Notícias do mundo animal
Ave é condecorada pela Cruz Vermelha por salvar criança

Willi, um papagaio dócil e esperto, recebeu uma homenagem pra lá de especial da Cruz Vermelha na última sexta-feira, em Denver, nos Estados Unidos. A ave, que ano passado salvou a vida de uma criança de dois anos, foi condecorada pela entidade com o prêmio Animal Salva-Vidas, durante o "Café da manhã dos Campeões". E o evento teve até as ilustres presenças do governador do Colorado, Bill Ritter, e do prefeito de Denver, John Hickenlooper.
O ato heroico ocorreu em novembro, quando o pássaro avisou a babá Meagan Howard, que estava no banheiro, sobre o sufocamento da pequena Hannah Kuusk. A menina havia se engasgado com comida.
"Mama, baby, mama, baby", gritou a ave sem parar.
Ao ouvir o barulho, a babá correu até a criança e realizou uma manobra de pressão abdominal para que ela expelisse o alimento e voltasse a respirar.
Cientistas querem diminuir a população de sapos-cururus usando formigas

Cientistas querem diminuir a população de sapos-cururus na Austrália com uma formiga carnívora nativa da Austrália. Os sapos dessa espécie são presa fácil para as formigas, porque ao serem atacados, se fingem de mortos. Mas o método é polêmico.
Alguns temem que no futuro, mais uma vez o feitiço vire contra o feiticeiro, já que os próprios sapos-cururus foram introduzidos na Austrália como forma de controle de pragas na lavoura.Cientistas temem que formigas acabem comendo espécies nativas, embora hoje elas não ataquem sapos australianos.
Lei de acesso a recursos da biodiversidade está travada
Depois de passar seis meses em consulta pública, em 2008, o projeto de lei que deveria regulamentar o acesso aos recursos genéticos da biodiversidade brasileira parece ter caído num buraco negro interministerial em Brasília, sem data para chegar ao Congresso. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, o projeto foi devolvido pela Casa Civil ao Ministério do Meio Ambiente, que diz ter feito alterações necessárias e enviado o texto para o Ministério da Ciência e Tecnologia, que afirma não ter recebido nada.
A nova lei é aguardada por cientistas e empresas que há anos tentam se desvencilhar das amarras "antibiopirataria" criadas pela Medida Provisória (MP) 2186. A MP instituiu o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN) e regulamentou o acesso aos recursos genéticos da biodiversidade. O órgão responsável pelas licenças de bioprospecção é o CGEN, presidido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Mas, todas as tentativas do governo de produzir um projeto de lei empacaram em divergências ministeriais.
A última proposta foi colocada em consulta pública sob articulação da Casa Civil. O projeto foi devolvido pela Casa Civil ao MMA em outubro, a pedido do ministro Carlos Minc, que assumira a pasta alguns meses antes. "Quando cheguei ao ministério esse assunto já estava travado havia dois anos e meio", disse Minc, em entrevista ao jornal. Ele disse que após tomar ciência do problema, sua equipe retirou todos "penduricalhos que só emperravam o processo", e repassou o texto para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). "A responsabilidade maior agora é do MCT. Eles estão em primeiro e a gente, em segundo", disse Minc.
"Isso para mim é novidade", disse o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCT, Luiz Antonio Barreto de Castro, responsável pelo assunto na pasta. Seja como for, diz ele, o MCT não aceitará nenhum texto que mantenha a necessidade de pesquisadores pedirem licenças ao CGEN. "Não faz sentido que cientistas tenham de pedir autorização a um órgão ambiental para fazer ciência nos seus laboratórios", afirma Barreto. Segundo ele, essa responsabilidade cabe ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
(Ag. Estado)
