Punitio
"Sofrimento diante de tanta impunidade". Eis aí, meu caro Pedro, uma sentença que pinta perfeitamente o quadro de violência no Brasil, desde o Rio de Janeiro aos confins do Acre e Rondônia.
Em que pese tudo o quanto possa ter sido dito a favor dos policiais, também acho miúda a pena a que foram condenados.
Tens razão, com arma de fogo (mormente automática)não se brinca e não se erra.E justo por isso, eu, mesmo sob a pena de me assemlhar justamente aos sociólogos que tanto critico - ainda que por motivos díspares - no que tange ao quesito "quimera social", defendo pena de uns 10 anos de reclusão em regime fechado, sem direito a condicional para quem for pego portando arma de fogo sem a devida autorização; e de uns 20 anos para quem disparar armas automáticas nas mesmas condições - muita gente apóia cana dura para quem dirige alcoolizado, mas acharia uma aberração minhas idéias sobre armas automáticas nas mãos de inablilitados. Mais, inclusive: Restringir de forma mais acentuada os portes de arma de fogo.
Mas veja, defendo de 30 anos - em regime fechado sem direito a condicional - a perpétua, não só para os policiais do caso do menino da Tijuca, mas também:
1º para os "excluídos" que arrastaram João helio de Oswaldo Cruz a Cascadura (inlusive o "menor");
2º para os "excluídos" que assassinaram um rapaz(pobre) e sua namorada (rica), com requintes de crueldade - a menina, então foi estuprada por um par de dias, se não me engano, antes de morrer -, entre eles, um "menor" ("Champinha");
3º todos os assassinos de policiais fardados ou não, em serviço ou não;
4º para os prováveis "excluídos" que alvejaram uma senhora humilde na rua Maxwell,em V Isabel, há não muito tempo;
5º para os "excluídos" que assassinaram sob encomenda, o médico na Tijuca, também há não muito tempo;
6º para o ex-menino de rua e seus comparsas, que assassinaram 3 franceses responsáveis por ong de assistência social em Copacabana;
7º para o assassino de Artur Sendas;
8º para o menor que alvejou à queima roupa, na cabeça, a esposa do mandatário da Gerdau, no Leblon;
9º para os jovens brasilienses que queimaram o indígena Pataxó, há alguns anos;
9º para os assassinos e torturadores de jornalistas que se empenham em desvelar os fatos que mais interessam a sociedade, desde famosos como Von Baungharten, passando por Tim Lopes, até os anônimos supliciados por milicianos em passado recente;
10º para responsáveis pela morte da menina Alana, 12 anos, em tiroteio no Morro dos Macacos;
11º para o agressor do cidadão que foi parar em coma, após ter sido atingido por barra de ferro na cabeça, na presença dos próprios filhos, em frente ao WallMarket da Tijuca;
12º para os agressores que espancaram, em tentativa de roubo, um senhor de mais de 70 anos, em Olaria, não faz muito tempo;
13º para assassinos de magistrados(como o "linha-dura" juiz-corregedor" de Presidente Prudente), promotores, delegados e diretores de presídio;
14º para Ritchofens & Cravinhos, das mais sortidas origens;
15º para Docas Street's, Lindomares Castilhos, Pimentas Neves e Lindberghs, idem;
16º para Casais Nardonis, idem;
17º para jovenzitos da "mais alta estirpe", que passam a vida dispendendo os abastados recursos de seus berços a nutrir e a doirar seus bícepes, para depois mandar outros cidadãos ao hospitais, em coma, com coágulos no cérebro, pelos motivos mais torpes;
18º para dekasséguis que no Japão (onde há pena de morte) assassinam seus patrões ou colegas de trabalho, simplesmente para roubar, e depois fogem de volta para para a "Terra de Vera Cruz" (onde as penas estão entre as mais condescendentes de que tenho notícia, para crimes contra a vida humana), e são capazes de fazer planos para a vida que gozarão entre os seus, após cumprir "a etapa" atrás das grades, quiçá, inclusive, com o produto que auferiram do latrocínio;
19ª para excluídos, portando fuzis (ou apenas "sugestão"), que incineram ônibus coletivos lotados de passageiros, inclusive tão "despossuídos" quanto eles (como um dos que viajavam no fatídico 350, altura da Penha, o qual era auxiliar de serviços gerais, morador de comunidade carente. Como sua esposa. Como a filhinha deles, de 3 anos);
20º para os insólitos Neo-Nazistas-Caboclos que assassinam na base da porrada, e sem maiores consequencias, negros, nordestinos e homossexuais.Aliás, para todos aqueles que, sob quaisquer pseudo-justificativas, se acham no direito de agredir homossexuais;
21º para todos os grandes proprietários rurais que anunciam as mortes de clérigos, camponeses, líderes sindicalistas e trabalhadores rurais nos confins do Acre e Rondônia, e as cumprem fiel e solenemente, sem maiores consequencias - uma de suas vítimas virou machete do Le Monde, em fins dos anos 80, início dos 90. Ela dizia: "Esse Homem Vai Morrer"...desnecessário mencionar o fim trágico do tal homem. Desnecessário lembrar que até hoje ninguém foi responsabilizado pelo seu fim trágico.
Fico por aqui, são os exemplos que me sobrevêm aos borbotões, sem parar para pensar nem consultar qualquer fonte.Caso o fizesse, poderia tranquilamente levar o resto da noite, e a madrugada inteira a digitar, e ainda ficariam muitos de fora...e também, as minhas quiméricas idéias sobre redução da violência, no que diz respeito a sua faceta mais zombeteira, qual seja, a impunidade, demandaria, só para começar, a construção de um presídio de proporções continentais - dado o estado a que nos levou, dentre outros fatores, o descaso das autoridades de todos os poderes, em todas as esferas, quanto a todos os componentes que guardam relação com o tema (punição efetiva e rigorosa para crimes contra a vida). E isto, como se não bastasse, sob os auspícios de nossos insígnes especialistas em tensões sociais, sempre pródigos em motivos psico-socio-econômico-patológico-culturais para todo um sortilégio de atrocidades cometidas contra a pessoa humana.Mormente quando estão são cometidas por desassistidos, contra aqueles mais bem aquinhoados, ou, menos que isso, contra os pouco menos assistidos.
Cordialmente,
Leandro Ribeiro (proflribeiro@yahoo.com.br)
Sex, 12 Dez 2008 22:14:34 GMT
Comentário Inoportuno
O sehor Governador Sergio Cabral, sempre oportunista, querer que a PM puna o Policial Militar que foi julgado inocente por um Conselho de Sentença.
O Governador deveria sim, qualificar, treinar e valorizar seus policiais, assumir que a Segurança Pública é um fracasso, pois, o curso de formação de um policial militar é uma piada, quando esse policial sai às ruas, só Deus para proteger a sí e a sociedade.
É muito fácil desfocar o problema e crucificar os outros.
Pelo que observo, o senhor Governador irá pegar a mesma rota do ex- governador Garotinho, ou seja, rota de colisão, descrédito e não aceitação.
Lamento pela família que perdeu um dos bens mais preciosos, que é seu filho, mas também lamento pelos policiais de nosso Estado.
Alexandre Faria (alex267@globo.com)
Sab, 13 Dez 2008 01:09:55 GMT
No Brasil quem julga é a imprensa, esse negócio de júri, provas, circunstâncias, o momento, como tudo aconteceu, nada disso é válido quando o réu é um policial; entendi perfeitamente na época a situação dos PMs naquele momento: carros praticamente iguais, vidros escuros (bem escuros),a moça lançou algo de dentro do carro, ato q poderia ser interpetado como de agressão...mas nada disso entra em jogo, o q vale é a falta absoluta de raciocínio. Até o Governador tá se deixando levar pelo besteirol.
Em bora isso tudo não exclua um melhor preparo pros nossos policiais e orientações à população de como proceder em situações desse tipo.
marli moraes (marlimoraess@yahoo.com.br)Sab, 13 Dez 2008 07:50:58 GMT
Parabéns por seu comentário Sr.Segada.
Concordo plenamente.
Os policiais devem ser punidos, mas com penas alternativas, porque vivem em um Estado que o terror predomina. Imagino que em suas cabeças, e na minha também, vivamos momentos onde a opção é matar ou morrer. Sâo pessoas de bem, pais de familias e seres humanos. Pode até ter ocorrido imprudência dos mesmos, mas a nossa PM é reflexo de todo esse terror que nossos políticos deixaram se instalar, e todos nós da sociedade tambem temos culpa, porque somos muito bom para festas,,carnaval, cerveja, samba e maracana, mas não nos mobilizamos para exigirmos o que é nosso de direito e obrigação do governo de nos dar.
Anônimo
Sab, 13 Dez 2008 08:18:47 GMT
Lamentável
A preparação EXISTE!! O cabo possuía quantos anos na PM??? O soldado é EX FUZILEIRO NAVAL será que ele não tem preparo? Sou militar. Sei a qualificação que ele tem. Tenho cursos na PM. Porquê um PM não faz os cursos? Simples, prefere fazer uma "segurança" para complementar a renda e pagar seu AUDI. ERRARAM INACEITAVELMENTE! As câmeras mostram claramente que eles se aproximaram atirando. Que procedimento é esse? Eles tem visto muitos filmes e andam muito empolgados, doidos para puxar o gatilho, e decisões como essa, só fomentam a certeza da impunidade desses "profissionais".
Exemplos:
- Uma primeira tenente da Força Aérea Brasileira (FAB) morreu após ser baleada por policiais militares junto com seu marido, o também primeiro tenente Douglas Gorchinky Marques, na noite de domingo (24) na Rua Cesário Melo, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.
- Quatro Policiais militares do Rio de Janeiro mataram por engano o administrador de empresas Luiz Carlos Soares da Costa, 36 anos, gerente de suprimentos da Infoglobo, editora dos Jornais "O Globo" e "Extra" do Rio de Janeiro.
- Um rapaz, de 19 anos, foi baleado por um PM e acabou morrendo na tarde da sexta-feira (3), perto da Favela do Jacarezinho, no subúrbio do Rio. Ele buscava ajuda para o pai. O policial admitiu que atirou por engano e foi afastado do patrulhamento.
- 14/06/08 : Patrícia Amieiro Branco de Franco. Engenheira, 24 anos, desaparecida. Policiais do 31º BPM (Recreio) estão sendo investigados pelo sumiço da garota. Seu carro foi encontrado com vários tiros que, segundo a perícia, são de calibres usados pela polícia.
- 28/06/08 : Daniel Duque. Estudante, 18 anos. Foi assassinado pelo policial Marcos Parreira do Carmo que fazia a segurança do filho de uma promotora, na saída de uma boate em Ipanema. O policial alegou que deu 2 disparos para o algo, para dispersar um grupo de rapazes.
Esse é o dever legal? vocês trabalham um dia e ficam dois em casa, tão reclamando de quê? vai enganar o paisano! Corre atrás de um curso CPAAR por exemplo. A cervejinha deve ser melhor.
Lamentável.
Ricardo (amquinta@hotmail.com)
Dom, 14 Dez 2008 00:24:48 GMT
Sr.Ricardo
Lamentável são suas colocações e comparações. A uma, por quê a formação militar em nada soma à formação policial, pois, são atribuições distintas. A duas, questionar a escala de serviço de um policial militar é realmente demonstrar falta de conhecimento no assunto. A três, somente uma perícia pode afirmar incidência os tiros e outras considerações.
Então, não é salutar fazer conjecturas descabidas de assuntos que pelo que parece, não tem entendimento, pois, "fazer polícia" é diferente de "brincar de guerra".
P.S. O comentário do Senhor Wanderby é pontual e esclarecedor, parabéns.
Alexandre Faria (alex267@globo.com)
Ter, 16 Dez 2008 01:32:49 GMT
Respondendo ao 'Anônimo'
Caro 'Anônimo' (...),
não foi uma 'barbeiragem' como o caro comentarista diz, que o Cb William cometeu. Foi sim um erro trágico , fruto de tudo que discorro em meu post.
Já o ex-PM Marcelo cometeu uma série de irregularidades no exercício da profissão, respondeu IPM por denúncia de extorsão e comprovadamente era dependente químico na ativa.
Agra , falando novamente no CB William, que me perdoe o deputado Marcelo Freixo, presidente da CPI das Milícias. Denúncias telefônicas feito pelo 'Disque Milícia' , sem a devida comprovação, jamais deveriam ser levadas a sério e muito menos serem expostas à imprensa. Ou o interesse é só fazer demagogia com a população e com o Governador?
O Cb William é um chefe de família humilíssima, que mora mal, numa casa extremamente humilde, é proprietário de um carro velho, velho, velho e só algum insano pode pensar que alguém que viva assim estaria sendo integrante de milícia.
Age certo o CG da PM quando encaminhou o Cb William para acompanhamento psicológico e não tomar nenhuma medida frente ás novas ' acusações' feitas e tornadas públicas de forma tão leviana, e aí sim, no afã de agradar a opinião pública, ainda que seja se realizando uma crucificação nos moldes do Coliseu romano.
Segadas Vianna (segadasvianna@hotmail.com)
Ter, 16 Dez 2008 10:46:23 GMT
Que pena...cederam às pressões...
16/12/2008 01:33:00
Cabo William será expulso
Conselho da PM decide recomendar punição ao policial que atirou em João Roberto
Christina Nascimento
Rio - O Conselho de Disciplina da Polícia Militar, formado para apurar a conduta dos dois policiais que atiraram no carro em que estava o garoto João Roberto Amorim, de 3 anos, a mãe dele, Alessandra Amorim, 36, e o irmão caçula, Vinícius, de nove meses, pediu a expulsão do cabo William de Paula da corporação e pela permanência do soldado Elias Gonçalves da Costa Neto.
A decisão ainda não é final. O documento segue agora para a apreciação do comandante-geral da PM, coronel Gilson Lopes Pitta, que vai definir se acata ou não a sugestão do conselho. Se ele for contrário, deverá fazer um relatório explicitando seus motivos. Só depois dessa fase, então, o destino dos dois policiais será publicado no Boletim da PM.
DESABAFO DE CABRAL
Nos bastidores, a expulsão de William, absolvido semana passada por júri popular pelo crime de homicídio doloso, é dada como certa. O governador Sérgio Cabral é um dos que apóia a saída do cabo. No dia seguinte ao julgamento, indignado com o resultado, Cabral desabafou: "Espero que a PM puna. Ele (William) não serve para ser policial militar, nem para o serviço administrativo. Tem que ser afastado. Não tem proteção para uma atitude como essa".
Entre os argumentos defendidos pelos três oficiais, que formam o Conselho de Disciplina para a expulsão do cabo William, está o fato de ele ter atirado no veículo onde estava João Roberto e a família sem que houvesse realmente situação de risco contra a guarnição.
O soldado Elias, apesar de presente no local do crime, como William afirmou em depoimento, não teria feito nenhum disparo segundo a investigação da PM.
Promotor: 'No Brasil não há pena de morte'
O promotor do 2º Tribunal do Júri, Paulo Rangel, encaminhou ontem à Justiça as razões que fundamentam o pedido de anulação do julgamento que absolveu o cabo PM William de Paula, acusado de matar o menino João Roberto. No documento de quatro páginas, o promotor defende que no Brasil não há pena de morte. "Não existe no Direto brasileiro o estrito cumprimento do dever de matar. Isso só tem nos países que adotaram a pena de morte", argumenta o promotor. A partir de agora, a defesa do terá oito dias para apresentar seus argumentos. Só então a Justiça decidirá se haverá novo julgamento.
Ontem, William voltou ao trabalho no 6º BPM (Tijuca), mas para tarefas internas. apesar de o expediente ser de 9h às 17h, ele foi liberado às 16h, por problemas de saúde na família.
O cabo foi absolvido do crime por homicídio doloso, por quatro votos a três, na quarta-feira passada. Por lesão corporal leve contra a mãe e o irmão do menino, o cabo foi condenado a uma pena de sete meses em regime aberto, que foi convertida para prestação de serviços comunitários por um ano. William foi um dos 226 indiciados pela CPI das Milícias, na Alerj. No relatório final da comissão, constam denúncias de que o PM atuava como "cobrador" do grupo conhecido como Liga da Justiça, que atua em Campo Grande.
Segadas Vianna (segadasvianna@hotmail.com)
Ter, 16 Dez 2008 10:57:31 GMT
O RIO QUE GRITA SOS
Minhas considerações:
01. Havia um carro estacionado com portas e vidros filmados e fechados, sem que se visualizasse seus ocupantes;
02. Um policial aproximou-se tentando visualizar o interior do veículo e afastou-se sem qualquer sinal dos ocupantes do veículo, mostrando que o policial estava no comando da situação;
03. O carro, de certa forma, estava "cercado" e sob a mira dos policiais que já deveriam ter solicitado reforços;
04. Em depoimento uma das ocupantes, a mãe, disse que jogou uma bolsa "infantil" pela janela e acredito que tenha gritado que havia crianças no veículo. Não se sabe se esse sinal, infelizmente, foi desprezado ou não percebido pelos policiais;
05. Os policiais deveriam ordenar a desocupação do veículo; aguardar chegada do reforço para novas aproximações ou que os criminosos, caso estivessem no carro, tentassem uma fuga ou reação;
06. Sem a certeza de que o veículo estava ocupado por criminosos e sem sinal de tentativa de fuga ou reação, um policial optou por disparar seu fuzil contra seu único alvo: um veículo parado, fechado, com ocupantes desconhecidos em seu interior.
Como profissional e conhecedor de armas, o policial sabia que atingiria os ocupantes do veículo e que um dos resultados poderia ser a morte de alguns ou todos eles.
Atirou por vontade própria e consciente dos resultados que obteria.
Tragédias como essa continuarão acontecendo enquanto nossos governantes não derem a devida atenção a esse assunto tão importante para nossa população: Segurança Pública.
Aí me vem aquela perguntinha que já fiz anteriormente: Com o abandono e descaso com que os policiais são tratados, que tipo de policiais nossos governantes estão colocando nas ruas para nos servir?
JOÃO, QUE DEUS TE ABENÇOE E ACOLHA...
E O RIO GRITA SOS!
O RIO QUE GRITA SOS (jhbastos7@yahoo.com.br)Ter, 16 Dez 2008 11:20:51 GMT
Quer dizer que pq defendo aqui a condenação de dois assassinos de uma criança de 3 anos eu sou acusado de ser "francamente favoráveis à criminosos e contrárias às polícias"?! EU sou favorável a criminosos?! Chega a ser engraçado! Repito que o precedente aberto com este julgamento dá a todo e qq policial o direito de matar qq um!!! Não me interessa se é policial honesto, se mora em favela, se passa dificuldade! Diria o mesmo se fosse qq outro, policial ou vagabundo... Matar criança e inocente NÃO PODE, independentemente do contexto! Se errar significa seifar uma vida inocente, então, NÃO É PERMITIO ERRAR ponto final. Se errar, tem que pagar! Continuo dizendo que este post é absurdo, assim como o juri que absolveu esse cidadão, que embreve estará novamente patrulando as ruas e atirando em carros inadvertidamente, pra só depois ver quem está dentro! CADEIA NOS DOIS! CANA DURA NELES!
DS
Qua, 17 Dez 2008 16:56:49 GMT
Comentário aguardando aprovação.
NÃO SERVE PARA SER POLICIAL.
SOU POLICIAL MILITAR A 8 ANOS, TRABALHEI A MAIOR PARTE DESSE TEMPO NO GETAM, ONDE NOS DEPARAMOS COM SITUAÇÕES EXTREMAS POR DIVERSAS VEZES, NÃO ACHO QUE GANHO O QUE DEVERIA, CONCORDO QUE NÃO TEMOS O TREINAMENTO DE TEMPOS EM TEMPOS COMO DEVERIA SER, CONCORDO TAMBÉM QUE NÃO TEMOS UM ACOMPANHAMENTO PSICOLOGICO IDEAL, EXISTE, MAS NÃO É O IDEAL, TEMOS ESCALAS QUE MALTRATAM NOSSA SAÚDE, QUEM FICA ACESO 12 HORAS DE PÉ SEM DORMIR NOS LUGARES MAIS PERIGOSOS DO RIO SABE DISSO, CONCORDO QUE SOMOS TRATADOS PELA SOCIEDADE DA FORMA PIOR POSSÍVEL, ENFIM TEMOS MILHARES DE PROBLEMAS E POUCOS SE IMPORTAM CONOSCO, MAS PERGUNTO: ISSO NOS DÁ DIREITO DE TIRAR A VIDA DE INOCENTES POR NOS PRECIPITARMOS E ATIRARMOS NUM CARRO COM UMA MULHER E 2 CRIANÇAS? E SE FOSSE SEU FILHO? E SE FOSSE UM PARENTE SEU? SE FOSSE UM FILHO MEU EU IRIA ATÉ O INFERNO PARA FAZER JUSTIÇA. NADA JUSTIFICA TIRAR A VIDA DE UM INOCENTE, SE TÁ ESTRESSADO, VAI NO HCPM E PEGA UMA LTS OU UM IFP, PARA UM POUCO PRA ESFRIAR A CABEÇA, O QUE NÃO PODE É ENTRAR DE SERVIÇO ESTRESSADO E MATAR UM INOCENTE E ACHAR QUE TÁ CERTO, ACREDITO QUE O CB WILLIAM NÃO DEVA SER CONDENADO, MAS TAMBÉM NÃO PODE CONTINUAR NA CORPORAÇÃO, AFINAL ELE TIROU A VIDA DE UM INOCENTE, DE ALGUMA FORMA ELE TEM QUE PAGAR, FIQUEI CHATEADO COM O COMENTÁRIO DO NOSSO GOVERNADOR, MAS DEPOIS REFLETI E CHEGUEI A CONCLUSÃO DE QUE ELE NÃO PODE SAIR COMO VÍTIMA, ELE TEM QUE PAGAR, E A MELHOR FORMA É SER EXPULSO. QUE SIGA SUA VIDA EM OUTRA PROFISSÃO, ENQUANTO ISSO OS FAMILIARES DO MENINO ASSASSINO TERÃO QUE SENTIR ESSA DOR DURANTE TODA SUA VIDA.
CB CAVALCANTE (marinaldocavalcante@ig.com.br)
Qui, 18 Dez 2008 00:11:03 GMT
Caro 'DS'...
Minhas conjecturas advém de seus comentários anteriores em outros posts... agora ninguém, absolutamente ninguém, pode ser a favor de se matarem crianças em quaisquer circunstancias, mas erros trágicos acontecem em quaisquer cenários de guerra, urbana ou não, oficial ou não, e é isso que vivemos no Rio, infelizmente.
Foi um erro trágico e grave, que se fosse eu Comandante Geral da PM , designaria o Cb William para trabalhar uns dois anos com crianças vítimas de balas perdidas ou de acidentes de trânsito. O 12º BPM tem um trabalho excepcional com crianças com necessidades especiais e cães da PM. Por que não colocar, depois das devidas avaliações, e se não for expulso..., o Cabo William para trabalhar nessa área?
Fica essa sugestão ao Cel. Pitta e ao Governador...
Segadas Vianna (segadasvianna@hotmail.com)
Qui, 18 Dez 2008 11:18:35 GMT
Joga pedra na Geni
A culpa da alta do dólar, do desemprego e da extinção dos dinossauros é da polícia.
Se eles foram inocentados, é porque realmente o tal do "erro de tipo" aconteceu.
Deve-se levar em consideração a escala do policial, os serviços extras, o stress, a situação no momento do fato, o esporro da mulher em casa por falta de grana, os filhos passando perrengue, as horas extras nos bicos, etc.
Se ele não tinha condições de estar trabalhando, puna que o colocou lá.
Ele também tem que ser punido, mas expulsão? Trabalhar com crianças vítimas da violência, trabalho social em ONGs talvez...
Que Deus permita que vocês nunca errem; o apedrejador de hoje, pode ser a Geni de amanhã.
E não entrem nessa de que "isso nunca pode acontecer comigo".
Todos nós andamos armados: usamos armas para ir ao trabalho, ao cinema, à casa, visitar os parentes...até o papai noel matou uma criança com uma "arma" quando estava distribuindo doces, passando por cima de sua cabeça...
Punir sim, execrar não!
Zé Ninguém
Qui, 18 Dez 2008 19:03:49 GMT
Continuando a comentar os comentários...
Evidentemente que o Cb William deve pagar pelo erro cometido. E dvee pagar isso de forma justa e legal. Agora , jogá-lo nas ruas, sem emprego, um homem com formação e conhecimento policial militar, é acender a luz para os vagabundos dizendo: "olha, tem carne fresca para ser cooptada na área..." e depois , Deus me livre, se um dia o então ex CB William se envolver em algum ato de banditismo não vai faltar gente de todos os lugares para gritar: "PM é tudo assim mesmo, só dá bandido naquela turma...".
Punir pelo erro, trágico, cometido sim, mas transformar a punição em vingança é que não é o correto.
Segadas Vianna (segadasvianna@hotmail.com)
Sex, 19 Dez 2008 10:45:54 GMT
Comentário aguardando aprovação.
Imagine...
É muito fácil apontar a conduta que os policiais não deveriam ter adotado, pois diante das imaggens todos somos juízes, mas aqueles profissionais ali, eram ou não humanos? Não conheço nenhuma profissão onde a necessidade de se tomar uma decisão imediata tenha consequências tão relevantes. Se alguém conhecer me aponte por favor, onde está em jogo a vida do profissional e daqueles à sua frente. Imaginemos um contexto diferente, onde aquela pobre família não estivesse presente, e sim os marginais. Estes, sem qualquer valor, sem qualquer ética, esperariam a abordagem dos policiais? Só quem VIU de perto o estrago de um tiro de fuzil sabe do que ele é capaz, só quem já PERDEU pelo menos TRÊS AMIGOS em um ano de SERVIÇO sabe a realidade policial. O quadro atual é de GUERRA, o policial muitas vezes se vê contra a parede, e será agressor ou agredido. A morte de uma criança afeta a qualquer um, creio que este seja o anseio maior da mídia, e consequentemente, de grande parte da sociedade, não deveria ser a criança ali, a ser morta, e sim os policias, pois da mesma forma, antes de sentir pena das FAMÍLIAS dos policiais, a sociedade se sente VINGADA. Não quero aqui valorar a vida, mas quantos policiais morreram no ano de 2008, de serviço, vítimas da violência? alguém sabe? A verdade? Não importa.
Fabrício
Sab, 27 Dez 2008 12:07:07 GMT
Não houve dolo?
Como não houve dolo? Os PMs não deram voz de prisão, atiraram.
E o fizeram sabendo da possibilidade de haver pessoas no banco de trás.
O nome disso é dolo ou intensão, ainda que eventual.
Fato idêntico aconteceu com os dois jovens sequestrados por ladrões mas fuzilados pela Polícia Civil (DRAE).
Que polícia é essa?????
É assim que tem sido, ainda mais em ruas ermas, escuras e longe da fiscalização pública (sim, porque o corporativismo existe).
Não prendem: extorquem ou matam, infelizmente.
Essa minoria tem que ser banida. Exemplarmente punida, para qe aos olhos da sociedade não haja sensação de impunidade, de que a lei vale para uns e não para outros. Aliás, policiais, políticos e servidores públicos, deveriam ter pena dobrada.
O dever do policial é prender, não julgar por si, condenar e matar.
Ou existe pena de morte na PM?
Os que duvidam?
Que percam seus filhos para entender.
Que sejam mal avaliados para melhor julgar.
Que vivam no Rio e sejam abordados à noite. Num lugar bem ermo...
Antônio Lopes
Seg, 29 Dez 2008 09:51:27 GMT
Comentário aguardando aprovação.
Comentário aguardando aprovação.
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