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Marluci Martins

Quarta-feira, 28 Fevereiro, 2007

Chegada e desconfiança

Foto de Marcelo RéguaLéo Lima chegou. E, conforme minha bola de cristal anunciara, garantiu que amadureceu. Não parecia estar acima do peso, não. Mas ouviu torcedores pedirem-lhe, aos berros, que honrasse a camisa do Flamengo. Léo Lima chegou cercado de desconfiança. Vai ter que ralar para provar que está na Gávea por merecimento.



A cruz de Joel e... Pênalti, de novo, não!

Joel Santana estréia hoje no Fluminense, sentindo nas costas o peso do fracasso de seus antecessores. E que peso carrega!!! Não terá Carlos Alberto, seu melhor jogador. Não é unanimidade entre a torcida. Mas uma boa vitória pode resgatar a esperança que há muito não bate à porta das Laranjeiras.
No Vasco, Renato Gaúcho também carrega hoje um peso nas costas: o da eliminação da Taça Guanabara diante do maior rival. Assim como Joel, ele não é unanimidade entre os torcedores. E nem sabe se uma boa vitória cura a ressaca da derrota que passou. A classificação à próxima fase da Copa do Brasil só não pode ser decidida nos pênaltis... Ninguém atura aquilo de novo.




Terça-feira, 27 Fevereiro, 2007

Com os dois pés atrás

Léo Lima está em Porto Alegre, vai se apresentar ao Flamengo e nem preciso recorrer à minha bola de cristal para ouvir sua promessa de amadurecimento. Tomara mesmo que garanta ter se regenerado. Melhor ainda: que prove em campo e, também, fora dele, que merece vestir a camisa rubro-negra. Léo Lima tem bola, mas precisa de cabeça. A diretoria sabe disso. Tanto que, mantendo os dois pés atrás, cercou-se por todos os lados na negociação, para não sair no prejuízo. O contrato oferece três possibilidades: 1) validade até 30 de junho, 2) a prioridade na renovação até 31 de dezembro e 3) a opção pela compra de 50 por cento dos direitos econômicos, em 1º de janeiro de 2008. Pela quantidade de e-mails que recebi, a torcida rubro-negra está apreensiva.


E o Oscar vai para... Roni

Ney Franco já decidiu: Roni vai jogar ao lado de Souza. Uma opção mais que coerente, já que Renato Augusto, mau finalizador, está onde tem que estar: no meio de campo. Há quem acredite que, quando Roni e Souza foram contratados, a intenção do treinador era mesmo lançá-los como titulares. Só que Obina cresceu e o banco seria pequeno para ele. Em dia com os gols e em paz com a torcina, Obina acabou ganhando a briga. Só não venceu a briga com o destino.


E agora, Ney?

Agora que Obina já era, qual seria o ataque ideal para o Flamengo? O técnico Ney Franco pode optar por Roni e Souza, mas há ainda outras opções interessantes. Leonardo espera sua chance. E, com Juninho Paulista louco para deixar o banco, Renato Augusto poderia encostar lá na frente, embora não finalize bem.



Segunda-feira, 26 Fevereiro, 2007

O gol ou o joelho?

Foto de Marluci MartinsAo sair da ressonância magnética numa clínica na Barra, o olhar de Obina era de tristeza. Mas logo conseguiu se recompor ao tropeçar na pergunta que lhe fiz quando estava entrando no carro: "Você trocaria aquele gol pelo joelho de antes, são e salvo?" Ele quase coçou a cabeça para responder. Hesitou, mas mandou ver na resposta: "Não. Não trocaria, não. Com aquele gol, ajudei meus companheiros. E, logo estarei bem de novo para voltar ao time". Por essas e outras, Obina é o xodó. Por essas e outras, a torcida o compara com Eto'o e com quem bem entender. Um raro exemplo de fibra, que vai fazer falta ao futebol durante os seis meses de chuteiras penduradas. Obina está fora do Estadual, da Libertadores e, certamente, do primeiro turno do Brasileirão. Será que o Mengão agüenta?


Renato, o mestre do suspense

Foto de Marluci Martins

Nem Alfred Hitchcock teria feito igual. O técnico Renato Gaúcho rendeu-se às tradições da esquisita diretoria do Vasco e escondeu time, treino e escalação durante a semana do clássico com o Flamengo. Minha curiosidade atravessou o Carnaval e, também, os 90 minutos de jogo. Assistindo à partida, cheguei a pensar que as surpresas guardadas por Renato, o mestre do suspense, eram a escalação de Marcelinho e a ausência de André Dias. E, quando a bola rolou, concluí que era uma grande bobagem fazer mistério em torno disso. Será que Renato pensou que o Flamengo tremeria ao ver Marcelinho em campo? Será que fazia tanta diferença a sua entrada inesperada? Mas, como num bom filme de mistério, a surpresa estava reservada para o fim. O que Renato tentou esconder nos treinos secretos foi... foi a total incompetência de seu time em cobranças de pênalti. De quatro, apenas uma foi convertida. Ele tentou esconder isso enquanto pôde. Uma surpresa e tanto. Sinceramente, saí do Maracanã com uma dúvida: o ótimo goleiro Bruno foi mesmo herói ou Dudar e Diego é que foram vilões?
Do lado do Flamengo, o saldo não foi totalmente positivo: o time está na final da Taça Guanabara e, se falar mais alto a força da camisa, terá assegurado seu lugar na decisão do título estadual; mas a contusão de Obina foi feia. Ele entra na faca na quinta-feira e desfalca o time por uns seis meses. Por razão puramente técnica, outro jogador talvez esteja se despedindo: Claiton. Vamos esperar...


Pane no Vasco e no blog

Tá bom, tá bom... Eu sei que estou devendo um post sobre as ridículas cobranças de pênaltis do Vasco. Sobre a contusão feia do Obina. Sobre a alegria dos rubro-negros. Uma pane no blog, ontem, igual àquela do Diego e do Dudar, impediu-me de escrever. Mas estamos de volta... Vamos lá...


Domingo, 25 Fevereiro, 2007

Mágoa de cinzas

Foto de Marluci MartinsBeth voltou ao Sambódromo para o desfile das campeãs. Assistiu à Mangueira com entusiasmo e uma incerteza para o futuro: "Acho que não desfilo no ano que vem. A diretoria será a mesma". Mas quer que a mágoa fique para trás, assim como o carnaval, que já passou. "Chegou a hora de botar uma pedra sobre o assunto", disse. É, Beth

Roger, o rabugento e o Rio

Foto de Marluci MartinsLeão é ranzinza e todo mundo sabe disso. Assim como também não é novidade que Roger adora o Rio de Janeiro. Mas, escaldado pelas experiências que passou no futebol carioca, o ex-tricolor tem sua preferência: por ora, fica com o treinador rabugento. "Ganho o dinheiro em São Paulo e gasto no Rio", resumiu Roger, ontem, entre um respeitoso beijo e outro que jogava para a madrinha de bateria da Unidos da Tijuca, Adriane Galisteu. Só que as coisas também não andam bem em São Paulo. Paulo Baier largou o Palmeiras porque não recebia salários desde agosto. E o Botafogo está de olho nele. Será que o futebol carioca vence essa?


Sábado, 24 Fevereiro, 2007

Com a palavra, Souza

MM: Quem orientou você a evitar falar sobre o Vasco, depois das provocações no dia da sua apresentação?
SOUZA:­ Ninguém. Eu mesmo decidi que não devia mais falar sobre o Vasco. O que tinha que dizer, disse na minha apresentação.
MM: Por que você está perdendo tantos gols, se no ano passado foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro?
SOUZA: Porque não tive uma seqüência de jogos. Nos únicos dois jogos inteiros que disputei (contra Boavista e Maracaibo), marquei gols. Fiz dois com a camisa do Flamengo. O início de temporada está sendo até melhor do que eu esperava.
MM: Além do pôster do time do Vasco que foi campeão em 2003, há uma pequena caravela na sala da sua mãe. Quem é o vascaíno da família?
SOUZA: (Risos). Ih, é mesmo... Está vendo? Não tenho raiva do Vasco, não. Não tenho nenhum problema com o Vasco.
MM: Está preparado para as cobranças, se o Flamengo não vencer o Vasco?
SOUZA: Sei como é o torcedor... Quem perder esse jogo vai ficar numa situação muito ruim e não vai nem poder sair de casa. Se perco um jogo desses, fico um tempo sem sair. Saio da minha casa pra casa dos meus pais e da casa dos meus pais pra minha casa.



Sexta-feira , 23 Fevereiro, 2007

Um rio que passou

Foto de Marluci MartinsAs provocações da apresentação ficaram para trás. O rubro-negro Souza desistiu de chutar o passado e, hoje, já evita falar do Vasco, adversário de domingo. É melhor assim. Em tempo de violência e intolerância, qualquer palavra fora do lugar vira um dicionário de maus modos. Souza foi artilheiro do Brasileirão em 2006 e deve ter como foco as cobranças que estão por vir. Sua busca é o gol e, não, o resgate de ilusões e mágoas. É melhor pensar no futuro. O resto é briga de cachorro grande.


Quinta-feira, 22 Fevereiro, 2007

O vôo do Flu

Joel Santana sabe armar um time e, como poucos, fala a linguagem que os boleiros adoram. Se vai dar certo ou não, só o tempo dirá. E é bom que não custe a encontrar seu caminho, porque o Campeonato Estadual é tão curto quanto a paciência da diretoria tricolor. No Fluminense, o melhor de tudo nessa virada da Taça Guanabara para a Taça Rio, porém, foi a contratação do preparador físico Fábio Mahseredjian, que estava no Palmeiras. Tem nome difícil, mas faz o simples num time de futebol. Nas suas mãos, os jogadores costumam voar.

A última impressão é a que fica

Puxei Romário num canto do camarote da Unimed, cheio de jogadores do Fluminense. Era o segundo dia de desfile e tudo o que eu queria era marcar uma entrevista para o jornal. O Baixinho mandou recado para um parceiro meu de trabalho:
"Pede pra ele parar de pegar no meu pé. Não quero guerra com ninguém. Respeito as opiniões de todo mundo, mas só quero fazer meus gols e estou trabalhando pra isso".
Prometi dar o recado. E Romário deu de desabafar. Parecia agora mais preocupado com as críticas do que com o milésimo gol, obsessão que tomou conta de sua vida nesse fim de carreira.
"Marluci, o que você está achando?", perguntou.
Respondi, sem censura, o que sempre pensei:
"Admiro quem tem sonhos e trabalha para realizá-los. É um sonho seu e, trabalhando, vai acançá-lo. Só não pode ser uma preocupação do Vasco. O sonho é seu. Só seu".
Romário, por fim, perguntou:
"Como você acha que está repercutindo agora esse negócio dos mil gols?"
E, eu:
"Depois dos três gols no Voltaço, você queria o quê?"
Romário:
"Mas, ainda vou levar um tempo para chegar aos mil. Depois daqueles três, vou voltar a minha média... Vai seu um golzinho aqui, outro ali, e olha lá..."
Deu uma gargalhada por ter esculhambado a si próprio, despediu-se do carnaval e foi embora. Ficou a impressão de que, nesse fim de carreira, Romário está mais preocupado com as críticas. É hora de deixar boa impressão.


Quarta-feira, 21 Fevereiro, 2007

O Rio em Festa

Foto de Marluci MartinsFoto de Marluci MartinsFoto de Marluci Martins
A Portela levou o Pan para a Avenida. A cidade, agora, espera os Jogos com a ansiedade de um País que ainda sonha com uma Copa do Mundo.

Recolhendo as Cinzas

Foto de Marluci MartinsFoto de Marluci Martins
O carnaval chega ao fim. Os tricolores Carlos Alberto e Alex Dias tiram a fantasia e apostam em dias melhores. A decepcionante campanha do Fluminense na Taça Guanabara não apagou a esperança. "Com o elenco que a gente tem, não há como dar tudo errado. O time vai se acertar", prometeu Alex Dias, recolhendo as cinzas das fracas atuações no primeiro turno.


Terça-feira, 20 Fevereiro, 2007

Fim de casamento

Foto de Marluci MartinsO diretor tenta convencer Beth a desfilar em outro carro. A sambista, porém, sente-se humilhada e, chorando, anuncia o fim do casamento com a Mangueira.

O choro de Beth

Foto de Marluci MartinsBeth chora, magoada com a rejeição, depois de 36 anos de Mangueira.

Hora de descer...

Assustada e envergonhada, Beth implora para descer do carro. É acompanhada pelo diretor que tentara a todo custo bancar sua permanência ali.Foto de Marluci Martins

Agressão

Foto de Marluci MartinsRevoltado com a presença de Beth, o baluarte agride o integrante da diretoria (à esquerda) que autorizou-a a subir no carro. Beth (encoberta) tenta separar os dois.

O começo de tudo

Foto de Marluci MartinsBeth sobe no carro com dificuldade, para surpresa do baluarte (com o chapéu para o alto).


Segunda-feira, 19 Fevereiro, 2007

O Samba Atravessou... Sem a Beth

Vi com esses meus olhos, acostumados a enxergar impedimentos, pênaltis, dribles e gols: Beth Carvalho foi humilhada no Sambódromo. Ainda curva, levantando a roda da saia rosa, foi com muita dificuldade que a sambista chegou ao último degrau do derradeiro carro da Mangueira, que já acelerava lá atrás, aquecendo para o desfile. Não passou dele. Lá no chão, eu registrava com minha máquina fotográfica o que pensava ser a vitória de Beth, que, com um sério problema de coluna, não podia sambar na pista. Uma foto, duas fotos e... um senhor de chapéu, lá em cima, deu de gritar e abrir os braços como um guardião do carro dos baluartes. Era um deles.
Estava furioso. Não, Beth não podia desfilar ali. Um diretor da Escola que acompanhava Beth tentou bancá-la no carro, mas nem ele pôde com a força e raiva do baluarte. Foi empurrado, e restou-lhe tentar equilibrar-se e escapar dos empurrões. Curva, segurando a roda da saia rosa, Beth estava assustada, implorando para que alguém a ajudasse a descer os degraus que haviam levado-a a tamanho constrangimento.
Lá no chão, curva, segurando a roda da saia rosa, a sambista chorou. O diretor da escola também. A Mangueira atravessou a pista sem Beth Carvalho, a Beth que teve de mudar de endereço porque não mais podia com as escadas do seu. Não venceu também as escadas tão bem protegidas pelo tal baluarte. Mas, no samba, ela não muda de endereço. Continua Mangueira até morrer.
xxxx
A polêmica que esquentou esse espaço aqui na semana passada ultrapassou todos os limites. A sambista, enfim, foi convidada pelo presidente da Escola para desfilar num carro. Escolheram o dos baluartes. Beth não é baluarte e aquele não era o seu lugar. Tampouco seu lugar era a escória.
Amanhã, aqui, as fotos da humilhação de Beth Carvalho.


Sexta-feira , 16 Fevereiro, 2007

Podre Poder

O que esperar de uma Federação cujo presidente afirma para quem quiser ouvir que vai proteger seus aliados? O que esperar de um presidente que faz ameaças àqueles que não estão do seu lado? Sem um pingo de vergonha, de cara limpa, Rubens Lopes disse: 'Concessão e boa vontade são só para os amigos". Ou seja: Flamengo, Botafogo e América, os 'inimigos' em questão, podem se preparar. O desavergonhado presidente da Federação dá a entender que vai jogar duro com eles. O futebol carioca, tão bonito no campo, continua feio nas entranhas do poder. Podre poder.


Quinta-feira, 15 Fevereiro, 2007

Ética? Onde?

ArquivoO convite foi descarado, sem a preocupação de fazê-lo por baixo dos panos, e, em plena Taça Guanabara. Com tanto treinador desempregado por aí, o Fluminense descobriu que queria porque queria o do Vasco. A briga por Renato Gaúcho fez até o presidente do clube de São Januário, Eurico Miranda, pronunciar uma palavra que eu nem sabia que constava no seu vocabulário: ética. Meus ouvidos se surpreenderam ao ouvir aquela voz rouca. Era o Eurico, era ele mesmo. Falava em ética...
Logo mais, quando sair da redação, vou levar para o Escravos da Mauá, guardada nos meus ouvidos, aquela voz rouca. Mas já tirei minha conclusão. Faltou ética, sim... E como tem faltado!!!

Pimenta nos olhos dos outros é o refresco da Fifa

Num morro de 4 mil metros, onde oxigênio é um luxo, empate em 2 a 2 é vitória de goleada. O Flamengo jogou mal contra o Real Potosí, arrastou-se, mas conseguiu manter a invencibilidade na temporada. Precisou até de balão de oxigênio para sobreviver em campo. A cartolada da Fifa, de gravata, bem que podia fazer meia dúzia de polichinelos naquele canteiro de obras de Potosí, onde jogou o Flamengo. Só pra ver o que é bom pra tosse.


Quarta-feira, 14 Fevereiro, 2007

Bacalhau na Terra do Bacalhau

Foto de Isabela Kassow
Dirão os engraçadinhos: Ygor está indo para o lugar certo, a terra do bacalhau. O cabeça-de-área vai trocar o Vasco pelo Start, da Noruega, logo quando seu futebol começava a aparecer. Está longe, a muitos quilômetros de ser craque. É no máximo razoável. Um mais ou menos como tantos outros que estão por aí. Para o Vasco, será um desfalque, porque estava bem encaixado no time. Para o Start, sabe-se lá qual será o peso de Ygor. O que chama a atenção é que todos acabam indo. Até o Ygor que, se bobear, já esbarrou com você na fila do supermercado e nem foi reconhecido. Até ele...

Castelo de Areia

Foto EFEO Brasil chorou quando Robinho foi embora. Hoje, quem chora é ele. Perdeu o sorriso moleque e confessa que não é feliz. Robinho tem bola, dinheiro e mercado. Mas o técnico Capello tirou o brilho de seus olhos. Já tinha feito o mesmo com Ronaldo. Será que ninguém consegue ser feliz no Real?

Mais um tombo

O Brasil não perdeu somente a Copa da Alemanha. Não perdeu somente o amistoso para Portugal. Perdeu também a liderança do ranking da Fifa, posição que ocupava desde 2002. Foi superado pela Itália e, em segundo lugar, está à frente da Argentina. A Copa América, a partir do dia 26 de junho, na Venezuela, pode ser o trampolim para um salto ou o mergulho para o fundo.


Terça-feira, 13 Fevereiro, 2007

Passado nebuloso, futuro duvidoso

Foi-se o Valdiram. A ficha policial já ameaçava condená-lo, mas o Vasco deixou um dia o preconceito de lado e abriu suas portas para o jogador de passado nebuloso. Deu-lhe todas as chances. O atacante chegou a ter a simpatia da torcida, mas, lá pela milésima escorregada na conduta, caiu de vez. Foi emprestado por 90 dias ao Itumbiara, de Goiás. Valdiram não sabe ler nem escrever. O Vasco lhe deu escola, emprego, cama e comida. O que mais Valdiram quer da vida? Não pode reclamar da sorte. Não pode.

Olé na galera

Primeiro, foi o estádio do Americano. O jogo contra o Flamengo teve de ser transferido para Volta Redonda. Agora, é o do Madureira, também reprovado pelo Corpo de Bombeiros. Onde, então, o Flamengo vai jogar, sábado? Para onde os rubro-negros devem correr, depois do desfile do Bola Preta pelas ruas do Centro? Por enquanto, ninguém sabe. O Campeonato Estadual já está em sua quarta rodada. É inadmissível que problemas assim continuem driblando o torcedor.

Ainda não tinha falado dos afins...

Foto de Marluci Martins
Pois bem... A alvinegra Beth Carvalho, derrubada pela Mangueira na marca do pênalti, ainda é dúvida para o carnaval. De molho no departamento médico por causa da coluna, fez tabelinha ontem com o compositor rubro-negro Moacyr Luz, no Samba do Trabalhador, no Clube Renascença (Andaraí, terra de Dondom). Um dia depois do empate (3 a 3) no clássico, os dois eram só alegria. Mas Beth aproveitou o microfone para dar cartão vermelho à Mangueira, que não lhe oferece um carro alegórico para o desfile de carnaval. Um desavisado ainda arriscou: "Ela tem que cantar o hino do Botafogo!" Que nada... Com a insatisfação de um jogador barrado e no banco de reservas, Beth rodou a baiana.



Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2007

Liga o celular, PC!!!! Pode ser oferta de emprego...

Foto de Marluci Martins "Alô, PC?"
"Quem está falando?"
"É você, PC?"
"Quem está falando?"
"Oi, PC... É Marluci, do Jornal O Dia..."
"Oi, Marluci... Estou conversando com a minha mulher... Você pode me ligar em 10 minutos?"
"Ligo, sim... Como você está?"
"Tudo bem... E você?"
"Tudo bem... Ligo em 10 minutos, então..."
Dei 10 minutos, contadinhos no relógio. E liguei de novo pro PC Gusmão. O celular estava fora de área... Quase na mesma hora, recebo um chamado no meu rádio. Era um de seus assessores de imprensa, convidando-me para uma entrevista coletiva. Pelo visto, PC não mais está atendendo telefone hoje. Mas, desempregado, provavelmente deixará o celular ligado a partir de amanhã.


Empate Gostoooooso

Houve quem desafiasse a chuva e a cara feia da patroa para assistir no Maracanã ao clássico Botafogo x Flamengo. Houve quem preferisse gastar 60 pratas no Pay Per View. Desafio vencido. Dinheiro bem gasto. Foi um jogão, com três gols para cada lado. Ninguém ficou triste...

Sem Palavra

"Aprendemos que a troca de treinadores é prejudicial ao elenco, pois cada técnico tem sua metodologia. Percebemos que ficar trocando treinadores é um grande erro, porque confunde os jogadores". A frase é do presidente do Fluminense, Roberto Horcades, dita à Rádio Tupi no dia 14 de dezembro de 2006. Menos de dois meses depois, o dirigente mudou de convicção. PC Gusmão seguiu o mesmo caminho de cinco treinadores que passaram pelas Laranjeiras no ano passado: Ivo Wortman, Paulo Campos, Josué Teixeira, Oswaldo de Oliveira e Antônio Lopes. Será que a culpa é só deles?

Tinoco x Tinoco

Periga o decisivo jogo Madureira x Flamengo, sábado que vem, provocar briga em família. O gerente de futebol do Flamengo, Isaías Tinoco, pode cortar em casa os privilégios do filho, Vítor, que faz estágio como preparador físico, no Madureira. Conselho de pai pra filho: 'Não estrague meu carnaval'.

Três Pedidos para o Gênio... da Área

Arquivo Quando Romário começou seu aquecimento, os vascaínos, esfregando os olhos como quem alisa a lâmpada mágica, fizeram três pedidos. O 'Gênio da Área' atendeu, solícito, a todos: três gols. Deu gosto ver sua precisão ao tabelar uma bola ou subir meio andar acima de seu 1,69 metro para dar duas cabeçadas certeiras que fulminaram o goleiro do Voltaço. Faltam 10 gols para o sonho dos mil. Romário merece. Não se importa com as críticas, não teme manchar a carreira, não deve nada a ninguém. Se o Vasco conseguir mantê-lo sob rédeas, Romário e o time podem ir longe.


Domingo, 11 Fevereiro, 2007

Papo de Táxi

Saí do desfile do 'Simpatia', de táxi, para a casa do amigo Fernando Molica. As ruas de Ipanema ainda estavam engarrafadas, e arrisquei puxar conversa com o motorista. O papo era sobre futebol e, surpreso com meu interesse, acabou arrancando de mim a confissão: "É que sou repórter... Faço a cobertura do Flamengo".
Pronto! Estávamos íntimos. Sacou de seu porta-luvas um álbum de fotografias bem antigo. Numa delas, quem posava era Ronaldo, sem o excesso de gordura que tirou sua mobilidade na Copa da Alemanha. Na outra, um Romário bem mais magro que o de hoje, mas não menos marrento. "É o aniversário do Romarinho. Aliás, foi ruim de tirarem dinheiro do Romário pra pagar as despesas da festa", entregou.
O motorista, um tricolor que já preparava o coração para ouvir pelo rádio Fluminense x América, morava na Vila da Penha. Lembrava-se dos primeiros passos de Romário no bairro, jurando que ele não era tão bom de bola e nem tinha vaga no time de rua do próprio pai, Edevair. "Mas sempre gostei dele. Fala o que vem a cabeça mermo. Não tá nem aí pro que vão pensar".
O motorista também falava o que lhe vinha a cabeça. E deu de entregar o Baixinho. "É pão-duro. Outro dia, foi assistir ao ensaio do Tupi de Brás de Pina. A entrada era 5 pratas e... a senhora acredita que ele ficou um tempo na porta esperando pra entrar de graça? Não pagou, não. Botaram ele pra dentro".
Mais, não sei. Chegávamos à porta do prédio do Molica. Paguei 15 pratas pela corrida. Dinheiro que dava para três ingressos do Tupi de Brás de Pina.


Descendo a Ladeira

Já falei dos gols do Rodrigo Tiuí. Falei dos gols do Roger. Tá certo, tá certo... Não vou falar hoje do gol do Marco Brito. O Fluminense continuou descendo a ladeira, contra o bem armado América de outro ex-tricolor, Aílton, e, hoje, só lhe resta torcer para dar coluna do meio no jogo Vasco x Volta Redonda. A situação é dramática para o time que mais contratou no Rio. A intenção foi a melhor possível, mas, com tantos reforços na mão, o técnico PC Gusmão se perdeu. Não conseguiu formar um time titular. Muda a cada treino, a cada partida, a cada sono - se é que consegue dormir.

Ex-Parceiros

Foto Marluci Martins
Obina e Zé Roberto, dois personagens que vão arrastar muita gente hoje pro Maraca, jogaram juntos no Vitória. Na verdade, praticamente só treinaram juntos, pois disputaram apenas uma partida no mesmo time. Foi suficiente. Obina sabe como ninguém do que é capaz o apoiador do Botafogo. "Já naquele tempo (2004), ele metia cada bola..." Ambos arriscam o mesmo placar para Botafogo x Flamengo: 1 a 0, só que cada um aponta seu time como o provável vencedor. Zé Roberto é abusadinho: "O Fogão vai ganhar de 1 a 0, com gol contra do Obina". Será?

A Nove é de Souza

Estava um calor de derreter os miolos, e eu e o companheiro de redação Raphael Roque promovíamos o encontro de Zé Roberto e Obina para o Jornal O Dia. Foi na sexta-feira. Surpreendeu-me a simplicidade de Obina. Perguntei-lhe se vestiria a camisa nove ou se a deixaria para Souza. Juro que a pergunta pegou o grandão de surpresa. Ele nem tinha se tocado de que sua camisa havia sido entregue a Souza no jogo contra o Boavista, do qual não participara. Mas Obina não perdeu a linha: "Ih, é mesmo... Ah, deixa a nove pro Souza. Eu gosto da 18 e da sete. Acho que vou pedir a sete". Mais tarde, já na redação, liguei para um dirigente, que confessou que não tinha ainda pensado no assunto. Pediu-me cinco minutos. E, quando liguei de volta, tive a informação: "Obina vai jogar com a sete". Isso tudo, só pra mostrar o que é Obina. Simples e da paz, merece o carinho da galera.


Sábado, 10 Fevereiro, 2007

Pão sem Manteiga

O técnico Cuca confidenciou aos amigos que Dodô não é de jogar no sacrifício. O que significa que, se a dor no pé esquerdo não der trégua, o artilheiro não deve mesmo entrar em campo. Com André Lima e Jorge Henrique, o Botafogo ainda assim não seria carta fora do baralho. Mas o Flamengo, completo, tornaria-se o favorito. Quer saber por quê? Experimente comer de manhã seu pão francês quentinho, saído do forno, sem manteiga. Assim é o Botafogo sem Dodô. Sem ele, o time perde o sabor e o charme. O Maracanã fica insosso.


Sexta-feira , 9 Fevereiro, 2007

A Obina o que é de Obina e a Souza o que é de Souza

Foto de Marluci MartinsObina vinha jogando com a camisa 9 do Flamengo. Quando ficou fora, na partida contra o Boavista, Souza herdou o número, que, aliás, já usara no dia de sua apresentação. No domingo, os dois atacantes serão titulares. Quem ficará com a camisa?

Família Faria x Renato Gaúcho

Foto Carlos Moraes / Agência O DIAPegou mal na família Faria a declaração de Renato Gaúcho de que, se dona Lita queria ver o filho enfrentando o América, ela que ocupasse o seu lugar, no comando do Vasco. O irmão de Romário, Ronaldo, não gostou. Ele chegou a telefonar para o gerente de futebol do clube, Paulo Angioni, criticando a atitude do treinador. "Mexer com ela, nããããooo", avisou.


Nada é tão ruim que não possa piorar

Ao descobrir o que Júnior Baiano pensava em fazer quando correu em disparada na comemoração de seu gol sobre o Vasco, cheguei à conclusão de que o gesto rubro-negro foi bem mais sensato do que a grosseria que quase subiu à sua cabeça. O zagueiro pensou em correr na direção do técnico Renato Gaúcho e gritar-lhe uns desaforos. Queria xingar o técnico do Vasco, que vetou sua contratação, no início de 2006. Ou seja: poderia ter sido pior, bem pior.


Quinta-feira, 8 Fevereiro, 2007

Fluminense 4 x 4 Roger

Falei há pouco do Rodrigo Tiuí. E, juro, não é provocação aos tricolores: o Roger fez quatro gols na vitória (5 a 0) do Corinthians sobre o Rio Claro. Enquanto isso, na Taça Guanabara, o Fluminense precisou de três jogos para fazer o mesmo número de gols. Um consolo: o Rio Claro é fraquinho, fraquinho...

No Banco

Depois de Romário, mais uma estrela vai para o banco de reservas. Chegou a vez de Juninho Paulista, no Flamengo, sentar-se e sofrer. O currículo de pentacampeão certamente teve peso na contratação do apoiador, que até a camisa 10 ganhou. Mas o futebol exige mais do que um bom histórico. O passado, no caso de quem já foi o tal, só serve como parâmetro para aumentar o nível das cobranças.

Ex-Sapo

A vara de condão de Vanderlei Luxemburgo transformou o sapo em príncipe. Quem viu Rodrigo Tiuí no Fluminense, ainda nos tempos do técnico Ricardo Gomes, sabe do que estou falando. Mas, não é que o atacante virou príncipe? E, tirando onda de titular no Santos, fez dois gols na goleada de 5 a 0 sobre o Blooming, ontem, na Vila Belmiro!!!

Cabeçada Burra

Foto Carlos Mesquita / Agência O DIADe Ygor, podia-se esperar o cartão vermelho, num jogo em que o Vasco já estava em desvantagem no placar. Mas, de Morais, não. O apoiador está longe de ser craque, mas tem habilidade, por exemplo, para chutar com as duas pernas. Falta-lhe cabeça. A cabeçada ­(ou tentativa) no árbitro Luís Antônio da Silva Santos foi burra. Tirou a última gota de esperança de recuperação do Vasco. Apesar de jovem, Morais tem que assumir a responsabilidade de ser um dos destaques do time.

A Banana do Baiano

Foto Carlos Mesquita / Agência O DIANão havia rubro-negros no Maracanã. Havia, sim, torcedores rubros do América. Para quem, então, foi a comemoração de Júnior Baiano? Para vascaínos? Não precisava. Seu gol já causara a dor. A comemoração, com a assinatura de uma facção do Flamengo, soou como agressão ao Vasco e descaso com seu clube, o América. Foi como uma "banana" para quem pagou ingresso e foi ao estádio. Uma "banana" também para seus companheiros de time que dispararam para dar-lhe um abraço e ouviram um "peraí, peraí". Tá certo, os rubro-negros, de olho na tevê, riram em casa. Só que riram muito mais da derrota (2 a 1) do Vasco do que do gesto de Baiano. O tempo não está para provocações.




Quarta-feira, 7 Fevereiro, 2007

Para dormir em paz

Para os alvinegros, principalmente eles, o jogo Madureira x Americano é quase tão importante quanto o clássico de domingo, com o Flamengo. Se o Madureira, que joga em casa, vencer o time de Campos, chegará aos oito pontos, um a mais que o Botafogo. Nesse caso, restará ao time de Dodô vencer o Flamengo, para dormir em paz até a quinta rodada, no dia 16.

Sem Preguiça

Ninguém desaprende. Romário não seria o primeiro. Craque incontestável, talvez o melhor que minha geração viu, ele foi o destaque do treino recreativo de ontem, em São Januário. Era uma brincadeira, mas Romário não gosta de perder nem par ou ímpar. Levou a sério e comandou seu escrete na vitória fácil em cima do time do técnico Renato Gaúcho. Deu passes e fez o de sempre: gols. Estará no banco hoje, e quem não quer vê-lo entrar em ação, pelo menos um pouquinho, contra o América? Só pra ver como anda a sua forma física. Problema técnico, ele não tem. Mas, para continuar, vai ter que suar muito nos treinos físicos. Tomara que a preguiça não o faça relaxar.

Pra não dizer que não falei das flores

Foto Eddie Keogh / ReutersVou falar das flores da camisa do técnico da Seleção. Ou não eram flores? Não sei bem o que eram, mas, na ânsia de ser um outdoor ambulante da filha estilista, Dunga está pecando por excesso. Pode-se dizer que seu antecessor, Parreira, pecou por omissão, na Copa da Alemanha. Mas não é disso que vou falar. Refiro-me ao excesso do guarda-roupa de Dunga. Por que se expor tanto? Melhor seria poupar-se das caricaturas, já que sua Seleção ainda não emplacou. Dunga já teve como marcas o cabelo arrepiado e o estilo vibrador dos tempos de capitão. Hoje, sobressai pela roupa esquisita. O torcedor brasileiro prefere que Dunga gaste todo o seu tempo quebrando a cabeça para escalar o melhor time possível, em vez de perder o sono com aquela pergunta que parece rondar a sua cabeça: "Com que roupa eu vou?". Fique com aquela outra pergunta, Dunga... Só com ela: "Com que time eu vou?"




Terça-feira, 6 Fevereiro, 2007

PC Descobre a Pólvora

Cícero mais adiantado. Soares no ataque. Se deu certo no Figueirense, por que PC Gusmão custou tanto a descobrir a pólvora? Foi o entrosamento dos dois no Brasileirão que levou-os ao Fluminense. Então, é melhor não mexer no que deu certo. Afinal, PC já tem que mexer em muita coisa que não está funcionando.

Dicionário Novo

Foto Carlos Mesquita / Agência O DIAO velho dicionário de cabeceira de Romário veio com defeito de fabricação: sem a página onde deveria estar escrita a palavra humildade. Para quem sempre foi um fominha confesso, o pedido para ficar no banco de reservas do Vasco, amanhã, contra o América, é surpreendente. Tudo indica que ele já não quer se expor tanto. Sabe que está sem ritmo e longe da melhor forma física e, por isso, prefere ir entrando aos poucos. Não é hora de correr o risco de jogar na lixeira 100 por cento de aproveitamento na Taça Guanabara. Se a iniciativa de ficar no banco não tiver prazo de validade, Romário terá a importância de sempre. Mas, será mesmo que isso vai valer para outros jogos? Terá Romário comprado um novo dicionário? Duvido...




Segunda-feira, 5 Fevereiro, 2007

Contagem Regressiva

É cedo ainda, mas Dodô já é um dos artilheiros da Taça Guanabara: dois gols. As torcidas de Botafogo e Flamengo torcem para que o domingo chegue logo. O clássico promete.

Constrangimento Provisório

Ainda bem que era provisório. O crachá da moça da Suderj, sem educação, esganiçada, dizia: 'provisório'. Perguntei seu nome e ela respondeu, com cara de poucos amigos e muitos inimigos: 'Andreza'. E foi logo adiantando: 'Não tô nem aí se me mandarem embora. Tô cansada desse negócio de Maracanã'. Depois, não ouvi mais nada. A policial Melo convidou-me a sair das cadeiras permanentes.
Culpa da provisória Andreza. Ela cismou que eu não podia ficar por 15 minutos nas cadeiras permanentes, onde eu precisava fazer uma matéria no jogo Flamengo x Boavista. Antes mesmo de tirar a tampinha da minha caneta, alguém cutucou meu ombro. Era a policial Melo e mais três (!) policiais do sexo masculino.
Andreza, com sua voz esganiçada, dizia com dedo em riste, na minha cara: 'Tira ela!'
Saí. Fiz uma foto da policial Melo de lembrança, pois, em 19 anos de profissão, nunca tinha sido abordada pela PM. Nem no Maracanã, nem no Stade de France.
Saí. Desci de elevador. Voltei com o presidente da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos, Pedro Costa, em carne e osso, como um advogado de defesa. Entrei, para desespero da Andreza. E fiz a matéria.
O constrangimento foi provisório. Como a Andreza.
Aliás, nesse mesmo dia, funcionários da Suderj barraram até dois agentes federais que faziam a escolta da embaixatriz de Israel...

O Próximo

Tite ou Joel Santana? Quem será o próximo? A fila nas Laranjeiras costuma andar rapidamente.

Obina é melhor que Souza?

Foto: Marluci MartinsSobrou para o coitado do Souza. O grito da torcida do Flamengo por Obina, domingo, no Maracanã, foi um sinal de que o técnico Ney Franco terá problemas para escalar um ataque definitivo. No início do ano, sonhava com Roni e Souza. Pediu a contratação dos dois e foi atendido. Mas a voz do povo vai ser mais forte. Obina é simpático, solícito e simples. E, acima de tudo, faz gols. Seu nome soará sempre como um xingamento a quem perder gols. Um tormento para os atacantes.
Ney Franco busca um lugar para Souza, artilheiro do Brasileirão do ano passado, com 17 gols. Como solução, pensa em escalá-lo ao lado de Obina. Dois grandalhões lá na frente, revezando-se na função de sair da área de vez em quando. Ou ambos plantados, prontos para cabecear um cruzamento de Leo Moura ou Juan. Mas, o que fazer com Roni, cuja contratação foi tão difícil? E Leonardo?
Entre mortos e feridos, quem não deve se salvar é Juninho Paulista. O banco de reservas está a sua espera.




Novo Maracanã

Foto: Marluci MartinsNão vou reclamar do novo espaço reservado à imprensa, que, apesar de refrigerado e bonito, tem o defeito de manter os ouvidos dos jornalistas longe da voz da torcida. Não vou reclamar da poeira. Não vou reclamar do sumiço do espelho do banheiro das mulheres. Não vou reclamar do cheiro de tinta fresca. Vou avisar, sim, que quem sentar nas cadeiras especiais do anel superior, lá pelas sete primeiras fileiras, não vai ver o jogador cobrando escanteio, nem o bandeirinha. A visibilidade é péssima.

Carta Aberta

Caro Vanderlei Luxemburgo,
Se um dia você me der a honra de comentar algumas das notas que escrevo a partir de hoje nesse blog, faça-o com moderação. Sem palavrões, pois isso aqui não é a Vila Belmiro. Para você não achar que é pessoal, saiba que a regra vale também para o árbitro Rodrigo Cintra e todos os internautas que visitarem esse pedaço aqui, que, eu sei, não é Igreja. Mas também não é campo de futebol, né? Lá, sim, xinga-se a mãe dos outros, e, também, o filho dela.
Seja bem-vindo (você, o Cintra e quem aparecer).
Grande abraço,
Marluci Martins