Filho de Elba toca guitarra no disco da cantora

A imagem acima, que achei linda, está no encarte do novo disco de Elba Ramalho, Balaio de Amor, que chega às lojas em abril pela gravadora Biscoito Fino (o que já é uma garantia de que o disco vai ser bem distribuído - coisa que não aconteceu com o DVD Raízes e Antenas). Uma das curiosidades é que no balaio de Elba cabe a guitarra do filho, Luã Ramalho Mattar. O rapaz toca na faixa Seu Aconchego. Dominguinhos, velho companheiro musical da cantora, também está presente no disco, assinando duas músicas (Ilusão Nada Mais e Riso Cristalino) e cantando e tocando sua sanfona numa delas. Eis o repertório completo do disco, de tons mais populares:
Fuxico (Flávio Leandro)
Um Baião Chamado Saudade (PetrônioAmorim e RogérioRangel)
Riso Cristalino (Dominguinhos e Climério Ferreira)
Não lhe Solto Mais (Antonio Barros e Cecéu)
Me Dá seu Coração (Accioly Neto)
Oferendar (Xico Bezerra)
É Só Você Querer (Nando Cordel)
Recado (Cezinha e Fábio Simões)
D'Estar (Eliezer Setton)
Ilusão Nada Mais (Dominguinhos e Fausto Nilo)
Se Tu Quiser (Xico Bezerra)
Seu Aconchego (Terezinha do Acordeom e Junior Vieira)
Bebedouro (Maciel Melo e Anchieta Dali)
Quem É Você (Jorge de Altinho)


Ivete Sangalo faz show no Rio em 24 e 25 de abril - na casa Citibank Hall - para lançar seu CD Pode Entrar, gravado em seu próprio estúdio caseiro (daí o título hospitaleiro) com participações de Lulu Santos, Marcelo Camelo, Maria Bethânia e Vanessa da Mata. Na Base do Beijo, Sintonia e Desejo (faixa que traz o grupo Aviões do Forró), Vale Mais, Agora Eu Já Sei e Não me Faça Esperar são algumas das 14 inéditas. A seleção inclui Cadê Dalila? - a música de Carlinhos Brown que Ivete propagou na folia baiana. O DVD sai em maio, com algumas regravações do repertório de Ivete nos extras. Enfim, pela popularidade da cantora, este projeto certamente vai estar na lista dos mais vendidos de 2009. Resta saber se ele vai elevar o nível da discografia da artista. Que não anda lá muito alto.
O Teatro Rival completa 75 anos neste domingo. Quem merece os parabéns é Ângela Leal, a atriz e agitadora cultural que mantém o Rival na ativa. Quem frequenta shows no Rio - e eu vou a vários por semana, por prazer e por ofício - sabe que o Rival tem um astral diferente. A vibe boa da casa ajuda os artistas a fazerem bons shows. Sem falar que o Rival é um espaço que continua importante para consolidar a carreira de um artista que acaba de fazer sucesso. Antes de encarar um Canecão, quase todos passam antes pelo Rival. Alguns acabam voltando. Ou porque gostam da casa. Ou porque deram um passo maior do que as pernas. Enfim, tenho especial simpatia pelo Teatro Rival. Até porque lá os shows começam cedo e acabam lá pelas dez da noite - a tempo de a gente sair para jantar. Programa que às vezes fica inviável em outras casas, onde os shows começam depois das dez. Enfim, parabéns, Rival. Parabéns, Ângela Leal. Inclusive pela programação democrática e variada da casa. Que venham mais 75 anos!

Madonna desfaz efetivamente seu vínculo com a gravadora Warner Music com o lançamento de uma coletânea (a quarta da cantora) prevista para chegar às lojas no segundo semestre. A novidade é que a compilação vai trazer uma ou duas gravações inéditas da estrela, produzidas especialmente para o disco. Uma boa saída tanto para a gravadora como para a cantora, pois seu álbum Hard Candy , editado no ano passado, não deu o retorno comercial esperado, apesar de o CD praticamente pedir colo ao mercado norte-americano (Madonna recorreu a produtores como Timbaland para se reconciliar com as rádios dos EUA). A coletânea será a salvação da lavoura??




A despeito de ter gravado alguns bons CDs a partir dos anos 80, Simone nunca mais obteve o prestígio desfrutado na década de 70, quando integrava o elenco da gravadora Odeon. Esta Simone de tempos áureos é revivida na caixa O Canto da Cigarra nos Anos 70, produzida por Rodrigo Faour para a EMI Music com reedições de 11 discos lançados pela cantora entre 1973 e 1980. Um, Festa Brasil, gravado em 1974 para os EUA, era até então inédito no Brasil. O destaque é a interpretação de Simone para Oração de Mãe Menininha, lançada por Dorival Caymmi um ano antes.

Fãs de Britney Spears não vão precisar comprar a edição importada do DVD Britney: for the Record, que exibe o filme sobre o renascer das cinzas da estrela - apresentado pela MTV norte-americana em 30 de novembro de 2008. É que a gravadora carioca Coqueiro Verde Records firmou uma parceria com a empresa Freemantle Media e já põe o DVD no mercado nacional em abril, praticamente ao mesmo tempo em que o DVD sai lá fora (o lançamento nos EUA está marcado para 7 de abril). Não vi o filme, mas parece que ele é interessante. A própria Britney dá depoimentos sobre a fase difícil que enfrentou e que quase aniquilou sua carreira, reabilitada para valer com o lançamento do álbum Circus, que está fazendo sucesso e vendendo bem desde que foi lançado, em 2 de dezembro. Particularmente, não sou muito fã do som de Britney. Acho artificial, estéril, calcado mais na eficácia de seus produtores do que nela própria. Mas admito que Womanizer, o carro-chefe de Circus, é uma música sedutora. E, afinal, Britney já está completando dez anos de carreira. Se ela fosse um engodo absoluto, não teria permanecido por tanto tempo no mercado. Que venha o DVD Britney: For the Record.