Extinção do GPAE
Parabéns à atual cúpula da PM e a da SESEG pela acertada decisão de extinguir o GPAE como um todo. O GPAE nunca deu certo ( foi eficiente e eficaz) contra o narcotráfico no Complexo do Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, na Zona Sul do Rio, sua base primeira e só obteve algum resultado no Morro do Cavalão, em Niterói, onde nunca houve um histórico de tráfico de drogas muito consistente em termos de aparato bélico. O restante dos postos do GPAE realiza uma ou outra ação, como um conta gotas no oceano, que em nada surtem efeito real. Defendemos há anos, tanto no site Vote Brasil, onde escrevemos, como no blog Falando a Verdade!, que editávamos e publicávamos ( com uma média de 4 mil acessos /dia), a extinção do GPAE ( assim como a do BPTran e do MOVE - ex- Vias Especiais ) , pois entendemos que os efetivos destas Unidades distribuídos e integrados à cada BPM da região onde já atuam hoje reforçaria sensívelmente , e de forma real, coordenada e controlada - com uma só linguagem de Comando - o policiamento nas áreas dos BPMs.
Aproveito para parabenizar o Tenente da P-2 que prendeu em flagrante dois "desviados" que em uma viatura extorquiam um caminhoneiro. Pena que o exemplo ainda não tenha sido seguido em outras Unidades, principalmente as responsáveis pelo policiamento em motocicletas ( já deixou de ser um "desvio" para se tornar um escândalo que envergonha a todos que admiram a PM).
Segadas Vianna (segadasvianna@hotmail.com)Qua, 30 Abr 2008 10:36:41 GMT
SARDIINHAS & TUBARÕES
Entra ano, sai ano, passam-se décadas, e as lamúrias da sociedade são as mesmas no que concerne aos serviços públicos e principalmente quanto à corrupção dos agentes da segurança pública. Vez por outra, infelizmente com muita assiduidade, alguns peixes pequenos ( os agentes da PCERJ ou praças da PMERJ) são pegos com a boca na botija e usados como modelos daquilo que a instituição tem de pior.
Esquece o povo que essa história mais que repetida em nada mudou ou vai mudar panorama das nossas polícias, inobstante a exclusão desses ou daquele policial, e ainda teima a nossa sociedade perceber que o âmago da questão está no próprio Poder Público, que nesses anos todos tudo fez para que a situação não mudasse (até piorasse) e que a continuar assim outras "sardinhas" serão pegas em arrastões desse tipo independente da época - afinal de conta o cardume é muito grande.
A sociedade finge não enxergar que as "sardinhas" poderiam nadar em águas mais tranqüilas, não se expondo ao risco desnecessário a desmoralização, caso também não fossem "estimuladas" a assim agir por "enormes peixes graúdos", do tipo tubarões - senhores dos mares, sempre protegidos pelas marolas políticas, que cuida escondê-los quando a ressaca é grande e também os atinge. Não é verdade?
É lógico que uma ação desse tipo merece louvor, já que todos (todos!)devem pagar pelos erros cometidos, mas em nada muda o panorama a prisão e a exclusão desses ou de outros policiais se o Estado (sociedade) teimar em não reconhecer o valor dessa peculiar atividade, da qual se exige poderes de super-herói e lhes dão o tratamento de vilão.
É fácil fisgar as sardinhas, mas os tubarões....
Fico a imaginar para que servem as corregedorias a tratar dos órgãos da segurança pública. No RJ são cinco, e além da PCERJ, da PMERJ, do CBMERJ, e a do DESIPE, temos ainda a Geral Unificada - quais resultados apresentam a sociedade além da prisão ou exclusão de dezenas ou centenas de "sardinhas"? Que estudo ou propostas fizeram ao longo desses anos que foram instituídas, para que caso como esses fossem praticamente banidos do cotidiano das instituições policiais, com a exemplar punição de alguns "tubarões"? Porque, sendo esses corregedores escolhidos para esses cargos por serem os verdadeiros pilares da moral e da decência nas suas vidas, não vêm a público exigir do Estado uma verdadeira melhoria das condições de trabalho e salarial dos seus subalternos a quem fiscalizam e conhecem a verdadeira realidade, para que possam todos dizer que integram instituições de valor?
Temos nós (todos) a obrigação de não nos deixar levar pelo geral esquecendo o que é essencial. E a assim ocorreu com o filme Tropa de Elite, cujo enredo deixava claro que colocava em discussão corrupção desenfreada e por demais presente nos comandos das unidades, mas a "mídia" universalizou a discussão pelo "saco na cabeça do marginal" e para encobrir o ponto de vista do roteirista do filme elevou o Capitão Nascimento ao posto de herói supremo. Só que o Cap. Nascimento não agüentou o rojão e pediu baixa, ao passo que nas polícias os verdadeiros heróis não desistiram e, mesmos somente estimulados ao caminho do mal, estão a desafiar às leis da sobrevivência, contando somente com ele na sua árdua luta de ser reconhecido, evitando de toda forma algum erro que possa levá-lo a asfixia, se for sardinha, é claro.
Pensem.
Laecio (laealsi@yahoo.com.br)
Qua, 30 Abr 2008 16:33:30 GMT
Meu sonho é uma Instituição Policial eficiente, decente, claro, tenho filhos e terei netos,aplaudo a atitude do Tenente Ludwig, mas me pergunto por que o padre não denunciou o tráfico? Nas comunidades não faltam igrejas, religiosos de um modo geral e todos se calam, se omitem, enquanto nas comunidades onde a tal milícia se impõe, as denúncias brotam todos os dias, isso é fácil visto que esse grupo está supostamente ligado à Polícia.
Gostaria também que esse padre denunciasse os inúmeros e alguns fatais assaltos na Estrada das Canárias, Ilha do Governador, via expressa, interna que passa entre duas comunidades carentes, verdadeiro terror para os insulanos,um caos diário que esvaziou a estrada e só voltamos a trafegar nela após a tomada do morro do Barbante por ação da milícia (segundo ouço falar).
Se ocorreu uma ausência do Estado nas comunidades também ocorreu, por conta da demagogia, uma proteção à sociedade ordeira que pagou alto preço (muitos com a própria vida) p/ que políticos safados e mentirosos mantivessem essa gente nos guetos, agindo livremente aqui fora, pelo menos com a suposta presença da milícia, trafego tranqilamente na via referida que agora tem movimento intenso.
Por enquanto, as milícias são necessárias.
Marli Moraes (sosverdeebicho@gmail.com)
Qui, 01 Mai 2008 08:27:35 GMT
Comentário aguardando aprovação.
José de Abreu:
em primeiro lugar, quem é você para vir falar de credibilidade? Alguém que não tem coragem para assinar o próprio nome (o local de onde você escreve já sabemos) não deveria falar em credibilidade.
Em segundo, eu confirmo: a PM não extorque. Quem extorque é bandido. Tem muita gente na PM extorquindo. Mas quando está fazendo isto, não é PM, é bandido vestido de farda. Entendeu agora ou quer que desenhe? Não sabe ler? Não sabe entender metáfora?
Por que eu diria "PM não extorque" se a matéria diz que o tenente prendeu dois ex-policiais extorquindo (digo ex-policiais porque não os considero mais policiais, não porque eles já tenham sido expulsos, tá? é metáfora, tenho que explicar agora porque você não entende, né?)
Tenta ler direito os textos antes de escrever bobagem. Já nos bastou a demonstração de oligofrenia ao dizer que o policial que é morto é porque foi incompetente (essa foi uma das maiores sandices que já li).
Ah, e poupe seu trabalho de comentar (não adianta usar outro pseudônimo). Seu IP não entra mais aqui.
Gustavo de Almeida (gustavo.almeida@gmail.com)
Sex, 02 Mai 2008 12:06:32 GMT
Tenente Ludwig.
Louvo a atitude do ten.Ludwig. Entretanto, este Sérpico Tupiniquim, nada mais é que um beija-flor dando sua cooperação no combate ao incêndio na floresta. Num país, onde políticos de todas as camadas se envolvem em falcatruas, ser honesto é um dom divino. Ainda mais, numa instituição sucateada moralmente, haja vista as pesquisas. Quem sabe em alguma oportunidade futura, o ten.Ludwig se candidate a um cargo político, e se eleito for, efetue diversas prisões de seus companheiros.
Marcello Siqueira de Souza. (marisolsaqua@click21.com.br)
Seg, 05 Mai 2008 20:20:25 GMT