Boca no Mundo por Pedro Landim

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Pedro Landim

Terça-feira, 25 Agosto, 2009

COSTELAS E TANTO

Foto Pedro Landim

Na brincadeira de marinar costelas de porco, porque elas me pedem para ser marinadas, podemos dar asas aos temperos.

Outro dia assei no forno essa da foto, regando sempre com o molho de limão, azeite, alecrim, alho, raspa de limão siciliano e pimenta dedo de moça. O troço pegou fogo, mas a gente gosta.

Notem que a dita foi acompanhada de um purê de batata doce, contrastando.

Foto Pedro Landim

Então escrevi uma coluna no jornal sobre costelas, e descobri que preciso o quanto antes armar a churrasqueira portátil na área de serviço aqui de casa, convenhamos que é uma bagunça e tanto num apartamento, isso se o vento ajudar a não defumar a vida do vizinho.

E falando em defumado...

Do Kentucky Reprodução Internet

Ainda não experimentei, mas passo a receita caseira de molho Barbecue apresentada como a autêntica do Kentucky por Craig 'Meathead', controlador de churrasqueiras 'smokers' americanas, jurado de torneios de 'barbecue' e criador do website Amazing Ribs, um portal dedicado a costelas assadas na brasa segundo métodos do Tio Sam.

2 xícaras de ketchup / 1/2 xic. de mostarda / 1/3 xíc de molho inglês / 1/4 xic. suco de limão / 1/4 xic. melado de cana / 1/4 xic. de mel / 1 xic de açúcar mascavo / 1 col. chá de molho de pimenta / 1 col. sopa de pimenta calabresa / 1 col. chá de pimenta do reino / 1 col. chá de sal / 3 col. sopa de óleo vegetal / 1 cebola média bem picada / 4 dentes de alho espremidos

O site sugere às mulheres a estratégia retratada ao lado como infalível para elevar o poder de sedução e levar os homens à loucura.

R

1 - Numa pequena tigela, misture a pimenta calabresa, a do reino e o sal.

2 - Em tigela maior, misture ketchup, mostarda, molho inglês, limão, melado, mel, molho de pimenta e o açúcar mascavo.

3 - Em fogo médio, salteie a cebola, adicione o alho e cozinhe mais um minuto. Adicione os temperos 'secos' da tigela menor e mexa por dois minutos. Acrescente os demais temperos e cozinhe por cerca de 10 minutos para engrossar.

O molho se conserva por muito tempo na geladeira, em recipiente limpo e fechado. O negócio é marinar as costelas por meia hora e levar ao forno baixo, assando lentamente e pincelando com o molho por uma hora ou mais, até ficar no ponto desejado.

Há quem asse a metade do tempo no papel alumínio para amaciar, e depois o retire para dourar, cerca de duas horas ao todo, em forno de 200°.

Reprodução Internet

Confesso que preciso praticar o tema para descobrir a melhor maneira de assar costelas no forno, antes de armar a churrasqueira para maiores aventuras. Aceito sugestões.

Frase do Dia

"A mescla mágica de proteína quente, gordura derretida e colágeno untuoso na carne tostada é um elixir narcótico que vicia desde a primeira mordida". Craig 'Meathead'

Veja também: Pinotxo

Foto Pedro Landim

Segunda-feira, 24 Agosto, 2009

BOCA NO TWITTER

Reprodução Internet

Estamos agora adivinhem onde...

www.twitter.com/bocamundo

Vamos ver o bicho que dá.


Sexta-feira , 21 Agosto, 2009

TOMATES SÃO LEGAIS

Reprodução Internet

Lá pelos idos de mil quinhentos e tal, conta a História, eles chegaram ao Velho Mundo como mensageiros do capeta, frutos ácidos, estranhos e provavelmente venenosos, e mesmo tendo virado posteriormente um dos ingredientes preferidos da cozinha no planeta, voltaram a assombrar o mesmo em 1978, em versões mutantes e gigantes que invertiam a ordem natural da macarronada e devoravam seres humanos.

Em Attack of The Killer Tomatoes, os tomates foram novamente considerados vilões sanguinários, e só muitas pizzas depois conseguiram provar que tudo não passava de efeitos especiais (?!) de uma obra cinematográfica bizarra.

CapetaReprodução Internet

Ou não. Dia desses, na academia, pedi meu suco de tomate em caixinha para aquela vitaminada antes de queimar o jantar da noite anterior, e veio a revelação: "Não estamos mais vendendo. Ninguém pedia, só você e mais uma menina. Tinha também um professor, que colocava azeite e sal".

Bom, pensei, algum traço de vida gastronômica inteligente, nem tudo está perdido. E talvez eu encontre minha alma gêmea malhando.

Mas meus meus temores de um grande complô ganharam corpo numa noite como outra qualquer, quando passeava na Internet em busca de amenidades e encontrei por acaso página subversiva provavelmente controlada por terroristas que desejam banir os tomates de nosso convívio.

Resumindo: a culpa das dores do mundo é dos tomates, segundo o hilário Tomatoes Are Evil: "Nós não estamos falando de uma implicância, ou de alergias médicas, mas da realização que esas fruta é a semente do demônio".

E você ainda pode arriscar algumas receitas de pizza, lasanha e até ketchup sem tomates, feito com beterrabas...

Ameixas

Sou capaz de matar e morrer para defender tomates, milagrosos em minha concepção, mas se você por acaso se identificou com a página dos terroristas e quer substituí-los prefiro a coluna de uma jornalista do The New York Times que idolatra os frutos vermelhos e sugere criatividade após uma geada que abalou plantações.

Reprodução Internet

Versando sobre o sanduíche BLT (Bacon, Lettuce, Tomatoes) - confesso que esse clássico me excita -, a autora sugere a substituição do tomate pela ameixa: Bacon, Alface e Ameixa.

E há também a menção de pêssegos na salada caprese, ao lado da mussarela...

Quem me enviou o link foi a Flávia Motta, jornalista e blogueira de mão cheia em moda (Sobressalto) e viagem (As Viajantes), esse último trama legal da Flávia e suas amiguinhas que curtem andar pelo mundo.

Daqui a pouco volto, vou ali comprar dois quilos de tomate para salvar a Terra.

Veja também: Vermelho

Foto Pedro Landim

Sexta-feira , 14 Agosto, 2009

É QUE EU ADORAVA PÃO DOCE

Foto Felipe O'Neill - Ag. O DIAAgora não tem mais jeito, o vício chegou e eles estão descontrolados. Pegaram o telefone aqui na repartição e pediram 10 caixas, 60 pães doces.

Tudo começou quando sugeri pauta sobre doces tradicionais, e a Kamille lembrou do Madrilenho, da Confeitaria Manon, na Rua do Ouvidor.

"Fabricamos sensações desde 1942", diz o slogan. E a principal delas é o pão doce com textura de nuvem, coberto com creme e um ponto de goiabada, açucarado e macio.

A casa foi inaugurada durante a Segunda Guerra Mundial, e a receita é de um confeiteiro espanhol.

A Manon é um programão no Centro, tem lanches deliciosos e umas torradas Petrópolis de comer com os olhos, envolvendo sanduíches como o Ouvidor: frango, alface, tomate, bacon e ameixa, com batata frita. Deliciosamente tradicional.

Só a arquitetura do lugar, e os salões preservados que, dizem, reproduzem o interior de um navio português, já valem a visita.

A Verdade

Devorando meu Madrilenho, me veio à lembrança uma pérola da música brasileira, clássico do Carlos Sandroni, que me deu aulas de violão na adolescência e tocava o Pão Doce.

Leiam e ouçam a obra prima, numa video-colagem feita na Internet sobre a interpretação da Clara Sandroni, irmã do Carlos. Acreditem, é a letra de uma canção.



"Não adianta mentir pra mim mesma, ficar me enganando, tentando dizer que nunca na vida, nunca na vida eu gostei de pão doce.

Porque por mais que eu queira esconder, a verdade é que eu adorava pão doce.

Não podia passar sem pão doce. Bastava ver padaria, que logo eu ia, que logo eu ia comprar.

Não adianta mentir pra mim mesma, porque no fundo, porque no fundo eu sei muito bem que essa história toda de não comer açúcar, que essa história toda de não comer pão branco, que essa história toda de viver de mel e pão integral, isso tudo só foi começar muito depois.

Depois de um tempo em que eu era tão completamente ingênua, tão sem força de vontade, que as doces delicadezas, de qualquer guloseima, lânguidas me seduziam, e minha língua sofria de incontrolável fascínio por cremes dourados e frutas cristalizadas, feito rubis incrustadas nas crostas crocantes dos pães.

Mas hoje tudo é diferente e e eu olho pruma padaria, me ponho cismando, chego a duvidar como é que pôde um dia eu ter entrado tanto lá.

Porque por mais que eu queira, mas que eu queira mentir pra mim mesma, ficar me enganando, tentando dizer que nunca na vida, nunca na vida eu gostei de pão doce.

Fazendo um exame detido, sendo sincera, eu tenho que admitir que a verdade, meus amigos, pelo menos no que tange a trigos, a verdade no duro, doa a quem doer, a verdade é que eu adorava pão doce...
"

Veja também: Uvinhas Moscatel


Quinta-feira, 13 Agosto, 2009

RECEITAS NA URCA

DivulgaçãoIniciativa muito legal do Bar Urca, que é de fato um bar (e restaurante) muito legal, o 2º Concurso de Receitas da casa está na fase final.

São pratos criados pelos fregueses, na 'vibe' do lugar, e o vencedor recebe o belo prêmio de ver sua criação no cardápio, após um jantar de comemoração.

As cinco finalistas serão escolhidas por um juri especializado e pelo voto popular, na Internet. Recebi o aviso e repasso aqui.

A 'urna' com as receitas está no www.barurca.com.br. Se os jurados escolherem um prato, e o público votar em outro, serão dois campeões.

Os concorrentes são: Bacalhau delicioso da Ely; Risoto Delícia (camarão, cogumelo e queijo brie); Polenta de camarão a Iris Castro Reis, Filé de Hadock à moda J.B; e Risoto de caranguejo com limão e pimenta do reino.

A vencedora do primeiro concurso chama-se Faby, e seu camarão na moranga está lá na Urca para quem quiser provar. A foto ali de cima é do polvo com arroz de brócolis que comi outro dia apreciando o visual da Baía.

E falando em visual, fiquem com a imagem maneiríssima capturada pelo amigo e fotógrafo Rafael Wallace. Homenagem ao bondinho, ao bairro, à cidade...

Foto Rafael Wallace


Terça-feira, 11 Agosto, 2009

A EXPLOSÃO DO TOUCINHO

Reprodução Internet

Sem desprezar lombos, linguiças e pernis, digo que bastava o toucinho para justificar a existência do porco no planeta. Não quero atrapalhar o regime de ninguém, ou incomodar os cardiologistas, mas a verdade é que poucas coisas podem ser mais saborosas e aromáticas na cozinha do que bacon.

O segredo é pegar leve. Ao contrário do cigarro, existem níveis seguros para a presença da gordura de porco em nossas vidas. Acredito nisso, e qualquer cozinheiro há de concordar.

Não precisa nem fazer parte do grupo de maníacos americanos que se dividem em equipes para disputar competições de churrasco e inventam pratos delicados como o fenômeno 'Bacon Explosion' (foto acima).

A receita inventada no Kansas virou conqueluche de Internet: um 'rocambole' de fatias trançadas de bacon enrolando carne moída recheada com bacon frito, tudo regado a molho barbecue e assado na brasa.

Reprodução Internet

Segundo o The New York Times, a iguaria atinge 5 mil calorias e 500 gramas de gordura.

Bacon de Maria

Aquele pessoal se supera, e não larga o toucinho nem na hora da sobremesa, ou relaxando num martini após o trabalho.

Reprodução Internet

Sim, as tiras fritas e crocantes de bacon mergulhadas em chocolate estão na crista da onda na terra de Obama, e qual não foi minha surpresa ao me deparar, ainda que de forma virtual, com uma garrafa de...

Reprodução Internet

O texto explicativo da empresa americana que produz a vodka aromatizada diz que "as pessoas têm misturado ingredientes de sabor com álcool desde que bebemos álcool". Verdade.

Entre as receitas sugeridas no site estão um Bakon Chocolat Martini (olha o chocolate aí de novo) e a Bakon Mary, essa faz sentido e dá até vontade de provar.

Mas aí tem que adicionar um toque de Absolut Pepper, seguindo o conselho da menina dos cabelos de pimenta malagueta.

Amatrice

Sendo assim, e para não sair de mãos abanando, lá vai a receita publicada hoje em minha coluna impressa, leve sugestão de origem romana, molho clássico italiano onde tudo o que você tem a fazer é cortar o toucinho defumado em tirinhas e refogá-las com cebola, antes de acrescentar os tomates e as pimentas da cor do cabelo da menina.

Foto Pedro Landim

Penne Amatriciana (serve 4)

2 col. sopa de azeite / 1 col. sopa de manteiga / 1 cebola pequena bem picada / 60g de bacon cortado em pequenas tiras / 1 lata de tomate 'pelati' italiano, escorrido e cortado / 1 pitada de pimenta vermelha bem picada / 500g de massa (penne) / Queijo parmesão / Sal

Foto Pedro Landim

1 - Refogue a cebola com o azeite e a manteiga, até dourar. Acrescente o toucinho, mexa e cozinhe por um minuto.

2 - Adicione os tomates, a pimenta e o sal e cozinhe em fogo baixo por 15 minutos para reduzir e encorpar o molho.

3 - Tempere a massa cozida e escorrida com o molho, acrescente um punhado de queijo, mexa bem e sirva.


Sexta-feira , 7 Agosto, 2009

VIÚVA DO MILÊNIO

Reprodução Internet

Reproduzo aqui nota publicada hoje pelo supercolunista Bruno Astuto, com quem tenho a honra de trabalhar aqui na brigada de entretenimento e diversão do jornal O DIA.

Em sua Página 3, Bruno falou sobre o novo 'mimo' do empresário Eike Batista. Altíssimo luxo, de tirar o fôlego. Ilustro com imagens de produtos da "Viúva" pescadas na rede.

Reprodução Internet

Fala, Bruno:

"Quem ajuda Eike a receber é a Veuve Clicquot, de quem o empresário comprou uma Vertical Limit, adega feita pela Porsche para receber as 12 garrafas magnum de champagnes de safras raríssimas do label, que ficam deitadas em bercinhos delicados.

Reprodução InternetEstarão lá as safras 45, 55, 58, 69, 79, 82, 86 e 90, supra-sumos do mundo dos champagnes Veuve. Só existem 14 adegas como essa em todo o mundo, sendo a de Eike a única no Brasil. No Estados Unidos, é só uma. Na Europa, poucas. Na Ásia e no Oriente Médio, um punhadinho.

Se fossem leiloadas, as garrafas atingiriam, mole, mole, o preço mínimo de US$ 10 mil. Eike ainda não decidiu se vai disponibilizá-las para venda, se vai servir entre amigos em ocasiões especialíssimas ou se vai deixá-las dormir em seus bercinhos, nos sonos das justas..."

A propósito: a cara de mau da Viúva Clicquot abrindo o post faz sentido. A pessoa assumiu a firma após a morte no marido, no início do século 19, e transformou a marca num império mundial de champagne. Estilo dama de ferro.

Dois séculos depois...

Cadeira especial para a degustação do casal da Viúva:

Reprodução Internet


Quinta-feira, 6 Agosto, 2009

NOSSAS FRITAS

Foto Pedro Landim

Que Athina Onassis não me ouça, mas consta que para fritar batatas não há nada como gordura de cavalo na frigideira.

Quem veio com essa, certa feita, foi o chef francês Alain Passard - que, curiosamente, converteu-se à cozinha vegetariana e manteve as três estrelas do Guia Michelin sem jogar animais nas panelas.

A história é contada numa das colunas publicadas na revista Vogue pelo crítico Jeffrey Steigarten, reunidas no livro 'O Homem Que Comeu de Tudo' (Cia. das Letras) para abrir suas divagações científicas sobre batatas fritas.

Ciência

De fato, entre os sujeitos que se tornaram celebridades dirigindo cozinhas profissionais, são inúmeras as equações envolvendo temperatura de óleo, número de frituras, tipos de batata, lavagens e resfriações das mesmas.

Batatas, óleo e sal são apenas o começo para as técnicas onde é preciso controlar o calor através de um termômetro mergulhado no óleo (certamente não é aquele que temos na gaveta) ou fritadeira elétrica.

Reprodução Internet

Anthony Bourdain, por exemplo, que diz fazer as melhores fritas de Nova York em seu bistrô, o Les Halles, aconselha duas frituras (técnica quase consensual): a primeira mais longa, em menor temperatura (6 a 8 minutos, óleo a 140°C), e a segunda, após intervalo de 15 minutos, breve e no óleo bem quente (2 minutos a 190°).

A idéia é primeiro 'branquear', cozinhar o interior da batata antes que elas criem a casca impermeável, e depois cuidar da crocância na segunda fritura.

Falando nisso, e trazendo mais para perto o enredo, outro dia o Paulo Roberto me contou, lá na Praça da Bandeira, que um dos segredos dos premiados chips de legumes de seu botequim, o Petit Paulette, está nas duas frituras. E sem gordura de cavalo.

Reprodução Internet

Voltando às batatas frias, há quem ainda as cozinhe antes das frituras, caso dos "chips perfeitos" do chef Heston Blumenthal, do aclamado (e quase científico) restaurante inglês Fat Duck.

Achei na Internet um pequeno tratado de Heston sobre o assunto, e publico a receita ali embaixo. Coisa de duas horinhas de preparo. Vou experimentar em breve, mas resolvi abreviar no fim de semana e segui as instruções de Bourdain.

Não tenho termômetro nem fritadeira, sou iniciante nas frituras mas aí vale o ditado, com trocadilho: quem não arrisca não petisca.

Foto Pedro Landim

As fritas poderiam ter ficado mais douradas, mas fizeram bonito ao lado de um rápido hambúrguer caseiro, com tomate e folhas de rúcula.

Chips Perfeitos do Blumenthal

1kg de batatas (a do tipo Asterix é boa para fritar) / 2 litros de óleo vegetal / Sal a gosto.

1 - Lave, descasque e corte em fatias finas as batatas. Assim que for cortando, coloque-as numa bacia com água fria e enxágue na torneira por cinco minutos para remover o excesso de amido.

2 - Leve uma panela grande de água ao fogo, jogue as batatas e cozinhe até ficarem macias. Retire e deixe esfriar numa bandeja. Quando esfriar, deixe por meia hora na geladeira.

3 - Aqueça o óleo a 130°C. Cozinhe as batatas no óleo até ficarem com aparência seca na superfície, ainda sem dourar. Não sobrecarregue a fritadeira, frite em levas as batatas. Enxugue-as, deixe esfriar e refrigere novamente por meia hora.

4 - Leve o óleo a 190° e frite as batatas novamente até ficarem marrom-douradas. Escorra, salgue e sirva na hora.


Terça-feira, 4 Agosto, 2009

SOM NA PANELA

Bom, são as duas matérias preferidas em minha vida de redação e cozinha. Muito bom cozinhar com música, e acho que pratos merecem trilhas sonoras.

Um risotto de cogumelos variados ao som de Kind of Blue, de Miles, um hambúrguer na chapa com Bob Marley, moqueca temperada no estilo Caymmi: "Bota pimenta malagueta..."



E agora temos o chef (meio boliviano, meio brasileiro) Checho Gonzáles como protagonista de um clipe rodado no fogão e com molho de mangue beat, som maneiro do pernambucano Carlos Posada, da banda Bárbara e os Perversos.

Passei a conhecer e gostei, clipe bacana gravado num turno real da cozinha de um restaurante. Espécie de ciranda envenenada no movimento das panelas.

Divulgado pelo leitor e produtor Gilson Val, está aqui para quem quiser provar.

Roberta MaltaChecho, que foi chef do extinto Pecado, em Ipanema, e andou pelo Zazá Bistrô, pegou a ponte aérea e está estreando no novo Ají, em São Paulo, praticante da 'comida latina contemporânea' a partir da pimenta que lhe dá o nome.

E já que estamos em Sampa, aproveito para 'roubar' aqui uma foto tirada pela querida Roberta Malta e publicada em seu blog.

São as impagáveis tatuagens na mão de Checho: kibe, esfiha, coxinha...

Roberta, aliás, está indo para Barcelona tentar uma mesinha no El Bulli. Boa viagem!




Desde o dia em que entrou na cozinha para arriscar um risotto de cogumelos, a vida de Pedro Landim mudou da água para os vinhos.

Repórter de cultura e colunista de gastronomia do DIA - onde ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo em 2005 -, adora cozinhar, comer e falar de comida.

No jornal impresso, a coluna homônima é publicada às terças-feiras, no Guia O DIA-Michelin de Viagem.

Bom apetite.