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| Marlos Mendes |
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Algumas histórias reais são tão mirabolantes que ficariam ruins como ficção. O que as salva e terem acontecido de fato. Por isso o apelo do "baseado em fatos reais", somado a um título de impacto, pode ser determinante para o sucesso de um livro. "O Jogo. A bíblia da sedução" do jornalista americano Neil Strauss é um bom exemplo.
Especialista em rock, Strauss escreve para o New York Times e para a Rolling Stone, e já publicou livros sobre Mötley Crue, Marilyn Manson e sobre a atriz pornô Jenna Jameson. Em "O Jogo", ele se propõe a contar sua trajetória erótica e sentimental de nerd solitário sem nenhum traquejo com o sexo oposto que se transforma num conquistador irresistível após ingressar numa confraria de artistas da sedução. Quem duvidar da veracidade do relato terá dificuldade em passar dos primeiros capítulos. O texto é leve e Strauss domina as técnicas básicas para manter a atenção. Como dizer que ele mesmo não acreditaria na sua história se lhe fosse contada por outra pessoa. E começar o livro pela descrição de um acesso de loucura e decadência de seu mestre, Mystery, o sedutor-mor, induzindo o leitor a pensar que, como um Prometeu do sexo, o homem que roubou dos deuses o segredo do fogo feminino acabou por cair em maldição. Com base em estudos pouco ortodoxos de psicologia, antropologia e comportamento humano, Mystery cria um sistema para transformar solitários desajustados em máquinas sexuais que saem para "caçar" mulheres e sempre voltam para casa acompanhados, ou com os bolsos repletos de números de telefone. Eles não têm nomes, apenas alcunhas, para separar o homem comum de seu alter-ego caçador. A confraria vira um lucrativo negócio de workshops, ganha ramificações, competidores, e se espalha como um vírus pelos EUA. Depois de muitas aventuras, a "subcultura" foge ao controle e Style (codinome de Strauss) perde o interesse no jogo, saindo em busca de algo a mais. Brinde para quem desconfiar que isso termina como novela das oito. Fruto da experiência vivida ou da observação atenta do comportamento alheio (quem sabe nas festas em que ficava num canto, sem saber onde esconder as mãos, enquanto outros "caçavam"), Strauss conta episódios para demonstrar o método de Mystery de como abordar, atrair e manter a atenção, e chegar aos finalmentes. Não será difícil o leitor encontrar alguma situação que já tenha presenciado, ou pelo menos alguma semelhança. A impressão fortalece o apelo do "baseado em fatos reais". Enquanto descreve o método e suas aplicações, Strauss sugere que o ponto principal é tornar seus seguidores mais autoconfiantes. Com isso, ele deixa o leitor numa sinuca: ou ele fareja o engodo e desiste da leitura, ou começa a crer que tem nas mãos um conhecimento proibido. Ou ele já é autoconfiante o suficiente para seguir aquela patacoada, ou acredita ter descoberto a pedra filosofal da sedução, e passa a confiar mais no próprio taco. Até aqui, Strauss mereceria um título de benfeitor dos solitários. Mas a história (ou a vida de Style) desanda. De repente, o homem que se tornou ídolo de um grupo, símbolo do aprimoramento pessoal, sente o fastio de ter que sair cada noite com uma modelo diferente e é pressionado pela necessidade de algo mais profundo, que o torne mais completo. Ele, então, abre mão de tudo para se entregar ao "verdadeiro amor". Como se dissesse ao leitor que aquilo que ele não tem e tanto deseja (afinal, ele comprou um guia de sedução) de nada vale no fim das contas. Fosse um livro sobre dietas, Strauss terminaria tentando convencer o gordo que o importante é a beleza interior e estar bem consigo mesmo. Mais um prêmio de benfeitor angariado. No fim das contas, fica a dúvida. Se tudo é verdade, Strauss foi vítima de uma paixonite incurável e perdeu o rumo, ou resolveu abrir o jogo para acabar com o negócio de workshops dos rivais, virando a mesa e faturando algum? Ou será que ele apenas usou a premissa confessional para embalar uma ficção moralista? Em ambos os casos, uma jogada (ou blefe) de mestre.
Uma semana depois de começar a vender o iPhone 3G no Brasil, a Vivo estreou hoje em seu site uma área dedicada ao aparelho. Além das tabelas com planos e preços, o internauta pode se inscrever na "lista de espera" (na verdade, uma lista para receber informações sobre o produto e ser contatato). Em: http://www.vivo.com.br/iphone/ A Claro está vendendo o smartphone da Apple em seu site. Em: http://www.claro.com.br
Entrou no ar hoje o Google Eleições, site que busca a convergência entre ferramentas do Google (Orkut, Youtube, Google Maps Google News) e programas de TV, com conteúdo da Band. A novidade estréia a apenas quatro dias das eleições, mas pelo menos terá a oportunidade de ser testada no segundo turno.
No Orkut, adiciona-se um aplicativo (app) para votar num candidato a prefeito da capital, escolhendo o estado numa caixa de diálogo. O site afirma que o voto é único, mas é difícil imaginar que a votação não será contaminada, como costuma acontecer em enquetes. Como será o controle dos votos? Por cookie? Isso é bem fácil de driblar. Por volta das 17h30 de hoje, algumas horas depois do lançamento do site, Gabeira liderava o "Data Orkut" para prefeito do Rio com 39.25%. Fernando Gabeira: 39.25% Eduardo Paes: 32,37% Jandira Feghali: 13.3% Chico Alencar: 5.32% Alexandre Molon: 4.66% Marcelo Crivella: 3.99% Antonio Carlos: 1.77% Solange Amaral: 1.33% Eduardo Serra: 1.33% Felipe Pereira: 1.11% Paulo Ramos: 0.22%
A iniciativa mais promissora está no YouTube. O site de vídeos ganhou um canal Eleições 2008. O qual o eleitor faz uma pergunta por vídeo e manda para o canal. A Band escolhe as melhores e pede aos candidatos que respondam. As melhores respostas serão exibidas nos programas jornalísticos da Band e no canal do YouTube.
O internauta não poderá mencionar o nome de nenhum candidato no vídeo com a pergunta, nem poderá se dirigir a um candidato específico. A questão precisa ser endereçada a todos os candidatos da cidade. Para Participar, o internauta deve se inscrever no canal, usando sua conta no YouTube ou sua conta no Google (a mesma usada para Gmail e Orkut). A participação do Google Mapas e do Google News não é tão empolgante. Resume-se a dois gadgets que o internauta pode adicionar a sua home iGoogle. O mapa pode ser usado para localizar o local de votação e o Google News para filtrar as notícias sobre o pleito numa cidade.
Merece aplausos e elogios toda iniciativa que busque usar a Internet (e qualquer tecnologia) para aumentar a participação popular e aprimorar a qualidade do debate político. Palmas para o Google e para a Band. Contudo, acho que o site terá mais efeito em termos de marketing. O Orkut é um sucesso absoluto entre os brasileiros? Sem dúvida. Mas usá-lo apenas para atrair público para um enquete de pouco valor científico é pouco para um fenômeno de audiência como o Orkut. Apesar de questionáveis e indesejadas, as comunidades do tipo "eu odeio" têm impacto muito maior. Muitos com acesso à Internet usar a rede para descobrir onde votar? Certamente. Escolha estado, cidade, indique a zona e a seção eleitoral para ver o endereço no mapa. Peça mais detalhes para abrir outra janela do browser no Google Mapas. O site do TRE (pelo menos o do Rio de Janeiro) também cumpre a função. E seu banco de dados pode ser replicado em qualquer site, o que os portais nacionais devem fazer. Como site do TSE o serviço de localização está fora do ar, o gadget é alternativa para que não puder contar com o TRE. Um filtro que selecione as notícias por candidatos interessa ao leitor? Não sei. Tenho a impressão que será mais útil para as assessorias e clipadoras, mas mal não faz. O ponto fraco desses gadgets (mapas e notícias) é estarem presos ao iGoogle, que é um página que tende a ser lenta por conta da quantidade de código. Acho a idéia do iGoogle ótima, mas a experiência é fraca por conta da lentidão. O canal do YouTube é a mais convergente das iniciativas do pacote. Em se trantando de uma mídia de alto impacto como a TV e de um assunto sério como eleições, não é possível deixar a natureza anárquica da Internet prevalescer. Há que se ter um controle sobre o conteúdo. Mas porque não deixar o internauta escolher algumas das perguntas? Poderia haver uma votação no canal, ou dar visibilidade às "video-perguntas" mais visitadas. Os álbuns do Picasa também poderiam ter entrado no pacote. Talvez um ambiente em que o eleitor pudesse mandar fotos denunciando os problemas de sua região e pedindo soluções. Da mesma forma que as áreas de fotos do leitor recebem muitas contribuições nos sites noticiosos, uma iniciativa similar no Picasa poderia fazer sucesso. Seria um incentivo à participação política do internauta, que se sentiria representado ao ver seu problema exposto na rede, e mais uma forma de o candidato conhecer os anseios do eleitor. Fica a sugestão.
De hoje à quinta-feira, profissionais de TI, empresários e acadêmicos estarão reunidos no Hotel Glória para o Rio Info 2008, principal evento de tecnologia da informação no Rio de Janeiro. O evento terá mais de 80 palestras de especialistas brasileiros e estrangeiros organizadas em três fóruns: tecnológico, negócios, e oficinas. Convergência, mobilidade, novas tecnologias e oportunidades de negócios estão entre os temas em debate. Confira a programação completa em: http://www.rioinfo.com.br.
Há algumas semanas (talvez meses), a Claro está patrocinando as videocassetadas do Faustão. Primeiro, o apresentador falava dos modens 3G da operadora. Com o lançamento do iPhone no Brasil, na quinta-feira, era de se esperar que o celular da Apple se tornasse a estrela do merchandising do Domingão. O pessoal do marketing da Claro deve ter suado frio quando viu o Faustão entrar ao vivo às 20h35 e anunciar o "iPod 3G da Claro". Faustão exibiu um iPhone para as câmeras, disse e repetiu "iPod 3G da Claro". E fez uma brincadeirinha ensaiada, perguntando se o espectador estava com inveja. Passada a primeira videocassetada, e certamente depois de um aviso pelo ponto, Faustão se corrigiu. "Não é iPod, é iPhone 3G. Estou com iPod na cabeça". E repetiu seu número, exibindo o aparelho e fazendo se o espectador estava com inveja. Talvez o espectador não tenha ficado com inveja porque não foi apresentado às qualidades do aparelho. Ficou apenas sabendo que o Faustão ganhou um iPhone de graça. Se o simpático apresentador tivesse falado o preço do iPhone, talvez o espectador ficasse com inveja.
A Vivo confirmou há pouco os preços para o iPhone 3G. As franquias contam com minutos livres locais, torpedos SMS e pacotes de dados que variam de 250 MB a uso ilimitado. Para essas ofertas, o preço do modelo de 8GB varia de R$ 899, no Vivo iPhone Completo, a R$ 1.499, no Vivo iPhone 50. No pré-pago ou para quem não quer mudar de plano, o aparelho de 8GB sai por R$ 1.899 e o de 16GB por R$ 2.199.
O presidente da Vivo, Roberto Lima, afirmou em entrevista à Reutersque a operadora vai vender o iPhone 3G de 8GB por R$ 899 e o de 16 GB por R$ 2.199. Segundo Lima, a partir desses preços básicos, serão fornecidos descontos de acordo com o perfil do cliente, o tempo em que ele está na base da operadora e o plano de minutos que ele tem. Dos 42 milhões de assinantes, a Vivo acredita que algo como 1 milhão possam ter interesse no iPhone. Segundo Lima, a Vivo tem um lote de 200 mil iPhones, quatro vezes mais do que a Claro. "Acredito que vamos conseguir atender a demanda", disse.
O presidente da Claro, João Cox, admite que a demanda pelo iPhone é muito grande e não vai ter para todo mundo. O primeiro lote é de 30 mil aparelhos e outros já foram encomendados. "É de se esperar que falte aparelho na primeira etapa", disse Cox em conference call nesta quinta-feira.
A Claro vai vender o aparelho em 25 lojas pelo Brasil, mas está dando preferência para os consumidores que se inscreveram na lista para informações no site da operadora. No Rio de Janeiro, a Claro venderá o iPhone 3G nas lojas dos shoppings Leblon, Rio Sul, Barra Shopping e Norte Shopping. Outras lojas que funcionam como pontos de venda receberão o iPhone quando chegarem outros lotes do aparelho Segundo a Claro, mais de 100 mil pessoas se cadastraram na primeira semana de existência da lista, em julho. Os aparelhos são vendidos bloqueados, mas podem ser desbloqueados após 12 meses, conforme determina a lei. Segundo Cox, o preço do iPhone 3G no Brasil será "basicamente o mesmo que o dos Estados Unidos, mais impostos federais e estaduais". Quem comprou o iPhone no exterior e o desbloqueou também poderá usá-lo na Claro. Isto porque, na prática, a operadora não tem como saber se o aparelho foi homologado pela Anatel ou não. Só os iPhone 3G foram homologados pela Anatel SUBSÍDIO NO APARELHO OU NO SERVIÇO O consumidor poderá escolher entre subsídio com serviços ou no aparelho. O que equivale a escolher entre pagar mais pelo aparelho e menos pela franquia, ou comprar o aparelho com desconto maior, pagar à vista, e contratar uma franquia mais cara. Com subsídio no serviço (aparelho mais caro, franquia mais barata) as franquias de 200, 300 e 400 saem, respectivamente, por R$ 91,29; R$ 123,55 e R$ 148,29. Preços que, nos primeiros 12 meses caem para R$ 66,33; R$ 90,26 e R$ 106,67. Nessas condições, o iPhone 3G de 8GB sai por R$ 1.199 e o iPhone 3G de 16 GB sai por R$ 2.299, ambos em 10 prestações com juros. A operadora considera o acumulado de descontos na tarifa como redutor do preço da aparelho (ver tabela no post abaixo). Com subsídio no aparelho (aparelho mais barato, franquia mais cara), as franquias custam R$ 99,90, R$135,38 e R$ 163,34. O pagamento é à vista e os preços são R$ 1.469 (8GB) e R$ 1.759 (16GB) Por exemplo, no plano iPhone 200, de 200 minutos. Com subsídio no serviço, a tarifa de R$ 91,29 cai para R$ 66,33 nos 12 primeiros meses; o iphone 3G de 8GB sai por R$ 1.199 e o iphone 3G de 16 GB sai por R$ 2.299, ambos em 10 prestações com juros. Com subsídio no aparelho, a franquia é de R$ 99,90 e o iPhone é vendido à vista, por R$ 1.469 (8GB) e R$ 1.759.
O preço mínimo de R$ 1 mil no aparelho vale para o iPhone 8GB comprado com American Express em 24 prestações no plano iPhone 400, considerando o acúmulo de descontos nas franquias. No plano pré-pago, sem subsídio, o Iphone 8GB custa R$ 2.299 e o 16 GB sai por R$ 2.599. O plano 200 inclui 100 MB de dados e 100 SMS. O plano 300 inclui 150 SMS e 150 MB de dados. O plano 400 inclui 200 MB de dados e 200 SMS. O iPhone chega oficialmente ao Brasil depois de ser lançado em outros países da América Latina, como Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.
A Claro liberou há pouco a tabela de preços do iPhone 3G, que começará a ser vendido amanhã. O aparelho vai custar entre R$ 1 mil (com subsídio e parcelamento pelo American Express) e R$ 2.599 (pré-pago), dependendo do modelo e do plano; 200, 300, 400 minutos, ou pré-pago. Serão vendidos os modelos de 8GB (preto) e 16 GB (preto ou branco).No Rio de Janeiro, a Claro venderá o iPhone 3G nas lojas dos shoppings Leblon, Rio Sul, Barra Shopping e Norte Shopping.
Confira os preços e os planos nas tabelas abaixo A Vivo também venderá o aparelho da Apple, mas ainda não divulgou seus preços, o que deve fazer no final da noite de hoje. Preços e Planos Claro para o iPhone 3G
Promoção Claro iPhone com subsídio em serviço

Planos pós-pagos com subsídio no aparelho/

Promoção para compra com American Express em 24 vezes

Começou acirrada a disputa entre Claro e Vivo, operadoras que trarão o iPhone para o Brasil. As operadoras estão convidando para a apresentação do iPhone amanhã à noite, quase no mesmo horário. O evento da Claro será no Jockey Clube, das 21h30 às 23h. A apresentação da Vivo está marcada para 23h em local não revelado. É nessas horas que eu queria ser o multihomem de "Os Impossíveis" (ou o Multiple Man do "X-Men 3").
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