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| Ana Lúcia do Vale |
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Lilia Cabral vai levar o trabalho do teatro para o cinema. De volta ao Rio com a (ótima) peça 'Divã', em cartaz desde sexta-feira no Teatro Vanucci, na Gávea, a atriz quer transformar o texto do espetáculo em filme. Tudo a ver Mercedes, sua personagem na peça, ganhar vida na tela grande. "Quem vai dirigir é o José Alvarenga (que era responsável por seriados como 'A Diarista' e 'Os Normais'). Ele viu a peça e achou que daria muito bem um filme", conta Lilia. Aparentemente normal e feliz, Mercedes é uma mulher casada, mãe de dois filhos, que um dia entra no consultório de um analista e começa a se redescobrir. Na peça, Lilia conta com o auxílio luxuoso dos atores Alexandra Richter e Marcelo Valle, que também estarão no filme.
 Além do teatro e do cinema, Lilia quer emplacar na TV o programa 'LuiS.A.', sobre uma dona-de-casa que também é mãe, mulher, profissional... "Já apresentei o projeto para a Globo. A idéia é que vire um especial de fim de ano e depois possa entrar na grade. Mas ainda não há nada confirmado", adianta a atriz.
Que tal um cinema neste fim de semana? Leia aqui as críticas das estréias de hoje nos cinemas: O Ex-namorado da Minha Mulher Um Pateta Muito Esperto Quando 'O Ex-Namorado da Minha Mulher' estreou nos Estados Unidos, Zach Braff avisou os fãs em seu blog: "Por favor, vão ver 'The Ex' (no original) este fim de semana. Eu prometo que vocês vão rir. É bobo e pateta (como eu)". A sinceridade do ator em relação à despretensiosa comédia romântica de Jesse Peretz merece aplausos. Mas quem acompanha a carreira do JD da série 'Scrubs' sabe que de bobo ele não tem nada. Enquanto fatura R$ 700 mil por episódio de 'Scrubs' - a oitava e última temporada será gravada em agosto -, exibida aqui pelo Sony, Braff pavimenta sua estrada em Hollywood com esperteza, intercalando projetos pessoais e papéis em produções comerciais. Em 2004, ganhou prêmios e elogios pelo melancólico 'Hora de Voltar', que trazia seu nome repetidas vezes na ficha técnica: além de atuar, escrever e dirigir o filme, ainda produziu a ótima trilha sonora. Seu próximo trabalho na direção, o drama 'Open Hearts' (sem título em português) começa a ser filmado em breve. Ano passado, Braff estrelou a versão americana do sucesso italiano 'O Último Beijo' (rebatizada de 'Um Beijo a Mais') e convenceu como mocinho de comédia romântica. Em 'O Ex-namorado...', é Tom Reilly, pai de primeira viagem que não pára em emprego nenhum. Obrigado a aceitar uma oferta do sogro, parte com a mulher, Sofia (Amanda Peet), para Ohio, onde vai trabalhar numa agência de publicidade. Lá, fica sob as ordens de Chip Sanders (o ótimo Jason Baterman), o tal ex de Sofia, que não se envergonha de usar sua deficiência física como escudo para armar as maiores baixarias contra o rival. Com direito a seqüência tresloucada em um hospital (referência a 'Scrubs') e citações de 'Karatê Kid', o filme é pateta, como definiu Braff, mas diverte. (por Rubia Mazzini).  Luzes do Além Com direito a zumbis, referências ao cristianismo e muitas mortes, 'Luzes do Além', de Patrick Lussier, pode até servir para aqueles que curtem levar uns sustos no cinema, mas não passa disso. De início, a história parece interessante, mas o desenrolar do filme decepciona. Abe Dale (Nathan Fillion) assiste ao assassinato da mulher e do filho, baleados por um homem que, a princípio, não tem motivo algum para matá-los. Inconsolável, Abe tenta o suicídio e passa pela chamada Experiência de Quase-Morte. Quando volta à vida, traz com ele alguns poderes. Além de ver espíritos bastante assustadores, Abe passa a reconhecer pessoas que estão prestes a morrer. Daí, quase como Deus, tenta salvá-las, modificando o destino dessas almas. (por Ana Carolina de Souza)
 Bobby O ponto alto de 'Bobby', sem dúvida, é o elenco. Emilio Estevez, que assina a direção, o roteiro e ainda atua, conseguiu reunir grandes nomes de Hollywood em seu filme. Anthony Hopkins, Helen Hunt, Sharon Stone, Elijah Wood, Demi Moore, Christian Slater e outros figurões vivem os personagens do hotel Ambassador no dia do assassinato do senador Robert F. Kennedy. Emilio intercala com destreza cenas da época com as histórias dos personagens. O melhor é ver que, com tantas estrelas no elenco, o diretor não erra a mão e consegue dividir bem a trama para que todos saiam ganhando. Como os atores são experientes, as pequenas cenas são feitas com maestria. (por Fábio Dobbs)
 Quebra de Confiança O agente novato Eric O'Neill (Ryan Phillippe) teve a chance de ser promovido no FBI ao ser escalado para uma investigação interna que tinha como objetivo desmascarar o veterano Robert Hanssen (Chris Cooper), acusado de vender informações para os russos durante mais de 20 anos. A caça ao maior espião dos Estados Unidos, no entanto, abalou a autoconfiança de O'Neill, que começou a se perguntar se realmente valia a pena arriscar a vida em nome dos valores patrióticos em que acreditava até então. Segundo filme dirigido pelo roteirista Billy Ray, este é também o segundo dele baseado em história real. O anterior, de 2003, falava de Stephen Glass, jornalista americano que fraudava reportagens. (por Rubia Mazzini)
A TPM não impediu Letícia Spiller de ser simpática com a reportagem do DIA essa semana (leia aqui a matéria dela publicada hoje na capa do Caderno D). A atriz recebeu o titular deste blog para falar da estréia da peça 'Isadora Duncan - É Dançando que a Gente se Aprende' (André Gomes, do blog SuperCênico, não gostou), hoje, no Teatro Vanucci, e da próxima novela das oito, 'Duas Caras'. Mas o papo, claro, acabou em cinema. Exultante por interpretar a celebrada bailarina no teatro, Letícia contou que outro personagem dos seus sonhos é Anita Garibaldi, já vivida por Giovanna Antonelli na minissérie 'Casa das Sete Mulheres'. "Mas quero interpretá-la no cinema. Sei que existem alguns filmes sobre ela (Ana Paula Arósio é dona do papel numa produção ainda inacabada). Estou num deles, uma co-produção entre Espanha e Estados Unidos", conta a atriz, dizendo que o projeto ainda vai demorar a sair do papel. "Eu me identifico muito com a Anita. Quando li o roteiro, perdi o sono."
 Letícia se diz tímida, mas confessa que agora não tem mais vergonha de abordar autores e diretores com quem deseja trabalhar. "Fico com um pouco de receio de incomodar, chegar para falar com uma pessoa que não conheço. Mas o ator deve ir em busca do que está a fim de fazer. Já liguei para Aguinaldo Silva (autor da peça e da novela que Letícia fará) e o Gilberto Braga (autor de 'Paraíso Tropical'). Recentemente conheci o Neville D'Almeida (diretor de filmes como 'A Dama do Lotação' e Rio Babilônia') e tivemos uma identificação. Quem sabe poderemos trabalhar juntos?", deixa no ar Letícia, que também adoraria estar numa produção dirigida por Guel Arraes, João Falcão e Jorge Furtado. O recado está dado.
Precisei me concentrar para não chamar Raquel de Bruna Surfistinha durante a entrevista para a capa do Caderno D de hoje leia aqui sobre o filme baseado no best-seller da ex-garota de programa. Depois de falar do longa-metragem sobre sua vida, Raquel Pacheco (nome real da moça) ainda analisou Bebel (que, para quem ainda não sabe, é a personagem de Camila Pitanga em 'Paraíso Tropical'). "No começo estava gostando, mas acho exagerada a forma como ela se veste. Tudo bem que Bebel trabalha numa cidade praiana, mas não precisa ser assim. Já fui ao Rio para um trabalho de bate-e-volta, mas não conheci a vida das profissionais cariocas. Só que ninguém se veste daquela forma como ela aparece na novela", conta. Para Raquel, o ponto alto da personagem é não fazer apologia da profissão. "Mas me incomoda ela ser vilã, isso faz com que as pessoas acabem criando um estereótipo. Tem muita gente que acha que as garotas de programas reais são as vilãs da sociedade", acredita a moça, que preferiu ver a profissão retratada por Giovanna Antonelli em 'Laços de Família'. Segundo Raquel, o lado 'real' de Bebel é o relacionamento dela com o executivo Olavo (Wagner Moura). "Isso de exclusividade não é totalmente ficção. Não que seja uma coisa comum, mas existe", conta.
 Enquanto aguarda o filme, Raquel diversifica seus negócios. Ela disse que não deve lançar o terceiro livro tão cedo (sim, houve um segundo livro, 'O que aprendi com Bruna Surfistinha'), mas pretende abrir uma loja de produtos eróticos só para mulheres. A ex-garota de programa estuda ainda a possibilidade de estrear no teatro. Isso mesmo. "Fui convidada para interpretar a Bruna Surfistinha numa peça, mas ainda não decidi", adianta a moça, que só fala de Bruna na terceira pessoa. O filme 'O Doce Veneno do Escorpião' deve começar a ser rodado no começo do ano que vem. A TV Zero, produtora responável pela fita, vai realizar testes para escolher uma atriz para viver a protagonista. Alguma sugestão?
Vai ao cinema neste fim de semana, mas ainda não sabe o que ver? Leia abaixo a crítica de três estréias de hoje nos cinemas. 'Transformers': Máquinas de Aventura Populares nos anos 80, os Transformers (para quem não se lembra ou sequer conheceu) eram brinquedos em formato de carros, caminhões e aviões que se tornavam robôs. Com o sucesso, ganharam versões em desenho e filme de animação, videogames e HQs. Agora, quase duas décadas depois, os personagens-máquinas surgem emulados em filme dirigido por Michael Bay (de 'Armageddon) e produzido por Steven Spielberg. Empolgante e repleto de sensacionais efeitos, o filme só peca pela duração: são mais de duas horas. Originários do planeta Cybertron, os carros-robôs Autobots (os do Bem) e os Decepticons (os vilões, que querem eliminar os humanos) acabam travando uma batalha na Terra. Os rivais têm em comum o interesse por uma única pessoa, o adolescente Sam Witwicky, detentor de um objeto que pode trazer de volta o líder dos robôs sinistrões. Vivido pelo ator-revelação Shia LaBeouf, que está ainda no suspense teen 'Paranóia' e será o filho de Indiana Jones no filme novo da série, Sam é um dos maiores trunfos do filme, por reunir carisma e boa atuação na dose certa. Novo queridinho de Spielberg, o moleque vai longe. (por Zean Bravo)
 'Saneamento Básico': Declaração de amor ao cinema Jorge Furtado fez sua declaração de amor ao cinema - com uma cutucada no governo - em 'Saneamento Básico, o Filme'. Rodou em seu Rio Grande do Sul a história do casal - Fernanda Torres e Wagner Moura - que encontra na produção de um vídeo educativo a saída para desviar o dinheiro do projeto do governo e construir uma fossa para acabar com o mau cheiro da cidade. Só que eles se encantam com a produção mambembe e em determinado momento abrem mão de tudo para ter até Billie Holiday na trilha. Nessa produção despretensiosa, o filme dentro do filme é o barato. Wagner Moura vira o Monstro do Fosso, com vestimenta improvisada. Camila Pitanga e Bruno Garcia estão hilariantes como os mocinhos do vídeo, em diálogos tatibitate mal interpretados. Lázaro Ramos, em participação afetiva e em papel que assumidamente não queria fazer, é o diretor do tal vídeo. É ele quem tem um insight e faz da produção um sucesso, usando cena de strip-tease de Camila Pitanga e a frase: 'A beleza salvará o mundo', de Dostoiévski. Amor à arte. (por Ana Lúcia do Vale)
 'Baila Comigo': Dançando pra Não Dançar A premissa é batida - o poder transformador da dança -, mas 'Baila Comigo' conquista com seu humor leve e a interpretação do escocês Robert Carlyle. Nesta versão estendida de um curta do diretor Randall Miller, o Begbie de 'Trainspotting' interpreta Frank Keane, padeiro que não se conforma com a morte da mulher. Ele freqüenta sessões de terapia com outros viúvos, mas só começa a se recuperar depois de socorrer um desconhecido (John Goodman) na estrada. No caminho até o hospital, o sujeito repassa suas memórias de infância e revela que naquele dia reencontraria seu primeiro amor em um baile. Como favor ao moribundo, Keane vai à escola de dança de salão, não encontra a tal mulher, mas desperta para a vida a passos de Lindy Hop e merengue. Marisa Tomei, o ex-New Kids on the Block Donnie Wahlberg e Sonia Braga estão no elenco. (por Rubia Mazzini) Críticas publicadas hoje no Guia 'Show & Lazer'
Já falei sobre Alice Braga num post antigo, mas o ensaio que a sobrinha de Sonia Braga acaba de fazer para a revista 'RG Vogue' (veja a foto abaixo) inspirou a volta da atriz a esse blog. Que ela está bombando lá fora, todo mundo já sabe. Nesta entrevista da 'Vogue', Alice faz algumas revelações: diz que suas malas ainda não foram desfeitas e que transbordam roupas pelo chão do apartamento de Los Angeles. Ela jura que sai pouco de casa e quase não convive com os amigos. Ah, Alice revela ainda que não namora há tempos e culpa o trabalho pela seca. Tadinha? Apesar de tudo, ela garante estar feliz da vida. Pudera: em pouco tempo de carreira internacional, ela já demonstrou ter potencial para ir longe. Conversei com a atriz na época do lançamento de 'Cidade Baixa' e ela pareceu ser uma menina pé no chão. Na ocasião, a atriz contou que um dos seus programas preferidos era juntar a galera num boteco (já contei isso no outro post, mas acho que essa informação diz muito sobre Alice).
 O público daqui poderá vê-la ao lado de Will Smith no filme 'Eu Sou a Lenda', em janeiro. Veja só o que Alice fala sobre o trabalho: "Foi uma loucura! A gente parou a Quinta Avenida e andou quatro quarteirões com a câmera na nossa frente. Em dez minutos havia 600 pessoas na rua." Lili, como é tratada entre amigos, contou ainda que precisou emagrecer sete quilos para o filme e que deu um tempo em uma das suas guloseimas preferidas: brigadeiro. "Não pude comer sal nem açúcar durante oito meses". Ao contrário da tia, símbolo sexual de várias gerações, Alice não se vê dessa forma: "As mulheres que vejo como sex symbols são muito diferentes de mim. Sou tipo assim: All Star, calça jeans e camiseta. E mesmo aos 24 anos ainda me sinto muito molecona". Na entrevista da 'Vogue' Alice demonstra que ainda gosta de tomar umas e outras ao falar do tipo de casamento que sonha em ter. "Quero é pegar o cara que eu escolher, juntar meus grandes amigos, tomar um belo de um porre e dançar até o dia amanhecer". Que tal?
 Faz tempo que eu não tenho um momento mulherzinha aqui no blog. Então, com a licença do Zean e dos rapazes que nos freqüentam, vou dedicar este post à minha paixão da semana, o quarentão Robert Carlyle. Descobri o escocês como quase todo mundo, nos idos dos anos 90, quando ele roubou a cena em 'Trainspotting', de Danny Boyle. Ewan McGregor que me desculpe, mas o personagem mais marcante do filme é o sociopata Franco Begbie de Carlyle. Por isso, desde que li 'Pornô', continuação da saga dos malucos do Leith lançada ano passado por Irvine Welsh, torço para que Danny Boyle resolva logo filmá-lo com o elenco original. Esta semana reencontrei Carlyle em um ambiente bem diferente dos pubs de Edimburgo. No simpático 'Baila Comigo' (título cafona para 'Marilyn Hotchkiss Ballroom Dancing & Charm School'), filmado em 2005, mas que só agora estréia aqui, o ator interpreta Frank Keane, um viúvo inconformado com a morte da mulher. Na primeira hora de filme, ele pouco fala e está sempre com os olhos marejados, triste que só vendo. Quando descobre a dança de salão e acorda pra vida, Carlyle abre um sorriso tão verdadeiro que a gente ri junto. E se apaixona. E até esquece que a Sonia Braga está ali, no canto da tela, fazendo cara de latina sexy em mais uma ponta.

Sucesso nas bilheterias internacionais, 'Transformers', de Michael Bay, chega aos cinemas daqui nesta sexta cercado de expectativas. Cinelândia conferiu a exibição para imprensa que rolou hoje de manhã e lista agora alguns destaques.
 Quatro razões para ver 'Transformers': 1) Quem viu um trailer do filme já teve uma idéia dos efeitos: sensacionais. Como era de se esperar de uma fita produzida por Spielberg... 2) O ator-revelação Shia LaBeouf, que faz o protagonista Sam Witwicky, dono do 'transformer' Bumblebee: o novato atua com naturalidade e é carismático. Já, já ele também poderá ser visto nos cinemas como o protagonista do suspense teen 'Paranóia' (este blog já viu e gostou). 3) Bumblebbe: é um robô/carro sensível que fica chateado ao ser chamado de lata velha, numa seqüência divertida - mas é melhor não contar muito para não estragar. E sim... Bumblebee rouba a cena em que ajuda Sam a conquistar a gostosona da escola tocando músicas com clima romântico. 4) A batalha final entre Autobots (os robôs bonzinhos, que não fazem mal aos humanos) e os Decepticons, os vilões. Três razões para não gostar tanto assim do filme: 1) O diretor de 'Armageddon' poderia ter editado melhor sua nova fita. Ele exagerou na duração de 'Transformers', que tem mais de 2 horas. 2) O canastrão Josh Duhamel: o ator, que já deu as caras em 'Turistas' e agora faz um capitão do exército americano, teve seu papel diminuído durante as filmagens. Poderia ter aparecido menos ainda. 3) As muitas tramas: o filme poderia ficar ainda mais focado em cima da história de Sam.
 Argelino filho de ciganos, o cineasta Tony Gatlif homenageia a cultura de seus pais em 'Transylvania', que nada tem a ver com o Conde Drácula. A italiana Asia Argento empresta toda a sua esquisitice a Zingarina, mulher que vai à Romênia em busca do músico que conheceu na França e de quem está grávida. Depois de levar um fora, a moça começa a errar pelo país, tal e qual uma cigana. Nessa jornada, conhece Tchangalo (Birol Ünel), um comprador de ouro que não acredita no amor. Como em 'Exílios', filme anterior de Gatlif, a música tem papel ritualístico na trama. É através dela que a perturbada Zingarina tenta entender e se misturar aos romenos, retratados como um povo carente, mas alegre e festeiro.
Texto publicado hoje no Guia Show&Lazer.
Dezoito cineastas talentosos, uma cidade maravilhosa e um tema universal. O resultado desta equação é 'Paris, te Amo', colagem de curtas-metragens que usam cenários mais (ou menos) conhecidos da capital francesa para contar histórias de amor. Nesse panorama, tem amor heterossexual, gay e maternal, comédia, drama e fantasia. A passagem de um episódio para outro é tão sutil, que a impressão é de se estar assistindo a um longa-metragem coletivo. Dos 18 filminhos, não gostei de três ou quatro, o que é bem normal para um filme de episódios. Abaixo, cinco destaques da produção.
'Faoubourg-Saint Denis', do alemão Tom Tykwer - O diretor de 'Corra, Lola Corra' usa seus minutos de filme para contar, em ritmo frenético, o que parece ser o fim, o começo e o meio do romance entre uma atriz americana (Natalie Portman) e um jovem cego (Melchior Beslon).
'Père Lachaise', do americano Wes Craven - O famoso cemitério da cidade é o cenário para o diretor de terror fazer rir com a historinha do casal que briga às vésperas do casamento e conta com a ajuda do fantasma de Oscar Wilde (uma das celebridades enterradas no local) para fazer as pazes.
'14ème Arrondissement', do também americano Alexander Payne - Uma típica turista americana (Margo Martindale) tenta entender Paris e praticar seu francês sem nunca se desgrudar do guia turístico. Tem uma das melhores cenas do filme, também ambientada no Père Lachaise.
'Parc Morceau', do mexicano Alfonso Cuaron - Nick Nolte engana o público direitinho neste plano-seqüência em que contracena com a francesinha Ludivine Sagnier.
'Quartier Latin', dos franceses Gerard Depardieu e Frédéric Auburtin - A dupla reuniu Gena Rowlands e Ben Gazarra, a mulher/musa e o ator preferido de John Cassavetes para um acerto de contas entre um ex-casal. O resultado é um show de interpretação, claro.
Às voltas com seu primeiro longa-metragem como diretor, 'Feliz Natal', que está sendo rodado no Rio, Selton Mello já tem data para voltar aos sets como ator. É dele o papel de Jean Charles de Menezes, o eletricista brasileiro confundido com um terrorista e executado pela polícia de Londres, em julho de 2005, no filme sobre o episódio que chocou o mundo e emocionou os brasileiros. O longa, que começa a ser filmado na capital inglesa no segundo semestre, é co-produzido pelo cineasta britânico Stephen Frears ('A Rainha' e 'Ligações Perigosas') . Mineiro como Jean Charles, Selton foi convidado pelo diretor brasileiro radicado na Inglaterra, Henrique Goldman. "O Selton é muito talentoso, além de ter leve semelhança física com o Jean Charles", observa Rodrigo Letier, sócio da produtora carioca TV Zero, que também participa do longa. Uma das primas que emigraram para Londres incentivadas por Jean Charles, Vivian Menezes Rodrigues, 23 anos, também aprovou a escolha de Selton. "Ele é um excelente ator", elogia. O projeto de transformar em filme a trajetória do eletricista foi concebido pela rede de TV britânica BBC, que acabou desistindo da produção por desentendimentos com Henrique Goldman. "A saída misteriosa" da BBC, como definiu Rodrigo Letier, teria acontecido por divergências de opinião sobre a condução da trama. A emissora queria mostrar como o episódio, uma das maiores trapalhadas da polícia britânica de que se tem notícia, afetou os ingleses. Já Henrique Goldman prefere fazer um drama menos político e mais humano. A trama vai mostrar como era a vida de Jean Charles em Gonzaga, sua cidade natal, no interior de Minas Gerais, a ida para a Inglaterra, onde sonhava ganhar dinheiro, e a repercussão de seu assassinato entre os imigrantes brasileiros que vivem no país. Os cinco primos do mineiro que ainda moram em Londres e parte da família no Brasil vão aparecer no longa. "O Jean Charles sempre incentivou a família. Foi ele que levou os primos para lá. Quando pensavam em desistir, ele os colocava para cima", conta Letier. Pouco antes do assassinato, os papéis se inverteram. "O Jean estava desanimado e pensava em voltar para Minas porque não arranjava trabalho havia dois meses. Aí foi a vez de os primos o convencerem a ficar", diz Letier. No dia em que foi confundido com um terrorista e morto com oito tiros à queima-roupa na estação de metrô de Stockwell, Jean Charles começaria um novo trabalho.
 Reportagem publicada hoje, no Caderno O Dia D, assinada por mim e pela coleguinha Kamille Viola
 Numa sessão de DVD ontem à noite, na casa de dois amigos homens, foi difícil convencer a dupla a trocar um filme de terror desses bem sanguinolentos e um Wim Wenders inédito no Brasil por uma comédia romântica sobre a terceira idade. "Ah, as cenas de sexo devem ser ótimas" foi uma das gracinhas dos meninos antes de 'Elsa e Fred - Um Amor de Paixão' começar a rodar. 'Ok, vemos cinco minutos e se for chato, colocamos outro', implorei, já durante os zilhões de trailers que acompanham o filme. Mas foi só Elsa, a impagável velhinha vivida por China Zorrilla surgir na tela para os rapazes se renderam, às gargalhadas, ao longa do argentino Marcos Carnevale. É realmente impossível não se apaixonar pela caloteira alegre e extravagante, que mente compulsivamente e é obcecada por 'A Doce Vida', de Fellini, magistralmente interpretada pela atriz uruguaia. Que o diga Alfredo (Manuel Alexandre), o viúvo certinho com quem Elsa vive a última aventura de sua vida. Vale muito a pena conferir o DVD, que acaba de ser lançado pela Imagem Filmes.
 Em cartaz agora apenas na sala 2 do Estação Botafogo, o chileno 'Na Cama' vale o ingresso. A película, que acaba de ganhar o prêmio Luis Buñuel de melhor filme Iberoamericano, agrada aos que gostam de discutir relações: mesmo que ela ainda não exista de fato. Veja só a sinopse: casal que mal se conhece começa a trocar uma idéia depois de uma intensa rodada de sexo num motel. Papo vai, papo vem, os dois acabam trocando sentimentos e segredos e percebendo que até mesmo um sexo casual pode te deixar numa cilada.
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