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| Ana Lúcia do Vale |
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Abaixo, a matéria publicada ontem na revista TDB!, sobre Orã Figueiredo e Hossen Minussi, militantes do teatro que divertem como os policiais corruptos de 'Meu Nome Não é Johnny'. No finzinho há um depoimento de Selton Mello sobre os colegas, que como não chegou a tempo de ser incluído na revista, é exclusividade de Cinelândia.
Primeiro sucesso do cinema nacional este ano, 'Meu Nome Não é Johnny' está fazendo o público dar boas risadas quando entra em cena uma dupla que encarna o lado mais sórdido da polícia. Os corruptos Oswaldo (Orã Figueiredo) e Wanderley (Hossen Minussi) achacam o traficante João Estrella (Selton Mello) em uma noite que pareceu interminável para o bandido na vida real, mas é divertidíssima para quem a vê reproduzida na tela.
Militantes do teatro que volta e meia 'visitam' o cinema, como diz Orã, os atores têm recebido elogios pela participação no filme. "Já aconteceu de alguém falar que adorou o filme sem me reconhecer. Quando digo que faço o Wanderley, a pessoa começa a rir", conta Hossen. "Fui ver uma sessão no Roxy e no fim várias pessoas me deram parabéns. Os amigos também têm ligado, dizem que é divertido e crível", comemora Orã, que foi convidado para o papel pela produtora Mariza Leão.
Amigo e parceiro de Selton em trabalhos no teatro (ficaram cinco anos em cartaz com 'O Zelador') e na TV (ele participa do 'Tarja Preta', programa do ator no Canal Brasil), Hossen fez teste para viver Wanderley. "Com o Selton não tem conchavo", garante, completando que foi testado até para 'Feliz Natal', longa que marcará a estréia de Selton na direção.
ATORES ESTÃO EM NOVELA
Esta semana, 'Meu Nome Não é Johnny' pode chegar à marca de um milhão de espectadores. O êxito do filme já rendeu convite para Hossen, que vai fazer participação na novela 'Sete Pecados'. "O diretor foi ver, gostou e pediu para uma produtora me ligar. Vou fazer um X-9, algo bem na linha do 'Johnny' mesmo", adianta. Já Orã aguarda a ordem para voltar aos estúdios de 'Desejo Proibido', em que encarna Camaleão, um "personagem cômico-poético".
SELTON ELOGIA COLEGAS
"Tô feliz com o sucesso do filme e especialmente satisfeito com a repercussão da dupla de policiais que atazanam a vida do Johnny.Os atores Orã Figueiredo e Hossen Minussi são responsáveis por boa parte das cenas saborosas desse trabalho.Orã é um super ator de teatro, acompanho há muito tempo suas peças, e ele é um intérprete excepcional.Hossen é um companheiro antigo de teatro,,já trabalhamos inúneras vezes nos palcos, na TV... ele fez quadros no meu programa 'Tarja Preta' e em cinema em filmes como 'O Cheiro do Ralo' e 'Feliz Natal', minha estréia na direção. É um ator hilário. Que bom que o cinema abre as portas para atores como eles, com caras de gente comum e com talentos extraordinários. Sinto falta na TV de ver atores como eles em cena."
Versão de 'O Caçador de Pipas', que estréia sexta no Rio, é fiel à comovente obra sobre amizade, erros e perdão
 Um dos maiores fenômenos recentes da literatura, 'O Caçador de Pipas', de Khaled Hosseini, ganhou adaptação para o cinema à altura da idolatria de seus leitores. Dirigido por Marc Foster (de 'Em Busca da Terra do Nunca'), o filme é extremamente fiel à obra, um comovente relato da amizade entre dois garotos de etnias e classes sociais diferentes, que atravessa mais de 20 anos na história do Afeganistão.
Indicado ao Globo de Ouro nas categorias melhor filme estrangeiro e trilha sonora original, o longa teve sua exibição proibida no Afeganistão. Segundo Latif Ahmadi, chefe da agência estatal de filmes do país, a proibição ocorreu "porque algumas de suas cenas são questionáveis e inaceitáveis para algumas pessoas e poderiam causar problemas para o governo e a população".
Além de mostrar crueldades cometidas pelo Talibã - como o apedrejamento de uma mulher em um estádio lotado -, o filme recria passagem dolorosa e polêmica do livro: o estupro de Hassan por garoto mais velho da etnia pashtun, que implicava com sua origem hazara.
A cena revela a covardia de Amir, que presencia o ato, mas nada faz para ajudar o melhor amigo. Os dois se afastam e, com a invasão das tropas russas ao país, em 1979, Amir vai com o pai para os Estados Unidos. Vinte anos depois, ele volta a Cabul numa tentativa de reparar o erro do passado. Com os rumores sobre a cena, os produtores retiraram do Afeganistão os jovens atores.
Para garantir autenticidade à sua versão, Marc Foster fez questão de que o filme fosse falado em dari, uma das duas principais línguas do Afeganistão. Para os papéis de Amir e Hassan jovens, a equipe buscou meninos em escolas e até orfanatos do país. Em vez de testes formais, Foster pedia a eles que soltassem pipas.
O diretor lembra a primeira vez em que viu Zekiria Ebrahimi, que vive Amir. "Era tímido e não falou muito. Mas havia algo em seu porte, um pesar, que me intrigava. O pai dele foi morto antes que nascesse e a mãe o abandonou. Por essa tristeza inerente, o achei ideal para interpretar o jovem Amir." Acertou em cheio.
CAMPEÃO NAS PRATELEIRAS
O escolhido para viver Amir adulto foi o escocês de origem egípcia Khalid Abdalla, de 25 anos, que fez um terrorista em 'Vôo United 93'. "O que se passa em seus olhos é extraordinário, ele consegue dizer muita coisa sem se mexer", diz Marc Foster no material de divulgação do filme. A equipe de arte da produção pesquisou mais de 20 países para ambientar a trama. A escolha recaiu sobre Xinjiang, província da China.
Os números que cercam o livro de estréia do médico afegão Khaled Hosseini são impressionantes. Desde seu lançamento, em 2003, a obra vendeu mais de 8 milhões de cópias em 42 países. No Brasil, foi lançada em setembro de 2005, pela Nova Fronteira, e logo entrou nas listas das campeãs de venda. Em fevereiro de 2006, chegou ao 1º lugar, posição que ocupou até maio de 2007. A editora já vendeu aqui 1 milhão e 650 mil exemplares. Texto publicado hoje no Caderno Dia D, do jornal O Dia
Se Brasília tem o festival mais tradicional e Gramado, o mais badalado, Recife pode se orgulhar de abrigar o mais animado evento de cinema brasileiro. Quem já acompanhou uma sessão do Cine-PE no imenso e sempre lotado Teatro Guararapes, sabe do que a blogueira está falando.
Este ano, o festival, que está comemorando 12 anos, vai acontecer entre 28 de abril e 4 de maio. As inscrições para filmes de curta e longa duração e vídeo estão abertas até o dia 31 deste mês. A ficha de inscrição e o regulamento estão no site.
Mais poderoso astro de Hollywood, Will Smith fala sobre contracenar só com um cachorro em 'Eu Sou a Lenda', que estréia sexta-feira, e diz que se encantou com Alice Braga ao ver 'Cidade de Deus'
Eleito o ator mais poderoso de Hollywood pela revista 'Newsweek', Will Smith esbanjou simpatia e bom humor em entrevista coletiva ontem, no Copacabana Palace, para falar do filme 'Eu Sou a Lenda'. Escondido atrás de uma cortina, Smith aplaudia e gritava 'u-hu' ao serem anunciados o diretor, Francis Lawrence, e o roteirista, Ankiva Goldsman. Na sua vez de entrar, fingiu seriedade e arriscou frase em português: "Estou muito feliz por estar aqui no Brasil". Nos 45 minutos de entrevista que se seguiram, o astro não perdeu a chance de fazer caretas e piadas. Quando Goldsman (ganhador do Oscar por 'Uma Mente Brilhante') explicava que teve a ajuda do ator na construção de seu personagem, Smith 'soprava' auto-elogios, como inteligente, talentoso, forte e bonito. "Não, bonito não", devolveu Goldsman.
Na produção que estréia sexta-feira no Rio, Smith é Robert Neville, cientista militar que tenta encontrar a cura para um vírus que matou quase toda a população do planeta. Os que não morreram se transformaram em vampiros-zumbis que caçam suas presas à noite. O ano é 2012 e há três Neville anda pelas ruas desertas de Nova Iorque procurando outros humanos imunes à epidemia. Na primeira hora de filme, sua única companhia é a cadela Sam (a pastor alemão Abbey, na vida real).
"Abbey é muito esperta. O que descobri contracenando com ela é que muitos de nós temos cães idiotas em casa, mas não ligamos porque o amamos", disse o ator. "Eles ficaram tão próximos, que ninguém, a não ser Will, podia falar ou tocar em Abbey no set", contou Lawrence. "São as mesmas regras usadas para minha mulher", completou Smith, arrancado mais gargalhadas.
O ator também comentou que adora trabalhar com seus filhos. Depois do fofo Jaden, 9 anos, que roubou a cena em 'À Procura da Felicidade', agora Willow, 7, contracena com o pai. Em 'Eu Sou a Lenda', ela é Marley, a filha separada de Neville quando o vírus chega a Manhattan. "É muito bom poder ensinar e aprender com eles. Não tenho medo de colocar meus filhos neste ambiente, até porque é uma escolha deles", assegurou.
O astro é só elogios para a brasileira Alice Braga, que vive a sobrevivente Anna no filme. "Desde que a vi em 'Cidade de Deus', pensei: 'Ela tem que participar de todos os meus filmes'. Você acredita no que Alice fala, é natural, autêntica e tem traços angelicais. Fizemos laços fortes nas filmagens, conheci sua família. Quero agradecer pelas lembranças e dizer que ela estará para sempre em meu coração", derreteu-se Smith, lamentando a ausência da atriz, que filma no Canadá 'Repossession Mambo' com Jude Law.
CARNAVAL JÁ DEU PROBLEMA
O ator e a equipe deixam hoje o Brasil, última parada da maratona de divulgação. Perguntado se não ficaria para o Carnaval, o astro riu. "Não. O Carnaval quase me causou problemas da outra vez", lembrou, referindo-se à sua passagem pelo Rio em 2005 para lançar 'Hitch - Conselheiro Amoroso', quando se esbaldou assistindo aos desfiles.
As mensagens de Bob Marley norteiam o personagem. "Pesquisei na Internet sobre 'I am Legend' e a primeira referência foi o disco 'Legend', do Marley. Ouvi e vi que tinha algo ali", contou Will. Texto publicado hoje no Caderno Dia D, no jornal O Dia.
Como vocês já devem saber, Will Smith chega domingo ao Rio para badalar 'Eu Sou a Lenda', que estréia aqui dia 18 (sexta que vem) depois de massacrar os concorrentes nos EUA. Em seu primeiro fim de semana de exibição lá em cima, a produção arrecadou nada menos do que 76,5 milhões de dólares, quebrando todos os recordes de abertura para um filme lançado em dezembro. Esse Will Smith não é mole, não.
Eu assisti ao filme hoje, numa sessão para a impressa, e confesso que levei uns bons sustos com os zumbis-vampiros que tomaram conta de Nova Iorque. Os monstrengos vivem no encalço de Robert Neville, o cientista militar interpretado por Will Smith que acredita ser o único sobrevivente de uma epidemia que varreu a humanidade da Terra. O ator está mais musculoso do que nunca e razoável como sempre no filme dirigido por Francis Lawrence.
A milionária produção é a terceira versão em película do livro 'I Am Legend', lançado em 1965 por Richard Matheson. A mais famosa, batizada de 'A Última Esperança da Terra', trazia o macho man Charlton Heston no papel de Neville. Nesse, Neville vivia em Los Angeles e tinha como companheiro um manequim desses de loja com quem tinha altos papos. No novo longa, o solitário cientista é novaiorquino anda pra baixo e pra cima com Sam, uma fêmea de pastor alemão que pertencia à sua filha.
Bom, segunda-feira estarei cara a cara com Mr. Smith, na entrevista coletiva que ele concederá no Copacabana Palace. Conto tudo pra vocês depois, aqui e no caderno O Dia D.
Ah, já ia esquecendo. A brasileira Alice Braga contracena com Will Smith. Ela aparece só na segunda metade do filme, mas sua Anna é fundamental para o desenrolar da trama.
Bom fim de semana.
A organização da 11ª Mostra de Cinema de Tiradentes divulgou ontem a programação do evento, que acontece entre os dia 18 e 26 deste mês na charmosa cidade histórica. Serão exibidos 126 filmes nacionais, entre longas inéditos, curtas e vídeos, todos em sessões gratuitas.
A maior novidade para esta edição é a criação do Prêmio Aurora, que será entregue a um dos sete longas concorrentes na sessão de mesmo nome. A idéia, segundo os organizadores, não é criar um clima competitivo, como acontece em festivais, mas incentivar a "originalidade, ousadia e sensibilidade" dos novos realizadores. Dois júris vão escolher o vencedor: o Jovem, formado por cinco alunos de uma oficina de cinema realizada recentemente em Belo Horizonte, e o da Crítica, que inclui coleguinhas gabaritados como João Sampaio (crítico do jornal A Tarde, de Salvador) e Ruy Gardnier (da revista Contracampo). Entre os concorrentes ao Aurora estão 'Amigos de Risco', do pernambucano Daniel Bandeira, e 'Meu Nome é Dindi', do carioca Bruno Safadi.
Na abertura da mostra será exibida o melancólico e divertido 'Falsa Loura', do veteraníssimo Carlos Reichenbach. Já falamos do filme aqui, quando ele foi exibido em Brasília e arreabatou a platéia. A protagonista, Rosane Mulholland estará em Tiradentes para a sessão. Ao lado do baiano João Miguel ela é a grande homenageada desta edição. Eles foram escolhidos por representar a renovação do cinema brasileiro. Cada um terá três filmes exibidos em Minas.
No site* da Mostra, vocês podem conferir a programação completa, ok? Aos que puderem, Cinelândia recomenda uma visita a Tiradentes. A cidade histórica, uma das mais bonitas de Minas, tem ótima infra-estrutura turística e fica animadíssima durante o evento. Vale muito a pena conhecer.
* o link tá dando problema, então segue o endereço do site: www.mostradetiradentes.com.br
A Downtown Filmes e a Sony Pictures informaram há pouco que 'Meu Nome Não é Johnny' fez bela estréia nas seis capitais onde estreou. Em seis dias (o filme foi lançado sexta, mas já estava em pré-estréia desde o dia 1º), o longa atraiu 190.407 pessoas. O ótimo resultado foi comemorado pelos produtores, que agora planejam aumentar o circuito de exibição. Esta semana, segundo Bruno Wainer, da Downtown, 40 cópias chegarão às salas de 22 cidades, como Manaus, Belém, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia, Vitória, Aracajú, Natal, Fortaleza, São Luis do Maranhão e João Pessoa.
Ainda de acordo com o comunicado, o cinema campeão de bilheteria de 'Meu Nome Não é Johnny' foi o Leblon 1, no Rio, com 4.202 pagantes. Em segundo lugar ficou com o Multiplex Iguatemi, em Salvador, com 3.945 ingressos vendidos até ontem.
Cinelândia gostou do filme e aposta que ele fará uma bela carreira. Abaixo vocês lêem a entrevista que fiz com Selton Mello para a Revista TDB!. "Na segunda-feira eu era um policial. Na sexta, fui preso por tráfico de drogas", brinca Selton Mello, lembrando que tinha acabado de rodar 'Federal', longa inédito de Erik de Castro, quando entrou no set de 'Meu Nome Não É Johnny' para viver o traficante João Guilherme Estrella. Com estréia marcada para 4 de janeiro, o filme de Mauro Lima refaz a trajetória do playboy da Zona Sul que se tornou o maior fornecedor de pó para a elite carioca nos anos 90.
Selton conta que não quis conversar muito com Estrella, para não cair na tentação de imitá-lo. Mas vivendo na mesma cidade que o ex-bandido, hoje produtor musical, foi até fácil "sacar qual era a dele". "Conversei com gente que o conhecia, que comprava ou tinha estudado com ele e uma coisa é unanimidade: o João era carismático, tinha ótimas sacadas, era sempre o centro das atenções", observa o ator, que se preocupa com possíveis opiniões desfavoráveis ao retrato feito na tela.
"Eu fico me precipitando, achando que talvez a grande crítica que o filme possa ter é que fizemos um traficante simpático demais. Mas o João era assim, um cara figura, que começou a vender para sustentar o próprio vício, entrou nessa vida equivocada, pagou um preço e está vivo para contar essa história", defende.
A única vez em que fez questão de conversar com Estrella foi antes de rodar a cena do julgamento. É um momento-chave da história, quando ele admite pela primeira vez, na frente da mãe, que estava viciado e que eram seus os 6 kg de cocaína apreendidos pela polícia. "Nem li o roteiro. Perguntei o que ele tinha falado naquele dia, porque deve ter sido mágico. Era para pegar uma pena grande e comoveu uma juíza durona, que acabou mandando-o para o manicômio. O João foi embora porque não queria assistir à filmagem, eu me sentei na cadeira e fiz uma vez, com minhas palavras", revela. Outra seqüência ditada pelo improviso foi a que mostra João e a namorada, Sofia (Cleo Pires), brigando num hotel de Veneza depois que ele dá em cima de uma bela italiana. "Inventamos tudo na hora, é uma das cenas mais engraçadas", diz o ator.
Em novembro, quando 'Meu Nome Não É Johnny' teve pré-estréia no Festival de Búzios, Selton declarou já ter usado "todos os tipos de drogas" e defendeu a legalização das drogas. "Não se pode culpar o usuário pelo tráfico", disse na época. Preocupado com a repercussão que suas palavras tiveram, o ator agora prefere não se posicionar: "Pensei muito e prefiro não falar mais sobre isso. O Brasil precisa melhorar muita coisa antes de discutir se deve legalizar ou não. O importante é que o filme levanta questões e fala disso de maneira não-panfletária".
Estréia na direção
Neste domingo, Selton Mello completa 35 anos. Desses, 25 foram quase totalmente dedicados à carreira artística.
"Na fábula da formiga e da cigarra, eu seria a formiguinha", brinca o ator mineiro, que emenda um trabalho no outro, principalmente no cinema, desde 'Lavoura Arcaica' (2001). Se antes do filme de Luiz Fernando Carvalho Selton já namorava a sétima arte, depois dele decidiu casar e constituir família, deixando em segundo plano o teatro e a TV.
Em 2008, ele estréia 'Meu Nome Não é Johnny' (já no dia 4 de janeiro), 'Desafinados' e 'Federal', filma três trabalhos entre fevereiro e junho e lança 'Feliz Natal', seu primeiro longa como diretor.
A agenda lotada não intimida a 'formiguinha', mas Selton admite que gostaria de diminuir o ritmo no ano novo. "Meu sonho de consumo é aprender a dizer não, mesmo com dor, e curtir as coisas, viajar com meu filme para todos os festivais possíveis", conta, adiantando que sua idéia é estrear 'Feliz Natal' no exterior e só depois exibi-lo no Brasil.
"Foi muito bom ter feito o curta ('Quando o Tempo Cair') antes, porque vi o preconceito que existe no Brasil. As pessoas dizem 'ah, um ator dirigindo'... é muito nhenhenhém. Então vou estrear fora, onde ninguém sabe quem sou, não vão nem saber falar meu nome direito, e vão analisar a obra."
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