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| Marluci Martins |
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A CBF teve lucidez e tratou de jogar um balde de água fria em seu site, numa tentativa de apagar o incêndio político causado pelo goleiro Júlio César, que abriu fogo contra o Presidente Lula. Aí vai o comunicado:
06/09/2008 às 13:08 Comunicado da CBF sobre episódio envolvendo o presidente Lula Declaração de um jogador não expressa a opinião dos demais integrantes da Seleção Brasileira CBF NEWS A CBF esclarece que o episódio das críticas feitas pelo presidente Lula à Seleção Brasileira, e que foi destaque nos jornais neste sábado, foi divulgado de uma maneira que absolutamente não reflete a opinião de todos os jogadores e integrantes da Seleção. Ao contrário, o técnico Dunga e diversos jogadores que deram declarações sobre o assunto manifestaram claramente ter entendido o direito que o presidente Lula tem de expor o que pensa sobre a Seleção Brasileira, sejam as opiniões favoráveis ou não. Pelo mesmo motivo, em um país em que há liberdade de imprensa e reconhecimento ao direito de expressão, deve ser entendida a declaração do goleiro Julio Cesar, ainda que todos os jogadores e integrantes da comissão técnica da Seleção Brasileira não concordem com o seu teor. Rodrigo Paiva Chefe de Comunicação da CBF

Tem gente que me chama de Marraluci. Quem botou o apelido foi o gerente de futebol Isaías Tinoco, nos tempos de Vasco, e, como gostei, nunca nem quis muitas explicações sobre o assunto. A fotógrafa Beth Santos simplificava, preferindo me chamar de Marra. E é assim que também me chama o repórter Ricardo Mota. E, ainda, o Macarrão, aquele da sala de fax, que sempre me ajuda na entrega dos brindes sorteados aqui uma vez na vida e outra na morte. Ok, não vou brigar com o mundo. Se meia dúzia me considera marrenta, é sinal de que a humildade não é mesmo o meu forte. Mas não sou burra. Isso, eu não sou de jeito nenhum. Sei dos meus erros, quero me flagelar quando a matéria do concorrente está melhor do que a minha, conheço minhas deficiências. A pior marra, a marra patológica, é aquela que destrói a autocrítica da gente. É aquela que causa cegueira. Ou seja: você não consegue enxergar que o vizinho tem alguma qualidade ou vantagem que você não tem. Quis mesmo fazer esse nariz de cera todo para forçar uma reflexão, e, a cada palavra que escrevo, fico mais certa do que vou dizer agora: nossa seleção é marrenta. É patologicamente marrenta. Para o Dunga e o Júlio César, por exemplo, o Presidente Lula não tem o direito de achar que o Messi é o melhor jogador do mundo. Nosso Presidente não pode considerar os jogadores argentinos mais aguerridos do que os nossos. Nosso Presidente não pode ver e exaltar as qualidades dos vizinhos. Ora bolas, o Presidente da República é sempre alvo de críticas e questionamentos. Por que será, então, que ele não pode reclamar do futebol chinfrim que nossa Seleção vem jogando por aí? Quer saber? Eu, assim como o Lula, também acho que o Messi joga muito mais do que o Maxi. E tem mais: também gosto do Cristiano Ronaldo. E daí? xxxx Até agora não compreendo por que o Edmundo vestiu aquela camisa de goleiro que, enorme, não servia nele. Achou aquela cor fashion? Só pode ter sido isso, pois, de goleiro, ele não tem nada. Edmundo é um líder, uma referência no meio de alguns botinudos, e o lugar dele é na linha e, não, no gol. E até agora não entendi seu choro e a constatação de que o Vasco não tem "mais" ajuda de ninguém. Já teve??? A derrota (3 a 1) do Vasco para o Cruzeiro aconteceu num dia em que a bruxa sobrevoou São Januário. Mas realmente não há como comparar os dois times. A defesa vascaína consegue se superar a cada dia!!! Mas eu ainda livro a cara do goleiro Tiago, injustamente vaiado. xxxx Aqui vai uma dica para o Ronaldo calar a boca de quem o considera gordo: emagrecer, já!!!

Era uma vez um jogador chamado Johnny, de 23 anos, que, tadinho, jogava no CRB, lanterna da Série B do Brasileirão. Zagueiro e dublê de volante, Johnny disputou quatro jogos, fez um gol e outro contra. E foi também expulso. Até que um dia, indicado pelo técnico Tita com quem trabalhou, esse jogador foi parar no Vasco, ao lado de André, ex-Macaé, e Serginho, ex-Bangu. Moral da história: E ainda tem gente que diz que mulher não entende nada de futebol! Eu hein... E tem gente que entende, mas se faz de cego. Como é que só perceberam que o Zárate estava gordão depois que ele entrou em campo pesado como um boi? Pedrinho é vascaíno de coração. Que as lesões o deixem e paz! Ele merece...
O empate em 2 a 2 no Fla-Flu não foi injusto, não. Ficou com gosto de derrota para os tricolores, mas outro resultado não teria sido de bom tamanho, já que o Flamengo ameaçou mais. Aliás, o prejuízo foi maior para os rubro-negros, que daqui a pouco vão precisar de um binóculo para enxergar o Grêmio que, se joga um futebol que não me empolga nem um pouquinho, vem sendo eficiente no Campeonato. A diferença já é de 11 pontos, o que significa que a briga pelo título vai ficando difícil para o Flamengo. O que mais me impressionou no jogo não foi a boa estréia do Éverton (e, por que não, do Sambueza?). O que mais me deixou de boca aberta foi o Bruno. Um goleiro de seu nível não pode tomar o gol que sofreu naquele chute do Maurício, de uma distância equivalente ao espaço entre o Méier e a Barra da Tijuca. Foi bonito o chute. Foi feio o susto do Bruno, que naquele instante devia estar pensando na morte da bezerra. xxxx Futebol não é matemática, mas os números de vez em quando são a mais fiel constatação do que acontece num gramado. O Vasco até agora fez 37 gols, apenas três a menos que os times de melhor ataque na competição: o Grêmio e o Palmeiras, com 40. Mas, com 42 gols sofridos, o Vasco tem a segunda pior defesa, perdendo apenas para a Portuguesa (47). E vale aqui lembrar que só venceu uma partida até agora fora de casa. Então, quem esperava que o time, desfalcado do Mádson, do Edmundo e do Jonílson, fosse desencantar lá no Olímpico? A derrota de 2 a 1 para o Grêmio não foi nenhuma surpresa. A zaguinha vascaína, pensando na morte da bezerra, tomou dois gols de cabeça!!!! xxxx O Botafogo quer ser campeão? Quer mesmo? Que tal então parar de dar mole? A perda de pontos para o Vasco e o Náutico é irreparável numa competição de pontos corridos. É melhor tirar o salto e calçar chuteiras. xxxx Sim, conheci Alcir Portella. Acompanhei intensamente seu trabalho em várias comissões técnicas do Vasco, por muitos e muitos anos. Posso dizer que era um cara bacana, de astral lá em cima, que uma vez por ano esbarrava comigo fora de um estádio de futebol: no Sambódromo, enfiado numa fantasia, amante dos desfiles. A dor tirou-o de cena no último Carnaval. O céu ganhou, na sexta-feira, um homem de bem. Beijo!
Sim, conforme anteciparam alguns leitores do blog nos comentários anteriores a esse post, foi um chocolate!!! O Botafogo venceu fácil o Atlético-MG, que vem sofrendo como nunca nesse ano de Centenário. O resultado de 5 a 2 foi pra lá de justo, e olha que o jogo foi no Mineirão, hein... Com direito a pênalti perdido e tudo (claro que não foi o Lúcio Flávio e, sim, o pobre do Gil). O Botafogo do Brasileirão também é um sucesso e, nessa outra frente, tem boas chances de subir mais um degrau no G4, pois vai enfrentar o agonizante Náutico, sábado, no Engenhão. Triste mesmo, só aquela meia dúzia de três ou quatro marginais fazendo bobagem na sede do Galo. Cadeia é pouco pra essa gente... xxxx Essa Sul-Americana vai ficando mesmo esquisita. Um dia depois de o São Paulo dançar, agora é o Grêmio, líder do Brasileirão, quem sai fora da disputa, com o empate em 2 a 2 com o Inter. Uma prova de que quem leva a sério a competição acaba se dando bem.
Compromissos etílico-sociais fizeram-me entrar num avião para São Paulo, e, se fiquei afastada da rodada do fim de semana, o mundo esportivo girou ao meu redor por essas coincidências da vida. Nem vou falar da boa resenha com os amigos Guto e Prósperi, do Jornal da Tarde, dos chopes bem tirados que tomamos no Pirajá e da roda de samba que serviu de fundo musical à nossa conversa futebolística. O que eu não esperava era pegar um engarrafamento tão insuportável na Avenida Paulista, na tarde de terça-feira, entre o almoço na Laço de Ouro e o happy hour no São Cristóvão. O trânsito em São Paulo fica mais lento a cada dia, mas, puxa, era cedo ainda para a rua estar tão cheia de carros dirigidos por aquelas pessoas todas que, se não estavam trabalhando àquela hora do dia, como ganham dinheiro para viver numa cidade de alto custo de vida? A resposta para o engarrafamento veio na mão contrária, quando eu já ameaçava dormir no banco de trás do carrão do amigo Cícero. Lá vinha um caminhão de bombeiros emergindo entre buzinas e acenos de admiradores. Ainda tive tempo de pegar a máquina fotográfica dentro da bolsa e clicar Maurren Maggi, com tudo e toda prosa, em seu desfile pela Paulista. Sim, ela agora é uma estrela. E tem todo direito de engarrafar a avenida que quiser desse País de tão poucas medalhas. Mas, da próxima vez, espero que não vire o rosto para o outro lado, bem na hora da minha foto, né, Maurren?
 Já no São Cristóvão (ufa!), a ida ao banheiro é a melhor desculpa para qualquer um apreciar as sei lá quantas fotos de futebol que estão espalhadas nas muitas paredes do bar. "Olha lá o Ademir Menezes... Foi uma vez na minha casa", disse orgulhosa, antes de dar de cara com uma fotografia bem familiar: Ronaldo, nos tempos de magreza e pouco dinheiro, na porta do clube de onde saiu, o São Cristóvão, com a velha camisa que vestiu por lá e um calção grená. Não tive dúvidas: fui eu que convenci o menino, então com 17 anos, a tirar da gaveta da casa da mãe aquela camisa tão antiga; fui eu que o levei até o clube no carro de reportagem do DIA, fiz a entrevista, o fotógrafo do jornal fez a foto, a matéria saiu publicada e, uns 14 ou 15 anos depois, lá está a fotografia eternizada na parede do São Cristóvão.
 Ainda estava no primeiro chope quando, por telefone, Luizão me lembrou que, naquela terça-feira, a conquista da Libertadores pelo Vasco completava 10 anos. O atacante, peça fundamental do histórico título, está treinando no Figueirense, nos acertos finais de um contrato. E já quer jogo. "Estava parado, mas deu saudade da bola. Por mim, estréio na quarta-feira, contra o Flamengo", anunciou Luizão, certamente louco para se vingar do ex-clube, de onde saiu com uma lesão no pé. xxxx Quarta-feira, hora de deixar São Paulo, um grupo de jogadores com cara de quem perdeu de cinco junta em Congonhas os cacos da goleada sofrida para o Timão. Com 24 pontos, 21 a menos que o Corinthians, o Gama volta para Brasília sobrevoando a zona de rebaixamento à Série C, e eu pego meu avião para o Rio de Janeiro. No mesmo vôo, está Valdir Espinosa, mais novo técnico desempregado, ainda sob o efeito atordoante da derrota de 4 a 2 sofrida pela Portuguesa para o Palmeiras no fim de semana. "Estou há um ano e meio sem fumar. Mas quase botei um cigarro na boca quando os caras fizeram o quarto gol", contou. Espinosa não pode reclamar. Ele mesmo me confidencia que, quando aceitou substituir Vagner Benazzi no comando da Lusa, reuniu os jogadores para uma conversa. E perguntou ao grupo se alguém já tinha sofrido na pele com um rebaixamento. Oito jogadores levantaram o dedo. Se Espinoza não voltou a fumar naquele dia, não volta mais. xxxx Se eu vou falar do Odvan? Da ida do Thiago Neves para o Atlético de Madrid? Do Dunga provocando o Vanderlei? Da liminar do Márcio Careca? Da falha do Bruno? Ah, prefiro o steak tartar carinhosamente preparado pelo mestre Giba, no Astor.
 xxxx Chego em casa, jornal sob a porta, leio a matéria sobre a morte do xerife Moisés. Sabia há alguns meses de sua doença, mas não esperava que fosse tão definitiva, tão urgente. Que descanse em paz, com a pureza dos que amam o futebol e o carnaval.
Num merecido descanso após a maratona olímpica, longe do Rio, perto de boa comida e ótima bebida, venho aqui para escrever rápidas linhas sobre Dodô. O que pensa da vida esse jogador? Quando foi contratado para jogar no Fluminense, um punhado de atacantes estavam no mesmo cardápio. A torcida se deliciava com reforços como Washington e Leandro Amaral, outros nomes eram sondados e a dúvida era: quem ficará no banco? Só Dodô não sabia do risco que corria. Ou por se valorizar demais, ou por valorizar de menos quem o cerca, Dodô quer vaga cativa no time. É um pensamento ultrapassado, egoísta e mesquinho para quem, já bem velhinho até, pratica um esporte coletivo. Não é hora de criar problemas. O Fluminense não precisa disso e, a essa altura do campeonato, não pode conviver com problemas tão pequenos. Não há mais espaço para essas birras nas Laranjeiras. Pelo menos, na fase atual, em que o clube ainda tenta se levantar do trauma da Libertadores e dos tropeços no Brasileirão. Para quem se acha tão melhor, tão necessário, o melhor caminho é a porta de saída. É a rua... xxxx E todo mundo empatou em 1 a 1!!!

Quando eu era garota, já gostava de futebol. E, numa certa fase da minha vida, adorava ver o Nilton Batata (foto abaixo) em ação. Não me perguntem por quê, já que ele não deve ter feito mais de três gols na Seleção. Era um ponta-direita do Santos, veloz e driblador, acho até que de poucos títulos na carreira.
Vendo o Nilton Batata, eu tentava compreender por que eu, com minha desenvoltura para todos os esportes, não podia também ganhar uma bola de futebol do meu pai como presente de aniversário. Minha intuição dizia que eu teria a habilidade do Nilton Batata no gramado dos meus sonhos, no qual não tive o prazer de pisar, na minha adolescência. Eu até cismava que a placa "favor não pisar na grama" só valia para as mulheres. De vez em quando, improvisava um joguinho na garagem do edifício, com o Toninho, vizinho do apartamento 410 da Rua Leopoldo 136, amigo de todas as horas, confidente e quase irmão. Era um contra um, a gente caía e se ralava no cimento, e, se houvesse uma entrada mais dura, a coisa era resolvida ali mesmo, sem juntar gente, sem barulho e confusão. Cresci com mercúrio nos joelhos, marcas roxas nas canelas e aquela frase na cabeça: "Favor não pisar na grama". Vi a primeira ameaça de transgressão surgir na areia, tornei-me jornalista, subi e desci Teresópolis várias vezes quando a mulherada começou a botar suas manguinhas de fora em busca de um gramado bem aparado. O futebol feminino era apresentado à Granja Comary. Pretinha surgia com força, a mídia começava a gostar do assunto, a bonita Milene Domingues, ex do Fenômeno, foi convocada só pra botar a bola no nariz, na cabeça, no pescoço, nas costas e onde mais ela quisesse.
 Por tudo isso, foi com muita tristeza que vi o ouro dos meus sonhos virar prata. Horas depois da derrota para os Estados Unidos na cruel prorrogação, um amigo da Marta fez-me voltar à trajetória da bola da americana Carli Lloyd, em diagonal, defensável (!!!), impiedosa, entrando no gol, cortando o coração da gente. Ele, Maurício, lembrava que a maioria das meninas dessa seleção de prata nem casa própria tem. O futuro do futebol feminino no Brasil não está garantido. O delas não é uma incógnita menor. Tânia e Pretinha têm 33 anos; Maycon, 31, e, Formiga (como joga!!!), 30. Marta, aos 22 anos, levará nossos sonhos adiante, além Londres, com a valentia de quem deixou para trás o sertão alagoano, para, transgressora, dizer ao Brasil que é permitido, sim, pisar na grama. Pisemos, então.
A rodada foi favorável aos cariocas. Parabéns a Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo. Deixo o post aberto para comentários também sobre esse assunto, mas só volto a falar do Brasileirão quando passar minha tristeza.
Termino de escrever e volto. Volto porque Maurren Maggi acaba de ganhar medalha de ouro no salto em distância. Eu, que falava de tristeza, já estou quase feliz.

E ainda temos de AGÜEntar... o AGÜEro, o neto do Maradona, o Maradona e... o Olé. É dose!

Sim, é duro perder para a Argentina. É amargo tomar um chocolate da Argentina. Ainda mais do jeito que foi: o Brasil saiu da disputa do inédito ouro, fez faltas vergonhosas e desclassificantes de quem não sabe ser derrotado e teve medo do adversário. Foi duro, amargo e ridículo. Foi triste constatar que realmente merecemos o vexame. Que eles estão a nossa frente. Sim, o futebol argentino é melhor que o nosso. Ou, pelo menos, está melhor do que o nosso. O Brasil vai mal das pernas também nas Eliminatórias da Copa do Mundo. O que só encurta o pavio da dinamite que está na mão do Dunga. Vai explodir daqui a pouco, alguém tem dúvida? O País não sabe conviver com derrotas, e o técnico nem pode reclamar. Afinal, Lucas e Thiago Neves mostraram que não sabem perder, não é?
 xxxx
 Assim como não sabem perder alguns de nossos atletas. Nossos (as) ginastas, por exemplo, mostraram um despreparo psicológico absurdo. Mas teve choro também no judô, fora do judô, mãe com saudade do filho, e por aí vai... Compreendo a dor da derrota, mas em alguns casos houve excessos. xxxx Estou numa torcida muito forte pelas mulheres do futebol. Jogam muita bola defendendo a camisa amarelinha de um País que não olha por elas. xxxx
 O Vasco goleou, mas isso não basta. É preciso secar Náutico, Fluminense, Ipatinga e Santos, que jogam amanhã. Empate dos adversários que estão na zona dos desesperados é um negócio da China. Mais do que isso: o Vasco terá de vencer a Portuguesa. O jogo, quinta-feira, será fora de casa, e fazer visitas não é o forte desse time. O Botafogo merecidamente chegou ao G4. Levou bem menos tempo do que eu esperava, e até o Ney Franco se surpreendeu. Convém manter-se lá por cima, aproveitando a boa fase. O Fluminense conta os dias para a Olimpíada terminar. O Flamengo contratou, contratou, contratou, mas ainda não empolgou de verdade.

Os 10 felizardos em breve estarão recebendo as instruções de como receber seu DVD, ok? Parabéns!
Devo estar ficando velha. Ou bebendo pouco. Ou então estava vendo muito futebol. Ou tudo isso. Deixei de ir ao samba, não estiquei em lugar nenhum, não telefonei pra ninguém. Decidi ficar sozinha em casa para ver o César Cielo. Vibrei antes com o Phelps, que ganha tudo e grita a cada vitória como se fosse a primeira. Eu já estava na cama quando o Cielo mergulhou para o que seria o maior instante de sua vida. Tentei não piscar durante aqueles 50m que iam ficando para trás a cada braçada do brasileiro. Foi linda a comemoração, sumindo e reaparecendo na borda como um monstro marinho e os murros na água que pareciam brincadeira de criança. Quando o Cielo subiu no pódio, medalha no peito, tentando cantar o Hino Nacional, foi traído por um choro que fez seu corpo tremer da cabeça aos pés. Foi ali que eu também segurei uma lágrima que queria escapulir. Foi emocionante a vitória, e, mais ainda, a alegria do cara que correu (nadou) atrás do sonho e conseguiu alcançá-lo.

Imagine só ter um chefe que faz cara feia enquanto você trabalha. Um chefe que se contorce, faz careta, grita e dá soco na mesa. Quando vejo o Bernardinho em cena, fico assustada com suas reações tão explosivas e sinceras. Isso não deve ajudar. Deve intimidar, assustar, tirar a concentração e a tranqüilidade.
Com tantos quimonos, barras assimétricas, maiôs e bloqueios, vem sobrando pouco tempo para o velho e bom futebol. Pouco vi da vitória de 3 a 1 do Vasco sobre o Palmeiras, e tomara que o resultado não seja mentiroso. Do Botafogo, não esperava outra coisa: a vitória pelo mesmo placar, em cima do Galo, foi conquistada por um time que está se acertando nas mãos de Ney Franco, apesar dos rotineiros desfalques. Uma última consideração sobre o Vasco: das quatro contratações do Vasco (fora Fernando, três desconhecidos), o melhor reforço é a saída de Beto. Ele não vinha fazendo nada mesmo.
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