Será que Ana Cañas é nossa Amy Winehouse?

Tomara que eu esteja errado, mas começo a desconfiar que Ana Cañas pode estar seguindo os passos errados de Amy Winehouse. Gosto mais da voz de Cañas do que de seus discos e, por isso mesmo, fui conferir na noite de ontem a estreia nacional do novo show da cantora, Hein?, no bom e velho Canecão. Pois não é que o show, que até ia bem, terminou com um bis meio constrangedor?!! Tudo porque Ana exagerou nas doses de álcool - ela começou a beber no meio do show - e ficou visivelmente alta. A ponto de ter perdido o equilíbrio e caído no palco enquanto cantava o rock Coçando. O estado etílico da artista prejudicou também a sua perfomance no outro número do bis: uma versão etérea de Coração Vagabundo, a canção de Caetano Veloso. Canãs tem direito de fazer o que bem entende de sua vida, mas acho que ela extrapolou no palco. E desconfio que não tenha sido a primeira vez, pois ela deixou escapar que tinha sido recomendada (provavelmente pelos diretores da Day 1, o braço empresarial da gravadora Sony Music que gerencia sua carreira) a não beber e a não falar palavrões. Duas recomendações que ela não seguiu. E ainda ensaiou discurso (felizmente, não desenvolvido) a favor das drogas. Será que Cañas vai dar uma de Amy Winehouse? Sinceramente, tomara que não.



Samba feito nos anos 80 por Arlindo Cruz e Sombrinha, em tributo a Ivone Lara, Canto de Rainha vai ser regravado por Arlindo em duo com a compositora. O encontro vai acontecer no registro do primeiro DVD de Ivone, em show agendado para dia 11, no Canecão. Com Beth Carvalho, a artista vai reviver o samba Sonho Meu, lançado em 1978 num dueto de Maria Bethânia com Gal Costa. Já Gilberto Gil vai dividir o palco com Ivone no Samba pra Salvador. Por sua vez, Caetano Veloso vai cantar sua única parceria com a compositora, Força da Imaginação, lançada por Beth Carvalho em 1982. Estão previstas também as participações de Zeca Pagodinho - em Dizer Não pro Adeus - e da Velha Guarda do Império Serrano. Com roteiro de Túlio Feliciano e produção de Branca Ramil, o show faz retrospectiva da obra de Ivone Lara.