Mas não caminhamos no sentido da descriminalização das drogas? Então porque reprimir o uso?
Artistas, intelectuais e celebridades são useiros e vezeiros de criticar a violência da cidade, mas falta-lhes autocrítica quanto a sua própria postura e papel (ops!) nessa cadeia macabra que é o tráfico de drogas.
Anônimo
Qui, 19 Fev 2009 09:54:02 GMT
enquanto não houver, uma politica de EDUCAÇÃO ,e controledas nossas fronteiras,estaremos expostos a toda e qualquer invasão
eu
Qui, 19 Fev 2009 11:13:24 GMT
Descriminalização de todas as drogas , jamais!
Há drogas e drogas. Há drogas legais: álcool, tabaco, anfetaminas ( moderadores de apetites) e calmantes. Há drogas com efeitos danosos de menor monta: maconha, skunk , dormideira. Há drogas altamente mortais: crack, heroína, metanfetamina, ecstasy, PCP, GHB, Special K.
Agora a discussão tem que ser feita sem hipocrisia, sem falsas morais e com uma visão mais ampla.
O que não dá é para termos um centro de recuperação como o CREDEQ , que atua na recuperação de mais de 120 dependentes, fechado pela burocracia há mais de um ano.
Segadas Vianna (segadasvianna@hotmail.com)
Qui, 19 Fev 2009 14:36:26 GMT
O RIO QUE GRITA SOS
FALA BAIXO SENÃO EU GRITO!
( SÓ PRA ILUSTRAR O QUE EU DISSE... )

A reportagem abaixo nos mostra a diferença entre o governo de um país de 1º mundo e de outro país: "o país do faz-de-conta" que tem um "governo-faz-de-conta"!

Serve também para ilustrar meus posts acima, de 11 e 13/02/2009, tão criticados por corneteiros das trombetas do apocalipse que vêem "relevância em tudo", menos onde realmente há relevância...

Aff!... sai de retro...
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Publicado no Editorial de O Dia em 19/02/2009

"É um caso menor, diz presidente da Suíça sobre brasileira"

Berna (Suíça) - O presidente suíço, Hanz Rudolf Merz, minimizou nesta quinta-feira o caso da brasileira Paula Oliveira, que mora na Suíça e disse ter sido atacada por um grupo de neonazistas. "Não temos que exagerar, o assunto é um caso menor, que aqueceu demais os ânimos", disse o presidente suíço.

"Houve muito barulho na sociedade, mas não terá nenhum efeito em nível de Estados", acrescentou o presidente, que descartou que o assunto cause uma deterioração das relações entre Suíça e Brasil.

A advogada Paula Oliveira, 26 anos, residente legal na Suíça, denunciou na semana passada ter sido vítima de um ataque xenófobo em uma estação de Zurique. Por culpa da agressão, teria sofrido um aborto e perdido os gêmeos que esperava.

As autoridades brasileiras exigiram que a Suíça fizesse todo o necessário para encontrar e punir os supostos culpados. No entanto, o caso teve uma reviravolta quando, quatro dias depois da suposta agressão, os médicos legistas determinaram que Paula não estava grávida e que poderia ter sido a autora dos cortes que apresentava em todo o corpo.

Paula permaneceu no hospital até terça-feira à noite e, ontem, duas publicações suíças afirmaram que ela tinha confessado à polícia que tudo tinha sido uma farsa e que ela mesma tinha se cortado no banheiro da estação do trem.

O Ministério Público de Zurique anunciou ontem a abertura de um processo penal contra a brasileira para investigar se ela mentiu às autoridades. "Agora, contamos com um processo penal com o qual a verdade virá à tona. Não devemos dar mais importância ao assunto", disse Merz.
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E O RIO GRITA POR SOS!
O RIO QUE GRITA SOS (jhbastos7@yahoo)
Qui, 19 Fev 2009 21:31:09 GMT
Ilustração
O caso referido pelo Sr Rio Que Grita Por SOS (o da brasileira que afirmou ter sido atacada por neo-nazistas na Suíça)é pertinente ao tema Segurança Pública. Vale a pena, na minha opinião ser explorado aqui no blog.

Contudo, se a intenção do comentarista era traçar um paralelo entre "um país de 1º mundo" e "o país do faz-de-conta" que tem "um governo de faz-de-conta", considero a comparação infeliz, muito mais se no meio do "tudo" em que os criticados pelo blogueiro "vêem relevância" pode-se contar notícias estapafúrdias envolvendo agressão entre policiais ou mesmo de ações criminosas da parte desses.

Não obstante, e paradoxalmente, concordo em linhas gerais, como o que ora escreve o distinto participante. Senão, vejamos:

1)indubitavelmente, a Suíça é um país "de 1º mundo", e o Brasil, um país "de faz-de-conta";

2)as autoridades competentes na Suíça conferiram ao caso, a medida adequada de "relevância" - presumo que o "o caso menor, que aqueceu demais os ânimos" a que se refere o Sr Merz, seja o gesto da brasileira.Referência, aliás, apenas possível nestes termos, depois de comprovada a inveracidade da denúncia...

3)não se fez necessário muito brilhantismo da parte das mesmas, para concluir que o lamentável episódio não acarretará sequelas diplomáticas às relações entre os dois países.

E as convergências entre o meu ponto de vista e o do Sr Rio Que Grita Por SOS, ficam por aqui.

Quanto ao caso, rapidamente esclarecido, da brasileira, não se pode afirmar que a opinião(não apenas do presidente, mas de outras autoridades e mesmo de boa parte da opinião pública) fosse assim tão serena, na hipótese de que o ataque realmente tivesse ocorrido.Quanto mais, se nessa consideração hipotética, o agredido fosse um nativo - em países "do 1º mundo", eventos envolvendo ameaças nazistas reaias, de qualquer potencial, até onde eu sei, costumam receber a "relevância" que merecem.

Não me parece que autoridade nenhuma do país tenha se esmerado em abafar as discussões sobre o caso - muito ao contrário, tal foi bastante discutido por lá também.

Como já expus antes, é muito complexo comparar países ricos europeus, com o Brasil, quando se trata de polícia, mas é óbvio ululante que naqueles, os policiais são bem remunerados,prestigiados e, com todos os recursos, não enfrentam um átimo do sortilégio de horrores que o desprezo da sociedade em geral, abraçada à indolência criminosa de nossos legisladores, e à insensibilidade dos nossos governantes (terreno fértil em que medra a estarrecedora ousadia dos criminosos desse país), dispensa aos nossos policiais.

Também tenho boas razões para acreditar que policiais rivalizando e se desrespeitando mutuamente, não seja ocorência assim comum em países do primeiro mundo. Bem como policiais à paísana, de arma em punho, intimidando trabalhadores (rodoviários, por exemplo) após um dia extenuante de serviço, em lojas de conveniência de postos de gasolina.

Mas, ainda que incomum, acredito que num país civilizado, um episódio como o que acabei de descrever (vamos supor que fartamente filmado por câmeras de segurança, o qual tenha por desfecho a morte do intimidado, seja suficientemente "relevante" para que nem as autoridades, nem a imprensa, nem articuladores da mídia impressa, televisiva ou eletrônica se esmerem em asfixiar as discussões sobre a respeito, em nome do que alguns por aqui reputam por útil à polícia.

Cordialmente,
Leandro Ribeiro (proflribeiro@hotmail.com)
Qui, 19 Fev 2009 23:57:41 GMT
Com muita honra , um comentário do Castrinho
Caro Segadas ,seu artigo, alem de esclarecedor é também um alerta , não só para os pais , mas principalmente para nossas autoridades tão pouco equipadas para esse combate .Apenas gostaria de acrescentar um fator que pouca gente acordou para ele e é baseado no..."tem males que vem para o bem" como também ..."tem bens que vem para o mal". Quando no Brasil ,a nossa moeda era fraca , praticamente as drogas que existiam eram de pagamento de "pedágio" pela passagem delas por aqui , ninguém tinha muito interesse de trocar drogas por cruzeiros , quando podia fazê-lo por dólares.Quando nossa moeda ficou forte deixamos de ser só passagem para sermos também consumidor final . Hoje , só uma política muito forte, poderá diminuir essa catástrofe que vemos aí. Mas se pessoas como você simplesmente calarem-se dificilmente esse quadro vai mudar. Continue e conte com a gente. A droga não é só uma DROGA , ela realmente é o fim para aqueles a usam .
Cordialmente
Castrinho
Segadas Vianna (segadasvianna@hotmail.com)
Sex, 20 Fev 2009 10:29:29 GMT
Fui interno do CREDEQ, e também não consigo entender porque um lugar daquele, que desenvolvia um excelente trabalho na recuperação de dependentes químicos está fechado, a equipe de profissionais era maravilhosa, vou destacar só alguns: Dna Deise, Sr Rivahil, Dna Maria Thereza, Dna Elizabete, Sr Elias, Dna Nilcemar, sei que não pus o nome de todos, mas garanto que os três meses que estive amparado por tais pessoas, mudaram a minha vida e a da minha família para melhor, eles salvaram minha vida, como a de diversos outros companheiros que conheceram o inferno e a desgraça do mundo das drogas, hoje estou limpo, me casei, faço faculdade de direito, minha família está próxima de mim e feliz com a minha volta por cima e fico profundamente triste por saber que tantas pessoas estão desassistidas sem o apoio de um lugar tão especial e de pessoas tão competentes que trabalhavam no CREDEQ, não tenho o menor constrangimento em, defender a reabertura imediata daquele centro de recuperação, e desejar sucesso aos que lutam para se libertar dessa maldição desgraçada que é a dependência química, seja lá de qual droga for lícita ou ilícita, pois ambas são extremamente nocivas ao ser humano, vide àlcool e tabaco. continuarei postando minha infeliz experiência com intuito de que por meio delas, você que tem algum problema relacionado, não siga por esse caminho de morte e derrota, seja forte, saia das drogas o mais rápido possível. Um abraço e boa noite.
ANÔNIMO
Sex, 20 Fev 2009 22:08:21 GMT
sobre o caso acima ele é uma advogada imagine se fosse policial?
anonimo
Sab, 21 Fev 2009 09:29:30 GMT
O RIO QUE GRITA SOS
Ainda neste mês, infelizmente não trouxe para este blog, li no G1/Globo.com que o Brasil sediou um encontro entre autoridades políticas ( teve até presidente de países vizinhos produtores da erva )para debaterem sobre a maconha.

Nosso ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participou da mesa e defendeu a descriminalização do uso da maconha.

Em 2 mandatos de Chefe Maior de uma nação, nosso ex-presidente CONSEGUIU acabar com a corrupção, deu comida, educação, trabalho, moradia e excelente atendimento público médico ao povo brasileiro e agora que o país está bem e entrou definitivamente no grupo dos países de 1º mundo, ressurge publicamente defendendo essa bandeira: liberar a maconha... Francamente!?

Isso acabaria com a violência em nosso país?
Sem discutir os males físicos causados aos usuários e a sociedade num todo, há quem diga que sim, pois a maconha poderia ser comprada no comércio como o cigarro e isso "esvaziaria" o traficante! Simples não?

Isso é ingenuidade ou o quê?

Amigos, os "trafica" continuariam corrompendo e destruindo nossa juventude. Livres de combate, continuariam oferecendo a linha "P"(de "pirata")dessa mercadoria, além das demais: crack, cocaína, êxtase, etc.

Sem querer ser alarmista, vocês já viram como eles se enfrentam na disputa pelo "ponto" de venda?
Já imaginaram se eles resolverem "atacar" os locais-legais de venda deste produto, por estarem interfirindo em seus ganhos roubando seus "clientes"? ÉÉÉ... VAI SER FOGO !!!!!!!!!!!!!!

Será que os promotores deste evento e os debatedores defensores dessa idéia pensaram nos riscos para nossa população que ficará no meio desses dois grupos de exploradores deste novo empreendimento ????

Alô ex-presidente! Responda essa por favor, excelência !!!!!

E O RIO GRITA POR SOS!
O RIO QUE GRITA SOS (jhbastos7@yahoo)
Dom, 22 Fev 2009 10:25:25 GMT
Dependencia Química x Politicagem
Enquanto questiúnculas são levantadas com relação ao tratamento ( ou não) de dependentes químicos em clínicas de qualidade e gratuitas o CREDEQ continua fechado, tendo deixado uma lista de espera de mais de 4 mil ( 4 mil mesmo!!!) dependentes químicos sem tratamento, com o fechamento da instituição baseado em exigências ridículas de órgãos governamentais comandados por burocratas insensíveis.
O trabalho realizado pelo Credeq desde sua fundação em 1987 é altamente elogiável, com um índice de recuperação que beira entre 30 a 40 % , enquanto em clínicas particulares ( e caríssimas) esse índice fica entre 10 e 20% dos dependentes químicos tratados.
Por que a Prefeitura do Rio não se convenia com o SASE, entidade mantenedora do Credeq, para reabrí-lo ao invés de fazer convenios amalucados com uma 'instituição' auto-denominada 'Cacique Cobra Coral (...) ' que diz 'ter poderes de controlar o clima'?
Alô Prefeito Eduardo Paes, alô Ministro Temporão, alô Secretário Sergio Cortes, alô Secretário Hans Dormann!!!!
Voces estão 'marcando bobeira' tendo nas mãos uma pedra preciosa para o tratamento de dependentes químicos gratuitamente e com altíssima qualidade enquanto milhares de famílias estão sendo destruídas peals drogas e seu abuso.
Segadas Vianna (segadasvianna@hotmail.com)
Sex, 27 Fev 2009 09:40:58 GMT
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