
Militante lésbica, a cantora e compositora Melissa Etheridge sempre esteve fora do armário, mas, na madrugada desta segunda-feira, 26 de fevereiro, ela ousou dizer o nome de seu amor para as câmeras que transmitiam a cerimônia de premiação do 79º Oscar. Ao receber seu Oscar pela razoável canção I Need to Wake Up, composta para a trilha do documentário Uma Verdade Inconveniente, a roqueira fez questão de saudar sua mulher, que foi imediatamente focalizada pelas câmeras. Ninguém ficou exatamente surpreso, mas o gesto não deixa de representar bem-vinda demonstração de força, coragem e de equilíbrio emocional. As meninas devem estar em festa, pois Etheridge derrotou outras meninas, as do musical Dreamgirls, que concorria na categoria com três canções, mas não levou nada. Se bem que Jennifer Hudson não tem do que reclamar. Como era previsível, ela saiu da festa com a estatueta de Atriz Coadjuvante pela interpretação da desbocada Effie White. A gordinha tá podendo. Mas Hudson, Beyoncé e Anika None Rose bem que podiam ter gritado menos e cantado mais ao defender as canções na cerimônia. Abaixem o tom!!!
Já que o assunto é Oscar, Geléia Geral aproveita e saúda o argentino Gustavo Santaolalla, que ganhou novamente o Oscar pela trilha sonora de Babel (aliás, o filme foi um dos grandes injustiçados da noite). Santaolalla já tinha recebido seu Oscar no ano passado pela trilha de O Segredo de Brokeback Mountain, o épico gay de Ang Lee, e mereceu levar de novo o prêmio máximo do cinema. Com uma babel de sons elegantes, Santaolalla criou uma trilha à altura do filme intercontinental de Alejandro González Iñarritu. O céu já é o limite para o passe do compositor...
Mais música no Oscar: a premiação de Ennio Morricone pelo conjunto da obra foi mais que merecida. O mestre sempre esteve em forma ao criar a música de mais de 400 filmes. Ele ganhou seu Oscar ao som do lindo tema principal de Malena. E fez discurso em italiano. Luxo só!