAGAR R$ 5 NUMA DROGA DE CHAVE. TEM MUITA COISA POR TRÁS DISSO...ACHO QUE OS VICIADOS DOS ALTOS ESCALÕES ESTÃO COM MEDO DA MILÍCIA TOMAR E ELES NÃO TEREM ONDE COMPRAR DROGAS OU DA DROGA ENCARECER PELA BAIXA CONCORRÊNCIA...PORQUE SINCERAMENTE, NÃO DÁ PRA ENTENDER...
MILÍCIA SIM, PQ NÃO, PENSEM BEM!!!
Carlos (milicia@sim.com)
Ter, 01 Abr 2008 23:53:06 GMT
Milícia, um mal necessário?
Como se não bastasse todo mal que a população enfrenta, mais um eis que surge: a milícia. Há quem diga preferir a milícia aos traficantes. Mas há também quem "prefira" o contrário. Na verdade, nenhum dos dois prestam. Não se tem sôssego por onde quer que eles habitem. É um perde e ganha, onde, com certeza, o maior prejudicado é a população. Tal como o tráfico de drogas, fundam suas leis na ausência de leis, onde o poder público literalmente não alcança. Agressão, roubo, extorsão, homicídio, entre outros, uma rotina diária existente em seus mandamentos. Tenho amigos que moram no morro do 18 e, pasmem, os moradores preferem o tráfico à milícia. E, o que dizer do poder público imanente? Pois é, este, por sua vez, fortalece os milicianos com homens, armamentos e contatos. No caso do morro supracitado, batalhões são expostos ao ridículo, delegacias especializadas se prestando à vergonha pública. É pena que as pessoas incubram isso. Acho que por moralidade a polícia deveria combater mais esse mal, que, com certeza, já é mais uma pedra de tropeço. O vagabundo, o 157 que leva a polícia para dentro da comunidade, este não tem princípio algum, faz o que bem entende, mas, em hipótese alguma podemos ter o Estado fazendo o que eles fazem. Que polícia é essa. Delegados corrompidos, é só ir lá e ver. Milicianos fazendo churrasco com policiais fardados, segurando seus armamentos. E o trabalho da P-2? E quando o informe virou uma informação concreta? E a ação? Fato é que se a comunidade quiser, ela não precisa conviver com tráfico, muito menos com essa coisa nefasta chamada milícia. Eles só subsistem porque o povo local permite. A partir do momento que eles começam a tomar prejuízos, com certeza, eles abandonam o local. Digo isso por morar muito próximo a um morro da zona norte, que não é o mesmo que citei. É um vício monetário que é imposto, seja por meio do gato net, do gás, do moto-táxi, das kombis, da associação de moradores, da venda de imóveis, entre outras facetas. Resumindo, engana-se quem pensa que a milícia faz aquilo que é divulgado, a coisa é muito mais complexa, envolve todos nós como uma só nação. Mas, o que se cobrar de um povo subdesenvolvido? O que deve passar na cabeça de uma policial quando ele vende armas e munições a esses criminosos? Será que ele pensa que pode ser a próxima vítima? Será que passa por sua cabeça que sua esposa, ao levar um filho para escola, pode ser o próximo alvo daquilo que ele ajudou a criar? E o futuro? Enfim... Nada vai mudar.
revoltado
Qui, 17 Abr 2008 16:03:30 GMT
Dicotomia
Hj em dia vivemos uma dicotomia séria: qual é o poder que queremos trabalhando por nós? Existem alguns, mas é forçoso citar três:
1) O tráfico local - é um falso poder, na maioria formado por "crianças" da favela onde atuam. São fascinados pelos pares de tênis caros, bonés de marcas famosas, celulares e armas. Persiste aí um grande problema. Quando não são da própria comunidade, são verdadeiros animais. Uma moça filha de uma faxineira conhecida foi presa de um amor bandido. O resultado é que a menina, linda, de 16 anos, foi assassinada pelo traficante com tiros de fuzil no rosto. Triste retrato.
Quem leu o livro do MV Bill sobre os aviões do tráfico, fica estarrecido com o que lê. Estarrecido é a palavra, pois aquelas crianças não têm uma referência boa pra se identificarem e tentarem algo melhor em suas vidas. O pai é morto ou ausente. O que esperar delas? Pra elas a polícia se resume aos "vermes" que entram atirando na comunidade e matam seus ídolos e até amigos. Triste realidade.
2) Milícias - verdadeiro poder paralelo, que tem hodiernamente um fator de atração forte, qual seja a sensação de segurança. Ouvi relatos de moradores da Praça Seca que dão conta de que hj podem andar pelas ruas sem medo de assaltos e similares. Ponto pra milícia.
Entretanto, julgo conveniente lembrar que, guardadas as devidas proporções, a Máfia Italiana começou assim. Pelo menos no fato de "vender" segurança. E na década de 1980 eles cometeram sérios atentados contra a vida de autoridades que provêem a segurança pública. Esse filme já passou antes em outra cultura.
3) Polícia - estes são aqueles que têm, por dever, em resumidas linhas, prover a segurança imediata da sociedade. Não entrarei em discusões filosóficas.
Pra quem não o saiba, a polícia carioca (ou fluminense) é considerada uma das mais corajosas do mundo. Vejam filmes americanos e vejam quantos policiais e carros são empregados para deter uma única pessoa. Não é sensacionalismo hollywoodiano, mas é o modus operandi daquele país.
Aqui as coisas são diferentes. A polícia, instituição secular, se deixou corroer pela corrupção e se afastou do senso de humanidade. Mas numa guerra esse senso necessariamente se afasta.
A nossa polícia é eivada de casos notórios de corrupção. Casos que não admitem defesa, exceto a defesa técnica praticada nos tribunais, com a interposição de recursos numa tentativa de prorrogar os caso até a prescrição. Mas se insiste em defender.
A única coisa que admito, em tais casos, é o real aviltamento de seu poder aquisitivo. Some-se a isso a retirada dos casos de homicídio (tecnicamente falando) praticados por PM em serviço da alçada da Justiça Militar, e serem classificados como crimes comuns.
Temos policiais honestos, mas são poucos e não conseguem contaminar os demais com sua honestidade. Écomum falarem que são honesto, mas o que eles podem fazer por eles mesmos e pela corporação a que se dedicam, eles sabem o que é, mas não o fazem. Existem meios que eles conhecem, mas não utilizam.
O maior problema da segurança pública tem seu campo de batalha no campo das informações, das opiniões. O jornal O Globo, por exemplo, não mais publica o nome das facções em suas reportagens, coisas que não é seguida pelos demais periódicos. Esta simples medida retira um pouco do 'glamour' dos comandos e amigos etc. É um começo.
Entretanto, quando foi veiculado um comercial onde uma mulher era assassinada em um assalto no seu carro, ao lado de seu filho, e mediante efeitos especiais "de trás para frente" era mostrado o caminho do assassino pegando a arma no morro e o ponto de partida era o filho comprando drogas na boca de fumo, apareceram várias entidades buscando retirar tal filmete do ar, por estar tentando mistificar o viciado como um fomentador da violência. Mas, em última instância, não é isso o que ocorre?
A verdade é que estamos ilhados. Entretanto, só depende de nós atravesar o mar que nos separa do continente.
Pensador (ttruco@gmail.com)
Ter, 29 Abr 2008 13:50:47 GMT
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