 |
|
|
 |
|
|
 |
Outubro, 2008 Setembro, 2008 Agosto, 2008 Julho, 2008 Junho, 2008 Maio, 2008 Abril, 2008 Março, 2008 Janeiro, 2008 Dezembro, 2007 Novembro, 2007 Outubro, 2007 Setembro, 2007 Agosto, 2007 Julho, 2007 Junho, 2007 Maio, 2007 Abril, 2007 |
| |
 |
| Marlos Mendes |
|
300.481 foi o número de notebooks vendidos entre abril e junho deste ano, segundo levantamento da consultoria IDC Brasil, ou 32% a mais do que os 227.599 vendidos no primeiro trimestre do ano. Segundo a consultoria, as vendas aumentaram não por conta de uma queda nos preços, que continuam no mesmo patamar desde o começo do ano, mas porque as lojas ampliaram os prazos de pagamento e baixaram os juros nas parcelas. Os desktops, contudo, continuam predominando: 1,7 milhão de unidades vendidas no primeiro trimestre e 1,8 milhão no segundo.
Somando a venda de notebooks e desktops, foram 2,1 milhões de computadores comercializados no segundo trimestre, o que levou o País da sétima para a quarta colocação no ranking mundial de venda de computadores. A expectativa da consultoria é de que 9 milhões de computadores sejam vendidos este ano. O ranking é liderado por Japão, China e Estados Unidos, mercados muito maiores do que o brasileiro. Aqui na redação, duas coleguinhas entraram na dos notebooks e estão felizes da vida com os brinquedinhos. Uma investiu num Toshiba, e a outra, num HP.
Um iPhone explodiu enquanto o dono tentava desbloqueá-lo, informa o portal Terra. Segundo a nota, um usuário publicou um no fórum HackintOsh que o aparelho explodiu enquanto ele tentava abri-lo e chegou a queimar os dedos. Para ver a reprodução da foto do iPhone queimado no Terra, clique aqui Recentemente surgiram na Internet várias histórias de desbloqueio do iPhone, que nos EUA só funciona com o chip da AT&T. Um grupo de brasileiros teria conseguido desbloquear o iPhone para fazê-lo funcionar com operadoras GSM no Brasil.
Telefone celular pode ser usado em sala de aula? O debate promete esquentar em São Paulo e outros estados que venham a seguir o exemplo do projeto de Lei 132/07, de autoria do deputado estadual Orlando Morando (PSDB). Segundo o Estado de São Paulo, a proposta foi aprovada na terça-feira pela Assembléia Legislativa e depende apenas de sanção do governador José Serra. A lei proíbe o uso de telefones celulares em escolas públicas e particulares dentro de sala de aula. Conversas durante o intervalo das aulas são permitidas.
A Amazon lançará este mês seu serviço de download pago de música para concorrer com o iTunes da Apple. A informação é do New York Post.A data exata, contudo, continua uma incógnita. O serviço da Amazon.com deve oferecer cerca de 1 milhão de músicas em MP3, de artistas da Universal, da EMI e de gravadores independentes. SonyBMG e Warner ficam de fora por exigerem o uso do DRM (digital rights management), mecanismo para evitar a pirataria. Para ler a reportagem do NYP, clique aqui Apple, aliás, não conseguiu renovar o contrato com a Universal para download de músicas no iTunes, segundo o site do New York Times. Segundo a reportagem, a Universal responde por 40% dos vídeos baixados no iTunes.Segundo o NYT, os conglomerados de mídia estão insatisfeitos por não terem maior controle sobre os preços de seus produtos no iTunes. Para ler a reportagem completa, clique aqui
A LG anunciou o lançamento KU990, ou Viewty. Trata-se uma celular com câmera de 5,1 megapixels e tela sensível ao toque (200 x 400) e recursos para editar e transferir fotos e vídeos. Tem 170 MB de memória interna. Chega para concorrer o badalado iPhone. Segundo a LG, o aparelho foi desenvolvido para faciliatar a visualização, envio e compartilhamento de fotos e vídeos. De quebra, traz um link para publicação no YouTube. O preço do brinquedinho ainda não foi definido, mas segundo a LG deve ficar entre o Shine e o Prada, ou seja, entre 400 e 600 euros (R$ 1 mil e R$ 1.500). A expectativa da LG é conquistar entre 10% e 15% do mercado de celulares com câmeras de alta definição.
Também nesta quinta-feira, a LG lançou o KS20, um smartphone com tela sensível ao toque e acesso à Internet em alta velocidade por HSDPA. É o primeiro a ser lançado no mercado europeu com a plataforma Windows Mobile. Os anúncios da LG foram feitos em Berlim durante a IFA, maior feira de eletrônicos da Europa.
A partir de setembro, os tocadores de áudio e vídeo Walkman, da Sony, disputarão mercado com os iPods. A gigante japonesa anunciou nesta quinta-feira o lançamento das séries NWZ-A810 e NWZ-S610 nos EUA com o objetivo de abocanhar 10% do mercado. O NWZ-A810 deve custar entre 140 e 230 dólares, enquanto o NWZ-S610, entre 120 e 210 dólares. O quesito bateria, a autornomia será de 8 horas de vídeo para o primeiro e mais de 9 horas para o segundo, de acordo com a Sony. Ambos serão compatíveis com vários formatos de arquivos, como WMA da Microsoft. Além de MP3, é claro.
O comunicado da Sony acontece em meio a rumores de que a Apple apresentará no dia 5 de setembro novidades na linha iPod. Sony também anunciou que deve lançar nos EUA e na Europa seu serviço de distribuição de músicas Connect Music Services, que usa o formato proprietário ATRAC. Não há previsão de data, mas espera-se que seja a partir de março do ano que vem. Os concorrentes da Apple têm tentado rivalizar com o iPod antes da temporada de vendas de final do ano. Nesta mesma semana, a Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, lançou uma loja online de músicas e quatro novos aparelhos multimídia.
O post é de quinta-feira, 23, mas só vi agora, balaiografitando pela rede depois de um plantão. O Orkut vai ganhar visual novo a partir desta semana, segundo o blog oficialda rede social.
O azul continua predominando, mas agora com outros tons além do "azul calcinha". E a página ganhou contornos mais arredondados.No alto, uma barra horizontal leva um tom de azul mais escuro, com a marca do Orkut à esquerda, sobre a foto do usuário, e uma caixa de pesquisa à direita. A coluna central ganhou fundo branco com textos destacados em amarelo. Na coluna da direita, onde ficam a relação de amigos e comunides, as fotos ganharam uma borda cinza sobre fundo branco.
A princípio, a mudança será para alguns grupos de usuários selecionados aleatoriamente. Aos poucos, todos terão páginas com o novo visual.
O Google confirmou oficialmente o sistema de anúncios pagos com que pretende tornar o YouTube um site lucrativo. Cada peça publicitária será exibida 15 segundos após o vídeo do YouTube começar a tocar. A peça ocupará 20% da tela e terá 80% de transparência em relação ao vídeo principal. Ao clicar no anúncio, o usuário ativa um comercial, que pode ser em vídeo ou uma peça interativa em flash. Se o usuário não clicar no anúncio em até dez segundos, a peça se transforma num pequeno ícone. Os anúncios serão segmentados por vários critérios, como região e gênero de vídeo. Cerca de 3 mil parceiros do Google participam da primeira etapa do processo.
Para que o sistema de anúncio seja realmente eficaz é preciso que funcione a tecnologia anti-pirataria que o Google começou a desenvolver para o YouTube em resposta aos processos por quebra de direitos autorais. A idéia é que o dono do copyright envie para o YouTube um original do conteúdo a partir do qual o sistema anti-pirataria extrai uma identificação digital. Com essa identificação seria possível evitar que outros enviassem o mesmo vídeo, em todo ou em parte. A mesma tecnologia seria usada para vasculhar o YouTube por cópias não-autorizadas de vídeo protegidos por copyright. O problema não é pequeno: só a Viacom processa o YouTube em 1 bilhão de dólares por infração de direitos autorais.
Todas as cartas de amor são ridículas. O verso de Álvaro de Campos é de um tempo em que correspondência significava a rigor um envelope contendo folhas manuscritas. As tais cartas rídiculas seriam textos esparramados e confessionais, pedidos clamorosos e juras de amor eterno, não raro em forma de poemas (a tal má literatura feita de bons sentimentos). Ao que parece, as cartas amor vão aos poucos cedendo lugar a e-mails, torpedos em celular, MSN, Gmailchat, GoogleTalk e similares. E as "cartas" ficaram ainda mais "ridículas". Não por seu conteúdo, mas por sua forma. Instantâneas, fragmentadas, não raro desconexas, comunicam cada vez menos, aumentanto as possibilidades de sentidos e, consequentemente, a confusão.
Como assim? A mensagem está tanto nas palavras quanto no contexto e na expressão. Numa conversa cara a cara, a entonação, os gestos e o contexto reforçam o sentido das palavras. Contudo, pela própria natureza do ato de conversar, o texto é entrecortado, com idas e voltas do pensamento, frases incompletas e interrupções, num fluxo descontínuo. Pelo telefone há um empobrecimento da forma porque a linguagem não verbal dos gestos se perde. Restam as palavras e a entonação. O texto escrito, por sua vez, forma um todo coeso em que as idéias se sucedem de forma coerente buscando o ponto a que se quer chegar. Pode-se reler, cortar um trecho aqui e acrescentar outro acolá antes de dar o ponto final. Se a fala tem a vantagem do contexto, a escrita tem a vantagem da coerência. Como ficam os chats e torpedos nessa história? No meio termo, com as desvantagens da fala e da escrita. A conversa, apesar de escrita, é fragmentada como na fala, sem as pistas lançadas por gestos e entonção. Não à toa os papos são repletos de emoticons :). Seriam, então, a forma mais pobre de mandar uma mensagem, embora pretensamente mais rápida. E daí? E daí que tenho ouvido algumas queixas sobre, como direi, mensagens de amor por torpedos. Por coincidência, de duas mulheres. Uma reclama que não engrena com um cara porque não consegue encontrá-lo nem pelo telefone. O cidadão vive a mandar torpedos para ela. Contudo, ela enviou os textinhos duas vezes tentando marcar de sair e não obteve resposta. Achou, não sem razão, que o cidadão não queria conversa. Dias depois ele aparece do nada e pergunta porque ela estava tão sumida. Ela falou dos torpedos e ouviu um desculpa sobre o celular dele estar com problemas e não receber torpedos direito. A outra recebeu o torpedo e, justamente por isso, ficou furiosa. Ela deveria ir a um show e, faltamente, encontraria um sujeito a quem já havia dado cartão amarelo e não preferia não encontrar. Não foi ao show, não encontrou o cidadão. Então, lá pela meia-noite, ele manda um textinho tipo: "Lindo show, cadê você?". Na opinião dela, ele não ligou para não dar o braço a torcer e não ser obrigado a falar e explicar algumas coisas. Com o textinho, mostrava interesse, não se expunha e ainda deixava o desenrolar da história por conta dela. Não tenho nada contra as mensagens de texto. São muito práticas e ajudam a economizar ligações. Só fico pensando se às vezes não as usamos como subterfugio, como uma forma de dar uma satisfação ou marcar posição sem permitir que o interlocutor responda e nos desmascare. Por outro lado, chats podem revelar ou disfarçar. Uma mulher que conheço criou o hábito de me procurar por chat. O papo costuma ser ótimo e não raro perco a noção da hora. Ela parece mais madura do que sugerem seus vinte e poucos anos, e mostra uma boa dose de sensibilidade. Isso ao escrever. Falando ao telefone, contudo, costuma ser monossilábica e evasiva (a explicação seria ela detestar telefone, apesar de ter dois). Ao vivo, quase não a reconheço. Algo me diz que o torpedo não tem culpa de nada. Para variar, o problema está nas pessoas, escondido em algum lugar entre o córtex e o púbis. Pensando bem, reflexões de amor também são ridículas.
A venda de monitores LCD (tela fina) aumentou nada menos do que 200% no primeiro semestre deste ano, segundo pesquisa da IDC Brasil. Somados os monitores LCD e CRT (convencional), as vendas foram de quase 4 milhões de aparelhos. Os números estão subindo desde a alta nas vendas de computadores no ano passado. A projeção do IDC é de que sejam vendidos 9 milhões de monitores LCD até o fim do ano.
Segundo análise da consultoria, a pesquisa revelou que as grandes marcas coreanas (como Samsung e LG) estão perdendo terreno para empresas menores, como AOC, Proview e Waytec.
O governador Sérgio Cabral e os 92 prefeitos do Rio de Janeiro recebem nesta segunda-feira o Prêmio Nacional de Desburocratização Eletrônica, promovido pelo Sistema Firjan e FGV Projetos, pela conclusão da parceira que tornou o Rio de Janeiro o primeiro estado a ter todas as prefeituras representadas na Internet. No ano passado, uma parceria entre Firjan e Sebrae ofereceu consultoria técnica e financiamento para os 26 municípios que ainda não dispunham de sites, como Miracema, Rio das Flores, Aperibé e São Sebastião do Alto. São sempre bem-vindas iniciativas de estímulo ao governo eletrônico, principalmente quando se tornam efetivas e reduzem a burocracia, facilitando a vida do cidadão.
Nos anos 70 chegou a ser moda batizar crianças com a mistura do nome dos pais. Por exemplo, Lucimar poderia ser a filha (ou filho?) de Lúcia e Mário. Claro que nem sempre as combinações eram felizes, dando origem a Lorivânias (Lourival e Vânia), Sonibertos (Sônia e Roberto), Robelises (Roberto e Sueli) e quetais. Também era comum dar aos filhos nomes com a mesma inicial, como eu e meu irmão, e uma família da qual fomos vizinhos e cujos filhos tinham nomes começados com R, em homenagem ao patriarca. Também eram comuns nomes compostos. Na minha família, desde meu avô, todos os meninos se chamam Augusto (o que não é de todo mal, visto era título de imperador romano). Essas esquisitices de família são uma mistura de carma e sorte. Às vezes, falha de tradução. Segundo despacho da Reuters desta quinta-feira (clique aqui), um casal de chineses tentou batizar o filho com o nome de @. Isso mesmo, com o símbolo que usamos nos endereços de e-mail para separar usuário e domínio. O símbolo, que em português significa arroba, em inglês quer dizer "at" e foi adotado com o sentido de fulano "at" provedor.com. Os chineses conhecem o símbolo e se referem a ele com o termo inglês. O problema é que, ao ser desenhado, "at" é parecido com "ai ta", que em mandarim quer dizer "amo ele". Não foi dito se a criança foi registrada como queriam os pais. Pergunta inevitável: como seria o e-mail dessa criança? @@chinanet.gov?
Empresários interessados em explorar as possiblidades do Second Life para fortalecer suas marcar e criar oportunidades de negócios têm uma chance de conhecer melhor o metaverso e suas perspectivas no seminário "Second Life e suas Tendências" que acontece terça-feira no Rio de Janeiro. Emiliano de Castro, do Second Life Brasil, está entre os palestrantes. Informações em http://www.ttnet.com.br/sl O assunto não é de menor importância. Como nos primeiros anos da Web, todos querem explorar a tecnologia para obter lucros, mas muitos se perdem no caminho. O tempo mostrou que mais do que ter um site simplesmente para dizer que tem (ou para "marcar presença na rede" como alguns diziam) é preciso que o site seja útil, atraente e facilite a vida do internauta. Por exemplo: imagine uma loja de CDs mantém um site seu catálogo de produtos, com telefone e endereço da loja, mas não oferece classficação (por artista, estilo etc), comentários de compradores, indicações de CDs que podem agradar, e, principalmente, compra online. Isso é um site um um encarte de jornal de domingo em formato digital? Algo semelhante acontece no Second Life (SL). É o novo (já nem tanto) hype. Empresas de todos os ramos e tamanhos estão se lançando na segunda vida. E algumas repetem o equívoco de estar ali por estar, sem saber muito bem por que. O resultado mais provável é decepção, perda de investimento e abandono do ambiente. É para não incorrer nesses equívocos que debates como o de terça-feira podem ajudar aos potenciais investidores.
No filme "Sideways", dois amigos de meia-idade passam o fim de semana em Napa Valley provando vinhos e discutindo o ser e o nada. Miles (Paul Giamatti), um enólogo amador que encara a bebida com filosofia e poesia, tenta ensinar os prazeres da degustação ao amigo Jack (Thomas Haden Church) que está prestes a se casar e só quer uma última aventura de solteiro.
Como quase todos os que são ou se pretendem enólogos, Miles faz da degustação uma experiência quase transcedental, usando termos como "leve, mas com personalidade; ligeiramente amadeirado com um toque floral". Ao contrário de quase todos os que são ou se pretendem enólogos, ele não soa chato nem pernóstico, só um pouco excêntrico. Mais ou menos como Reinaldo de Medeiros, especialista em Segurança da Informação (sempre disposto a dar umas dicas para a turma aqui do Internet e Tecnologia) e fã de uma boa taça. Reinaldo criou o blog Vinho Acessível (http://vinhoacessivel.blogspot.com/). Como o nome sugere, o blog indica e comenta vinhos que nós, pessoas comuns, podemos mandar servir sem ter que vender o carro ou penhorar a casa, além de preços e lojas. Ainda não experimentei nenhuma das indicações, mas pretendo fazê-lo em breve. Mas sem essa de aroma isso, tom daquilo. Afinal, estou muito mais para Jack do que para Miles. Correção. O amigo e gourmet Pedro Landim, do "Boca no Mundo", corrige um deslize deste escriba: "Seria mais correto você dizer enófilo, em vez de enólogo. Porque enólogo é o cara formado, apto a fazer vinhos. E enófilo é o amador, o apreciador, como o personagem de Sideways".
Quem tem um computador básico e tentou acessar o Second Life, provavelmente achou o sistema lento, mesmo com conexão em banda larga. Lá em casa, usando um Sempron 3000 com 512 de RAM e uma placa de vídeo Gforce meio antiga, o deslocamento em ambientes mais complexos fica arrastado. Dá para brincar, mas é aquém do ideal. Pois problemas de configuração e conexão são os motivos apontados por 31% dos internautas que nunca acessaram o metamundo e foram entrevistados em pesquisa feita por IDGNow! e Qualibest. A pesquisa ouviu 850 internautas. Os motivos mais alegados para não acessar o site foram: falta de hábito (41%), conexão lenta (19%), falta de interesse (16%), falta de tempo (14%), computador sem configuração mínima (12%) e proteção à privacidade (6%). Entre os entrevistados, apenas 4% são usuários ativos (visitam o ambiente pelo menos uma vez por semana), enquanto 11% já visitaram, mas não são usuários ativos, 13% não completaram o cadastro, 44% já ouviram falar no Second Life, mas nunca entraram no ambiente, e 28% não sabem do que se trata.
Problemas na conexão também foram apontados pela maioria que não completou o cadastro: 25% acharam o processo lento, 22% enfrentaram travamento do sistema (somados, 47%), enquanto 25% acharam o cadastro burocrático. Dos que completaram o cadastro e não se tornaram ativos, 24% acharam o sistema lento, 20% disseram não ter a configuração adequada (somados, 44%), enquanto 30% alegaram falta de tempo, 10% não entenderam o funcionamento do Second Life e 4% simplesmente não gostaram. Curiosamente, a maioria dos usuários foi atraída por reportagens na mídia tradicional: 36%, contra 24% que foram levados por notícias na Web e 23% que receberam indicações de amigos pela Web. De acordo com a Linden Labs, criadora do Second Life, dos 8,7 milhões de cadastrados, apenas 1,6 milhão acessaram nos últimos 60 dias (ou seja, são considerados usuários ativos). Com cerca de 40 mil usuários, o Brasil é o terceiro país com maior número de residentes, atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha.
A Universal, maior gravadora do mundo, está mais perto de abandonar o sistema DRM (digital rights management). A companhia anunciou nesta sexta-feira que testará a venda de faixas e discos inteiros em MP3 sem a proteção antipirataria. As músicas poderão ser compradas em sites como Amazon, Wal-Mart e Google entre agosto e janeiro. A iTunes, terceiro maior vendedor de músicas na rede, ficará de fora.
Peço desculpa aos meus cinco leitores (copyright: Agamenon Mendes Pedreira) por negligenciar durante uma semana este cantinho internético. Voltei de férias na quarta-feira passada e não escrevi nem uma linhazinha por aqui. Meu ritmo ainda está como o de um carro a álcool que custa a pegar nas manhãs de inverno. Foram 30 dias de ócio remunerado após quase dois anos de labuta constante. Tinha até me esquecido de como esse negócio de tirar férias é bom.
Depois de giboiar por alguns dias, levantando apenas para atender o entregador de pizza, aceitei o convite de uma amiga designer de ir de carro até a Serra do Cipó, em Minas Gerais, a cerca de uma hora e meia de carro de Belo Horizonte. Minha única exigência era não acampar. Camping, nem que fosse para dividir barraca com a Monica Bellucci (se bem que nesse caso...). Enfim, nada de barraca. Pelo site Guia da Serra do Cipó (http://www.guiaserradocipo.com.br) foi moleza escolher uma pousada numa lista de 38 opções. Fiz as reservas, imprimi uns mapas, joguei umas roupas na mala e esperei a carona. Esperávamos fazer o trajeto em pouco menos de 500 quilômetros em umas 5 horas. Não foi bem assim. Saímos por volta das 11h da manhã. Fui de co-piloto, mas como não dirijo e tenho o senso de direção de uma batedeira Wallita, minha real função era matraquear e manter a motorista acordada, já que o carro estava sem som. No máximo ler umas placas na estrada. Já na Avenida Brasil, minha amiga designer pergunta: "Maloca, Belo Horizonte é pela Dutra ou pela Rio-Juiz de Fora?". "Babou. Isso não vai dar certo", pensei. Um bom amigo me informou pelo celular que ela pela Rio-Juiz de Fora. A estrada é bonita, o dia estava agradável e o CD-player não fez falta. Como era de se esperar, ficamos perdidos em Belo Horizonte até encontrar a estrada para a Serra do Cipó. Mas achamos. Só lá pelas 23h30 é que chegamos à pousada Capim do Mato. Pela hora, era tomar banho e dormir para acordar cedinho e pegar a trilha. A pousada fica na estrada de terra que leva à entrada do Parque Nacional da Serra do Cipó. O parque não engloba todas as atrações da região. Muitas estão em propriedades privadas, que cobram ingressos para os visitantes. O parque em si tem duas atrações principais que dispensam guias: a Cachoeira da Farofa e o Cânion. Para se locomover pelo parque, pode-se optar entre caminhar, alugar bicicleta ou cavalo. Optamos pela caminhada, como era a idéia original. Eram 8 km até a cachoeira e 12 km até o Cânion. A trilha é tranquilíssima, plana e bem demarcada. Mas não teria condições de andar 24 km (ida e volta) e estar de volta à sede do parque às 18h, como era obrigatório. Portanto, optamos pela cachoeira. Como disse, a trilha é tranqüila. A vegetação de cerrado e as formações rochosas são um deleite para os olhos. O caminho é cortado por três córregos fáceis de atravessar a pé. Quase no final do caminho, a vegetação fica mais densa e o terreno mais irregular, mas nada demais. Ao chegar na cachoeira, a recompensa pela caminhada. A queda d'água tem uns 15 metros de altura (creio) e forma um poço cercado por pedras em que se pode sentar, até mesmo deitar, e curtir o visual. A água, lógico, estava geladíssima. Tive uma idéia de como se sente uma lata de cerveja. O negócio é molhar os pulsos e a nuca e não pensar muito, mergulhar logo. Com cuidado, claro. Afinal, como diz um aviso que vi em outro ponto "cachoeira não é piscina". Não sei quanto tempo fiquei ali a observando a cachoeira, ouvindo o som da água nas pedras e pensando em nada, num certo transe. Quando o sol começou a baixar, começamos o trajeto de volta. Só então comecei a sentir alguns mosquitos (estranho, já que eles parecem me adorar). Senti o cansaço quando faltavam 3 km para a sede. Ao chegar, agradeci à minha amiga por não ter aceitado minha idéia "empolgada" de caminhar desde a pousada até a entrada do parque, percurso que fizemos de carro. Àquela altura, alguns quilômetros a mais seriam bem sofridos. De volta à pousada, só queria tomar um banho e dormir, torcendo para não acordar dolorido como se tivesse levado uma surra de cacetete. Acordei melhor do que imaginava. Claro que meu rotundo e sedentário corpo reclamou, mas só pensava em aproveitar ao máximo o dia. Cogitamos o Cânion, que pelas fotos é paisagem de filme. Perguntamos à Perpétua, uma senhora nascida e criada na região que trabalhava na pousada, se havia um roteiro mais leve. Ela indicou a Cachoeira da Capivara, um ponto a 40 minutos a pé de onde se podia deixar o carro. Trata-se de um dos pontos "privados". Ou seja, paga-se um ingresso ao dono das terras. De carro, foram cerca de 20 minutos subindo a serra. Para chegar na cachoeira, contudo, era preciso descer uma trilha de uns 2 km ladeira abaixo. Descer até que foi moleza. A caminhada foi de cerca de uma hora, sem tombos, até a queda d'água. Ainda mais bonita que a anterior. Naquele ponto, a cachoeira tem dois níveis, intercalados por poços onde se pode nadar. Como era época de seca, a água não cobria todas as pedras de cada nível, formando um mirante de onde se via a cachoeira de cima. O que dizer? Desbundante.
Se a descida foi tranqüila, o mesmo não posso dizer da subida. Não foi preciso chamar o socorro por helicóptero, mas em alguns momentos lamentei meus 20 anos de tabagismo. Com uma boa dose de esforço, sobrevivi. Depois disso, só queria saber de tomar um banho e dormir. No dia seguinte, embicamos para Belo Horizonte. Foram só dois dias no mato, por assim dizer, e queria ter ficado mais alguns. Infelizmente, não deu. Fica para a próxima. Como elocubrei outro dia numa conversa: tempo, só existe o psicológico; memória, só a afetiva. Dois dias naquele lugar foram o equivalente a um mês da minha "rotina". Considerando que se vive efetivamente (em total liberdade) poucas horas por dia, faz sentido. E dois dias de um viver tão intenso me encheram de boas memórias, muitas aparentemente irrelevantes, mas que fizeram muito sentido para mim. Como disse Al Pacino em "Perfume de Mulher", em alguns minutos se vive uma eternidade. Correção: A fala exata de Al Pacino em "Perfume de Mulher" é "Some people live a lifetime in a moment", cuja tradução na legenda é "Vive-se uma vida em um momento", como mostra este clipe no YouTube. O resto foi é livre interpretação deste humilde escriba.
|
|