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Marlos Mendes

Sexta-feira , 31 Julho, 2009

Vídeo caseiro no YouTube levanta carreira de Chris Brown

Chris Brown, em audiência sobre a agressão à namorada RhiannaSome um astro da música pop, usuários que usam uma música desse astro num vídeo caseiro, um vídeo no YouTube. Normalmente, o resultado seria mais um processo na justiça contra uso não autorizado de material protegido por copyright, e algum representante da indústria fonográfica alertando para o crime de usar e distribuir músicas na Internet, comprovando sua tese com números catastróficos sobre queda nas vendas de CDs.

Não foi esse o caso do vídeo caseiro que em uma semana levantou a carreira do cantor Chris Brown, aumentando em nada desprezíveis 1.721% o volume de músicas de vendidas (sim, vendidas!) por downloads legalizados em uma semana. Foram os recém-casados Kevin Heinz e Jill Peterson, de Minnesota, os responsáveis pelo trabalho que nem agentes de Brown não conseguiram realizar.

Kevin e Jill são os noivos de um vídeo caseiro publicado no YouTube em que noivos e padrinhos entram na igreja dançando e fazendo estripulias ao som de "Forever", de Chris Brown. O vídeo foi publicado no domingo, 19 de julho, e já na quinta-feira, 23, estava no topo da lista dos mais vistos no YouTube, com 12.1 milhões de exibições.

Por coincidência, no dia seguinte à publicação do vídeo do casamento, Chris Brown pôs no mesmo YouTube um vídeo em que comenta as histórias de agressão à namorada Rihanna, com quem mantém um relacionamento entre tapas e beijos no melhor estilo Tina & Ike Turner. O vídeo confessional foi visto 2,1 milhões de vezes (ou seja, menos de 20% da audiência do casamento)

É muito improvável, portanto, que o sucesso do vídeo do casamento tenha sido impulsionado por fãs de Brown que buscavam as explicações do cantor e chegaram inadvertidamente ao outro vídeo. E difícil imaginar que Chris Brown tenha visto a brincadeira com sua música e pensado em pegar carona já que ele é uma celebridade nos EUA.

O certo é que o sucesso da cerimônica de Kevin e Jill foi tanto que ele acabaram sendo entrevistados pelo programa matinal "Today", uma espécie de "Hoje em Dia" da rede americana NBC, e repreduziram a coreografia no mesmo programa no dia seguinte.

Os recém-casados podem não ter faturado nada além dos seus minutinhos de fama na Internet, mas Chris Brown se deu bem. Na semana de 20 a 26 de julho, foram 50 mil downloads pagos de suas músicas, ou seja, 1.721% em relação a semana anterior, e a melhor semana para o cantor desde o Natal de 2008, quando a mesma "Forever" teve 77 mil downloads pagos.

Agora imaginem se os advogados da gravadora de Brown tivessem combatido com processo na justiça mais uma deplorável infração dos direitos autorais? Provavelmente os downloads pagos não teriam acontecido e, pior ainda, Brown não teria voltado a chamar atenção por sua música, ficando suas aparições na mídia restritas aos amassos na cara de Rhianna.

O episódio mostra que as leis dos direitos autorais precisam se adaptar à nova realidade da reprodução, transmissão e manipulação de conteúdos em formato digital. E que Internet livre de leis da civilização analógica pode gerar lucro.

O vídeo do casamento de Kevin Heinz e Jill Peterson ao som de "Forever"


PirateBay proibido na Holanda

Uma corte de Amsterdã determinou que o PirateBay não permita mais o acesso de usuários situados na Holanda, informou o site Slick. Se não cumprir a decisão, a Global Gaming Factory (GGF) será multada em 30 mil euros por dia (cerca de R$ 78 mil), valor que pode chegar no máximo a 3 milhões de euros (em torno de R$ 7,8 milhões). O processo movido pela Brein, entidade de defesa dos direitos autorais na Holanda, e os PirateBay começou contra os três fundadores do serviço: Gottfrid Svartholm, Fredrik Neij e Peter Sunde. Eles acabaram vendendo o site para a GGF, que anunciou a elaboração de um modelo de negócios para remunerar os usuários pela troca de músicas, e pagar os direitos aos seus detentores. Segundo o site, a decisão ignora que a propriedade do PirateBay mudou de mãos várias vezes. O mais curioso é que a condenação cai justamente sobre quem tentou legalizar a troca de músicas e filmes por meio de um modelo novo.

Palestra com criador do Facebook será transmitida na Internet

Quer assistir à palestra que Mark Zuckerberg, criador do Facebook, fará nesta terça-feira na Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), em São Paulo? Acesse www.facebook.com/fgvcenn às 11h (horário marcado para o começo da palestra) e confira a transmissão ao vivo (streaming). A palestra é promovida pelo Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios (FGVCenn) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) e pelo Facebook.

Technorati chega ao Twitter

Home do Twittorati

O Technorati, conhecido por criar um influente ranking de blogs gringos, fonte de inspiração brasileiro BlogBlogs, começa a meter o bedelho no Twitter com o lançamento do Twittorati (http://twittorati.com). Como o nome sugere, um ranking de tuiteiros mais influentes no Twitter em inglês. De cara, relaciona os top 100 da lista do Technorati, mostra o que esses "mais influentes" estão blogando e tuitando e como esses comentários estão repercutindo na rede. Tem ainda uma lista de links mais populares, últimos pios (é, a tradução de tweet é pio, não à toa o ícone do serviço é um passarinho), além de um quadro com a relação de trend topics (assuntos do momento) na blogofera e na tuitosfera (não consigo me acostumar a esse termo, mas vou me esforçar).
De cara, o serviço não adianta muito para a tuitosfera (ual, escrevi de novo!) verde-amarela. Para monitorar os assuntos que estão bombando, os links mais acessados e os vídeos mais vistos, o caminho ainda é o ótimo Migre.me (http://migre.me). Se você ainda não usa este site para encurtar suas URLs, considere fazê-lo, pois será mais uma ajuda para monitorar os pios em português.
E não é demais lembrar, para identificar o assunto (topic) do seu post (ou tweet), use a tralha (#) antes da palavra-chave. É com base nesse ícone que são contabilizados os termos mais assuntados na rede.