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| Ana Lúcia do Vale |
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Os Irmãos Coen e Daniel Day-Lewis que me desculpem, mas O Homem do Oscar de ontem foi Javier Bardem. Primeiro espanhol a ganhar uma estatueta, o ator de 38 anos era o mais charmoso, o mais feliz e o mais simpático da festa. Ao receber o prêmio de coadjuvante pelo assassino Anton Chigurth, de 'Onde os Fracos Não Têm Vez' - papel que já havia lhe dado, entre outros troféus, o Bafta e o Globo de Ouro -, Bardem ainda mostrou que é moço de família, dedicando a estatueta à su mamá, a atriz Pilar Bardem, que quase explodia de orgulho na platéia do Kodak Theatre, e a seus antepassados ligados ao teatro e ao cinema. "Mamá, esto para tí, para nuestros tíos, para tus abuelos, esto es para los comediantes como tú que trajeron la dignidad para España", comemorou, em espanhol mesmo.
Depois da premiação, Bardem falou à imprensa sobre a importância dos artistas de sua família, que segundo suas palaveas, foram "cômicos corajosos" na época da ditadura de Franco (1936-1975). "Gostaria de ressaltar a importância da dinastia dos Bardem em uma época em que ser ator era uma expressão de liberdade e de coragem, na época de Franco", afirmou. Bardem é neto dos atores Rafael Bardem e Matilde Muñoz Sampedro, filho de uma atriz, Pilar Bardem, e seus irmãos Mónica e Carlos, também se dedicam à interpretação. Além disso, ele é sobrinho do diretor de cinema Juan Antonio Bardem.
Na entrevista, Javier agradeceu também a confiança de Joel e Ethan Coen. "Agradeço aos Coen por serem suficientemente loucos para pensar que eu era capaz de fazer isso e por me fazer usar um dos cortes de cabelo mais horríveis da história", brincou o namorado da sortuda espanhola Penélope Cruz.
A cerimônia de entrega do Oscar, que acabou agora há pouco, fez justiça e consagrou o talento de Joel e Ethan Coen. Os irmãos fizeram história, tornando-se a primeira dupla a receber o Oscar de direção. Indicado em oito categorias, 'Onde os Fracos Não Têm Vez' foi o grande vencedor da noite, levando ainda as estatuetas de melhor filme, roteiro adaptado e ator coadjuvante para o espanhol Javier Bardem. A melhor atriz, segundo a Academia, foi a francesa Marion Cotillard, que venceu pelo pape-título de 'Piaf: Um Hino ao Amor'. Entre os atores, o ganhador foi o favorito Daniel Day-Lewis, por 'Sangue Negro.
Veja abaixo a lista completa dos vencedores da 80ª edição do prêmio.
Melhor filme: 'Onde os Fracos Não Têm Vez' Diretor: Ethan Coen e Joel Coen, 'Onde os Fracos Não Têm Vez' Melhor ator: Daniel Day-Lewis, 'Sangue Negro' Melhor atriz: Marion Cotillard, 'Piaf: Um Hino Ao Amor' Ator coadjuvante: Javier Bardem, 'Onde os Fracos Não Têm Vez' Atriz coadjuvante: Tilda Swinton, 'Conduta de Risco' Animação: 'Ratatouille' Roteiro Adaptado: 'Onde os Fracos Não Têm Vez', Joel Coen & Ethan Coen Roteiro Original: 'Juno', Diablo Cody Direção de arte: 'Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco Da Rua Fleet' (Dante Ferreti e Francesca Lo Schiavo) Fotografia: 'Sangue Negro' (Robert Elswit) Figurino: 'Elizabeth: A Era de Ouro' (Alexandra Byrne) Documentário: 'Taxi to the Dark Side' (Alex Gibney e Eva Orner) Documentário (curta): 'Freeheld' (Cynthia Wade e Vanessa Roth) Montagem: 'O Ultimato Bourne' (Christopher Rouse) Filme Estrangeiro: 'Die F"lscher' ("The Counterfeiters") (Áustria, de Stefan Ruzowitzky) Maquiagem: 'Piaf: Um Hino ao Amor" (Didier Lavergne e Jan Archibald) Trilha Sonora: 'Desejo e Reparação' (Dario Marianelli) Canção: 'Falling Slowly', de Glen Hansard e Marketa Irglova (de 'Once') Curta-metragem de Animação: 'Peter & the Wolf' (Suzie Templeton e Hugh Welchman) Curta-metragem: 'Le Mozart des Pickpockets' (Philippe Pollet-Villard) Mixagem de Som: 'O Ultimato Bourne' (Scott Millan, David Parker e Kirk Francis) Edição de Som: 'O Ultimato Bourne' (Karen Baker Landers e Per Hallberg) Efeitos Visuais: 'A Bússola de Ouro' (Michael Fink, Bill Westenhofer, Ben Morris e Travor Wood) Oscar Honorário: Richard Boyle
'Este é o meu momento", avisa a sempre decidida Luana Piovani. Aos 31 anos, descobrindo-se "como mulher, mais feliz, prática e bonita que aos 21", a atriz tem planos para cinema e teatro em 2008. O primeiro projeto começa a ganhar forma segunda-feira, num estúdio em Jacarepaguá, onde Luana começa a filmar 'A Mulher Invisível'. Na comédia romântica escrita e dirigida por Cláudio Torres (de 'Redentor'), ela será Amanda, a musa imaginária criada por Pedro (Selton Mello), funcionário público romântico que acaba de ser abandonado por Marina (Maria Luísa Mendonça).
Deprimido, Pedro não percebe o interesse da bela vizinha, Vitória (Maria Manoella), e inventa Amanda. Como é produto de sua mente, ela faz tudo o que ele (e muitos homens) consideram ideal numa parceira, como assistir a jogos de futebol na TV e ainda discutir a atuação dos jogadores. Na segunda parte do longa, quando se dá conta de que o amor mora ao lado, Pedro tenta 'desfazer' Amanda.
"Mas aí, ela vai dar um trabalhinho, porque gostou de sentir, não quer parar de brincar com ele. Ela acaba virando um pouco a bandida da história", adianta Luana.
Selton Mello, que vê o filme como uma comédia sobre a solidão, elogia a escolha de Luana, com quem vai contracenar pela primeira vez, para o papel. "Ela é bonita e inteligente. Foi muito bem escalada", diz o ator. Cláudio Torres também está encantado com a moça. "Ela é uma atriz muito sutil, tem uma forma sofisticada de atuar, e me ensinou várias coisas sobre a personagem que eu escrevi", afirma.
Para incorporar a personagem, Luana alongou os cabelos com aplique e colocou prótese de silicone nas unhas. "Ainda estou me acostumando com esse cabelão. Dá trabalho. Já minhas unhas são curtinhas, de menina, e para o filme precisava de uma coisa mais mulherão", conta.
Com orçamento de R$ 6 milhões, 'A Mulher Invisível' tem ainda Vladimir Brichta no elenco principal - ele é Carlos, um solteiro incorrigível, amigo de Pedro - e nomes como Fernanda Torres (irmã do diretor) e Paulo Betti em participações especiais. A estréia deve acontecer no primeiro semestre de 2009.
Antes disso, Luana poderá ser vista em 'Insônia', comédia romântica destinada ao público infanto-juvenil. Na co-produção entre Brasil e Argentina, dirigida pelo gaúcho Beto Souza, ela também faz uma espécie de mulher ideal, eleita por uma adolescente para namorar o pai.
"A perfeição é chata. Se a mulher ideal existisse, ela não seria boa", acredita Luana. O filme deve ser lançado no Festival de Gramado, em agosto. Nessa época, a atriz já deverá ter filmado 'O Amor é Lindo', novo longa de Alain Fresnot, e estará prestes a estrear o monólogo 'Pássaro da Noite', de José Antônio de Souza, com direção de Marcus Alvisi. Será a primeira vez da loura sozinha em cena.
"Estou pronta para dar a minha cara a tapa nesse nível", dispara a nova solteira da praça. Durante o Carnaval, Luana terminou o namoro com o estudante baiano Marcelo Maltez. "Estou muito feliz. Solteirice, quando é por opção, é uma coisa muito boa", assegura.
Termina no próximo dia 15 o prazo para inscrições para a Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem e para a Competitiva Brasileira de Curta-Metragem do 18º CINE CEARÁ - Festival Ibero-Americano de Cinema, que acontece de 10 a 17 de abril em Fortaleza.
O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site. O resultado da seleção será divulgado pela até 24 de março.
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