Concordo com quase tudo desta resenha. Nós, brasilieros que gostamos de música, não devemos nos fechar a nenhum dos inúmeros ritmos que residem em nosso território e Daniela foi (e é até hoje) um fenômeno. Só discordo quando Ivete Sangalo é chamada de populista. A (também) baiana pertence à mesma linhagem de cantoras que começa com Carmen Miranda, passando por Emilinha, Marlene, Eliana Pittman, Alcione, Gal Costa, Elba Ramalho e Daniela Mercury. Uma linhagem nos traz alegria, fazendo-nos dançar até rachar o chão.
Paulo Ramos (probertoramos@yahoo.com.br)
Qua, 19 Mar 2008 01:24:49 GMT
Eduardo, concordo com o adjetivo "plural" para os repertórios de Elba, Alcione e Gal (que inclusive gravou um disco com este nome). Daniela e Ivete também têm essa característica em suas carreiras; e ainda esquecemos de incluir Margareth Menezes na lista. Afinal, não é todo dia que uma cantora -ou duas ou quantas forem - pode se orgulhar de gravar Carlinhos Brown, Herbert Vianna e Paulo Sérgio Valle - mais uma vez Ivete e Daniela. Só não achei legal esse tom pouco respeitoso às "antigas", quando me referi a Carmen Miranda, Marlene e Emilinha. Elas foram fundamentais para a formação musical deste país. Tanto quanto Angela Maria ou Dalva de Oliveira. É memória. E tem que ser preservada. Não gosto também das CANTORAS DE PRATELEIRA, que seguem a moda, sem critério algum. Cláudia Leitte, por exemplo. Pronto. Falei. Continuemos este papo e um abraço.
Paulo Ramos (probertoramos@yahoo.com.br)
Qua, 19 Mar 2008 19:31:25 GMT
Ramos tem Razão
ramos concordo que temos que ter respeito com as grandes acantoras do rádio, mas nessa é poca a mpb ( sigla maldita!) ainda estava engatinhando no critério pluralidade. As cantoras se limitavam à sambas e marchas, um bolero aqui, uma vasa ali, um fox mais adiante e parava por aí. A partir de Elis, Gal, Bethãnia e Cia, os repertórios se expandiram e os gêneros se revesavam, e mesmo os gêneros indefinidos. Tudo era possível! Rockbleussambafunkvalsaretrôbossapopconcretajazz ( esse é o nome secreto da MPB temperada à tropicália.Essa que norteia de Chico Buarque à Moska) Pois bem, DANIELA JOGOU PARA ESSE TIME, MAS IVETE, FRANCAMENTE, IVETE É UMA BOCA DE FERRO DE TRIO, DA MESMA MANEIRA QUE ESSE ANDRÓIDE LOURO QUE ESTÁ NO TOPO DAS PARADAS. CANTAR HERBET VIANA NÃO DÁ GABARITO DE CANTORA PLURAL PARA A DAMA DO BICO DE LACRE. TEM QUE RALAR UM POUCO MAIS, COMO A DANIELA JÁ GRAMOU MUITO ( CANTANDO CHICO CÉSAR, LENINE, CARLINHOS BROWN, BOSSA NOVA, CHICO BUARQUE, TOM JOBIM E PRODUÇAÕ BAIANA CONTEMPORÂNEA).FALTA UM BOM PEDAÇO PARA IVETE, E SINCERAMENTE, ACHO QUE ELA NÃO CHEGA LÁ. SERÁ UMA FUTURA MARLENE ( SEM DESFAZER A MARLENE NEM DA IVETE) RELEMBRANDO SEUS PULA-PULAS PARA OS ADOS]LESCENTES DE HOJE JÁ VELHINHOS SAUDOSOS NO CORETO DA RIO BRANCO, COM VENTAROLAS NAS MÃOS.
Eduardo Kruffer Voltei! (edukruffer@bol.com.br)
Qui, 20 Mar 2008 03:07:18 GMT
Ok, Eduardo, dou meu braço a torcer e concordo que ainda falta muito pra Ivete chegar ao ponto de Marlene, Emilinha, Gal, Bethânia e Cia. Mas creio que essa suposta falta de tino da baiana para melhorar a qualidade de suas conções só se manterá até o dia em que ela quiser. Acho que ela tem potencial, sim, para investir num repertório mais elaborado (muito cuidado com essa palavra). Se ela não quiser, tudo bem. Vai continuar tão respeitável quanto a Marlene (que acho espetacular), mesmo gravando só música pra trio elétrico. Concordo também que Daniela joga mesmo no time das que almejam um lugar na história da MPB. E olha que já impliquei muito com ela e sua sobrancelha eternamente erguida. Não vamos também pegar no pé do Herbert Vianna. Dou como exemplo "Meu Erro". A galera da minha idade (41) dançou muito ao som desta canção. Daí veio a Zizi Possi, para desconstrui-la e mostrar ao Brasil a letra linda sobre uma dulcíssima melodia que não havíamos percebido. O cara é bom. Concorde comigo um pouquinho também. Por favor. Concordo que vai ser bem divertido ver os velhinhos se abanando sob o abrasador sol de um domingo de carnaval, daqui a 30 anos, ao som de "Poeira/Poeira/Levantou poeira". O que os jovens estarão cantando então? Só não vou colocar a Elis nessa briga, pois ela foi única, uma divisora de águas. Pra mim a música brasileira se divide em A.E. (Antes de Elis) e D.E. (Depois de Elis). Continuemos o assunto. Estou adorando. Um abraço e Boa Páscoa (a todos).
Paulo Ramos (probertoramos@yahoo.com.br)
Sex, 21 Mar 2008 01:32:57 GMT