Rio sem lei
GPAE e nada é a mesma coisa, antigamente eram os DPOs e PPCs dos Batalhões, pois bem, uma força politica conseguiu acabar e criar o CPAE e GPAE, para dar cargos a mais Coronéis ociosos, visto que sabemos existe mais Coronéis que Soldados, em termos proporcionais, a cultura da policia cidadã foi implementada para que essa nova unidade atuasse nas comunidades, de que adiantou?Então chegou o Sergio Cabral e com ele as UPP (Unidade de Policia Pacificadora), mais uma outra subunidade para dar cargos a Oficiais, aparentemente o Dona Marta foi o plano piloto, mas achar que Cantagalo, Ladeira dos Tabajaras e Pavão/Pavãozinho vai se sucumbir, bem isso é acredittar demais em papai noel, sou a favor da implosão dos barracos que invadem a nossa mata atlantica, tranferências dos FAVELADOS, para uma região com mais infraestrutura, com água e esgoto, de preferência num local proprio para todos, como é o caso do Bairro de Sepetiba, tem uma vasta área para se contruir diversar casas, (Mas favelado quer morar lá, prefere cheirar a merda do Rico a viver em dignidade como pobre). Hoje muitos saudosistas setem falta da gloriosa e sábia DITADURA, tempos em que o Exército ditava as normas, e todos obedeciam, mas fazer o que o último Marechal morreu e com ele o sonhos dos saudosistas, os oficiais das forças armadas de hoje são um fracasso nacional, nem vou Comentar a Policia, basta olharmos as manchetes do Jornal, as forças de segurança estão enxugando o gelo, temos que exterminar o mal.
Honestésio
Qua, 27 Mai 2009 16:25:36 GMT
Comentário aguardando aprovação.
Respondendo aos comentários...
O GPAE foi uma idéia excelente que na prática demonstrou ser totalmente ineficaz. O único GPAE que apresentou um resultado bom foi o do Cavalão , em Niterói, mas que hoje já voltou a ser dominado pelo tráfico. Nos outros morros é raro o GPAE prender alguém ou fazer alguma apreensão significativa de armas e drogas.
Pequenos grupos de PMs nas favelas só pode dar esse tipo de resultado. Ineficácia por omissão ou por cumplicidade, ou até mesmo por sobrevivencia.
A Rocinha, pelo seu tamanho , não pode ser ocupada apenas por uma Unidade Pacificadora. A Rocinha já requer , pelo menos, a instalação de uma Companhia Independente.
A Rocinha é um caso todo à parte. Hoje ela é a 'central' da facção ADA - Amigos dos Amigos. Ela é o maior entreposto de drogas da Zona Sul, que estendeu seus domínios ao Vidigal e Chácara do Céu, que em caso futuro de ocupação da Rocinha , esta teria de ser estendida até estas favelas , sob o risco das mesmas, caso isso não fosse feito, de elas serem 'inundadas' pelos traficantes expulsos da Rocinha pela PM.
Agora, voltando ao Pavão, Pavãozinho e Cantagalo, a GM poderia colaborar com a PM reprimindo o uso de crack nas ruas de Copacabana próximas a favela.
Os usuários de crack dificilmente estão armados e compõem 99% dos praticantes de furtos e assaltos em Ipanema e Copacabana.
Segadas Vianna (segadasvianna@hotmail.com)
Sex, 29 Mai 2009 10:07:57 GMT
Comentário aguardando aprovação.
Porque só nos morros da Zona sul
Hoje abrimos os jornais e lemos matéria sobre a " OCUPAÇÃO DA POLICIA NAS COMUNIDADES CARENTES DA ZONA SUL " diga-se de passagem as comunidades do Pavão-Pavãozinho, Cantagalo e daqui a alguns dias como já foi lido nos veículos de comunicação o morro do Chapéu Mangueira no Leme. Nada contra essas ocupaçoes a estas comunidades pelo poder público, pelo contrário, ali moram muitas pessoas de bem, pessoas que só moram ali, porque não tem como comprar ou pagar um aluguel em uma rua ou avenida do leblon, Copacabana, Ipanema, Barra da Tijuca...pessoas que são obrigadas a conviver com traficantes de drogas, com guerras entre facções com tiros a noite toda e com medo de dormir e ser morto por uma bala perdida. Só que esse tipo de trabalho só esta sendo feito em comunidades carentes da zona sul, o sr. governador Sérgio Cabral e a cúpula de segurança do Estado, es queceram que a zona norte, zona da leopoldina, zona oeste parte mais carente ( Bangu, Realengo, Padre Miguel, Senador Camará, Campo Grande e Santa Cruz ) e Baixada Fluminense também fazem parte do estado do Rio de Janeiro, ou a zona sul e um estado diferente? Ou deve ser porque lá moram as pessoas que financiam a maioria das campanhas políticas deles, e elas não podem ser pertubadas por barulhos de tiros de fuzis vindo dos morros? Qual a diferença entre as pessoas que moram na zona sul e as pessoas que moram nessas áreas? Se for visto de cima, as autoridades estão fazendo um cinturão de segurança na zona sul, morro do D. Marta em Botafogo, morro do Chapéu Mangueira no Leme, Ladeira do Tabajara Copacabana, Pavão - Pavãozinho Ipanema, morro do Cantagalo entre Ipanema e Leblon. Será que se essas comunidades fossem por exemplo em Nova Iguaçu, eles estariam se preocupando com os inocentes mortos por balas perdidas? Eles estariam se preocupando em acabar com a guerra entre facções e combater o tráfico de drogas? O que dizer do complexo de Acarí, complexo do Alemão, complexo da Maré que ha 11 anos existe uma guerra entre comando vermelho, terceiro comando e amigo dos amigos, com dezenas de inocentes mortos por balas perdidas, complexo da Penha...? Só porque as pessoas dessas comunidades não tem como financiar a campanha política deles? Eles só fazem isso tudo que estão fazendo na zona sul porque se acontecer de um turista americano levar uma bala perdida na cabeça, e essa bala vier de qualquer comunidade dessas da zona sul, vai ocasionar um incidente diplomático, ai, eles vão se ver mais enrolados do que linha em carretel.
Weskley pena (lekinho100hipocrisia@hotmail.com)
Sab, 30 Mai 2009 10:19:16 GMT
DS
O fato de "nenhum governo que passou pelo RJ até hoje ter adotado políticas de longo prazo no que se refere à segurança pública", é para mim, apenas um dos motivos pelos quais chegamos à aterradora situação "do momento". Uma outra razão de peso significativo é a docilidade de nossas leis para com os crimes mais abjetos contra a integridade humana - o que não é de se estranhar, dada a qualidade de nossos congressistas.
E muito embora não se possa elencar entre os tais motivos o discurso "ultra-pollyânico" por parte (em uníssono)dos especialistas em tensões sociais - qual discurso, aliás, não prima por outra coisa senão a extrema condescendência para com todo um sortilégio de atrocidades, quando não legitimadas, ao menos explicadas por um ervanário de justificativas psico-sócio-econômicas - é fácil entender porque esse palavreado ralo constitui um combustível agressivo para a sucursal do 7º Círculo de Dante que se tornou o ex-maravilhoso Balneário de S Sebastião: mormente quando se cresce num dos arrabaldes da cidade, carentes de todo o aparato necessário a uma vida minimamente digna, salta aos olhos o efeito dessas teorias recendendo à beneplacência para com o crime, e fundadas na "falta de oportunidades", quando se tem notícias de jovens e adolescentes roubando, matando, e depois saindo-se com essa :"Ladrão é político, eu tomo o que é meu, tá ligado? A sociedade me deve!"
Não faz muito tempo assim, e um articulista, aqui mesmo no blog, sustentou que a oferta de tênis importados para menores residentes nas comunidades pobres teria evitado o assombro de delinquência juvenil no Estado...
DS em seu comentário menciona um termo chave ("política do confronto"), que para mim o identifica como um dos que se alinham com os cidadãos honorários do universo onírico da paz e da fraternidade sustentadas pela justiça social...um universo sem PM's, e sem crimes...
A evocação do percentual das divisas provenientes do turismo, o qual é dissipado no consumo fácil de drogas na cidade, corrobora essa minha impressão - o que terá pretendido DS com a palpitante revelação? Chocar os participantes do blog com a óbvia ululante constatação? Ou sugerir ter em mãos dados estatísticos endossados por instituições reconhecidas, os quais provariam que, dado o apetite pantagruélico dos narizes de nossos turistas, o melhor seria extinguir de uma vez o turismo na cidade?
Outra referência nesse discurso, que normalmente me faz oscilar entre a estupefação os frouxos de riso, é o que DS reputa por "enxugar gelo" - como se, na atuais circunstâncias (com juiz liberando preso condenado por superlotação em cadeias), restasse às forças estaduais de segurança, um leque pavoneado de alternativas...Aliás, tal referência não classifico como "burrice", tão somente em respeito à ingenuidade realmente bem-intencionada de muitos que a sustentam, como também em deferência ao animal que normalmente serve à ilustração da precariedade de inteligência.
Então, está muito bem: a PMERJ, segundo DS, "é um caso perdido", contaminada até o talo, indigna dos monumentos à integridade moral que são seus cidadãos. Que o Governo, portanto, ao suprimi-la (como as outras forças de segurança do Estado), extinga também a "política de confronto", fornecendo, sem a interferência das mesmas, saúde, educação, emprego e lazer às comunidades mais desassistidas (conforme as aspirações dos tais "cidadãos honorários" a que me referi acima). É bem verdade, que isso dar-se-á tão somente numa perspectiva de longo prazo (conforme advertiu, por tabela, DS), e até lá, possivelmente nem eu nem ele, nem nenhum de nós esteja vivo para ver - talvez imolados, no ir-e-vir trabalho-casa, por um imberbe sanguinário (não doutrinado em tempo hábil, pelas intenções sócio-restauradoras do governo) a rajadas de fuzil AK, mas tudo bem: terá sido em nome da "consciência social" ou do estabelecimento do "Sonho de Isaías" no Rio de Janeiro.
Cordialmente,
Leandro Ribeiro (proflribeiro@hotmail.com)
Sab, 30 Mai 2009 23:32:18 GMT
Fala 'DS'...
Estavas sumido, hein...?
Com o maior respeito, ms como voce fala bobagem, às vezes...
Dizer que boa parte dos turistas estrangeiros que nos visitam são drogados é uma baboseira sem tamanho... .
90% dos turistas que visitam o Rio são mais do que corretos e os US$ 120 são gastos / dia com hospedagem, refeições, táxis, etc... que geram trabalho e renda para a cidade e seus habitantes.
Agora, mudando de assunto, não considero as UPP e o GPAE a mesma coisa. As filosofias e os efetivos são totalmente diferentes. Os resultados idem.
É só ver o Dona Marta e a CDD...ah, e o Batan também...
As UPPs se tiverem continuidade são a solução mais lógica e viável para as favelas da Z. Sul.
Segadas Vianna (segadasvianna@hotmail.com)
Seg, 01 Jun 2009 10:11:10 GMT
Leandro Ribeiro,
Quanto blá-blá-blá, hein, meu filho!!!
Agradeço a vc por despender tanto tempo só pra responder o meu comentário, escrevendo este texto enorme e cheio de baboseiras... Porém, informo que só consegui aguentar até o segundo parágrafo. Vai ser prolixo assim lá na conchinchina!
E o Segadas... ai, ai, ai... Da onde vc tirou que "90% dos turistas que visitam o Rio são mais do que corretos e os US$ 120 são gastos / dia com hospedagem, refeições, táxis, etc"?? Esses 90% vc chegou depois de encomendar pesquisa ao IBOPE, né? Então tá bom, dados 100% confiáveis do Segadas, podem acreditar!!!
DS
Seg, 01 Jun 2009 17:56:43 GMT
ASSUNTO GLOBALIZADO
Cada vez que observo os comentários do nobre Sr. Segadas Viana ( diga-se de passagem, Ten Cel Segadas, e não sei se ainda Professor da Gama Filho), Bem vamos ao ponto crítico, " O GPAE foi uma idéia excelente que na prática demonstrou ser totalmente ineficaz. O único GPAE que apresentou um resultado bom foi o do Cavalão , em Niterói, mas que hoje já voltou a ser dominado pelo tráfico. Nos outros morros é raro o GPAE prender alguém ou fazer alguma apreensão significativa de armas e drogas.
Pequenos grupos de PMs nas favelas só pode dar esse tipo de resultado. Ineficácia por omissão ou por cumplicidade, ou até mesmo por sobrevivencia", isso tudo foi escrito pelo letrado Segadas;
_ Segadas , a Cumplicidade, a Omissão, a Ineficácia só existe porque do outro lado tem um Oficial de Policia, simplesmente porque a máquina corruptiva, que é gerada dentro de um Batalhão ou Companhia, visa apenas surrupiar do patrulheiro na rua que tambem tem culpa no cartório, porque quer uma escala, quer "montar" em um GAT, PATAMO, RP, nas entre linhas sabemos que existe uma máfia dentro das Policiais, olha quantas guerras vivemos dentro do Estado e apenas enxugam o Gelo: Guerra das Vans, tem policais e bombeiros envolvidos, Guerra das milíciais, tem policiais, e bombeiros envolvidos, Guerra das máquinas caça-niqueis, tem policiais e Bombeiros envolvidos ( o que vai dar a apuração dos Oficiais da Policia Militar envolvidos com a contravenção e foram fotografados no Sambodromo), vejam só nas principais "Guerras" travadas no RJ, tem envolvimento de Policiais sejam Civis ou Militares, além dos Bombeiros," Cadê o Discurso do Beltrame em tirar o porte de arma para os Bombeiros?, porque bombeiro anda armado? se apaga fogo? não fazem parte da Secretaria de Segurança, mas adoram tirar onda de Policiais, Para se mudar essa pífia sociedade Fluminense, o Governo tyem que começar a olhar dentro do seu próprio Quintal, só pra deixar registrado, sabemos que hoje as máquinas de caça niqueis são 30% do faturamento das mílicias e trafico de drogas, perdendo apenas para o transporte alternativo que soma 40%, o restante é dividido entre o trafico e por incrivel que pareça, a "Gato Net", ambas com 20%, Então vem a pergunta, PORQUE OLHAMOS EM CADA ESQUINA DE BAR, DE 07 A 30 MAQUININHAS FUNCIONANDO COMO SE FOSSE ALGO NORMAL? TENHO VISTO A POLICIA CIVIL FECHANDO ALGUNS "BINGOS CLANDESTINOS, E A PM? QUEM ACERTOU O "ARREGO". ALÔ ESTAMAIOR VAMOS COLOCAR ESSES CPAs PRA TRABALHAR, ALGUÉM TA LEVANDO, NOS BATALHÕES JÁ SABEMOS QUE NÃO TEM MAIS JEITO.
Observação: Viram que de um assunto consegui abordar vários, isso é uma forma de mostrar que tem pessoas observando tudo bem de pertinho.
Honestésio
Ter, 02 Jun 2009 14:10:41 GMT
Respondendo a mais comentários...
Na verdade a única e principal diferença 'de um tiro disparado na Z. Sul ser diferente de um tiro disparado em outro local da cidade' é o que eu já disse: a Z.Sul carioca é a vitrine da cidade para o exterior. Nós somos a principal porta do turismo receptivo no Brasil e qualquer incidente assim só traz imensos prejuízos à imagem do Rio e do Brasil. E como o turismo é gerador de trabalho e renda as consequencias deste 'tiro disparado na Z. Sul são extremamente previsíveis. E imediatas.
Quanto a ocupação de todas as favelas dominadas pelo narcoterrorismo no Rio é evidente que isto seria o ideal, mas enquanto não é possível, por 'n' motivos, o importante é ocupar a maior parte das favelas da Z. Sul. Bom, e para quem esqueceu o Batan lá em Realengo também está ocupado, assim como a Cidade de Deus. Outras favelas que urgem ser ocupadas , no meu modesto entendimento, são as que margeiam a Linha Vermelha ( Complexo da Maré ), até porque o 22º BPM , apesar de ser composto em sua maioria por guerreiros, não consegue sozinho cuidar daquela imensidão com seu efetivo atual. A Linha Vermelha também é uma das principais portas de entrada do Rio e os turistas que chegam não deveriam ser expostos à possível violencia logo na chegada à cidade.
Segadas Vianna (segadasvianna@hotmail.com)
Qua, 03 Jun 2009 13:57:28 GMT
Alô 'DS' e 'Honestésio'...
.. quanto ao 'DS', os dados que voce , talvez ingenuamente , contesta são oriundos da RIOTUR, órgão em que trabalhei por muitos anos e que afere este tipo de dados quanto aos turistas e tenha certeza de que eles estão 100% corretos. Aliás, 100% não, porque os turistas norteamericanos deixam em média US$ 180 / dia no Rio. Aprendeu...?
E 'Honestésio'... não sou nem Ten. Cel. , nem professor da Gama Filho. Sou civil, jornalista e não dou aulas.
Mas vamos em frente: concordo 100% ( para utilizar a estatístca do DS...) que para haver omissão ou cumplicidade, estas têm que ocorrer também em esferas mais altas, sejam Oficiais ou Delegados de polícia. Agora, não gosto de generalizações, pois senão caímos no 'discurso' do 'DS' que afirma que toda a polícia é corrupta.
Realmente também sou contra o porte de arma para Bombeiros Militares, a não ser em casos especialíssimos. E não porque tantos Bombeiros assim sejam milicianos, mas na verdade o porte de arma para eles foge completamente ( ou 100% , não é 'DS'...) de sua missão principal: salvar vidas e resguardar patrimonios.
O bom da história das maquininhas é que agora a PF está indiciando os donos dos bares onde essas coisas malditas estão como coautores de contrabando e exploração de jogos ilegais.
Para terminar, Honestésio, o dia em que o sistema policial ( civil e militar) for 100% ( olha eu aí de novo 'DS'...) for voltado realmente para resolver os problemas da sociedade na área de segurança e não para resolver os problemas do próprio sistema estaremos com tudo resolvido.
Segadas Vianna (segadasvianna@hotmail.com)
Qui, 04 Jun 2009 14:34:53 GMT
DS
DS
Não me agradeça:devo ter dedicado menos de 5 min a essa minha intervenção no blog.Diferentemente de um ou outro mais exaltado com cujas respostas pouco elegantes você já deve estar habituado, recebo críticas referentes a meus comentários com a naturalidade de quem escreve com frequencia em foruns dessa natureza. Contudo não posso sob hipótese alguma considerar tua avaliação como parâmetro confiável - para alguém que escreve em internetês próprio da puberdade coalhada em MSN, Orkut e que tais, não se pode esperar diferente julgamento de um texto com uma ou outra referência cruzada, alguma ironia e um vocabulariozinho que não acanharia um estudante razoável de ensino médio:tudo muito prolixo. Aliás, causa-me espécie você ter resistido ao 1º parágrafo...
Custa-me classificar também como "baboseira", a patética indignação generalizada contra a PM, que é a tônica de todos os teus comentários - mas como agora não tenho dúvida da tua incapacidade de alcançar pelas minhas linhas, a idéia que faço da ridícula inflamação (indigna mesmo dos púberes a que me referi) dos teus textos, quando o assunto é PMERJ, fico com o termo que para ti parece ser mais acessível: baboseira.
Quanto ao Segadas, as estatísticas dele não são menos confiáveis que a "boa parte dos turistas" a que fizeste menção. Que uma parcela dos turistas vem à cidade atrás do consumo fácil de drogas é de uma obviedade tão flagrante, que torna-se mais que ingênuo citar isso: é tolice. Por outro lado, você também não tem instrumentos para mensurar essa "parte", e portanto classifica-las como significativas ou desprezíveis.
Cordialmente,
Leandro Ribeiro (proflribeiro@hotmail.com)
Qui, 04 Jun 2009 20:36:42 GMT
Curioso como todo as pessoas tendem a extremar a realidade...
Em primeiro lugar, é complicado querer implodir os barracos que destroem a nossa mata atlântica e não poder fazer o mesmo com as mansões e prédios que concorrem com eles pela mesma área (dois pesos e medidas?)
Em segundo, é difícil querer fazer um apartheid de uma parcela da população para uma área distante de seus pólos de trabalho e sem recursos que supram as necessidades desse povo. Não que o "pobre" não possa morar em sepetiba, mas tem que se garantir os recursos para que ele more bem lá e gerar oportunidades de empregos para eles, pois, poucos aqui pagariam uma empregada que gastasse cerca de R$ 10 ou R$ 15 reais de passagem diariamente...
Sobre as políticas de longo prazo, o Homem é um ser racional e isso se reflete na capacidade de "planejar". Ou seja, não adianta ficar enxugando gelo! Chegamos no momento histórico que estamos por pensar que políticas de longo, médio e curto prazo não podem ser adotadas num conjunto! É no mínimo incoerência querer que tudo se resolva como num filme de hollywood onde um batalhão de homens entra e acaba com todo o crime em duas horas... Isso sim é Pollyânico!
Sobre a legislação, sou a favor da tolerância zero em todos os casos. Desde corrupção até infrações de trânsito, porém, acreditar que a oficialização da pena de morte no Brasil é a solução para o problema da violência é um dos maiores equívocos! São vários os motivos: 1)Nos países que a adotam, a taxa de criminalidade não caiu. 2) Pra isso teríamos que ter um sistema judiciário e uma perícia criminal muito mais organizados e eficientes (hoje em dia nem recursos para as máquinas fotográficas dos nossos peritos são obtidos com facilidade...). 3) As punições deveriam pegar a toda a população idependente de etnia, nível social etc.. (E aí lembro de casos como o do jornalista que matou a namorada em São Paulo e continua em liberdade, do juiz em Brasília que matou um segurança de mercado e do jogador que atropelou uma jovem e continua sem nenhum problema circulando em liberdade).
Por fim, realmente a frase do Beltrame é muito precisa no que ele quer dizer... Um tiro em Copacabana tem atenção da mídia, um tiro em copacabana pode acertar a população de classe média alta... Um tiro numa favela é apenas mais uma estatística.. Isso quando ele é divulgado...
Por isso tudo eu só tenho a dizer que realmente as coisas são diferentes...Um tiro em mim com certeza vai fazer mais diferença na minha vida do que um tiro em você...
Zé Ninguém
Sab, 06 Jun 2009 16:16:23 GMT
Será preciso mesmo!!!
É triste ver alguns policiólogos fazendo campanha pra se instalar uma Cia ou Batalhão na Rocinha, vc acha que vai adiantar?, quero saber o seguinte vai colocar algum parente teu lá, tem pessoas que acham que a policia é a solução de todos os problemas, quem disse que favelado quer ser ajudado, eles querem, facilidades, quais: GATO NET, Gato Luz, Gato água, Gato velox, e morar de graça, eles não querem a policia na porta deles porque sabem que perderão tais privilégios, a Teoria do Caos, é evidente e visível na nossa política de segurança pública, "Teoria do Caos" passa de uma equação que tem como resposta inúmeras variáveis : "O Simples Bater de azas de uma borboleta em Jacarépagua, pode causar um furacão em Copacabana". precisamos de um mal, para gerar o bem, sociólogos e antropólogos entenderam o que digo, hoje o foco esta em favelas da zona sul, tudo isso porque o metro quadrado mais caro do rio quer andar em segurança, experimentem andar a noite por ruas de vigário geral, parada de lucas, caxias, bangu, campo grande, esse bairros entre outros estão a mercê da sorte, me lembro somente de um momento sensato desse atual governo,(quando fizeram uma operação policial no complexo do alemão e mataram 19 bandidos(para imprensa foi 19, kkkkkk), bem, no dia seguinte apareceu o presidente da OAB, para falar da atrocidade que a policia cometeu, na verdade sabemos que a policia somente revidou uma injusta agressão, afinal no Alemão com rosas é impossivel de entrar, mas porque ele apareceu, pela pressão dos advogados do diabo que defendem os narcotraficantes. O RJ tem jeito, Choque de Ordem nas favelas: derrubar barracos irregulares, fazer um cadastro das pessoas que são de outros Estados e vieram tentar a sorte aqui e acabaram na favela, fazer um programa para eles retornarem a cidade natal, ( maldito foi o infeliz que disse a frase e cantou " O rio de janeiro continua lindo" por causa desse inconsequente, a música iludiu um bando de infeliz que migraram para o Rio pensando que iriam conquistar algo melhor, resultado, hoje temos a Rocinha com 70% da população sendo nordestina, nosso sistema carcerário tem em sua maioria 55 % de pessoas nascidas em outras regiões do país, o principal traficante do RJ esta solto novamente, Facão, que tem aterrorizado o Complexo da Maré, detalhe o fdp é Pernambucano, hoje o Rio vive uma PANDEMIA CRIMINOSA, sem cura imediata, não adiantam rezar o "Caos" foi implementado, que GADU olhos por todos.
Observador Obscuro
Sab, 06 Jun 2009 22:33:36 GMT
Zé Ninguém
Concordo com teus comentários a respeito das favelas, "apartheid" social, destruição de barracos e mansões em nome da preservação da Mata Atlântica - aliás, fazendo justiça ao atual prefeito - de cuja administração, por sinal, sou crítico contumaz - pela primeira vez tive notícia de demolições em áreas nobres, de imóveis nada modestos, pertencentes a cidadãos idem.
Sobre a "capacidade de planejar" e as ações por parte da Secretaria Estadual de Segurança (e, em última análise, das polícias investigativa e ostensiva) que vocês classificam superficialmente de "enxugamento de gelo", mantenho minha opinião sobre a ingenuidade desse julgamento. Considerar que um batalhão de John Wayne's acabe em "duas horas" com esse disparate de violência instalado no Rio, não é realmente Pollyânico, mas trata-se mesmo de uma incoerência que reflete tolice de quilate idêntico ao da suposição de que as justas e necessárias políticas de longo prazo para a área de segurança, prescindem de ações pontuais imediatas que resultem eventualmente na morte de quem resista à prisão disparando projéteis de fuzil ou lançando granadas em agentes, e até em helicópteros, por exemplo.
Embora não tenha porque duvidar do que escreves quanto as suas posições, hoje, custa-me crer que alguém que, como você, se expressa de uma forma que ao menos a mim parece sugerir que os desvios e atrocidades dos pobres devem ser julgados com pesos diferentes dos cometidos por ricos, seja "a favor da tolerância zero em todos os casos". Pessoalmente não sou a favor da pena de morte - contudo, sou a favor da perpétua (cuja referência normalmente causa espasmos de indignação entre os Pollyânicos a que me referi). Por outro lado, respeitadas - quando possível - as devidas proporções, gostaria que me indicasse um, apenas um país onde a pena de morte tenha sido adotada, e que o número de homicídios/habitantes seja de tal forma obsceno como no Brasil...façamos por menos: como no Rio (não vale países em situação de franca guerra civil, embora mesmo entre esses desconfio que nosso estado ocupe posição proeminente...e já nem sei mais se faz sentido falar em números relativos e absolutos de homicídios, pois 1600 assassinatos em 3 meses, é qualquer coisa que, pela ignomínia, dispensa relativizações).
O fato de termos um sistema judiciário ineficiente (para se dizer o mínimo) e uma perícia criminal em petição de miséria, apenas corrobora o que eu disse sobre o papel que resta às forças de segurança, se não aquele que vocês virulentamente denominam de "enxugar gelo". Poderia me estender mais sobre o papel desempenhado pelo Legislativo Federal (meramente desprezível, pelo conjunto da obra, no meu modesto entendimento) em toda essa putrefação, mas já me pronunciei sobre isso em comentário recente.
Justamente porque defendo maior rigor de nossas leis para crimes contra a integridade física humana, que considero mais do que congruente supor que tal rigidez seja estendida sobre todos, indistintamente - como você escreveu, seja qual for o sexo, a etnia, condição social, convicção ideológica, credo religioso, e quaisquer outras características, de todas as matrizes. Não por acaso, o Sr Pimenta Neves, a que fizeste menção, é com frequencia citado por mim aqui no Blog - basta pesquisar os foruns anteriores - assim, como a Srtª Ritchoffen & Irmãos Cravinhos, o juiz cearense, o assassino da jovem atriz da Globo, nos anos 90...até mesmo o Sr Doca Street, já evoquei aqui como ícone do picadeiro que é esse nosso Brasil em questões de justiça (o cara mata a amante a sangue frio em nome da "honra" e da "privação de sentidos", é absolvido, e aparece no Fantástico arvorando-se defensor das mulheres...). Mas ao contrário de vocês, não vejo diferença entre esses e os "excluídos" que acachapam comunidades inteiras com mão de ferro, conforme seus caprichos, e retalham desafetos a golpes de espada ninja e rajadas de .30, ou incinerando-os em microondas.
Eu cresci em comunidade de classe baixa, filho de um trabalhador braçal, que nunca frequentou escola regular - portanto, fico muito à vontade para expressar meu inconformismo em relação a indulgência de nossas leis e a inoperância de nosso Judiciário, na minha opinião, responsável em grande monta pelo meu sentimento de insegurança tanto ao visitar qualquer amigo à noite, em alguma comunidade da zona Oeste, quanto ao me reunir com esposa e amigos em qualquer boate do Centro ou zona Sul, frequentada de ordinário pelos jovens mais bem aquinhoados da cidade.
Cordialmente,
Leandro Ribeiro (proflribeiro@hotmail.com)
Qua, 10 Jun 2009 10:26:03 GMT
Comentário aguardando aprovação.
Comentário aguardando aprovação.
Comentário aguardando aprovação.
Comentário aguardando aprovação.