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Quinta-feira, 29 Outubro, 2009

TAIFEIROS DA FAB

SÓ FALTA O SENADO

Cinco mil taifeiros da Força Área estão mais perto de chegar ao posto de subtenente e ter os vencimento reajustados em 150% - passando em julho do ano que vem de R$ 1.435 para R$ 3.595 mensais. Projeto de autoria do Executivo aprovado esta semana na Câmara de Deputados segue depois do feriado de segunda-feira ao Senado, onde deve ser aprovado antes do outro feriado, em 15 de novembro. Após sanção do presidente Lula, taifeiros e pensionistas - 2 mil morando do Rio - assinarão acordo no setor de pagamentos, abrindo mão de ações na Justiça. Terão 2 anos para fazê-lo. Após isso, ficará faltando estender o benefício, já válido na Marinha, para os 1.200 taifeiros do Exército. Terá que ser iniciativa também do Executivo. "Os taifeiros do Exército colocaram, por meio do deputado Damião Feliciado (PDT-PB), o caso deles como emenda no projeto. Se isso acontecesse o projeto não ia sequer taxiar quanto mais decolar", disse o relator do projeto na Câmara, deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Ele se refere ao fato de o Legislativo não poder gerar despesa sem sugerir fonte de custeio, o que no caso de salários cabe exclusivamente ao Executivo. No mesmo problema esbarraram os praças do Quadro Especial de Sargentos da Aeronáutica (Qesa). Esquecidos pelo Executivo, amargam não ver no horizonte a possibilidade de chegar a suboficial com seus equivalentes do quadro feminino.
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TAIFEIROS 2
SEM ATRASADOS
Quando a promoção for sancionada, a FAB vai convocar a categoria pelo contracheque para assinar o requerimento pedindo a promoção. Ela só será vantajosa para quem não a conseguiu na Justiça ou esteja disposto a abrir mão de valores retroativos aos últimos cinco anos.
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TAIFEIROS 3
IGUAIS A 2º TENENTE
Taifeiros que já haviam conquistado teoricamente o direito a se tornar subofical até 30 de novembro de 2000 têm que ficar atentos. No caso deles, após a sanção do projeto pelo presidente Lula, os proventos terão que ser iguais aos pagos a segundos tenentes (R$ 4.590 em valores de julho de 2010).
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TAIFEIROS 4
R$ 100 MILHÕES
Essa é a previsão de gastos anuais do Ministério da Defesa com as promoções dos taifeiros ao posto de suboficial. A aposta interna é que poucos vão esperar pelo resultado das ações na Justiça, que, no entanto, não tem negado esse direito a quem pede.
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FUZILEIROS
OPERAÇÕES DE PAZ
Sinal da aproximação cada vez maior de civis com a temática militar, ocorre dias 16 e 17 de novembro, no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo, na Ilha, o 1º Seminário de Operações de Paz. Aberto a civis, o evento terá participação de pessoal da PUC-Rio e da UnB.


Segunda-feira, 26 Outubro, 2009

MARINHA

VIOLÊNCIA E AUXÍLIO-TRANSPORTE

O corte no auxílio-transporte dos militares da Marinha que estão embarcados no Rio e em Niterói e moram em cidades distantes, como Angra dos Reis, Araruama, Três Rios e Nova Friburgo, ainda não é bem aceito. Militares ouvidos pela Coluna destacam que moram em regiões afastadas e se submetem a demorados deslocamentos porque diante do custo do aluguel e dos imóveis do Rio e de Niterói só teriam dinheiro para morar perto de regiões onde há tráfico de drogas e bandidos armados. "Como se sabe, ser militar nessas regiões é risco de vida", conta um militar atingido pelo corte. "Basta ler o noticiário. Se um ladrão de carro descobre que o motorista é militar, o mata. Imagine o que não acontece para um praça cuja família está ao alcance rápido de bandidos", completa. "Morar afastado é um meio de ter mais tranquilidade. Os comandantes têm a sua disposição viaturas para levá-los em suas residências e, às vezes, até escolta armada", conta outro militar.Um terceiro destaca que não se trata de medo ou de tentativa de aumentar a renda informando que faz um deslocamento que só ocorre nos fins de semana. Diz tratar-se de de precaução e cuidado com a segurança dos familiares se submeter a demorados trajetos rotineiros casa/trabalho/casa. "É por isso que muita gente está usando aquela cueca com zíper (foto) para esconder a identidade militar para circular pelo Rio de ônibus ou a pé", destaca, apostando que a decisão administrativa não considerou o custo da moradia no Rio e a agressividade dos bandidos locais contra os militares.



VIVA VOZ
NOTA DA MARINHA
Centro de Comunicação Social
"Alguns militares declaram morar num determinado local, mas, não se deslocam para aquela localidade todos os dias."
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MARINHA 2
ESPERANÇA
Na nota oficial que pode ser lida no blog da Coluna (http://odia.terra.com.br/blog/forcamilitar/index.asp), a Marinha dá as razões que motivaram as alterações no auxílio. Porém, no fim dá sinal de esperança ao afirmar que "qualquer decisão administrativa pode ser revista quando surgirem fatos novos que motivem nova análise e decisão".
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EXÉRCITO
HOSPITAL GERAL DO RIO
A partir de domingo, o Hospital de Guarnição do Exército da Vila Militar (unidade que já faz cerca de 400 mil atendimento anuais) vai se transformar em Hospital Geral do Rio de Janeiro. A medida amplia consideravelmente a cobertura médico-odontológico da unidade , que só não terá a especialidade de cancerologia.
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EXÉRCITO 2
BRONCA NO SUL
Nem só de aplausos vive a reestruturação do serviço de saúde do Exército. Militares que servem e inativos que moram nas cidades gaúchas de Santo Ângelo, Cruz Alta e Uruguaiana estão na bronca com a transformação a partir de janeiro dos hospitais locais em postos de médicos. Reclamam que cerca de 16 mil pessoas serão prejudicadas pela medida do comando.



Segunda-feira, 19 Outubro, 2009

EXÉRCITO

LIMITE PARA LICENÇA

Após o aperto na concessão de do auxílio-transporte na Marinha, a Coluna foi bombardeada por pedidos vindos de militares do Exército sobre a legalidade na limitação da Licença para Tratamento de Saúde de Pessoa da Família (LTSPF). A limitação da licença a um ano está prevista na portaria 509 do Comando do Exército, de 29 de julho deste ano, mas seus efeitos práticos são sentidos aos poucos, sempre que o benefício concedido atinge um ano.
Militares com licença que completa este tempo neste mês, em dezembro, janeiro e fevereiro estão assustados com o corte e querem saber se é legal a limitação. "Cuido do meu filho que tem doença grave e sirvo em unidade distante de qualquer hospital especializado. Com a licença posso acompanhá-lo e ter o vencimento pago", conta o oficial. "Com o corte, terei de voltar para unidade e não poderei acompanhar o tratamento", completa, em tom triste.
Advogados ouvidos pela Coluna apontam que a limitação da licença é legal. É que o Estatuto dos Militares fixa que a concessão da licença é regulada pelo Comandante da Força (MP 2.215-10, de 2001
Sobre o corte no auxílio transporte publicado aqui semana passada, a Marinha informou, por nota (confira os principais trechos abaixo), que apenas adequou o benefício quando for possível ao militar fazer, rotineiramente, o deslocamento diário casa/trabalho/casa.
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PROJETO NUCLEAR
GÁS DE URÂNIO
A Marinha conclui e inicia testes até 2011 na primeira usina brasileira de produção de gás de urânio. Será em Iperó, no interior paulista. A unidade dará autossuficiência ao País nessa fase do ciclo nuclear.
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PORTE DE ARMA
DIREITO CONSOLIDADO
Coronel reformado do Exército com a arma apreendida em blitz policial foi inocentado pela Justiça com base no Estatuto Militar, que garante o "direito do porte de arma a oficiais, ativos e inativos".
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SEMANA DO PATRIMÔNIO
CARROS NO ATERRO
O Exército abre amanhã, às 10h, no Rio, a I Semana do Patrimônio Histórico e Cultural Militar. Será no Monumento aos Mortos da 2ª Guerra, no Aterro, onde haverá exposição de veículos militares antigos.
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SEMANA 2
FUZILEIROS NAVAIS
O destaque na mostra será o Jeep Anfíbio, "JipAnf", de 1943, peça histórica do Museu do Corpo de Fuzileiros Navais. A propósito, a banda marcial dos fuzileiros vai se apresentar na cerimônia de abertura do evento.

NOTA DA MARINHA

Senhor Diretor de Redação,

Em relação à matéria "Aperto no Auxílio-Transporte", publicado em 10 de outubro de 2009, na coluna "Força Militar", o jornalista Marco Aurélio Reis alega que "Procurado pela Coluna, o Comando da Marinha não se manifestou até o fechamento sobre o corte, o que deve ocorrer até o fim da próxima semana."
A Marinha do Brasil (MB) esclarece que o pedido do jornalista foi encaminhado para o Centro de Comunicação Social da Marinha (CCSM), às 16:30h do dia 09/10/2009. Nessa mesma ocasião, o citado jornalista foi contactado por telefone e alertado pela Assessoria de Imprensa do CCSM de que as informações solicitadas não poderiam ser atendidas de imediato, tendo em vista a necessidade de ampliação de dados junto a outras Organizações Militares (OM), não permitindo assim o atendimento ao seu curto "dead-line".
(...)
Ressalta-se que o Centro de Comunicação Social da Marinha encontra-se, permanentemente, à disposição das demandas da Imprensa, solicitando-se apenas que as matérias sejam planejadas de maneira a proporcionar um tempo condizente à elaboração de resposta ao que for solicitado.
Em relação ao assunto em pauta, conforme questionado, a MB esclarece que a legislação sobre Auxílio-Transporte é muito sintética, não deixando perfeitamente claros alguns pontos, como por exemplo, a abrangência e/ou a limitação em termos geográficos.
Nesse sentido, buscando-se adequadamente, por um lado, atender aos militares e servidores civis e, por outro, empregar corretamente os recursos financeiros recebidos, a MB procurou estabelecer entendimentos que contribuíssem com esses propósitos. O assunto, mesmo já estando normatizado há muito, por meio da publicação interna SGM-302, continua a ser motivo de dúvidas frequentes, face às várias interpretações possíveis para os casos reais.
Assim sendo, a Diretoria de Finanças da Marinha (DFM) intensificou estudos, no sentido de identificar procedimentos adequados para o enquadramento das diversas situações apresentadas.
O entendimento da DFM é resumido na palavra "exequibilidade", isto é, é lícito o pagamento do Auxílio-Transporte quando for possível ao militar realizar, rotineiramente, o deslocamento diário (segunda a sexta-feira) residência/trabalho/residência e vice-versa, por transporte classificado como coletivo urbano, entre o horário de licença da OM (16:30h) e o horário de regresso (07:45h), de forma que esteja em condições físicas e psíquicas adequadas para cumprir as rotinas estabelecidas e exercer as suas atribuições diárias. Vale enfatizar que a questão da exequibilidade em termos "rotineiros" não é relativa a uma viagem num dia isolado, mas, diariamente, durante meses ou anos, usando transporte coletivo (não é previsto o uso de viatura particular).
Dessa forma, o texto da mensagem R-301657Z/SET/2009 de FINANS, encaminhada no e-mail do jornalista autor da matéria, tem o propósito de contribuir com os Ordenadores de Despesa, na tarefa que lhes cabe de decidir sobre a exequibilidade dos deslocamentos informados por sua tripulação, nas declarações individuais de Auxílio-Transporte.
Chama-se atenção para o art 6º e seu § 1º, da MP nº 2.165-36/2001:
Art. 6o A concessão do Auxílio-Transporte far-se-á mediante declaração firmada pelo militar, servidor ou empregado na qual ateste a realização das despesas com transporte nos termos do art. 1o.
Ou seja, o Auxílio-Transporte é condicionado à realização das despesas com transporte no deslocamento residência/trabalho e vice-versa.
§ 1o Presumir-se-ão verdadeiras as informações constantes da declaração de que trata este artigo, sem prejuízo da apuração de responsabilidades administrativa, civil e penal.
Em face do exposto, embora seja da competência de cada militar informar o local de sua moradia e essa informação deva, inicialmente, ser presumida como verdadeira, a administração não pode se furtar a analisar a coerência do pleito, sob pena de estar sendo conivente com pagamentos desconectados da previsão legal.
A fiscalização, realizada pelas OM, tem demonstrado inúmeros casos de militares que alegam morar em localidades impossíveis ou, ao menos, pouco credíveis, de possibilitarem o deslocamento residência/trabalho e vice versa, de maneira rotineira. Pode-se inferir que, no intuito de elevar a remuneração, alguns militares declaram morar num determinado local, mas, efetivamente, não se deslocam para aquela localidade todos os dias.
Resssalta-se que a legislação em vigor não aborda o direito ao Auxílio-Transporte, considerando somente a localidade "x" ou "y" de uma determinada residência. Ela coloca como condição do recebimento desse Auxílio a efetiva realização da despesa com transporte coletivo, lembrando que o deslocamento por meio de transporte particular não é contemplado.
A proibição de uso de transporte particular, embora possa parecer inadequada, pois o militar ao fazer uso desse meio também tem despesas, não está contemplada na legislação atual, a qual poderia ser alterada, nesse caso, envolvendo não só os militares e servidores civis, mas todos os trabalhadores.
Não há duvidas quanto ao pagamento nos trechos normalmente utilizados pela maioria dos militares e servidores civis. A dúvida surge no balizamento de um limite. A análise da questão mostra ser impossível o estabelecimento de uma linha divisória até onde o benefício possa ser pago. No mesmo sentido de raciocínio e considerando a grande extensão de cada município, não é possível, de maneira definitiva, a MB estabelecer quais municípios ou localidades poderiam estar abrangidos ou não, haja vista que, além das distâncias entre os municípios, devem ser consideradas, também, a existência de meios de transporte coletivo em horários compatíveis e a efetiva localização das residências e das OM. Por exemplo, determinado deslocamento pode ser exeqüível para um militar, em função do efetivo local de sua residência e de sua OM e, ainda, da disponibilidade de transporte coletivo. Por outro lado, para um segundo militar que more no mesmo município, porém em local diferente, servindo em OM mais distante e não existindo oferta de transporte compatível, pode ser inviável o deslocamento de maneira diária.
Na realidade, o assunto é tão complexo e trabalhoso, que as OM têm adotado a medida de criação de comissões específicas para analisar caso a caso, tomando por base as informações dos órgãos municipais de trânsito e, muitas vezes, verificando in loco, a veracidade da possibilidade de deslocamento residência/trabalho/residência, de forma rotineira.
Em conseqüência da interação com as OM, foi identificada razoável demanda por normatização do pagamento do Auxílio-Transporte apenas nos finais de semana. Assim, após análise das consultas técnicas realizadas e considerando não haver sensível impacto financeiro, haja vista serem os custos razoavelmente equivalentes na concessão (5 vezes por semana, para localidades mais próximas, ou 1 vez por semana, para localidades mais afastadas), a DFM, por meio da já mencionada mensagem R-301657Z/SET/2009 de FINANS, buscou dar orientações rápidas para as OM que apresentaram tal necessidade.
Vale lembrar que, também, para concessão apenas nos finais de semana, é difícil o estabelecimento de uma linha divisória que mostre até onde é cabível tal pagamento. Nesses casos também foram estabelecidos parâmetros de exequibilidade e razoabilidade, ou seja, é esperado que no intervalo de tempo do final de semana, além do tempo de deslocamento trabalho/residência e vice-versa, o militar tenha a possibilidade de desfrutar algum período de descanso e de estar com sua família.
Finalmente e, talvez, o ponto de importância capital sobre o assunto, é que o militar quando movimentado por interesse do serviço para uma sede diferente da que está lotado, recebe as parcelas Ajuda de Custo e Transporte Pessoal, de Bagagem e de Automóvel. Dessa forma, é importante esclarecer que é responsabilidade do mesmo avaliar, adequadamente, se o local escolhido para estabelecimento de sua residência está dentro do perímetro urbano da Região Metropolitana, ou municípios limítrofes da sede onde a sua OM de destino esteja localizada, de modo que o seu deslocamento residência para o local de trabalho e vice-versa, atenda às condições estabelecidas para o recebimento diário do Auxílio-Transporte.
No tocante à possível suspensão do Auxílio-Transporte para os residentes na Região dos Lagos, a situação depende de cada militar, sendo analisada a localização de sua residência; da sua OM; e da existência de meios de transporte que possibilitem o deslocamento rotineiro residência/trabalho/residência, de forma que esteja em condições físicas e psíquicas adequadas para cumprir as rotinas estabelecidas pela OM e exercer as suas atribuições diárias. É necessário, também, que ele, além de declarar o local de sua moradia, efetivamente faça o deslocamento informado, apresentando quais transportes classificados como coletivos utiliza para efetuar o referido deslocamento.
Por fim, qualquer decisão administrativa pode ser revista quando surgirem fatos novos que motivem nova análise e decisão.
Quaisquer outras informações ou solicitações julgadas necessárias, podem ser obtidas por meio de contato com o Centro de Comunicação Social da Marinha, nos telefones (61) 3429-1026/1293 e (61) 9271-6003, ou pelo e-mail imprensa@ccsm.mar.mil.br.

Atenciosamente,

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA

Quinta-feira, 15 Outubro, 2009

MARINHA

NOVO APERTO NA CONCESSÃO DO AUXÍLIO- TRANSPORTE

Militares embarcados no Rio, Niterói e cidades da Baixada Fluminense acabam de ter ou terão até o fim do mês o benefício suspenso, caso morem fora do Estado do Rio ou em Parati, Angra dos Reis, Rio Claro, Barra Mansa, Vassouras, Paraíba do Sul, Três Rios, Nova Friburgo, Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Rio das Ostras, Búzios e Macaé, entre outros municípios. O argumento da Força Naval é de que não há "exequibilidade para deslocamento diário" dos militares para "efetuar o trajeto residência trabalho nos dias de atividade" no horário de licença da organização militar (16h30) e o horário de regresso (7h45). Nestes casos, caberá ao superior avaliar a concessão do auxílio nos fins de semana desde que o deslocamento permita que o beneficiário tenha pelo menos 36 horas de permanência na sua residência. "Estão me impedindo de morar em minha cidade", reagiu um leitor da coluna prejudicado pelo corte. "A Marinha quer que vivemos para ela. Muitos casamentos são desfeitos por causa disso. Muitas famílias destruídas, e hoje eles querem acabar com a minha e com umas 500 mais ", completou. Outro militar se queixa que uma saída dada por seus superiores é para ele alugar um imóvel no Grande Rio. "Mas quem custearia esse valor mensal?", pergunta o cabo, lembrando que nenhum militar das Forças Armadas recebe auxilio-moradia para bancar despesas com aluguel. "Minha casa na Região dos Lagos é própria; minha esposa tem emprego lá. Não dá para mudar de uma hora para outra", acrescenta. Procurado pela Coluna, o Comando da Marinha não se manifestou até o fechamento sobre o corte, o que deve ocorrer até o fim da próxima semana.
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MARINHA 2
SOB ANÁLISE
O corte não fica por aí. Para as cidades de Mangaratiba, Barra do Piraí, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Teresópolis, Cachoeiras de Macacu, Tanguá, Rio Bonito e Saquarema a tal "exequibilidade diária" ou de "fim de semana"para o deslocamento terá de ser verificada caso a caso pelos superiores, "considerando os efetivos locais de residência do militar e de trabalho".
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MARINHA 3
FORA DE PERIGO
Estão abertamente livres dos cortes, os militares moradores das cidades de Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Itaguaí, Seropédica, Queimados, Japeri, Paracambi, Nilópolis, Belford Roxo, São João de Meriti, Petrópolis, Magé, Guapimirim, Itaboraí e Maricá. Quem nesse grupo apenas usa van ou outro transporte alternativo perderá, porém, o benefício.
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MARINHA 4
RECADO DURO
Para os queixosos, porém, o aviso interno é duro: "O militar quando movimentado por interesse do serviço recebe Ajuda de Custo. Dessa forma, é importante esclarecer que é responsabilidade do mesmo avaliar se o local escolhido para sua residência está no perímetro urbano da Região Metropolitana, ou municípios limítrofes da sua organização militar de destino".

Quinta-feira, 8 Outubro, 2009

Ação contra concurso para sargento da FAB

Para garantir acesso de casados

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, move ação civil pública, com pedido de liminar, para impedir que o Exame de Admissão de Sargentos da Aeronáutica (Turma 2/2010) exclua a participação no certame de candidatos casados e daqueles com menos de 1,60m (para homem) ou 1,55m (para mulheres).

Você concorda com essas restrições?

Comissão regulamenta a promoção dos taifeiros da Aeronáutica

Taifeiros do Exército ainda de fora

Segundo informação divulgada pela Câmara de Deputados, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou na quarta-feira (7) o PL 5919/09, do Poder Executivo, que regulamenta a promoção dos taifeiros da Aeronáutica. A proposta disciplina o acesso de militares ativos e inativos oriundos do Quadro de Taifeiros da Aeronáutica (QTA) a graduações superiores, até o grau hierárquico de suboficial.

O projeto regulamenta a Lei 3.953, que assegurou aos taifeiros da Marinha e da Aeronáutica acesso até à graduação de suboficial. A lei, editada em 1961, dava 90 dias para que o Executivo regulamentasse essa norma - o que, no caso da Aeronáutica, só agora acontece.

O relator Jair Bolsonaro (PP-RJ) recomendou a aprovação da proposta. Bolsonaro rejeitou, no entanto, a única emenda apresentada, de autoria do deputado Damião Feliciano (PDT-PB), que estendia o benefício aos taifeiros do Exército. O relator reconheceu que o mérito da emenda é "inquestionável", mas lembrou que a iniciativa desse tipo de proposta é privativa do presidente da República, segundo determina a Constituição.

Com informações da Câmara dos Deputados
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Segunda-feira, 5 Outubro, 2009

EMENDAS ISENTAM INATIVOS DE IMPOSTO E INDEXAM SOLDOS AO JUDICIÁRIO

MAS E A MP DA REMUNERAÇÃO?

Proposta de Emenda Constitucional (PEC) isentando militares da reserva e pensionistas do Imposto de Renda reacendeu a discussão sobre os baixos soldos das Forças Armadas. Trata-se de resultado da impressão, cada vez mais forte dentro do Congresso, de que salário dos militares da Marinha, Exército e Aeronáutica é mesmo questão para ser tratada dentro da Estratégia Nacional de Defesa.
Essa certeza chegou ao Congresso antes mesmo das medidas que viabilizarão o reaparelhamento das Forças Armadas. Após as PECs que indexam soldos aos vencimentos dos juízes do Superior Tribunal Militar, a que isenta inativos do Imposto de Renda vem a se somar ao projeto de lei que permite que taifeiros da Aeronáutica cheguem ao posto de suboficial. Nesse clima, a votação da MP sobre remuneração militar ganha força para enfim virar lei, devolvendo anuênios e auxílio-moradia. As PECs da indexação (números 245 e 249) devem entrar em votação no plenário no início de 2010, bem como o PL dos taifeiros (número 5.919). Os debates em torno das PECs e do PL já deixam claro que não há como continuar fazendo de conta que há nove anos o Congresso não se debruça sobre a MP 2.215/01 - a da remuneração, que com emendas devolverá direitos retirados da carreira militar, melhorando a remuneração de oficiais e praças, que hoje recebem vencimentos bem inferiores a profissionais com funções semelhantes da administração pública, como policiais federais e rodoviários federais.
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CONFIRA
R$ 13.368
Esse é o salário inicial de um jovem delegado da Polícia Federal, R$ 5.600 acima do soldo de almirante ou três vezes o soldo de um segundo tenente das Forças Armadas.
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EMENDAS 2
MOTIVO PARA NÃO VOTAR
"Por que o Congresso não vota a MP 2.215/01 e nada acontece?", pergunta um leitor. Ora, porque, de acordo com o Artigo 2º da Emenda Constitucional nº 32, de 11 de setembro de 2001, "as medidas provisórias editadas em data anterior à da publicação desta emenda continuam em vigor até que medida provisória ulterior as revogue explicitamente ou até deliberação definitiva do Congresso".
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EMENDAS 3
PEC DA ISENÇÃO
A PEC da isenção do Imposto de Renda para militares inativos e pensionistas é do deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) e levou o número 413. Na argumentação da proposta, ele expõe o que a categoria vive: a carreira é peculiar pelas transferências de local de trabalho e perda de direitos na reserva remunerada. "É forma de compensar esta efetiva redução remuneratória", diz o deputado na PEC.
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EX-SOLDADOS DA FAB
PROTESTO NO RIO
Ex-soldados especialistas da Aeronáutica programam para quinta-feira protesto em frente ao consulado Francês, no Centro do Rio. Os ex-soldados, 12 mil no País, tem em mãos os editais dos concursos que prestaram e neles não há nada escrito informando que se tratavam de vagas temporárias. Vão ao consulado para marcar que, se há recursos para para comprar caças, há para reintegrá-los.
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FX2
AERONÁUTICA RECEBE NOVAS PROPOSTAS DO PROGRAMA
A Aeronáutica recebeu ontem as novas propostas com melhorias das ofertas dos três concorrentes do programa de caças FX2, que vão substituir os Mirage. A Força Aérea Brasileira (FAB) não informa, no entanto, o prazo de conclusão das análises da norte-americana Boeing, fabricante do F-18, da francesa Dassault, responsável pelo Rafale, e da sueca Saab, que fabrica o Gripen NG.
Em nota oficial, a FAB ressaltou que "o relatório de análise técnica permanece pautado na valorização dos aspectos comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, industriais, compensação comercial e transferência de tecnologia".

ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA NO EXÉRCITO

PROJETOS E AUXÍLIO-MORADIA

O Exército acompanha com atenção rumores de insatisfação de grupos de oficiais com o que seria um desprestígio da Força na Estratégia Nacional de Defesa, que resultará em novos caças para a Aeronáutica e submarino de propulsão nuclear para a Marinha. Abordado pela Coluna, o comando preferiu não comentar os rumores, mas, sim, apresentar projetos em andamento para a Força Terrestre na Estratégia Nacional. Em nota, informou que os projetos "seguem o curso normal de planejamento" e citou alguns, como "aquisição da nova família de blindados sobre rodas, de radares M-60 e M-200 para o Sistema de Monitoramento das Fronteiras, transferência de unidades para a Amazônia e criação de 28 novos pelotões de fronteira". A nota não diz, mas oficiais de alta patente informam que o descontentamento não passa mesmo de rumor. Para eles, a queixa que mais se escuta nos quartéis é quanto ao soldo. Nesse aspecto, a volta do auxílio-moradia em 2010 ou 2011 é vista como alento para acalmar os ânimos. Isso mesmo, o governo voltou a discutir o retorno doauxílio para aplacar o descontentamento com os soldos. A ideia que está mais forte até o momento é voltar em 2011, uma vez que até julho de 2010 está garantido reajuste direto nos vencimentos dos militares.
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FAB
LUTA DOS ESPECIALISTAS
Quarta-feira, o ex-soldados especialistas da FAB fazem protesto na frente do consulado francês, no Centro do Rio. Querem mostrar que, se há dinheiro para comprar caças, há verba para reintegrá-los.
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ESTRATÉGIA 2
EXPEDIENTE NORMAL
No curto prazo, o governo se prepara para antecipar a já tradicional liberação de verbas de fim de ano para os
quartéis. É para a volta do expediente integral às segundas-feiras a partir de 30 de outubro.
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FUZILEIROS NAVAIS
BANDA EM MADUREIRA
Hoje, a partir das 11h, no calçadão de Madureira, a Banda de Música do Corpo de Fuzileiros Navais abre a nova edição do projeto "A Banda na Praça". No repertório, Tom Jobim, Caetano e Ary Barroso.