 |
|
|
 |
|
|
 |
Junho, 2009 Maio, 2009 Abril, 2009 Março, 2009 Fevereiro, 2009 Janeiro, 2009 Dezembro, 2008 Novembro, 2008 Outubro, 2008 Setembro, 2008 Agosto, 2008 Julho, 2008 Junho, 2008 Maio, 2008 Abril, 2008 Março, 2008 Janeiro, 2008 Dezembro, 2007 Novembro, 2007 Outubro, 2007 Setembro, 2007 Agosto, 2007 Julho, 2007 Junho, 2007 Maio, 2007 Abril, 2007 |
| |
 |
| Marlos Mendes |
| |
|
|
|

Quando foi lançado oficialmente no Brasil, em 2007, o Second Life era o mantra da cobertura de tecnologia, mais ou menos como Twitter e Facebook nos dias de hoje. Era então o grande barato, o espelho virtual da vida, e uma mina de ouro em que era possível ganhar dinheiro real. Second Life era o caminho, o futuro inexorável. Todos queriam estar lá. Todos tinham que estar lá. E muitos gastaram dinheiro para estar lá. Dois anos depois, a Kaizen Games e o iG, que mantiveram o território virtual oficial no Brasil, desligaram os micros da tomada, informa Daniela Moreira, no INFO Online. A matéria pergunta por que houve tanto alvoroço e por que não deu certo no fim das contas. E conclui que a mídia inventou o Second Life, e que o metaverso não pegou porque requiria computadores parrudos e banda larga de verdade. E por isso não teria conquistado o público Não há como negar que o Second Life era irresistivelmente sedutor com sua mistura de jogo online e interação entre os participantes. Mas a idéia era muito melhor do que a experiência em si. E como nos primeiros dias da Internet e nos dias atuais das redes sociais, muitos entraram sem saber como ou por que, seguindo a maré com medo de ficar para trás. Nos anos 90 era preciso ter um site, ou melhor, uma homepage. Mesmo que fosse tosco, sem serventia alguma além de dar um histórico da empresa, fotos dos produtos, e um e-mail para contato. Se tivesse um videozinho, uma animação, ou tocasse uma musiquinha ao carregar a página, ganhava status de multmídia. Interatividade era clicar link e mandar e-mail. Multimídia era mostrar um videozinho institucional piorado para passar em banda discada. Hoje ó hype é estar no Twitter e no Facebook. Mesmo que só para espalhar spam para 30 mil seguidores conquistados com códigozinho maroto que sai catando tudo que é contato na rede. Mesmo que só para mandar links e ficar bem na fita e se mostrar antenado com "as novas tecnologias". Tem muita gente boa publicando comentários inteligentes, links interessantes e, por que não?, ótimas piadas no Twitter. Mas são minoria. Pesquisa recente indicou que 10% dos tuiteiros são responsáveis por 90% dos posts, ou seja, há mais gente só lendo do que publicando (interagindo) no Twitter, que portanto seria uma forma mídia difusora, como rádio e TV. Em meados dos anos 2000, o negócio era Second Life. Apesar de ter feito matéria exaltando a chegada do SL ao Brasil, minhas primeiras experiência não foram das melhores. Com banda larga e computador razoáveis, leia-se sem uma boa placa de vídeo, o universo virtual era uma carroça com rodas quadradas puxada por um jegue manco. Meu avatar nasceu peladão, como todos, e caí num lugar que parecia uma estação de metrô, repleta de bonecos com as mais variadas caracterizações: punks, popozudas, criaturas aladas. Minha impressão era de estar numa HQ lisérgica. Ninguém falava português, nem foi fácil puxar conversa. Achei um saco, lógico. No território brasileiro e pilotando um equipamento melhorzinho, foi menos frustrante. "Nasci" e logo apareceu uma alma generosa querendo me ajudar, e falando a minha língua. Alguém contratado para dar as boas-vindas e orientar os novatos. Puxei conversa e descobri que o sujeito também trabalhava para uma campanha publicitária no metaverso de um novo carro. Fui convidado a experimentar virtualmente o novo carro. Topei. O que era a experiência? Meu avatar entrava num caixote branco que nem de longe lembrava o tal carro, a cabeça atravessando o teto do veículo. Dirigibilidade? Nenhuma. Pior do que qualquer joguinho em flash com que você já tenha brincado. Navegar numa foto 360º do interior do carro, tecnologia manjada na época, era muito melhor. Mas duas coisas eram muito legais no SL: voar nos cenários 3D e personalizar o avatar. Mas por que, então, tanto alvoroço sobre o Second Life. Minha suspeita é a seguinte: ao contrário de 99 % das matérias sobre Internet e tecnologia, o Second Life rendia imagens excelentes. Principalmente para TV. Uma coisa é você mostrar a tela branca do Google na TV (onde, aliás, a tela do micro sempre aparece piscando, o que dá um efeito péssimo), outra é você mostrar uma imitação do repórter voando sobre prédios em 3D. Outra suspeita: a promessa de ganhar dinheiro. Todos falavam de uma chinesa que tinha ganho 1 milhão de dólares e mesmo quem não sabia nada de modelagem em 3D sonhava em faturar um cascalho. O Second Life perdeu o encanto, mas continua vivo. Segundo a reportagem, em 2008, teve 720 mil usuários e movimentou 360 milhões de dólares. O fim da operação no Brasil, em contraste com o sucesso de Twitter, Facebook, Orkut e outras redes sociais, deixa algumas lições. As principais são: uma tecnologia precisa ser mais do que visualmente interessante para para proporcionar uma experiência realmente gratificante; não basta entrar entrar na onda, é preciso saber nadar e ter um objetivo para chegar a algum lugar, e mesmo assim o risco de levar um caixote é inevitável.
A fábrica de eletrônicos Braview já planeja o lançamento de um "Kindle brasileiro", um leitor de livros em formato digital (e-books), que também toca MP3 e exibe arquivos PDF, informa o IDG Now. Chamado E-reader Book, o leitor chega semipronto ao Brasil e é finalizado na fábrica da Braview em Pouso Alegre. A configuração é semelhante ao Kindle 2, com menor capacidade de armazenamento: tela preto e branco com 800 x 600 pixels, 1 GB de memória, 19 cm de altura por 12 cm de largura e 9mm de espessura. Deve ser lançado em setembro por cerca de 200 dólares (em torno de R$ 400). Falta ainda o mais importante: um parceiro para fornecer os livros que possam ser baixados direto no leitor, a exemplo do que acontece com o Kindle. Sem isso, será tão útil quanto um MP3 para quem não tem Internet. Na Amazon, o Kindle 2 sai por 359 dólares (cerca de R$ 720).

A cada dia que passa, mais me convenço de que só existem três leis universais e inexoráveis: a da gravidade, a do mais forte (Darwin), e a da oferta e procura. Leio no G1 que a banda larga clandestina está substituindo as lan houses na periferia de São Paulo (http://migre.me/2qyB). As lan houses, pequenas empresas que funcionam como alternativa de acesso para quem não tem banda larga ou conexão doméstica, já sofriam restrições legais por serem consideradas centros de jogatina acessível a menores. Agora sofrem a competição desonesta do gatonet. É sempre a mesma história: onde a iniciativa privada legalizada e o Estado não chegam, a ilegalidade toma conta e presta o serviço que falta. Começou com segurança e transporte. Agora é sinal de Internet. A gatonet não começou ontem, mas está cada vez mais consolidada. É a lei da favela, mistura da mão invisível do mercado com o poder de adaptação dos despossuídos. A matéria de Roney Domingos e Juliana Carpanez não fala apenas de adolescentes querendo colocar no Orkut suas fotos tiradas com celulares ou brincar de dar tiros no "Counter Strike". Há um autônomo que vende produtos pela Internet e uma estudante de curso a distância. Ou seja, é gente tentando trabalhar e estudar para produzir e melhorar de vida. A Internet também é para isso. Na era da informação, acesso à Internet é artigo essencial sim. Dá para criticar o sujeito que assina gatonet onde a operadora não chega? O que eu não entendo é que se um dono de lan house consegue armar um esquema gastando R$ 500 em equipamento comprado num camelódromo e cobrando em média R$ 30 por mês de cada assinante "gatonet", porque a operadora de telefonia não consegue. Impostos demais? Exigências regulatórias demais? Segundo a reportagem, ambos. Enquanto isso, o IBGE continua considerando como topo da pirâmide social pessoas que têm telefone fixo, celular, banda larga e TV a cabo. No Brasil, quem tem isso considerado elite, logo, pode entubar quilos de impostos e contribuições que não chegam a seu destino (como o Fust) e preços escorchantes por serviços meia-boca. Fustque é Fundo para Universalização dos Serviços de Telecomunicações, para o qual todos contribuímos ao pagar a conta de telefone e para que telefone e Internet cheguem a todos os brasileiros. O Fust repousa gordo e inerte como gato de madame, enquanto a mão invisível do mercado se mexe em busca de alternativas próprias, mesmo que legalmente questionáveis. É nessas horas que meu único consolo é não ter nascido na África.
Previsões são sempre arriscadas, principalmente se trata de tecnologia. Quantos produtos e serviços foram criados com um objetivo e ganharam usos impensados ao cair nas mãos do público? Orkut e Twitter são prova disso. Quantas prometeram arrasar e acabaram não caindo no gosto dos internautas? Frienfeed é um exemplo. O palpite fica ainda mais arriscado quando tem por base apenas uma apresentação do fabricante e algumas imagens. Mas apesar de escorregadia, a tarefa é irresistível. Esta semana dois gigantes da tecnologia, Google e Microsoft, anunciaram projetos ambiciosos para a Internet. A Microsoft deve lançar na quarta-feira sua nova ferramenta de busca, chamada Bing, a fim de aumentar sua participação no mercado dominado por Google e Yahoo! e, claro, de olho no faturamento com publicidade. O Google apresentou o que pretende ser a reinvenção do e-mail. Nas buscas, enquanto o Google tem em torno de 60% e o Yahoo! cerca de 20%, a Microsoft fica na lanterna com menos de 10%. O mote é que o Bing seja mais do que uma ferramenta de buscas, uma ferramenta de decisões. Soa bonito, não? Pela apresentação, parece uma mistura de busca com catálogo, ou seja, uma mistura de Google e Yahoo! com uma pitada de Busca Pé, voltado principalmente para consumo. Por exemplo, para comprar passagens aéreas, localizar um restaurante próximo, e comparar preços. Pelo lado do anunciante parece atraente, mas pelo lado do internauta é uma aposta num padrão de comportamento. Quem digita "sushi" está procurando um restaurante japonês, um site de receitas ou a história do prato japonês? Quem digita o nome de um modelo de notebook procura uma foto, as especificações técnicas, ou uma loja com o melhor preço? Difícil encontrar alguém disposto a apostar que o Bing abalará de primeira a supremacia no Google. Nem Steve Ballmer, CEO da Microsoft. Na apresentação do Bing ele se esquivou da pergunta e disse apenas que tem uma prazo de anos antes de julgar se a ferramenta alcançou seu objetivo ou não. Disse ainda que teve calafrios na hora de aprovar a verba publicitária para o lançamento. Como internauta, aplaudo toda iniciativa que aumente a oferta de bons serviços e a concorrência. A supremacia do Google, ou de qualquer outra busca, não é a melhor opção para quem navega. Ficamos reféns de padrões que o Google não revela em detalhes, e de estratégias de otimização de sites (SEO) que muitas vezes colocam no topo das buscas sites que não necessariamente têm o melhor conteúdo. Quando o Google comprou o YouTube, por exemplo, qualquer resultado de busca trazia no topo um ou mais vídeos do YouTube. Não creio que tenha sido por acaso, nem por considerar apenas que os vídeos eram a melhor forma de informação. Pode-se esperar no mínimo que o Bing force o Google a aprimorar cada vez mais sua busca e não se acomodar com a liderança confortável em que se encontra. Por enquanto a investida do Google é na comunicação e colaboração online. Sem modéstia, o Google Wave pretende mudar o conceito de e-mail. Num cenário de banda larga e incontáveis interfaces de comunicação (Orkut, Facebook, blogs, feeds, MSN, Gtalk, Twitter, wikis), o Google agregar tudo na mesma janela. O internauta cria um Wave e adiciona outros, formando uma rede. Cada membro pode então manipular textos, fotos, vídeos, feeds, documentos em colaboração, agendas e outros recursos, vindos de várias fontes da Web. Mais ainda: haverá uma série de APIs (códigos de programação) para que desenvolvedores criem programinhas que rodem nessa plataforma, como acontece com aplicativos para iPhone, Facebook e Twitter. A ideia me agrada e muito. Confesso que já ando estressado por ter que passar por tantas redes e serviços e um tanto frustrado por não conseguir manter todas em dia. O Google Wave pode ser uma alternativa para monitorar tudo a distância e dosar melhor a participação em cada serviço. Mas para quem não trabalha diretamente com a Internet e tem mais o que fazer da vida, o barato talvez seja justamente passar de uma rede para outra, conforme a brincadeira perde a graça. Para variar, a aceitação do público será determinante para dizer se Bing e Wave serão tsunamis ou marolinhas. Curioso? Então confira os vídeos de apresentação do Bing e do Google Wave.
Como a maioria dos que não vivem na terra natal da Amazon, incluindo os mais ligados em tecnologia, ainda não fui apresentado pessoalmente ao Kindle. Conheço-o apenas pelas fotos e textos que encontrei na Internet. Também foi assim que tomei contato com o iPod e o iPhone, e tantos outros gadgets encantadores -- e duvido ter sido o único. Apesar da observação distante, como de uma estrela de Holywood ou de um ônibus espacial, tive por ele simpatia imediata. E tenho bons motivos para torcer que ele dê muito certo e emplaque, alcançando de fato a status de "iPod do texto".
Lançado pela Amazon.com, originalmente uma loja virtual de livros palpáveis, o Kindle é um dispositivo portátil para ler e armazenar textos e livros. Mais do que isso, e principalmente, para baixar esses textos e livros da Internet. Seja um bestseller ou raridade, pocket ou calhamaço, pode-se navegar no catálogo da loja e baixá-lo para o Kindle, pagando uma tarifa. O leitor tem em mãos as vantagens da Internet e da portabilidade: não é preciso esperar pelo envio do livro impresso, e pode-se guardar entre 1.500 e 3 mil livros no dispositivo, marcar páginas, destacar trechos, entre outros recursos. E a Amazon (além da editora e do autor), têm retorno financeiro para manter o negócio viável. Bingo. Afinal de contas, o problema da Internet não é agradar o internauta, mas fazê-lo pagar por bens imaterias que ele pode ter de graça por outros meios legalmente questionáveis. Bens imateriais como a notícia. Pesquisas mostram que o internauta resiste a pagar pelo acesso a sites noticiosos (como as versões online de jornais), mas que ele acessa os sites desses jornais. Ou seja: o leitor sabe o valor daquela informação e da credibilidade que está por trás do nome do jornal, mas prefere não pagar, se tiver essa opção. Se a versão online é fechada para assinantes, parte dos leitores foge para alternativas gratuitas, como blogs e outros sites. Afinal, depois que a notícia está na rua, ela pertence a todos, não tem mais dono. Antes disso há um custo, e um custo alto. Produzir informação de qualidade requer investimento em pessoas e recursos materiais. Depois de publicada, basta um "control C control V" para espalhá-la pelo universo. Ainda não é possível dar um "control C control V" na realidade. Desde que os jornais existem, o leitor pagou pela informação impressa em papel, pagou pelo papel porque esse foi sempre o suporte, a forma de consumir informação. Veio a Internet e o mundo virou de cabeça para baixo. A indústria da música sentiu o mesmo baque com o MP3, o iPod e genéricos, e, principalmente, as redes de troca de arquivos de áudio pela Internet, a começar pelo Napster -- fechado pela Justiça dos EUA e renascido em vários outros sites, como o Piratebay, atualmente na berlinda. Quem percebeu que o problema não estava na música e nas audiências crescentes, assim como nos talentos que emergiram por conta própria nesse universo digital, leia-se MySpace, mas que o problema estava no suporte, tentou alternativas à venda de música em CD. Os exemplos não são novos. Em 2007 a banda White Stripes lançou um álbum em forma de pendrive. Os fãs podiam baixar as músicas ilegalmente pela Internet, sim, mas também podiam pagar alguns dólares para ter essas músicas num pendrive (na verdade dois modelos) com no formato de um boneco de um dos integrantes da banda. Quantos fãs da Madonna pagariam, e quanto pagariam, por um álbum num pendrive com a imagem da cantora? Prince lançou o álbum "Planet Earth" na Inglaterra em CD encartado gratuitamente numa edição dominical do jornal inglês The Mail, pouco antes de começar uma turnê pela Europa. Quantos se interessaram em comprar ingressos para o show depois de ouvir o CD gratuito? O Radiohead colocou todo o álbum In Rainbows temporariamente para download no site oficial, dando ao fã a opção de pagar o quanto quisesse, e até mesmo não pagar. E no Brasil é cada vez maior o número de celulares vendidos com músicas e outros conteúdos de artistas pop, como U2 e Fergie. É improvável que essas alternativas levem a indústria da música a retomar os lucros estratosféricos que sempre teve, mas pode ajudá-la a se reinventar e continuar viável e lucrativa.
Voltando ao Kindle, semana passada a Amazon apresentou o novo modelo De Luxe (Kindle DX), com tela maior do que a do antecessor Kindle 2. A tela de 9,7 polegadas (pouco mais de 24 centímetros), em preto e branco, facilita a leitura de páginas em formato standard de jornal. E o leitor pode assinar a edição digital pagando uma tarifa, baixá-la e lê-la direto no dispositivos. Bingo! O leitor pode acessar o jornal com as facilidades da Internet e pagar um preço justo por isso -- mais barato do que a assinatura convencional. E não precisa estar conectado para ler o conteúdo depois do download. Não à toa, o projeto recebeu apoio de jornais como New York Times e Wall Street Journal. São mais de 30 jornais e 10 revistas. Por enquanto, o esquema vale apenas para os Estados Unidos, além de países da Europa e da Ásia, e, a princípio, em locais onde as edições impressas não chegam. O preço do aparelho ainda não é dos mais acessíveis: 489 dólares (cerca de R$ 1.200), perto do preço de um iPhone lá fora. Pode não ser o Santo Graal da mídia impressa, mas é uma ótima aposta. Particularmente, simpatizo com ela e torço para que tenha sucesso. Se a Internet mudou o hábito de ler jornais, dispositivos como o Kindle podem ajudar a mudar o hábito de pagar por eles, mantendo economicamente viável a produção de informação de qualidade. Assista ao vídeo de apresentação.
Atenção, twiteiros. Já viram o twitter do DIA com promoções online? Ingressos para cinema, teatro, livros e muitos brindes bacanas. É só seguir @OdiaOnlinepromoe participar.

Usar o celular para ouvir música não é novidade. Mas que tal usar o telefone móvel para editar música ? Essa é a aposta da empresa de design Pilotfish, da Alemanha, que apresentou nesta segunda em Helsinki um protótipo de celular que permite cortar e colar trechos de músicas esticando e torcendo o aparelho. Segundo a empresa responsável pela criação do projeto, o aparelho pode chegar ao mercado em cinco anos. Além de editar, o aparelho, que tem interface touch screen, será capaz de capturar o som de instrumentos musicais. Analistas ouvidos pela Reuters se mostraram céticos com relação a demanda pelo aparelho num mercado dominado por modelos da Nokia e da Apple.

Uma das coisas mais legais do Twitter é que todo dia aparecem sites e aplicações novas para serem usadas com ele. Ontem li uma dica no Twitter dada por Peter Cashmore (@mashable) sobre um aplicativo que leva o Twitter para dentro do Gmail chamado TwitterGadget for Gmail. Gostei muito da ideia e instalei-o na hora. Para quem vive com o Gmail aberto e acompanha o Twitter é um adianto. O criador Steve Rubel explica no blog Micro Persuasion que escreveu o código por dois motivos: está sempre com o Gmail aberto e, apesar de gostar do TweetDeck e de seus recursos, o programa deixa seu computador lento e acaba por distrai-lo de suas tarefas principais no trabalho. Solução: levar parte do TweetDeck para o Gmail. A instalação é semelhante a de qualquer aplicativos do Gmail Labs. O gadget aparece como uma barra na lateral esquerda,semelhante a Gmail Talk ou do Google Docs. Ali aparecem os twetts vão aparecendo. Com um duplo clique, o gadget ocupa a tela central, no lugar das mensagens do Gmail. Mouse over sobre as fotos mostra os dados do contato e as opções retweet (responder) adicionar a favoritos, ver todos os tweets daquele contato, follow/unfollow (seguir, deixar de seguir). Entre o espaço para escrever seu tweet e a timeline (onde aparecem os posts) ficam em abas os atalhos para sua página inicial, respostas, mensagens diretas, favoritos, e timeline global (home, replies, directs, favorites, everyone). De brinde, um botão para inserir emoticons (insert symbols). Para os twitteiros mais aplicados, há atalhos de teclado para criar atalhos de pesquisas e acompanhar a repercussão de um tweet, entre outros. Para encurtar um link, marque-o no tweet e pressione ctrl+y. As atualizações são a cada três minutos, mas o programador espera aprimorá-la para tempo real em breve. A página do programa tem um vídeo que mostra seu funcionamento: http://www.twittergadget.com E instruções ilustradas de como instalá-lo: http://www.twittergadget.com/how_to_install.html
E se o Google comprar o Twitter? Em que isso mudaria a vida dos internautas? A idéia é um ótimo pretexto para alguns chutes As buscas no Twitter poderiam ficar mais rápidas e eficientes? Seria mais fácil encontrar comentários e links do que com o Twitter Search? É de se esperar que sim, dada a excelência do Google no assunto. E seria uma mão na roda para localizar aquele link ou comentário que você esqueceu de favoritar se perdeu no turbilhão de twitadas. Seria possível usar os recursos do Google Analytics no Twitter? Como o Twitter é sem dúvida uma das maiores base de dados em tempo real do mundo, daria para usar a ferramenta de estatísticas para medir as reações da opinião pública? Poderia ser uma incrível plataforma para testar a receptividade do público. Imaginem o impacto disso em lançamentos de produtos e campanhas políticas. Um canal direto, em tempo real, e mapeável da opinião das massas. "Vocês querem bacalhau?" 35% dos twiteiros do Rio de 20 a 30 anos, sim; 45% dos twitteiros paulistanos de 35 a 45 anos, não. E daí em diante. Será que levariam a interface do Twitter para o Orkut, recheando a home de cada perfil com os posts em 140 toques? O Facebook fez algo parecido, dando um clima de Twitter às atualizações nas homes dos perfis. Mas a motivação para mudar o Orkut poderia ser bem outra. Não é de hoje que os scrapbooks são usados para mais do que recados. Há que troque scraps como se fossem e-mails, há quem os use para papos em tempo real, como um Messenger ou Gtalk. Ora, já que usam os scraps para mensagens instantâneas, por que não abrigar a troca micro posts na home do perfil? A home ficaria muito mais viva e dinâmica.
Ou quem sabe o contrário. Já que o Orkut não faz nos EUA o sucesso que faz no Brasil e na Índia, o Google poderia tentar agregar outras ferramentas à home do Twitter, como fotos, depoimentos, para aumentar o poder de fogo contra o Facebook. Os cento e poucos que me seguem no Twitter poderiam atribuir estrelas, corações e gelos, para indicar o quanto sou preferido, sexy e cool, como faz o Orkut E nos celulares? O Twitter poderia ser integrado a ferramentas do Google, como mapas e Picasa. Por exemplo, encontro a Scarlett Johansson andando sozinha e incognita no calçadão de Ipanema. Ninguém acreditaria em mim. Convenço a beldade a tirar uma foto comigo, mando-a para o Picasa e na hora um link é enviado para o Twitter. Subtamente passo de cem para cem mil seguidores no Twitter, de preferência seguidoras Mas por enquanto tudo isso é delírio. Menos a Scarlet, que ficou de me ligar lá pelas 20h.
Justo no dia em que demos um infográfico explicando o Twitter para iniciantes, a barra da direita é modificada. A modificação mais sensível foi a substituição do quadro de miniaturas das imagens de perfis por uma lista de dez trend topics (tópicos do momento). Pena que essa lista de "tendências", aparentemente, leve em conta os posts em inglês. Às 20h30 de hoje (1º de Abril), depois da goleada da Bolívia sobre a Argentina e antes do Brasil x Peru, três assuntos que estavam bombando nos posts em português, não havia nenhuma citação a nenhum deles entre os dez mais -- a lista incluia # Happy Aprils Fool; #G20, #iPod, #Queen, provavelmente reflexo de Obama ter presenteado a rainha Elizabeth com um iPod durante a reunião do G20.
O @Replies mudou para @username (onde username é o nome do usuário, lógico), mas a função de separar as respostas enviadas para o usuário continuam valendo. Se o Digital&Tal impresso não tivesse saído hoje, a capa com milhões de carinhas emulando a barra de contatos do Twitter teria caído.
Para quem já é usuário do Twitter a matéria não acrescenta muito, afinal foi pensada para iniciantes mesmo. Mas vale conferir as entrevistas por e-mail com os fakes de Deus e Vitor Fasano, considerados os melhores do Twitter segundo eleição promovida pelo site da revista M.
|
|