O fundo do poço
Ao assistirmos o irretocável discurso do Sr. Deputado Flavio Bolsonaro, refletimos sobre o momento que vivemos e nos vem a mente o seguinte pensamento: “Será que o Governador e sua equipe não sabem disso”. Os fatos são claros, a verdade é cristalina, não há como esconder a sujeira debaixo do tapete.
Hoje dia 30 de junho, foi amplamente noticiado a morte de um jovem na Boate Baronete, em Ipanema e ficamos estarrecidos não só com o fato em si, como também com as palavras do no Exmo. Sr. Governador, que disse: “Este policial é descontrolado e despreparado”. Não ousamos fazer qualquer comentário sobre o caso porque não estávamos no local e não sabemos se foi um ato de fúria, despreparo ou uma legítima defesa, incumbência esta que ficará a cargo da Polícia Judiciária (Policia Civil) e da Justiça. O Governador assim como nós, também não estava no local, como pode pré-julgar o fato se tem conhecimento apenas de “ouvi dizer”. Suas palavras ecoaram nos corações de vários policiais, que não querem a impunidade do fato, mas sim apenas a verdade. O tom de seu discurso, de forma oculta quis dizer “os policiais militares são despreparados”. Talvez sejam sim Sr. Governador, são homens que são mal preparados, pois sabemos que o Estado não investe nas Escolas de Formação e de Aperfeiçoamento de Policiais (Oficiais e Praças). Sabemos que o tempo de curso é insuficiente, pois o governo preza pela quantidade e não pela qualidade. Sofrem com a dificuldade de recursos de materiais como falta de armamento, de munição, de uniformes, de alimentação, além da falta de instrutores e de professores. Realmente, quando ouvimos o Senhor falar, é como se fosse um estranho, que não tivesse qualquer responsabilidade pelo que está acontecendo, porém, sabemos que tal atitude se assemelha com a de um pai, que ao ver seu filho marginal preso, justifica seus desvios de conduta dizendo que a culpa é das más companhias, da sociedade, da professora da escola, ou seja, de todos, menos dele mesmo.
Talvez sejam despreparados sim, pois ao invés de estarem treinando, estudando ou junto de seus familiares, o policial militar tem que trabalhar em “seguranças privadas”, para complementar seus parcos salários.
Nossa sociedade exige um policial com profundo conhecimento do direito, que seja educado e polido, que possua uma excelente forma física, que seja destemido e exímio atirador para combater o crime. Como, se nosso policial ganha R$800,00 (oitocentos reais), passa vários dias e até semanas sem ir para sua casa ver sua família, pois sai do serviço policial, dirige-se ao “bico” e volta para o batalhão. A verdade é que são policiais mal remunerados, possuem pouco tempo para realizarem qualquer tipo de treinamento ou reciclagem e consequentemente desmotivados.
Desta forma, com toda esta fragilidade na área de segurança pública, surgem às diversas “máfias”, sejam elas: do combustível, das vans, das maquininhas, do tráfico de drogas, milícias, etc, que se armam, se organizam, dominam áreas e aterrorizam famílias.
Por fim encerro com uma única pergunta: Este poço tem fundo?
O Vigilante (ovigilante@gmail.com)
Seg, 30 Jun 2008 23:28:34 GMT
Bravo, Bravíssimo, nobre Deputado. Quero crer que estamos assistindo o surgimento de um político sério, como poucos outros. Suas palavras nos encorajam. Há uma vela acesa no fim do Rebouças.
E pensar que temos gravadas em imagens e som as palavras, os discursos do então candidato Sérgio Cabral. " O que vcs pleiteiam é perfeitamente viável e economicamente factível ". E um ano e meio depois, 4%! Que sobre 800, são 32 reais. Que, após descontos, viram vinte. Vinte reais por mês é o que e sua equipe de notáveis economistas conseguiram dar de reajuste, num esforço "hercúleo".
O sr. tem toda razão. A desmotivação é o que nos tem movido. Nosso trabalho poderia ser muito mais eficiente, caso não estivéssemos passando por tantas dificuldades financeiras. E quem paga? Infelizmente é a população , aliás, como em tudo o mais. O governador não entende que seu silêncio, seu dar de ombros cala fundo em nós funcionários. O desdém com que nos tem tratado reflete sim no atendimento à população. Nas DPs se reflete no desinteresse em dar andamento às investigações, sendo que muitos policiais têm a seu cargo 300 VPIs em andamento. Mas Sergio Cabral e equipe não estão nem aí. Então funda-se a CUSP - Comissão Única dos Servidores Públicos; aí reuniões são feitas, passeatas são realizadas; audiência com o presidente desta Casa e nada ...
Até que chegará o dia em que uma paralisação será anunciada. Professores, médicos, policiais, fazendários...
Quanto aos nextel, excelência, posso garantir que não existe nada mais fácil do que ir a qualquer DP e apenas dizer ao policial que foi roubado/furtado que será feito um RO na hora, que garantirá ao comunicante um outro aparelho. As empresas "exigem" e a polícia cumpre tal exigência com uma subserviência tão vergonhosa que chego a pensar haver um contrato entre as operadoras e o estado. Ao policial não cabe ter dúvidas, não cabe questionar, duvidar. A ele só cabe fazer o registro. Temos que agradar ao "ciente" esteja ele usando de má fé ou não, caso contrário é denunciado às corregedorias, que estão prontas para puni-los por não ter cumprido um dever de ofício, qual seja consagrar uma mentira através de um papel oficial do estado. O policial não pode pensar. Ele é pago para obedecer. Ele é pago para ouvir desaforos nas ruas e DPs, para aceitar clientes batendo no balcão e apontando o dedo para sua cara. É a polícia subserviente, refém do bom e mau cidadão. Refém as máfias.
Mauro Assis
Ter, 01 Jul 2008 09:08:32 GMT
INGÊNUOS OU HIPOCRITAS?
A retórica e/ou a oratória são características dos afamados bons políticos. Características essas muito úteis nos plenários e palanques (nas eleições), mas de nenhuma valia prática na condução de uma sociedade que luta para ser ordeira e educada, e que assim se possa manter graças às boas perspectivas que enxergam adiante. E isso já ficou mais que provado nesse Brasil e com a eleição do atual governador deste Estado, também muito bom na retórica ou oratória política, mas que até ora nada fez de diferente que seus antecessores.
É verdade que nada de mal se pode falar do jovem e tido como brilhante deputado Flávio Bolsonaro, mas não nos esqueçamos que se trata de um dos filhos de um deputado da Câmara Federal já no seu terceiro ou quarto mandato (talvez quinto), sendo filho de uma ex-vereadora, salvo engano, e irmão de um também jovem vereador dessa Cidade Maravilhosa. Cidade essa que terá neste ano mais um pleito para a escolha dos nossos(?) representantes, que por certo terá o irmão do deputado concorrendo a uma reeleição, apoiando e sendo apoiado por alguém - coisas da política. Portanto, embora jovem o Deputado Flávio Bolsonaro é bastante experiente nas "coisas da política", e saber se manter em evidência também é uma das virtudes dos bons políticos.
O que se estranha é que nenhum desses deputados que apoiaram o Governador nas eleições tenha retirado apoio a ele na ALERJ, e em especial o também deputado Wagner Montes, cujo foi eleito com os votos da "poliçada". Poliçada esta que espera muito mais que belos e inflamados discursos e um vale transporte. Inclusive, o Dep. Wagner Montes, antes, em seu programa de TV, tão ardoroso, e até cego, defensor dos policiais, muito se assemelha, ora, ao Governador quando um acusado de algum crime é um policial, preferindo fazer muitas manifestações em favor dos familiares da vítima. Não que não deva ser assim, ou melhor, que assim seja, mas que se dê oportunidade da verdade real vir à publico, antes que se massacre o policial.
É certo que os familiares de alguém que é morto atuem firmemente na defesa dos seus interesses e na busca da exemplar punição ao culpado, mas às autoridades têm o dever de aguardar com serenidade o desenrolar das investigações até que se possa afirmar às causas (ou quem deu causa) ao acontecido. E nesse caso do jovem morto na porta da boate, se houve erro do policial que seja ele punido, mas que tenha o Governador que assumir parte dessa responsabilidade, visto que ali estava o agente público à serviço, e se não era preparado para aquela função que desempenhava há três anos a culpa é do Estado e do atual Governador que nada faz para que essa situação deixe de existir - e se foi o ato em legítima defesa?
Quero crer ainda que esse Blog sirva apenas como meio de discutirmos os assuntos da violência e da segurança pública, buscando dar um basta nesse mal que nos aflige, direta e/ou indiretamente, e que não venha servir de palanque para esse ou aquele preferido.
Laecio (Laealsi@yahoo.com.br)
Ter, 01 Jul 2008 19:53:27 GMT
Perfeito, o discurso do deputado representa de maneira exata o meu sentimento de policial correto e desmotivado, o meu sentimento de abandonado pelo estado, lutando todo dia para voltar para a minha família sem morrer. todo dia quando vou pra rua me sinto como se falassem: "Vai lá da o seu jeito, mas não vacila (Titar a cobertura ou fazer um lanche) se não eu te prendo". A policia militar se preocupa com coisas pequenas e as coisas graves são deixadas de lado, isso contriui para a policia desqualificada que temos, é mais importante prestar uma continência para um oficial, do que tratar os cidadãos bem. O profissionalismo é deixado de lado e o militarismo é colocado em primeiro lugar, não que a disciplina não seja importante, porém o profissionalismo tem que ser exaltado, para a disciplina ser conquistada de forma legítima.
alexandre (Alxandre@yahoo.com.br)
Ter, 01 Jul 2008 21:09:25 GMT
PARABENS DEP. FLAVIO BOLSONARO
O discurso do nobre Dep. Bolsonaro é a mais genuína verdade e real situação calamitosa por que passa os bons policiais militares e civis do Estado do Rio de Janeiro. Nós, infelizmente, a nível de benefícios e equipamentos, temos muito pouco. Mas o ponto crucial é de fato a questão salarial que é a razão de respaldo para o policial desempenhar sua função com satisfação nas ruas, seja no plano do policiamento ostensivo como na apuração dos delitos. Ludibriaram a população com viaturas novas alugadas. Ora, carro não anda sozinho. O veícula é só mais um instrumento, pois o ator principal da segurança pública, SR SERGIO CABRAL OU QUALQUER MAÇANETA DELE QUE ESTIVER LENDO, é o policial que vai utilizá-lo, senão vejamos: a qualidade do serviço melhora se o policial desmotivado vai atender uma ocorrência num carro velho ou num astra zero? a resposta é não. Entretanto os líderes das Polícias têm medo de brigar por isso e assistem de forma passiva e covarde a destruição das instituições. Domingo, dia 06, teremos prova para a PM. Espera-se que os novos policiais sejam frios, corajosos, técnicos, fortes, inteligentes, conhecedores da lei, incansáveis na prestação do serviço, que não fiquem doentes, disciplinados e que saibam sempre tomar a decisão certa nas situações mais complexas, tudo isso em fração de segundos. Quanto ao salário, a paga é o excelente ordenado de R$ 800,00, sem direito a auxílio educação, vale-transporte, vale-refeição, hora extra e outros benefícios que deveria ter e não tem. Por isso que a quando abre concurso público, o material humano que procura a PM... deixa pra lá.
ROBERTO (obrebor@bol.com.br)
Qua, 02 Jul 2008 19:19:03 GMT
Concordo em parte...
Concordo com quase tudo,
Eu só acho perigoso no que pode dar esta associação de "direitos humanos" com "direito dos marginais", que não estou certo se o Flávio Bolsonaro faz, mas algumas pessoas acabam pretendendo...
É óbvio que concordo que as comissões de direitos humanos e seus representantes devem se manifestar quando as vítimas são policiais, e também acho que pecam nesse sentido. Mas, ora, os policiais, dadas as circunstâncias, também podem ser incluídos num rol de desfavorecidos, acharcados cotidianamente, e disto não diferem tanto de muitos pobres.
Não pretendo aqui dizer que a classe social determina o comportamento humano, mas o meio onde nascemos inspira e muito, sim, nossa mentalidade. Assim como limita as chances que temos em vida. Dizer que marginalidade é puramente "caráter", ou "vem da negligência familiar", é simplificar ainda mais as influências de um mundo muito mais vasto e selvagem do que essa imagem pretende.
Continuando:
Nos lembremos: o que nos difere de um Estado estado policial (isto é, uma ditadura), seja o estado nazista, seja o cubano, seja o militar brasileiro, é o respeito aos direitos humanos.
É isto que nos impede o excesso moral de vermos jovens do morro assassinados e nos aliviar a consciência a mera hipótese deles serem traficantes ou já terem passagem pela polícia, como se isso justificasse a tortura, a suposta venda deles, o assassinato em si.
É isto que nos impede de justificar a tortura como um meio para se alcançar um fim. Ou achar que homens são diferentes dos outros.
Quantos policiais acham bárbara a tortura cometida pelos milicianos à equipe de jornal do Dia, mas não se importaram com a cena do Tropa de Elite, onde o carinha "vai pro saco"?
O gesto de violência não é o mesmo?
- Ora, para os milicianos, os jornalistas "atrapalhavam um grande projeto social"...
Lembremos: uma ditadura dos "bons costumes" (que é somente uma forma simpática de se dizer "pensar igual a mim") é ainda uma ditadura, que não mede esforços e não tem limites para se manter como tal.
No mais, parabéns ao deputado, ao Gustavo e aos outros participantes do blog, por tê-lo mantido tão bacana.
Abraços
Pedro
Qua, 02 Jul 2008 21:49:43 GMT
APÊNDICE!
A verdade é que a Assembléia Legislativa se tornou o apêndice do Poder Executivo, em vez de fiscalizá-lo!
A eterna e comprometida luta para se manter no poder e com isso legislar para os interesses do Capitalismo destrói a casa que deveria estar trabalhando para o interesse público!
A raiz de todos os males é justamente a ganância e o egoísmo de grupos de empresários que sustentam seus políticos no poder em troca de favores pessoais!
Que venham projetos de lei para alocação de recursos, com vistas a aplicaçao específica para o aumento dos salários dos policiais militares!
Não existe taxa de pedágio para que a população utilize vias públicas? Não existe taxa de iluminação pública? Taxa de lixo? Taxa de incêndio...
O governo federal não instituiu a contribuiçao provisória sobre a movimentaçao financeira por todos estes anos para socorrer a saúde???
Não seria melhor do que pagar aos milicianos???
O que falta aos políticos brasileiros é vergonha na cara e um código penal específico para eles!!!
Não trabalhou, pede para sair! Roubou, saco na cabeça! (é somente analogia, não é proposta!)
Desculpe Deputado Bolsonaro, mas prefiro as atitudes aos discursos inflamados! Prefiro ouvir de sua boca que o senhor tentou mas os seus companheiros, com nome e sobrenome não permitiram!
A Assembleia Legislativa deveria estar fiscalizando o Executivo, entretanto, ultimamente, perde um enorme tempo fiscalizando os próprios integrantes por improbidade administrativa!
Foro especial com rito sumaríssimo como proposta para os crimes de improbidade administrativa dos integrantes da Assembleia Legislativa, já!
Que o apendice seja transformado em órgão!
E que o povo tenha condições de sobreviver!
Abraços!
Vanguarda (vanguarda@gmail.com)
Sex, 04 Jul 2008 07:18:17 GMT
Pedro
O ponto de vista, ou seja, para quem é o observador, os fatos podem ser vistos de uma forma, as vezes totalmente contraria aos seus próprios interesses!
Aí está o grande problema! Os fatos de forma nenhuma devem ser analisados com nossos olhos, mas sim aos olhos de um observador inteiramente neutro, e acima de tudo desprovido de emoção mas inteiramente recheado da razão!
Temos que ter cuidado com o que sai da boca! Muita das vezes o objectivo é justamente tocar o seu coração para que, amolecido, se torne terreno fértil para permitir que sejamos enganados!
O discurso do Deputado foi espetacular, mas para uma classe de policiais que assiste e vive tudo aquilo que foi explanado, mas desculpe Pedro, sem conteúdo sério e aproveitável!
Se ao menos foi um prelúdio para desta forma chamar a atenção para um segundo discurso, com propostas sustentáveis, ótimo!!!
Vanguarda (vanguarda@gmail.com)
Sex, 04 Jul 2008 07:48:01 GMT
Questões
Oi, Vanguarda.
Concordo com o perigo de "se falar ao coração". Até porque isso é bem limitado: o coração só ouve o que ele quer ouvir, concorda com aquele lado para o qual já tende, não havendo, assim, discussão, movimento, evolução...
Mas discordo que exista "um observador inteiramente neutro, e acima de tudo desprovido de emoção mas inteiramente recheado da razão!"
Sempre é alguém que faz um discurso, e ninguém é neutro. Alguém que conhece um determinado assunto (e que às vezes até desconhece!) sempre tem uma impressão formulada a respeito dele. Claro, isso não significa que essa pessoa terá, necessariamente, interesses mesquinhos. E isso também não o impede de ser técnico, de visualizar propostas concretas, soluções para os problemas...
Mas não existe, por exemplo, jornalismo neutro. Não existe discurso neutro. Não que todo discurso seja panfletário, mas todos têm seu ponto de vista. O que pode existir é uma cotidiana busca pela imparcialidade, que é sinal de bom caratismo da imprensa, mas que acaba esbarrando na nossa condição humana.
Grandes pessoas, ao meu ver, são aquelas capazes de ter suas opiniões, mostrá-las de forma transparente (e não disfarçada, cheia de segundas intenções) - o que não existe entre os políticos, mesmo entre os melhores - e serem humildes o bastante para colocá-las a prova, expondo-as ao debate, onde elas poderão mudar as pessoas ao redor e outras idéias poderão mudar a cabeça do seu autor.
As pessoas têm seus pontos de vista e, obviamente, não podem se tornar neutras. Mas podem se tornar inteligentes pondo à tapa suas idéias o tempo inteiro.
A questão é: adotar fórmulas batidas, soluções mágicas, e ficá-las repetindo como um mantra é muito mais fácil. "Basta aumentar os salários, basta endurecer as penas, basta acabar a corrupção..." ... Basta isto, basta aquilo, "falta apenas boa vontade"...
Se for a "boa vontade" que vai salvar o mundo, estamos ferrados. Porque não acho ser demais dizer que 99,99% das pessoas que reclamam não fazem NADA, a não ser se queixar e transferir para outros (políticos) o poder e responsabilidade que têm.
A situação está preta? Está insustentável? Corram riscos. Dêem a cara a tapa. Desafiem a hierarquia. Se são muitos que querem isso, conseguirão: ou pelo menos serão ouvidos.
Será que a PM está disposta a encarnar este espírito de contestação, ou a tendência é se sentarem, assumir as adversidades do mundo e reclamar contra a má vontade dos políticos, e às vezes se "rebelarem" em pequenas ou grandes ações corruptas, achando que o despreparo e a desmotivação justifica isso?
Calaram os Barbonos?
Tudo é "simples e óbvio", mas também muito complicado. Por que ninguém faz nada? E quando eu pergunto isto não é ao Sérgio Cabral, mas a vocês e a mim. O que fazemos?
Abraços.
Pedro
Sex, 04 Jul 2008 14:45:33 GMT
PEDRO
Por isso afirmei que ESTE é o grande problema, uma vez que todos nós temos coração!
Aprendi a duras penas que todos que alcançam lugares com o nosso deputado não podem ser subestimados!
Concordo sim com você, que os melhores políticos não são de nenhuma forma transparentes, em noventa e por cento, quando abrem a boca têm segundas, terceiras e até outras intenções!
Prefiro assistir primeiramente a ação e depois a justificativa de que não foi possível consolidá-la, atribuindo motivos e nomes envolvidos durante o ato!
Discursos emotivos de que não podemos compactuar com as irregularidades apontadas são muito vagos e sem conteúdo!
Os membros daquela casa são fiscais do Executivo Estadual, se não concordam argumentem, fundamentem, proponham, votem e criem leis a favor do interesse público!
Discursos não tem outra finalidade a não ser enganar a população sem cultura política!
O que fazemos? Abrimos nossas bocas e denunciamos ao maior numero de pessoas possível!
Façamos a nossa parte!
Abraços!
Vanguarda (vanguarda@gmail.com)
Dom, 06 Jul 2008 09:41:55 GMT