Amanhã, Dia dos Pais, às 11h, a Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais se apresenta com entrada franca, no Teatro Tom Jobim no Jardim Botânico. O repertório incluirá obras clássicas e populares.
A manhã de hoje ficará na memória de Fábio Ribeiro. O jovem de 15 anos, estudante da 7ª série da Escola Estadual Acides Barcelos, é deficiente visual e recebeu das mãos do comandante do 5º Distrito Naval, vice-almirante Arthur Pires Ramos, prêmio e homenagem pelo primeiro lugar no concurso de redação sobre a Operação Cisne Branco. "Estou feliz e orgulhoso, pois vejo que meu esforço valeu a pena", comenta.
Fábio participou do concurso com um texto escrito em braile e ficou em primeiro lugar nos estados que compreendem o 5º DN (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná). Em sua redação, o estudante falou sobre a história da Marinha do Brasil.
A mãe do estudante, Suzana Vieira Ribeiro, considera o jovem um vencedor e salienta a importância da inclusão de alunos deficientes na escola. "Estamos muito felizes com esse resultado", afirma orgulhosa.
Esta é a primeira vez que um aluno deficiente visual vence um concurso de redação da Operação Cisne Branco, realizada anualmente pela Marinha. A cerimônia comemorou também os 201 anos do Corpo de Fuzileiros Navais.
Acordo de cooperação assinado pela Marinha do Brasil e Petrobras vai aumentar o número de tripulações disponibilizadas para a Marinha Mercante. O documento prevê a abertura de 1.400 vagas em cursos de formação, repasse de R$ 78 milhões para a modernização, aumento da capacidade de alojamento para alunos e ampliação do corpo docente da área do ensino da Marinha, com o objetivo de aumentar o número de tripulações para a Marinha Mercante. "Estamos hoje com grande de demanda de atividade na área. Sabemos que a necessidade é grande não só para a Petrobras, mas também para outras empresas privadas que exploram o petróleo no Brasil", afirmou o diretor geral da ANP, Haroldo Lima, que intermediou a assinatura do termo.
O termo prevê abertura de mais de mil vagas em cursos de formação de oficiais para o setor nos próximos três anos nos Centros de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga), no Rio de Janeiro, e Almirante Braz Aguiar (Ciaba), em Belém (PA), além da execução de 45 projetos para modernização da Marinha Mercante, para os próximos três anos. Nesse período, serão construídos ainda 49 navios e 200 barcos. o "A Marinha Mercante vive um 'boom' no Brasil, principalmente a área voltada para o petróleo e estamos sem capacidade para atender a demanda de pessoal. Agora poderemos ampliar a capacidade dos dois centros e formar mais pessoal especializado para a Marinha Mercante como um todo, não só para a Petrobras", disse o comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto.
FORMAÇÃO DE OFICIAIS Serão oferecidos dois tipos de curso. Um destinado a formação de oficiais da Marinha Mercante, com a duração de três anos, para as categorias: náutica - que cuidam do navio na parte de cima - e de máquinas - que cuidam da parte mecânica e interna no navio.
O outro com a duração de um ano, para pessoas com formação universitária, para trabalhar em navios mercantes "de maneira geral". "Nós hoje formamos cerca de 800 rapazes e moças por ano e esperamos para daqui a dois, três anos, estarmos formando 1.400, um aumento de quase 90%. Não devemos parar aí. Talvez haja mais demandas e esse equilíbrio da demanda e do fornecimento de pessoal, nos permita aumentar ainda mais a nossa capacidade de formar jovens brasileiros para servir a Marinha Mercante", explicou Moura Neto.
PROTEÇÃO DO PRÉ-SAL Em seu discurso, Moura Neto enfatizou a importância da sociedade reconhecer a importância de preservar a Amazônia Azul - águas jurisdicionais brasileiras - tanto quanto se discute a preservação da Amazônia Verde. "Esperamos que nossa sociedade acorde para a importância que o mar tem. A Marinha quando chama o mar de Amazônia Azul quer chamar a atenção da população sobre a importância das riquezas de nossas águas jurisdicionais".
De acordo com o comandante a Amazônia Azul tem cerca de 4,5 milhões de metros quadrados e a Marinha tem dificuldade em se fazer presente na extensa área. "Os navios que nós queremos e precisamos ter na Amazônia Azul serão construídos aqui no Brasil. Isso envolve o desenvolvimento da nossa indústria de defesa, mais trabalho, mais emprego. Nós temos necessidade de meios, queremos construí-los no Brasil, com tecnologia nacional, por estaleiros nacionais, aumentando também a máquina desenvolvimentista brasileira e mais emprego para o nosso povo", contou Moura Neto.
Para reforçar a segurança do País pela água, a Marinha planeja construir nos próximos oito anos 30 navios-patrulha. Dois já estão em construção: um será entregue no final deste ano e o outro em 2010. A Força abrirá em breve o processo licitatório para a construção de outros quatro navios.
Mesmo com o maior corte "provisório" anunciado pelo governo federal - dos R$ 37,2 bilhões contigenciados, R$ 6,6 bilhões são do Ministério da Defesa - a Marinha não demonstra pessimismo. "O corte no orçamento é uma ameaça para qualquer desenvolvimento, mas estamos conscientes que ele haverá, mas não nos impedirá de crescer", afirmou o comandante da Força.
O comandante da Marinha, Almirante Júlio Soares de Moura Neto, durante assinatura de termos de cooperação entre a Petrobras e a Marinha do Brasil, na sede do Ministério da Marinha (Foto: Agência Brasil)
Mais de 300 militares lotados na Marinha Nacional participaram, na manhã de hoje, da Corrida da Paz, em comemoração ao Dia do Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM). O percurso teve cinco quilômetros e passou pelos Palácios do Jaburu e Alvorada, sendo concluído no Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília.
O evento, que foi realizado no Distrito Federal, pelo comando do 7º Distrito Naval, tem abrangência internacional. Assim, a mesma corrida ocorreu, durante o dia de hoje, em várias cidades brasileiras, bem como de todo o mundo. Segundo as informações divulgadas pela Seção de Comunicação do Comando do 7º Distrito Naval, o propósito é congregar a maior quantidade possível de membros das Forças Armadas dos países filiados ao conselho internacional.
Ainda de acordo com a comunicação do Comando Naval, o lema da Corrida da Paz, realizada este ano, foi Amizade através do esporte, que reflete o objetivo do cumprimento da missão militar em sua amplitude - a manutenção da paz mundial -, e o espírito de grupo e de camaradagem, que bem caracteriza a classe militar.
Em visita ao Brasil, o chefe dos serviços médicos da Marinha dos EUA, contra-almirante Adam Robinson, em entrevista exclusiva ao repórter João Gonçalves de O DIA, revelou o que achou sobre o que viu e conheceu da saúde da Marinha brasileira e falou sobre parcerias na área entre as Marinhas os dois países. Confira a seguir a íntegra da entrevista:
O que trouxe o senhor ao Brasil? Fui visitar o Hospital Marcílio Dias, em razão dos 75 anos da unidade. Fui convidado para falar sobre assistência humanitária e a participação da Marinha dos EUA nisso. Foi um convite maravilhoso e eu o aceitei.
O senhor conheceu alguns dos nossos oficiais na Marinha? Conheci o seu diretor de serviços navais de saúde, vice-almirante Baltar. A segunda pessoa que conheci foi o diretor do Hospital Naval, o comandante do Hospital Marcílio Dias, almirante Montenegro. Também conheci vários diretores. Sete, oito ou dez diretores e oficiais, que não lembro os nomes. Mas foi uma recepção maravilhosa e quero agradecer a eles e ao Brasil pela hospitalidade.
Qual foi a impressão sobre nossos serviços de saúde navais? Eu os qualificaria como "espetaculares". Quando fui ao hospital, e vi a estrutura em si e a locação eu fiquei muito impressionado. Quando entrei e vi os serviços que a Marinha brasileira está dando para os militares brasileiros, quando olhei a nova unidade de transplante que está chegando, quando olhei o nível de scanners radiológicos, a complexidade e os diferentes tipos de cirurgia - vascular, cardiovascular, oftalmológica, neurológica. Quando olhei a complexidade e o treinamento do pessoal médico de resposta - fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, equipe de enfermeiros - e quando olhei para o núcleo de administração do hospital - a audiência para quem me dirigi ontem, vi que eram espetaculares serviços militares, dos quais o Brasil deveria ficar muito orgulhoso. Lembrou-me muito as instalações dos EUA.
Vocês chegaram a discutir a realização conjunta de serviço humanitário? Sei que houve dois médicos brasileiros a bordo de um dos nossos navios numa missão humanitária no Haiti recentemente, e eles fizeram um trabalho muito bom.
Mas vocês planejam outra missão conjunta? Da perspectiva dos EUA, continuaremos a fazer assistência humanitária e assistência a desastres. As missões de assistência humanitária fazem parte da estratégia marítima do Século XXI que os nossos principais oficiais estão implementando. Pretendemos implementar essa política, e a chave para isso é fazer parcerias com nações que nos convidem. Pedimos a permissão e as nações têm que fazer parcerias conosco. Tomamos a posição em que ouvimos, aprendemos, e lideramos no que é necessário, mas sempre com a liderança na nação em que estamos. A chave é a parceria.
Há alguma parceria sendo discutida com o Brasil no momento? Não posso responder agora. Tenho conversado com muitos almirantes no Brasil e eles adorariam ter seus médicos envolvidos em serviço humanitário nessa região do mundo, e eu adoraria recebê-los também. Mas, entretanto, o que nós almirantes médicos queremos e o que acontece é um pouco diferente. Certamente essa discussão vai ocorrer com minhas contrapartes aqui, mas, por enquanto, os almirantes Balter e Montenegro foram excelentes anfitriões.
Onde estão as missões humanitárias da Marinha dos EUA agora? Tivemos os navios USS Mercy e Confort, e vários navios anfíbios em várias missões humanitárias. O que fazemos é planejar as missões de assistência humanitária depois que uma nação nos pede. O que fazemos também é quando um desastre natural mundial acontece, é avisar às nações que tiveram esse problema que temos condições de ajudá-las. Um exemplo é a Indonésia em 2005, que foi atingida pelo tsunami. Estivemos também recentemente no Caribe, e procuramos parcerias com nações que gostariam de ajuda humanitária e até veterinária. Sempre que estamos em missões de suporte a operações militares, como no Oriente Médio, também procuramos assistir à população local, com a permissão do governo.
Todo mundo está falando sobre a crise econômica. Isso vai afetar seu trabalho de alguma forma? O dinheiro que está disponível para assistência humanitária no mundo inteiro teve uma queda. Certamente isso tem um impacto no que fazemos, mas não tem um impacto na nossa disposição de assistir nações, fazer parcerias e aprender com elas.
Os militares contribuíram muito com a humanidade no sentido de aprimorar a tecnologia. Isso acontece também com a medicina no meio militar? A tecnologia é uma parte muito importante para o avanço das ciências médicas. Mais tecnologia vai ajudar a curar doenças mais rápido. Eu enfatizo que a tecnologia é muito importante na medicina, mas nada é mais importante que se assegurar a relação paciente/médico e pelo menos o cuidado médico rudimentar necessário. O que quero dizer é que não importa o quanto você avance com os equipamentos, a chave para o cuidado médico é a relação entre paciente e o médico, que deve ser estabelecida em qualquer lugar.
Médicos americanos recentemente participaram de uma missão na Amazônia. Como foi a experiência para eles? Foi uma experiência muito boa e diferente para aqueles médicos. Foi uma experiência educacional e que provocou o crescimento profissional da sensibilidade para outras partes do mundo, e demandas médicas que podem acontecer. Eles foram tirados daquele ambiente hospitalar tecnológico, que é muito poderoso, para uma área de selva remota para praticar suas habilidades e sentidos para conseguir dispensar a atenção médica que é necessária ali. Foi uma oportunidade para descobrirem diferentes doenças, diferentes animais e modos que as doenças são transmitidas. Lemos sobre isso num livro, mas não há nada como estar pessoalmente no lugar. É uma experiência muito natural, que muda a vida.
Haverá mais oportunidades para médicos americanos participarem de missões na Amazônia? Eu adoraria continuar fazendo parcerias com militares médicos da região. Se formos convidados, com certeza continuaremos a participar.
E oportunidades para brasileiros aprenderem mais nos serviços médicos navais nos EUA ? Acho que isso está em aberto. Falei ontem com um de seus diretores de saúde aposentados, almirante Ibraim, e ele me contou que esteve cinco semanas nos EUA em 1988. Ficou num hospital naval e contou que algumas das construções no Marcílio Dias foram inspiradas por coisas que ele viu lá. O almirante Ibraim começou serviços de transplantes na Marinha do Brasil "off the board" com o que ele aprendeu da gente. O que quero dizer é que estamos mais do que dispostos a fazer esse tipo de parceria.
Chefe dos serviços médicos da Marinha dos EUA, contra-almirante Adam Robinson
Você concorda com a impressão que o contra-almirante Adam Robinson teve da saúde da Marinha brasileira?
A Marinha do Brasil incorporou hoje o Navio Polar "Almirante Maximiano". O navio será empregado, prioritariamente, em coletas de dados oceanográficos na Região Antártica, em apoio aos projetos científicos do Programa Antártico (Proantar), podendo ser utilizado tanto em Águas Jurisdicionais Brasileiras quanto em outras regiões da área, região marítima em alto mar, além do limite da Zona Econômica Exclusiva.
"Almirante Maximiano" será utilizado também para levantamentos hidroceanográficos para a atualização de cartas e publicações náuticas, sem prejuízo às atividades de apoio logístico à Estação Antártica Comandante Ferraz.
A cerimônia foi realizada Bremerhaven, na Alemanha, e presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, almirante-de-esquadra Aurélio Ribeiro da Silva Filho. Comando do navio será assumido pelo capitão-de-mar-e-guerra Sérgio Ricardo Segovia Barbosa.
Mais recente aquisição da Marinha: Navio Polar "Almirante Maximiano"
CARACTERÍSTICAS - Comprimento Total ......................................................... 93,4 m - Comprimento entre perpendiculares ................................. 83,2 m - Boca moldada ............................................................... 13,4 m - Calado carregado ........................................................... 6,2 m - Deslocamento carregado ................................................ 5.540 ton
Sistema de propulsão: - 2 Motores Caterpillar 3612 V12 2942 KW
Geração de energia: - 2 geradores de eixo Caterpillar 1464 KW - 1 motor Caterpillar 3512 V12 1424 KW - 1 Diesel gerador de emergência Cummins-KarstenMoholt 250 KW - Velocidade Máxima Mantida(VMM) ................................... 13 nós - Velocidade Econômica de Cruzeiro(VEC) .......................... 11 nós - Autonomia ...................................................................... 90 dias - Tripulação ....................................................................... 54 militares - Acomodação (1/3 destinado à comunidade científica) ......... 106 pessoas - Sistema de Posicionamento Dinâmico (DP) - 1 Bow Thruster BRUNVOLL SPT-AP-400 - 2 Bow Thrusters BRUNVOLL SPK-300 - 1 Azimutal Thruster AQUAMASTER US 630 - Notação de Classe ICE-C (capacidade de operar em condições de gelo amenas, ou seja, campo de gelo fragmentado de até 40 cm de espessura).
MARINHA DO BRASIL COMANDO DO 1º DISTRITO NAVAL SEÇÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
NOTA À IMPRENSA
A Marinha do Brasil participa que, lamentavelmente, um aluno da Escola Naval, o Aspirante Alexandre Lopes de Almeida, faleceu no dia 21 de dezembro, aproximadamente às 21:20h, acidentado por um disparo de metralhadora fixa, a bordo do Aviso de Instrução "Guarda Marinha Jansen" (navio da Escola Naval), que se encontrava a cerca de 15 milhas náuticas de São Sebastião - SP, ao final do exercício de tiro programado, como parte da formação profissional-naval dos futuros oficiais da Marinha.
O Aviso de Instrução "Guarda Marinha Jansen" estava em missão de adestramento com os Aspirantes da Escola Naval, proveniente da Região Sul do País, navegando para o Rio de Janeiro.
Após o acidente, o navio dirigiu-se para o porto de São Sebastião, a fim de serem tomadas as providências de medicina legal necessárias à liberação do corpo, bem como efetuar o registro da ocorrência no Primeiro Distrito Policial daquela cidade.
O Aspirante Alexandre Lopes de Almeida, de 21 anos, cursava o 2º ano da Escola Naval e era muito bom aluno. Seu corpo será sepultado de acordo com o desejo da família.
A Marinha instaurou Inquérito Policial Militar (IPM), com prazo de conclusão entre 40 e 60 dias. Foi determinado ao Encarregado do Inquérito solicitar ao Ministério Público Militar que acompanhe a condução do IPM.
A Marinha do Brasil, também, informa que a família do Aspirante Alexandre Lopes de Almeida está sendo apoiada por intermédio de equipe multidisciplinar, constituída de Assistente Social e Capelão.
A Seção de Comunicação Social do Comando do 1º Distrito Naval continua à disposição para outras informações.
PAULO FERNANDO AMORIM DE CAMPOS Capitão-de-Fragata ( T ) Encarregado da Seção de Comunicação Social
A Marinha do Brasil confirmou a morte de um aluno da Escola Naval ontem (21), durante exercício de tiro no arquipélago de Alcatrazes. O navio é conhecido como "Aviso de Instrução Guarda-Marinha Jansen". A Marinha determinou que a embarcação se deslocasse para o porto mais próximo, em São Sebastião. Na cidade, foram tomadas as primeiras providências necessárias para a liberação do corpo, além do registro de boletim de ocorrência no 1° Distrito Policial.
O aspirante Alexandre Lopes de Almeida morreu após ser atingido por um tiro de metralhadora anti-aérea. A família do militar morto é de Macaé, no estado do Rio de Janeiro.
A Marinha instaurou um inquérito para apurar as causas e as circunstâncias do acidente. De acordo com a assessoria de comunicação social do 1º Distrito Naval, o laudo com o resultado deverá sair em até 45 dias
MENSAGEM MARINHA DO BRASIL COMANDO DO 5º DISTRITO NAVAL
Devido as fortes chuvas que ocasionaram enchente no Estado de Santa Catarina, aumentando os níveis dos rios Itajaí-Açú e Blumenau, causando danos em vários municípios e deixando grande parte da população desabrigada, a Marinha do Brasil tem prestado apoio solidário à sociedade civil vítima desta calamidade pública.
Foi determinado pelo Comando do 5º Distrito Naval que a Capitania dos Portos de Santa Catarina e suas Delegacias subordinadas prestassem apoio com viaturas, embarcações e pessoal especializado às vítimas, em coordenação como os diversos órgãos envolvidos.
Além do contingente já empregado nas ações de auxílio, também será deslocado para a área atingida, um helicóptero de emprego geral sediada em Rio Grande.
A Marinha do Brasil continuará envidando esforços para atender as demandas deste lamentável acontecimento.
Atenciosamente, FRANCISCO J. M. CAVALCANTE Primeiro-Tenente (AA) Ajudante-de-Ordens
--------------------- MENSAGEM MARINHA DO BRASIL COMANDO DO 5º DISTRITO NAVAL
A Marinha do Brasil, por meio da atuação do Comando do 5º Distrito Naval, tem prestado apoio desde o dia 23 de novembro às vítimas dos alagamentos e desabamentos que vêm ocorrendo no Estado de Santa Catarina em razão do aumento no nível dos rios Itajaí-Açu e Itajaí-Mirim, ocasionado pelas fortes chuvas dos últimos dias. Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, aproximadamente 20 municípios decretaram Estado de Calamidade Pública, mais de 90 pessoas perderam suas vidas e outras 78 mil já estão desabrigadas ou desalojadas, recebendo ajuda da Defesa Civil, da Marinha, Exército, Aeronáutica, Corpo de Bombeiros e demais órgãos públicos.
Aproximadamente 47 militares da Marinha prestam apoio humanitário na região, fazendo uso de embarcações, viaturas e um helicóptero da Força que foram direcionados para o resgate de vítimas, para auxiliar na distribuição de água, alimentos e artigos de vestuário nos locais de difícil acesso. As viaturas são empregadas onde ainda é possível o deslocamento por terra, e as lanchas apóiam alguns bairros da cidade de Camboriú, fortemente afetados.
Atenciosamente, MARCELO DO NASCIMENTO MARCELINO Capitão-de-Corveta Assistente
Mais militares, atuando em novas embarcações feitas no Brasil, gerando empregos nos estaleiros nacionais. Reforço de equipamentos e homens para patrulhar águas que vão do chamado Pré-sal (área rica em jazidas de petróleo, no litoral Sudeste) a rios navegáveis da Amazônia. Essa é a Marinha que sairá da nova Estratégia Nacional de Defesa, conforme antecipou a O DIA o comandante de Força, o almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto, 65 anos, notório por ter defendido publicamente nos últimos três anos o aparelhamento das Forças Armadas.
O plano que trará a nova Estratégia Nacional de Defesa está previsto para ser anunciado oficialmente, após dois adiamentos, até o dia 15 do mês que vem. Antes disso, porém, os efeitos dos novos ares que sopram na Marinha poderão ser sentidos pelos brasileiros. Daqui a uma semana começa aperto inédito no rigor para comandantes de embarcações de lazer e esporte flagrados tendo consumido qualquer quantidade de álcool. Será durante a Operação Verão, que se estenderá até março. Na ação serão usados 200 bafômetros que a Marinha comprou para estender para o mar a Lei Seca que reduziu os acidentes na rodovias do País.
"Vamos abordar a embarcação e se sentirmos que há alguma necessidade, o condutor será multado ou detido, ou até mesmo entregue à polícia", explicou o almirante Moura Neto, na entrevista cujos principais trechos podem ser lidos abaixo.
PLANO ESTRATÉGICO Em 2005, a Marinha apresentou um programa de reaparelhamento e o governo reuniu grupo de trabalho com as três Forças, a Casa Civil e os ministérios do Planejamento e da Defesa para preparar um programa amplo. Ele ficou pronto em 2006 e, durante o ano seguinte, ficou em gestação no Ministério da Defesa. Em seguida, o presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva) incumbiu o ministro (Nelson) Jobim (da Defesa) de preparar uma Estratégia Nacional de Defesa. Ou seja, o que o País espera que suas Forças Armadas sejam capazes de executar. Então, de posse dessa missão se faz o programa de reaparelhamento das Forças Armadas.
SUBMARINOS Os submarinos são a prioridade número um do programa de reaparelhamento da Marinha. Queremos construir submarinos convencionais e avançar no sentido de se construir o submarino com propulsão nuclear. O Programa Nuclear da Marinha começou em 1979 e tem dois grandes projetos: o enriquecimento de urânio (que já está perfeitamente dominado com centrífugas de tecnologia nacional) e o protótipo do reator nuclear, que vai equipar o submarino. É um reator de produção de energia, que fará o motor elétrico do submarino andar. Nosso reator terá 11 megawatts de produção de energia elétrica. Isso faz meu submarino andar, mas também acende a luz de uma cidade de até 20 mil habitantes.
MAIS TEMPO SUBMERSO O submarino convencional funciona com baterias, que vão descarregando à medida que são aplicadas no motor. De tempos em tempos, esse submarino tem que vir à superfície, ser ligado a um gerador diesel-elétrico para recarregar essas baterias. Daí ele fica vulnerável: se expõe e passa a ser localizável. O submarino de propulsão nuclear funciona de outra maneira. Através da reação nuclear, esquenta a água, que se transforma em vapor. É esse vapor que atua numa turbina, fazendo girar um gerador, que produz energia elétrica. A mesma coisa que acontece nas usinas nucleares. Esse submarino pode permanecer, teoricamente, indefinidamente debaixo da água. Só não fica por causa da resistência psicológica e física das tripulações. É uma arma de dissuasão grande, porque não se expõe. É o que queremos. Ter capacidade de dissuasão, de mostrar ao mundo que somos perfeitamente capazes de garantir a soberania de nossa Amazônia Azul, que é o nome que damos às nossas águas jurisdicionais.
Moura Neto: "Queremos estar, permanentemente, junto aos campos petrolíferos"
TRIPULAÇÃO ESPECIAL A partir do ano que vem vamos começar a preparar as tripulações. O primeiro submarino nuclear vai demorar em torno de dez anos para ficar pronto. Já estamos com planejamento de cursos no exterior, intercâmbios entre outras Marinhas e preparo psicológico dessas tripulações. Normalmente as Marinhas que têm esses submarinos possuem duas tripulações: uma fica em terra e a outra vai para o mar. Quando o submarino ficar pronto vamos estar com os tripulantes preparados. Os submarinistas são voluntários, uma vez que envolve mais tempo de afastamento (do lar).
PRIORIDADE DOIS A segunda maior prioridade do nosso Programa de Aparelhamento são os navios-patrulha. Queremos aumentar o número desses navios para podermos permanecer, permanentemente, junto aos campos petrolíferos, principalmente os mais ricos. É para, nos 365 dias do ano, termos um navio nas proximidades para tomar conta, para defender, se for o caso. O programa é construir 27 navios- patrulha. Teremos navios em terra, fazendo reparos, enquanto outros estarão no mar, próximos dos campos (de petróleo).
MAIS HOMENS E logicamente claro está que se formos aumentar o número de navios e de bases (navais), com toda certeza teremos que aumentar uma parte do nosso efetivo. Teremos que aumentar para poder fazer frente a essa quantidade enorme de navios que vão chegar.
Esses 27 navios levarão de sete a oito anos para serem construidos. É o tempo que a Marinha vai se preparar, formar mais gente, se organizar para poder fazer frente às novas demandas. Já estamos estudando como vamos aumentar a captação de gente para as Escolas de Aprendizes e para a Escola Naval. Nosso setor de pessoal está estudando como vamos atender essas demandas, que irão ocorrendo no decorrer do tempo.
DOMÍNIO TECNOLÓGICO A independência tecnológica é que dá independência para o país. Se queremos ter uma força de dissuasão, temos que ter não só Forças Armadas com credibilidade, bem preparadas e bem treinadas, mas temos que ter também uma indústria de defesa que possa apoiar. Se o país compra equipamentos em um outro, o que faz se um dia esse outro país não puder fornecer o sobressalente? É de fundamental importância que, se queremos que o Brasil cresça, que as Forças Armadas assumam posição equiparada ao prestígio político-estratégico do País no cenário internacional, temos que ter auto-suficiência, temos que ser capazes de produzir nossos próprios equipamentos e construir nossos próprios navios. Não quero dizer com isso que não se vá importar. Alguma coisa terá que ser importada, mas a base será a indústria nacional.
EMPREGO E RENDA Quando pensamos em reforçar nossa indústria de defesa, estamos pensando também na quantidade de empregos que serão criados. Para se construir navios, os estaleiros vão ter mais trabalho, vão ter mais encomendas. Isso é a máquina produtiva do País avançando, como é o desejo de todos. Hoje estamos construindo dois navios-patrulha. Abrimos processo licitatório para construir mais quatro. Agora, em dezembro, abriremos as cartas com as propostas. Um estaleiro vai vencer. Tudo isso feito com o próprio orçamento da Marinha. O ministro da Defesa, sabedor que o Plano Estratégico de Defesa seria discutido por um ano, liberou a construção de alguns meios de clara necessidade, como é o caso dos navios-patrulha, tendo em vista a proteção das plataformas de petróleo. Mas é claro que é uma pequena parcela de um plano muito ambiciosos de reconstrução, que vai durar 20 anos, gerando empregos e renda.
ROYALTIES Não há menor dúvida de que quando houver mais produção de petróleo (graças as descobertas das jazidas na área do Pré-sal), o valor dos royalties do petróleo (importância cobrada pelo governo no processo de produção) que será alocado para a Marinha vai aumentar. A Marinha sabe que não tem recebido toda parcela dos royalties a que faz jus.
Uma parte é colocada no orçamento e a outra vai para reserva de contingência da Força e o Governo vai liberando à medida que as receitas permitam. É o problema da administração econômica do País. Com as novas descobertas, claro que está, que uma maior quantidade de royalties entrará. O que será até muito bom para o Governo, porque teremos meios para poder fazer andar esse programa de reaparelhamento, pelo menos o da Marinha. Uma boa parte desse programa com toda certeza, se o Governo assim decidir, poderá sair dos royalties.
GASTOS COM FORÇA Acho que a sociedade está amadurecida o suficiente para entender os gastos expressivos da Marinha. E se a população parar para pensar, esse gasto é ínfimo perto da quantidade de riquezas que estão em jogo: esses campos do Pré-sal tem um potencial de recursos financeiros para o País tão grande, tão grande, que o que a Marinha vai gastar tem percentual ínfimo perto da riqueza que estamos ali para proteger. A população entende perfeitamente que, se temos grandes riquezas no mar, temos que ter capacidade para protegê-las.
MARINHA FORTE (Com a nova Estratégia de Defesa) há o crescimento da Marinha em todos os seus cenários. Desde o tomar conta das embarcações de turismo até o tomar conta das nossas plataformas. Essa é uma missão muito grande, uma tarefa muito grande para a qual a Marinha tem se preparado no decorrer desses anos todos.
LEI SECA O mesmo rigor da Lei Seca no trânsito será aplicado nas águas. Todos os anos, quando chega perto do verão, instauramos a Operação Verão. Aumentamos a nossa presença, aumentamos o policiamento nas águas, nos fazemos mais presentes. Agora vamos comprar os chamados bafômetros, que têm o nome técnico de etilômetro. Eles serão distribuídos e vamos fazer cumprir o que já está nas leis, ou seja, que ninguém possa dirigir uma embarcação no mar alcoolizado, porque isso pode causar um acidente grave, ferindo ou até matando outras pessoas. Vamos abordar a embarcação e se sentir que há alguma necessidade, o condutor será multado ou detido, ou até mesmo entregue à polícia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reinaugurou ontem no Rio, na Praça XV, uma estátua de João Cândido do marinheiro negro João Cândido Felisberto, líder da Revolta da Chibata, criada pelo artista plástico Walter Brito. A solenidade em comemoração pelo Dia Nacional da Consciência Negra, não teve representantes da Marinha e do Ministério da Defesa. Para a Força Naval, o marinheiro foi só o líder de um motim.
Lula chegou a comparar João Cândido a outros personagens da história brasileira que enfrentaram militares, como o beato Antônio Conselheiro, líder de Canudos (no início da República), o líder comunista e ex-sargento do Exército Gregório Bezerra (torturado em 1964) e o guerrilheiro Carlos Marighela (morto em 1969). "Os brasileiros precisam aprender a transformar seus mortos em heróis", afirmou.
O presidente chamou João Cândido de "almirante" e disse ainda que o marinheiro "foi perseguido por ter consciência política". "Não sei quantos brasileiros hoje teriam coragem de se rebelar contra seus comandantes", discursou. Ele exaltou ainda a mistura de etnias que formou o povo brasileiro e destacou a importância da eleição de Barack Obama para presidente dos Estados Unidos.
Lula disse que seu futuro colega americano deve pensar como ele pensava ao assumir, em 2003, quando se convenceu de que, se falhasse, os trabalhadores seriam responsabilizados. "O Obama tem que entrar e dizer: Tenho que recuperar a economia americana, senão vão jogar esse desastre dos brancos em cima dos negros".
Lula descerra a imagem de João Cândido na Praça XV
A REVOLTA Segundo a enciclopédia livre, Wikipédia, a Revolta da Chibata foi um movimento de militares da Marinha do Brasil, planejado por cerca de dois anos e que culminou com um motim que se desenrolou de 22 a 27 de novembro de 1910, na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, na época capital do País, sob a liderança do marinheiro João Cândido Felisberto.
Marcada para dez dias depois da posse do Presidente Hermes da Fonseca, o que precipitou o ápice da revolta acabou sendo a punição aplicada ao marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes do Encouraçado Minas Gerais. Por ter trazido cachaça para bordo e, em seguida, ter ferido com uma navalha o cabo que o denunciou, foi punido, não com as vinte e cinco chibatadas máximas regulamentares, e sim com duzentos e cinqüenta, na presença da tropa formada, ao som de tambores no dia seguinte à posse do presidente, dia 16 de Novembro de 1910. O exagero dessa punição, considerada desumana, provocou uma indignação da tripulação muito superior à que já vinham sentindo durante a conspiração da revolta.
Uma semana depois, já na baía de Guanabara, na noite de 22 de novembro, os marinheiros do Minas Gerais amotinaram-se. Quando o comandante Batista das Neves retornava de um jantar oferecido a bordo do navio francês Duguay-Trouin, foi cercado pelos amotinados e, depois de uma curta luta, mataram-no a tiros e a coronhadas. Na seqüência, outros cinco oficiais foram assassinados, conforme acordavam e saíam dos seus camarotes para verificar o que se passava. Enquanto isso, o 2º tenente Álvaro Alberto, o primeiro oficial gravemente ferido, com golpe de baioneta, conseguiu alcançar o Encouraçado São Paulo num escaler e notificou os demais oficiais da armada, que escaparam para terra.
Sem os seus oficiais a bordo, os encouraçados São Paulo (o segundo maior navio da Armada à época) e Deodoro, o cruzador Bahia, e mais quatro embarcações menores ancoradas na baía, aderiram ao motim no decorrer da noite.
Na manhã seguinte (23 de novembro), sob a liderança do marinheiro de primeira classe João Cândido Felisberto e com redação de Francisco Dias Martins, foi então emitido um ultimato no qual ameaçavam abrir fogo sobre a então Capital Federal:
O governo tem que acabar com os castigos corporais, melhorar nossa comida e dar anistia a todos os revoltosos. Senão, a gente bombardeia a cidade, dentro de 12 horas. (carta de João Cândido, líder da revolta)
E complementava:
"Não queremos a volta da chibata. Isso pedimos ao presidente da República e ao ministro da Marinha. Queremos a resposta já e já. Caso não a tenhamos, bombardearemos as cidades e os navios que não se revoltarem."
Surpreendido e sem capacidade de resposta, o governo, o Congresso e a Marinha divergiam quanto à resposta, pois a subversão da hierarquia militar é um dos principais crimes nas Forças Armadas. A população da então Capital, num misto de medo e curiosidade, permaneceu em estado de alerta, parte dela refugiando-se longe da costa enquanto outros se dirigiram à orla para assistir o bombardeamento ameaçado pelos marinheiros.
A Marinha esboçou um ataque aos revoltosos com dois navios menores, mas além de rechaçá-lo, estes bombardearam as instalações na ilha das Cobras. Outros disparos foram efetuados sobre o Palácio do Catete, sede do Poder Executivo. Ainda nessa manhã, o deputado e capitão-de-mar-e-guerra José Carlos de Carvalho esteve a bordo dos encouraçados Minas Gerais e do São Paulo, dando início às negociações com os amotinados.
Os navios que não aderiram à revolta, na maioria contratorpedeiros, entraram em prontidão para torpedear os amotinados. No dia 25 de Novembro, o então Ministro da Marinha, almirante Joaquim Marques Batista Leão expediu a ordem: "hostilize com a máxima energia, metendo-os a pique sem medir sacrifícios."
Quatro dias mais tarde, a 26, o governo do presidente marechal Hermes da Fonseca declarou aceitar as reivindicações dos amotinados, abolindo os castigos físicos e anistiando os revoltosos que se entregassem. Estes, então, depuseram armas e entregaram as embarcações. Entretanto, dois dias mais tarde, a 28, alguns marinheiros foram expulsos da Marinha, sob a acusação de "inconveniente à disciplina".
Em 4 de dezembro, quatro marujos foram presos, sob a acusação de conspiração. Em meio a uma forte onda de boatos, isolados e desorganizados, os fuzileiros navais sublevaram-se na ilha das Cobras (dia 9 do mesmo mês), sendo bombardeados durante todo o dia, mesmo após hastearem a bandeira branca. De seiscentos revoltosos, sobreviveram pouco mais de uma centena, detidos nos calabouços da antiga Fortaleza de São José da Ilha das Cobras.
Entre esses detidos, dezoito foram recolhidos à cela n° 5, escavada na rocha viva. Ali foi atirada cal virgem, na véspera do Natal. Após vinte e quatro horas, apenas João Cândido e o soldado naval Pau de Lira sobreviveram. Cento e cinco marinheiros foram desterrados para trabalhos forçados nos seringais da Amazônia, tendo sete destes sido fuzilados nesse trânsito.
Apesar de se declarar contra a manifestação, João Cândido também foi expulso da Marinha, sob a acusação de ter favorecido os rebeldes. O Almirante Negro, como foi chamado pela imprensa, um dos sobreviventes à detenção na ilha das Cobras, foi internado no Hospital dos Alienados em Abril de 1911, como louco e indigente. Ele e dez companheiros só seriam julgados e absolvidos das acusações dois anos mais tarde, em 1 de dezembro de 1912.
Em 24 de julho de 2008, através da publicação da Lei Federal nº 11.756/2008 no Diário Oficial da União, foi concedida anistia post mortem a João Cândido Felisberto, e aos demais participantes do movimento, graças a projeto da senadora Marina Silva (PT-AC) aprovado pelo Congresso e sancionado por Lula. O episódio é tema da música O Mestre-Sala dos Mares, de João Bosco e Aldir Blanc.
(Fonte: Wikipédia)
Você concorda com o presidente Lula quando, em seu discurso, ele afirma que não sabe "quantos brasileiros hoje teriam coragem de se rebelar contra seus comandantes"? Será que isso foi uma provocação?
Marinha e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) assinaram hoje um termo de cooperação para atendimento a populações ribeirinhas da Região Amazônica. O convênio vai permitir que o INSS leve à população ribeirinha atendimento por meio de agências móveis instaladas nos navios da Marinha. Os serviços estarão disponíveis no início de 2009 e terá duração de cinco anos.
Confira agora as instruções encaminhadas pela Marinha eNão deixe de colocar no link comentário sua expectativa com a vida na Marinha.
MARINHA DO BRASIL DIRETORIA DE ENSINO DA MARINHA
DIVISÃO DE DIVULGAÇÃO
NOTA À IMPRENSA
Rio de Janeiro, 18 de novembro de 2008.
Processo Seletivo de Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros (PSAEAM/2008).
Resultado Final
Instruções Diversas: 1) Para apresentação nas EAM, os candidatos deverão portar: - Documentação: Cópia autenticada dos seguintes documentos, de modo a confirmar as condições exigidas para inscrição, conforme subitem 13.5 do Edital. Relembra-se que a verificação de documentos é de caráter eliminatório: a) Certidão de Nascimento; b) Certificado ou declaração de Estabelecimento de Ensino, oficialmente reconhecido, de conclusão do Curso de Ensino fundamental ou equivalente; c) Histórico-Escolar; d) Se militar ou membro da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros Militar, em atividade, autorização para inscrição pela respectiva Força Armada ou Força Auxiliar, e atestado de idoneidade moral e bons antecedentes, emitido pela autoridade a quem estiver subordinado, conforme modelo constante na página oficial da DEnsM na Internet e disponível nas ORDI; e) Título de Eleitor, se possuir, e comprovante de votação na última eleição ou correspondente justificação; f) Certificado de Reservista ou prova de quitação com o Serviço Militar, se o candidato tiver 18 anos ou mais; g) Certificado de Alistamento Militar, em caso de o..candidato ter se alistado para prestação do Serviço Militar; h) Cartão de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF); e i) Documento Oficial de Identificação, com fotografia.
Obs: O candidato, servidor público civil ou militar, inclusive os pertencentes à MB, deverão entregar nas EAM, no início do Período de Adaptação, documento comprobatório do seu desligamento ou de seu licenciamento do Serviço Público.
- Material de uso pessoal, conforme subitem 13.8 do Edital: a)um par de tênis branco; b)um short azul marinho de algodão; c)duas camisetas brancas sem manga; d)duas camisetas brancas com manga curta; e)uma sunga azul marinho; f)uma toalha branca; g)uma calça tipo "jeans" azul marinho; h)um par de sandálias do tipo havaiana, na cor preta; i)dois cadeados 35mm, preferencialmente de segredo; j)escova e graxa preta para sapato; l)material higiênico (sabonete, creme dental, escova de dentes, pincel de barba, etc.); m)dois cabides; e n)três fotografias 3 X 4 recentes, de frente (com cabelo curto e camisa branca, com gola fechada).
- Material escolar: a)quatro cadernos pequenos ou dois grandes; b)quatro canetas esferográficas, na cor azul ou preta; c)uma borracha; d)quatro lápis nº 2; e)uma régua; e f)um transferidor.
2) Os candidatos convocados que realizaram as provas na cidade do Rio de Janeiro (ORDI Diretoria de Ensino da Marinha) deverão concentrar-se no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN) - Avenida Brasil nº 10590 - Penha - Rio de Janeiro, RJ., com antecedência de 1 hora para despedidas e vistoria do material, de acordo com as datas e horários a seguir discriminados:
Candidatos chamados para a Escola de Aprendizes-Marinheiros do Ceará - 09 de janeiro de 2009, às 08h; Candidatos chamados para a Escola de Aprendizes-Marinheiros de Pernambuco -..09 de janeiro de 2009, às 15h; Candidatos chamados para a Escola de Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina - 10 de janeiro de 2009, às 14h; e Candidatos..chamados para a Escola de Aprendizes-Marinheiros do Espírito Santo - 11 de janeiro de 2009, às 08h.
3) Dúvidas quanto ao embarque, entrar em contato pelo telefone (0XX21) 2104-6553, da Seção de Serviço Militar (SSM) do Comando do 1º Distrito Naval.
4) Os candidatos convocados oriundos dos demais Estados da Federação deverão entrar em contato com a Organização da Marinha onde se inscreveram para obterem as informações sobre data, horário e o local de embarque para as respectivas EAM.
5) Os candidatos deverão dispor de recursos próprios para o custeio de alimentação e despesas pessoais nos trajetos para as EAM.
MARIA EMILIA DE MOURA ESTEVÃO PADILHA Capitão-Tenente (T) 1º Ajudante da Divisão de Divulgação
Os interessados em seguir carreira militar devem correr. As inscrições para o concurso público da Marinha do Brasil terminam na próxima segunda-feira (17), às 16h30 (horário de Brasília).
Serão selecionados profissionais de ambos os sexos, com idade mínima de 18 anos, para diversas áreas de atuação em postos de trabalho no Rio de Janeiro, Belém, Natal, Rio Grande, Ladário, Salvador, São Pedro da Aldeia e Manaus. Ao todo, são 400 vagas para carreiras civis com salários de R$ 2.560,47 (nível Médio) e R$ 3.870,07 (nível Superior).
INSCRIÇÕES, PROVAS E NOMEAÇÃO Edital e formulário de inscrição estão disponíveis nos sites da Empresa de Seleção Pública e Privada (www.esppconcursos.com.br); da Empresa Gerencial de Projetos Navais (www.emgepron.com.br); da Diretoria de Ensino da Marinha (www.ensino.mar.mil.br) e nas seguintes Organizações Militares (OMs):
Rio de Janeiro: - Diretoria de Ensino da Marinha - Rua Visconde de Itaborai, nº 69 - Centro Tel.: (21) 2104-6006 - Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia - Rua Comandante Ituriel, s/nº - São Pedro da Aldeia Tel.: (22) 2621-4047 Bahia: - Serviço de Recrutamento do 2º Distrito Naval - Avenida das Naus, s/nº - Comércio - Salvador Tel.: (71) 3320-3825/3727 Rio Grande do Norte: - Serviço de Recrutamento do 3º Distrito Naval - Rua Aristides Guilhem, nº 331 - Alecrim-Natal Tel.: (84) 3216-3440 Pará: - Serviço de Recrutamento do 4º Distrito Naval - Praça Carneiro da Rocha, s/nº - Cidade Velha-Belém Tel.: (91) 3216-4122/4022 Rio Grande do Sul: - Serviço de Recrutamento do 5º Distrito Naval - Rua Almirante Cerqueira e Souza, nº 197 - Centro-Rio Grande Tel.: (53) 3233-6106 Mato Grosso do Sul: - Serviço de Recrutamento do 6º Distrito Naval - Avenida 14 de Março, s/nº - Centro-Ladário Tel.: (67) 3234-1016 Amazonas: - Comando do 9º Distrito Naval - Rua Bernardo Ramos, s/nº - Centro - Ilha de São Vicente-Manaus Tel.: (92) 2123-2278
A taxa de inscrição varia de acordo com o nível de conhecimento exigido, sendo R$50 para quem concorre a cargos de nível Médio e R$70 para cargos de nível Superior. O pagamento deverá ser feito por boleto bancário em qualquer agência bancária até o dia 18 de novembro, próxima terça-feira.
As provas objetivas serão realizadas nas cidades relacionadas acima, na data, horário e local a serem divulgados a partir da segunda quinzena de dezembro nos sites e nas OMs. Serão 30 questões de conhecimentos específicos, 10 de matemática e 10 de português para os cargos de nível Superior. As provas de nível Médio terão 25 questões de matemática e 25 de português, além de prova prática para os selecionados na objetiva.
Os candidatos aprovados e convocados para nomeação, terão exercício nas seguintes OMs: - Rio de Janeiro: Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), Base Almirante Castro e Silva (BACS), Base de Hidrografia da Marinha em Niterói (BHMN), Diretoria de Engenharia Naval (DEN), Diretoria de Obras Civis da Marinha (DOCM), Base Naval do Rio de Janeiro (BNRJ), Centro de Munição e Armas Submarinas da Marinha (CMASM), Centro de Projetos de Navios (CPN), Centro de Eletrônica da Marinha (CETM), Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha (DSAM), Centro de Armas da Marinha (CAM), Centro de Reparos e Suprimentos Especiais do Corpo de Fuzileiros Navais (CRepSupEspCFN) e Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM). - São Pedro da Aldeia -RJ: Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA). - Manaus - AM: Estação Naval do Rio Negro (ENRN). - Salvador - BA: Base Naval de Aratu (BNA). - Belém - PA: Base Naval de Val-de-Cães (BNVC). - Natal - RN: Base Naval de Natal (BNN). - Rio Grande - RS: Estação Naval do Rio Grande (ENRG). - Ladário - MS: Base Fluvial de Ladário (BFLa).
Submarino "Tamoio" demandando a saída da barra da Baía da Guanabara
Sargento da Marinha desabafa que mesmo com o reajuste, seu soldo tem sido "comido" pelo Imposto de Renda (sobram apenas R$ 52 dos R$ 112 de acréscimo) e sua margem para empréstimo consignado está "secando". "Exército e Aeronáutica dão prazo de 60 meses. A Marinha também podia aumentar", disse. A Força já afirmou que não mudará seu prazo de 48 meses alegando temer comprometer demais renda de seus homens.
(COLUNA FORÇA MILITAR - 3 de novembro de 2008)
POSTADO POR: Marco Aurélio Reis e Ananda Rope às 21:13 :: ArquivadoComentário (1)