Condenado por comandar o crime organizado no Piauí, o tenente da reserva do Exército e ex-coronel da Polícia Militar, José Viriato Correia Lima, luta para conseguir cela especial na prisão da Força Terrestre. A possibilidade foi levantada por seu advogado, Leôncio Coelho. Indignado, o atual secretário de Segurança do Piauí, Robert Rios Magalhães, defendeu que o preso seja transferido das instalações da Polícia Militar para um quartel do Exército.
Em entrevista a um jornal local, Rios ironizou o pedido de transferência feita pela defesa de Correia Lima dizendo que chamará o criminoso de "tenente do brioso Exército Nacional". "Ele tem que ir para o Exército. Lá é que a casa dele. Já que ele é tenente do Exército, nós vamos providenciar a transferência dele. Não é normal que um oficial do Exército fique preso com a Polícia Militar", disse à reportagem.
Para o comandante do 25º Batalhão de Caçadores do Exército, coronel Antônio de Melo Santiago, o criminoso, mesmo sendo tenente do Exército, não tem direito a prisão especial sob custódia das Forças Armadas. A explicação é que Correia Lima entrou na Força nos anos 70 como tenente temporário. "Se ele estivesse servindo atualmente como oficial temporário da ativa, assim ele teria prisão especial. Mas o regulamento de convocação de oficiais da reserva é bem claro no seu artigo 43: quando o oficial vai para a reserva ele não tem direito a nenhum fórum especial. Assim, ele não tem direito a prisão especial porque ele é oficial da reserva não remunerada", afirmou o coronel.
Com a negativa do Exército, e sem patente de coronel da PM, Correia Lima deverá ser transferido para uma penitenciária.
QUEM É CORREIA LIMA?
Nascido numa família tradicional no Estado do Piauí, ingressou na Polícia Militar e logo se envolveu em atividades criminosas. Em 1979, com 27 anos, já chefiava o crime organizado no Estado, estendendo, nos vinte anos seguintes, sua influência junto a políticos, policiais, empresários, juízes e promotores públicos. Mesmo depois de reformado, continuou a desfrutar de enorme poder e comandava de fato a Polícia Militar. Teve estreitas ligações com dois governadores - Alberto Silva e Francisco de Assis de Moraes Souza, o Mão Santa - embora não tenha sido apurado o envolvimento destes nos crimes de Correia Lima.
O grande filão da quadrilha comandada por Correia Lima surgiu com a municipalização das despesas federais com saúde e educação, o que carreou grande quantidade de verbas públicas para municípios do Piauí, Valendo-se de empresas de fachada, que emitiam notas frias relativas a despesas falsas de fornecimentos e serviços, a quadrilha desviou pelo menos cem milhões de reais, que se destinavam à compra de merenda escolar e a serviços comunitários, de 40 prefeituras do Piauí. Todo esse dinheiro era arrecadado por uma empresa de cobrança de propriedade de Correia Lima. A quadrilha também atuava nos Estados do Maranhão e do Ceará.
Os prefeitos que se negassem a participar do esquema eram pressionados e, se resistissem, assassinados. Nove tiveram esse destino.num período de dez anos. Chegou a ser criada no Piauí uma inusitada União das Viúvas de Prefeitos Assassinados, entidade criada para denunciar o descaso do Poder Judiciário piauiense em solucionar os processos referentes a esses homicídios.
Em 1997, o promotor público Afonso Gil Castelo Branco denunciou a existência de uma máfia, formada por policiais civis e militares, que agia em seu Estado. Nessa época, ele investigou 61 policiais de Teresina por crimes como abuso de autoridade, lesão corporal e homicídio. Durante os interrogatórios, descobriu que boa parte dos acusados trabalhava para o escritório do coronel Correia Lima. Denunciou 25 policiais à Justiça, mas apenas um foi condenado. Ameaçado de morte, Castelo Branco passou a viver recluso e andar armado.
As denúncias do promotor só foram adiante em 1999 quando o crime organizado passou a ser objeto de atenção de uma Comissão Parlamentar de Inquérito do Congresso Nacional e as investigações passaram a ser orientadas pela Polícia Federal. A PF grampeou uma dúzia de telefones dos principais suspeitos de integrar o crime organizado no Estado. E obteve 700 horas de gravação, registradas em 350 fitas que, somadas, contêm 2.500 conversas.
Foram reunidas provas que indicavam a ocorrência de pelo menos dez assassinatos cometidos pela quadrilha. Uma das vítimas, o policial civil Leandro Bernardi, era o namorado da filha do coronel. Outra, Arias Costa Filho, era o delegado de polícia que investigava o caso. Uma terceira foi assassinada porque ameaçou denunciar a quadrilha. E, em pelo menos dois casos, os mortos, um motorista e um caseiro de Correia Lima, tinham seguro de vida, feitos pelo próprio coronel, cujos beneficiados eram sua mulher e sua filha.
Correia Lima foi preso e recolhido a um quartel da Polícia Militar. Junto com ele foram detidos o delegado de polícia José Wilson Torres, ex-presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil, o irmão do coronel, Augusto Correia Lima, um empresário e três soldados da PM. Os irmãos Valdílio e Odival Falcão. respectivamente comandante da PM e chefe da Casa Militar do governador Mão Santa, foram afastados de seus cargos, por suspeita de envolvimento com a quadrilha.
Mesmo na prisão, o coronel continuou no comando de sua quadrilha, pois dispunha de celulares e recebia visitas livremente. Chegou a ordenar assaltos a bancos e o espancamento de um jornalista que o criticava. Por causa disso, esteve durante algum tempo preso no Maranhão.
Julgado, Correia Lima foi condenado em 2007 a cumprir pena de 23 anos e 9 meses.
(Com informações do Jornal Cidade Verde e Wikipédia)
O Comando Militar do Sul agora tem novo comandante. No último dia 28, General-de-Exército José Elito Carvalho Siqueira passou o comando para o General-de-Exército José Carlos De Nardi em solenidade que reuniu mais de três mil militares e contou com a presença do ministro da Defesa, Nelson Jobim, o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, além do governador do Paraná, Roberto Requião.
A cerimônia contou com um efetivo de mais de três mil militares das guarnições de Porto Alegre, Santa Maria, Blumenau, Joinville, Florianópolis, Cachoeira do Sul, São Gabriel, São Leopoldo e Sapucaia do Sul, cerca de 30 viaturas blindadas, grupamento hipomóvel e representações com uniformes históricos do 3º Regimento de Cavalaria de Guarda, Porto Alegre/RS, 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado, Santa Maria/RS, do 62º Batalhão de Infantaria, Joinville/SC, e 63º Batalhão de Infantaria, Florianópolis/SC.
O Comando Militar do Sul tem suas raízes históricas com a criação, em primeiro de setembro de 1944, do I Grupo de Regiões Militares que unificou as Forças Militares sediadas na Região Sul do País. Mercê da imperiosa necessidade de manter-se em sintonia com os objetivos político-estratégicos da nação, atuando de maneira eficaz no cumprimento de suas missões, evoluiu com as estruturas e denominações de Zona Militar Sul (1946) e III Exército (1956), passando a adotar sua atual designação somente em 1986, com a extinção dos quatro Exércitos Nacionais e a criação de sete Comandos Militares de Área. Assim, o tradicional III Exército passou a ser denominado Comando Militar do Sul.
Em sua composição atual, o Comando Militar do Sul engloba Organizações Militares sediadas nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, possuindo em sua constituição três Divisões de Exército, duas Regiões Militares, oito Brigadas e 163 Organizações Militares resultando num efetivo de 50 mil militares, ou seja, ¼ do efetivo do Exército Brasileiro. Na sua área concentram-se 90% dos blindados, 100% da Artilharia Autopropulsada, 75% da Artilharia, 75% da Engenharia e 75% da Cavalaria Mecanizada dos meios da Força Terrestre.
O General Elito foi designado para o Ministério da Defesa, em Brasília/DF para desempenhar a função de Secretário de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia. O General De Nardi é natural de Farroupilha/RS e foi Comandante Militar do Oeste, em Campo Grande/MS, de 2005 a 2006.
O Exército Brasileiro e o Governo Federal realizam pelo décimo ano consecutivo, a Operação Pipa, que tem o objativo de distribuir água potável por todo o Nordeste. "O Exército estendeu a mão amiga, passou a colaborar com a população e se responsabilizou pelo planejamento, coordenação e fiscalização da busca, transporte, desinfecção e distribuição da água por meio de carros-pipa alugados", elogiou o deputado José Alves (PDT-PE).
Atualmente, o Comando Militar do Nordeste (CMNE), com sede no Recife, é o responsável por direcionar o produto para unidades militares. No estado, existem seis organizações do setor, situadas no Recife, Olinda, Garanhuns, Petrolina e São Bento do Una. Todas têm a tarefa de apoiar a operação fornecendo suporte aos municípios carentes.
Para o município ser incluído no programa de abastecimento, deve decretar estado de emergência ou de calamidade pública e buscar o reconhecimento do Governo Estadual para que este informe a situação ao Ministério da Integração. A Companhia de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe) é responsável por receber os pedidos dos gestores municipais. O parlamentar informou, ainda, que o CMNE disponibilizou dois telefones para denunciar possíveis irregularidades na Operação Pipa: o (81) 2129.6134 e o 2129.6187.
O sertanejo e seus galões vazios a espera de água potável. Muitos caminham horas em busca do precioso líquido
Militar abastecendo carro pipa para distribuição gratuita de água potável para população
A Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) realizou nesse fim de semana a tradicional cerimônia de Declaração de Aspirantes-a-Oficial, onde 415 cadetes da turma Capitão-Mor Pedro Teixeira receberam a Espada de Oficial do Exército, tornando-se oficiais. Participaram da solenidade em Resende, no Rio de Janeiro, o vice-presidente da República, José Alencar, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Aeronáutica, Juniti Saito. Dentre os cadetes que se tornaram oficiais, oito representantes de nações amigas, como Venezuela, Peru, Cabo Verde, Angola e Bolívia.
Para o vice-presidente, a formatura dos novos oficiais significa o fortalecimento das instituições nacionais. "Esta formatura é importante porque significa a renovação das hostes nacionais. Também vem desempenhando um papel humanitário de grande valia, como na ajuda às vítimas das enchentes em Santa Catarina", disse José Alencar, que logo depois de encerrar a cerimônia passou mal, foi atendido pelo serviço médico da Aman e em seguida levado às pressas para São Paulo.
Dos novos oficiais, 67 irão compor o Comando Militar da Amazônia; 66 integrarão o Comando Militar do Leste; 41, o Comando Militar do Nordeste; 29, o Comando Militar do Planalto; 28, o Comando Militar do Oeste; 143, o Comando Militar do Sudeste e 34, o Comando Militar do Sudeste. O curso de Infantaria formou 133 oficiais, Cavalaria 57, Artilharia 61, Engenharia 37, Intendência 58, Comando 28 e Material Bélico, 33.
Primeiro colocado geral, o formando Lucas Sanchez Assumpção, do curso de Intendência recebeu a espada das mãos de José Alencar. Para ele, a formatura foi o resultado de anos de dedicação ao estudo. "A Aman não só me formou para a carreira militar, mas também me formou como homem. Tenho a plena certeza de que saio com conhecimento profissional e humano elevado. Sentirei muita falta daqui", disse Assumpção, que vai para Corumbá, no Mato Grosso.
O comandante da Aman, general-de-brigada Gérson Menandro Garcia de Freitas, exaltou o compromisso dos novos oficiais. "Esses novos oficiais terão a missão de manter aceso o compromisso de bem servir ao país e cumprir com suas atribuições nos mais longínquos pontos do país. Eles estão preparados para as adversidades que encontrarão no curso de suas carreiras e continuarão honrando o nome do Exército", concluiu o comandante.
Acaba de ser dado o sinal verde pelo Comando do Exército para os comandantes de unidades adotarem meio expediente a partir do dia 1º de dezembro. Nove em cada 10 batalhões vão seguir a orientação, que reduz as despesas com alimentação de soldados, graduados e oficiais. No meio expediente, a tropa entra pela manhã e sai antes do almoço. Fica na unidade apenas o efetivo para garantir a segurança das instalações.
A orientação sai dois meses depois de o comandante da Força, general Enzo Martins Peri, ter emitido comunicado alertando que a retenção, no Tesouro Nacional, de R$ 518,8 milhões do seu orçamento poderia provocar redução de expediente e dispensa antecipada de soldados. Por isso, o sinal verde foi recebido com preocupação pelos oficiais que tomaram conhecimento dele na última semana. A coluna levou ao Exército a preocupação expressa por esses militares. Muitos temem que a crise financeira que derruba bolsas de valores venha atrapalhar os planos federais de investimento maciço no reaparelhamento dos quartéis.
Esses oficiais começaram interpretar o aperto financeiro como um dos motivos para o anúncio do Plano Estratégico de Defesa, previsto para ocorrer no 7 de Setembro, ter sido adiado duas vezes: primeiro para novembro e agora para dezembro.
O meio expediente será seguido de dispensa antecipada de recrutas?, perguntou a coluna ao Comando do Exército. Não, respondeu a Força, que, em nota oficial, classificou a "flexibilidade para (os Comandos Militares de Área) regularem suas atividades" no fim do ano como orientação rotineira e não extraordinária.
Sobre a dispensa dos soldados, informou que a baixa do grupamento A não sofrerá alterações nas datas anteriormente previstas: 7 de janeiro, 18 de fevereiro e 24 de abril. "Sendo a última turma licenciada após quatro semanas, aproximadamente, de incorporação do novo contingente, mantendo-se o efetivo de praças do núcleo-base sempre completo", detalha a nota, espantando para longe a volta do fantasma da penúria financeira nos quartéis e aliviando a preocupação sobre o Plano Estratégico.
Primeira baixa de soldados será em 7 de janeiro de 2009
FOLGÃO DE NATAL Também acaba de sair a orientação para o chamado folgão de Natal. A maioria dos quartéis do Exército vai dividir o descanso em dois períodos: de 20 a 26 de dezembro e de 27 de dezembro a 2 de janeiro de 2009. Segundo o Exército, as folgas serão "coordenadas pelo Comando imediato do militar, seguindo orientações do Comando do Exército, que (também) prevê flexibilidade aos Comandantes subordinados em sua aplicação".
SAÍDA DA ESPLANADA Diferente da rotineira flexibilização de expediente no fim de ano, a mudança do Comando do Exército da Esplanada dos Ministérios para o Quartel-Genral, no Setor Militar Urbano, está dando o que falar. Ela custará mais do que os R$ 22,6 milhões que a Força ganhou da União. Além disso, não tem agradado militares sem carro, que hoje aproveitam a proximidade da Esplanada com a rodoviária, para voltarem mais rápido para casa.
Em relação à solicitação, formulada em 13 de novembro de 2008, o Centro de Comunicação Social do Exército esclarece o que se segue, em complemento às informações já prestadas:
Como foi apresentado na mensagem anterior, quando foi abordado o Plano Geral de Licenciamento(PGL) para 2009 e outros assuntos correlatos, após o final do ano de instrução da tropa, a partir de dezembro inicia-se uma fase de transição entre o contingente a ser licenciado e aquele a ser incorporado. Nesse período há o incremento de medidas administrativas e preparatórias, conforme o PGL, e uma redução nas atividades de adestramento, quando as atividades de instrução estarão voltadas para a desmobilização do efetivo variável incorporado no corrente ano.
Assim, a situação do período indica a possibilidade de ajustamento necessário do regime de trabalho de Organizações Militares. Nesse sentido, os Comandos Militares de Área tem a flexibilidade para regular suas atividades no período de transição, sem prejuízo do serviço e das condições de emprego de tropa, quando necessário.
Cabe lembrar, como já foi esclarecido na informação anterior, que o efetivo do núcleo-base é sempre mantido completo nesse período. Naquele esclarecimento foi citado que o licenciamento da terceira turma só ocorre após quatro semanas de incorporação do novo contingente.
Portanto, essa não é uma medida específica deste ano e sim uma orientação constante nos planejamentos anuais, elaborados com bastante antecedência a fim de otimizar o cumprimento de objetivos e finalidades estabelecidos para a Força Terrestre
Atenciosamente,
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO
EXÉRCITO BRASILEIRO ONTEM, HOJE E SEMPRE! OS MESMOS VALORES, PRINCÍPIOS E IDEAIS.
Em relação à solicitação, formulada em 13 de novembro de 2008, o Centro de Comunicação Social do Exército esclarece o que se segue:
A missão do Exército norteia todas as atividades da Instituição e está orientada pela destinação constitucional das Forças Armadas e por leis complementares.
Dentre estes diplomas legais, o Serviço Militar está previsto na Constituição Federal do Brasil, em seu artigo 143, na Lei do Serviço Militar (Lei Nº 4.375, de 17 de Agosto de 1964) e em seu Regulamento (Dec Nº 57.654, de 20 de Janeiro de 1966), que foi alterado parcialmente ao longo do tempo.
Coerente com tal legislação, o Exército elabora, anualmente, o Plano Geral de Licenciamento (PGL), que regula o licenciamento do efetivo variável incorporado no ano em curso e, ainda, de cabos e soldados do núcleo-base por término de tempo de serviço. Cabe lembrar que a incorporação que ocorre todos os anos pode ser no início do ano, em sua grande maioria, ou no meio do ano. São os Grupamentos A e B, respectivamente.
Assim, já está aprovado o PGL para 2009. Tal planejamento prevê, como ocorre todos os anos, o licenciamento em três turmas, sendo a última turma licenciada após quatro semanas, aproximadamente, de incorporação do novo contingente, mantendo-se o efetivo de praças do núcleo-base sempre completo. Esse cuidado contribui para não haver prejuízo na continuidade das ações nesse período de transição.
Para o Grupamento A as datas serão: 07 Jan 09, 18 Fev 09 e 24 Abr 09. Já para o Grupamento B as datas são: 05 Jun 09, 17 Jul 09 e 25 Set 09. Conforme a necessidade de alguns Comandos Militares de Área, é possível haver ajustamentos nessa datas.
Portanto, não tem nenhum fundamento quanto à existência de antecipação de licenciamento, bem como quanto à ligação do PGL com outros assuntos, como citado em sua mensagem. Esse processo de licenciamento, como já foi esclarecido, ocorre dessa forma há vários anos.
Quanto às folgas, o assunto tem amparo no Decreto nº 4.346, de 26 de agosto de 2002 que regula as dispensas e licenças do serviço, recompensas e outros direitos. A concessão da dispensa específica citada em sua mensagem é coordenada pelo Comando imediato do militar, seguindo orientações do Comando do Exército, que prevê flexibilidade aos Comandantes subordinados em sua aplicação.
Assim, essas recompensas, sem prejuízo do serviço, são instrumentos regulamentados para a aplicação da justiça, da ação de comando e do reconhecimento do trabalho de subordinados, aspectos fundamentais nas atividades de natureza militar.
Atenciosamente,
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO
EXÉRCITO BRASILEIRO ONTEM, HOJE E SEMPRE! OS MESMOS VALORES, PRINCÍPIOS E IDEAIS.
Atendendo às suas solicitações formuladas por meio de mensagem eletrônica, em 04 de novembro de 2008, o Centro de Comunicação Social do Exército informa o seguinte.
1. A prestação do Serviço Militar pelo Médico, Farmacêutico, Dentista e Veterinário (MFDV) está regulada no art 4º da Lei nº 5.292, de 08 de junho de 1967, Lei de Prestação Serviço Militar pelos Estudantes de Medicina, Farmácia, Odontologia e Veterinária. O citado diploma legal estabelece, entre outros requisitos, ter até 38 anos de idade mesmo para os possuidores Certificado de Dispensa de Incorporação (CDI). Portanto, não se pode falar em incorporação tardia, pois a ação realizada pelos órgãos de serviço militar responsáveis pelo Serviço Militar tem sustentação em instrumento legal, que, a nosso ver, é cristalina e afasta quaisquer dúvidas. O cumprimento do prescrito na citada lei é obrigatório para os homens e tem caráter voluntário para as mulheres.
2. As providências adotadas pelas Regiões Militares (RM), em particular pela 1ª RM, encontram amparo na Lei nº 4.375, de 17 de Agosto de 1964 - Lei do Serviço Militar e na Lei nº 5.292, de 08 Jun 67, ambas recepcionadas pela Constituição Federal de 1988.
3. A realização de palestras motivacionais nos Institutos de Ensino (IE) de MFDV tem por objetivo despertar o interesse pelo Serviço Militar e esclarecer dúvidas quanto aos direitos, deveres e vantagens dos acadêmicos quando incorporados e, sobretudo, destacar o prestimoso serviço técnico profissional realizado em benefício da família militar e da população local onde sua OM (Organização Militar) atua. Essa atividade é normatizada por normas técnicas da Diretoria do Serviço Militar (DSM), aprovadas em portaria pelo Departamento-Geral do Pessoal.
4. A obrigatoriedade de a faculdade enviar a relação dos formandos às RM não é uma imposição dos Órgãos de Serviço Militar, e sim, o cumprimento de uma determinação do Art 15 do Decreto nº 63.704, de 29 de Novembro de1968, que regulamenta a Lei 5.292.
5. Os recém-formados pelos IE em Medicina, Farmácia, Odontologia e Veterinária, mesmo os possuidores de CDI, como anteriormente referido, que não se apresentarem para a seleção, serão considerados refratários, Art. 15 da Lei 5.292/67, em débito com o Serviço Militar e sujeito a penalidades previstas no Título VII do mesmo diploma legal. Nesse sentido, aqueles selecionados para incorporação, depois de satisfeitas as condições de seleção, terão seus CDI recolhidos e, quando do seu licenciamento receberão como documento probatório com o serviço militar a Certidão de Situação Militar. Diante disto, os dispensados nessa oportunidade receberão o CDI e os possuidores de CDI terão ratificado seus documentos.
6. Pelo exposto, todos os atos administrativos relacionados à atividade do Serviço Militar, tomadas pelos Órgãos de Serviço Militar, estão respaldadas em legislação constitucional e infraconstitucional.
7. Assim, quanto àquelas atividades esclarecedoras junto aos universitários, alegações de ameaças não têm fundamento. Não se pode ter valor de juízo à possíveis dirtorções de terceiros quanto a interpletação de preceitos legais.
Atenciosamente,
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO
EXÉRCITO BRASILEIRO ONTEM, HOJE E SEMPRE! OS MESMOS VALORES, PRINCÍPIOS E IDEAIS.
A Escola Superior de Guerra, sediada na Fortaleza de São João, na Urca, pode ser transferida para Brasília. Essa é a intenção do ministro da Defesa, Nelson Jobim. Na palestra de encerramento do 8º Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, na Universidade da Força Aérea, hoje, na Zona Oeste, Jobim apresentou como justificativa para a mudança a necessidade de integração de setores do governo federal com "matéria de Defesa". Cabe perguntar o que pensam os principais envolvidos na mudança.
O ministro disse também que o País "não vai comprar caças de 5ª geração se não houver acordo firmado de transferência de tecnologia definitiva". Neste ponto, espera-se que essa dura posição seja adotada por todos os futuros governos.
Jobim afirmou ainda que o Plano Estratégico de Defesa deverá ser apresentado em dezembro ao Conselho de Defesa Nacional. A data inicial seria novembro.
Qual será o motivo desse novo adiamento?
POSTADO POR: Marco Aurélio Reis e Ananda Rope às 21:56 :: ArquivadoComentário (3)
As Forças Armadas vão entrar com a credibilidade no combate ao esperado novo surto de dengue no Rio, Grande Rio e Angra dos Reis no próximo verão. O plano em discussão no governo leva em consideração que um dos principais entraves no combate ao mosquito transmissor da doença é fato de muita gente não abrir suas residências com medo de bandidos disfarçados de mata-mosquitos.
Os estrategistas militares foram os responsáveis por levantar dentro do governo que a prevenção com ajudar militar sai bem mais em conta do que montar às pressas hospitais de campanha para atender doentes. "Os hospitais são como enxugar gelo", conta um desses estrategistas.
A proposta é que soldados fardados, transportados por viaturas militares, assumam a missão de visitar regiões com histórico de surtos da doença e ajudem a informar a população a destruírem os focos de propagação do mosquito da dengue. Cada grupo militar seria acompanhado de agentes civis da dengue (os chamados mata-mosquitos).
No caso de militar encontrar um fogo do mosquito, esses agentes serão acionados para destruir as larvas com inseticidas. "Nossos homens não vão substituir os mata-mosquitos. Vão auxiliá-los na descoberta do focos e no acesso deles às residências", acrescenta o mesmo estrategista. Ele lembra ainda que todo o soldado será treinado no quartel a identificar focos do mosquito e desmontar locais propensos a se tornarem focos. Com isso, cada soldado levará para o bairro em mora, o que inclui favelas, informações vitais para reduzir a incidência do mosquito e, conseqüentemente, os casos da doença em 2009.
(COLUNA FORÇA MILITAR - 3 de novembro de 2008)
POSTADO POR: Marco Aurélio Reis e Ananda Rope às 21:15 :: ArquivadoComentário (0)
O plano de ação contra a dengue com a participação de militares na prevenção à doença está em discussão e deveria ser mantido em sigilo para não ser mal interpretado no acalorado segundo turno das eleições municipais do Rio. Após o Cimento Social no Morro da Providência, entendeu-se que os quartéis não devem deixar que ações sociais embalem pretensões eleitorais. Quem vazou a notícia, sem detalhar, foi o ministro Temporão, da Saúde.
(COLUNA FORÇA MILITAR - 3 de novembro de 2008)
POSTADO POR: Marco Aurélio Reis e Ananda Rope às 21:14 :: ArquivadoComentário (0)
O Governo estuda criação de nova organização militar no Mato Grosso. Oficiais do Exército já visitaram o município de Sinop e de acordo com o comandante Militar do Oeste, general Rui Alves Catão, os estudos apontam que deve ser criada companhia, com cerca de 200 homens. "Essa companhia ou esquadrão seria um embrião de um futuro batalhão", completa. Especula-se que a unidade será formada por militares que hoje servem no Rio.
(COLUNA FORÇA MILITAR - 3 de novembro de 2008)
POSTADO POR: Marco Aurélio Reis e Ananda Rope às 21:12 :: ArquivadoComentário (0)