A VERDADE SOBRE O PIOR RÉVELLION DE COPACABANA.
ABAIXO REPRODUZO COLUNA DA RUTH DE AQUINO, REDATORA-CHEFE DA REVISTA ÉPOCA SOBRE O REVELLION DO PANCADÃO:
Algo não bate bem na cabeça do prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia. Não tenho nada contra o DJ Marlboro nem contra os artistas das favelas, mas um show de hora
e meia de funk é desrespeito a um dos réveillons mais charmosos do mundo, na praia de Copacabana. Não faz justiça à riqueza da música popular brasileira, num ano em que a bossa nova comemora seu cinqüentenário. O pancadão foi reproduzido de um palco na areia para 36 torres com 600 caixas de som e 150 amplificadores, espalhados pela praia. Funk ensurdecedor no bairro do Rio com o maior número de idosos? É, no mínimo, falta de tato.
A imprensa festejou a "consagração definitiva do funk carioca" e "as coreografias sensuais das meninas em trenzinhos nas areias". O DJ Marlboro emocionou-se "depois de tantos anos de luta contra o preconceito". "Alguma banda já estreou para dois milhões de pessoas?", perguntou com orgulho. Ninguém perguntou aos milhões de pais, jovens, crianças, avós, turistas, e estrangeiros se o som do réveillon não deveria ser mais ecumênico. Samba, forró, axé, instrumental clássico, sertanejo, chorinho, bossa nova, rock, pop...e até funk por alguns minutos. Ou nada. Show nenhum.
PAULO
Sab, 05 Jan 2008 00:24:31 GMT