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Rubia Mazzini
 

Sábado, 4 Outubro, 2008

Hoje no Festival do Rio

Esta foto linda aí embaixo foi feita ontem pela Isabela Kassow, no Pavilhão do Festival do Rio. Rodrigo Santoro, Martina Gusmán e Pablo Trapero passaram a tarde lá, dando entrevistas sobre 'Leonera', drama penitenciário que estréia hoje no festival. Também estava por lá o diretor alemão Jens Hoffmann, que apresenta hoje, pela mostra Midnight Movies, o documentário '9to5 - Days in Porn', sobre a milionária indústria de filmes pornográficos dos Estados Unidos. Leiam abaixo os textos publicados hoje no caderno O Dia D. Até.

Crédito: Isabella Kassow

O filme argentino de Santoro

Um Rodrigo Santoro maltratado - com os cabelos desgrenhados, o rosto e as mãos marcados por cicatrizes - aparece hoje na tela da Première Latina do Festival do Rio, em mais um trabalho internacional. Em 'Leonera', do celebrado diretor argentino Pablo Trapero ('Família Rodante', 'Do Outro Lado da Lei'), o ator passa maus bocados na pele de Ramiro, uma das pontas de um triângulo amoroso moderno e trágico.

A protagonista do filme é Júlia (Martina Gusmán, mulher do diretor), universitária de 26 anos que é presa, acusada de matar o namorado durante uma briga, quando está no início de uma gravidez. Ramiro, que vivia com o casal, também é suspeito do crime. Apesar de aparecer pouco, o personagem de Santoro tem o poder de salvar Júlia, inocentando-a, ou a si próprio. O brasileiro conta que tinha acabado de filmar 'Che', em que vive Raúl Castro, quando Walter Salles (co-produtor de 'Leonera') lhe telefonou convidando-o para fazer o longa. "Já tinha ouvido falar bem do Pablo. Depois disso vi os filmes dele e fiquei maravilhado, eles têm alma", elogia.

Sem muito tempo para se preparar, o ator aproveitou o visual de Ramiro - que incluía peruca de fios longos - para entrar no universo dramático do filme. "Isso ajudou muito. Quanto a atuar em espanhol, não foi tão difícil, porque já tinha estudado para o 'Che', embora o sotaque cubano seja diferente do argentino", conta, acrescentando que o clima amistoso no set também contribuiu para o resultado do trabalho. "A equipe era pequena e estava muito concentrada. Me lembrou muito o clima do 'Bicho de Sete Cabeças' (primeiro filme do ator). Fiquei amigo do Pablo e já me ofereci para trabalhar no próximo filme dele. Aliás, faço isso com todos os diretores que admiro", afirma. Modesto, Santoro não acredita que sua presença no elenco possa determinar o sucesso de 'Leonera' no Brasil, onde estréia dia 7 de novembro. "O filme é ótimo por si, transborda paixão e inteligência. E o trabalho da Martina é excepcional", avalia.

Para Trapero, o importante é que as produções realizadas na América Latina sejam vistas pelos povos que representam. "Assistimos a filmes feitos por nossos vizinhos em festivais na Europa, e muitas vezes, eles não chegam aqui. Por isso é importante investir em co-produções", acredita.

No Rio para apresentar a sessão de gala aberta ao público hoje, no Odeon, ao lado de Santoro e Trapero, Martina conta que se preparou para viver Julia durante um ano. "Entrevistei muitas detentas que tiveram filhos na prisão. Elas me tomaram por porta-voz de suas histórias. Foi uma experiência intensa", diz a atriz.

As próximas sessões de 'Leonera' no Festival do Rio acontecem segunda-feira no Estação Ipanema (17h30 e 22h), terça no Estação Vivo Gávea (15h30 e 19h50) e quarta no Cine Santa (21h).



Mundo pornô em foco

Sasha Grey

Sasha Grey tinha apenas 18 anos quando escreveu a um produtor de filmes eróticos pedindo uma chance. Em seguida, enumerava tudo o que topava fazer para alcançar seu objetivo. A lista era grande e hoje, dois anos depois, Grey contabiliza mais de 50 filmes e uma fama que vai além da milionária indústria americana de vídeos adultos: ela estrelou clipes das bandas de rock The Roots e Smashing Pumpkins, foi ao programa da modelo Tyra Banks na TV e posou para o badalado fotógrafo Terry Richardson.

Os primeiros passos de Sasha Grey no mundo pornô estão documentados em '9to5 - Days in Porn', que estréia hoje na mostra Midnight Movies do Festival do Rio. Durante um ano e meio, o diretor alemão Jens Hoffmann e a produtora brasileira Cleonice Comino entrevistaram atores, diretores e produtores em San Fernando Valley, a Hollywood do erotismo nos EUA. "Há muitos filmes sobre esse tema. Mas nenhum dá voz aos profissionais sem julgá-los", afirma Hoffmann, que está no Rio para acompanhar as sessões do longa (hoje às 16h e às 20h10 no Cine Palácio 2).

Totalmente independente - "Todos os parceiros que procuramos queriam impor algo, como a vitimização das atrizes" -, o filme revela os bastidores dos sets de filmagem, um ambiente nada excitante segundo Hoffmann. "Depois de cinco minutos, você acha normal aquelas pessoas nuas passando para lá e para cá", conta, acrescentando que o elo entre todos os personagens é o desejo de levar uma vida normal, e dizendo-se ansioso para ver a reação da platéia carioca. "Até agora o público feminino tem gostado mais, talvez porque as mulheres dessa área estão no comando, ganham mais e podem fingir. Alguns homens se ofendem, mas esses são os que consomem pornografia escondidos de todos".


Quarta-feira, 1 Outubro, 2008

'Muso' do Rio

Leiam abaixo a entrevista exclusiva com Selton Mello e o fofíssimo Fabrício Reis, publicada hoje no caderno O Dia D. 'Feliz Natal', primeiro longa dirigido por Selton, estréia hoje para convidados no Festival do Rio. Amanhã tem sessão popular no Odeon, às 13h15, seguida de debate com o diretor e equipe no Pavilhão do Festival (uma van leva o público de graça até lá). Na sexta acontecem as últimas sessões do filme no evento, no Estação Vivo Gávea às 15h40 e 22h10.
Cinelândia já viu o longa e recomenda.



Ex-ator mirim, Selton Mello revela garoto de 7 anos em seu primeiro filme como diretor, principal atração de hoje do Festival do Rio

Com a estréia de 'Feliz Natal' hoje à noite, em sessão para convidados no Cine Palácio, o Festival do Rio ganha um forte candidato a 'muso'. Carioca, fã de filmes de aventura e de desenhos de fantasmas, Fabrício Reis tem apenas 7 anos, mas é um dos grandes trunfos do drama dirigido por Selton Mello para conquistar o público e o júri da Première Brasil.

Na trama sobre uma família de classe média desestruturada, que marca a estréia de Selton na direção de longa-metragem, Fabrício tem papel fundamental. Ele interpreta Bruno, sobrinho mais novo de Caio (Leonardo Medeiros), a 'ovelha negra' que reaparece para os parentes na noite de Natal, quatro anos depois de ter provocado uma tragédia. É o menino quem recebe o tio na porta de casa e o convida a participar da festa. A cena é uma das várias que comprovam o carisma e a desenvoltura de Fabrício.

"Muitos atores travam quando você pede para esquecer o texto e improvisar, mas o Fabrício tirava de letra. Brincávamos no set que ele ia dar oficina de interpretação depois do filme", conta Selton. A vivacidade do garoto, acostumado a gravar comerciais de televisão desde bebê, foi o que chamou a atenção do produtor de elenco, Oberdan Júnior, em sua busca pelo intérprete de Bruno. Dezenas de crianças foram pré-selecionadas e testadas por ele, até chegar aos cinco finalistas.

A pouca idade de Fabrício - com 6 anos na época, era o mais novo da turma - fez Selton hesitar em escalá-lo. "Achava que ele não ia conseguir seguir as marcas, ou ficar cansado, porque tínhamos muitas cenas noturnas. Mas a capacidade de concentração dele é impressionante", lembra. Outra preocupação do diretor era - ainda é - proteger o menino das armadilhas da profissão.

Ator desde os 8 anos, Selton tem autoridade para dar conselhos ao filho dos guias de turismo Marilana Oliveira e Fábio Reis. "Eu e o Oberdan, que também é ator desde pequeno, sabemos bem como é. Pode chegar uma idade em que você deixa de ser o fofinho e ninguém te chama para nada. Aí você começa a se perguntar: 'eu sou feio? sou mau ator? ninguém gosta de mim?' Passei por isso e me considero um sobrevivente", observa, ciente de que a partir desta noite Fabrício vai chamar atenção dos caçadores de talento. "Quando acabar a sessão, vai ter produtor com contrato na mão para a mãe dele assinar. Esse menino vai longe", aposta.



Quero mais perguntas!

A pedido de O DIA, Selton Mello e Fabrício Reis se encontraram ontem à tarde na casa do diretor, na Gávea. O menino chegou duplamente 'escoltado': pela mãe, Marilana Oliveira, e pela mãe de Selton, Selva Mello.

"É muita mãe-coruja junto", riu Selton. Depois de um abraço apertado no diretor, Fabrício conta que "foi muito legal" fazer 'Feliz Natal' e que já está colhendo os frutos por sua atuação. Além do Prêmio Especial dado a ele em julho, no Festival de Paulínia - "O troféu é uma moça pelada, toda dourada", sussurra ele para a repórter, com as mãos em concha ao lado da boca -, ganhou o papel de Ezequiel, o filho de Capitu na minissérie dirigida por Luiz Fernando Carvalho, que a Globo exibe em breve.

"Mostrei o filme ao Luiz ainda inacabado. Ele abençoou a obra, fez comentários pertinentes e elogiou o Fabrício, que acabou fazendo o teste para a série", orgulha-se Selton. Questionado sobre o novo trabalho, o menino diz que gostou, mas ainda prefere 'Feliz Natal'. Seu ator favorito? "Selton", responde, sapeca. E o que gosta de fazer quando não está no Centro Escolar de Copacabana, onde cursa a 2ª série? "De ver desenho de fantasmas e filme de aventura e de procurar joguinhos na Internet", conta, olhando atento a repórter e mostrando que gostou da brincadeira: "Quero mais perguntas!"


Sábado, 27 Setembro, 2008

Raindrops keep falling on my head...

Depois de curtas férias, este blog volta à ativa com a triste notícia da morte de Paul Newman. Um dos atores mais talentosos, bonitos (ah, aqueles olhos azuis) e engajados de todos os tempos, Paul Leonard Newman saiu de cena hoje, aos 83 anos, vítima de câncer de pulmão.


Terça-feira, 9 Setembro, 2008

Brasil no Oscar

O Ministério da Cultura divulgou hoje a lista dos 14 títulos que disputam o privilégio de representar o cinema brasileiro na corrida por uma vaga entre os candidatos ao Oscar 2009 de filme em língua estrangeira. Terça que vem, dia 16, será divulgado o escolhido do Brasil, que a partir daí concorre com candidatos de mais de 90 países a uma das 5 vagas no Oscar.

Uma vez que não vi todos os concorrentes, seria muito leviano arriscar qualquer palpite. Só posso dizer que, de todos que assisti até agora (na lista, os números de 1 a 6 e de 11a 13), 'Casa de Alice' e 'Estômago' me parecem os mais gabaritados para a disputa.

1 - A Casa de Alice, de Chico Teixera
2 - A Via Láctea, dirigido por Lina Chamie
3 - Chega de Saudade, dirigido por Laís Bodanski
4 - Era Uma Vez, de Breno Silveira
5 - Estômago, de Marcos Jorge
6 - Meu nome não é Johnny, de Mauro Lima
7 - Mutum, dirigido por Sandra Kogut
8 - Nossa vida não cabe num Opala, de Reinaldo Pinheiro
9 - Olho de Boi, de Hermano Penna
10 - Onde andará Dulce Veiga?, dirigido por Guilherme de Almeida Prado
11 - O Passado, de Hector Babenco
12 - Os Desafinados, dirigido por Walter Lima Júnior
13 - O Signo da Cidade, de Carlos Alberto Riccelli
14 - Última Parada 174, de Bruno Barreto


Sexta-feira , 29 Agosto, 2008

Lindo e com bom gosto para futebol

Agora ninguém segura o meu amado Vasco da Gama! Olha quem foi contratado para reforçar o time no Campeonato Brasileiro.



Com Rodrigo Santoro no ataque não vai ter pra ninguém... pelo menos nos quesitos beleza e elegância, né não? Morram de inveja, amigas flamenguistas, botafoguenses e tricolores (vai vendo aí Xaxá).

Tá bom, tá bom. É claro que Rodrigo Santoro não vai trocar Hollywood pela Colina, mas super é verdade que o ator é torcedor fanático do Vascão. Tanto que resolveu se preparar em São Janu para seu novo papel no cinema. Ele vai viver polêmico craque Heleno de Freitas em filme que começa a ser rodado em breve.

Tropa de elite


Dirigida e estrelada por Ben Stiller, 'Trovão Tropical' mostra suas armas já na abertura. Uma hilária série de 'trailers' apresenta a trinca de astros hollywoodianos escalada para o filme dentro do filme, uma caríssima produção sobre a Guerra do Vietnã bancada pelo produtor Less Grossman (um Tom Cruise irreconhecível, careca, gordinho e desbocado), baseada nas memórias do herói Quatro Folhas (Nick Nolte).

Em versão 'marombada' e imbecil, Stiller é Tugg Speedman, estrela de longas de ação que vê no novo trabalho a chance de reerguer sua carreira. Jack Black vive Jeff Portnoy, astro de comédias escatológicas às voltas com problemas causados pelo vício em heroína. Robert Downey Jr., divertidíssimo, é Kirk Lazarus, um ator 'cabeça'. Ganhador de vários Oscar, ele leva tão a sério seus personagens que tinge a pele cirurgicamente para encarnar um sargento negro. Completam o elenco o rapper Alpa Chino (Brandon T. Jackson) e o inexperiente Kevin Sandusky (Jay Baruchel). Durante as filmagens no Vietnã, os atores são abandonados no meio da selva e confundidos com soldados por um bando de traficantes de drogas.

Idealizado por Ben Stiller e Justin Theroux há 20 anos e co-escrito por Etan Cohen, 'Trovão Tropical' parodia os filmes de guerra (há boas seqüências de ação) e debocha largamente das celebridades. Para o bem do humor, o tom politicamente correto passa longe. Tanto que um diálogo entre Tugg e Lazarus sobre como interpretar deficientes mentais provocou ameaça de boicote nos Estados Unidos. Em vão. Desde a estréia por lá, o filme conquistou duas vezes seguidas o primeiro lugar nas bilheterias.


Segunda-feira, 25 Agosto, 2008

Conhece esse rapaz?



Vini tem 23 anos, estuda Comunicação Social na PUC-Rio e planeja ser diretor de cinema como seus ídolos, Steven Spielberg e Clint Eastwood. Quem o vê andando pela Gávea sorridente, camiseta de grife descolada e mochila nas costas, talvez não reconheça o menino franzino, que há dez anos emocionou platéias do mundo inteiro no premiado 'Central do Brasil' . Mas a partir de 5 de setembro o público poderá se reencontrar com Vini, ou melhor, Vinícius de Oliveira, novamente em um filme de Walter Salles.

Em 'Linha de Passe', que o cineasta co-dirige com a parceira Daniela Thomas, o ex-engraxate interpreta um dos quatro filhos da doméstica Cleusa (Sandra Corveloni, eleita melhor atriz no Festival de Cannes pelo papel). O Dario de Vinícius é um aspirante a jogador de futebol que, como muitos brasileiros, vê no esporte a chance de melhorar de vida. Ele é habilidoso, mas ainda não conseguiu vaga em um time profissional e está prestes a fazer 18 anos, idade-limite para participar das 'peneiras' - testes em que os clubes escolhem jogadores para seus times de base.

Vinícius diz que sempre foi 'bom peladeiro', mas ao receber o convite de Salles para o papel, em 2002, decidiu se aprimorar. Freqüentou a escolinha de Zico no Recreio dos Bandeirantes por três anos e 'estagiou' por dois meses nos juniores do Santo André e do Palmeiras. "Gosto muito de futebol e nunca vi um filme com cenas decentes do esporte, então me preparei", conta o rubro-negro, que sonhava ser como o ídolo Romário quando foi descoberto por Walter Salles engraxando sapatos no Aeroporto Santos Dumont. "Tenho a imagem desse encontro muito fixa na cabeça. Nunca vou esquecer", afirma Vinícius. Além do papel de Josué, na época de 'Central' o menino recebeu de Salles a promessa de ter os estudos pagos até completar a faculdade.

Cursando o 2º período de Comunicação, ele diz que o 'padrinho' está sempre em contato. "Ele me liga para saber se estou indo bem, levando a sério. Essa semana faltei à aula por um compromisso do filme e ele reclamou. 'Ô, Vini, se soubesse que era na hora da sua aula tinha falado para remarcar", conta.

Além dos planos de ser diretor "bem mais pra frente", Vinícius quer voltar a atuar na televisão - fez 'Suave Veneno' e 'Carga Pesada' e estará na minissérie 'Alice', da HBO. "Tirei a sorte grande lá atrás, mas acho que soube agarrar a oportunidade. Agora quero dar uma consolidada na carreira", avisa. Até surgir um convite, ele se dedica a 'Linha de Passe', que fez sucesso em sua passagem pelo festival francês. "Foi emocionante ver a sessão lotada e, no fim, duas mil pessoas aplaudindo de pé durante 9 minutos. Depois, muita gente veio nos elogiar, dizendo que parecia tudo muito verdadeiro", lembra, abrindo um sorriso orgulhoso.

Mais sobre o filme

Com roteiro de Daniela Thomas e George Moura, 'Linha de Passe' acompanha a rotina de quatro irmãos que vivem com a mãe, grávida do quinto filho, em um bairro na periferia de São Paulo. Do elenco principal, apenas Vinícius de Oliveira tinha experiência em cinema. Sandra Corveloni, a matriarca da família, é uma experiente atriz de teatro em São Paulo.

Intérprete do motoboy Dênis, o primogênito da família, João Baldasserini estuda na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo. Foi a partir de um convite de João que José Geraldo Rodrigues trocou a faculdade de psicologia pelo teatro. No filme, José encarna Dinho: dono de passado nebuloso, tornou-se evangélico fervoroso e trabalha como frentista.

Já Kaíque dos Santos, que rouba a cena várias vezes, vive o caçula Reginaldo. Único negro da família, descobre que o pai é motorista de ônibus e sai por São Paulo à procura dele, entrando em todo coletivo que vê pela frente.

Kaíque foi selecionado em testes quando freqüentava uma ONG para crianças de baixa renda. "Eu me vi bastante nele, por causa da história de vida. E o moleque é espontâneo e inteligente pra caramba. Sempre que o elenco se encontra, eu 'colo' no Kaíque ", derrete-se Vinícius.

Texto pu
blicado no Caderno O Dia D, semana passada


Sexta-feira , 22 Agosto, 2008

'Reflexos da Inocência'

Daniel Craig em 'Reflexos da Inocência'
Eleito o novo James Bond em 2006, Daniel Craig foi comparado a um 'pug' (aquele cão de cara amarrotada) por fãs do espião. Bastou 'Cassino Royale' chegar ao cinema, no entanto, para o público se render ao inglês. Então com 38 anos, ele exibiu seu físico perfeito em cenas de ação e até de nudez e provou estar à altura do charme de 007. Graças ao prestígio (e ao dinheiro, claro) trazidos pelo personagem, o ator produziu este pequeno grande filme, que marca a estréia do diretor e roteirista Baillie Walsh.

Em 'Reflexos da Inocência', Craig interpreta Joe Scott, um astro hollywoodiano decadente, viciado em cocaína e hedonista (para deleite da platéia feminina, ele aparece nu após uma noitada). Um telefonema de sua mãe avisando da morte de um amigo de infância faz Scott acordar do pesadelo atual e enfrentar os fantasmas do passado, esquecidos no balneário da Inglaterra onde cresceu.

A trama recua 25 anos, até o verão em que Scott (agora interpretado por Harry Eden) descobiru o sexo com uma vizinha casada (Jodhi May), o amor - com a linda Ruth Davies (Felicity Jones) - e o glam rock de David Bowie e Roxy Music. A seqüência em que Scott e Ruth dublam 'If There is Something', na voz de Bryan Ferry, resume o espírito do longa, um drama impregnado de nostalgia e carinho pela época e os personagens que retrata.



Quinta-feira, 21 Agosto, 2008

Brasília recebe inscrições

O tradicionalíssimo Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que este ano acontece de 18 a 25 de novembro, está recebendo inscrições para suas mostras competitivas. O processo começou dia 12 deste mês e termina em 30 de setembro.
Os interessados em participar da 41ª edição do evento devem acessar o site, onde estão a ficha de inscrição e o regulamento da competição para curtas, médias e longas produzidos em 16mm ou 35mm.


Segunda-feira, 18 Agosto, 2008

Salve Xico Sá

Sou leitora assídua do Carapuceiro, blog do jornalista, escritor, precursor do portunhol selvagem, entendedor da alma feminina (e masculina) e cabra da peste Xico Sá. Hace tiempo que queria hablar de él acá y hoy he conseguido una desculpa buena, este texto ótimo aí. No llego a sentir saudade do pornô-soft de Seu Hugo, mas assino abajo, vale?

FABULÁRIO GERAL DA DESIGUALDADE

Que saudade do Walter Hugo Khouri e o seu pornô-cabeçoso, tratado geral das taras burguesas. Salve nosso Antonioni da Móoca. Os ricos todos perversos e tristemente podres por dentro.

Está na hora de voltar a filmar a burguesia e seus arredores.

Como disse o próprio Fernando Meireles, na ressaca das ilusões perdidas do Oscar, "chega de Cidade de Deus." Chega dessa síndrome de Victor Hugo a promover a invasão da privacidade da vida dos miseráveis. A favela tem que cobrar royalties, bufunfa, cacau, grana, desses urubus, tem que taxá-los mesmo.

É fácil e covarde entrar com as quatro patas nos barracos, sobrados & mocambos, como fazem as rondas policiais, os açougueiros da tevê e os cineastas modernos.

Chegou a hora de trocar o Capão Redondo por Alphaville, o Jardim Ângela pelo Jardim Europa, o Beco da Facada por Casa Forte, o Conjunto Ceará pela Aldeota -sim, aqui entra apenas como símbolo, pois estão batendo na porta, pra te aperrear, pra te aperrear, como canta o bravo profeta Ednardo.

Apontar a câmera para o 1% mais rico e fazer a nossa comédia Forbes de erros. Quem seriam os grandes narradores desse "dogma"? A senzala que desce o morro para trabalhar na Casa-Grande. Contaria, como fábula de classes para ninar meninos e criar cuervos, as historinhas de como vivem os ricos. O Christian Saghaard, Jéferson De, Paulo Sacramento ou Cláudio Assis fariam fitas de entortar o cabeçote, para citar apenas algunschegados.

Quem se habilita a filmar o esnobismo da Casa-Grande da nova era? Fazer o que o homem-víbora Joel Silveira, profissão-reportér, fez ainda nos anos 40, quando exibiu, no semanário "Diretrizes", de Samuel Wainer, os podres do grã-finismo de São Paulo. Um espetáculo do esbanjamento dos quatrocentões paulistanos. Confira as nobres linhas no livro "A Milésima Segunda Noite da Avenida Paulista" (Companhia das Letras), jornalismo do bom, daquele que deixa o cabra corado de inveja. A boa inveja dos homens que dominam a pena e a arte da coragem.
"(...)os lucros dos Matarazzo no ano passado foram de 700 milhões de cruzeiros. É muito dinheiro e com ele os Matarazzo podem fazer grandes e belas coisas. Algum dia (quem sabe?), Matarazzo fará um refeitório ventilado e claro para os seus operários." É por aí a loa de Silveira, com suas Fifis e Penteados.

É preciso invadir a privacidade dos barões que trocaram o café das antigas pela jogatina financeira. Escancarar as rotinas de muitos usineiros, que ainda hoje negociam as "almas mortas" -como no romance de Nicolai Gogol_ dos escravos na banca dos subsídios e títulos da divida agrária.

Mais Robert Altman e menos Victor Hugo.

Chega de "cosmética da fome" e do sertão cordial da Conspiração Filmes. A hora e a vez de filmar os ricos, seus luxos e suas vadiagens. Gente que morre com dez salários mínimos num alpiste de grife do Fasano, embora a iguaria fina vire a mesma merda que os iguala à plebe rude.

Viva a nossa divina comédia Forbes. Rende boas ficções e documentários idem. Na prateleira, as fitas serão localizadas no gênero "tragicomédias da desigualdade". Algo assim explicitamente sociológico. Pedagogia do buraco. Mas não carecem ser filmes chatos, faz favor. A receita estética é simples: podem juntar o camarada Karl e os irmãos Marx, com o moralismo extremado de Nelson Rodrigues -aqui abriríamos uma possibilidade, no segmento mainstream, para Arnaldo Jabor largar o jornalismo e voltar ao seu comércio de origem.

Mas não esqueçam de levar as mil e uma noites de Joel Silveira para a tela. O homem que fez a verdadeira minissérie dos barões paulistas. A hora e a vez de botar a playboyzada na fita.


Segunda-feira, 11 Agosto, 2008

Sobre MPB e Cigarros

Diretora do polêmico Durval Discos (eu amo, tem gente que odeia), Anna Muylaert está prestes a finalizar as filmagens de segundo longa. Rodado em São Paulo e Paulínia, 'É Proibido Fumar' traz Glória Pires e Paulo Miklos nos papéis principais. Ela é Baby, uma professora de violão solitária que cai de amores pelo novo vizinho, o cantor de barzinho Max (Paulo). Decidida a viver uma grande história de amor, Baby pára de fumar para agradar ao parceiro (tenho uma amiga que faz isso todas as vezes em que se apaixona). Quando descobre que está sendo traída, em meio a uma crise de abstinência de nicotina, a personagem surta e... Mais não sei, mas dá pra perceber que, assim como em 'Durval', a trama terá uma virada radical. Outro ponto em comum entre os dois filmes de Anna é a homenagem à música brasileira. Desta vez, a trilha assinada por André Abujamra terá sambas de Martinho da Vila e Jorge Bem. Algumas canções serão interpretadas por Miklos, cujo personagem é obrigado pelo patrão (o grande Paulo César Pereio) a só tocar MPB.
A roqueira baiana Pitty faz uma participação especial no elenco, que tem ainda Marisa Orth, Thogun e Lourenço Mutarelli.

Quer saber mais sobre a produção? Visite o blog da equipe.


Segunda-feira, 21 Julho, 2008

'Uma Garota Dividida em Dois'

Benoît Magimel e Ludivine Sagnier
Tentei ver 'Batman - O Cavaleiro das Trevas' ontem, no Unibanco Arteplex. Faltando 40 minutos para a sessão, restavam apenas ingressos para a fila A, a preferida de alguns cinéfilos, mas não desta blogueira. Sob protestos de meu acompanhante (louco para ver o Coringa passar a mão na bunda do homem-morcego), troquei Gotham City por Lyon.

A cidade às margens do rio Ródano é cenário de 'Uma Garota Dividida em Dois', novo filme de Claude Chabrol. Grande fã e discípulo de Alfred Hitchcock, Chabrol foi um dos criadores da nouvelle vague, o movimento que renovou o cinema francês entre as décadas de 50 e 60, e se notabilizou por criar tramas policiais salpicadas do mais fino humor negro.

'Uma Garota' mostra que o cineasta continua em forma aos 78 anos. Ludivine Sagnier interpreta Gabrielle, garota do tempo de uma TV a cabo de Lyon que se apaixona por Charles Saint-Denis (François Berleánd), escritor 30 anos mais velho, casado e chegado a uma safadeza. O coração da mocinha também é alvo de Paul Guadens (Benoît Magimel), jovem milionário, afetadíssimo e desequilibrado. Doente de ciúmes da relação entre Gabrielle e Charles, Guadens vai transformar esse triângulo amoroso num caso de polícia. Não preciso (e não vou, fiquem tranqüilos) revelar mais nada para vocês saberem que o filme é diversão de primeira, inteligente mas sem 'cabecice'. Vão lá ver e voltem para dizer o que acharam, ok.


Sexta-feira , 18 Julho, 2008

Três Vivas Para o Umbiguismo

Mais uma dica pro fim de semana... 'Nome Próprio', que estréia hoje nos cinemas. Abaixo, o texto publicado no Guia Show&Lazer de hoje.


Leandra Leal e Rosane Mulholland em 'Nome Próprio'
Para deixar bem claro que o blog ‘brazileira!preta’ era um depósito para seus pensamentos, aspirações e delírios mais íntimos, a gaúcha Clarah Averbuck saudava os visitantes com a expressão ‘três vivas ao umbiguismo’. Da Internet, onde ficou famosa, a moça que se fez personagem saiu para a literatura (lançou três livros) e chegou ao cinema.

Textos de Clarah são a matéria-prima de ‘Nome Próprio’, em que o diretor Murilo Salles retoma seu diálogo com o universo jovem urbano. Mas enquanto ‘Seja o que Deus Quiser’ resvalava para a caricatura, ‘Nome Próprio’ cumpre seu propósito com eficiência (tivesse 30 minutos a menos e a palavra seria excelência). A alma do filme é Leandra Leal, que se entrega com vigor a Camila, blogueira e aspirante a escritora Os extremos de emoção da personagem, que no afã de ser intensa e maldita como seus ídolos (Fante/ Bukowski/ Leminski)passa noites em claro, bebe em excesso e faz sexo inseguro, são um prato cheio para a atriz exercitar seu talento.

De quebra, Leandra ainda mostra que não tem medo de se expor em nome da personagem e passa 80% do tempo nua ou de calcinha. O elenco tem ainda Juliano Cazarré, como o namorado traído de Camila, e Rosane Mulholland, a melhor amiga e ‘casinho’ da protagonista.


Quinta-feira, 17 Julho, 2008

O Escafandro e a Borboleta

Uma dica para o fim de semana. Não deixem de ver 'O Escafandro e a Borboleta', drama de Julian Schnabel em cartaz no Rio desde 4 de julho. É o filme que mais impressionou e emocionou nos últimos tempos.

Em 1995, aos 42 anos, o editor da revista ‘Elle’ de Paris e bon vivant Jean-Dominique Bauby sofreu um acidente vascular cerebral. Ao acordar do coma, descobriu-se vítima de síndrome rara, que deixa a pessoa paralisada da cabeça aos pés, tendo o movimento de uma pálpebra como único meio de comunicação. Depois de um período em que desejou morrer, Bauby entregou-se aos cuidados das dedicadas terapeutas que o assistiam. E em poucos meses escreveu um livro
usando um código em que piscava para ‘dizer’ sim ou não e para ‘ditar’ palavras.
Seu relato sobre o drama de viver encarcerado em seu corpo (o escafandro), tendo apenas o espírito (a borboleta) capaz de voar para além da janela de seu quarto, inspirou o terceiro filme do diretor e artista plástico Julian Schnabel (‘Antes do Anoitecer’). Filmado boa parte do tempo a partir do ponto de vista do protagonista, o longa angustia, emociona e, como queria o cineasta, funciona como uma espécie de auto-ajuda nada piegas sobre a vida e a morte.
No excelente elenco, destaque para Mathieu Amalric (Bauby), que ganhou o papel escrito para Johnny Depp, e Max von Sydow (a cena em que seu Papinou liga para o filho hospitalizado é de cortar o coração).


Quarta-feira, 16 Julho, 2008

Era Uma Vez...

Vitória Frate e Thiago Martins
Sei que prometi o balanço de Paulínia, mas antes gostaria de comentar 'Era Uma Vez'. O longa de Breno Silveira fez sua pré-estréia nacional sábado, no encerramento do festival. Os 1361 lugares do Teatro Municipal de Paulínia estavam ocupados e era grande a expectativa em torno do novo trabalho do diretor de 'Dois Filhos de Francisco'.

'Era Uma Vez' narra o romance entre dois jovens de classes sociais diferentes do Rio Janeiro. Dé (Thiago Martins) vive no morro do Cantagalo e trabalha num quiosque da praia de Ipanema, de onde observa a aparentemente inalcançável Nina (Vitória Frate), moradora de um dos prédios luxuosos da Vieira Souto.

A história de amor entre o favelado e a patricinha, já definida como um Romeu e Julieta carioca, tem tudo pra dar errado. E dá. Do pior jeito. Quer dizer, não é só a trama que desanda, mas o filme todo. Sou superfã de 'Dois Filhos' e estava na torcida pelo novo trabalho de Breno Silveira. Acontece que 'Era Uma Vez' tem um roteiro óbvio, feito de diálogos ruins, personagens caricatos e situações pouco críveis. É uma fabula romântica? É, mas nem por isso dá pra engolir certas soluções dramáticas. Opções técnicas do diretor também me incomodaram, como a câmera lenta em cenas de violência, mas a fotografia é linda e há tomadas memoráveis, como uma que mostra a favela de cima (feita com grua ou balão, não sei).
Depois da estréia, dia 25, volto ao assunto.


Segunda-feira, 14 Julho, 2008

Flashes do Paulínia

Olás. Probleminhas com o servidor me impediram de postar antes as fotos do último dia do Festival Paulínia de Cinema. Mas aí estão alguns registros da festa, feitos pela fotógrafa Aline Arruda. Assim que tiver uma folga nas obrigações do mundo real, faço o balanço do festival. Até.


Grande nome da noite, José Mojica Marins recebe o prêmio de melhor filme por 'Encarnação do Demônio' entre o produtor executivo e montador Paulo Sacramento e o co-roteirista Dennison Ramalho


Mello comemora o prêmio e direção por 'Feliz Natal'. O filme estréia nos cinemas dia 21 de novembro. Antes, deve participar do Festival de Roma


Estrela do curta de estréia de Julia Rezende, Elke Maravilha levou seus balangandãs para passear em Paulínia e foi assediadíssima pelos fãs


Angelo Paes Leme se emocionou ao receber o Menina de Ouro de ator coadjuvante pelo Davi de 'Os Desafinados'


Darlene Glória, de 'Feliz Natal', dividiu o prêmio de melhor atriz com Graziella Moretto


Ney Latorraca posa no tapete vermelho de Paulínia. O ator fazia parte do júri da competição de longas do festival


Miguel Falabella e Claudia Raia foram os apresentadores da noite. A dupla estava simpática, mas pagou alguns micos


Leona Cavalli também deu pinta na última noite do festival. Ao fundo, a polêmica fachada do Teatro Munincipal de Paulínia


Domingo, 13 Julho, 2008

'Encarnação do Demônio' vence Paulínia

'Encarnação do Demônio', o filme que trouxe de volta às telas o sinistro Zé do Caixão, foi o grande vencedor do primeiro Festival Paulínia de Cinema. O longa de José Mojica Marins levou seis prêmios do júri oficial, incluindo melhor filme, além do prêmio da crítica. Selton Mello recebeu o troféu Menina de Ouro de direção por seu filme de estréia, 'Feliz Natal', que venceu ainda na categoria melhor atriz coadjuvante (Darlene Glória e Graziella Moretto dividiram a a premiação) e o prêmio especial do júri para o ator-mirim Fabrício Reis. O melhor documentário segundo os júris oficial e popular 'Simonal, Ninhuém Sabe o Duro que Dei', de Cláudio Manoel, Calvito Leal e Michael Langer. 'Alucinados', de Roberto Santucci, levou o Menina de Ouro de melhor filme segundo o público.

Veja abaixo a lista dos ganhadores do festival.
PREMIAÇÃO DO JÚRI OFICIAL
Melhor Filme (R$ 60 mil): Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins
Prêmio Especial do Júri (R$ 30 mil): Walter Lima Júnior, diretor de “Os Desafinados”
Melhor Diretor (R$ 30 mil): Selton Melo, por “Feliz Natal”
Melhor Ator (R$ 25 mil): Paulo José, por “Pequenas Histórias”
Melhor Atriz (R$ 25 mil): Claudia Abreu, por “ Os Desafinados”
Melhor Ator Coadjuvante (R$ 15 mil): Ângelo Paes Leme, por “Os Desafinados”
Melhor Atriz Coadjuvante (R$ 15 mil): Darlene Gloria e Graziella Moretto, por “Feliz Natal” (por unanimidade)
Melhor Roteiro (R$ 15 mil): Helvécio Ratton, por “Pequenas Histórias”
Melhor Fotografia (R$ 15 mil): José Roberto Eliezer, por “Encarnação do Demônio” (por unanimidade)
Melhor Montagem (R$ 15 mil): Paulo Sacramento, por “Encarnação do Demônio” (por unanimidade)
Melhor Edição de Som (R$ 15 mil): Ricardo Reis, por “Encarnação do Demônio”
Melhor Direção de Arte (R$ 15 mil): Cássio Amarante, por “Encarnação do Demônio”
Melhor Trilha Sonora (R$ 15 mil): André Abujamra e Marcio Nigro, por “Encarnação do Demônio”
Melhor Figurino (R$ 15 mil): Fabio Namatame, por “Onde Andará Dulce Veiga?”
Melhor Documentário (R$ 30 mil): Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, de Cláudio Manoel, Calvito Leal e Michael Langer
Prêmios Especiais – Documentários (R$ 20 mil): Iluminados, de Cristina Leal e Castelar e Nelson Dantas no País dos Generais, de Carlos Alberto Prates Correia
Menção Especial: Fabrício Reis por sua atuação em “Feliz Natal”, de Selton Mello

PRÊMIO DA CRÍTICA
Melhor Longa-Metragem: Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins
Melhor Curta-Metragem: Dossiê Re Bordosa, de Cesar Cabral

CURTAS NACIONAIS
(Júri Oficial)
Melhor Filme (R$ 20 mil): Dossiê Rebordosa, de Cesar Cabral.
Premio Especial do Júri: Vida Maria, de Marcio Ramos.
Melhor Diretor (R$ 15 mil): Daniel Ribeiro, por “Café com Leite”.
Melhor Ator (R$ 8 mil): Eduardo Melo, por “Café com Leite”.
Melhor Atriz (R$ 8 mil): Ana Carolina Lima e Renata Torralba Horta, por “Espalhadas pelo Ar”.
Melhor Roteiro (R$ 8 mil): Márcio Ramos, por “Vida Maria”.
Melhor Fotografia (R$ 8 mil): Rômulo Errico, por “OD – Overdose Digital“.
Melhor Montagem (R$ 8 mil): André de Campos Mello, por “OD -Overdose Digital”.
Menção Honrosa: Elke, de Julia Rezende.

Curtas Regionais
(Júri Oficial)
Melhor Filme de Curta Metragem Regional (R$ 20 mil): A Vaca, de Marcelo Reginaldo de Menezes.
Melhor Diretor (R$ 15 mil): Marcelo Reginaldo de Menezes por “A Vaca”.
Melhor Ator (R$ 8 mil): Dirceu Carvalho e Jose Ricardo Nogueira, ambos pelo filme “Luchador”.
Melhor Roteiro (R$ 8 mil): Marcelo Reginaldo de Menezes por “A Vaca”
Melhor Fotografia (R$ 8 mil): Marcelo Mazzariol por “Luchador”
Melhor Montagem (R$ 8 mil): Marcelo Mazzariol e Juliano Luccas por “Luchador”

PRÊMIOS DO JÚRI POPULAR
Melhor Filme de Ficção (R$ 30 mil): Alucinados, de Roberto Santucci.
Melhor Documentário (R$ 20 mil): Simonal, Ninguém Sabe o Duro que Dei, de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal.
Melhor Curta Nacional (R$ 15 mil): Dossiê Rê Bordosa, de César Cabral e Vida Maria, de Marcio Ramos.
Melhor Curta Regional (R$ 15 mil): A Vaca, de Marcelo Reginaldo de Menezes.

MELHORES ROTEIROS SELECINADOS PELO JÚRI ROTEIRO

Júri: Leonardo de Barros, Patrick Siaretta, Rodrigo Saturinino e Bráulio Mantovani.

Prêmio de R$ 15 mil para cada um:

1. Colegas, de Marcelo Galvão.

2. Idéia Fixa, de Rui Veridiano.

3. Corpo Presente, de Marcelo Toledo, Daniel Chaia e Paolo Gregori.


Sexta-feira , 11 Julho, 2008

Zé do Caixão assombra Paulínia



Triunfal é a melhor palavra para definir o retorno de Zé do Caixão ao cinema, como se viu quarta-feira, no lotado Teatro Municipal de Paulínia. Recebido de pé e sob aplausos empolgados da platéia, José Mojica Marins subiu ao palco devidamente caracterizado como o personagem que o consagrou para apresentar Encarnação do Demônio.

O filme encerra a trilogia do terror completada pelos clássicos À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964) e Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967). Emocionado, Mojica leu um texto em que explicava as razões da demora para concretizar o projeto, que incluem desde a perseguição pela ditadura militar e a Igreja, até as sucessivas mortes de produtores interessados em apoiá-lo.

"Sonho ou obsessão? Mais de 40 anos depois, encontro grandes e leais guerreiros e consigo realizar a fita. Mais que um filme, esta é uma lição de vida. Paciência, garra, vitória", discursou Mojica, ao lado dos produtores Fabiano Gullane e Paulo Sacramento.

Mas vamos ao filme, cujo roteiro original, escrito em 1966, foi atualizado por Mojica e Dennison Ramalho. Tudo começa com um plano-sequência sensacional, que mostra o diretor do presídio (Luis Melo) e um bando de policiais percorrendo os corredores da instituição até a cela onde Josefel Zanatas está encarcerado há décadas. Os homens estão visivelmente com medo daquele que, só na cadeia, matou mais de 30, e está prestes a ser solto. Já na rua, Zé do Caixão encontra o fiel assistente Bruno (Rui Rezende) e segue para seu "mocó" numa favela de São Paulo.

Lá encontra novos seguidores e retoma sua busca pela mulher perfeita para gerar seu sucessor. E o que o público vê na próxima 1h30 é uma sucessão de cenas violentíssimas, capazes de fazer os mais sensíveis desviarem os olhos da tela. Ratos, baratas (3 mil delas!), aranhas, as longuíssimas unhas de Zé do Caixão, objetos usados por adeptos de body modification (atores se furam, costuram bocas e se penduram com ganchos enfiados nas costas mesmo!), ferros incandescentes e outros recursos bizarros são usados para torturar e matar os inimigos do sinistro coveiro. A sequência que mais me impressionou foi o escalpelamento da advogada Lucy Pontes (a sumida Christina Aché).É claro que não falta também o tradicional apelo erótico dos filmes de Mojica, com muitas e belas moçoilas seminuas. "A minha principal preocupação é o visual. E o público que paga quer ver mulher", explica ele, gaiato.

É tudo bem-feito, ao mesmo tempo fiel ao estilo de Mojica e moderno, com referências a filmes de terror atuais como O Albergue e Jogos Mortais. Da fotografia de José Roberto Eliezer à montagem de Sacramento, percebe-se que todos os envolvidos se esmeraram para dar ao mestre do terror a estrutura que ele nunca teve. Antes da exibição Mojica disse que se a platéia não gostasse, não iria mais "encher o saco" de ninguém. Mas pode apostar: a partir de 8 de agosto, quando estréia com apoio da gigante Fox, o coveiro vai conquistar novos fãs lembrar os antigos que "a continuação vem no seu pesadelo."


Quarta-feira, 9 Julho, 2008

Paulínia ferve

Já estou em solo paulistano, pronta pra ver os filmes de hoje do Festival Paulínia de Cinema. Daqui a pouco passa o documentário sobre a Rita Cadillac e mais tarde tem o retorno do grande Zé do Caixão. O mestre Zanin, que já viu A Encarnação do Demônio, disse que é pra gente jantar antes da sessão. Depois, segundo ele, ninguém vai ter estômago. Será? Por enquanto, fiquem com algumas imagens dos primeiros dias do festival. As fotos são de Aline Arruda.


















Terça-feira, 8 Julho, 2008

Partiu Paulínia

Amanhã cedíssimo embarco rumo a Paulínia, a cidade do interior de São Paulo que está investindo alto para se transformar na Hollywood brasileira. Vou cobrir o I Festival Paulínia de Cinema, que começou sexta-feira e termina domingo com uma programação ótima de filmes brasileiros inéditos. Chego poucas horas antes da exibição de 'Rita Cadillac, A Lady do Povo', documentário de Toni Venturi sobre a ex-chacrete. À noite verei 'Encarnação do Demônio', de José Mojica Marins, de que falei no post anterior.

No dia seguinte tem o documentário 'Pindorama – A Verdadeira História dos 7 Anões', do trio Roberto Berliner, Lula Queiroga e Léo Crivellari, à tarde, e 'Os Desafinados', de Walter Lima Jr, à noite. Na sexta-feira passam 'Iluminados', documentário de Cristina Leal, e 'Feliz Natal', a aguardada estréia de Selton Mello na direção de longas. Pra terminar em grande estilo, no sábado acontece a pré-estréia de 'Era Uma Vez', o novo filme de Breno Silveira, diretor do megasucesso '2 Filhos de Francisco'.

Espero conhecer também o pólo audiovisual da cidade, a menina dos olhos do projeto Paulínia Magia do Cinema. Inaugurado ano passado, o pólo já abrigou filmagens de longas como 'Blindness', de Fernando Meirelles. O cineasta, aliás, foi uma das personalidades que compareceram à abertura do festival, sexta-feira. Na ocasião, que marcou ainda a inauguração do Teatro Municipal de Paulínia, foram anunciados os 10 longas que repartirão a verba de R$ 5,5 milhões do município em 2008.

Entre os contemplados estão 'Cabeça a Prêmio', que marcará a estréia de Marco Ricca na direção; 'Mamonas, o Filme', documentário de Maurício Eça sobre a banda Mamonas Assassinas; o musical infantil 'Eu e Meu Guarda-Chuva', de Toni Vanzolini, e 'Jean Charles', de Henrique Goldman, que contará o drama do brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado pela polícia de Londres, em 2005, ao ser confundido com um terrorista.

A partir de amanhã, então, notícias do festival aqui e no Jornal O Dia. Até.


Segunda-feira, 23 Junho, 2008

O mestre do terror ataca outra vez



Tremei, pessoas de bem. O coveiro mais sinistro de todos os tempos saiu da prisão e está disposto a encontrar a mulher ideal para gerar seu filho e sucessor. Mais de 40 anos depois de aparecer em 'À Meia-noite Levarei Sua Alma' (1964) e 'Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver' (1967), Zé do Caixão volta aos cinemas para encerrar a trilogia do terror concebida pelo grande José Mojica Marins.

'Encarnação do Demônio' estréia dia 8 de agosto e a campanha de promoção do filme anda a toda. Além desse cartaz lindo de morrer aí, está no ar o também bacanérrimo site do longa. Há seções inacabadas - como uma em que o internauta poderá amaldiçoar um amigo! - e uns errinhos nos textos, mas o visual da página e o trailer valem a visita. Vá lá, se tiver coragem!!


Quarta-feira, 11 Junho, 2008

Bora pra Minas?

Glauber Rocha/ Divulgação
Rogério Sganzerla/ Divulgação












Ouro Preto sedia, a partir de amanhã, a terceira edição de uma mostra voltada para a preservação da memória cinematográfica do País. O cenário não poderia ser mais apropriado, já que a cidade mineira é um verdadeiro museu a céu aberto, onde cada ladeira guarda memórias do tempo em que o lugar ainda se chamava Vila Rica.

Realizada pelos mesmos produtores da Mostra de Tiradentes, a 3ª CineOP vai exibir quase 100 filmes e homenagear Glauber Rocha e Rogério Sganzerla. Além de ver os filmes mais marcantes desses dois gênios do cinema brasileiro, o público do evento poderá participar de debates sobre a dupla. A conturbada relação entre eles - Glauber foi casado com Helena Ignez, que depois tornou-se mulher e musa de Sganzerla - não será ignorada pelos debatedores, mas o foco, claro, estará na filmografia deles.

A produção contemporânea participa da CineOP com uma série de documentários e três longas de ficção de diretores estreantes. O promissor diretor mineiro Rafael Conde lança seu 'Fronteira'; Reinaldo Pinheiro leva o já premiado e polêmico 'Nossa Vida Não Cabe num Opala, e Christian Saghaard mostra 'O Fim da Picada'. Já o veterano Walter Lima Jr. marca presença com o aguardado 'Os Desafinados', que tem Selton Mello e Rodrigo Santoro no elenco.

Até o encerramento da mostra, terça-feira (dia 17), serão exibidos 98 filmes, entre longas, curtas, médias-metragens e vídeos, todos em sessões gratuitas.A programação completíssima está aqui.


Segunda-feira, 9 Junho, 2008

De Miami a Paulínia



Olha aí a carinha de satisfação de Selton Mello ao receber, sábado, o prêmio de melhor ator do 12º Festival de Cinema Brasileiro de Miami. Ele foi premiado pela excelente atuação em 'Meu Nome Não é Johnny', grande vencedor da noite, com 6 Lentes de Cristal, incluindo os de melhor filme segundo o público e o júri oficial.

Leonardo Medeiros e Emiliano Queiroz em 'Feliz Natal


Por falar em Selton, a aguardada estréia do moço na direção de longas vai acontecer mês que vem, no I Festival Paulínia de Cinema. 'Feliz Natal', que tem Leonardo Medeiros, Emiliano Queiroz e Darlene Glória no elenco, é um dos destaques do evento, que marca mais uma etapa no projeto de transformar a cidade do interior de São Paulo em pólo cinematográfico. Mais informações sobre o festival aqui.


Sexta-feira , 2 Maio, 2008

Sexo, sapatos e superficialidade

Chatas!

Taí o pôster oficial do filme 'Sex and the City', que estréia no Brasil dia 6 de junho. Dizem as pesquisas que o longa baseado na série é a produção mais aguardada do ano nos Estados Unidos. Por aqui também tem muita mulher ansiosa para ver as quatro amigas na tela. Eu sou exceção. Vi o seriado algumas vezes, mas nunca consegui entender porque minhas amigas mais inteligentes e descoladas adoravam Carrie e aquela futilidade toda. Será que só eu acho Sarah Jessica Parker uma atriz fraquíssima e aquela personagem chatíssima? Até a tal Samantha, que era a mais moderna teve um fim caretinha, caretinha. Meu dinheiro essas malas louis vuitton não levam.


Terça-feira, 29 Abril, 2008

'Blindness' abre Cannes

Juliane Moore e Mark Ruffalo em cena de 'Blindness'

A direção do 61º Festival de Cannes anunciou hoje que o novo longa de Fernando Meirelles, 'Blindness', vai ser exibido durante a abertura no dia 14 de maio e está entre os indicados à Palma de Ouro.O filme é uma adaptação do romance 'Ensaio Sobre a Cegueira', do premiado escritor português José Saramago, e narra a história de uma misteriosa epidemia de cegueira que atinge uma nação inteira.O festival ocorre entre os dias 14 e 25 de Maio.

Confira o blog dos bastidores da filmagem. Os comentários de Fernando Meirelles são imperdíveis.


Segunda-feira, 28 Abril, 2008

Pára tudo

Eu sei que estou super em falta com o blog e que o nosso foco aqui é o cinema 'em si', mas essas fotos de Matthew Fox na pré-estréia de 'Speed Racer' em Los Angeles alegraram minha segunda-feira e eu queria dividir essa felicidade toda com vocês (se é que alguém ainda vem aqui, né).

Enfim, o Dr. Jack de 'Lost' (hoje tem!) está uma coisadedoido nessas fotos, não tá? Ah sim, já ia esquecendo. No filme que estréia aqui dia 9 de maio, ele interpreta o Corredor X, irmão do personagem-título, que por sua vez é vivido pelo ótimo Emile Hirsch.




Segunda-feira, 14 Abril, 2008

Lourão Reichenbach

Carlão Lourão Reichenbach/ Foto de Aline ArrudaDe peruca loura, o diretor Carlão Reichenbach bem que tentou chamar a atenção para a exibição de seu longa-metragem "Falsa Loura" na 18ª edição do Cine Ceará.

"Estou meio Donatella Versace, meio Susana Vieira para compensar a ausência dos protagonistas, Rosanne Mulholland e Cauã Reymond, que, graças a Deus, estão trabalhando", justificou-se ele, que ainda concorreu com a apresentação grautuita do cantor Roberto Carlos na praia de Iracema em comemoração ao aniversário de Fortaleza.

"Agradeço aos que resistiram ao show do Rei, e estão aqui para ver nosso musical proletário", festejou o cineasta, na sala com lotação mediana.
Por Sara Paixão

Ceará chama

Nossa correspondente no Cine Ceará, Sara Paixão, manda notícias do maratona cinematográfica.


Fortaleza é a capital brasileira do cinema por uma semana. Na cidade acontece desde o dia 10 até quarta-feira, a 18ª edição do Cine Ceará. As sessões acontecem no Cine São Luiz, o Odeon dos cearenses. Apesar de lindo, estilo art-deco, e com capacidade para 1500 pessoas, tem um ar condicionado que não dá vazão, há problemas no foco e o som não tem qualidade, às vezes para entender os diálogos era necessário ter legenda. Mas mesmo assim as sessões estão lotadas. Ninguém sai da sala antes de terminarem os filmes. Coisa de cinéfilo.

Até agora, destaque para o brasileiro 'Nossa Vida não Cabe num Opala' e para o venezuelano 'Postales de Lenigrado'. O primeiro é contudente ao narrar o decadente destino de quatro irmãos após a morte do pai, o segundo, singelo por mostrar do ponto de vista de uma menina os anos da ditadura venezuelana.

Cangaço no cinema

Começa amanhã aqui a maior exibição de filmes sobre Cangaço. Serão apresentado 24 títulos na mostra 'Nordeste, Cangaço e Cinema', entre clássicos como 'O Último Dia de Lampião' e 'Deus e o Diabo na Terra do Sol'. A boa notícia é que a mostra depois vai rodar São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília atráves do Centro Cultural Banco do Brasil.


Segunda-feira, 31 Março, 2008

Bom apetite!

João MiguelA comédia 'Estômago', de Marcos Jorge, faturou mais um prêmio neste fim de semana. O troféu de Melhor Filme Latino-americano do XXVI Festival Cinematográfico do Uruguai é o oitavo da produção, que chega aos cinemas brasileiros na próxima semana com o excelente João Miguel à frente do elenco.

O site de 'Estômago' é uma graça, ou, vá lá, um bom aperitivo para quem quiser saber mais sobre a estréia de Marcos Jorge (dos ótimos curtas 'Infinitamente Maio' e 'O Encontro') na direção de longas.


Quinta-feira, 20 Março, 2008

Cauã Reymond investe no cinema

Cauã no set do 'Divã'Dia desses fui ali na boate The Week acompanhar as filmagens de 'Divã', o longa baseado na bem-sucedida peça estrelada por Lília Cabral e dirigido por José Alvarenga Jr. (de 'Os Normais'). Minha missão era conversar com Cauã Reymond, que está no elenco da comédia, em outros dois filmes inéditos - 'Falsa Loura' e 'Se Nada Mais Der Certo' - e ainda vai fazer a próxima novela das nove da Globo. Já tinha entrevistado Cauã uma vez, no Festival de Miami, onde ele estava com 'Ódiquê?', sua estréia no cinema. Daquela vez fiquei impressionada com a beleza do moço (mal aí o momento mulherzinha). Agora, tivemos um papo bem mais longo e me chamou a atenção a vontade que ele demonstra de crescer profissionalmente.

Como muitos outros galãs, Cauã poderia se dar por satisfeito fazendo novelas e faturando alto em comerciais, mas o carioca de 27 anos parece querer bem mais. Por isso correu atrás de papéis em filmes assinados por dois cineastas pouco populares, mas muito queridos entre artistas e cinéfilos. Com Carlão Reichenbach, filmou 'Falsa Loura', que estréia dia 18. Vi o filme em Brasília e Cauã está muito bem no papel de Bruno de Andrés, o pop star drogado, arrogante e egoísta que se envolve com a personagem da Rosane Mulholland. Foi graças a Bruno, aliás, que Cauã descolou uma vaga no elenco de 'Se Nada Mais Der Certo', que José Eduardo Belmonte filmou no fim do ano. Nesse, Cauã faz um jornalista que se muda para São Paulo, mas é engolido pela metrópole e se transforma em estelionatário para sobreviver.

Abaixo, o trailer do filme disponível no Youtube. E aqui, a entrevista publicada hoje no caderno O Dia D.



Terça-feira, 18 Março, 2008

Duas mostras, um montão de filmes

Duas mostras de filmes organizadas por coleguinhas estão em cartaz no Rio até o fim do mês. No CCBB, a ACCRJ (Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro) promove a Melhores do Ano, com uma seleção de filmes bacanas lançados em 2007. Ao precinho camarada de R$ 6 ( e R$ 3 para estudantes) estão sendo exibidos títulos como 'A Rainha', 'Jogo de Cena', 'Medos Privados em Lugares Públicos' e 'Tropa de Elite'.

No dia 26, quarta-feira da próxima semana, rola uma homenagem a Bergman e Antonioni, dois mestres que se foram no ano passado, e ao veterano crítico Ely Azeredo. Nesse dia serão exibidos 'Morangos Silvestres' (15h30) e 'O Passageiro, Profissão Repórter' (17h30). Após a última sessão, Ely receberá homenagem pelos 50 anos dedicados à análise da sétima arte e conversará com o público. A programação completa da mostra está aqui.

Na Caixa Cultural, a partir de hoje, o pessoal da revista Cinética promove a mostra "Eu é um Outro - O Autor e o Objeto no Documentário Brasileiro Recente". Até o dia 30 serão exibidas 36 produções realizadas a partir de 2000, todos em sessões gratuitas. O público também poderá participar de debates com críticos, teóricos e realizadores.


Sexta-feira , 14 Março, 2008

Cine-PE divulga longas selecionados

Hoje foi a vez de a organização do Cine-PE divulgar a lista dos longas-metragens que irão participar da mostra competitiva do festival pernambucano. A seleção inclui 'Nossa Vida Não Cabe num Opala', de Reinaldo Pinheiro, que também será exibido no Cine Ceará. O filme é uma adaptação da peça homônima do dramaturgo paranaense Mário Bortolotto. No elenco estão os ótimos Paulo César Pereio, Milhem Cortaz e Leonardo Medeiros.

Para chegar aos 8 filmes selecionados, a comissão do Cine-PE analisou 77 candidatos. Abaixo, os escolhidos para concorrer no badalado festival, que este ano acontece entre 28 e 4 de maio.

- Bodas de Papel (SP), Ficção, 35 mm, Direção: André Sturm.
- Brizola: Tempos de Luta (RS), Documentário, Digital, Direção: Tabajara Ruas.
- Guia Prático, Histórico e Sentimental da Cidade do Recife (PE), Documentário, Digital, Direção: Leo Falcão.
- Nossa Vida Não Cabe Num Opala (SP), Ficção, 35 mm, Direção: Reinaldo Pinheiro.
- O Retorno (SP), Documentário, Digital, Direção: Rodolfo Nanni.
- Olhar de um Cineasta (SC), Documentário, Digital, Direção: César Cavalcanti.
- Ouro Negro (RJ), Ficção, 35 mm, Direção: Isa Albuquerque.
- Simples Mortais (DF), Ficção, Digital, Direção: Mauro Giuntini.


Quarta-feira, 12 Março, 2008

Cine Ceará divulga lista de filmes

Maurício Mattar e Rosane Mulholland em 'Falsa Loura'
'Falsa Loura', o melhor filme de Carlão Reichenbach em anos, é um dos selecionados para a Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem do18º Cine Ceará. A organização do festival divulgou hoje a lista completa dos 10 longas que serão exibidos entre os dias 10 e 17 de abril em Fortaleza. Além de quatro produções brasileiras, o público do Cine Ceará verá filmes de países como Venezuela e Espanha.

Veja abaixo lista completa:

O Grão (35mm, 88’, Petrus Cariry, Brasil, Ficção, 2007)
Os Desafinados (35mm, 131’, Walter Lima Jr., Brasil, Ficção, 2008)
Tambogrande (digital, 85’, Ernesto Cabellos, Peru, Doc., 2007)
Falsa Loura (35mm, 105’, Carlos Reichenbach, Brasil, Ficção, 2007)
Postales de Leningrado (35mm, 90’, Mariana Rondon, Venezuela, Ficção, 2007)
Specials Circumstances (Beta, 75’, Marianne Teleki & Héctor Salgado, Chile-E.U.A, Doc., 2007)
Las vidas posibles (35mm, 80’, Sandra Gugliotta, Argentina, Ficção, 2007)
Luz silenciosa (35mm, 127`, Carlos Reygadas, México, Ficção, 2007)
Vete de mi (35mm, 103’, Víctor García León, Espanha, Ficção, 2006)
Nossa vida não cabe num Opala (35mm, 104’, Reinaldo Pinheiro, Brasil, Ficção, 2007)