Caveira x Política de Segurança do Atual Governo do Estado
Eis aí uma palestra a que eu gostaria de assistir. As opiniões de especialistas com formação em Ciências Sociais (apenas de um profissional da área, ouvi discurso destoante da cartilha que avalia ser a política de segurança pública a mais proeminente responsável pelo quadro de mortos e feridos a bala no Rio de Janeiro) e militantes de ong’s dedicadas à defesa dos direitos humanos, já conheço. E as respeito – não só porque defendidas por cidadãos honestos, bem intencionados, muitos deles grandes expoentes em suas áreas de atuação, mas também porque, quero crer, desejam tanto quanto eu, menos (mas, muito menos mesmo) armas (de preferências todas nas mãos dos agentes autorizados pelo Estado, e que elas não sejam do tipo com potencial de atravessar paredes de concreto e blindagem de veículos); poder aproveitar em segurança a beleza da noite que Rio de Janeiro oferece; menos crianças perambulando famintas pelas ruas (se é para desejar, que seja, nenhuma!); mais jovens de comunidades carentes cursando escolas técnicas e universidades - e que as pessoas dessas comunidades tenham também liberdade, segurança, lazer, saúde, educação, na mesma proporção que outros cidadãos mais favorecidos por esses serviços; menos vidas ceifadas estupidamente, todos os dias, de forma violenta, sejam nos veículos, nas saídas de bancos, nos coletivos, nas calçadas em plena luz do dia, ou nos becos e vielas escuras das favelas (sim, podemos idealizar...nenhuma vida perdida assim, dessa forma tão deploravelmente vulgar, como vemos nesses últimos anos).

Contudo, o fato de respeitar essas opiniões, não impede a irreprimível indagação que me faço sempre que tomo conhecimento delas: acreditam mesmo, os respeitáveis críticos da “política do confronto” que esse quadro, por mim pintado acima e de aspiração comum a todos nós (também isso, quero crer que sim), seja possível mediante muita compreensão, disposição para perdoar e o emprego obstinado da paciência e tenacidade na recuperação de “infratores” que não hesitam em torturar sadicamente suas vítimas antes de extermina-las? Crêem mesmo seja possível uma era de justiça social, sem que antes, aqui no Rio de Janeiro, sejam empregadas medidas de força? Sem o arrepiante sonido (ai de mim, “tremo ao lembrar”) de disparos de armas de fogo?

Enquanto as alternativas ao “confronto”, apresentadas pela mor parte dos sociólogos e militantes de direitos humanos a cujos discursos tenho acesso, as quais (as alternativas), via de regra constituem os próprios resultados desejados - em tese - pelas políticas do Estado, e não os meios concretos para que estes sejam alcançados, gostaria francamente de conhecer as propostas defendidas por quem critica a atual Política de Segurança Pública, e, por outro lado, de fato já esteve na linha de frente desse front - que é o combate aos narco-traficantes nas favelas - e pode falar com conhecimento de causa sobre as particularidades das duas margens: a dos agentes da lei e a dos transgressores dela.

Em tempo (caro Gustavo, agora sou eu quem deixa uma questão): “personificar o caráter ‘operacional’ “ e “participar pessoalmente das operações” constitui mérito ou demérito, em se tratando de um Secretário Estadual de Segurança?
Leandro (proflribeiro@yahoo.com.br)
Qui, 29 Mai 2008 22:53:30 GMT
Nem mérito nem demérito.
É apenas uma análise do ponto de vista do Marketing Político.
Que significa apenas: da porta da secretaria para fora, o secretário Beltrame, jovem, firme e incisivo (a coragem física das operações lhe dá coragem moral), é a personificação de alguém operacional, e isto para o consumo da mídia interessa.
Experimente colocar um baixinho magrinho, gago, de fala mansa e baixa, como secretário de Segurança.
A resposta da mídia é diferente.
Não falo em mérito e demérito. Ser operacional é mérito por causa do treinamento. Mas para o enfoque que estou dando, não conta como mérito.
Espero ter ajudado a esclarecer.
abs
Gustavo de Almeida (gustavo.almeida@gmail.com)
Qui, 29 Mai 2008 23:06:53 GMT
Resposta Dada
Perfeitamente.Grato.
Leandro (proflribeiro@yahoo.com.br)
Qui, 29 Mai 2008 23:10:34 GMT
Beltrame em operações? hahahahaha... Nem em sua época de PF! Gustavo vce deve se aprofundar um pouquinho mais na carreira do atual Secretário de Segurança. É homem honesto e firme, com certeza, mas, operacional nunca! Para isso existe o Ten Cel, digo, delegado federal e subsecretário operacional Roberto Sá, ex sub comandante do BOPE. Um toma chimarrão e o outro vai a luta para trazer os méritos operacionais para o chefe.
Pacificador (pacif02@intellignet.com.br)
Sex, 30 Mai 2008 01:56:18 GMT
caveira que nada
o sr esta enganado a respeito do alexandre pimentel,pois o mesmo NÃO e caveira procure saber da passagem rapida no BOPE.
cristiane (cristianebhonorio@bol.com.br)
Seg, 02 Jun 2008 18:42:02 GMT
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