O filme 'This Is It', feito a partir das imagens dos últimos ensaios de Michael Jackson, pode concorrer a prêmios Oscar nas categorias de Melhor Filme, Edição de Som, Edição de Imagem e Direção, informou hoje a imprensa americana. A produção perdeu o prazo, entretanto, para disputar a estatueta de Melhor Documentário. Os estúdios Columbia Pictures ainda não confirmaram se incluirão o filme na corrida pelas estatuetas de Hollywood, embora apresente as condições necessárias para participar assim que completar uma semana de projeção nos cinemas do condado de Los Angeles. A previsão da distribuidora é que 'This Is It' esteja nas telonas de todo o mundo durante duas semanas, mas se especula que o filme pode prorrogar sua vida nas salas de cinema em função da demanda. O diretor de 'This Is It', Kenny Ortega, afirmou que uma indicação aos prêmios Oscar de 2010 seria um reconhecimento merecido para Michael e seu último projeto. O filme vem tendo bom desempenho nas bilheterias - a produção arrecadou USê 7 milhões nos Estados Unidos em um único dia - e recebeu críticas favoráveis. 'This Is It' não participará, no entanto, da premiação do Globo de Ouro, que não aceita documentário entre as produções concorrentes. O filme com as imagens dos últimos ensaios de Michael Jackson estreou na quarta-feira em 34 países, entre eles o Brasil, e será exibido em 110 a partir do final de semana.
Saiu a lista dos 6 filmes e 12 curtas que vão competir pelo troféu Candango no 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que começa dia 17 e vai até 24 de novembro. 'Lula, o Filho do Brasil', que traz Rui Ricardo Diaz como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde o seu nascimento até sua ascensão como líder sindical, abre o festival no Cine Brasília dia 17.
Veja quem está na mostra competitiva, que este ano vai distribuir R$ 470 mil em prêmios:
MOSTRA COMPETITIVA 35MM Longas 1. A Falta que me Faz, de Marília Rocha, 80min, MG 2. É Proibido Fumar, de Anna Muylaert, 86min, SP 3. Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano, de Henrique Dantas, 75min, BA 4. O Homem Mau Dorme Bem, de Geraldo Moraes, 90min, DF 5. Perdão Mister Fiel, de Jorge Oliveira, 95min, DF 6. Quebradeiras, de Evaldo Mocarzel, 71min, SP
Curtas 1. A Noite por Testemunha, de Bruno Torres, 24min50, DF 2. Água Viva, de Raul Maciel,14min, RJ 3. Amigos Bizzaros do Ricardinho, de Augusto Canani, 20min, RS 4. Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos, de Camilo Cavalcante, 12min, PE 5. Azul, de Eric Laurence, 19min, PE 6. Bailão, de Marcelo Caetano, 16min, SP 7. Carreto, de Marilia Hughes e Claudio Marques, 12min, BA 8. Dias de Greve, de Adirley Queirós, 24min, DF 9. Faço de mim o que quero, de Sergio Oliveira e Petronio Lorena, 20min, PE 10. Homem-Bomba, de Tarcísio Lara Puiati, 13min, RJ 11. Recife Frio, de Kleber Mendonça Filho, 23min, PE 12. Verdadeiro ou Falso, de Jimi Figueiredo, 14min, DF
A trilha sonora de 'Lula, o Filho do Brasil', de Fábio Barreto, vai ter tudo o que o presidente gosta. O filme só estreia em 1º de janeiro, mas a trilha da EMI vai chegar às lojas no mês do Natal.
A trilha tem os sertanejos Zezé Di Camargo e Luciano: que entraram em estúdio especialmente para regravar 'Meu Primeiro Amor'. Segundo o release da EMI, o presidente pediu a inclusão de músicas marcantes em sua memória afetiva, como 'Nossa Canção' (de Luiz Ayrão, regravado por Nana Caymmi) e 'Desesperar Jamais' (de Ivan Lins, em gravação dele com Roberto Ribeiro). E ainda as canções em gravações originais: 'Sentimental Demais' (Altemar Dutra); 'Estúpido Cupido' (Cely Campello); 'Saudosa Maloca' (Demônios da Garoa) e o hino da Seleção de 1970 'Pra Frente Brasil'.
Ontem terminou a repescagem do Festival do Rio. Com o corre-corre do fechamento na redação, nem tive tempo de comentar o que vi, então vamos lá às últimas considerações sobre essa 11ª edição.
O QUE FALTOU? Com o diretor Quentin Tarantino fazendo o Belchior e não aparecendo no Rio - alegou fadiga!!! -, a Cinelândia ficou grande demais para estrelas de menos. Festival bacana é aquele com filmes interessantes, com propostas diferentes, mas também o que tem burburinho das estrelas. A Cinelândia é palco perfeito para o tapete vermelho carioca, com espaço suficiente para o público ficar atrás dos cercadinhos gritando, aplaudindo e até vaiando mesmo as celebridades que passam por lá. Este ano, só quem conseguiu juntar uma meia dúzia de pingados na praça foi Fábio Assunção, que protagonizou 'Bellini e o Demônio', um longa meio 'Coração Satânico', cheio de sangue, bichos costurados, pentagramas e loucura. Recém-saído de clínica de reabilitação, Assunção chamou alguma atenção. E ponto.
SEDE DO FESTIVAL O Centro Cultural da Ação da Cidadania foi um espaço bacana escolhido para ser a sede do festival. Tinha sala de projeção, espaço para as crianças brincarem com jogos baseados em filmes, barzinho aconchegante e recepção simpática. Mediei o debate do filme vencedor, 'Os Famosos e os Duendes da Morte' (na foto acima), de Esmir Filho, lá no galpão. A organização foi bacana, o debate foi transmitido pela Internet, tinha van de graça para o público que assistia ao filme nas sessões das 13h no Odeon direto para o galpão, lanchinho e muito carinho com os cinéfilos. Só o calor é que não deu tregua. Para o próximo ano, se a sede continuar lá na Saúde, vale investir num sistema de ar-condicionado para as salas de debate.
A FALTA QUE O PALÁCIO FAZ.... Com o Palácio fechando, o Odeon ficou pequeno em algumas sessões. Vi cenas constrangedoras, tipo a acompanhante do produtor Diler Trindade (filmes da Xuxa, Didi e comédias como 'Trair e Coçar É Só Começar' ) quase saindo no tapa com a moça que tentava colocar ordem na fila dos 'com ingresso' e os 'com pulseirinha vip'. A entrada da sala do Odeon é meio pequena para a aglomeração e, no Palácio, quando as equipes dos filmes sobem naquele palcão, a vibração parace bem maior.
SELEÇÃO OFICIAL Começamos com 'Aconteceu em Woodstock', de Ang Lee, e terminamos com 'Bastardos Inglórios', de Tarantino. No meio da competição, estreia de Marco Ricca na direção, o satanismo de Marcelo Galvão saído do livro de Tony Belloto, a emoção de Herbert Vianna com a família, o mergulho de Lourenço Mutarelli no mundo dos fumantes em 'Natimorto', e o fotolog filmado do diretor Emo Esmir Filho que levou o troféu Redentor.
5 MINUTOS DE RAUL Na falta de Tarantino, na sessão do nem tão impressinante 'Bastardos Inglórios' - tá, o filme é bem bacana, apesar da ultraviolência, mas eu sempre acho que 20 minutos a menos ajudam ao público -, quem estava no Odeon assistiu a 5 minutos do filme de Walter Carvalho sobre Raul Seixas. Com apoio da Universal, 'Raul Seixas - o início, o fim e o meio' traz depoimentos das ex-mulheres, filhos, personagens que conviveram com o 'maluco beleza', como o parceiro Paulo Coelho. Pelos 5 minutos vistos, vai ser pauleira da boa.
Até o ano que vem.
OS GANHADORES:
Melhor Longa-Metragem de Ficção: Os Famosos e Os Duendes da Morte, de Esmir Filho
Melhor Longa-Metragem Documentário: Dzi Croquettes, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, e Reidy, A Construção da Utopia, de Ana Maria Magalhães
Melhor Curta-Metragem: Olhos de Ressaca, de Petra Costa
Menção Honrosa: Sildenafil, de Clovis Mello
Melhor Direção: Karim Aïnouz e Marcelo Gomes, por Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo
Melhor Ator: Chico Diaz e Luiz Carlos Vasconcelos, por O Sol do Meio Dia
Melhor Atriz: Nanda Costa, por Sonhos Roubados
Melhor Atriz Coadjuvante: Cássia Kiss, por Os Inquilinos, de Sergio Bianchi
Melhor Ator Coadjuvante: Gero Camilo, por Hotel Atlântico
Melhor Roteiro: Beatriz Bracher, por Os Inquilinos, de Sergio Bianchi
Melhor Montagem: Joaquim Castro, Ana Costa, Renato Martins e Alexandre Gwaz por Tamboro, de Sérgio Bernardes
Melhor Fotografia: Heloísa Passos, por Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo e O Amor Segundo B. Schianberg
Prêmio Especial de Júri: Tamboro, de Sérgio Bernardes
Menção Honrosa: Fulvio Stefanini, por Cabeça a Prêmio
Melhor Longa-Metragem de Ficção de Voto Popular: Sonhos Roubados, de Sandra Werneck
Melhor Longa-Metragem Documentário de Voto Popular: Dzi Croquettes, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez
Melhor Curta-Metragem de Voto Popular: Sildenafil, de Clovis Mello
A mostra competitiva do Festival do Rio foi de diretores estreantes. Ontem, no Odeon, na Cinelândia, passou 'Cabeça a Prêmio', filme de estreia do ator Marco Ricca na direção. O longa é baseado no livro de Marçal Aquino, sobre um casal perseguido por matadores que trabalham para o pai da garota. O pai é um fazendeiro, traficante e mergulhado numa compulsão por doces, vivido por Fúlvio Stefanini. A garota é uma mimadinha, feita por Alice Braga, no estilo Alice Braga de ser: cabelo largadinho, sem maquiagem, tensão na medida, mas a mesma. Quem viu recentemente filmes tão distintos como 'Cinturão Vermelho', 'Território Restrito' e 'Blindness', vê a mesma Alice em 'Cabeça a Prêmio'. A agenda internacional está cheia, mas ela devia se permitir mergulhar mais. Ainda mais num filme de companheiro de cena, como Ricca (fizeram juntos 'Via Láctea'). Surpresa mesmo é Eduardo Moscovis (ao lado de Cássio Gabus Mendes), que mergulhou no deprimido e estranho matador: cabelo lambido, olhar de banda, jeito esquisito. Sentei ao lado do ator Sérgio Marone que não parava de Twittar entediado. Falta ritmo ao filme de Ricca. Talvez, uma montagem mais ágil. Foi o último filme em competição. Quinta-feira sai o Troféu Redentor.
Coisa boa de ver: Herbert Vianna e os filhos, Luca, Hope e Phoebe. Ontem, depois da exibição do documentário 'Herbert de Perto', de Roberto Berliner e Pedro Bronz, no Odeon, o canhão de luz iluminou a família Vianna. A plateia do Festival do Rio ovacionou, emocionada ainda com o documentário que tinha acabado de ser exibido. 'Herbert de Perto' é um retrato do que tem sido a luta do vocalista do Paralamas do Sucesso depois do acidente em 2001, quando perdeu a mulher e ficou paraplégico. No filme, Bi Ribeiro fala que eles vão tocar até ficarem velhinhos, é o que gostam de fazer e juntos. O documentário estreia sexta-feira. Veja o site de 'Herbert de Perto'.
Mediei o debate do filme 'Os Famosos e os Duendes da Morte', de Esmir Filho, o paulista de 26 anos que fez o curta-sensação 'Tapa na Pantera' (visto por mais de 10 milhões no YouTube). Esse vídeo do debate foi feito por Rafael Cordeiro, do site oficial do Cine Encontro 2009.
LIVRO
'Os Famosos e os Duendes da Morte' é baseado no livro de Ismael Caneppele, 30 anos, que também participa do filme como um personagem enigmático meio dublê de Bob Dylan. Ismael é da pequena Lajeado, no Rio Grande do Sul, e a cidade tem um dado aterrorizante: a quantidade de suicídios entre jovens e descendentes de alemães. Esse primeiro longa de Esmir - que já enveredou pelo universo adolescente em curtas como 'Saliva' - mostra um adolescente (Henrique Larré, 19 anos, jeitinho de NXZero) entediado em Lajeado. O garoto é fã de Bob Dylan, está em pleno processo de amadurecimento e autodescoberta. Ele tem fixação numa amiga que se suicidou, mas deixou um legado de vídeos e posts na Internet. Esse material existe de verdade e é dos adolescentes que aparecem no filme. Foi através de Orkut, Facebook e afins que o diretor Esmir encontrou seus não-atores. 'Meu filme é um blog, um fotolog, um filme do YouTube. Na região alemã, vi uma relação diferente entre mãe e filho. Eles fogem do abraço, mas almejam o encontro físico. Uma da frases do filme que mais gosto é 'Estar perto não é físico' e 'eu tenho saudades do que nunca vivi'", define Esmir.
AUTOR - Ismael Caneppele
'Me senti exposto com o filme, pois tenho muitos amigos que se jogaram daquela ponte. Meu medo, ao escrever o livro, era estar glamourizando o suicídio adolescente. O meu personagem (Julian, que se jogou da ponte e sobreviveu) foi negado pela morte. Eu perdi 20 kg para fazer o filme'
BOB DYLAN
Ter 'Mr. Tambourine Man' na trilha sonora, em 7 inserções, custou 70 mil dólares à produção de Sara Silveira (que também já lançou diretores como Laís Bodansky, em 'Bicho de Sete Cabeças'.
Márcio Garcia pode até não ser um diretor com alma de artista, mas é produtor competente. Estreou no Festival do Rio seu primeiro curta como diretor: 'Predileção'. Dentro do Festival, o filme destoa por não ter lá tantas tintas autorais. Mas, para falar a verdade, exibido no mesmo dia em que 'Natimorto', baseado no livro de Lourenço Mutarelli com o próprio Lourenço Mutarelli (o mesmo autor de 'O Cheiro do Ralo'), o filme do Bahuan de 'Caminho das Índias' arrancou aplausos da plateia e até gritinhos - provavelmente de amigos, tudo bem - de 'Vai para Hollywood, hein, Bahuan!". O curta foi rodado nos intervalos da novela, com amigos da novela, como o próprio Rodrigo Lombardi/Raj, que virou um policial. O roteiro também é de Garcia: um grupo de bandidos tenta roubar um banco. Liderados pelo personagem de Milhem Cortaz, começam a ação rendendo pessoas dentro da agência enquanto uma fera em abrir cofres, feita por Guilhermina Guinle, tenta descobrir a combinação. Cortes rápidos, diálogos frenéticos, cenas aéreas, trilha instigange, perseguição de carros e muita computação. Numa das cenas, o telespectador segue a trajetória de uma bala, no estilo de 'O Senhor das Artes'. O comentário era que o curta de Márcio deve ter custado o dobro de muitos dos longas em competição na Première Brasil. Capacidade de produzir, Garcia tem muita. Só precisa encontrar um tema mais querido, para fazer um filme com mais coração.
Já viu o trailer de 'Alice no País das Maravilhas', nova produção da grife Tim Burton e Johnny Depp? Os efeitos em 3D estão ficando cada vez mais impressionantes. Chega por aqui em 2010.