Clarividência
É com certo alívio que leio a excelente postagem do Sr Larangeira. Alívio porque o texto, claro, elucidativo, equilibrado, é o primeiro de que tenho notícia, desde o execrável episódio, a analisar de forma imparcial (se é que tal seja possível) aquilo que, no âmbito da ocorrência, mais interessa a todos os cidadãos, pobre e ricos indistintamente:a situação de violência galopante no estado, embalsamada pelas injustiças sociais, obscena impunidade, e um sortilégio de ideologias de compensação - via atos criminosos - da iniqua distribuição de renda.

Agora, somente agora, a essa altura dos fatos, em que o mal já foi perpetrado, aparecem os especialistas para discutir (leia-se condenar) a ilegalidade da iniciativa?

Eu concordo com o Sr Larangeira que o estado em que chegamos, com agentes da lei sendo dizimados qual insetos; pessoas incineradas dentro de coletivos urbanos;bandos armados com fuzis e granada, dominando e submetendo comunidades carentes inteiras (esse mesmo jornal há poucos noticiou com amplas cores e linhas um dos exemplos dessa afronta ao amarfanhado "estado de direito" no Rio);tudo isso, por si só, (pois tem tem mais...), já justificaria o acionamento das forças armadas(claro, respeitando-se todos os dispositivos legais cabíveis, como bem lembrou o autor do artigo), em caráter excepcional(e portanto, lógico, temporário), para que ao menos possamos sonhar com um alvorescer livre de casos como os que lemos com frequencia assustadora nos jornais, de grupos criminosos infligindo torturas medievais a quem quer que atravesse seu caminho(valendo aí, policiais, membros dissidentes, ou de facções rivais;ou ainda, incautos que por um motivo ou outro, venham a, inadvertidamente cruzar seus limites); ou ainda, uma nova era em que não sejamos mais despertados por ruídos ensurdecedores de tiros, e ao olharmos pela janela, não julguemos ter acordado em Bagdah, ou na Faixa de Gaza...

Tudo isso ultrapassa o que o autor classificou, mui modestamente, de "gravíssima perturbação da ordem". Residentes em comunidades carentes, que são trucidados ao visitar parentes em outras comunidades dominadas por facções rivais, por exemplo, constituem um dos indubitáveis e sintomáticos resultados da polarização dos atores dessa mórbida realidade, em "classe-pobre-excluída" e "classe-média-insensível-e-irresponsável", e que, portanto, a transmutação "prestigiditosa" dessa nossa sociedade tão complexa e pródiga em aviltantes desigualdades sociais, numa Basiléia dos Trópicos é solução para sairmos desse poço, cada vez mais fundo.
Leandro (proflribeiro@yahoo.com.br)
Seg, 30 Jun 2008 12:51:16 GMT
Banalizaçao das Drogas
O GOVERNO DEVERIA INSTITUIR A LEI TOLERANCIA ZERO, QUE ESTAMOS VENDO PARA O CONSUMO DO ALCOOL, TAMBÉM, PARA O CONSUMO DAS DROGAS QUE MATAM IGUALMENTE COMO ALCOOL EM ACIDENTES, MATAM O POVO DO RIO DE JANEIRO COM AS GUERRAS ENTRE FACÇÕES E ASSALTOS PRATICADOS PELOS ALOPRADOS DO TRÁFICO.
TOLERANCIA ZERO AS DROGAS QUE ESTAM ACABANDO COM O NOSSO RIO DE JANEIRO
MR Mauricio
Seg, 30 Jun 2008 18:03:33 GMT
BRASIL NÃO TEM ESTRUTURA PARA COLOCAR TODO MUNDO NA CADEIA
Ao Maurício:
Primeiramente boa noite Maurício. Sua idéia não é de tudo ruim, mas é que tem tanta gente fumando capim maluco (maconha) e cheirando cocaína que seria suicídio social a tolerância zero também com drogas ilícitas. Imagine voce, Maurício, colocar um ator famoso da Globo na cadeia? imagina colocar filhos de muita gente influente nos presídios? infelizmente não dá amigo. Bom seria se pelo menos o usuário ficasse preso no caso de reincidência, mas nem isso pode ocorrer mais. Olha amigo, parafraseando um colega da Polícia, digo a voce que o mundo é gay. O Brasil é gay. Tá tudo errado, corrupção reinando absoluta, prefeitos roubando o povo na cara de pau e ainda com coragem de pedir voto ao povo. Amigo, se voce é cristão ou não presta atenção no que eu vou lhe dizer: o rabudo tá solto, arrebanhando quem ele pode pegar. Ou a gente se agarra a Deus e vai sobrevivendo ou não sei onde a gente vai parar (eu já me entreguei a Deus há muito tempo). Ainda querem destruir o Exército Brasileiro por causa do episódio da Providência. Amigo, em 93 morreram vinte e poucas pessoas em Vigário e até hoje tem gente ganhando dinheiro com o sangue daqueles infelizes (vide as ONGs, Afro não sei o quê e etc). Amigo, volto a te dizer, vamos sobrevivendo até quando Deus permitir. Um abraço.
Roberto.
ROBERTO (obrebor@bol.com.br)
Seg, 30 Jun 2008 19:48:48 GMT
POUCAS PALAVRAS
"Seria cômico se nã fosse sério"

Palestras, livros, pesquisas, textos,palavras, palavras e palavras.

O Rio de Janeiro, continua chorando.

Chorando seus mortos, chora a mulher do policias, chora a sociedade, chora a mãe do delinqüente, chora o morro, chora a favela, chora as palafitas.

O IRAQUE É AQUI !
Silvio Lopes Gueiros (slopes_gueiros@hotmail.com)
Seg, 30 Jun 2008 20:39:56 GMT
O Alheio
Interessante artigo do Cel Larangeira! Quem conhece o pesquisador sabe que não se trata de mais um "achista", senão um verdadeiro estudioso e experiente escritor. Mas paralelamente assistimos no noticiário nacional de hoje o governador dizer que um PM é mal preparado e que deve ser "penalmente e exemplarmente" punido. Como pode este senhor se mostrar "alheio" à formação policial, pois é ele quem dita (ou deveria ditar)as politicas de suas pastas, incluindo a da Segurança Pública? Essa estória de "nada sei, não conheço" já está ficando recorrente.
MSC (oops@ig.com.br)
Seg, 30 Jun 2008 22:11:10 GMT
SERÁ O FIM DA PM ???
O estudioso coronel reformado, em síntese, prega o fim da própria PM. No dia em que o Exército vier para as ruas, para combater o crime, não mais haverá razão para se ter uma PM carcumida e corrompida pelos próprios oficiais. É isso que diz a tropa... É isso que dizem os praças...
O "oficial imberbe" do Exército é igualzinho a inúmeros oficiais da PM, assim como os dez jovens militares que o acompanhavam também. Mas eram militares do Exército, e não da PM. Se fossem, não teria ocorrido o que ocorreu. Poderiam os três jovens ter sido "mineirados" ou mortos, com os cadáveres ocultados em algum lugar inacessível, mas nunca oferecidos como "prêmio" ao morro inimigo (aliás, não se sabe ainda se foram "vendidos" como brindes ao bando rival). A PM jamais cometeria esse "equívoco"... Mas os oficias de TODAS AS PMs DO BRASIL concordaram com a criação da "Farsa Nacional de Segurança". Aliás, não só concordaram como ofereceram as próprias tropas para compor seu "quadro". Que vergonha ... Que oficialidade subserviente ...
É por isso que a própria tropa não os respeita ...
As próprias PMs criaram a INCONSTITUCIONAL "PM FEDERAL"... E agora as PMs dos estados vão ter que carregá-la nas costas. É esse o castigo que vão receber. Sr Laranjeira: a vinda do Exército para as Ruas vai ser a decretação de concordata da PM. Pense bem antes de se elucubrar em conceitos e estudos que se mostram imprestáveis para a solução de problemas que demandam soluções práticas. Sabe quando que o Exército vai querer vir prá rua ??? Sabe quando vão fazer qualquer alteração constitucional nesse sentido ??? O Exército só foi pro Morro da Providência porque o vice-Presidente é do partido do Bispo evangélico e candidato a Prefeito da Cidade Maravilhosa. Só por isso. E não precisou de nada mais que isso, meu caro estudioso. Manda quem pode, estuda quem não tem muito juízo. O Presidente estudou alguma coisa prá chegar onde chegou ??? O fato é que usaram os "milicos" para mais uma missão impossível. E como "milico" sempre é obediente, deu no que deu. Só não contavam com a desobediência do "tenentinho imberbe", travesso e muito bem relacionado com o tráfico ex-adverso da Mineira. Foi preciso chamar a Polícia prá descobrir a verdade e prender todo mundo, pois "milico" quando faz cagada só abandona a moita com ordem superior, tal qual acontece com a PM de nosso estado. São sempre obedientes...
Ora, Sr Laranjeira, se o Exército quisesse resgatar a sua moral diante de tal nefasto acontecimento, deveria ter cercado o Morro da Mineira e obrigado o "tenentinho imberbe" e seus comandados a prender e apresentar seus comparsas do tráfico, pois, afinal, praticaram CRIME MILITAR, e isso já bastaria para que interviessem no Morro da Mineira, sem qualquer necessidade de alteração constitucional. Não foi isso que aconteceu quando os fuzis foram roubados de uma unidade militar ??? Agora, o que não pode é a Polícia, além de tomar conta de bandido, ter que tomar conta de "tenentinho imberbe. Mas como os fuzis valem mais do que as três vidas ceifadas, o Exército vai continuar esperando que a Polícia faça a sua parte...
GENERAL DA BANDA
Ter, 01 Jul 2008 02:15:41 GMT
Ó Deus vivo e operante! Aguardamos a volta de teu filho, que por certo nos mostrará a verdadeira Justiça. Interfira imediatamente Senhor neste mundo tenebroso,pois nós, pessoas de bem ,desmaiamos de terror pelas coisas que estão a ele sobrevindo.
anônimo
Ter, 01 Jul 2008 08:08:30 GMT
Amém !!!
CANADURA
Ter, 01 Jul 2008 15:40:36 GMT
Providência
Sr. Laranjeira (Deputado)
Agora todos são "santos", bom discurso as vésperas de uma eleição politica, o senhor como politico e militar tambem é responsavél pela situação de desmando que se instalou no Rio de Janeiro, onde existe de fato dois ESTADO de direito.
Demagogia não.
Felipe Leite (felo61@bol.com.br)
Ter, 01 Jul 2008 16:26:40 GMT
Generais
Ao Sr "General da Banda"

Evidentente, as intervenções das forças armadas aludidas pelo Sr Larangeira, dar-se-iam num quadro de patente anormalidade das condições de preservação da segurança, ou, para usar a expressão de que se valeu o autor, "grave perturbação da ordem" com a capacidade operacional dos competentes organismos de segurança pública acachapada. Óbvio, com ou sem alteração constitucional, sempre dentro dos limites preconizados pala Carta Magna - o que implica, sobretudo, no caráter temporário, pontual dessas intervenções.

Ora, quanto a incongruência de se manter "uma PM" (bem como outras instituições responsáveis pela segurança, e, por conseguinte, subordinadas ao governo do estado)"corrompida e carcomida"(eu adicionaria injustiçada, vilipendiada, desrespeitada), em suma, a "concordata", não só da PM, como da garantia de segurança oferecida pelo Estado do Rio de Janeiro, é justamente essa a questão que salta à vista, quando se fala("horrendo referens") em intervenções federais na política de segurança do estado...

Ora, os bandos armados subsistem solenemente por todo Grande Rio, encastelados na ameaça à integridade física dos pobres cidadãos honestos obrigados a conviver entre eles. Armados, diga-se de passagem, com um potencial de destruição dos quais os policiais não podem se valer, por razões distintas. Essa situação é aceita e lamentada pelos responsáveis que, a rigor, deveriam pôr termo a tal calamidade - sim, ler "região dominada pelo tráfico", em notícia de jornal, deveria ser encarado como uma aberração, uma deformação inadmissível do decapado "estado democrático de direito". Mas não foi a isso que nos acostumamos?

Considerar intervenções de esferas superiores, no caso, não deveria ser visto com tantos pruridos assim, portanto...

O que desanima, é que, mesmo alternativas drásticas como essa (intervenção federal), dados não apenas acontecimentos recentes como outros tão graves tanto - e não tão evidenciados - não são mais capazes de provocar palpitações de esperança no carioca ...


A propósito, sempre questionei, desde o início, em fóruns pela internet, bem como em seções de "cartas dos leitores" de diversos jornais e revistas, a validade da criação de uma força nos moldes da FNS.
Leandro (proflribeiro@yahoo.com.br)
Ter, 01 Jul 2008 17:13:23 GMT
Ao senhor Felipe Leite
Caro senhor Felipe Leite

Não sei se o senhor é policial. Mesmo assim, gostaria de lhe dizer que me sinto mais que responsável pela insegurança que grassa o nosso ambiente social. Sinto-me verdadeiramente culpado, creio que fiz pouco e que deveria ter feito muito mais contra o banditismo. Mesmo assim, procure saber com os PMs antigos como foi o meu comportamento operacional na minha época. Do jeito que eu trabalhei, talvez eu até tivesse o direito de não me sentir tão culpado, e isto sem "demagogia"... Mas me sinto, sim, e assumo-o com todas as letras. Por isso, creio que o senhor está coberto de razão ao afirmar que sou responsável, e mais importante que isso: está participando com igual responsabilidade! Aliás, segundo a Carta Magna (Art. 144) a segurança pública é dever do Estado e "responsabilidade de todos", o que também lhe inclui. Daí estarmos aqui debatendo o assunto, claro que tomando o nosso tempo de lazer.
Como sou PM, além de me sentir responsável, sinto-me culpado! Reitero-o aqui e sugiro que o senhor visite o meu site (
www.emirlarangeira.com.br) e ingresse no meu blog, onde, em artigo franco, confesso publicamente a minha culpa nos termos em que lá está gravado.
Não entendi a insinuação sobre eleições; não voto no Rio de Janeiro e não sou candidato a nada. Quero aproveitar para esclarecer a outro leitor que insinuou ser meu desejo "acabar com a PM". Quando eu ingressei na PM, eu sabia de antemão ser a corporação uma "força auxiliar reserva do Exército Brasileiro", como ainda o é. Para mim, isto sempre foi e sempre será motivo de orgulho. Admiro e respeito o Exército Brasileiro e nada impede que as Forças Armadas assumam sua parcela de dever e responsabilidade, nos moldes da Carta Magna e das Leis Complementares 97 e 117. Enfim, a atuação principalmente do Exército Brasileiro, como Força Terrestre, está prescrita em leis claras, e a participação das forças federais na segurança pública não significa nenhuma "intervenção federal". Por que não? Por acaso as polícias locais estão dando conta do recado, malgrado o esforço e a coragem de seus integrantes? Será que não chega de enterrar gente inocente, incluindo-se centenas de policiais civis e militares? Ora, não se trata de demagogia, mas de vontade de participar com idéias, mesmo contrariando opiniões. Pior é o silêncio...
Obrigado pela participação.

Emir
Emir Larangeira (emirlarangeira@hotmail.com)
Ter, 01 Jul 2008 19:49:45 GMT
Endossado
Ao Sr Larangeira

Sem que haja necesidade, fico inclinado a expressar a convergência de minhas opiniões com as idéias que expressaste na tua postagem, e na resposta aos comentários - com a serena ressalva de que, ao mencionar "intervenções federais" o fiz tão somente no âmbito "etimológico" da expressão(eis que, não obstante a atuação do Exército seja prescrita em termos claros por leis pertinentes, ela não é ordinária), ou seja, não fazia referência exatamente a casos como o da intervenção federal a proposta para o estado do Espirito Santo, em passado não tão remoto.

Não por acaso, o senhor mesmo indaga(e eu engrosso o coro):"por que não ? Nossa polícia está dando conta do recado, malgrado o esforço e coragem de seus integrantes?"

Trata-se exatamente disso. Eu já escrevi aqui no blog que, para mim, não existe policial no mundo mais destemido que o carioca.Não tem para ninguém, Swat, S Yard, Mossad. Em lugar nenhum do mundo um agente de segurança pública é tão aviltado pelo Estado e pelos cidadãos a favor de cujas vidas deve, por força do ofício, arriscar a sua, e,d e forma mais que paradoxal - esquizofrênica mesmo - tão extenuantemente cobrado. Ainda assim, para o nó nos argumentos de proeminências como o Sr João Tancredo (que escreve nesse espaço), são responsáveis por reduções de índices criminais como os informados por esse jornal, na data de hoje.

Também como o senhor, eu acho que "já deu": "basta de enterrar gente inocente, incluindo-se centanas de policiais civis e militares".

Já a vontade de "participar com idéias", é louvável - a despeito das marés de desesperança, e sob o risco de ser associado aos iconoclastas dos belos monumentos de gesso com que nossos defensores da compensação criminosa para desigualdades sociais vêm, há tempos, adornando o cotidiano de violência e barbárie que se trivializou por todo Rio de Janeiro.

Por fim, o silêncio é eloquente - tem sempre muito a dizer nessa homilia de cariocas mortos violentamente todos os dias, por algozes que já entenderam o recado - qual seja: por aqui, o crime compensa.
Leandro (proflribeiro@yahoo.com.br)
Ter, 01 Jul 2008 21:05:25 GMT
Se no epsódio do PM que atirou no garoto da zona sul, o fato tivesse tomado rumo diferente, como se os arruaceiros tivessem agredido o Policial até que desmaiasse. O PM certamente seria crucificado de cabeça pra cima por não ter agido, dentro do razoável, mas como deu no que deu, ele será crucificado de cabeça para baixo. O que importa é crucificá-los. Se é PM é culpado, se é PM é suspeito...etc.
profissão maldita sô!
anônimo
Qua, 02 Jul 2008 01:06:09 GMT
FINALIDADE DO BLOG
As vezes assistimos a verdadeiras guerras de vaidades neste blog! Não é o objetivo deste veículo provar quem tem razão, mas sim o de veicular informações e fundamentações para que tenhamos um entendimento tanto específico quanto amplo nas questões de Segurança Pública!

Com a leitura e discussão diária, com certeza capacitaremos um grupo de pessoas que não estão perdendo tempo, mas sim trocando informações e ideias para tentarmos mudar a nossa sociedade através da necessidade de políticas sérias de Segurança Pública.

Cada um de nós pode, através de uma boa ideia estar ajudando a solucionar um problema que faz parte não só do Estado do Rio de Janeiro, mas de todas as capitais!

No meu humilde entendimento sobra discussão, mas faltam boas propostas! Criticas devem ser construtivas!

O bem estar social deve ser sempre o foco da questão e o objetivo da boa discussão!

A cada dia que passa um grupo menor de pessoas procura a verdade real! O Estado Democrático constituido por um Poder Executivo composto de pessoas sem o mínimo de valores morais faz com que cada dia percamos as esperanças!

Vivemos em uma democracia onde a ditadura do poder público desrespeita a própria Constituiçao Federal e não temos sequer um Poder Judiciário que funcione de verdade!

São questões que devem ser analisadas, debatidas, discutidas, mas que venham as propostas!

Proponho deixamos de discutir o sexo dos anjos e partirmos para o verdadeiro objetivo do blog: PROPOSTAS!

Obrigado aos amigos deste canal!
Vanguarda (vanguarda@gmail.com)
Qua, 02 Jul 2008 08:33:25 GMT
A QUEM INTERESSAR POSSA...
PM ganha mal; PM é suspeito só por ser PM; quando for PM já é culpado; PM tem que sair de casa e deixar sua família a mercê para defender uma sociedade ingrata;PM não sabe se volta para casa, nem quando volta; falta tudo na casa do PM;falta dibheiro no bolso do PM; falta tudo no quartel da PM.
Ô profissão ingrata sô!
anônimo
Qua, 02 Jul 2008 12:35:18 GMT
E por falar em "sexo dos anjos"...
...Seria producente no que tange à finalidade precípua do Blog(fomento de discussões com a consequente apresentação de alternativas para que a atual situação de descalabro no quesito segurança pública), que o Sr Vanguarda fosse menos vago ao apontar as "guerras de vaidades as que aludiu".

Entendo que a "leitura e discussão diária" com a associada "troca de informações e idéias" contribui de fato para modificar nossa realidade através de uma política de segurança pública séria.

Mas discussões (não creio que elas "sobram", mas que são intrinsecamente relacionadas a trooa de idéias), naturalmente, fazem parte dessa orientação! Apenas não fariam, se todos pensassem da mesmma forma. Não vejo como excludentes, ou contraproducentes ao bom debate, as defesas de posição (desde que civilizadamente expostas, sem ofensas pessoais), as críticas a opiniões e construções ideológicas pertinentes aos temas em questão. Até mesmo as denuncias(desde que bem fundamentadas e declinadas por autores identificados) são válidas e servem a discussões profícuas, que tenham por objetivo direto ou indireto, a apresentação de propostas para políticas de segurança pública.

Não sei se o Sr Vanguarda, como eu, e notadamente outros participantes, vem acampanhando com frequencia as postagem desse blog. Contudo, caso, não, para sua informação afirmo que apresentação de propostas não faltam nesse espaço. Pode-se discordar (o Sr Vanguarda considera que elas não sejam "boas") ou concordar com elas;pode-se quedar estarrecido face a abjeção, a inconsistência e até mesmo a incongruência de algumas. Mas não se pode negar que esse chamado(o da apresentação e discussão de "PROPOSTAS") esteja sendo atendido por esse fórum.

Ainda para informação, apenas algumas das proposições voltadas para a segurança pública nas ultimas postagens - as quais, quem vos escreve apóia, desaprova, ou até mesmo abomina:

1) Mais critério, parcimônia e transparência da parte do Executivo e Legislativo nos gastos com pessoal - o que concorreria tanto para a melhoria das condições básicas de cidadania das populações carentes, quanto para a melhoria do aparato material das instituições de segurança pública;

2) Modificação de mentalidade e comportamente para que se promova, senão a "fusão" da "cidade partida", ao menos a aproximação "entre a classe média e os filhos de suas empregadas" para que estes tenham acesso às mesmas consdições de saúde e educação que os filhos daquela;

3) Endurecimento das penas para crimes contra a integridade física das pessoas (mormente os resposáveis pela segurança pública, sejam do Executivo ou do Judiciário);

4) Reformulação do código de execuções penais, de modo que os apenados não permaneçam perpetrando seus crimes e gerindo seus interesses de trás das grades;

5) Uso das forças armadas no combate ao caos que se instalou na segurança pública do Estado;

6) A rejeição do uso das forças armadas no combate ao caos que se instalou na segurança pública do Estado;

7) A dispensa de blindados e armas de grosso calibre por parte dos agentes de segurança pública na incursão a favelas;

8) A extinção das incursões em favelas, exceto pelos organismos especializados das polícias civis e militares (CORE e BOPE);

9) Critérios mais apurados para a movimentação de policiais militares, no cumprimento estrito de suas funções;

10) Genocídio (essa última, claro, irresponsavel e anonimamente).

São apenas algumas das propostas, pinçadas de lembrança recente.

Quanto ao "bem estar social" devendo dar sempre o "foco da questão e o objetivo da boa discussão", entendo que a garantia da segurança para TODA A SOCIEDADE, e não apenas para sub-extratos dela é uma das facetas (na minha modesta opinião, a mais importante, pois apenas VIVOS podemos usufruir da outras) do "bem estar social" - o que, por sua vez, converge para o objetivo da "boa discussão" almejada pelo blog.

A propósito, o desrespeito à Constituição por parte do pode público e o nosso poder judiciário "placebo", já foram objetos de debate no fórum.

Em todo caso, embora a crítica ao comportamento dos participantes em suas intervenções no forum, também esteja perfeitamente relacionada ao bom debate, o Sr Vanguarda pode contribuir para o mesmo de forma muito mais sensível, provocando com suas propostas aquilo que ele reputa por bom debate - iluminando, por conseguinte, aos outros que se valem do espaço.
Leandro (proflribeiro@hotmail.com)
Qua, 02 Jul 2008 13:31:59 GMT
Ao Sr. LEANDRO
Com certeza meu comentário não se referiu as suas postagens!

Aliás temos alguns participantes de "carteirinha" com ótimos argumentos!

Acredito que o nível de debates, contendo mais propostas, estimularia algumas pessoas que, de repente, por não terem o hábito de escreverem, acompanham o blog apenas como expectadores.

Tenho amigos que acompanham diariamente o blog, porém nao realizam postagens, uma vez que têm vergonha de escreverem e serem criticados pelos seus erros de português!Fala sério!

Outros porque são policiais militares e têm medo de serem descobertos!Acreditam???

E quanto as propostas vamos lá:

1 - Lei Complementares em cada Estado obrigando a prestação de contas e os limites de gastos permitidos de todos entes públicos via internet, com acesso permitido a toda população.

2 - Fiscalização severa por parte do Estado ao ensino público, com objetivos e metas a serem alcançados a curto e médio prazo, com premios aos gestores que alcançarem os objetivos estabelecidos e perda de função para os que fracassarem.

3 - Uso de tecnologia para manter o preso em sua própria residência, com perda dos direitos sociais de privacidade, evitando assim gastos com o sistema penitenciário, o qual é comprovadamente ineficiente, corrompido e oneroso.

4 - No caso acima a quebra de regras de conduta por parte do apenado provocaria a perda de todos os direitos sociais, inclusive com cumprimento da pena em outro Estado.

5 - Criação de uma Unidade Especial para abordagens a favelas, onde as incursões sejam planejadas feitas com a presença dos promotores do Ministério Público e registro áudio visual de toda a operação.

6 - Uso de cameras nas operaçoes policiais de trânsito para evitar o desvio de finalidade ou abuso de autoridade e ainda as tentativas de suborno.

7 - Gravação em tempo integral nas dependências dos Órgãos Policiais, porem acessível somente ao Órgão Corregedor das entidades e claro, ao Poder Judiciário.

8 - Moralização do Poder Legislativo através de procedimentos judiciais diferenciados, ou seja, foro especial com tramitação em caráter urgentíssimo,para os crimes de improbidade administrativa, impedindo desta forma a permanência de maus representantes públicos auxiliados pela lentidão do rito processual.

9 - Nomeação de autoridades do Poder Executivo com comprovada experiência técnica na área de atuação, com vistas ao profissionalismo.

10 - PROPOSTAS, PROPOSTAS e PROPOSTAS!
Vanguarda (vanguarda@gmail.com)
Qua, 02 Jul 2008 18:33:10 GMT
O Bom Debate
Sim, Sr Vanguarda. Quanto maior o volume de participações no sentido de modificar para melhor o triste quadro de insegurança no Rio, mais dinâmicamente poderemos chegar a boas medidas práticas.

Os que não têm o hábito de escrever, poderiam, no caso, começar, sem prejuízo do estilo ou eventuais incorreções de escrita - eu mesmo confesso que, mesmo acostumado a escrever, por vezes, quando o faço nos intervalos do trabalho, premido pelo compromissos, acabo sacrificando a revisão.De todo modo, mesmo que tais erros resultem em falhas ou dificuldades de compreensão, podemos, sem pudores, dirimir as dúvidas por aqui mesmo.

Os policiais que não se identificam no espaço, lamento, mas compreendo perfeitamente:todos devem ter suas familias para cuidar, e não é preciso integrar os quadros das forças para saber do que é capaz a mecânica da retaliação hierárquica quando determinadas suscetibilidades são melindradas.

E, fazendo jus às minhas previsões quanto a luz que as contribuições dos partícipes do blog podem verter às boas discussões, ofereço minhas opiniões quanto às suas:

1 - Excelente. Idéias mais ou menos nos mesmos termos já sugeri em outro fórum, sobre eleições.

2 - Na condição de professor, aplaudo a idéia.
Em tese ela é até óbvia, mas sabemos que, a exemplo de outras tantas (como a de sermos representados pelos nossos edis nas casas legislativas de todas as esferas),não têm efeito. Creio que o gancho para a originalidade da sua proposta seja o termo "severa", porque, à exceção da substituição dos que falharem(como de praxe na iniciativa privada), um sistema de gestão com metas a serem alcançadas e premiação aos que tiverem êxito já existe em âmbito estadual e municipal. A definição de cumprimento de metas é que é nebulosa(ou o são os parâmetros de avaliação), pois um aluno ser promivido a 6ª série do ensino fundamental, por exemplo, sem saber se expressar minimamente por escrito, não entender o que lê, não saber dividir por números de dois algarismos, errar toda uma prova e receber grau "regular", não é o que eu, como docente, entendo por inclusão educacional. Nesse caso, se me permite, a expressão mais adequada seria "fiscalização honesta".

3 - Quanto a essa, permita-me divergir (em parte, que seja). Acho que podemos afirmar que o nosso sistema penitenciário é "comprovadamente ineficiente, corrompido e oneroso" - embora creia que isoladamente pode-se mesmo questionar essa última condição, pois não acredito em soluções baratas para determinadas exigências. Mas acho que não se pode negar o contrario da mesma modalidade prisional em outras sociedades - algumas das quais tão compelxas quanto as nossas, e que não cito aqui (no momento), apenas para não desviar o comentário para outra discussão ("o que dá certo ou errado em ouros países deve ou não ser considerado no esforço para nossas soluções").

Sem pretender ser indelicado, confesso que, só para começar, acho mesmo uma temeridade manter presos em suas residências criminosos célebres por bárbáries inomináveis cometidas ao longo da carreira, a despeito de toda tecnologia - já que, ainda que usássemos todo o pótencial que ela oferece à Justiça, é certo que ainda assim que seria extenuante o trabalho para manter tais criminosos isolados de suas condenadas atividades pretéritas sob o controle fisicamente próximo do Estado. Sob controle virtual, muito mais. E, a propósito, toda essa tecnologia também custa caro.

Sem contar o tal caráter "coercitivo" da pena, que, para não poucos, seria pulverizado - eu mesmo que não sou bandido, nem tenho tornozeleira eletrônica, de uns anos para cá vivo uma vida próxima do que experimentariam tais condenados:estou sempre em casa antes das 22:00;meu raio de deslocamento é curto - num raio de 30 quilômetros evito ônibus ou carro(aliás, carro já evito quase sempre);com isso, ando meio isolado fisicamente de meus parentes e amigos; minha vida social noturna, portanto, extinguiu-se; procurei me adaptar a novas formas de lazer "in door":internet, TV, videos, livros...tudo no até então sacro recesso do meu apartamento. Não é tão triste assim... as vezes bate, sim, uma depressãozinha - ao lembrar que há alguns anos chegava a ficar na rua até o amanhecer e voltar para casa a pé - mas em outras é até doce...Em suma, quero significar que para muito bandido, tal modalidade de aprisionamento vai soar como prêmio. Contudo para outros tipos de crimes de desprezível poder ofensivo(quero dizer não violentos), como furto e certos níveis de estelionato, por exemplo, a medida seria extremamente produtiva.

4 - Essa tua proposta guarda relação com a anterior, da qual discordei em mor parte. Mas devo afirmar minha posição quanto a "perda de todos os direitos sociais, inclusive com cumprimento da pena em outro Estado", para mim constitui uma das medidas basilares à garantia da segurança da sociedade, não apenas para o apenado reincidente, mas para homicidas perigosos, do tipo com reconhecida reputação de desapreço à vida humana.

5- Tenho reservas quanto a essa ideia, conquanto seja obrigado a inclinar-me ante sua lógica. A presença de promotores do MP e registro audio visual de toda ao peração evitariam não apenas os frequentes casos de arbitrariedades atribuídas a policiais, como desmistificariam a falácia de que todo inocente alvejado nessas incursões, o é pela polícia. Mas na prática, chegamos a um ponto (de proliferação de áreas dominadas por bandos aterradoramente armados) em que não enxergo como seja isto possível sem expor mais profissionais ao perigo, em nome de um resultado muitíssimo duvidoso. Talvez sim, passada uma intervenção mais drástica, em caráter excepcional, com a mobilização de todas as esferas do poder executivo visando a desarmar esses bandos e interromper a curto prazo o fluxo de armas, drogas e munições (nessa escala indecentemente industrial a que nos habituamos), aí talvez possamos pensar na alternativa em termos exequíveis. Talvez sem mesmo necessitar da criação de mais uma unidade especializada, mas com o treinamento apropriado das que já temos, como o BOPE, por exemplo. Imagien, caso contrário, a criação de mais uma força de elite, com 400 agentes (ou mais, considerando-se o número de comunidades dominadas e supondo que não pretendamos levar 30 anos para que as incursões atinjam o resultado almejado, tais unidades deveriam compor-se daí para cima...e olha que o BOPE, inicialmente, tinha, ao que me consta, 60 agentes).

6 - Essa proposta eu endosso. Não apenas pelo potencial de inibição de desvios por parte de policiais, como também das tentativas de corrupção da parte de cidadãos supostamente inatacáveis, quando longe das câmeras. De forma análoga, o mesmo valeria para abomináveis desacatos precedidos pela popular expressão "sabe com quem está falando?" da parte de quem se acha no direito não apenas de proferi-las, mas de proferi-las com autoridade.

7- Em tese, a idéia é até bem intencionada (se levarmos em consideração casos de desmandos de superiores hierárquicos para com seus subordinados), Mas eu só assinaria embaixo se a medida se estendesse a todas as repartições do funcionalismo público, em todas as esferas(câmeras nas salas de aula e salas de professores; em consultórios e salas de cirurgia; nos postos de atendimento do INSS, e assim por diante, inclusive nas dependências dos próprios organismos da Justiça). Todas acessíveis aos respectivos órgãos correcionais.

8- Dentre todas tuas idéias, essa é que que mais me agrada - muito boa mesmo, na minha opinião: já cheguei defendê-la, não por escrito, mas em termos mais precários, nas minhas rodas de conversa informal.

9 - Essa também é excelente. Incrível que não se suceda assim. Tal bom critério, salta a vista de tão coerente, lógico.

10 - É isso. Com as críticas, aplausos, reflexões, enfim, boas discussões que elas hão de suscitar.
Leandro (proflribeiro@hotmail.com)
Sex, 04 Jul 2008 01:52:39 GMT

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