Opinião
Pensando bem, esse ato cirúrgico muitas vezes pode por em risco a vida do animal por ter que submeter a uma anestesia sem necessidade, confesso que na época que a minha cocker teve filhotes, levei todos com 1 semana para cortar o rabo, mas graças a Deus nenhum teve problemas relacionado a isso...mas, quanto menos risco submetermos o animal melhor...hoje em dia esse assunto está sendo visto de uma forma diferente que a muitos anos atrás...o corte de orelhas e cauda é praticado mesmo para a estética do animal, e pelo padrão da raça, raramente encontramos cães com essa característica de padrão sem os cortes, pois já acostumamos ver eles dessa maneira em exposições e revistas, por isso, qdo vemos um ao natural até estranhamos.
Mas a retirada das unhas dos gatos e corda vocais dos cães ai já é demais!!! já passou até dos limites.
Silvania (silvaniamariadossantos@yahoo.com.br)
Qui, 03 Abr 2008 15:21:31 GMT
Cirurgia Plástica em Cães
Concordo com a maioria das pessoas que tem emitido opiniões sobre esse assunto, com respeito ao sofrimento causado aos animais submetidos a esses procedimentos. A dor e o stress existem sim! Mas a resolução do CFMV de simlesmente proibir a prática me parece estar fadada a dar em nada. Os mais prejudicados com essa medida são os veterinários que até hoje puderam exercer legalmente o direito de realizar tais intervenções e investiram tempo no refinamento de técnicas e dinheiro na aquisição de equipamentos. Quanto aos proprietários de cães (ou gatos) que queiram realmente realizar as tais cirurgias, isso continuará do mesmo jeito, pois sempre haverá profissionais dispostos a agir contra a resolução (talvez aumentando os preços das cirurgias, afinal risco existe). Haverá ainda, como existe realmente, falsos veterinários, pessoas que exercem a profissão sem a devida competência, charlatões, que poderão ocupar o nicho e esses raramente sofrem sansões dos conselhos regionais, que não tem autoridade policial e somente agiria se o indivíduo fosse denunciado à polícia(com provas!!!). Acho que seria mais acertado, ao invez da simples proibição, que o CFMV, junto às organizações de proteção aos animais e à sociedade como um todo, que se sensibiliza ante esse assunto, que iniciasse um movimento de conscientização e de convencimento das pessoas que defendem essas práticas. Talvez, democraticamente, tivéssemos, a longo prazo, um resultado mais satisfatório.
Pudera essa discussão estender-se para outras áreas de interesse social, político, econômico, tornando o país um pouco mais democrático e menos regido por uma infinidade de leis que só existem no papel, às vezes nem na cabeça de quem as criou. Chega de hipocrisia!
Fernando (ftmorata@ig.com.br)
Sex, 04 Abr 2008 01:48:17 GMT