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Marlos Mendes
 

Quinta-feira, 9 Outubro, 2008

Pixon, um exagero de resolução

Samsung Pixon: touchscreen e câmera de 8 megapixelsO tamanho do touchscreen é o mesmo do iPhone, mas a resolução da câmera... quanta diferença. A Samsung apresentou ontem o Pixon, smartphone com visor sensível ao toque e câmera de 8 megapixels. Mais do que os 5 megapixels do N95. Segundo a Samsung, é o celular com câmera mais fino do mundo: 13.8 mm de espessura.

Samsung Pixon: touchscreen e câmera de 8 megapixelsA câmera tem ainda zoom digital de 16 vezes, recursos de reconhecimento facial e geo tagging (que insere dados sobre as imagens para faciltar a organização). A memória é de 200MB, expansível por cartão microSD. Grava vídeo, tem rádio FM, saída para TV, Bluetooth e USB. O Pixon traz alguns aplicativos na memória para funções como previsão do tempo e cotações da bolsa. A Samsung não detalhou preços. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.


Quarta-feira, 8 Outubro, 2008

Blackberry Storm tem touchscreen no lugar do teclado QWERTY

BlackBerry Storm será lançado no exterior ainda este anoO Blackberry conquistou executivos e profissionais que precisam lidar com mensagens e documentos enquanto estão em trânsito principalmente por conta do teclado QWERTY, em que cada tecla corresponde a uma letra, ao contrário do teclado comum dos celulares, feito para digitar números, não textos. De olho no varejo, e não apenas nos executivos, e no sucesso do iPhone, a RIM aposta num smartphone em que o teclado dá lugar ao visor touchscreen.

Entre as características, além do touchscreen, câmera de 3,2 megapixels, GPS e Bluetooth. Não tem Wi-Fi. A versão internacional do aparelho será compatível com as redes 3G usadas no Brasil (HSDPA na freqüência 2.100 MHz).

Em sua versão internacional, o BlackBerry Storm será compatível com redes 3G usadas no Brasil "A interface clicável é uma maravilha tecnológica. É revolucionária", diz Jim Balsillie, executivo-chefe da RIM. O aparelho será lançado ainda este ano nos EUA (pela Verizon), Europa, Índia, Austrália e Nova Zelândia (Vodafone) e o preço ainda não foi revelado.

Fiquei curioso em saber como me sairia digitando nesse gadget. Meu desempenho num BlackBerry convencional não é dos melhores, eu me enrolo com o teclado do mesmo jeito, mas já vi quem levasse alguns minutos para começar a digitar bem rápido usando os polegares. No evento de lançamento da Vivo, pude manusear rapidamente o iPhone. Com relação ao teclado virtual, o que me chamou a atenção foi a forma de confirmar a digitação. Você toca numa tecla e, ao avastar o dedo, ela é ampliada rapidamente, mostrando o que será escrito. Como imaginava, não fui um exemplo de desenvoltura ao tentar redigir uma mensagem. Será que usuários que trocam muitos e-mails e lidam com documentos no celular vão preferir o teclado virtual do touchscreen ao QWERTY? Será que o Storm vai se tornar apenas uma alternativa ao iPhone, como outros aparelhos com touchscreen?

Terça-feira, 7 Outubro, 2008

Lei seca chega ao Gmail

Quem nunca tomou algumas doses de coragem, se animou a mandar um e-mail no meio da noite e se arrependeu no dia seguinte, praguejando entre refrigerantes e neosaldinas? Para evitar a ressaca moral dos internautas etílicos, o Gmail acaba de lançar um dispositivo tipo lei seca do e-mail. A mensagem só é enviada se o autor revolver algumas operações matemáticas num intervalo de alguns segundos. Coisa simples, tipo 69 menos 38, 11 vezes 2 e por aí vai. Se conseguir fazer as contas, o Gmail considera que ele realmente sabe o que está fazendo e manda o e-mail. O recurso é opcional (acesse a área labs do seu Gmail) e ativado por default de madrugada, mas só nos fins de semana. Quer dizer, é para bebuns eventuais, não beriteiros empedernidos. Após logar no Gmail, clique sobre a pipeta verde que aparece no alto da tela, à esquerda da opção Settings. O filtro se chama Mail Googles. Após habilitá-lo, vá em General para configurá-lo de acordo com sua preferência. Pode-se escolher os dias da semana e o horário em que o recurso funcionará, assim como o grau de dificuldade (de 1 a 5) para as contas. O serviço pode ser uma mão na roda, afinal, direção não combina com álcool, muito menos com e-mail.Confira mais no blog do Gmail.

Sábado, 4 Outubro, 2008

"O Jogo": confissão incrível ou ficção barata?

Capa do livro O jogo, de Neil StraussAlgumas histórias reais são tão mirabolantes que ficariam ruins como ficção. O que as salva e terem acontecido de fato. Por isso o apelo do "baseado em fatos reais", somado a um título de impacto, pode ser determinante para o sucesso de um livro. "O Jogo. A bíblia da sedução" do jornalista americano Neil Strauss é um bom exemplo.

Especialista em rock, Strauss escreve para o New York Times e para a Rolling Stone, e já publicou livros sobre Mötley Crue, Marilyn Manson e sobre a atriz pornô Jenna Jameson. Em "O Jogo", ele se propõe a contar sua trajetória erótica e sentimental de nerd solitário sem nenhum traquejo com o sexo oposto que se transforma num conquistador irresistível após ingressar numa confraria de artistas da sedução. Quem duvidar da veracidade do relato terá dificuldade em passar dos primeiros capítulos.

O texto é leve e Strauss domina as técnicas básicas para manter a atenção. Como dizer que ele mesmo não acreditaria na sua história se lhe fosse contada por outra pessoa. E começar o livro pela descrição de um acesso de loucura e decadência de seu mestre, Mystery, o sedutor-mor, induzindo o leitor a pensar que, como um Prometeu do sexo, o homem que roubou dos deuses o segredo do fogo feminino acabou por cair em maldição.

Com base em estudos pouco ortodoxos de psicologia, antropologia e comportamento humano, Mystery cria um sistema para transformar solitários desajustados em máquinas sexuais que saem para "caçar" mulheres e sempre voltam para casa acompanhados, ou com os bolsos repletos de números de telefone. Eles não têm nomes, apenas alcunhas, para separar o homem comum de seu alter-ego caçador. A confraria vira um lucrativo negócio de workshops, ganha ramificações, competidores, e se espalha como um vírus pelos EUA. Depois de muitas aventuras, a "subcultura" foge ao controle e Style (codinome de Strauss) perde o interesse no jogo, saindo em busca de algo a mais. Brinde para quem desconfiar que isso termina como novela das oito.

Fruto da experiência vivida ou da observação atenta do comportamento alheio (quem sabe nas festas em que ficava num canto, sem saber onde esconder as mãos, enquanto outros "caçavam"), Strauss conta episódios para demonstrar o método de Mystery de como abordar, atrair e manter a atenção, e chegar aos finalmentes. Não será difícil o leitor encontrar alguma situação que já tenha presenciado, ou pelo menos alguma semelhança. A impressão fortalece o apelo do "baseado em fatos reais".

Enquanto descreve o método e suas aplicações, Strauss sugere que o ponto principal é tornar seus seguidores mais autoconfiantes. Com isso, ele deixa o leitor numa sinuca: ou ele fareja o engodo e desiste da leitura, ou começa a crer que tem nas mãos um conhecimento proibido. Ou ele já é autoconfiante o suficiente para seguir aquela patacoada, ou acredita ter descoberto a pedra filosofal da sedução, e passa a confiar mais no próprio taco. Até aqui, Strauss mereceria um título de benfeitor dos solitários.

Mas a história (ou a vida de Style) desanda. De repente, o homem que se tornou ídolo de um grupo, símbolo do aprimoramento pessoal, sente o fastio de ter que sair cada noite com uma modelo diferente e é pressionado pela necessidade de algo mais profundo, que o torne mais completo. Ele, então, abre mão de tudo para se entregar ao "verdadeiro amor". Como se dissesse ao leitor que aquilo que ele não tem e tanto deseja (afinal, ele comprou um guia de sedução) de nada vale no fim das contas. Fosse um livro sobre dietas, Strauss terminaria tentando convencer o gordo que o importante é a beleza interior e estar bem consigo mesmo. Mais um prêmio de benfeitor angariado.

No fim das contas, fica a dúvida. Se tudo é verdade, Strauss foi vítima de uma paixonite incurável e perdeu o rumo, ou resolveu abrir o jogo para acabar com o negócio de workshops dos rivais, virando a mesa e faturando algum? Ou será que ele apenas usou a premissa confessional para embalar uma ficção moralista? Em ambos os casos, uma jogada (ou blefe) de mestre.

Sexta-feira , 3 Outubro, 2008

Vivo estréia site sobre iPhone uma semana após início das vendas

Uma semana depois de começar a vender o iPhone 3G no Brasil, a Vivo estreou hoje em seu site uma área dedicada ao aparelho. Além das tabelas com planos e preços, o internauta pode se inscrever na "lista de espera" (na verdade, uma lista para receber informações sobre o produto e ser contatato). Em: http://www.vivo.com.br/iphone/

A Claro está vendendo o smartphone da Apple em seu site. Em: http://www.claro.com.br

Quarta-feira, 1 Outubro, 2008

Mande uma pergunta por vídeo para seu candidato. Ela pode ser exibida e respondida na TV

Tela da enquete do Orkut para eleições nas capitais / reproduçãoEntrou no ar hoje o Google Eleições, site que busca a convergência entre ferramentas do Google (Orkut, Youtube, Google Maps Google News) e programas de TV, com conteúdo da Band. A novidade estréia a apenas quatro dias das eleições, mas pelo menos terá a oportunidade de ser testada no segundo turno.

No Orkut, adiciona-se um aplicativo (app) para votar num candidato a prefeito da capital, escolhendo o estado numa caixa de diálogo. O site afirma que o voto é único, mas é difícil imaginar que a votação não será contaminada, como costuma acontecer em enquetes. Como será o controle dos votos? Por cookie? Isso é bem fácil de driblar.

Por volta das 17h30 de hoje, algumas horas depois do lançamento do site, Gabeira liderava o "Data Orkut" para prefeito do Rio com 39.25%.

Fernando Gabeira: 39.25%
Eduardo Paes: 32,37%
Jandira Feghali: 13.3%
Chico Alencar: 5.32%
Alexandre Molon: 4.66%
Marcelo Crivella: 3.99%
Antonio Carlos: 1.77%
Solange Amaral: 1.33%
Eduardo Serra: 1.33%
Felipe Pereira: 1.11%
Paulo Ramos: 0.22%

Canal Eleições do YouTube / ReproduçãoA iniciativa mais promissora está no YouTube. O site de vídeos ganhou um canal Eleições 2008. O qual o eleitor faz uma pergunta por vídeo e manda para o canal. A Band escolhe as melhores e pede aos candidatos que respondam. As melhores respostas serão exibidas nos programas jornalísticos da Band e no canal do YouTube.

O internauta não poderá mencionar o nome de nenhum candidato no vídeo com a pergunta, nem poderá se dirigir a um candidato específico. A questão precisa ser endereçada a todos os candidatos da cidade. Para Participar, o internauta deve se inscrever no canal, usando sua conta no YouTube ou sua conta no Google (a mesma usada para Gmail e Orkut).

Gadgets Google Mapas e Google News / ReproduçãoA participação do Google Mapas e do Google News não é tão empolgante. Resume-se a dois gadgets que o internauta pode adicionar a sua home iGoogle. O mapa pode ser usado para localizar o local de votação e o Google News para filtrar as notícias sobre o pleito numa cidade.

Merece aplausos e elogios toda iniciativa que busque usar a Internet (e qualquer tecnologia) para aumentar a participação popular e aprimorar a qualidade do debate político. Palmas para o Google e para a Band.

Contudo, acho que o site terá mais efeito em termos de marketing. O Orkut é um sucesso absoluto entre os brasileiros? Sem dúvida. Mas usá-lo apenas para atrair público para um enquete de pouco valor científico é pouco para um fenômeno de audiência como o Orkut. Apesar de questionáveis e indesejadas, as comunidades do tipo "eu odeio" têm impacto muito maior.

Muitos com acesso à Internet usar a rede para descobrir onde votar? Certamente. Escolha estado, cidade, indique a zona e a seção eleitoral para ver o endereço no mapa. Peça mais detalhes para abrir outra janela do browser no Google Mapas. O site do TRE (pelo menos o do Rio de Janeiro) também cumpre a função. E seu banco de dados pode ser replicado em qualquer site, o que os portais nacionais devem fazer. Como site do TSE o serviço de localização está fora do ar, o gadget é alternativa para que não puder contar com o TRE.

Um filtro que selecione as notícias por candidatos interessa ao leitor? Não sei. Tenho a impressão que será mais útil para as assessorias e clipadoras, mas mal não faz.

O ponto fraco desses gadgets (mapas e notícias) é estarem presos ao iGoogle, que é um página que tende a ser lenta por conta da quantidade de código. Acho a idéia do iGoogle ótima, mas a experiência é fraca por conta da lentidão.

O canal do YouTube é a mais convergente das iniciativas do pacote. Em se trantando de uma mídia de alto impacto como a TV e de um assunto sério como eleições, não é possível deixar a natureza anárquica da Internet prevalescer. Há que se ter um controle sobre o conteúdo. Mas porque não deixar o internauta escolher algumas das perguntas? Poderia haver uma votação no canal, ou dar visibilidade às "video-perguntas" mais visitadas.

Os álbuns do Picasa também poderiam ter entrado no pacote. Talvez um ambiente em que o eleitor pudesse mandar fotos denunciando os problemas de sua região e pedindo soluções. Da mesma forma que as áreas de fotos do leitor recebem muitas contribuições nos sites noticiosos, uma iniciativa similar no Picasa poderia fazer sucesso. Seria um incentivo à participação política do internauta, que se sentiria representado ao ver seu problema exposto na rede, e mais uma forma de o candidato conhecer os anseios do eleitor. Fica a sugestão.

Terça-feira, 30 Setembro, 2008

Rio Info 2008 reúne empresários e profissionais de TI no Hotel Glória

De hoje à quinta-feira, profissionais de TI, empresários e acadêmicos estarão reunidos no Hotel Glória para o Rio Info 2008, principal evento de tecnologia da informação no Rio de Janeiro. O evento terá mais de 80 palestras de especialistas brasileiros e estrangeiros organizadas em três fóruns: tecnológico, negócios, e oficinas. Convergência, mobilidade, novas tecnologias e oportunidades de negócios estão entre os temas em debate. Confira a programação completa em: http://www.rioinfo.com.br.

Domingo, 28 Setembro, 2008

Faustão inventa o iPod 3G no Domingão

Há algumas semanas (talvez meses), a Claro está patrocinando as videocassetadas do Faustão. Primeiro, o apresentador falava dos modens 3G da operadora. Com o lançamento do iPhone no Brasil, na quinta-feira, era de se esperar que o celular da Apple se tornasse a estrela do merchandising do Domingão.

O pessoal do marketing da Claro deve ter suado frio quando viu o Faustão entrar ao vivo às 20h35 e anunciar o "iPod 3G da Claro". Faustão exibiu um iPhone para as câmeras, disse e repetiu "iPod 3G da Claro". E fez uma brincadeirinha ensaiada, perguntando se o espectador estava com inveja. Passada a primeira videocassetada, e certamente depois de um aviso pelo ponto, Faustão se corrigiu. "Não é iPod, é iPhone 3G. Estou com iPod na cabeça". E repetiu seu número, exibindo o aparelho e fazendo se o espectador estava com inveja.

Talvez o espectador não tenha ficado com inveja porque não foi apresentado às qualidades do aparelho. Ficou apenas sabendo que o Faustão ganhou um iPhone de graça. Se o simpático apresentador tivesse falado o preço do iPhone, talvez o espectador ficasse com inveja.

Quinta-feira, 25 Setembro, 2008

Pacotes de dados da Vivo para iPhone vão de 250 MB a ilimitado

A Vivo confirmou há pouco os preços para o iPhone 3G. As franquias contam com minutos livres locais, torpedos SMS e pacotes de dados que variam de 250 MB a uso ilimitado. Para essas ofertas, o preço do modelo de 8GB varia de R$ 899, no Vivo iPhone Completo, a R$ 1.499, no Vivo iPhone 50. No pré-pago ou para quem não quer mudar de plano, o aparelho de 8GB sai por R$ 1.899 e o de 16GB por R$ 2.199.

Vivo anuncia iPhone a partir de R$ 899

O presidente da Vivo, Roberto Lima, afirmou em entrevista à Reutersque a operadora vai vender o iPhone 3G de 8GB por R$ 899 e o de 16 GB por R$ 2.199. Segundo Lima, a partir desses preços básicos, serão fornecidos descontos de acordo com o perfil do cliente, o tempo em que ele está na base da operadora e o plano de minutos que ele tem. Dos 42 milhões de assinantes, a Vivo acredita que algo como 1 milhão possam ter interesse no iPhone. Segundo Lima, a Vivo tem um lote de 200 mil iPhones, quatro vezes mais do que a Claro. "Acredito que vamos conseguir atender a demanda", disse.