O PODER DA MÍDIA
Tenho certeza que alguma coisa vai acontecer, até mesmo porque se foram policiais militares mesmo o sistema disciplinar favorece estes casos e em poucas horas se dará a identificação, localização, captura,investigação e remessa à justiça em tempo recorde!
Isso demonstra que qualquer que seja a forma de lidar com o problema de segurança pública sem que seja de maneira totalmente legal acontecerá de ficarmos reféns de indivíduos sem escrúpulos e ainda por cima com uma carteiras de polícia para se garantirem...
Milícia nunca foi solução para segurança pública e só acontece pelo despreparo, descaso e até o possível envolvimento de alguns comandantes de batalhão, pois não justifica a existência delas sem a ação dos Batalhões.
Ocupação de áreas críticas deve ser feita de maneira "cirúrgica" e pelo menor tempo possível sob o risco de "contaminação" dos agentes.
Quando o Estado disponibilizar uma Unidade somente para ocupação de áreas críticas, pode ser que as coisas comecem a voltar para o seu devido lugar.
Quando a população puder acreditar em alguma força policial que haja dentro da lei e com responsabilidade, com certeza irá contribuir para erradicação de marginais de suas comunidades.
Hoje só existem soluções paliativas e politicamente adequadas, voltadas para interesses pessoais, não para o verdadeiro interesse público.
Volto a afirmar que somente mudaremos este quadro de violência urbana com parcerias público privadas, ou seja com o auxílio de toda a população.
Mas para isso a população tem que acreditar na polícia, não ter mêdo de sua presença...
Desculpe os bons policiais, mas é a pura verdade!
vanguarda (vanguarda@gmail.com)
Sab, 31 Mai 2008 20:21:47 GMT
Atentado
O meu post tem dois objetivos claros? o de me solidarizar com a equipe de reportagem e, consequentemente, com o Jornal O Dia, pela viol"encia sofrida. O segundo de protestar contra o que considero um atentato n'ao contra o jornal, mas contra a imprensa, a liberdade de express'ao,a democracia, pilares que sustentam o estado democr[atico de direito.
Nao foi o Jornal O Dia a v[itima dessa barbarie. Os socos, os choques, os tapas, toda forma de intimidacao tentaram sem "exito calar a voz da imprensa.
Solidarizo-me e parabenizo o jornal O Dia por sua sabia decisao de revelar para a sociedade a face violenta e, ao mesmo tempo oculta, de um estado doente e que necessita de reformas urgentes. A imprensa exerce o seu papel, sua missao. A de denunciar a sociedade as imperfei;oes das instituicoes. Seu trabalho [e passivel de erros, e verdade, mas nem por isso menos importante, desprezivel.
Espero que a denuncia do jornal faca eclodir na sociedade um sentimento de indignacao capaz de limpar o estado desses bandidos que usam fardas eventualmente. A policia por sua vez nao pode ser confundida. A sua imensa maioria de servidcores nao [pertence a grupos paralelos e que vivem na obscuridade. Ao contrario, esta nas ruas, a luz do dia ou nas madrugadas frias se arriscando em defesa do cidadao.
Que fique registrada Minha indignacao com o ocorrido e esperanca de que os culpados sejam identificados, presos e levados as barras dos tribunais
Renato Homem
jornalista
Rio de Janeiro
ET> Desculpe pelos erros de acerntua;'ao. Meu teclado esta com problemas
Renato Homem (renato_homem@yahoo.com.br)
Sab, 31 Mai 2008 20:35:35 GMT
ALERTA!
Esse foi um drástico e monstruoso alerta.
É certo que os milicianos são uma banda podre da Polícia. E, para mim, são pior que traficantes. Por quê? Os traficantes, com toda sua marginalidade, nunca tiveram compromisso com a lei. Não se travestiram dela. Estão meramente explorando a indústria da droga, que sempre existiu. Eles querem ganhar dinheiro e escolheram esse caminho - "fácil" - para isso.
E os milicianos!? São policiais, são servidores públicos que querem instaurar a "ordem e progresso" ao critério deles, na base do cassetete e do fuzil. São nazistas. Se acham defensores da moral e dos bons costumes e, para isso, humilham, torturam e matam indesejáveis - que, como podemos ver, não são só traficantes e viciados. O que já NUNCA justificaria essas medidas.
As vítimas também podem ser jornalistas e inocentes. Qualquer um que se oponha. Qualquer um que não silencie ou que não aplauda.
Mas EIS O ALERTA: Esse fenômeno é parte exclusiva, simplesmente, de uma "banda podre da polícia", ou é reflexo de uma mentalidade muito COMUM?
Uma mentalidade na qual se ancoraram as milícias e onde habita o perigo. Na qual a descrença na lei levou muitos policiais a fazerem justiça com as próprias mãos.
Quantos policiais, hoje, pensam que corrupção é aceitar propina, mas matar bandido pode? "Ah, mas era bandido", ou "matou policial, tem que morrer..." - Me refresquem a memória: quem tem de julgar?
Para aqueles milicianos, os jornalistas atrapalhavam um "projeto social". Para aqueles milicianos, os jornalistas eram bandidos, eram "inxeridos" que tinham de se reservar ao seu lugar!
Se a justiça vira uma questão de critérios pessoais, circunstanciais, descambamos nisso.
Esse precedente de torturar e matar em prol da segurança ou dos "bons costumes", meus amigos, é fruto de um "idealismo" (se é que podemos chamar assim) muito mais perigoso e cultural do que podemos notar a primeira vista.
Quantos de nós não enchemos a boca para nos enunciarmos "homens de bem", mas aplaudimos Capitão Nascimento, que mata, num Estado cuja lei não inclui este recurso? Quantos de nós já achamos que este precedente, que "esta corrupção pode", em nome da nossa segurança?
Quantos de nós já não achamos que, em nome da segurança, podemos comparar homens - criminosos ou não - a insetos? (Inseticida social?)
Estamos a um pulo da selvageria em nome da moral e dos bons costumes. Assim é quando aceitamos que os fins justificam os meios.
Por favor, para o bem de todos nós, do Rio, do futuro, se desarmem de vaidades e, mesmo que privadamente, façam uma autocrítica para pensar: que parcela de culpa eu tenho nisso?
Para o bem de todos nós.
Pedro
Sab, 31 Mai 2008 22:27:13 GMT
FRACASSO
O episódio lamentável com os jornalistas de O DIA revela a verdadeira face do governo atual. Nos bastidores da segurança, antes dos jogos Pan Americanos, ninguém escondia que "as milícias fariam bem ao Rio até o Pan". Muito se tolerou e muito se tolera. O DIA aponta muito bem, são 78 comunidades tomadas por milícias. O que elas têm em comum com o tráfico? Várias coisas. A principal delas, a conivência das autoridades, a cumplicidade de deputados e vereadores.
Se do tráfico a PM e a PCERJ apanham dinheiro, da milícia eles dividem, tanto dinheiro como ações.
E vá saber por qeu as favelas da ADA são poúpadas da política de confronto do secretário de segurança.
Agora, incrível mesmo foi o comportamento do governo nos programas da noite deste sábado: ninguém mostrou o rosto. O secretário emitiu uma nota risível, dizendo que "já está investigando". Num caso grave desses, de repercussão internacional, o certo seria o jornal da noite poder mostrar imagens da favela totalmente ocupada pelo Exército (Forças Especiais), pelo menos 50 policiais presos e encarcerados, sem direito a HC, e o COMANDANTE DA ÉPOCA DOS ACONTECIMENTOS IMEDIATAMENTE EXONERADO DE SEU POSTO ATUAL.
É inacreditável, mas o comandante do batalhão citado nas matérias GANHOU UM BATALHÃO DE UMA CIDADE, inteira. A PM sabendo dos acontecimentos, NADA FEZ. NO MÍNIMO, EM UM GOVERNO SÉRIO, O SUJEITO SERIA EXONERADO IMEDIATAMENTE E COLOCADO SOB INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL.
É lamentável. Vivemos em um estado de exceção. Golpearam a democracia. E certamente vai ter policial de baixo nível achando "bem feito". Mas é polícia que não sabe que a única maneira do salário dele melhorar é a imprensa bater. Não sabem que a única forma dele se proteger como profissional é denunciar suas mazelas, pressionar os governos.
Polícia parece não entender de democracia. Por isto formam milícias.
Mas a culpa é deles? Entender de democracia em um Estado falido, em uma nação destruída como a brasileira, é muito difícil.
Que Deus acompanhe sempre os jornalistas de O DIA, tanto os que foram vítimas desses animais (que infelizmente ficarão impunes) quanto todos os outros. E Deus proteja os policiais honestos, que lutarão contra essa corja.
Little Dirt Hunter.
Little Dirt Hunter (fluzao1977@ig.com.br)
Sab, 31 Mai 2008 23:46:34 GMT
Pessoal,
Não existe polícial bandido: ou se é policial ou é bandido!
Pode existir um arquiteto bandido, ou faxineiro bandido, um pintor marginal, mas nunca um policial bandido! Isso é como se falar subiu para baixo ou que uma parede é preta claro.
O que esses milicianos fazem? Furtam sinal de tv a cabo, torturam, matam, ameaçam, acharcam, etc...então eles são bandidos.
Nosso país é tão hipócrita que quem tem nível superior tem prisão especial: seria como se fosse um prêmio! Deveria ser o contrário, o estudo deveria ser um agravante de pena.
E esses caras das milícias deveriam ser punidos com agravantes de penas por terem emprego (serem funcionários públicos) e não "precisarem" entrar no crime para se sustentarem.
Ganham mal: façam como eu e muitos outros trabalhadores, trabalhando em dois, três outros lugares diferentes. Infelizmente a população sofre pois não podemos ser bons professores, profissionais de saúde ou policiais. Seria hipocrisia dizer: se não ganhas bem, largues seu emprego e procures outro. Façam isso, mas estudem bastante para um concurso, passem, tomem posse e depois larguem o osso duro.Para os lugares de vocês, entrarão milhares que repetirão o mesmo ciclo, fazendo de trampolim carreiras importantíssimas como saúde, educação e segurança até que o governo dê valor ao funcionalismo público. Mas nunca se tornem marginais como esses milicianos fazem.
Isso com certeza dói em quem é policial, trabalha igual a um condenado, é duro e tem que escutar piadinhas e ser estigmatizado como ladrão, corrupto, matador, e outras coisas mais.
Polícia é polícia, bandido é bandido.
Sergei Vassilievich Rachmaninov
Sab, 31 Mai 2008 23:53:04 GMT
Fato histórico que mudará a relação entre mídia e violência no Rio
A barbárie cometida contra os profissionais de O Dia choca não só pela violência, mas sobretudo pela ousadia. Quem ainda não entendeu, tem que entender agora: milícias são mais nocivas para a sociedade e para a Polícia do que traficantes. Milicianos têm capacidade de articulação, tem rádios, viaturas, se conectam em batalhões, delegacias, escalas, têm capacidade de planejamento, têm hierarquia e comando. Traficantes são cruéis e despóticos dentro de uma comunidade, mas fora dali são débeis mentais que muitas vezes não sabem nem como se deslocar pela cidade, como operar computadores e novas tecnologias. São desarticulados, desdentados, retardados.
Minha solidariedade aos profissionais que viveram diretamente esse horror e ao Dia que teve coragem de fazer a reportagem e de a publicar agora. A forma como respondermos, como sociedade, a isso, definirá grandemente o futuro do jornalismo e da segurança no Rio. Nos 4 anos em que pesquiso as relações de mídia e violência nunca ouvi nada nem remotamente mais grave do quessa história. Nas vésperar do aniversário da morte de TIM, precisamos dar uma respota ainda mais forte do que demos naquela época.
Silvia Ramos
Silvia Ramos (sramos@candidomendes.edu.br)
Dom, 01 Jun 2008 00:12:47 GMT
Cabe agora não só ao Governador, bem como à classe política de um modo geral, principalmente essa quadrilha que ocupa a ALERJ e também à sociedade resolver, todo mundo sem exceção, se quer ou não viver numa Chicago pós-moderna.
A covardia e a corrupção dos políticos nos levou ao caos ambiental, social e de segurança, chegando ao ponto de eu, cidadã, achar que tenho segurança ao passar numa via porque a milícia ocupou parte dos morros da Ilha do Governador, ora bolas, eu deveria agradecer à PM e à Polícia Civil, não é?
O Brasil é um Estado bandido, infelizmente e o Rio é a capital.
Marli Moraes (sosverdeebicho@gmail.com)
Dom, 01 Jun 2008 07:14:17 GMT
POLÍCIA É POLÍCIA, BANDIDO É BANDIDO
Concordo com um comentário acima, do Sergei. Sou policial decente e trabalhador. Por ser honesto e ter muita vergonha na cara, mora numa casa que minha mãe deixou, junto com meus irmãos, tenho um carro popular usado e luto com muita dificuldade trabalhando em outra atividade (que não é segurança) para ter condições de pagar minhas contas em dia. Mas esse sistema falido e corrupto premia justamente o desonesto, o traficante, o corrupto, o clandestino, o assaltante, o sonegador e principalmente aqueles bandidos que vivem fazendo o trabalho sujo para o rei dos ladrões ( para quem sabe ler um pingo é um pingo). Lí a palestra que o ex-secretário de segurança pública de Bogotá fez para Policiais do RJ ontem e fiquei a pensar: qual o motivo de não aplicar o mesmo método no RJ? a responta eu também sei: Não querem, não há interesse, pois muita gente "boa" estaria correndo risco de parar na tranca dura. Aqui, a proximidade do samba com a Polícia é muito nociva. Samba de Escola aqui é contravenção e tráfico. Samba é Tuchinha. Tuchinha é tráfico. Samba é jogo do bicho. Jogo do bicho é contravenção. Contravenção é corrupção. Contravenção é política. Política é apadrinhamento. Mílícia é política. Se misturar tudo isso, chega-se ao resultado: Rio de Janeiro, terra de ninguém, onde o errado é regra e o certo vive acuado, com medo ou não podendo aparecer.
Roberto.
ROBERTO (obrebor@bol.com.br)
Dom, 01 Jun 2008 09:28:42 GMT