Eu creio que a coisa no Rio chegou ao ponto de necessidade de atuacao do exercito, nao em patrulhamento ostensivo, mas no combate direto aos bandidos. Fuzil nao e nem brinquedo e nem comum nas cidades brasileiras, outras tem mas bem menos, e as barreiras do trafico a acao da policia criaram um estado paralelo, guetos onde a policia e nem o SAMU, nem os bombeiros entram sendo area "excluidas do Brasil da constituicao e reconhecido pela ONU. Os bandidos questionam ate mesmo a existencia do estado.
O Haiti tem sido muito util para as nossas forcas armadas, uma experiencia de ouro em Cité Soleil onde ate membros do MS 13 devem estar alojados, esta guangue faz o Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital parecerem coroinhas. Cité Soleil tem estimados 300 mil habitantes e 4 policiais do Haiti. Maior que qualquer complexo do Rio. A favela tinha estimados 300 fuzis, o que e menos que num complexo como o Alemao. Sao desde fuzis M1 Garand, M-1 Carbine norte-americanos até AK-47 russos.
Nao so as tropas da Minustahd tem experiencia suficiente como a 3ª Bda Inf Mtz de Goias. Devem ser trocados de tres em tres meses no Rio, usando apenas tropas de outros estados. Evitando a contaminacao pelos bandidos, ameacas as familias etc. Sao as chamadas operações militares em áreas urbanizadas (MOUT).
Foram enviados 16 veículos para o Haiti, foram extensivamente utilizados em Operações tipo Polícia e em Operações de Combate. Protegidos pelo aço de maior resistência (aço SAE 1100) os veiculos foram refeitos em Baureri no Arsenal de Guerra de SP. http://www.defesanet.com.br/panoramahaiti/veiculos.htm . Removem eles mesmo as barreiras mais pesadas
http://www.defesanet.com.br/imagens/haiti/op_antibloqueio/urutu_moustache.jpg .
Tem laminas frontais para remocao de obstaculos tipo buldôzer, para remover as barreiras de entulho com as quais os rebeldes bloqueiam o trânsito nas vielas de Cité Soleil e Belair, bairros perigosos da cidade. Por conta da aparência, o Urutu é recebido aos gritos de 'la voiture moustache!' (a viatura de bigodes). Viaturas de 14 toneladas 6 x 6 com exelente capacidade de tracao.
A marinha tambem participa com veiculos anfibios. E a aeronautica tambem mandou tropas. Esta participacao capacita nossos militares para a atuacao em favelas cariocas no combate a grande criminalidade. O uso de uma forca infinitamente maior no combate traz ate a paz. Ja que "o merito supremo consiste em quebrar a resistencia do inimigo sem lutar" ja dizia Sun Tzu 2.500 anos antes de Cristo. A presenca de 1.200 militares full time em um Complexo como o Alemao inviabiliza o negocio. Ao localizar a casa de um bandido eles nao a derrubam. Eles se mudam para la e ali permanecem por toda a operacao.
Na operacao que esta em seu oitavo contigente sao empregados 1050 homens de infantaria e mais 150 militares de engenharia (estes militares da engenharia apoiariam em obras pre-PAC e na remocao de obstaculos. Os veiculos dao apoio a operacao e temos (os brasileiros do bem) guindastes que removem um onibus ou peso de ate 50 tons de onde for as Viaturas Blindadas Especiais de Socorro da família Leopard-1 A 5.
http://www.defesanet.com.br/imagens/haiti/op_antibloqueio/antibloqueio_1.jpg .
Temos os Fennecs que sao a prova de bala e estao no Comando de Aviacao do Exercito em Taubate. Estas aeronaves tem excelente precisao e efetividade de combate. Eles tem blindagem e seriam uteis nos morros cariocas.
Seria ate mais dificil, mas e so comecar o trabalho. Seria o precussor do PAC. O outro P que se referiu o Cmt Jardim do 16 BPM. O que precisamos aceitar e que teremos que mandar 600 membros da quadrilha do Alemao para uma cela de seguranca maxima ou para resolver direto com o criador. Eles muito drogados irao enfrentar o Exercito e atirarao em inocentes, o que pode fazer o numero superar os 19 anunciados e 25 reais mortos. O preco sera caro MAS COM CERTEZA VALE A PENA RECUPERAR O RIO. Menos inocentes morrerao num cenario de medio prazo.
A favela Cité Soleil, foi "pacificada" na marra, com 11 operações, em cerca de 3 meses. No Haiti, um sniper das Forças Especiais consegue acertar certinho um alvo a até 700 metros de distância. A estratégia do Exército lá não é só eliminar o inimigo. É também, sim. Mas é primeiro, e principalmente, dominar o território. Conforme as regras de engajamento, o Exército responde com a arma que atirarem neles. Os equipamentos são modernos e atualizados. Ou seja se atirar neles de .50 a resposta vem na mesma arma.
http://perolasemoff.blogspot.com/2007/06/o-rio-e-no-o-haiti.htmlE uma operacao militar mas bem feita e nos moldes da acao no Haiti. Temos mais de 10 mil militares profissionais habilitados fora do Rio de Janeiro.
Mario (g_araujo@hotmail.com)
Qui, 01 Jan 2009 16:12:50 GMT