... o comando-geral da Polícia Militar considerou por bem suspender o projeto porque afirmou ter prioridades mais relevantes.
Espero que ele pense assim também ao tentar mudar a farda do restante da tropa por essas ridículas que andam apresentadas por aí.
É com enorme desprazer que lhes digo, há pelo menos 8 (oito) anos nenhum praça na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro recebe qualquer tipo de fardamento (farda, cinto, capa de colete, coturno, etc) tendo de pagar pelos mesmos. Digo 8 (oito) anos por que este é o tempo que tenho na PM e até hoje só recebi farda no dia em que entrei. Porque o governador não aproveita a oportunidade e deixa a sua marca neste governo, mudando a farda da PMERJ ? Aproveita que todo o contingente está precisando de farda nova e modifica a atual !!! Ao fazer um curso no BOPE, um instrutor nos mostrou o motivo pelo qual o atual fardamento não é adequado para o uso extensivo nas ruas, ele é composto de calça e gandola, sendo que a gandola tem que ficar por dentro da calça, como se fosse uma "roupa social", o que não é a realidade da PMERJ. Acarretando na má impressão no público, pois muitas das vezes estamos amarrotados, com a gandola (camisa) para fora das calças, pelo motivo que temos de levantar, sair e entrar na viatura dezenas de vezes por dia, além é claro, de ter que fazer operações em favelas diuturnamente, abaixando-se, levantando-se, etc ... Não há farda que aguente !!!
SOLUÇÃO:
A solução seria adotar o mesmo modelo de fardamento de combate do Exército, ou seja, gandola (camisa) para fora das calças e cinto de
guarnição por cima. E não tem cabimento o policial militar ficar patrulhando as ruas, combatendo o crime e muitas das vezes entrando em
confronto com marginais da lei usando um boné na cabeça. A cobertura (boné) incomoda, causa queda de cabelos, dor de cabeça e é incoveniente, sem falar que não altera em nada a capacidade, o caráter e a personalidade do policial militar, servindo apenas de enfeite.
O governador parece que não quer acreditar, que vivemos praticamente uma guerra civil, onde, além das polícias e os marginais, entrou também a milícia. E o governador, para espanto de todos nós, adotou a farda de passeio, chamada de 5º A. Antes usada só para eventos, agora está sendo obrigada para os oficiais em serviço de supervisão e querem estender para todos os tipos de policiamentos ostensivos. Mais recente ainda é a intenção de se adotar um fardamento das décadas de 70 e 80, parecido com o 5º A. Isto aqui é o Canadá ?!? A Suiça, talvez ?!? Não, bem que eu queria, bem que o povo queria, mas não é !!! Imagina a polícia militar subindo morro de sapato, calça e camisa dentro da calça ?!?
Mario (mariotaqueus@gmail.com)
Qui, 25 Set 2008 22:52:38 GMT
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