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| Ana Lúcia do Vale |
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Ator com 22 anos de teatro, Marcelo Valle não reclama do seu espaço em 'Paraíso Tropical'. Depois que o motorista Sérgio Otávio declarou seus sentimentos por Dinorá (Isabela Garcia), ele ganhou destaque na trama. "Antes ele ficava muito naquela cozinha do Antenor (Tony Ramos) fazendo fofoca. Como ator você quer estar mais no meio da ação, mas esse é o maior papel que já fiz na televisão", diz Marcelo, que brilha na peça 'Divã', onde faz diferentes personagens ao lado de Lilia Cabral, e promete surpreender no filme 'Tropa de Elite'. Dirigido por José Padilha, o longa-metragem sobre o Bope só estréia dia 12 de outubro, mas já é alvo de polêmica. Este mês, o filme teve cópias pirateadas e vendidos por ambulantes. Durantes as filmagens, no ano passado, no Morro Chapéu Mangueira, bandidos abordaram uma van da produção e levaram armas cenográficas. "Passei seis madrugadas no morro, de virada, e ficava sempre 12 horas lá. Filmamos no baile funk com 900 figurantes da comunidade. Eu tinha ido embora meia hora antes no dia do incidente das armas", lembra.
 O ator, que faz um capitão da PM, passou por momentos tensos nas filmagens. "Andávamos com uma faixa verde fluorescente para não sermos confundidos,mas ouvi coisas como 'se liga, você é PM mesmo, 'tá' maluco?'", conta Marcelo. E revela: "Tiveram uns mal-entendidos. Afinal, estávamos dentro da comunidade com armas de mentira." O ator nunca havia pegado numa arma antes. "Ficamos madrugadas cuspindo fogo no morro. As balas eram de festim, mas as armas (adaptadas para a situação), de verdade. Eu via o fogo saindo. Numa cena, tomo um tiro no pé e a maquiagem era tão real que já saí mancando", lembra Valle, que ficou impressionado com as cenas de ação. "Subo o morro num camburão com as portas abertas, a arma em punho e o dedo no gatilho", descreve. Em outubro, o ator será visto ainda no filme 'Sem Controle', com Du Moscovis. No ano que vem. ele roda a adaptação de 'Divã' para a tela grande. "No cinema, não vou poder fazer todos os personagens", prevê.
Estréia amanhã nos cinemas a aventura derradeira da dupla Laranjinha e Acerola, que surgiu num curta-metragem ('Palace II'), virou seriado de sucesso na TV e revelou os atores Darlan Cunha e Douglas Silva. Os dois parecem ter um futuro bacana com muitos outros trabalhos pela frente. No ar em 'Sete Pecados', como Sandro (um dos alunos daquele colégio público que a Gabriela Duarte tenta pôr ordem), Darlan revela que, por ele, já teria abandonado Laranjinha há mais tempo. "Estou satisfeito por ter acabado. A série nos prendeu muito naqueles estereótipos, fiquei conhecido como aquele ator que veio da favela. As pessoas me conhecem muito como Laranjinha, mas sou um artista e posso fazer qualquer personagem", propaga.
 Darlan avalia ainda os contras de ter começado uma carreira tão cedo: "Tive que assimilar as responsabilidades muito rápido, enquanto vários amigos estavam saindo e zoando. Perdi um pouco aquela fase de ser adolescente sem preocupação." A parte boa, claro, é já ter uma carreira encaminhada, numa idade (18 anos) em que quase todo mundo ainda está decidindo o que vai fazer da vida. "A O2 Filmes do Fernando Meirelles cuidou dos nossos negócios e documentos e tinha o cuidado de não deixar a gente fazer qualquer trabalho", completa Darlan, que acha bom seguir um caminho diferente do de Douglas. Pelo menos por enquanto. "Todo mundo acha que a gente tem que fazer outros trabalhos junto. Douglas virou um grande amigo, mas agora temos agora que construir nossas histórias individualmente".
O Festival do Rio, que começa dia 20 de setembro, divulgou hoje a lista dos filmes selecionados para a Première Brasil. Estou no meio do fechamento do Guia Show&Lazer, por isso não vou comentar a escalação agora. Em breve falamos disso. Ah, como já se sabia, 'Tropa de Elite', o sucesso do momento nos camelôs da cidade, terá sua pré-estréia na noite de abertura do festival, em sessão para convidados no Odeon. O filme entra em cartaz em 12 de outubro. Confiram: Mostra Competitiva de Longas de Ficção 1) A CASA DE ALICE, de Chico Teixeira 2) DESERTO FELIZ, de Paulo Caldas 3) ESTÔMAGO, de Marcos Jorge 4) MARÉ, NOSSA HISTÓRIA DE AMOR, de Lucia Murat 5) MUTUM, de Sandra Kogut 6) ONDE ANDARÁ DULCE VEIGA?, de Guilherme de Almeida Prado 7) SEM CONTROLE, de Cris D'Amato 8) O SIGNO DA CIDADE, de Carlos Alberto Riccelli 9) A VIA LÁCTEA, de Lina Chamie Mostra Competitiva de Longas Documentários 1) ANDARILHO, de Cao Guimarães 2) CONDOR, de Roberto Mader 3) DIÁRIO DE SINTRA, de Paula Gaitán 4) ESTRATÉGIA XAVANTE, de Belisario Franca 5) MEMÓRIA PARA USO DIÁRIO, de Beth Formaggini 6) O ENGENHO DE ZÉ LINS, de Vladimir Carvalho 7) PANAIR DO BRASIL, de Marco Altberg 8) PINDORAMA - A VERDADEIRA HISTÓRIA DOS 7 ANÕES, de Roberto Berliner, Lula Queiroga e Leo Crivelare 9) PQD, de Guilherme Coelho 10) RITA CADILLAC, A LADY DO POVO, de Toni Venturi Hors-Concours Longa-Metragem 1) BRIGADA PÁRA-QUEDISTA, de Evaldo Mocarzel 2) GRUPO CORPO 30 ANOS - UMA FAMÍLIA BRASILEIRA, de Fabio Barreto e Marcelo Santiago 3) ILUMINADOS, de Cristina Leal 4) JOGO DE CENA, de Eduardo Coutinho 5) JUÍZO, de Maria Augusta Ramos 6) MULHERES SEXO VERDADES MENTIRAS, de Euclydes Marinho 7) NOME PRÓPRIO, de Murilo Salles 8) PEQUENAS HISTÓRIAS, de Helvécio Ratton Mostra Retratos Longa-Metragem 1) CARLOS OSWALD - O POETA DA LUZ, de Regis Faria 2) A ETNOGRAFIA DA AMIZADE, de Ricardo Miranda 3) O TABLADO E MARIA CLARA MACHADO, de Creuza Gravina Mostra Novos Rumos 1) 5 FRAÇÕES DE UMA QUASE HISTÓRIA, Armando Mendz, Cris Azzi, Cristiano Abud, Guilherme Fiúza, Lucas Gontijo e Thales Bahia 2) AINDA ORANGOTANGOS, de Gustavo Spolidoro 3) CORPO, de Rossana Foglia e Rubens Rewald 4) MEU NOME É DINDI, de Bruno Safadi Mostra Competitiva de Curtas -Metragens 1) 7 minutos, de Cavi Borges, Julio Pecly e Paulo Silva 2) A Maldita , de Tetê Mattos 3) Alphaville 2007 d.C. , de Paulinho Caruso 4) Cabaceiras , de Ana Barbara Ramos Ramos 5) Esconde-Esconde, de Alvaro Furlone 6) Icarus, de Victor-Hugo Borges 7) O crime da atriz, de Elza Cataldo 8) O Lobinho nunca mente, de Ian SBF 9) Outono , de Pablo Lobato 10) Pequenos Tormentos da Vida, Gustavo Spolidoro 11) Picolé, pintinho e pipa, de Gustavo Melo 12) Réquiem, de Felipe Duque 13) Saliva, de Esmir Filho 14) Satori Uso, de Rodrigo Grota 15) Sentinela, de Afonso Nunes 16) Um Ramo, de Juliana Rojas e Marco Dutra 17) Vida Maria, de Márcio Ramos - Mostra Retratos Curta-Metragem 1) Elke, de Julia Rezende 2) Lêda de Arte Leda, de Daniela Gontijo 3) Maria Lenk, de Sonia Nercessian 4) O Homem-Livro, de Anna Azevedo 5) Quanto Mais Manga Melhor, de Michele Lavalle Hors Concours Curta-Metragem 1) Noite de Sexta, Manhã de Sábado, de Kleber Mendonça Filho 2) Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba, de Thomaz Farkas e Ricardo Dias
O ganhador da camisa e do tag de 'O Ultimato Bourne' é Leonardo Farias de Queiroz. Parabéns, Leonardo. Vamos entrar em contato por email para combinar a entrega do prêmio. A todos que participaram, obrigada e sorte na próxima vez.
Nove filmes - se contarmos 'A Pedra do Reino I e 2' como uma única produção - chegam aos cinemas do Rio neste fim de semana. Abaixo, as resenhas publicadas hoje no 'Guia Show & Lazer'. Faltam apenas os comentários sobre 'Possuídos', que infelizmente não foi exibido para a imprensa, mas que coleguinhas dizem ser excelente, e a já citada 'Pedra do Reino', que passou como série de TV recentemente. Separem o dinheiro da pipoca e divirtam-se. Bom fim de semana procês. 'O Ultimato Bourne'
Os dois primeiros filmes estrelados pelo espião desmemoriado Jason Bourne renderam 500 milhões de dólares. O terceiro, 'O Ultimato Bourne', que chega hoje a 195 salas do Brasil, quebrou recordes nos Estados Unidos: tornou-se a maior estréia de agosto ao arrecadar 70,2 milhões de verdinhas e já bateu 163 milhões. Toda esta dinheirama deve animar a Universal Pictures a continuar a franquia. Resta ao astro Matt Damon parar de torcer o narizinho recém-operado e voltar atrás na decisão, anunciada no Festival de Cannes, de não querer mais encarnar o agente secreto. Damon disse que está cansado do personagem e que outro ator poderia assumir seu lugar. Mas sua eleição como o ator mais rentável de Hollywood pela revista 'Forbes' e o fato de o novo episódio ainda deixar perguntas sem respostas podem ajudá-lo a mudar de idéia. Dirigido por Paul Greengrass, o mesmo de 'A Supremacia Bourne', e roteirizado por Tony Gilroy, titular desde o primeiro longa, 'O Ultimato Bourne' mantém alto o nível de ação que fez o sucesso da série. São 115 minutos de perseguições e lutas em lugares movimentados de sete cidades em três continentes, outra marca da série. Estações de metrô e trem em Londres e Paris, ruelas de Tangier, no Marrocos, e Nova Iorque estão entre os cenários reais da produção. Desta vez, Bourne vai de um lado a outro do mundo para desmascarar os chefões da CIA que o submeteram a um treinamento pesado, com direito a tortura, e roubaram sua identidade. Através de um jornal britânico, ele descobre que o projeto secreto Treadstone, do qual participou, foi substituído por outro, também destinado a formar assassinos para o governo americano. Perseguido por esses novos executores, como são chamados, Bourne conta apenas com a ajuda da agente Nicky Parsons (Julia Stiles) e a simpatia de Pam Landy (Joan Allen), investigadora interna da CIA. Até a revelação de seu nome verdadeiro, o espião se vale de passaportes falsos para viajar sem levantar suspeitas. E finalmente usa o documento brasileiro mostrado no primeiro longa, em que aparece como Gilberto de Pionte, de Osasco, São Paulo. (Rubia Mazzini) 'Santiago'
João Moreira Salles foi extremamente corajoso ao assumir em 'Santiago' o quanto era arrogante e despreparado em 1992. Na época, viu no mordomo que serviu sua família por 30 longos anos o potencial para um filme e 'direcionou' seu depoimento. Santiago fala diversas línguas, canta, dança, toca piano e castanholas e tem uma memória prodigiosa, para o bem e para o mal. Ao longo de sua vida, catalogou centenas de dinastias e histórias da nobreza e entre elas vivia, enquanto servia os Salles nos salões da grande casa da Gávea. Mas Moreira Salles estava tão cego por querer reproduzir os quadros fixos do diretor japonês Yasujiro Ozu, que não ouvia o que Santiago lhe dizia, e o cortava, impedia que enveredasse por caminhos que não estavam pré-estabelecidos ou até mandava-o repetir. Filmando na cozinha do pequeno apartamento do mordomo no Leblon, Santiago e Salles mantinham a relação distanciada de empregado e filho do patrão. Esse filme ele nunca conseguiu montar. Em 2005, deu nova chance ao material e a si mesmo. O 'Santiago' de agora - que mostra os bastidores dessa relação - é uma declaração de amor a uma pessoa importante em sua formação e um ajuste de contas com o passado. 'Santiago' morreu poucos anos depois de ter dado o depoimento, mas certamente teria ficado orgulhoso de seu 'Joãozinho'. (Ana Lúcia do Vale) 'O Pequeno Italiano'
O pequeno Vanya (Kolya Spiridonov), de 6 anos, tirou a sorte grande: entre as dezenas de meninos órfãos que vivem com ele num orfanato na Rússia, ele foi o escolhido para ser adotado por um simpático casal italiano. Mas depois que uma mulher vai até lá atrás de seu filho, já adotado, o 'pequeno italiano' passa a ter esperanças de encontrar também a sua mãe. O filme do diretor Andrei Kravchuk observa de perto o garoto em sua jornada de encontro ao próprio passado, que vai determinar seu futuro. Kravchuk andou em terreno difícil sem escorregar no sentimentalismo rasteiro. Denuncia o abandono e a venda de crianças na Rússia e a pobreza em que o país mergulhou nas últimas décadas, mas não torna o filme pesado. E ainda imprime um melancólico humor à fuga de Vanya, perseguido por um casal sem escrúpulos. (Ricardo Calazans) 'A Ponte'
Perturbador e angustiante são adjetivos que podem ser usados para definir este documentário realizado em 2004 pelo americano Eric Steel. Impressionado com o alto índice de suicídios cometidos na Golden Gate, o diretor passou um ano registrando o vai-vem na ponte, famoso cartão-postal de São Francisco. Com a ajuda de câmeras de segurança, flagrou o desespero de gente como o roqueiro solitário, que anda de um lado para outro durante horas e liga para os amigos avisando que vai se matar. O diretor também conversou com parentes e amigos dos suicidas e com um único sobrevivente. O filme causou polêmica nos Estados Unidos e pressionou o governo a colocar grades de segurança na ponte. (Rubia Mazzini) 'Espíritos 2 - Você Nunca Está Sozinho'
No sinistro 'Espíritos - A Morte Está ao seu Lado', de 2004, Parkpoom Wongpoom e Banjong Pisanthanakun contaram o drama de um fotógrafo atormentado por um segredo do passado. Em 'Espíritos 2 - Você Nunca Está sozinho', os diretores tailandeses apostam novamente no terror causado por fantasmas interiores dos personagens. E dão vários sustos na platéia com a história das gêmeas siamesas Pim e Ploy (Marsha Wathanapanitch). Depois que Ploy morre durante a cirurgia que ia separá-las, Pim se casa com seu amor de adolescência, Vee (Withaya Wasukraipaisan), e se muda da Tailândia para a Coréia do Sul. Quando sua mãe (Ratchanoo Bunchootwong) é internada, Pim volta para casa e começa a ter visões assustadoras da irmã morta. (RM) 'Fora do Jogo'
A paixão pelo futebol e as transformações produzidas pelo jogo nos festejos que subvertem leis e regras sociais no mundo inteiro, sugerem o argumento de 'Fora do Jogo', novo e bem-humorado filme do iraniano Jafar Panahi, diretor do premiado 'O Balão Branco'. No dia do jogo que vai decidir a classificação do Irã para a Copa do Mundo, várias meninas são presas por tentar quebrar o decoro e entrar no antro masculino de um estádio de futebol iraniano vestidas de homens. Reunidas, tentam convencer os jovens guardas a entrar no estádio. A ação se passa em tempo real em relação à duração da partida, que paralisa o país no campo e diante dos rádios e televisões. (Pedro Landim) 'Brasileirinho'
É importante saber que o choro foi a primeira música instrumental brasileira, e que nele encontram-se nossos maiores instrumentistas. Mas, muito além da intenção didática - e, por favor, não me venham com a palavra 'resgate' -, o longa 'Brasileirinho', do finlandês (mas com anos de Santa Teresa nas costas) Mika Kaurismäki, pulsa do início ao fim nos instrumentos dos 'chorões' (e sambistas). Eles criam na paisagem do Rio a música genial que não toca no rádio ou na TV. É através da música e do repertório que surgem os personagens, focalizados com extrema competência de direção e fotografia, num documentário sem precedentes no gênero. (PL)
Jason Bourne (Matt Damon) está mais revoltado do que nunca nesta terceira parte da série, que estréia sexta em 195 salas no Brasil. Disposto a desmascarar os chefes da CIA que o transformaram num assassino, o espião deixa o luto pela morte da namorada Mary (ela foi assassinada no longa anterior) e sai à caça de seus inimigos, ao mesmo tempo em que se transforma em alvo de seus ex-colegas. Dirigido por Paul Greengrass (de 'A Supremacia Bourne'), o filme quase não deixa o espectador piscar durante 115 minutos. As cenas de ação são incríveis. Tem perseguição nas ruas de Madri e Nova Iorque, luta corporal no Marrocos (em que Bourne usa um livro e uma toalha contra o agente enviado para matá-lo) e uma seqüência hipertensa na movimentada estação Waterloo do metrô de Londres. Cinelândia recomenda. E aproveita para fazer uma promoção. Vamos sortear uma camiseta (grande, muito grande) e um tag (com o nome verdadeiro de Bourne impresso) para um felizardo. Para participar, deixe nome completo e email nos comentários. O resultado do sorteio será publicado aqui, segunda-feira.
'Simpsons - o Filme'
Um espírito de porco (e seu porco de estimação) são os responsáveis pelo maior estrago da história de Springfield - e por algumas das piadas mais ácidas que chegaram ao cinema este ano. Aguardado há pelo menos uma década, 'Os Simpsons - O Filme' estende para a telona o clima anárquico da família criada por Matt Groening há 20 anos e que virou série há 18. Não tem o esmero visual das animações da Pixar e da DreamWorks, mas soube manter as altas doses de sátira e ironia a que seus fãs estão acostumados. No filme, Homer Simpson, o maior espírito de porco do mundo do entretenimento desde Groucho Marx, transforma o Lago Springfield numa catástrofe ambiental ao despejar ali os dejetos do Porco-Aranha (ou Harry Porco), que ele salva da panela e transforma em mascote. Descoberto o crime, toda a família Simpson é escorraçada de Springfield, que vira ameaça sanitária e é isolada do mundo por uma redoma de vidro, a mando do presidente americano, Arnold Schwarzenegger ("eu não gosto de pensar, eu só gosto de mandar", diz ele). Quase nada escapa do veneno Simpson: da atual obsessão ambiental americana ("uma verdade irritante", diz Lisa) à ultradireitista rede Fox (que exibe a série). Na segunda metade do filme, conflitos entre pai e filho, crise familiar e um encontro de Homer com seu próprio 'eu' freiam um pouco o ritmo alucinado inicial, antes que o homem amarelo corra para salvar o dia, a família e a cidade. Há o já falado nu frontal de Bart e o Green Day se dá mal, mas não dá para contar muito sem estragar as piadas. E, mesmo que a galeria de tipos criados na série tenha sido pouco explorada, ainda assim é em número suficiente para valer o ingresso. (Ricardo Calazans) 'A Morte Pede Carona'
Refilmagem do suspense homônimo de 1986, 'A Morte Pede Carona', de Dave Meyers, garante boas doses de aflição, apesar dos diálogos fracos. Jovens, bonitos e sarados, Jim (Zachary Knighton) e Grace (Sophia Bush) dão carona a um desconhecido, John Ryder (Sean Bean), que se revela um psicopata logo nos primeiros quilômetros. Eles conseguem escapar, mas, sem motivo aparente, Ryder sai matando todo mundo que vê pela frente. De início, a polícia acredita que Jim e Grace são os assassinos. Daí, começam as cenas de perseguição, tiros e muito sangue. O original, de Robert Harmon, sai ganhando, apesar de a nova versão contar com tecnologias do século 21 como celulares, carros 'tunados' e helicópteros supermodernos. (Ana Carolina de Souza) 'Garotas, Gritos e Música'
'El Calentito' é o título original e o nome do inferninho onde se passa a maior parte da trama desta simpática produção, em que a diretora Chus Gutierrez evoca uma época de efervescência cultural e instabilidade política na Espanha. O ambiente que forjou a Movida Madrileña, movimento artístico do qual participou Almodóvar no começo dos anos 80, é recriado no bar do travesti Antônia (Nuria Gonzalez), onde todas as noites jovens gritam por liberdade em shows de rock. Ali a certinha universitária Sara (Verónica Sánchez) toma um porre, entra para uma banda punk e tenta perder a virgindade. A passagem da personagem para a vida adulta coincide com o momento de transição do país, que se dividia entre a abertura para a democracia e a volta ao regime totalitário pregado pelos herdeiros de Franco. (Rubia Mazzini) 'Bubble'
Antes de ser um filme gay ou político, 'Bubble', de Eytan Fox, é uma história de amor. O vendedor de discos Noam (Ohad Knoller) e os amigos Lulu (Daniela Virtzer) e Yelli (Alon Friedman) vivem num apartamento num bairro descolado de Tel Aviv - apelidada de 'bolha', por estar longe, 'protegida' do conflito árabe-israelense. Até que Noam se apaixona pelo palestino Ashraf (Yousef 'Joe' Sweid), e ele e os amigos passam a se preocupar com a questão. O romance dos dois é retratado com delicadeza até nas cenas de sexo. Tudo isso em meio aos obstáculos causados pelo ódio entre os dois povos, numa espécie de Romeu e Julieta moderno. (Kamille Viola) 'Três Irmãos de Sangue'
'Três Irmãos de Sangue' chega hoje ao circuito depois de uma bela carreira em festivais. Esta semana, o documentário de Ângela Patrícia Reiniger faturou o prêmio do público no 5º Cine Fest Petrobras Brasil, em Nova Iorque, merecidamente. É impossível não se emocionar com a bela e trágica história dos irmãos Betinho (cientista político), Henfil (cartunista) e Chico Mário (músico). O filme se constrói a partir de um vasto material de pesquisa e depoimentos emocionados de parentes e amigos. Dividido em três partes, lembra o engajamento social e político dos irmãos e sua luta contra a Aids. Hemofílicos, os três foram contaminados pelo HIV durante transfusão de sangue, e se tornaram símbolo da lutra contra a doença no país. (RM) 'Encontro com Miltons Santos ou o Mundo Global Visto do Lado de Cá'
O professor Milton Santos, doutor em Geografia, 40 livros publicados, dissecou os efeitos da globalização, sem perder a esperança jamais, na entrevista que concedeu ao cineasta Silvio Tendler em 2001, pouco antes de morrer de câncer. Tendler costura - meio que freneticamente - a entrevista com imagens de arquivo e gráficos sobre os efeitos da globalização pelo mundo no documentário 'Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá'. Apesar da costura meio frouxa, foi eleito melhor filme pelo júri popular no Festival de Cinema de Brasília, ano passado. Mas as palavras do professor, que acredita que informação é tudo, são sábias: "Num mundo que vive de retórica, acho que não custa nada a gente estudar para encontrar retórica oposta". (Ana Lúcia do Vale)
Abrem no dia 20 de agosto e vão até 10 de dezembro as inscrições para documentários brasileiros participarem do É Tudo Verdade 2008 - 13º Festival Internacional de Documentários. A principal novidade é a exigência de ineditismo para os longas e médias-metragens, que concorrerão ao Prêmio CPFL/É Tudo Verdade 'Janela para o Contemporâneo', no valor de R$ 100 mil. A 13a edição do É Tudo Verdade acontecerá em São Paulo e no Rio de Janeiro entre 27 de março e 6 de abril de 2008. Estão previstas ainda mostras itinerantes em Brasília, Campinas, Porto Alegre e Recife. O regulamento e a ficha de inscrição estão no site www.etudoverdade.com.br
O pessoal do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro também pede para avisar que as inscrições para participar da 40ª edição da prestigiada competição estão abertas até dia 30 de setembro. Na abertura do festival, dia 20 de novembro, será exibido em sessão hors concours 'Proezas de Satanás na Vila do Leva-e-Traz', de Paulo Gil Soares, vencedor da terceira edição do evento, em 1967. A ficha de inscrição e o regulamento estarão disponíveis na Coordenação do Festival (Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal) e no site www.sc.df.gov.br. Somente poderão participar das mostras competitivas em 16mm e 35mm filmes brasileiros de longa, média ou curta-metragens concluídos a partir de outubro de 2006.
O pessoal do Curta Cinema 2007 pede para avisar que estão abertas as inscrições para a edição deste ano do festival, marcado para acontecer entre 25 de outubro a 4 de novembro, no Rio. Os selecionados concorrerão aos prêmios de Melhor Ficção, Documentário, Animação e Experimental, além do Grande Prêmio do Festival, que classifica o filme vencedor para concorrer como o candidato brasileiro ao Oscar da categoria. O prazo para filmes em película e vídeo termina dia 24 de agosto. As inscrições devem ser feitas pelos sites: www.curtacinema.com.br ou www.shortfilmdepot.com.
Confira as resenhas das estréias do fim de semana Primo Basílio O diretor Daniel Filho fez uma das melhores adaptações das crônicas de Nelson Rodrigues para a TV na série 'A Vida Como Ela É'. Profundo conhecedor dos meandros das traições e perversões rodriguianas dos anos 50, traçou um paralelo da obra do dramaturgo com a do português Eça de Queiroz em 'Primo Basílio', que já tinha dirigido na TV em formato de minissérie e agora chega aos cinemas. Só que um longa vai bem além dos episódios curtos de 'A Vida Como Ela É'. Ao juntar a dubiedade do texto de Eça com o de Nelson, se alongou e perdeu o ritmo das relações. Em 'Primo Basílio', Débora Falabella é a frágil Luísa, casada com o engenheiro Jorge (Reynaldo Gianecchini esforçando-se para ser muito sério, mas ainda superficial). Ele a deixa sozinha e vai trabalhar na construção de Brasília. Na solidão, Luísa cede aos apelos de seu primo Basílio (Fábio Assunção, facilmente sedutor). A empregada da casa, Juliana - uma Glória Pires desprovida de vaidade e acertadamente horripilante - descobre o romance e vê na chantagem à patroa a oportunidade de sair da vidinha de quartinho dos fundos. Cenas de amor em profusão - nu frontal de Débora, e Fábio Assunção desinibidíssimo - são o tempero de Daniel Filho (Ana Lúcia do Vale). Sem Reserva Charmosos e simpáticos, Catherine Zeta-Jones e Aaron Eckhart driblam os clichês do roteiro desta refilmagem de 'Simplesmente Martha', de 2001. Comédia romântica com tons dramáticos, o filme traz a bela atriz como a metódica chef Kate Armstrong, responsável pela cozinha de um sofisticado restaurante em Nova Iorque. Ela é linda, faz análise, trabalha pra burro e quase não tem vida pessoal. Depois de perder a irmã num acidente, Kate é obrigada a cuidar da sobrinha de 9 anos, Zoe (a fofa Abigail Breslin, de 'Pequena Miss Sunshine'). A moça é obrigada a tirar uma licença para botar sua vida nos eixos e na volta se depara com o carismático subchef Nick (Aaron Eckhart), que conquistou a todos os funcionários da sua cozinha. Os dois, claro, se estranham, entre cenas de comidas de dar água na boca e muita música italiana. (Zean Bravo) Batalhas da Glória Banidos das competições de patinação artística por terem brigado em pleno pódio, os megarivais Chazz Michael Michaels (Will Ferrell) e Jimmi MacElroy (Jon Heder) encontram uma solução bizarra para voltar a exibir seus dotes e figurinos cafonas nos rinques. Os dois superam as diferenças - Chazz é um ogro viciado em sexo e narcisista, enquanto Jimmi é delicado e obecado por limpeza - e formam a primeira dupla masculina da história da patinação. A partir daí, os diretores Josh Gordon e Will Speck exploram o talento de Ferrell e Heder (revelado na comédia cult 'Napoleon Dynamite') em uma série de situações grotescas, que arrancam boas gargalhadas do público. Amy Poehler e Will Arnett também estão impagáveis como os irmãos-patinadores-vilões capazes de tudo para tirar o brilho de Chazz e Jimmi. (Rubia Mazzini) Mestre Bimba - Capoeira Iluminada O documentário 'Mestre Bimba - A Capoeira Iluminada' emociona ao narrar a trajetória do famoso capoeirista. Foi ele o responsável por difundir a prática no País. Na década de 30, a capoeira estava proibida por ser considerada violenta. Mestre Bimba (1899 - 1974), ou Manoel dos Reis Machado, já com seus 30 e poucos anos, remodelou a mistura de luta e dança, criando a popular Capoeira Regional, e fazendo-a ser reconhecida em mais de 150 países. Tudo isso está registrado no documentário de Luiz Fernando Goulart, que traz depoimentos de ex-alunos que demonstram toda a sua admiração pelo mestre. (Ana Carolina de Souza) O Fim do Sem Fim Lucas Bambozzi, Beto Magalhães e Cao Guimarães dividem a direção deste documentário sobre profissões ameaçadas de extinção pelas inovações tecnológicas. O trio viajou por dez estados brasileiros durante dois meses para criar um amplo painel de personagens, aos quais dão liberdade para falar sobre seu ofício sem pressa e sem apelar para didatismos. Neste inventário sentimental de um Brasil obsoleto e romântico, estão registradas figuras como o tocador de sinos, o faroleiro, o amolador de facas, o recarregador de isqueiros, o profeta, o benshi (narrador de filmes mudos na colônia japonesa paulista) e até um maestro de galos, que ensina aves tímidas a cantar. (Rubia Mazzini) Person A apresentadora da MTV Marina Person encontrou um jeito peculiar de conviver mais com o pai, o cineasta paulista Luiz Sérgio Person, morto prematuramente em um acidente em 1976, aos 39 anos. Diretor de 'São Paulo S/A' e 'O Caso dos Irmãos Naves', ele ganhou da filha o documentário 'Person'. O filme refaz a trajetória de Luiz Sérgio através do seu trabalho, sem deixar de ser uma viagem extremamente pessoal de Marina, que diz ter convivido mais com sua obra do que com ele propriamente. "Não tennho mais a presença física do meu pai, mas o filme é uma maneira de conviver com ele", explica a VJ, que colheu ótimos depoimentos como os de Paulo José e Eva Wilma. (Zean Bravo)
 A espera não foi em vão. Dezoito temporadas e 400 episódios depois, Os Simpsons finalmente chegaram ao cinema. E chegaram fazendo bonito, como pude conferir hoje, na sessão para a imprensa que rolou no Cinemark Botafogo. O irritante atraso de 50 minutos quase me fez abandonar o recinto, mas por amor à causa amarela, fiquei e não me decepcionei. Abaixo, alguns destaques da produção. Mais detalhes no Guia Show&Lazer do dia 17, quando o longa finalmente estréia no circuito brasileiro.
- Todas as cenas de Homer e seu novo amigo, o Porco-Aranha ou Harry Porco. Não se espante se sair do cinema cantarolando Porco-Aranha, Porco-Aranha... - Maggie salvando o dia. E falando! - A seqüência em que Bart anda de skate peladão pelas ruas de Springfield, sobre a qual já tínhamos falado aqui, é realmente hilária - A improvável amizade de Bart e Ned Flanders - Arnold Scwarzenegger como presidente dos EUA - A versão fúnebre de 'American Idiot', do Green Day - Homer chamando a platéia de otária, por pagar para ver algo que passa de graça na TV - A mensagem de Bart no quadro negro da escola: Não baixarei cópias ilegais deste filme
A coleguinha Manuelle Rosa faz sua estréia hoje como colaboradora deste blog. Ela bateu um papo muito bacana com Jorge Furtado sobre o divertido 'Saneamento Básico - O Filme', em cartaz nos cinemas. Confira: 1) 'Saneamento Básico, o Filme' é bem diferente dos seus outros longas. De onde surgiu a idéia? Jorge Furtado: Os três primeiros longas são bem diferentes entre si, mas têm em comum um protagonista masculino, narrador. Já neste não há um personagem principal. Eu queria sair um pouco de Shakespeare, fazer algum trabalho com os personagens da commedia dell'arte. O filme é uma comédia que discute questões políticas, sem um personagem principal, mas com vários, típico da commedia dell'arte. O roteiro surgiu quando participava de um festival de cinema em Santa Maria e soube do concurso Revelando os Brasis, que era destinado para cidades com até 20 mil habitantes. Achei engraçado, pois Santa Maria é uma cidade pequena, mas possui 200 mil habitantes, então não poderia participar. O pessoal até brincou: 'poxa, vamos ter que nos mudar'. Então pensei numa cidade muito pequena, que nunca pensou em fazer cinema e tem outras necessidades, e de repente recebe uma verba para fazer um filme.  2) O título 'Saneamento Básico, o Filme' pode causar estranhamento à princípio. Como foi a escolha? Eu já tinha escolhido o título desde o início, pois ele contém a dialética do filme, tem esses dois extremos da civilização: o saneamento, que é básico da sociedade, e o cinema, que é a arte mais sofisticada. Como fazer cinema, que é uma arte cara, num país que possui tantas carências?
3) O cinema é básico? Com certeza! Acredito na frase de Dostoiévski que encerra o filme feito pelos personagens: 'A beleza salvará o mundo'. Se alguma coisa pode nos salvar da miséria diária, é a arte. Como disse a Fernanda Torres no making off, 'a arte é o saneamento básico da alma'. É claro que existem outras necessidades, como o saneamento, mas também não podemos ter a idéia de que só produziremos cultura no Brasil quando tivermos suprido todas as outras carências. Se fosse assim, não faríamos cinema, teatro, ou deixaríamos Ouro Preto ruir. O caminho não é esse. 4) Por que a preferência pela comédia? Não acredito em heróis. Assim como John Huston, me identifico mais com os perdedores. Gosto de trabalhar com a comédia, pois como dizia Aristóteles, revela o pior dos homens, exagera os defeitos. 5) Ao longo do filme, vemos os personagens se envolverem com o fazer cinematográfico. O filme tem alguma referência autobiográfica? Em alguns momentos eu me identifico sim com a forma artesanal de fazer cinema, e há algumas referências. Por exemplo, no filme que os moradores fazem, o laboratório do cientista é idêntico à fábrica de perfumes do 'Ilha das Flores', curta que eu fiz em 1989, quando a gente não tinha quase nenhum dinheiro. O laboratório é feito basicamente com um toca-discos, tubos de ensaio e gelo seco. E assim como no filme, também já usamos café passado para fazer fumaça. 6) O filme foi todo rodado em locações, na serra gaúcha. Por que não utilizar estúdio? A locação é um personagem do filme. Além disso, a gente não tem tecnologia para fazer em estúdio, fica tudo meio frio. 7) Como foi a experiência de filmar na serra gaúcha? Foi uma delícia. É um lugar lindíssimo, pouco representado no nosso cinema, que é muito tropical. Filmamos no inverno do ano passado e no filme as pessoas usam bastante roupa, você vê fumaça saindo de suas bocas quando falam. 8) Como foi trabalhar com atores como Paulo José, Fernanda Torres, Camila Pitanga e Wagner Moura? Já tinha trabalhado com todos e escrevi o roteiro para eles. Esse é um filme de ator, o principal atrativo é o elenco. Lá em 2004, quando comecei a escrever, já fui falando com um por um, agendando as filmagens. Por causa desse planejamento consegui o elenco dos sonhos.
 Capa da 'Vip' deste mês, Marina Mantega, filha do ministro da Fazenda, Guido Mantega, já anunciou aos quatro cantos que quer mesmo é ser atriz. A estréia no cinema, diz ela, está perto de acontecer. "Fui convidada para fazer um filme e estou rezando para tudo dar certo. Devo assinar o contrato em breve. É uma batalha, todo mundo acha que é fácil, mas é complicado conseguir chances para fazer um simples teste", revela a moça, de 26 anos.
Sobre a grande estréia deste fim de semana, 'Duro de Matar 4.0', você lê aqui. Já sobre outros filmes que entram em circuito hoje, você lê abaixo: Em Busca da Vida Somente este ano, 700 pessoas morreram em conseqüência de inundações na China. A construção de represas que pretendem diminuir os danos causados à população ribeirinha do país inspirou o diretor Jia Zhang-Ke neste drama, que chegou como azarão e levou o Leão de Ouro do Festival de Veneza de 2006. Na trama, um trabalhador de minas de carvão e uma enfermeira tentam reconstruir suas vidas em meio ao caos que se instalou em Fengjie, cidade histórica que está prestes a desaparecer sob as águas da represa de Três Gargantas. Cenas reais de demolição e não-atores dão tom documental ao filme, que às vezes se torna lento demais e incorpora estranhos elementos fantásticos. (por Rubia Mazzini) A Volta do Todo-Poderoso Recém-eleito para o Congresso americano, com o lema 'vamos mudar o mundo', Evan Baxter (Steve Carell) muda-se com a família de Nova Iorque para Washington e, quando começa na nova função, recebe a visita de Deus (Morgan Freeman), que lhe encomenda a construção de uma arca para evitar um suposto dilúvio. Incrédulo, Evan começa a ser seguido por animais, vê sua barba e cabelo crescerem de forma incontrolável e encarna o personagem bíblico Noé, virando atração no país. O longa 'A Volta do Todo-Poderoso', de Tom Shadyac, garante as risadas com boas piadas sobre o surrealismo da trama, agilidade e uma hilariante secretária vivida pela atriz Wanda Sykes. (por Pedro Landim) O Último Bandoneón No documentário 'O Último Bandoneon', de Alejandro Saderman, o grande maestro e compositor Rodolfo Mederos afirma: "O tango começou com violinos e guitarras, até que o bandoneon chegou e disse: esse ritmo é meu". O filme parte da sonoridade emotiva do instrumento, tocado com a mesma paixão que move os dançarinos do tango, e acompanha a jovem Marina Gayotto, artista de rua, que ingressa numa orquestra e busca pela cidade um bandoneon 'Doble A', o melhor do mundo. No passeio por antigos salões populares de tango, bares e lutierias, ela descobre figuras incríveis, como os velhinhos que se reúnem numa casa para tocar seus bandoneons. (por Pedro Landim)
Não se sabe exatamente qual era a intenção de Reynaldo Gianecchini ao revelar esta semana, numa entrevista coletiva para promover o filme 'O Primo Basílio', que preferiu ficar peladão no set de filmagem e não usar tapa-sexo durante suas cenas de sexo. Marketing? Talvez. Mas o fato é que o galã da novela das sete é o que menos mostra o corpo no longa-metragem baseado na obra de Eça de Queiróz, que já virou minissérie e agora chega aos cinemas (estréia dia 10) com direção de Daniel Filho. Tanto Giane quanto Fábio Assunção disseram que Daniel coreografou todas as cenas mais quentes do filme. O mocinho da novela das oito disse, em entrevista ao Dia, que o diretor instruía os atores como beijar na orelha do outro e até onde pegar um no outro.
 Aos tarados e taradas de plantão, Cinelândia conta o que esperar das tais cenas ousadas do filme: Gianecchini: aparece nu, de lado, numa cena de sexo com Débora Falabella. Fábio Assunção: ele vive o papel-título e trai o personegem de Giane: mostra o traseiro em diferentes cenas também ao lado de Débora. Débora Falabella: encara um nu frontal nas seqüências de sexo com o amante.
Esta semana, como vocês sabem, o cinema perdeu dois grandes mestres, o sueco Ingmar Bergman e o italiano Michelangelo Antonioni. Rápidos no gatilho, o Grupo Estação e o Centro Cultural Banco do Brasil (este, dentro da mostra Arte em Movimento, a Fotografia no Cinema) prepararam justas homenagens à dupla. É a chance de rever ou conhecer um pouco da obra destes dois ícones do cinema de autor. Confira: Para Antonioni
 - A Maratona do Cine Odeon BR exibe, às 23h10, o suspense 'O Passageiro (Profissão: Repórter)'. Filmado em 1975, traz Jack Nicholson na pele de um jornalista que assume a identidade de um colega, sai em viagem pela Europa e África e se apaixona por uma jovem (Maria Schneider). - O CCBB mostra domingo, às 18h, 'A Noite' (1961). Segundo filme da famosa trilogia da incomunicabilidade de Antonioni, este classicão traz Marcello Mastroianni e Jeanne Moreau como um casal em crise conjugal. Para Bergman
 - O Paissandu exibe, de sexta a quinta-feira da próxima semana, marcos bergmanianos, como 'Cenas de um Casamento', 'O Sétimo Selo' e 'Morangos Silvestres'. São quatro sessões diárias de filmes de um dos maiores nomes do cinema moderno. - Sexta-feira, às 16h, no CCBB, tem sessão imperdível do terror 'Gritos e Sussurros' (1972). Ambientada no fim do século 19, a trama mostra o reencontro de três irmãs quando uma delas está morrendo de câncer. Para traduzir o interior da alma humana, Bergman usa basicamente um tom nos cenários, o vermelho-sangue.
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