A festa da promoter Chrisinha Corchs, que aconteceu esta madrugada na boate Disco, em São Paulo, formou vários casais. A começar pelo empresário Alexandre Birman, que se encantou pela socialite Heleninha Bordon. Eles ficaram aos beijos, enquanto a ex-futura mulher do moço, Leticia Birkheuer, assistia a tudo impávida, dançando até não poder mais.
Outra cena de rodízio foi protagonizada por Flávio Sarahyba. O advogado, que até semana passada era apontado como novo affair da atriz Camila Rodrigues, 'ficou' com a top Carol Francischini, enquanto Camila dançava em outro camarote.
Já o assediadíssimo ator Sérgio Marone caiu de amores pela bela Seidl. Os dois eram só beijos a noite toda. PG3, claro, tem as fotos com exclusividade.
Alexandre Birman e Heleninha Bordon - besos
Enquanto isso, Leticia dança...
O sócio da boate, Marcos Maria, mostra seu amor pela aniversiarante, Chrisinha
A moda está de luto. Morreu ontem em Paris, aos 71 anos, o estilista Yves Saint Laurent, considerado um dos maiores mestres da Alta Costura internacional. Este ano, ele celebraria os 50 anos de seu primeiro desfile na Dior, grife que assumiu aos 21 anos, após a morte de seu fundador, Christian Dior. Saint Laurent nasceu na Argélia, em 1936 e, aos 18, emigrou para Paris, onde se inscreveu no curso de desenho da Chambre Syndicale, o órgao máximo da moda francesa. Lá, foi descoberto por Dior, que o empregou como modelista.
Em 1962, com a ajuda do companheiro de toda a vida, Pierre Bergé, Saint Laurent abre sua própria grife, que controlaria durante 41 anos. Looks andróginos, smokings femininos e coleções temáticas inspiradas pelas artes plásticas e pelas inúmeras viagens ao redor do mundo arrancavam o fôlego das fashionistas. Ao vestir as mulheres como homens, ele lhes deu poder, que elas usaram e do qual abusaram.
Era um homem intenso que gostava de chocar. Não foi sem grande gritaria que ele batizou um perfume com o nome de uma das suas maiores paixões, o ópio, droga que descobrira em suas viagens ao Marrocos, onde até chegou a ter uma casa.Suas campanhas acompanharam a evolução dos costumes nos anos 70, trazendo o sexo para a publicidade.
Ontem à noite, a modelo Naomi Campbell declarou à coluna: “Sinto que a maior parte da minha história desaparece com a morte de Versace e, agora, de Yves. Este homem me deu grandes oportunidades e serei eternamente agradecida por ele ter colocado as negras no mapa. Perdemos o grande mestre do nosso tempo”. Carmen Mayrink Veiga, dona de um dos maiores acervos YSL do Brasil, disse: “O mundo perdeu um dos maiores designers que já existiu. Ele foi o primeiro a viajar e a trazer influências de outras culturas à moda ocidental”.
Ele foi o primeiro a colocar negras na passarela, o primeiro artista vivo a ganhar uma retrospectiva no Metropolitan de Nova Iorque (hoje, todo ano, um designer ganha a sua). Tinha gosto pelo discreto charme da decadência, que, por ironia, virou referência de luxo. Não sei se a tal retrospectiva lhe fez bem: as coleções seguintes sempre deram o ar de que ele estava olhando para trás na própria obra, quando seu principal atributo foi ser um revolucionário. Não por acaso, nos anos 90, ele e Bergé contrataram Alber Elbaz (hoje um dos maiores estilistas do mundo, à frente da Lanvin) para comandar suas coleções. A obsessão pela perfeição afugentou o moço.
A doença em estágio avançado, a depressão profunda e a nova ordem econômica dos conglomerados de luxo levaram-no a vender sua marca para o empresário François Pinault, em 98. Divergências entre as visões dos dois homens sobre a moda fizeram-no pendurar as agulhas quatro anos depois. “As modas passam, o estilo é eterno”, sentenciou.
Tive o prazer de estar na platéia de seu último desfile, em 2002, em Paris. Ele apresentou uma grande retrospectiva, com Jerry Hall, Claudia Schiffer, Naomi Campbell e várias brasileiras exibindo as coleções Mondrian (65), Matisse (81), Espanha, China, África, entre tantas.
E como me esquecer daquele espetáculo maravilhoso? Eu tinha 23 anos, no frescor da descoberta do mundo da moda, e lá estava num lounge vermelho com corações gigantescos e a palavra ‘Love’ escrita em neon por todos os cantos. Um tapete vermelho foi estendido rumo à passarela, onde se viam princesas, primeiras-damas, atrizes, cantoras e socialites prontas para prestar sua última homenagem a Saint Laurent e, por que não, à Alta Costura?
É fato que a arte artesanal começou a morrer com a aposentadoria do estilista. Só para se ter uma idéia, a semana das coleções reduziu-se a três dias (este ano, a de verão irá de 1º a 3 de julho) e a uma clientela de árabes, russas e poucas megaexecutivas americanas.
Depois de ver a moda da segunda metade do século XX desfilar aos nossos olhos, eles encheram-se de lágrimas quando Catherine Deneuve e Laetitia Casta levantaram-se de suas cadeiras para cantar ‘Ma plus belle histoire d’amour c’est vous’, antes imortalizada na voz de Barbara. Emoção, emoção... Uma foto que eu me orgulho muito de ter feito: Catherine Deneuve, Pierre Bergé e Betty Catroux
Quando o vi ano passado no nosso restaurante preferido, o Mathi’s, era visível sua decadência física, fruto de um câncer que o consumia há muito tempo. As mãos tremiam, os olhos não sabiam mais o que buscar. Mas o corpo nunca foi um limite para Saint Laurent, que reinventou silhuetas, quebrou tabus, descobriu novas formas. São mentes talentosas como a dele que nos fazem ver que o fim é apenas um começo. O começo da eternidade.
O funeral terá início na próxima quinta-feira, às 15h30, com a missa na Igreja de Saint-Roch, em Paris. Entre as celebridades esperadas, várias de suas modelos, musas e o presidente francês, Nicolas Sarakozy, desta vez acompanhando sua mulher, Carla Bruni, que já desfilou diversas vezes para o mestre. O corpo do estilista será cremado e suas cinzas serão Jardins Majorelle, em Marrakesh.
A França está comovidíssima. Na TV, de hora em hora surgem documentários, programas, declarações. No país que respira moda, a perda do gênio, que deu o último suspiro domingo, em sua residência parisiense, enterra um dos capítulos mais fascinantes da cultura francesa.
Yves foi dos primeiros a globalizar a Alta Costura, com franca exposição mediática. Já posou nu para vender perfume, criou terninhos e smokings para a nova mulher que trabalha e até organizou um megadesfile na cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 98, lembram? O que seria inacessível para o homem comum – vestidos entre US$ 50 mil e US$ 300 mil – virou objeto pop de desejo.
“Era muito comum que nós pedíssemos que um modelo apresentado em preto, por exemplo, fosse produzido em verde. Mas Saint Laurent não aceitava isso, ao contrário dos outros estilistas. Ele achava que a roupa deveria ser executada da maneira como ele concebeu”, lembra a socialite Carmem Mayrink Veiga, uma de suas clientes brasileiras mais fiéis.
Antes de a doença avançar implacável e o retirar da boemia parisiense (ele só saía de casa para seus restaurantes preferidos, o Relais do Plaza e o Mathi’s), Saint Laurent dedicou-se a criticar o novo espírito industrial do mundo fashion e seu sucessor em sua linha de prêt-à-porter, o texano Tom Ford, que se inspirou na sensualidade de suas campanhas para escancarar – com uma pontinha de vulgaridade – a nova palavra de ordem, o sexy.
Hoje, a grife subsiste nas mãos talentosas de Stefano Pilatti, que vem apresentando belas coleções e apresentando resultados financeiros satisfatórios para o PPR, conglomerado de luxo que comprou a marca. Até o ano passado, não raro Pierre Bergé, empresário e parceiro de Yves nos últimos 40 anos, telefonava para o estilista italiano dando seus pitacos na concepção das roupas.
É o fim da androginia Bethy Catroux, das jóias Loulou de la Falaise, dos bordados Lessage, da Bela da Tarde, do beatnik chic, dos smokings femininos bem cortados, das vestes safári-chic, dos jantares de Marie-Hélène de Rotschild, dos brunches pós-desfiles. Se o ofício de costureiro morreu com a genialidade das formas de Balenciaga, o de estilista desaparece agora com Saint Laurent, o homem que achava que o estilo superava a efemeridade da moda. Estamos hoje na era dos designers que suam para acompanhar as novas tendências, que mudam a cada três meses. A bailarina está triste.