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Marlos Mendes

Sexta-feira , 30 Janeiro, 2009

Uma olhada no Internet Explorer 8

Tela de abertura do Internet Explorer RC1

Instalei o RC1 do Internet Explorer 8 (IE8). Para quem não lembra, RC é sigla para release candidate, ou seja, é a primeira versão que pode ser lançada como definitiva. De cara, não me parece muito diferente do que a versão anterior, beta 2. Continua meio lenta ou é impressão minha? A instalação foi bem tranquila. Você pode baixar o programa de instalação aqui. Se estivesse usando o IE 7, continuaria com ele. Primeiro porque é mais estável (claro, estamos falando de uma versão final), segundo porque entre as principais novidades da versão 8 não há nenhuma que me pareça matadora. Pelo menos não tanto quanto a navegação por abas, copiada do Firefox. As novidades mais promissoras são os aceleradores e a pesquisa visual.

1. Aceleradores
Prometem acesso mais rápido a outras interfaces. Por exemplo: digamos que você tenha visto uma notícia interessante e quer mandá-la para alguém por webmail ou publicá-la me seu blog. O convencional seria abrir uma nova janela de navegação, copiar e colar. No IE8 você seleciona o trecho desejado e clica numa seta azul que aparece em torno do trecho para abrir um menu de contexto com a opção de acelerador a ser usado. Pode ser mandar pelo webmail ou postar no blog. Se for o nome de um lugar, pode localizá-lo no mapa. Além dos produtos da casa, como Windows Live Mail (hotmail), Live Spaces (blog) e Live Maps, pode-se optar por concorrentes, como o Gmail, por meio de um gerenciador de aceleradores.

2. Navegação InPrivate
No menu Ferramentas/ Filtragem InPrivate. Abre uma sessão do navegador em que não são gravados cookies, histórico e outros registros que indiquem que você passou por um determinado site. Um método um pouquinho mais cômodo de limpar o histórico de navegação, que já podia ser feita com outros comandos. Por outro lado, promete evitar que seus hábitos de navegação sejam monitorados por outros.

3. Web Slices
Segundo o site da MS, é um recurso para acompanhar atualizações de sites por meio de alertas na barra de Favoritos. A idéia é a mesma dos feeds RSS: você é alertado quando há conteúdo novo em vez de ter que ir até o site a procura de conteúdo novo. Com tanto leitor de RSS por aí, inclusive em versões web como o Bloglines, será que a Microsoft consegue impor um novo padrão? Mais trabalho para os programadores.

4. Sugestões de pesquisa
Digite um termo no seu provedor de pesquisa (Google, Windows Live, Wikipedia) e receba sugestões de resultados relevantes para o provedor e resultados com base no seu histórico de navegação. Mais inovador parece a "pesquisa visual". Segundo o site, ao pesquisar por "tempo em Seatle", o resultado será uma visualização das condições de tempo na cidade.

5. Filtro SmartScreen
Recurso que verifica se a página que você está visitando faz parte de uma lista lista de sites confirmadamente maliciosos. Dá uma sensação de segurança, ok. A McAfee tem um aplicativo web parecido. Mas vale lembrar que o fato de um site não estar na lista quer dizer apenas que ele não está na lista e não que ele é inofensivo. Também vale lembrar que as páginas para espalhar malware e aplicar falcatruas mudam de endereço e se reproduzem com velocidade de praga bíblica.

De cara posso dizer que gostei da página blank. Nela há links para as últimas URLs visitadas (como no Google Chrome), opção de abrir a última sessão, além de links para os aceleradores. Experimentei os beta 1 e 2 do IE e confesso não ter morrido de amores. Com ambos tive problemas de instabilidade e lentidão. Torço para que este RC1 apague as impressões negativas que tive.

Menu de contexto dos aceleradores no Internet Explorer 8

Sexta-feira , 23 Janeiro, 2009

Vídeos no Google Chat

Mais um recurso bacana no chat do Gmail: ao receber o link de um vídeo do YouTube ou do Google Vídeo, você pode assistir ao vídeo na janela do chat, sem precisar abrir uma nova sessão do browser. Bacana.

Quinta-feira, 22 Janeiro, 2009

O 'celular' do Obama

O smartphone Sectera Edge deve ser o novo blackberry do presidente Barak Obama

O presidente dos EUA, Barak Obama, disse, pouco antes de tomar posse, que faria de tudo para continuar com seu Blackberry. Segundo o blog de Mark Ambinder na revista The Atlantic, vai cumprir a promessa. O modelo mais provável seria um Sectera Edge, da General Dynamics, fabricante de equipamentos bélicos.

Segundo o post de Ambinder, uma agência do governo Obama, provavelmente a NSA (Agência Nacional de Segurança), instalou um pacote de criptografia superpoderoso num blackberry convencional da Casa Branca. Os aparelhos da Casa Branca, contudo, não teriam condições de lidar com mensagens criptografadas, exceto o Sectera Edge.

O Sectera Edge tem conexão segura (criptografada) para voz e dados e pode acessar redes de acesso restrito do governo. O aparelho, não muito diferente de um PDA comum, foi desenvolvido para um programa de aparelhos portáteis da NSA, e tem selo de qualidade da agência.

Compatível redes GSM e CDMA, tem conexão Wi-Fi e é duro na queda: resiste à água, poeira a quedas repetidas de pouco mais de um metro sobre concreto. O sistema operacional é uma versão do Windows, que inclui programas como Word, Excel, Powerpoint e Media Player. Além de Internet Explorer, Word Pad e Messenger, que, segundo o site ZDnet, foram aprovados pela NSA para lidar com conteúdo top secret (mais uma prova de otimismo da nova era?).

Preço do brinquedo: 3.350 dólares (cerca R$ 8 mil)

Obama, provavelmente o candidato que mais explorou a Internet numa campanha eleitoral, já declarou a intenção de manter contato online com seus eleitores. Ele já declarou que o blackberry é seu gadget favorito, e, antes de assumir o cargo, não desgrudava do aparelho. O site Casa Branca já foi reformulado, mas os computadores não têm acesso a programas de mensagens instantâneas.


Domingo, 18 Janeiro, 2009

Será que a Apple sobrevive sem Steve Jobs

A saúde de um único homem pode afetar a saúde toda uma empresa? No caso de Steve Jobs e da Apple, é certo que sim. Mais do que fundador da empresa, Jobs é sua personificação, um sujeito tido como de temperamento e idéias brilhantes, guru para um legião de fãs dos produtos Apple. Jobs já enfrentou um tipo raro de câncer anos atrás. Agora, mais magro, admitiu estar com problemas de saúde e saiu de cena. A saúde de Jobs e a sucessão na Apple são a grande preocupação dos acionistas.

Sob seu comando, nos anos 80, a empresa criou e lançou um computador pessoal para o consumidor médio, cujo principal objetivo era ser fácil de usar. Pouco depois, foi afastado do comando e a Apple quase afundou. Jobs reassumiu o controle, implementou reformas, como a redução drástica na quantidade de produtos no mercado e o investimento em marketing. Sob sua batuta foram lançados produtos inovadores, como o iBook, e a jóia da coroa, o ipod, que acabaria por conquistar o mundo e dar novo folêgo à companhia.

Lançado no final do ano passado, o livro A Cabeça de Steve Jobs, de Leander Kahney, é uma ótima leitura para quem deseja entender um pouco mais do homem e da empresa que ele personifica. Kahney, editor da revista eletrônica Wired.com e setorista da Apple há mais de 12 anos, traça uma biografia atraente, evitando a mitificação do gênio solitário que conquistou o mundo, e mostrando como a personalidade de Steve Jobs -- perfeccionista, autoritário, convincente, transgressor, mais preocupado com a experiência do usuário do que com a linha de montagem -- influenciaram de maneira decisiva o destino da Apple.

É uma leitura interessante para qualquer um que se interesse por tecnologia, design, marketing e gestão de empresas, não apenas para os fãs dos Macs. O livro ajuda a entender como Jobs fez história à frente da Apple e deixa no ar a pergunta. Será que a Apple conseguirá sobreviver sem seu grande mentor intelectual? Tomara que sim.